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Inter vence figueira com gol no fim e garante vaga direta à Libertadores

interO discurso do Inter era de que a Libertadores começaria neste sábado, diante do Figueirense, pela última rodada do Brasileirão, uma vez que o Colorado precisava vencer para escapar da fase preliminar do torneio continental. Pelo jeito, começou bem. O time catarinense estava confirmando o rótulo de “pedra no sapato” dos gaúchos até os 50 minutos, quando Wellington Silva marcou o gol salvador, que tirou a importância da vitória do Corinthians sobre o Criciúma. O dramático 2 a 1 foi iniciado com gol de Pablo, para o Figueira. Depois, Rafael Moura empatou, antes do tento nos acréscimos.

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A vitória suada salvou o Inter sob vários aspectos. Com o terceiro lugar e 69 pontos, o Colorado foge da pré-Libertadores, marcada para a primeira semana de fevereiro, o que implicaria mudança de planejamento na pré-temporada. Além disso, se passasse pelo mata-mata, ingressaria no “grupo da morte”, com São Paulo, San Lorenzo e Danubio. Assim, o time de Abel irá ao Grupo 4, ao lado de Emelec, do Equador, de um representante do Chile a ser definido e do vencedor do Jogo 4, entre Monarcas, do México, e The Strongest, da Bolívia. A derrota deixa o Figueirense em 12º com 57 pontos e em nenhum momento estraga a importante campanha de recuperação de Argel Fucks.

Ao final da partida, o árbitro Marielson Alves da Silva ainda sofreu com as reclamações dos jogadores do Figueirense. A ira dos catarinenses ainda rendeu um lance incomum, em que Rafael Moura precisou correr atrás de Marielson e “escoltá-lo” dos rivais furiosos.

Paulão zagueiro Inter (Foto: Alexandre Lops / Divugação Inter)Figueirense e Inter fazem jogo emocionante em Santa Catarina (Foto: Alexandre Lops / Divugação Inter)

Bastante desfalcado, sem o capitão D’Ale nem o xodó Nilmar, o Inter entrou em campo com surpresas. Abel Braga retomou o esquema com três zagueiros, usado com relativo sucesso no empate com o São Paulo, no Morumbi. A ideia parecia acertada. Os primeiros minutos foram de pressão vermelha. Substituto de Fabrício, Alan Ruschel atuou como ala-esquerdo e quase abriu o placar logo aos quatro minutos. Aos 15, Rafael Moura, livre, cabeceou para fora. Um ímpeto que aos poucos arrefeceu.

Mesmo sem aspirações concretas na tabela, o Figueirense conseguiu conter o rival e assustar nos contragolpes. O crescimento se deu a partir dos 30 minutos, com duas finalizações de Felipe e uma tentativa frustrada de bicicleta de Marcão. A situação piorou para o Inter, já sem articulação nem inspiração, quando o Corinthians abriu o placar contra o Criciúma. O gol de Elias colocava o Colorado no quarto lugar e na pré-Libertadores. O Inter deixou o primeiro tempo reclamando da arbitragem, embora Marielson Alves da Silva pudesse até ter expulsado o colorado Alan Ruschel, após deixar o rosto sobre Yago.

Toda a emoção no final

O Figueirense resolveu jogar futebol na volta do intervalo. A um minuto, Pablo obrigou Alisson a fazer milagre. Aos quatro, não houve santo possível. O atacante completou o cruzamento e anotou o 1 a 0, obrigando o Inter a virar a partida para voltar ao terceiro lugar. A ponto de Abel inverter a tática inicial, indo de três zagueiros a três atacantes, com Taiberson e Wellington Paulista, ao lado de He-Man.

Mesmo assim, Alisson seguiu fazendo milagres. O Criciúma chegou a empatar a partida contra o Corinthians e França, do Figueira, foi expulso – depois, ainda seriam excluídos Nirley, Alan Ruschel e Wellignton Paulista. Para piorar, o Timão marcou seu segundo gol logo depois. Mas havia tempo. E esperança. Rafael Moura empatou aos 41 minutos, de cabeça. Nove minutos depois, no último segundo da partida, Wellington Silva mudaria a história do Inter, do campeonato. E, quem sabe, da Libertadores 2015.

