Arquivo da tag: finanças

Ricardo Coutinho justifica divisão de Finanças e Planejamento: “Era muito poder concentrado”

ricardoO governador Ricardo Coutinho (PSB) justificou, nesta segunda-feira (14), Medida Provisória de sua autoria que desmembrou a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento, Gestão e Finanças e recriou a Secretaria de Estado das Finanças. Segundo ele, havia poder em excesso na pasta conduzida por Tárcio Pessoa, que entregou o cargo após as mudanças promovidas pelo socialista.

“Eu me convenci que Finanças tinha que está separado de Orçamento, porque senão fica muito poder e quem tem que ter poder em excesso é efetivamente quem tem a responsabilidade e a responsabilidade pelo Estado é do governador”, explicou Coutinho.

Ele ainda afirmou que Seplag estava sobrecarregada. “Porque além de Planejamento e Orçamento estava com Finanças”, justificou.

Segundo ele, apesar da recriação de uma Secretaria haverá economia de recursos públicos, levando em consideração que foram extintos vários cargos comissionados.

MaisPB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Bloqueio de recursos pela Justiça tem alterado planejamento da Secretaria de Finanças da Prefeitura de Caiçara

fpm-bloqueadoO bloqueio de mais de 200 mil reais, pela Justiça, tem alterado o planejamento da Secretaria de Finanças da Prefeitura de Caiçara e prejudicado o pagamento dos servidores Públicos Municipais. A informação foi repassada pelo Secretário de Administração Pública Municipal, Júnior Félix.

De acordo com o Secretário nos últimos meses foram bloqueados mais de 200 mil reais das contas públicas da Prefeitura. Parte desse bloqueio se dá pelo pagamento de multas das gestões passadas, como é o caso de uma multa de 37 mil reais paga ao IBAMA, em decorrência de crime praticado pela gestão anterior, mais pagamentos de precatórios acumulados das outras administrações.

Os bloqueios fizeram com que algumas cotas do FPM de junho até agosto, fossem zeradas. Júnior Félix comenta que em virtude disso, o planejamento da Secretaria de Finanças foi alterado e os pagamentos dos salários dos servidores estão sendo pagos fora do mês. “É natural que nos meses de agosto e de setembro, aja uma queda no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Nos planejamentos para isso. Mas não contávamos com os bloqueios nos meses passados, o que nos obrigou a utilizar as reservas feitas para pagar a folha. Por essa razão tivemos dificuldades para realizar, pela primeira vez, o pagamento de setembro dentro do mês. Mas já estamos tomando todas as medidas cabíveis para sanar o problema, e em breve regularizaremos a situação. Servidores efetivos da saúde e da educação já receberam seus vencimentos e os demais devem receber nos próximos dias.” Comentou.

Após as deduções, a primeira cota (10) de outubro zerou.

Blog do Mago

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

179 municípios da PB descumprem LRF e vivem com as finanças em estado de emergência

aguaOitenta por cento dos prefeitos paraibanos não estão respeitando a Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. Dos 223 municípios da Paraíba, 179 estão descumprindo essa norma e vivendo com as finanças em estado de emergência, segundo levantamento do portal Viva seu Município, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

A tabela de classificação dos gastos das administrações municipais seguem a seguinte matemática: de 0% a 38,00% a situação é boa; de 38,01% a 48,00% a gestão estão com as finanças ajustadas; de 48,01% a 51,30% o prefeitos estão vivendo no limite; e, de 51,31% a 100,00% a situação é de emergência.

Algumas cidades paraibanas estão comprometendo em mais de 90% a receita municipal apenas com a folha de pessoal, o que deixa a gestão impossibilitada de investir em outros setores.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

De acordo com a pesquisa da CNM, o município paraibano que se encontra em pior situação é Alagoa Nova, que tem comprometido 95,36% de sua receita com o pagamento de servidores. Dos R$ 27.418.752 milhões da receita corrente líquida da cidade, R$ 26.145.377 milhões foram voltados para despesas de pessoal.

O prefeito Kleber Herculano de Moraes (PMDB) foi procurado pela reportagem, mas estava em viagem. O chefe de gabinete da prefeitura de Alagoa Nova, Manoel Vieira de Ataíde, falou ao Blog do Gordinho e contestou os números. Ele disse que a atual gestão já conseguiu reduzir em 50% o número de servidores municipais. “Até secretários foram demitidos esse ano para diminuir os gastos”, informou ele.

