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Correios devem fechar agências e demitir 5 mil

 (Foto: Agência Brasil)
(Foto: Agência Brasil)

O plano de demissão voluntária lançado pelos Correios recebeu até o momento a adesão de 3 mil funcionários e a expectativa é que o número chegue a pelo menos 5 mil, segundo o presidente da estatal, Guilherme Campos.

Em meio à mais grave crise financeira de sua história, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) planeja também fechar cerca de 200 agências neste ano, além de uma série de medidas de redução de custos e de reestruturação da folha de pagamentos.

A empresa acumula dois rombos de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos. Os Correios fecharam o ano passado com prejuízo em torno de R$ 2 bilhões, após registrar perdas de R$ 2,1 bilhões em 2015. “Estamos trabalhando para reverter esse quadro. O objetivo é colocar a empresa no azul neste ano”, disse o presidente ao G1.

Cortes

Aberto em janeiro, o Plano de Desligamento Incentivado para Aposentados (PDI) tem como público-alvo os empregados com mais de 55 anos, com tempo de serviço para requerer aposentadoria. O prazo para adesão termina nesta sexta-feira (17).

Inicialmente, a expectativa era ter de 6 mil a 8 mil adesões, com economia anual de R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão. Agora, a meta foi reduzida. “A nossa expectativa é ficar em torno de 5 mil. Só os 3 mil que já aderiram já representam uma economia anual da ordem de R$ 400 milhões”, afirmou Campos.

Segundo ele, mesmo com a adesão menor, outras medidas complementares ajudarão a empresa a reduzir os seus custos para voltar a gerar resultados operacionais positivos.

Só com cortes de funções e cargos comissionados, a empresa diz ter conseguido uma economia da ordem de 20% na folha de pagamentos de janeiros.

Os Correios contam com 117 mil empregados atualmente.

Fechamento de agências

Segundo os Correios, o fechamento de cerca de 200 agências acontecerá sobretudo nos grandes centros urbanos. “Estamos fazendo um processo de otimização onde houver superposição de agência, inclusive para poder aproveitar os reflexos do PDI”, explicou Campos.

Os Correios acompanham o movimento de racionalização e corte de pessoal que também está sendo feito por bancos estatais como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Em tempos de recessão e rombo recorde nas contas públicas, o governo tem incentivado esses programas de desligamento voluntário, até mesmo para tentar afastar a necessidade de aporte federal em estatais em dificuldades financeiras.

Levantamento publicado pelo G1 no mês passado mostrou que programas de cortes em estatais já tiveram a adesão de mais de 37 mil funcionários em 2 anos e que novos planos anunciados podem gerar mais de 22 mil cortes adicionais.

Reajuste de tarifas

Outro reforço no caixa dos Correios deverá vir de um reajuste das tarifas postais nos próximos meses. A estatal afirma que há uma necessidade de um aumento da ordem de 7% por causa do represamento das tarifas em anos anteriores, quando não houve repasse integral da inflação.

“Existe uma demanda nossa por um resto de recuperação de tarifas, que já foi encaminhado em janeiro para o Ministério do Planejamento”, explica o presidente. “Estamos aguardando”.

Para Campos, outro ponto fundamental para reestruturar o orçamento dos Correios é encontrar um novo formato para o plano de saúde dos funcionários dos Correios, o Postal Saúde. Segundo ele, este custeio é o responsável pela maior parte do déficit registrado nos últimos anos.

Pelo modelo, a estatal arca com 93% dos custos dos planos de saúde e os funcionários com 7%. “Estamos negociando com os trabalhadores, com os sindicatos, buscando uma alternativa. Nos moldes que está é impossível de ser mantido”, diz.

Apesar de afirmar ter ficado assustado com a desorganização encontrada na administração da empresa, o presidente dos Correios diz acreditar na recuperação e viabilidade da operação e afirma que a privatização nas está nos planos do governo.

“Do ponto de vista de negócios, querer privatizar nesse momento seria entregar a empresa praticamente de graça”, diz. “O desafio de se fazer tudo aquilo que não foi feito em 10 anos. Esse aqui tem que ser o ano da virada.”