 

Globoesporte.com

Figueira surpreende e estraga festa de inauguração da arena do Timão

A história vai registrar este 18 de maio de 2014 como o primeiro jogo oficial da história da Arena Corinthians. No entanto, terá de citar também o Figueirense, que somou seus primeiros pontos no Campeonato Brasileiro e estragou a festa na nova casa do Timão com a vitória por 1 a 0, na tarde deste domingo. Claramente nervoso em um novo ambiente, o time de Mano Menezes abusou do direito de perder gols no segundo tempo e não deu um presente à altura dos 36.123 pagantes que registraram a maior renda da história do clube: R$ 3.029.801,70.

O Figueira foi a três pontos na tabela do Brasileirão e deixou o Corinthians com oito, um pouco mais longe dos líderes. Em dia de pioneirismos, a Arena já teve sua primeira vaia: em uníssono, de todos os setores, após o apito final.

Giovanni Augusto comemoração Corinthians x Figueirense (Foto: Ale Vianna / Agência Estado)Giovanni Augusto faz festa da minoria na Arena Corinthians (Foto: Ale Vianna / Agência Estado)

 

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No início, emoção

O corintiano se emocionou logo ao deixar a estação de metrô Corinthians-Itaquera e caminhar em direção ao estádio. Fotos, personagens e também alguns problemas na entrada marcaram o primeiro dia da Arena. Dentro de campo, os personagens foram todos do Figueira, que teve centenas de bravos torcedores alojados em um canto do estádio. Giovanni Augusto foi o autor do primeiro gol da casa corintiana. Thiago Heleno e Tiago Volpi seguraram tudo na defesa.

O hino nacional cantado a plenos pulmões pelos corintianos deu uma noção do que estava por vir. O projeto arquitetônico da Arena valorizou a parte acústica e amplificou o som da torcida alvinegra. Nos primeiros minutos, o espetáculo continuou mesmo com um time visivelmente nervoso em campo. Por mais que Mano Menezes tentasse, seria difícil tirar da cabeça dos jogadores que este seria um momento histórico.

Do outro lado, o Figueira fez o que lhe cabia. Sem pontos (nem gols) em quatro jogos no Brasileiro, o time de Guto Ferreira se armou na defesa, esperou o Corinthians e queria só uma bola para tentar a vitória. No primeiro tempo, o Timão levou pouco perigo a Tiago Volpi. No lance mais perigoso, Guerrero se enrolou com Luan e reclamou de pênalti. Jaílson Macedo Freitas, o árbitro, nada marcou.

Timão pressiona, pressiona… e nada

No segundo tempo, o Timão voltou sonolento e foi surpreendido logo aos dois minutos. Sem ser incomodado, Giovanni Augusto dominou a bola na área e chutou cruzado, sem chances para Cássio: 1 a 0. A partir daí, pressão total do Corinthians sob forte chuva na Zona Leste de São Paulo. Guilherme, Romarinho e Jadson tentaram. Todos os chutes tiveram o mesmo destino: as mãos de  Tiago Volpi.

A torcida alvinegra não deixou de cantar e curtir sua nova casa. Agora, porém, vai ter de esperar o fim da Copa do Mundo para torcer pela primeira vitória na Arena. No dia histórico para o Corinthians, quem fez a festa foi o clube catarinense, um pouco mais aliviado na briga contra o rebaixamento.

 

Globoesporte.com

Na estreia de Kleina, Figueira e Verdão fazem decisão às avessas

Figueira, de Márcio Goiano, pega Verdão, de Kleina (Montagem sobre fotos do Globoesporte.com)

Figueirense e Palmeiras podem iniciar a arrancada da salvação. Ou morrer abraçados. O fato é que o estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, vai receber um jogo nervoso neste sábado, a partir de 18h30m (horário de Brasília). O clima é de decisão, mas às avessas, pois não vale taça. Para os rivais deste sábado, título é a sobrevivência na elite do futebol brasileiro. A situação é difícil, mas quem sair vitorioso pode sonhar com voos mais altos nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Em caso de empate, todos perdem. Como trunfo, o Verdão conta com a estreia do técnico Gilson Kleina.