Contudo, segundo Manoel, há áreas que não podem ficar sem contratações. “Educação e saúde são as que mais necessitam de contratação, porque senão essas áreas não funcionam”, explicou o chefe de gabinete acrescentando que a prefeitura já está entrando em processo para realizar concurso público e adequar a situação da folha de pessoal a LRF.

18 municípios vivem no limite da LRF

Conforme os dados, além dos 179 municípios que estão vivendo com suas finanças em emergência, outros 18 estão no limite da LRF, ou seja, com o percentual de gastos com servidores entre 48,01% a 51,30%, do total da receita corrente líquida.

Quem mais se encontra no limite é Assunção, que está comprometendo em 50,93% a sua receita com o pagamento de funcionários. Dos R$ 9.463.831 milhões arrecadados, R$ 4.819.845 milhões tiveram que ir para a folha de pessoal.

Além de Assunção, estão no limite Algodão de Jandaíra, Alhandra, Areia de Baraúnas, Curral Velho, Lastro, Logradouro, Manaíra, Mato Grosso, Mogeiro, Monte Horebe, Olho d’Água, Passagem, Pitimbú, São Bento, São Domingos do Cariri, São José dos Cordeiros e Várzea.

Os ajustados

Diferente dos emergenciais e dos limítrofes, estão os prefeitos de 14 cidades. Eles conseguiram ajustar as contas e saíram do sufoco mantendo menos de 48% de sua receita voltados para o pagamento de servidores.

Nesse clube estão Alagoinha, Amparo, Bernardino Batista, Boa Ventura, Cabaceiras, Coxixola, Joca Claudino, Marizópolis, Quixabá, Salgadinho, São João do Tigre, São José do Brejo do Cruz, Tenório e Zabelê.

Mas, a melhor situação nesse caso é o de Alagoinha, onde 38,24% da receita corrente líquida vai para o pagamento da folha de pessoal. Dos R$ 21.694.716 milhões arrecadados, R$ 8.295.967 milhões foram para os funcionários.

São José do Bonfim está “na boa”

Ao contrário de todos os outros 222 municípios, São José do Bonfim é o único município do Estado que, segundo a CNM, está com as finanças numa “boa”. A prefeita Rosalba Gomes (PMDB) conseguiu fazer com que a administração municipal voltasse apenas 36,96% de sua receita para o pagamento da folha de pessoal. Dos R$ 9.270.344 milhões arrecadados, R$ 3.426.409 milhões são para pagar servidores.

Não constam

Os municípios de Catingueira, Cuité de Mamanguape, Curral de Cima, Ingá, Itatuba, Pilar, Princesa Isabel, São Miguel de Taipú, São Sebastião do Umbuzeiro, Soledade e Umbuzeiro, não tiveram os números divulgados pela pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios.

Importante

Os dados para o cálculo deste indicador foram retirados do FINBRA (Finanças do Brasil) no portal SICONFI da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), e foram calculados de acordo com o art. 18 da Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF). Estes dados podem ser diferentes do informado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), pois cada órgão possui uma metodologia de cálculo diferente.