G1

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Protesto promete fechar as 21 agências do BNB na Paraíba nesta sexta-feira

bnbcgAs 21 agências do Banco do Nordeste do Brasil na Paraíba não devem funcionar na manhã desta sexta-feira (20). Os funcionários do BNB prometem parar as atividades até às 12h, para realizar protesto contra o programa de reestruturação e o possível desmonte do banco. Em João Pessoa, a mobilização será realizada na Agência do Varadouro, Centro Capital.

De acordo com o sindicato da categoria,  o programa prevê o fechamento de 19 agências do BNB em todo o país. Na Paraíba, a agência do BNB localizada em Campina Grande, no bairro da Liberdade está entre as que serão fechadas.

A direção do Sindicato e os funcionários articulam  uma grande mobilização com distribuição de material informativo aos usuários e clientes, que serão os mais prejudicados nesse processo de reestruturação.

“Entendemos que essa reestruturação só tem a finalidade de enfraquecer o papel da instituição acabando com os financiamentos, reduzindo os investimentos na região nordeste e trazendo riscos para o próprio desenvolvimento do país. Reduzir o papel do BNB é condenar os nordestinos ao flagelo”, explicou o diretor do sindicato, Robson Araújo.

clickpb

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Felipe Melo chega de helicóptero a SP para fechar com Palmeiras

Felipe Melo chegando a SP (Foto: reprodução) – Selva de pedra – comentou.
Felipe Melo chegando a SP (Foto: reprodução)
– Selva de pedra – comentou.

Felipe Melo chegou em grande estilo a São Paulo, no fim da manhã desta terça-feira, para assinar contrato com o Palmeiras. Ele desembarcou na capital paulista de helicóptero, vindo de Paraty (RJ), onde passou a última semana de folga.

Enquanto sobrevoava São Paulo, Felipe Melo fez um rápido vídeo para o Instagram, mostrando a cidade.

O volante foi liberado pelo Inter de Milão para assinar com o Palmeiras nesta terça-feira. O anúncio oficial será feito pelo Verdão nas próximas horas. A informação foi dada pela assessoria de imprensa do jogador em sua conta no Twitter.

– Foram positivas as tratativas entre Felipe Melo e Inter. Qualquer informação, a partir de agora, será com o Palmeiras.

O volante chegou a despertar interesse dos rivais São Paulo e Flamengo, mas a diretoria do atual campeão brasileiro agiu rápido para chegar a um acordo salarial com o atleta, que estava atuando fora do Brasil desde 2005.

Titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2010, Felipe Melo começou a carreira no Flamengo, mas atuou também por Cruzeiro e Grêmio no país. Na Europa, atuou pelos espanhois Mallorca, Racing Santander e Almería, pelo turco Galatasaray e pelos italianos Fiorentina, Juventus e Internazionale.

O volante tinha contrato com o Inter de Milão até o meio do ano, mas chegou a um acordo com o clube italiano para antecipar sua despedida do futebol europeu e regressar ao Brasil.

Antes da contratação de Felipe Melo, o Palmeiras já havia anunciado as chegadas do atacante Keno (ex-Santa Cruz) e dos meio-campistas Hyoran (ex-Chapecoense), Raphael Veiga (ex-Coritiba), Alejandro Guerra (ex-Atlético Nacional) e Michel Bastos (ex-São Paulo).
Felipe Melo, Galatasaray (Foto: Marcio Iannacca)Felipe Melo deve ser anunciado pelo Palmeiras ainda nesta terça-feira (Foto: Marcio Iannacca)

Por GloboEsporte.com

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Banco do Brasil anuncia plano para fechar 781 agências no país

banco-do-brasilCom o objetivo de tornar sua estrutura mais eficiente, o Banco do Brasil anunciou, neste domingo (20), um plano de reestruturação que deverá fechar agências e enxugar a estrutura administrativa do banco. A instituição também confirmou o plano de incentivo à aposentadoria de funcionários, esperado desde outubro.