A equipe catarinense também trocou recentemente de técnico – Márcio Goiano chegou e os alvinegros esboçaram uma reação. De lanterna absoluto, o Figueirense passou para a 18ª posição, com 22 pontos, mas ainda a seis de sair da zona de rebaixamento. Mesmo assim, o futebol melhorou, e a esperança da torcida voltou.

O Palmeiras demorou um pouco mais, mas tomou a mesma medida na semana passada. Demitiu o supercampeão Luiz Felipe Scolari e iniciou um tratamento de choque no elenco, que culminou na contratação de Gilson Kleina, ex-Ponte Preta.

O técnico estreia neste sábado com um desafio e tanto nas mãos. Apesar do contrato assinado até dezembro de 2013, ele sabe que os últimos 13 jogos deste Brasileirão serão determinantes para seu projeto. Com 20 pontos, o Verdão está atolado na 19ª posição – só leva vantagem sobre o lanterna Atlético-GO no número de vitórias (5 a 4).

O Figueirense vem de uma derrota amarga para o Bahia, outro concorrente que foge do rebaixamento. O Alvinegro catarinense sofreu a virada aos 45 do segundo tempo e ficou mais longe da Série A de 2013. A vitória poderia deixar o furacão um pouco mais tranquilo. Para a partida deste sábado, no entanto, o time volta a contar com a dupla de ataque que mais fez gols no Brasileirão. Aloísio e Caio fizeram, juntos, 16 gols. Na última partida, o Boi Bandido cumpriu suspensão e Caio fez dupla com Julio Cesar.

Diante de um adversário direto na luta contra a degola, o Palmeiras avisou que vai jogar fechado e com três volantes, como “time pequeno”, como definiu o volante Marcos Assunção. Não poderia ser diferente. Em 36 pontos disputados como visitante, ganhou apenas quatro – uma vitória sobre o Botafogo e um empate com o Coritiba em 12 partidas.

O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos, a partir das 18h30m. O PFC mostra o confronto para todo o Brasil, pelo sistema pay-per-view.

header as escalações 2

Figueirense: o time deve permanecer no 4-4-2, embora Márcio Goiano tenha trabalhado uma formação com três atacantes durante a semana. A provável escalação do Furacão deve ser com Wilson no gol; Elsinho na lateral direita e Hélder na esquerda; na dupla de zaga: João Paulo e Edson. Túlio e Jackson devem fazer a dupla de volantes, com Botti e Claudinei mais à frente; no ataque: Caio e Aloísio.

Palmeiras:
Gilson Kleina já implantou seu método de trabalho, mas ainda deve manter grande parte da base deixada por Felipão. O novo técnico avisou que vai começar a arrumar o time pela defesa, e por isso deve ter três volantes em campo – Henrique, Márcio Araújo e Marcos Assunção. Na vaga de Luan, Maikon Leite deve ser titular. O provável time: Bruno, Correa, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Juninho; Henrique, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Valdivia; Maikon Leite e Barcos.

quem esta fora (Foto: arte esporte)

Figueirense: Fernandes, que sofreu uma lesão no ombro esquerdo e poderia se recuperar a tempo, está fora. Loco Abreu ainda está em Montevideo, onde se recupera da artroscopia.  Héber e Ricardo seguem em tratamento no departamento médico.

Palmeiras: Artur, Luan e Obina, suspensos, João Vitor, com dores no pé direito, e Fernandinho e Wesley, que se recuperam de cirurgias de joelho.

header pendurados (Foto: ArteEsporte)

Figueirense: João, Edson e Túlio. Sandro e Loco Abreu estão pendurados, mas não foram relacionados.