Municípios em situação emergencial

  1. Água Branca
  2. Aguiar
  3. Alagoa Grande
  4. Alagoa Nova
  5. Alcantil
  6. Aparecida
  7. Araçagi
  8. Arara
  9. Araruna
  10. Areia
  11. Areial
  12. Aroeiras
  13. Baía da Traição
  14. Bananeiras
  15. Baraúna
  16. Barra de Santa Rosa
  17. Barra de Santana
  18. Barra de São Miguel
  19. Bayeux
  20. Belém de Brejo do Cruz
  21. Belém
  22. Boa Vista
  23. Bom Jesus
  24. Bom Sucesso
  25. Bonito de Santa Fé
  26. Boqueirão
  27. Borborema
  28. Brejo do Cruz
  29. Brejo dos Santos
  30. Caaporã
  31. Cabedelo
  32. Cachoeira dos Índios
  33. Cacimba de Areia
  34. Cacimba de Dentro
  35. Cacimbas
  36. Caiçara
  37. Cajazeiras
  38. Cajazeirinhas
  39. Caldas Brandão
  40. Camalaú
  41. Campina Grande
  42. Capim
  43. Caraúbas
  44. Carrapateira
  45. Casserengue
  46. Catolé do Rocha
  47. Caturité
  48. Conceição
  49. Condado
  50. Conde
  51. Congo
  52. Coremas
  53. Cruz do Espírito Santo
  54. Cubati
  55. Cuité
  56. Cuitegi
  57. Damião
  58. Desterro
  59. Diamante
  60. Dona Inês
  61. Duas Estradas
  62. Emas
  63. Esperança
  64. Fagundes
  65. Frei Martinho
  66. Gado Bravo
  67. Guarabira
  68. Gurinhém
  69. Gurjão
  70. Ibiara
  71. Igaracy
  72. Imaculada
  73. Itabaiana
  74. Itaporanga
  75. Itapororoca
  76. Jacaraú
  77. Jericó
  78. João Pessoa
  79. Juarez Távora
  80. Juazeirinho
  81. Junco do Seridó
  82. Juripiranga
  83. Juru
  84. Lagoa de Dentro
  85. Lagoa Seca
  86. Lagoa
  87. Livramento
  88. Lucena
  89. Mãe d’Água
  90. Malta
  91. Mamanguape
  92. Marcação
  93. Mari
  94. Massaranduba
  95. Mataraca
  96. Matinhas
  97. Matureia
  98. Montadas
  99. Monteiro
  100. Mulungu
  101. Natuba
  102. Nazarezinho
  103. Nova Floresta
  104. Nova Olinda
  105. Nova Palmeira
  106. Olivedos
  107. Ouro Velho
  108. Parari
  109. Patos
  110. Paulista
  111. Pedra Branca
  112. Pedra Lavrada
  113. Pedras de Fogo
  114. Pedro Régis
  115. Piancó
  116. Picuí
  117. Pilões
  118. Pilõezinhos
  119. Pirpirituba
  120. Pocinhos
  121. Poço Dantas
  122. Poço de José de Moura
  123. Pombal
  124. Prata
  125. Puxinanã
  126. Queimadas
  127. Remígio
  128. Riachão do Bacamarte
  129. Riachão do Poço
  130. Riachão
  131. Riacho de Santo Antônio
  132. Riacho dos Cavalos
  133. Rio Tinto
  134. Salgado de São Félix
  135. Santa Cecília
  136. Santa Cruz
  137. Santa Helena
  138. Santa Inês
  139. Santa Luzia
  140. Santa Rita
  141. Santa Teresinha
  142. Santana de Mangueira
  143. Santana dos Garrotes
  144. Santo André
  145. São Bentinho
  146. São Francisco
  147. São Domingos de Pombal
  148. São João do Cariri
  149. São João do Rio do Peixe
  150. São José da Lagoa Tapada
  151. São José de Caiana
  152. São José de Espinharas
  153. São José de Piranhas
  154. São José de Princesa
  155. São José do Sabugi
  156. São José dos Ramos
  157. São Mamede
  158. São Sebastião de Lagoa de Roça
  159. Sapé
  160. Seridó
  161. Serra Branca
  162. Serra da Raiz
  163. Serra Grande
  164. Serra Redonda
  165. Serraria
  166. Sertãozinho
  167. Sobrado
  168. Solânea
  169. Sossêgo
  170. Sousa
  171. Sumé
  172. Tacima
  173. Taperoá
  174. Tavares
  175. Teixeira
  176. Triunfo
  177. Uiraúna
  178. Vieirópolis
  179. Vista Serrana

 

Por Nice Almeida

blogdogordinho

“Corte de quatro mil comissionados vai reduzir em 10% folha de pessoal”, revela secretário de Finanças

tarcioO secretário estadual de Planejamento, Orçamento, Gestão e Finanças, Tárcio Pessoa, disse, nesta quinta-feira (22), que a redução de cerca de quatro mil servidores comissionados da máquina pública vai gerar uma economia de cerca de 10% na folha de pagamento do Estado.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

“Vamos ter uma redução consubstancial em comissionados, em prestadores de serviço, da folha de pessoal, será uma redução de cerca de 10%. O Estado tem cerca de nove mil cargos comissionados e agora vamos utilizar 5600. São quatro mil cargos que não estão sendo utilizados”, afirmou.