Nessa reformulação, 781 agências de um total de 5.430 deixarão de existir —o que corresponde a 14%. Dos pontos fechados, 379 serão convertidos em postos de atendimentos, uma versão menor e mais barata de servir ao cliente. As outras 402 serão desativadas, somando-se a outras 51 agências que começaram a ser fechadas em outubro.

Em comunicado ao mercado, o banco diz que a rede de atendimento será reorganizada para adequá-la “ao novo perfil e comportamento dos clientes” e que não comprometerá a presença do BB nos municípios em que atua. As mudanças devem ocorrer ao longo de 2017.

A instituição tem hoje mais agências que seus concorrentes, incluindo o Bradesco, que soma 5.337 pontos após a incorporação do HSBC, em julho deste ano. O Bradesco fechou a compra do braço brasileiro do HSBC em agosto do ano passado.

Também serão enxugadas 31 superintendências regionais, e três diretorias serão extintas, com funções redistribuídas para outras áreas.

Com a reformulação, o Banco do Brasil espera economizar R$ 750 milhões, sendo R$ 450 milhões com a nova estrutura organizacional e R$ 300 milhões com redução de gastos com transporte de valores, segurança e despesas com os imóveis.

As mudanças também devem permitir à instituição diminuir em quase 10 mil o número de funcionários, que hoje são 109 mil. Para isso, um programa de incentivo à aposentadoria será aberto.

O Banco do Brasil tem hoje 18 mil empregados que já poderiam ter deixado o mercado de trabalho, mas seguem na ativa. Eles terão até 9 de dezembro para aderir ao plano, e deverão receber um bônus de 12 salários, além de indenização por tempo de serviço —variando entre um e três salários.

Ainda assim, o banco seguirá com um quadro funcional amplo: Itaú tem hoje 82 mil funcionários, enquanto o Santander emprega menos de 50 mil pessoas. O Bradesco emprega 110 mil, considerando os funcionários que vieram do HSBC.

Uol

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PB pode fechar ano com 1.200 casos de câncer de próstata; obesidade é agravante

novembro-azulA obesidade é fator de risco para diversas doenças, inclusive para o câncer. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), 596 mil novos casos da doença (incluindo todos os tipos) devem ser registrados no Brasil neste ano. Desses, 15 mil estarão associados à obesidade e ao sobrepeso. De acordo com o INCA, a obesidade está influenciando principalmente na incidência de câncer de próstata, mama e colorretal. “A obesidade aumenta o risco de câncer de próstata e o tumor em homens obesos é mais agressivo”, afirma o urologista Rafael Coelho, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e do Hospital Albert Einstein. Na Paraíba, o INCA projeta o registro de mais de 1.200 casos da doença só neste ano.

Alimentação adequada e a prática de exercícios físicos são fundamentais para combater a obesidade e, consequentemente, diminuir o risco de câncer. “A atividade física é benéfica porque mexe no metabolismo, nos níveis, por exemplo, de insulina e glicose”, explica a Educadora Física que integra o comitê científico do Instituto Vencer o Câncer, Luciana Castelli Assman.

Como forma de prevenção, são recomendados 150 minutos de atividade física distribuídos na semana. “Pode ser caminhada, corrida, dança. Mas tem que ser uma atividade vigorosa e feita de forma regular”, ressalta a especialista.

Para o paciente que está em tratamento de câncer de próstata, a atividade física também é benéfica. O exercício fortalece o sistema imunológico e também tem papel importante para estimular a produção óssea. “Quem faz o tratamento hormonal pode ter perda da massa óssea. Exercícios de força e sobrecarga vão estimular a produção óssea”, explica Luciana Assman.

Durante o tratamento do câncer de próstata, a atividade física deve ser feita após a liberação do médico e sempre com um acompanhamento de um profissional qualificado. O tipo de exercício e a frequência serão definidos pelo educador físico que acompanhará o paciente. “Para cada fase do tratamento tem que ter uma atenção especial. Quem faz radioterapia pode ficar mais cansado, então tem que dosar bem. O segredo está na regularidade do exercício. O paciente tem que tentar sempre fazer alguma coisa”, acrescenta Luciana.