Palmeiras: Daniel Carvalho, Luan, Márcio Araújo e Wellington.

header o árbitro (Foto: ArteEsporte)

Wilton Pereira Sampaio (GO) apita a partida, auxiliado por Guilherme Dias Camilo (MG) e Wagner de Almeirda Santos (RJ). Wilton Sampaio arbitrou oito jogos no Brasileirão, marcou 318 faltas (média de 39,7 por jogo), aplicou 51 amarelos (média de 6,4 por jogo), sete vermelhos (média de 0,8 por jogo) e nenhum pênalti. O campeonato tem média de 5,01 amarelos, 0,28 vermelho, 36,5 faltas e 0,2 pênalti. O árbitro apitou um jogo dos paulistas na Série A deste ano: Vasco 3 x 1 Palmeiras, pela 24ª rodada.

header fique de olho 2

Figueirense: Aloísio. O atacante tem sido o homem de referência no ataque alvinegro. Ele atravessa uma boa fase e tem desequilibrado a favor do Alvinegro, ao lado de caio – juntos, já balançaram a rede 16 vezes no Brasileirão.

Palmeiras:
 Barcos. De volta após uma participação no Superclássico das Américas, com a seleção argentina, o atacante quer voltar a fazer seus gols e ajudar o Verdão a sair da zona de rebaixamento. São 21 marcados na temporada, mas o último foi há mais de um mês, no dia 19 de agosto, contra o Atlético-GO.

header o que eles disseram

Marcio Goiano, técnico do Figueirense: “A gente sabe que vai enfrentar uma das grandes equipes do futebol brasileiro, que é o Palmeiras. Eles estão mobilizados em sair da situação, da mesma maneira que nós estamos. Esse jogo é uma decisão para todos os jogadores, até pela pontuação. (…) As duas equipes tem o mesmo objetivo: estar na Série A em 2013”

Gilson Kleina, técnico do Palmeiras: “Dentro do Orlando Scarpelli, o Figueirense é uma equipe muito perigosa, nos últimos seis jogos ganhou um padrão e conseguiu subir na tabela. Sabemos que temos de competir bem por lá para trazer a vitória”.

header números e curiosidades

* Figueirense e Palmeiras são duas das equipes com mais rodadas na zona de rebaixamento. De 25 jogos disputados até agora, o Figueira ficou 19 na zona perigosa, enquanto o Verdão passou 16 partidas por ali.

* No ano passado, os mandos dos rivais no Brasileirão foram “invertidos”. O Palmeiras venceu por 1 a 0 no primeiro turno do Brasileiro, em Florianópolis, enquanto o Figueirense devolveu com um 2 a 1 no segundo turno, em São Paulo.

* A última vitória do Figueira em Florianópolis sobre o Palmeiras foi marcante. Em 2006, uma goleada por 6 a 1 deflagrou a crise alviverde e causou a demissão do técnico Emerson Leão.

header último confronto v2

Em 1º de julho de 2012, o Palmeiras bateu o Figueirense por 3 a 1 e conseguiu sua primeira vitória na atual edição do Brasileirão. Ainda preocupado com a disputa da Copa do Brasil, a equipe paulista viu o rival abrir o placar com um golaço de Julio César, ainda no primeiro tempo. O zagueiro paraguaio Román empatou minutos depois. A vitória só veio depois dos 40 do segundo tempo, quando Barcos e Maikon Leite selaram o resultado na Arena Barueri, que recebeu apenas 2.580 pagantes.

Globoesporte.com

Flu abre 2 a 0 no 2º tempo, recua e é castigado com empate com Figueira

Com dois gols em sete minutos no início do segundo tempo, o Fluminense tinha o jogo nas mãos, mas recuou muito e acabou cedendo o empate em 2 a 2 para o Figueirense, neste sábado, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O resultado impediu o Tricolor de assumir, pelo menos provisoriamente, a liderança do Campeonato Brasileiro, que continua com o Atlético-MG, que tem duas partidas a menos, e que neste domingo enfrenta o Corinthians, no Pacaembu. O time carioca foi a 44 pontos, o mesmo que o Galo, mas em desvantagem no número de vitórias (13 contra 12). A equipe catarinense permanece na última colocação, agora com 15.