Apesar das declarações, Tarcio Pessoa não soube precisar quanto a redução de 10% vai representar em reais.

“Não posso dizer ainda por que estamos fechando a folha, que ainda está aberta. Com o fechamento vamos fazer o calculo com relação a folha anterior. Faremos a equação e chegaremos ao valor exato da economia”, declarou.

O secretário disse ainda que nesta folha de janeiro já será possível perceber também a redução nas despesas com diárias, de locação de imóveis e infraestrutura de veículos.

“Estamos cortando na carne, por que a situação nacional é complicada. Estamos fazendo o dever de casa”, disse.

MaisPB

Secretaria de finanças da prefeitura de Solânea envia comunicado a imprensa; Confira

FinançasInformamos que o setor financeiro da Prefeitura Municipal de  Solânea está aguardando  as informações  do setor  contábil  da Gestão anterior , a serem  repassadas até  o dia 31 de Janeiro de 2013,relativo ao encerramento do exercício de 2012 , para procedermos  o pagamento das despesas de pessoal vinculado á Secretaria de Saúde relativo ao mês  de Dezembro  e 13 salário de 2012 , pois é necessário verificarmos  se estas despesas ficaram empenhadas .

Em caso contrário , necessário  o envio de Projeto de Lei á Câmara Municipal  criando elemento de despesas para pagamento de exercício anterior , pois  não consta  no Orçamento  2013  este  elemento de despesa .
Tão  logo estas  informações  sejam repassadas a Prefeitura os  pagamentos serão realizados .

Solânea  , 21  de Janeiro de 2013

Elyene de Carvalho Costa
Secretaria  de Finanças

 

 

Assessoria

Prefeitos eleitos devem cortar comissionados para tentar equilibrar finanças nos municípios da PB

O mês de dezembro deverá ser o último mês de trabalho para a maioria dos servidores comissionados nos 223 municípios paraibanos. A grande maioria deverá ser demitida após mudança de gestão – com a chegada dos prefeitos eleitos – que acontece a partir do dia primeiro de janeiro de 2013.

Em campina Grande, por exemplo, o prefeito eleito Romero Rodrigues (PSDB) já anunciou que vai cortar em pelo menos 50% o número de servidores comissionados da prefeitura. Segundo Romero, os cortes vão ocorrer onde houver excesso de funcionários. “A folha de pessoal está em torno de R$ 1 milhão por mês”, declarou. Essa foi a primeira medida anunciada pelo gestor, que assume a prefeitura em janeiro de 2013.[bb]

Já em João Pessoa, o prefeito Luciano Cartaxo (PT) afirmou que não vai demitir os prestadores de serviços. De acordo com Cartaxo, há funções que não podem parar. Para solucionar o problema, o gestor declarou que vai realizar concursos públicos na prefeitura da capital.

Em Guarabira, Zenóbio Toscano (PSDB), também anunciou algumas medidas que serão adotadas no começo de gestão para ajustar a máquina administrativa. Ele disse que vai extinguir os cargos de secretário adjunto na prefeitura e reduzir gastos em festas na cidade.

Na grande João Pessoa, o prefeito eleito de Santa Rita, Reginaldo Pereira, disse que a solução para diminuição das despesas será eliminar duas ou três secretarias. Atualmente o município conta com 12 pastas.[bb]

Fonte: PolíticaPB

Secretaria de Finanças de Solânea emite nota esclarecendo atraso nos pagamentos dos servidores e fornecedores


Prefeitura Municipal de Solânea – Secretaria de Finanças.

Nota de Esclarecimento

O Secretário de Finanças e Tesoureiro Interino da Prefeitura Municipal de Solânea, João Everton Lemos, divulgou, através de uma Nota de Esclarecimento Público, os sérios problemas enfrentados no que se refere à efetivação de certos Pagamentos, através de Cheques a Servidores e Fornecedores, já que os Computadores e seus respectivos HD’S, foram aprisionados pela Operação “Pão e Circo”, realizada, no Município, no dia 28 de Junho.

