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Fernandão, ídolo do Inter, morre em acidente de helicóptero aos 36 anos

fernandão O ex-atacante Fernandão, ídolo do Internacional, morreu em um acidente de helicóptero na madrugada deste sábado, aos 36 anos. A tragédia ocorreu na região de Aruanã, interior de Goiás, onde o jogador possuía casa, por volta da 1h (horário de Brasília).

“Estou acordado desde às 5h da manhã, quando me ligaram. Ele estava com mais quatro pessoas, uma delas um vereador lá de Goiás. Nenhum deles sobreviveu. Eles tinham saído da fazenda de um amigo lá em Aruanã e o helicóptero caiu cerca de 20 km do local da decolagem”, confirmou o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto.

 

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O vereador que estava com o atacante era Edmilson de Sousa Lemes (PSDB), do município de Palmeiras de Goiás. De acordo com Ronaldo Pereira Soares, tenente-coronel da Polícia Militar de Goiás e um dos responsáveis pelo resgate, Fernandão foi a única das vítimas do acidente que ainda foi retirada com vida dos destroços do helicóptero. O atacante chegou a ser levado a um hospital da região, mas chegou morto ao local. Técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) são esperados no local para fazer a perícia no helicóptero e determinar as causas do acidente.

Fernandão é considerado um dos maiores ídolos da história do Internacional. Foi o capitão do clube na conquista da Libertadores e do Mundial de clubes de 2006, este último com uma vitória histórica sobre o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho. Ainda sagrou-se duas vezes campeão estadual (2005 e 2008) e ganhou a Recopa sul-americana (2007) pela equipe colorada.

“A gente fica muito triste. Estou aqui, chovendo, frio, vem um negócio desse e a gente fica muito abalado. Não tem o que falar. Eu estou muito emocionado, a gente se encontrou no Beira-Rio, sei lá, nem acredito num negócio desses. Era um cara legal, gente boa, nunca tive problema, foi capitão, ajudou a gente”, disse Adriano Gabiru, ex-companheiro de Fernandão e autor do gol do título no Mundial de 2006, à Rádio Gaúcha.

Idolatrado pelos torcedores do Inter, Fernandão participou da reinauguração do Beira-Rio em festa realizada em abril deste ano. Foi um dos mestres de cerimônia do evento e acabou homenageado junto a outros grandes nomes da história do clube, que emitiu nota oficial lamentando a morte do ex-jogador. “O momento é de profundo pesar pela partida prematura do ídolo de 36 anos, mas o que fica são lembranças gloriosas de um atacante que honrou a camisa do Internacional com seu espírito de liderança, sendo um dos jogadores mais importantes dos 105 anos do Clube”, trouxe o comunicado do Inter.

O atacante ainda atuou por Goiás, São Paulo, Olympique de Marselha-FRA, Toulouse e Al-Gharafa antes de se aposentar, em 2011. Após pendurar as chuteiras, Fernandão ainda se arriscou como dirigente e técnico do Internacional, mas sem sucesso nas funções. Em maio deste ano, iniciou carreira como comentarista esportivo e seria um dos integrantes da equipe do Sportv na transmissão da Copa do Mundo.

Confira abaixo a íntegra da nota oficial do Internacional:

O Sport Club Internacional e a nação colorada estão de luto. Fernando Lúcio da Costa, o Fernandão, perdeu a vida em um acidente de helicóptero ocorrido na madrugada deste sábado (7/6) em Aruanã-GO.

O momento é de profundo pesar pela partida prematura do ídolo de 36 anos, mas o que fica são lembranças gloriosas de um atacante que honrou a camisa do Internacional com seu espírito de liderança, sendo um dos jogadores mais importantes dos 105 anos do Clube.

Fernandão atuou em 190 partidas e marcou 77 gols – o primeiro deles, logo na sua estreia, em 2004, foi o de número 1000 da história do Gre-Nal. Nascido em Goiânia, mas plenamente identificado com Porto Alegre, foi o capitão do time nas inesquecíveis conquistas da Libertadores da América e do Mundial FIFA, ambas em 2006, e também desempenhou no Colorado as funções de diretor técnico, em 2011, e de treinador, em 2012. Os títulos do Gauchão (2005 e 2008) e da Recopa (2007) também fazem parte da sua trajetória.

O Clube do Povo se solidariza com a família e com todos os fãs de Fernandão. Força!