Os benefícios da atividade física para quem faz tratamento de câncer de próstata vão além. Alguns pacientes ficam deprimidos e os exercícios ajudam a reverter esse quadro. “A atividade física ajuda a melhorar a autoestima, a combater a depressão. Proporciona um bem estar para o paciente”, afirma a educadora física Luciana Assmam.

Agência Brasil

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Sem dinheiro, tribunais do trabalho adotam medidas para não fechar

tstUm corte no orçamento deste ano de 90% no investimento e de 30% no custeio, segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), obrigou tribunais regionais e varas da Justiça Trabalhista em todo o país a adotarem medidas emergenciais de contenção de gastos para evitar o fechamento. Mesmo assim, essas medidas afetaram o funcionamento desses órgãos e fizeram aumentar o número de processos à espera de julgamento.

Entre essas medidas, estão dispensa de estagiários; alteração do horário de abertura e fechamento dos prédios; desligamento forçado de equipamentos de informática e telefonia a partir de determinado horário; supressão de contratos de serviços terceirizados; revisão de contratos de segurança; e redução de despesas com serviços postais, consumo de energia e material de uso administrativo (veja ao final desta reportagem a situação de TRTs que estão entre os que enfrentam maior dificuldade financeira).

No caso da Justiça Trabalhista de Mato Grosso, por exemplo, uma das atingidas pelo corte orçamentário da União, todas as varas itinerantes do estado foram suspensas e também as viagens de juízes para substituir os que estão de folga ou férias. Em São Paulo e Goiás, os TRTs afirmam que o desafio é conseguir funcionar até o fim do ano.

Governo destaca liberação de verba
Procurada pelo G1 para comentar o assunto, a Casa Civil da Presidência da República destacou a publicação de uma medida provisória na semana passada que liberou R$ 353 milhões para a Justiça do Trabalho, com o aval do Tribunal de Contas da União (TCU). A MP foi publicada na última quinta-feira (14) no “Diário Oficial da União”, como crédito extraordinário para pagamento de despesas correntes da Justiça do Trabalho.

O Ministério do Planejamento informou, por meio da assessoria, que o governo federal “tem colaborado intensamente” com a Justiça do Trabalho. “Um dos resultados desta colaboração foi a edição da Medida Provisória n° 740, que liberou R$ 353,7 milhões em crédito extraordinário para o pagamento de despesas correntes e recompôs o valor que foi cortado no Congresso Nacional neste orçamento.”

De acordo com a assessoria, em 2017, “mesmo considerando que a situação orçamentária será bastante restritiva para todos Poderes e órgãos públicos, o governo federal continuará a colaborar com a Justiça do Trabalho para garantir a provisão dos recursos necessários para manter o funcionamento dos serviços de forma satisfatória”.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, considera que a quantia deve ser suficiente para assegurar o funcionamento dos tribunais até o fim do ano, mas prevê as mesmas dificuldades para 2017 se o orçamento não for reajustado; para alguns TRTs, o dinheiro da MP não será suficiente (leia mais abaixo).

Desemprego influencia
De acordo com o TST, a situação da Justiça do Trabalho foi agravada pelo crescimento do desemprego, o que elevou também a quantidade de novas ações na Justiça Trabalhista. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego tem sido crescente, e o Brasil acumula mais de 11 milhões de desempregados.
Por esse motivo, o número de novos processos nas varas do trabalho (primeira instância) aumentou 7,9% de janeiro a abril de 2016 na comparação com o mesmo período de 2015. Passou de 839.658 para 905.670, de acordo com informações do TST.
Nesse mesmo período, a quantidade de processos que aguardam conclusão na fila das varas trabalhistas aumentou 10,5%. Nos TRTs (Tribunais Regionais do Trabalho), segunda instância da Justiça Trabalhista, a fila de processos pendentes aumentou 6% em 2016, informou o TST.

Evitar o fechamento
As medidas para economizar gastos na Justiça Trabalhista, nos casos mais críticos, tiveram o objetivo de evitar o fechamento dos órgãos e manter o atendimento ao público.