Por isso e, por conta disso, sem a presença dessas máquinas que possibilitam a efetivação dos aludidos trabalhos, pede a devida compreensão Popular, enfatizando que somente será possível a realização desses pagamentos, quando os citados computadores forem devidamente devolvidos ao Município e, para tanto a Procuradoria Jurídica do Município, já está devidamente empenhada no sentido de liberá-los no mais rápido espaço de tempo possível, para a normalidade da vida Administrativa, em Geral.

 

 

Secretaria de Finanças, da Prefeitura Municipal de Solãnea-PB em,

02 de Agosto de 2012

 

Atenciosamente,

 

 

                         JOÃO EVERTON LEMOS

                       Secretario das Finanças

                          Tesoureiro Interino

 

 

Assessoria para o Focando a Notícia

Na 15ª Marcha, prefeitos queixam-se das finanças e pedem distribuição igual dos royalties do petróleo

Prefeitos reclamam de “Restos a pagar”, pisos salariais e renúncias fiscais. Dilma admite desajustes e cobra projetos

Na 15ª Marcha, prefeitos queixam-se das finanças e pedem distribuição igual dos royalties do petróleo Dilma garantiu que o governo está atento para impedir inclusão de prefeitos endividados na Lei da Ficha Limpa (Foto: Wilson Dias/ABr)

 

A 15ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada nessa terça (15) em Brasília, foi marcada por críticas aos chamados “Restos a pagar”, excesso de pisos salariais e renúncias fiscais do governo federal que afetam as finanças das cidades. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, considera que falta um pacto entre os municípios e a União. Para ele, o que existe hoje “é montaria, não parceria”. Ziulkoski cobra um diálogo mais eficiente entre as partes. Para ele, o Congresso interfere, com leis, nas obrigações do Executivo nas cidades sem antes debater com elas.
Esta foi a segunda vez que a presidenta Dilma Rousseff recebeu a marcha. Ela destacou como característica de seu governo a indistinção no tratamento aos prefeitos, independentemente de partidos políticos. Mas cobrou projetos. “Se tiver projeto, se melhorar a vida da população, isso é o que interessa”, disse. “É impossível transformar o Brasil, do ponto de vista social, se não contarmos com governadores e prefeitos.”
“Concordo que há desajustes, que não temos e não alcançamos a melhor relação possível, mas não concordo que o governo federal não tenha feito tudo o que era possível, dada nossa situação, para ampliar a parceria com os municípios”, disse Dilma.
A CNM afirma que há R$ 24,6 bilhões em “Restos a pagar” por parte do governo federal. Seriam valores referentes a obras iniciadas nas cidades, mas que elas teriam deixado de receber os recursos da União. “Todos sabem que 60% de toda a arrecadação vão para o governo federal. Essa centralização financeira é ruim e o governo tem de devolver esses valores para as prefeituras”, disse Ziulkoski. “Sei dos esforços do governo mas, na prática, R$ 16,8 bilhões são “Restos a pagar” processados que ainda não foram pagos”, afirmou.
A confederação também criticou o que os prefeitos chamaram de “proliferação” de pisos salariais. “Nós somos a favor dos pisos, desde que eles possam ser cumpridos. Infelizmente não há, no Brasil, nenhum prefeito ou governador cumprindo a lei do piso. Só na área médica são R$ 54 bilhões em pisos (caso as propostas em tramitação sejam aprovadas pelo Congresso Nacional)”, disse Ziulkoski, dirigindo-se ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia.
Os prefeitos defendem a distribuição igualitária dos royalties do petróleo para todos estados brasileiros. Ziulkoski disse que o atraso na decisão sobre uma regulamentação já causou prejuízo de R$ 3,5 bilhões aos municípios. “Não existe produtor nem estado, o que tem é confrontante. O petróleo produzido é da União, é nosso, é de todo mundo”, disse.
Dilma defendeu empenho e diálogo para resolver a situação. “Sobre petróleo, vocês não vão gostar do que vou dizer: não acreditem que conseguirão resolver a distribuição de hoje para trás, lutem pela distribuição de hoje para a frente.” Os prefeitos não gostaram da resposta e houve um início de vaia. No encontro, porém, Dilma também foi aplaudida.
Ziulkoski posicionou-se contra o fato de que, em meio a tanta adversidade, os municípios ainda tenham de abrir mão de mais receitas devido a renúncias fiscais do governo federal em impostos que são partilhados pelos municípios. “Dos R$ 52 bilhões renunciados, R$ 25 bilhões são nossos. Sei da dificuldade em se fazer a reforma tributária, mas essa deve estar entre as prioridades do país.”
O presidente da Frente Nacional de Prefeitos, João Carlos Coser, também comentou sobre os chamados “Restos a pagar”. Chegou a revelar temor dos prefeitos com seu futuro político e com a Lei da Ficha Limpa, caso terminem seus mandatos endividados: “Ser prefeito é quase um gesto heróico, porque você vai sair com 10 ações nas costas, vai precisar de um bom advogado e possivelmente não poderá se reeleger”.
Dilma afirmou que está atenta ao risco – um estudo revela que aproximadamente 4 mil prefeitos podem cair no Ficha Limpa por causa do endividamento – e que o assunto será tratado de forma aprofundada pela União. “Vamos impedir que prefeitos inocentes sejam classificados como fichas sujas. O governo será parceiro nisso, vamos separar o joio do trigo”, disse.
Coser elogiou o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância), que auxilia na construção de creches, mas citou a dificuldade em manter as instituições após a sua construção. “Tão importante quanto o custeio é a manutenção das creches”, disse.

Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual, com Agência Brasil

Focando a Notícia

Cresce número de profissionais que planejam finanças pessoais no Brasil

Brasília – A expansão de renda dos brasileiros, em muitos casos, traz um efeito colateral. O impulso que estimula as famílias a consumir também pode resultar na perda do controle das finanças pessoais e no envolvimento em dívidas cada vez maiores. Ao mesmo tempo, a população perde oportunidades de ampliar a riqueza, ao deixar de investir em aplicações rentáveis por puro desconhecimento.

Para ajudar as famílias a administrar a renda, uma nova categoria de profissionais se expande no Brasil. O planejador financeiro pessoal orienta as famílias a gerenciar o orçamento e a investir o dinheiro. As estatísticas do próprio setor mostram que a demanda por esse serviço não para de crescer.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF), 714 profissionais brasileiros obtiveram a certificação para atuar como planejadores financeiros pessoais em 2011, contra 485 em 2010. De um ano para outro, houve um salto de 47%. A entidade é a única no país autorizada a conceder certificados conforme os padrões do Financial Planning Standards Board (FPSB), entidade criada nos Estados Unidos para estabelecer normas de qualidade para o setor.

Para o economista Fabiano Calil, diretor do IBCPF, o crescimento do número de planejadores financeiros pessoais está associado ao descompasso entre o aumento da renda dos brasileiros e a falta de informações sobre como administrar o orçamento doméstico. “O planejador financeiro diminui a lacuna entre o baixo nível de educação financeira e a grande oferta de serviços oferecidos pelo mercado financeiro”, diz.

Calil esclarece que apenas profissionais autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão autorizados a dar dicas de aplicações. Mesmo assim, os planejadores financeiros podem explicar as modalidades de investimento e ressaltar a importância de poupar. “O planejador financeiro não necessariamente pode recomendar produtos, mas sempre destaca a necessidade de fazer poupança ou aderir a um plano de previdência complementar”, declara.

O planejador financeiro também fornece orientações sobre o tipo de crédito que a população deve contrair, evitando o cheque especial e o financiamento rotativo dos cartões de crédito, modalidades com juros mais altos. “O planejador ajuda a ver a necessidade de crédito de cada família e a contrair os empréstimos ou financiamentos mais baratos, evitando que a captação [de recursos] vire dívida”, explica.

Segundo o IBCPF, o crescimento do setor no Brasil está acima da média mundial e até de outros países emergentes. Enquanto o número de profissionais financeiros certificados aumentou pouco mais de 40% no país, a expansão foi 22% na Índia, 20% na China e 14% na Indonésia.

Em todo o mundo, o número de profissionais da área aumentou apenas 4,5% no ano passado. Na avaliação da entidade, o potencial de crescimento nos países emergentes continuará elevado nos próximos anos porque o número de profissionais da área ainda é pequeno na comparação com os países desenvolvidos.

Agência Brasil