Os gols tricolores foram marcados por Digão, substituto de Gum, e Rafael Sobis, que entrou no lugar de Thiago Neves, e os do Alvinegro catarinense, por Aloísio e João Paulo. A renda somou R$ 195.770, com 8.943 pagantes (9.266 presentes). Na 22ª rodada, o Flu receberá o Santos, na quinta-feira, às 21h (de Brasília), no Engenhão. No dia anterior, às 22h, o Figueira jogará novamente em casa contra o Figueirense.

Em situação desesperadora no campeonato e jogando em casa, o Figueirense do técnico Marcio Goiano, que fazia sua estreia, não tinha outra alternativa que não fosse jogar ofensivamente. Mas praticamente não usou o lado direito do seu ataque. O Fluminense voltou a jogar dentro da estratégia de Abel Braga, o aniversariante do dia, que tem deixado o time na disputa pelas primeiras posições desde o início da competição: primeiro defender, depois atacar. Mas no setor defensivo apresentava um perigoso buraco entre o meio e a zaga, por onde o adversário ora tentou entrar na área com toques, mas falhando sempre no último passe, ora chutando de fora da área, alternativa que se mostrou mais perigosa.

Rafael sobis fluminense figueirense (Foto: Cristiano Andujar / Agência Photocamera)Sobis, autor do 2º gol do Flu, domina a bola marcado por Claudinei (Foto: Cristiano Andujar/Ag. Photocamera)

E foi arriscando de fora que o time da casa teve boas chances com Fernandes, aos 8 minutos, e num forte chute de Helder, que Cavalieri defendeu bem, aos 41. Além disso, ameaçou abrir o marcador com Aloísio, aos 17; numa cabeçada de Túlio, após chutão do goleiro do Flui para afastar a bola de sua área, aos 21. e numa bola que bateu na trave esquerda de Cavalieri após Aloísio cruzar da esquerda e Jean só resvalar na bola ao tentar afastar o perigo, aos 34.

Quando ia à frente, o Tricolor mostrava claramente que tem mais qualidade e variação de jogadas que o time catarinense. E teve ótimas oportunidades de marcar, com Wellington Nem, sua melhor opção ofensiva, aos 3; Sobis, aos 12; Carlinhos, que diante de Wilson resolveu dar a bola para um companheiro e errou o passe, e a mais clara, aos 30, em chute de Samuel que bateu na trave direita do goleiro do Figueirense. O Tricolor ainda teve um pênalti não marcado pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro de Jackson em Carlinhos, aos 17.

Flu marca dois logo no início do segundo tempo

O bombardeio aéreo tricolor, que na primeira etapa quase não havia sido utilizado, foi fatal logo com um minuto do segundo tempo. Wellington Nem cobrou escanteio pelo lado direito, Samuel resvalou de cabeça no primeiro pau, e Digão, solto no lado oposto, só empurrou a bola para a rede também com uma cabeçada. Foi o 16º gol do Flu originado de bola parada, o décimo de cabeça. A vantagem não acomodou a equipe carioca, que passou a dominar o adversário, e chegou ao segundo, aos 7: Bruno, ex-Figueira, fez boa jogada da direita para o meio e serviu Sobis, que chutou forte, rasteiro, no canto esquerdo de Wilson.

Para tentar fazer o Figueirense voltar a ser tão ofensivo como no primeiro tempo, Márcio Goiano tirou o volante Claudinei e pôs o meia-atacante Almir, ex-Botafogo. Embora o aspecto emocional tenha prejudicado um pouco a equipe catarinense, a princípio, o Flu se contentou em tentar manter o resultado, deu campo para o time catarinense e acabou castigado. Aloísio, em bela cabeçada que tocou na trave esquerda de Cavalieri antes de entrar, diminuiu para o Figueirense, aos 22, um minuto após Abel tirar Nem e colocar Diguinho, com a clara intenção de reforçar a marcação no meio de campo tricoor.