Segundo o presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, ministro Ives Gandra Martins Filho, um dos principais impactos do corte orçamentário foi na manutenção do sistema de informática. Quase 100% dos processos da Justiça Trabalhista são eletrônicos. Por isso, há a necessidade de que o sistema seja revisado periodicamente, mas a frequência diminuiu.

“Quando houve o corte de 90% do gasto de custeio com o PJE [processo de justiça eletrônico], isso é praticamente parar com a Justiça do Trabalho. Como é que a Justiça do Trabalho está funcionando se precisa de contrato de manutenção e investimento? Em área de informática, se não há investimento, a manutenção vai parando. O que está acontecendo? Os tribunais estão funcionando mais lentos, alguns param. São Paulo parou. Parou um bom tempo. Rio Grande do Sul estava com o mesmo problema. Quer dizer, não investir em informática ou não ter manutenção em informática é pedir para parar”, disse o presidente do TST ao G1.

Segundo ele, o trabalhador é prejudicado porque os processos passam a levar mais tempo para tramitar.

“Se não é possível funcionar todos os dias, um dia pelo menos tem que parar por causa das contingências. Aí, em termos de gastos com custeio, o que acaba acontecendo? Primeiro, não se consegue receber todas as ações e, segundo, não se consegue solucionar rápido. Uma audiência que poderia ser marcada daqui a três meses vai ser marcada para daqui a um ano. E aí o trabalhador que precisa daquilo, que tem caráter alimentar, que é o seu salário, vai ficar todo esse tempo desempregado e sem uma fonte de custeio dele mesmo”, explicou o ministro.

Servidores
A Associação Nacional dos Servidores da Justiça do Trabalho (Anajustra) acrescentou que a precariedade das condições de varas e TRTs prejudica também o rendimento dos próprios funcionários.

Segundo a entidade, a Justiça do Trabalho foi “obrigada a empregar procedimentos drásticos  que afetam diretamente a prestação jurisdicional”.

“Estamos vivendo o pior dos mundos, com um aumento expressivo do número de ações, a redução significativa dos recursos orçamentários, a diminuição do número de servidores que estão se aposentando e não estão sendo repostos e a exigência de produtividade e cumprimento de metas absurdas que têm provocado efeitos nefastos na saúde do servidor, com o aumento de doenças além de sofrimentos de ordem mental e emocional”, afirmou Áureo Pedroso, diretor de Relações Institucionais da Anajustra.

Dinheiro da MP
Os R$ 353,7 milhões previstos na medida provisória como crédito extraordinário para pagamento de despesas correntes da Justiça do Trabalho serão distribuídos entre os TRTs levando em conta aqueles que estão em situação mais crítica, segundo Ives Gandra Martins Filho.

Na avaliação do ministro, o dinheiro deverá ser o suficiente para que os tribunais permaneçam funcionando até o fim do ano. As quantias que serão repassadas para cada tribunal, segundo Ives Gandra Filho, será definida pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho.

“O que nós estamos tentando fazer agora é um levantamento da real necessidade de cada tribunal, se dá para voltar à plena normalidade ou não e se esse dinheiro [da MP] é suficiente. Me parece que sim. À primeira vista, me parece que sim, tanto que nós estamos fazendo os acertos. Então, não é para nenhum tribunal ficar apavorado, nenhum tribunal achar que ‘no nosso caso nós não vamos ter dinheiro”, disse o presidente.

2017
Ele afirmou, no entanto, que se não houver um aumento no orçamento para a Justiça Trabalhista em 2017, a situação deverá se repetir no ano que vem.

O governo federal pretende fixar teto para os gastos públicos, reajustando o orçamento de cada área acrescentado somente o índice da inflação do período. Para Ives Gandra Filho, é necessário um orçamento maior que o estabelecido pelo teto para a Justiça Trabalhista.

“Agora, minha preocupação fundamental é com o orçamento 2017. Se não conseguirmos reverter ou abrir uma exceção para a Justiça do Trabalho – e é importante que o governo saiba, que o Congresso saiba –, nós vamos ter ano que vem o mesmo problema. Não é justo com a sociedade que se deixe um monte de trabalhadores aí sem poder ter acesso à Justiça, com o perigo de fechamento da Justiça do Trabalho por falta de previsão no orçamento do ano que vem, que pode ser feita e deve ser feita agora”, argumentou o ministro.

