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Ferj procura Governo do RJ e tenta abrir Maracanã para finais do Carioca

Pedro Ivo Almeida/UOL
Pedro Ivo Almeida/UOL

Assim como em 2016, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) tentará utilizar o Maracanã para as finais do Campeonato Estadual. Mesmo com todo o abandono sofrido pelo estádio, a entidade anunciou que irá procurar o Governo do Estado para uma solução momentânea para a competição.

De acordo com o presidente da Ferj, Ruben Lopes, a Federação não está pensando em assumir a gestão do estádio. “Mas precisamos nos movimentar. Não podemos deixar um equipamento como o Maracanã assim. É algo provisório, ao menos para as finais. Tentaremos ver uma solução já para as semis e finais da Taça Guanabara [primeiro turno do Carioca]”, explicou o cartola.

“Iremos direto no Governo, que é o real proprietário”, completou Rubens Lopes, evitando aumentar ainda mais o imbróglio que já envolve a concessionária atual – Odebrecht – e o Comitê Rio-2016, que utilizou o local durante os Jogos Olímpicos e é acusado de não cumprir as exigências de manutenção.

Antes de procurar o Governo do Rio, o presidente da Ferj recebeu, na manhã desta quarta-feira (11), representantes das três empresas que ainda atuam dentro do Maracanã: Sunset (segurança), Binarios (engenharia) e Greenleaf (gramado).

“Todas as partes estão muito empenhadas. Convidei-os para esse papo para tomar ciência da real situação do estádio. Eles me passaram tudo e estão realmente dispostos a ajudar nessa abertura provisória para as finais”, contou o presidente.

O cartola ainda esclareceu que todos os gastos para a sonhada abertura seriam divididos entre Federação, clubes e empresas. “Ninguém vai pagar conta de problemas antigos. Mas queremos ter o mínimo para abrir o local. Espero que todos entendam isso, inclusive o Governo. É uma conta alta, não tenho ideia ainda. Mas queremos autorização para entrar e ver. Aí, então, vamos analisar os custos e ver o que será possível”, completou.

Uol

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Ferj confirma erro e remarcação em documento de Vasco x Flamengo

A alteração na relação de atletas do Vasco anexada à súmula do clássico com o Flamengo do último sábado foi feita para corrigir um erro de um funcionário da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Essa foi a explicação que o diretor de competições da federação, Marcelo Vianna, deu após a verificação de que, nesta terça-feira, um dia após a divulgação, a letra “V” havia sido apagada com tinta corretiva do lado dos nomes de Fagner, Rodolfo, Eduardo Costa, Fellipe Bastos e Diego Souza, os cinco que foram citados pelo árbitro Wagner dos Santos Rosa na confusão após a partida.

De acordo com Vianna, porém, a súmula em si não foi alterada, apenas a relação de jogo, que é anexada ao documento após a partida.

– Na súmula ninguém mexeu. O que foi alterada foi a relação de jogo fornecida pelo clube e publicada pela Ferj, como manda o Estatuto do Torcedor. A súmula, propriamente dita, não mudou. O que aconteceu foi que um funcionário analisou que aqueles jogadores tinham sido expulsos, quando, na verdade, não foram. Então, remarcamos na relação. Ninguém é maluco de fazer alguma coisa em um jogo que chama a atenção assim. Foi apenas um erro de atenção do funcionário – explicou o diretor.

MONTAGEM - súmula vasco e flamengo ferj (Foto: Reprodução)MONTAGEM – Relação de jogadores do Vasco sofre alteração (Foto: Reprodução)

De acordo com o relatório da súmula, o árbitro argumenta que não foi possível apresentar o cartão vermelho aos cinco jogadores do Vasco, para evitar um “tumulto generalizado”.

– Cabe ainda ressaltar que não foi possível a exibição de cartão vermelho na conduta disciplinar dos referidos atletas citados nesse relatório anexo, sendo eles os atletas de número 04, Sr. Rodolfo Dantas Bispo, número 05, Sr. Eduardo Nascimento Costa, número 10, Sr. Diego de Souza Andrade, número 21, Sr. Fellipe Ramos Ignez Bastos, e número 23, Sr. Fagner Conserva Lemos, todos da equipe do C.R. Vasco da Gama, tendo em vista a situação desfavorável dessa aplicação e expulsão de fato de todos naquele momento, o que poderia gerar, na minha avaliação, um tumulto generalizado com consequências maiores – escreveu em relatório anexo Wagner dos Santos Rosa.

Em nota oficial, a Ferj reafirma que não houve alteração na súmula, apenas na relação de jogo.

“A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro afirma que, diferentemente do noticiado com alarde pela imprensa, não houve qualquer alteração e muito menos “adulteração” da súmula do jogo entre o Club de Regatas Vasco da Gama e Clube de Regatas do Flamengo, válido pela 7ª temporada da Taça Rio 2012, no último dia 7 de abril. A súmula permanece inteiramente como foi elaborada e escrita pelo árbitro. Na relação de jogo do CR Vasco da Gama (que nada tem a ver com a súmula) o funcionário do Departamento de Competições assinalou como rascunho e como faz em todos os casos (vide todos os documentos semelhantes de jogos de todas as categorias), os cartões que entendeu terem sido dados aos atletas. Com o esclarecimento ao mesmo de que não houve expulsões, as anotações rascunhadas de forma indevida foram corrigidas e republicadas, sem nenhuma interferência no que sempre esteve anotado na súmula.”

Entenda o caso

O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Jorge Rabello, e o vice jurídico do Vasco, Aníbal Rouxinol, têm intepretações totalmente distintas acerca dos cinco jogadores do Vasco que foram citados.

Jorge Rabello garante que eles não terão que cumprir suspensão automática contra o Nova Iguaçu, domingo, em Moça Bonita, por não terem sido expulsos, de fato, ainda no campo de jogo. De acordo com Rabello, o juiz agiu corretamente ao relatar que “não foi possível a exibição de cartão vermelho na conduta disciplinar dos referidos atletas citados (…) tendo em vista a situação desfavorável dessa aplicação e expulsão de fato de todos, naquele momento, o que poderia gerar, na minha avaliação, um tumulto generalizado com consequências maiores”.

Do lado do Vasco, entretanto, o vice jurídico Anibal Rouxinol tem uma interpretação completamente diferente e diz que os cinco jogadores citados cumprirão, sim, a suspensão automática. De qualquer maneira, Diego Souza e Fágner já não poderiam enfrentar o Nova Iguaçu porque levaram o terceiro cartão amarelo contra o Fla.

– O Jorge Rabello diz que o jogador cumpre a suspensão automática se o árbitro mostrar o cartão. Mas eu nunca vi caso idêntico. O cartão vermelho serve apenas para dar publicidade ao fato, para que todos saibam. Nada além disso. Mesmo se o cartão não for dado mas constar na súmula, é preciso cumprir a suspensão automática. O departamento jurídico do Vasco é contra a escalação desses jogadores, essa foi a minha posição passada ao departamento de futebol do clube. Para que não haja qualquer dúvida, eles vão cumprir a suspensão no domingo. Isso somente não vai acontecer se a Federação de Futebol do Rio de Janeiro me disser que é permitido e o faça de maneira oficial – disse Rouxinol, que prometeu ir à Ferj nesta terça-feira para tentar solucionar pessoalmente a questão.

Globoesporte.com