O jogo, então, mudou, com a equipe da casa pressionando em busca do empate e os visitantes acuados, sem a força ofensiva do início. E aí, o Tricolor, que tinha a partida nas mãos, contou com milagres de Cavalieri e com uma decisão polêmica da arbitragem antes de levar o empate. Aos 33, ele pegou duas bolas seguidas, em chutes de Aloísio e Almir. No rebote, Aloísio completou para o gol, mas foi marcado impedimento e invalidado o lance. No entanto, o Figueirense tanto martelou que chegou ao empate, aos 40, em bonita cobrança de falta de João Paulo, colocando a bola no canto esquerdo do goleiro tricolor, que ficou parado, sem nada poder fazer.

O time catarinense ganhou ânimo extra e passou a lutar pela virada. Porém, num contra-ataque do Flu, João Paulo derrubou Samuel na meia-lua e deu uma grande chance para o adversário desempatar. Na cobrança feita por Jean, a bola tocou no travessão e na trave esquerda de Wilson, deixando Abel angustiado no lado de fora do campo. Aloísio ainda teve uma ótima chance, mas demorou a arrematar e foi desarmado por Leandro Euzébio. E com essas fortes emoções o jogo acabou mesmo empatado em 2 a 2.

Globoesporte.com

Fim do jejum: Love marca, Fla volta a vencer e afunda ainda mais o Figueira

Foi uma vitória para acabar com jejuns. Com dois gols de Vagner Love, o Flamengo, após dez dias de treinos, voltou a campo e venceu o Figueirense por 2 a 0 na noite desta quarta-feira, em Florianópolis, no estádio Orlando Scarpelli. O Artilheiro do Amor encerrou uma série de oito jogos sem balançar a rede. O Rubro-Negro, que vinha de uma sequência de quatro partidas sem vencer, voltou a somar três pontos. Com isso, chegou a 19 e passou a ocupar a décima colocação na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. O Figueira continua sem se encontrar. Amargou sua sétima derrota consecutiva e continua na lanterna, com oito pontos.

– Sabia que uma hora a inhaca ia passar. Continuei trabalhando, consegui fazer os gols e ajudei o time a vencer. Nunca vou deixar de me entregar, independentemente de fazer gol ou não. Em nenhum momento parei de tentar e graças a Deus fiz dois – afirmou Love.

Antes do fim da partida, um fato curioso deu mais molho ao duelo: o atacante Loco Abreu respondeu às provocações da torcida rubro-negra ao exibir e beijar um escudo do Botafogo impresso na camisa azul que costuma usar por baixo do uniforme de jogo. Campeão carioca em 2010 justamente em cima do Flamengo, ele ainda fez com as mãos o gesto da cavadinha da cobrança de pênalti que decidiu o campeonato naquela ocasião. O árbitro Leandro Vuaden deu cartão amarelo ao uruguaio, que no primeiro tempo teve entrevero com Renato Abreu.

No sábado, pela 16ª rodada, o Flamengo enfrentará o Náutico no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. No mesmo dia, o Figueirense vai ao Recife enfrentar o Sport na Ilha do Retiro.

Love, Comemoração, Figueirense x Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Love sobe para marcar de cabeça o seu primeiro gol no jogo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

Com Fla melhor, jogo tem expulsões no primeiro tempo

Dorival Júnior promoveu a estreia de Cáceres e Thiago Medeiros – que até então só disputara um amistoso. Felipe voltou ao gol na vaga de Paulo Victor. Negueba e Thomás começaram jogando. Depois de dez dias de treinos, o Flamengo começou a partida diante do Figueirense orientado a compactar os setores, forçar a marcação no campo do adversário e usar bem as laterais do campo.

Vagner Love saía da área para buscar jogo, Thomás caía mais pelo lado esquerdo de ataque para dar apoio a Ramon, e Negueba recuava para tentar ajudar na ligação do meio-campo com o ataque. O estreante Cáceres começou bem, firme na marcação e acertando as saídas de bola. Aos poucos, o time conseguiu dar velocidade à troca de passes, explorou bem as laterais, mas sentiu, novamente, a falta de um homem de criação.

Postado na zaga para sair no contra-ataque, o Figueirense apostou nos chutes de fora da área. O primeiro deles, com Claudinei, passou sobre o travessão. Em outro lance, Felipe fez boa defesa.