Segundo a Anajustra, o dinheiro da MP dá mais condições para os tribunais funcionarem, mas não é suficiente para resolver as carências dos órgãos.

“Os R$ 353 milhões para a Justiça do Trabalho aliviam a situação dos tribunais do trabalho no custeio das suas atividades. Porém, não resolvem o problema, pois o corte feito pela Lei Orçamentária de 2016 na proposta original da Justiça Trabalhista foi de mais de R$ 844 milhões”, afirmou a entidade.

Tribunais Regionais do Trabalho
Confira abaixo os problemas de alguns dos tribunais regionais do trabalho em razão das restrições orçamentárias.

Mato Grosso
Segundo o TRT-MT, o órgão recebeu R$ 17 milhões dos R$ 30 milhões inicialmente previstos para este ano.

Para pagar as despesas, o tribunal reduziu em 50% do contrato de serviços terceirizados, como limpeza e segurança do edifício-sede, em Cuiabá, e dos 29 fóruns trabalhistas no interior do estado.

Todos os estagiários foram dispensados, o horário de funcionamento foi limitado, e o tribunal passou a adotar medidas para economizar energia, como desligar o ar-condicionado.

Depois o TRT-MT teve que suspender todas as varas itinerantes do estado. Essas varas são um mecanismo pelo qual o juiz e um servidor se deslocam até municípios sem varas do trabalho a fim de realizar audiências. Também foram suspensas as viagens dos juízes para substituir magistrados em férias e licenças.

O tribunal informou ainda que o sistema de armanezamento dos processos eletrônicos opera na capacidade limite e não há previsão de solução para o problema.

“Num esforço de guerra, suspendemos as varas itinerantes e só deslocamos nossos juízes substitutos para as varas cujos titulares estão em férias ou licenças em casos muitos excepcionais. O resultado é o adiamento de audiências e maior prazo para os processos serem solucionados”, explicou a presidente do TRT-MT, desembargadora Beatriz Theodoro.

São Paulo
O TRT-2, da região de São Paulo, afirmou que vem adotando desde o início do ano medidas “a fim de se evitar o máximo a inviabilização do funcionamento de suas unidades”.

O tribunal reduziu horário de funcionamento de aparelhos de ar-condicionado e elevadores e também reduziu o número de servidores terceirizados. Ainda foram suspensas as horas-extras e o trabalho aos sábados.

“Com a edição da medida provisória 740/2016, no último dia 13, espera-se que o TRT-2 consiga se manter até o final do ano, evitando-se assim que novas medidas sejam tomadas, em especial aquelas que possam atingir o público externo”, afirmou o tribunal.

Para Lynira Sardinha, diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário de São Paulo (Sintrajud), o TRT-2 chegou a cogitar fechamento a partir de setembro.

“Como eles [TRTs] têm autonomia administrativa, cada um foi pensando em como fazer as suas economias. Uma parte deles percebeu que em setembro alguns já fechariam as portas, como o TRT da 2ª região, que é o maior TRT do país, com o maior número de ações”, afirmou Sardinha.

Goiás
O Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (TRT-GO) anunciou na semana passada o corte de despesas e demissões para manter o funcionamento do órgão até o final de setembro.

Segundo o presidente do órgão, o desembargador Aldon Taglialegna, o tribunal tem uma dívida de R$ 11 milhões e corre o risco de fechar as portas.

Em nota, o TRT-GO informou que o dinheiro inicialmente previsto para o tribunal na medida provisória não será suficiente. O órgão depende de um remanejamento dos recursos.

“Infelizmente, o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO) vai receber apenas R$ 960.497,00 desse crédito [da medida provisória], o que é insuficiente para arcar com as despesas de custeio do tribunal até o fim do ano. Com esses recursos, o tribunal ganha um fôlego suficiente para se manter por aproximadamente mais 15 dias, garantindo seu funcionamento até meados do mês de outubro deste ano. Por isso, a últimas medidas de contenção de despesas adotadas pelo tribunal no início da semana serão mantidas”, afirmou o TRT-GO.