UOL 

De cabeça, Fernandão e Obina fazem o Bahia virar para cima do Botafogo

Quando encontrou Fernandão no primeiro turno, o Botafogo não deve ter gostado nada das boas-vindas. Foram do atacante os dois gols da derrota (2 a 1) no Batistão. Quando Obina era do Flamengo, também andou incomodando o Alvinegro. E neste domingo deram muita, mas muita dor de cabeça aos torcedores do vice-líder do Campeonato Brasileiro. Com duas cabeçadas, eles marcaram na virada de 2 a 1 do Bahia, pela 23ª rodada, no Maracanã – Edilson havia aberto o placar, de falta. Mas há que se destacar que, no segundo gol tricolor, Obina estava em posição irregular. Mas também há que se destacar que o time do técnico Cristóvão Borges foi superior a maior parte do jogo.

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O apito final mostrou claramente o que o resultado representava. Botafoguenses com as mãos na cabeça, incrédulos, e tricolores em clima de título, vibrando, se abraçando. Não é para menos: o Glorioso, que pela primeira vez perde em casa neste Brasileirão, agora está oito pontos atrás do líder Cruzeiro – 42 a 50. Já os baianos, com 31, deixam o Z-4 mais distante, e o sonho do G-4 fica mais perto. No segundo turno, aliás, nenhuma derrota – dois empates e duas vitórias.

– É inexplicável a sorte que eu tenho nesse lugar. É maravilhoso voltar ao Maracanã, a gente precisando da vitória. Eu fico ali no banco, mas a galera confia e mim. É uma vitória que nos dá um pouco mais de esperança. O Bahia tem um elenco que é muito aguerrido. Talvez não tenha um craque, mas tem jogadores que se dedicam muito para ajudar. Aí está uma vitória sobre uma equipe que é candidata ao titulo – disse Obina, eufórico.

Não dá para descansar: no meio de semana as equipes vão para o mata-mata. Na quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília), o Botafogo encara o clássico com o Flamengo, pelas quartas de final da Copa do Brasil, no Maracanã. O Bahia tem uma viagem longa até a Colômbia para pegar o Nacional de Medellím, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O jogo acontece na quinta, às 21h50m.

Jefferson botafogo bahia série A (Foto: Vítor Silva / SSPress)Bahia pressionou no primeiro tempo, mas Jefferson salvou (Foto: Vítor Silva / SSPress)

O que vale é bola na rede

Um toque errado, um domínio não executado… Os desencontros de Seedorf com a bola pareciam algo isolado, fruto de uma tarde pouco inspirada do meia. Mas, não. O desempenho abaixo do esperado foi generalizado. Trapalhada na defesa, saídas equivocadas, meio de campo travado e, consequentemente, atacantes sem muitas opções. Os gritos dos torcedores pareciam não ter acordado o Botafogo.

O Bahia é que estava inflado, tamanho era o volume de jogo. Com Wallyson no banco, Cristóvão Borges optou por Marquinhos Gabriel, peça importante no time. Algumas triangulações, toques de bola e uma pressão inversa ao que se esperava no Maracanã. Foram os baianos que dominaram. Arriscaram, chutaram muito mais vezes no primeiro tempo: 13 a 2. Em duas delas Fernandão e Barbio passaram bem perto.

Mas o futebol não é lógico. Premiado mesmo é quem acerta a rede. E bastou uma falta sofrida por Rafael Marques para o princípio de vaias virar cantos de “Fogo, eu te amo”. A força com que Edilson acertou a cobrança foi a mesma que os alvinegros usaram para comemorar o gol. Era uma bola defensável, mas a sorte vestia preto e branco.

A virada é de cabeça

Não só sorte. A competência de Oswaldo de Oliveira ao sacar Seedorf no intervalo e lançar o jovem Hyuri também contou. É como se tivesse desfeito um nó no time. O Botafogo se soltou mais. O técnico aproveitou que o Bahia precisava se expor e partir para o ataque e, pela direita, Hyuri usou e abusou da velocidade, driblou, perdeu duas chances claras. Alex, que substituiu Elias, lesionado, também esquentou o clima do jogo. Passou perto de marcar. O problema é que Marcelo Lomba se recuperou da falha na falta de Edilson e fez três grandes defesas.

Cristóvão gostou da brincadeira tática e resolveu mudar peças também. Wallyson entrou no lugar do lateral Madson. Aí os tricolores foram para cima. Teve desvio na zaga adversária, Jefferson salvando, salvando e salvando, quase uma repetição dos 45 minutos iniciais: muito chute e nenhum na rede. Saiu Barbio, entrou Obina. Dois centroavantes para acabar com o que parecia uma mandinga debaixo das traves dos cariocas.

E os centroavantes souberam fazer direitinho o trabalho certo. Com a cabeça feita. Fernandão e Obina, que entrou durante o jogo, marcaram em jogadas aéreas e mudaram a cara do jogo. Viraram a partida. O de Obina, porém, em impedimento claro, validado pela arbitragem. Ao apito final muita, mas muita comemoração. E dor de cabeça do outro lado.

 

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