Aos 34 minutos, Anderson Conceição, que já tinha cartão amarelo, foi expulso ao fazer falta em Vágner Love. O Flamengo encontrou mais espaços e ampliou o domínio que tinha na partida. Negueba protagonizou alguns lances de efeito, com bons passes, intensa movimentação e jogada individual que quase terminou em gol. Luiz Antonio cobrou falta, a bola desviou na zaga e bateu na trave. Love desperdiçou boa chance dentro da área.

O Rubro-Negro rondava a área adversária, mas quase provou do veneno do futebol. Como não fez, o time de Dorival quase levou o gol. Em rápido contra-ataque, Loco Abreu rolou para Ronny, que, dentro da área e livre de marcação, chutou torto.

Thiago Medeiros deixou o campo lesionado. Mesmo com Marllon no banco de reservas, Dorival optou por colocar Muralha, recuando Cáceres para fazer a função de zagueiro. No fim do primeiro tempo, Léo Moura foi imprudente ao tentar parar Ronny com um carrinho por trás. Recebeu o cartão vermelho direto de Leandro Vuaden.

Cáceres Flamengo x Figueirense (Foto: Alexandre Vidal / Fla imagem)O estreante Cáceres foi improvisado na zaga durante a partida (Foto: Alexandre Vidal / Fla imagem)

Love encerra jejum e faz gols da vitória

O segundo tempo começou com o Flamengo próximo à área adversária, mas sem conseguir finalizar. Hélio dos Anjos tirou Ronny para colocar Julio Cesar e foi chamado de burro pela torcida. Dorival teve melhor sorte ao sacar Thomás para colocar Adryan. Foi dele a cobrança de escanteio que terminou no gol de cabeça de Love, aos 17 minutos.

Precisando da vitória, o Figueirense buscava o ataque, mesmo que de forma desordenada. Ibson entrou na vaga de Negueba. O camisa 7 completou seu jogo de número 200 e quase fez o segundo em finalização de longe.

Loco Abreu acertou a trave de Felipe, em momento de pressão do Figueirense no jogo. O goleiro rubro-negro apareceu bem em, pelo menos, duas oportunidades. O time de Dorival passou a se defender, saindo nos contra-ataques. Mas voltou a brilhar a estrela de Love, que ganhou uma jogada na raça, partiu com a bola dominada e, de frente para o goleiro, selou de vez as pazes com o gol: 2 a 0, aos 41 minutos

Antes do fim, provocado pela torcida rubro-negra no Orlando Scarpelli, Loco Abreu exibiu uma camisa que usava por baixo do uniforme e beijou o escudo do Botafogo. Saiu abraçado com Renato Abreu, com quem tivera rusga no primeiro tempo. E os dois deixaram o campo sabendo que suas equipes ainda precisam melhorar muito no Brasileirão.

Globoesporte.com

Timão joga mal, empata com Figueira e continua sem vencer no Brasileirão

Enquanto a cabeça continua nas semifinais da Taça Libertadores, o Corinthians segue sem vencer no Campeonato Brasileiro depois de três rodadas. Com uma atuação bastante discreta e mesmo tendo um jogador a mais desde os 17 minutos do segundo tempo, o Timão saiu na frente, mas cedeu o empate ao Figueirense por 1 a 1, nesta quinta-feira, no Pacaembu. Danilo fez de cabeça para os paulistas, e Caio igualou o placar para os catarinenses.

O resultado tira o Corinthians da lanterna, mas o mantém na zona do rebaixamento, em 18º lugar, com apenas um ponto – antes, perdeu para Fluminense e Atlético-MG. No domingo, Tite já adiantou que usará reservas contra o Grêmio, às 17h, no Olímpico, poupando o time para primeiro duelo contra o Santos, na quarta-feira, na Vila Belmiro, pela Libertadores.

Não bastasse o tropeço, o Timão não consegue acabar com a má fase do ataque. São agora sete partidas sem que um jogador do setor faça gols – a última foi em 2 de maio, na goleada por 6 a 0 sobre o Emelec, quando Jorge Henrique, Emerson e Liedson marcaram. Apesar disso, o treinador não deve alterar o esquema sem centroavantes para os duelos diante do Peixe.

Já o Figueirense permanece invicto. Depois de vencer o Náutico e empatar com o Fluminense, o clube de Florianópolis soma mais um ponto e sobe para cinco, em sétimo. Na próxima rodada, recebe a Ponte Preta, domingo, às 18h30m, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.

Corinthians x Figueirense, Paulinho (Foto: Leo Pinheiro / Futura Press)Corintiano Paulinho disputa jogada com Julio Cesar, do Figueira (Foto: Leo Pinheiro / Futura Press)

Danilo, o salvador!

Tite passou os últimos dez dias alertando para a necessidade de o Corinthians aproveitar melhor as chances que cria. Em resumo, acabar com a má fase do setor ofensivo, principalmente dos atacantes, há seis partidas sem marcar. O primeiro tempo, porém, mostrou que o período de treinamento não foi suficiente para findar o mal que atormenta o treinador a menos de uma semana das semifinais da Taça Liberadores.

O Timão não teve dificuldades em controlar o jogo rapidamente. É bem verdade que a postura defensiva do Figueirense ajudou, mas o Timão chegou facilmente ao campo ofensivo. Faltou o de sempre: calibrar a pontaria. Alex e Emerson tiveram duas boas oportunidades em chutes para fora logo nos primeiros minutos. Pouco depois, Canuto, zagueiro rival, quase ajudou em uma cabeçada que passou perto do travessão de Ricardo.

Como Liedson e Elton em baixa no banco de reservas, Tite tentou de tudo para mostrar que o sistema sem centroavante pode dar certo. Primeiro, com Alex mais adiantado. Em seguida, Danilo passou a fazer a função, também sem brilho. Por fim, foi a vez de Sheik aparecer pelo meio, passando o camisa 20 para a esquerda do ataque. E, assim, veio o gol, aos 37. Alessandro cruzou da direita, a bola atravessou toda a área e sobrou para Danilo desviar de cabeça na segunda trave – sexto dele na temporada.

A desvantagem obrigou o Figueirense abandonar a retranca, mas mostrar qualquer poder de reação para assustar o Timão. Ronny, Julio Cesar e Caio nada criaram diante da forte defesa corintiana. Em 45 minutos, o máximo que Cássio trabalhou foi um cruzamento em que tirou a bola da área com um soco.

Danilo, Corinthians x Figueirense (Foto: DF Diorio / Agência Estado)Danilo comemora o gol do Corinthians na primeira etapa (Foto: DF Diorio / Agência Estado)

Timão vacila com um a mais e permite empate
O Figueirense voltou mais ofensivo para o segundo tempo na tentativa de arrancar um empate do Timão. Com os jogadores mais adiantados, o técnico Argel fez a impedir que o Corinthians jogasse com tanta tranquilidade e passou a incomodar. Julio Cesar, aos nove minutos, quase igualou o placar com um chute da entrada da área. A bola passou muito próximo à trave direita de Cássio.

O bom momento do time catarinense foi interrompido por uma expulsão. O zagueiro Anderson Conceição cometeu falta violenta em Emerson e, como já tinha cartão amarelo, recebeu o vermelho. Com um jogador a menos, o Figueira foi obrigado a recompor a defesa, perdendo força ofensiva.

O Corinthians aproveitou ter um jogador a mais em campo para voltar a atacar. Danilo quase fez mais um chutando de longe e obrigando Ricardo a espalmar. Em seguida, foi a vez de Alex cobrar falta da intermediária e por muito pouco não colocar a bola no ângulo esquerdo do goleiro.

Quando a partida parecia controlada, o Timão vacilou na defesa e sofreu o empate, aos 33 minutos. Guilherme Santos avançou pela esquerda e cruzou para a área. A bola passou por todos os corintianos e sobrou na pequena área para Caio apenas desviar para o gol.

No desespero, Tite, que já havia colocado Liedson, deu nova chance a Elton. A má fase dos centroavantes, contudo, está longe de acabar. O Timão não teve forças para reagir e teve de aceitar mais um resultado ruim no Brasileirão.

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