Rio de Janeiro
O TRT-RJ sofreu um corte de 32% nas despesas de custeio para o ano de 2016, o que representa R$ 24,5 milhões.

Para economizar, uma série de medidas foram adotadas pelo tribunal: modificação do horário de atendimento ao público, com o objetivo de economizar energia (passou das 10h às 17h para 9h30 a 16h30), para aproveitar a luz do dia; redução de despesas com serviços postais; novos limites para a concessão de diárias e adicional de deslocamento a magistrados e servidores; ações para a redução de despesas com aquisição de material de consumo; e o corte de um estagiário por vara do trabalho.

O TRT-RJ recebeu um crédito extraordinário de R$ 2.942.449,00 por meio da medida provisória. Ainda assim, o órgão afirmou que, com esse dinheiro, tem orçamento para continuar operando apenas até o mês de novembro.

A desembargadora Maria das Graças Cabral Viegas Paranhos, presidente do tribunal, disse que vai com o Conselho Superior da Justiça do Trabalho uma nova recomposição no orçamento.

“Acredito que não vamos ter de fechar o tribunal antes da hora. Todos estamos enfrentando essa fase com coragem. É importante não desanimar, pois é na crise que nos reinventamos”, afirmou a desembargadora, por meio de nota da assessoria de imprensa.

Rio Grande do Sul
O TRT do Rio Grande do Sul afirmou que precisou economizar nos contratos de terceirizados, como vigilância e limpeza, e reduziu alguns horários. Também teve que dispensar os estagiários.

O tribunal informou que também ficou impossibilitado de nomear novos servidores para o lugar daqueles que tinham se aposentado.

Sem a MP, o TRT-RS argumenta que teria dinheiro para operar até agosto. Com os R$ 29 milhões que vai receber com a medida provisória, o tribunal entende que conseguirá chegar até o fim do ano, mas afirma que se desenha uma situação igual para 2017.

“Neste momento de crise, com as demissões aumentando, estamos tendo uma demanda maior e, paradoxalmente, temos menos pessoal. O país está em recessão. Com mais demissões, são mais reclamações trabalhistas. Então, nossa jurisdição está menos célere e menos efetiva pela falta de recursos e pessoal”, afirmou o TRT do Rio Grande do Sul.

G1

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Raniery Paulino acusa Gervásio de quebrar acordo ao fechar com Galdino

RanieryranieryO deputado estadual, Raniery Paulino, declarou, neste final de semana, que o colega de partido, Gervásio Maia, descumpriu acordo firmado com outros parlamentares do partido, ao fechar aliança com Adriano Galdino para a Presidência da Mesa da Assembleia Legislativa.

Em entrevista ao radialista Rudney Araújo, na Rádio Cultura de Guarabira, o peemdebista revelou que em reunião, os parlamentares do partido decidiram que o PMDB iria esperar para fechar uma aliança.

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No entanto, segundo Raniery Paulino, Gervásio se adiantou e fez parceria com o socialista sem consultar ele, Trócolli Júnior e Nabor Wanderley na tomada de decisão. Esse seria o principal motivo dos outros parlamentares do PMDB estarem na dissidência.

Ainda sobre a eleição da Mesa Diretora da Assembleia, Raniery Paulino admitiu que pode votar em Adriano Galdino, mas disse que sua preferência é por uma candidatura de Ricardo Marcelo a reeleição.

Roberto Targino – MaisPB

Tião acusa Cássio de acabar Festival de Artes e fechar Bruxaxá

ricardoO deputado estadual Tião Gomes, presidente do PSL na Paraíba, disse que a cidade de Areia foi esquecida durante os sete anos de gestão do PSDB. Ele ainda acusou o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) de ter sido o principal responsável pelo fechamento do Hotel Bruxaxá e de ter negado apoio financeiro ao Festival de Artes de Areia.

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“O Hotel Bruxaxá só fechou por causa de omissão de Cássio, que não governou a Paraíba, nem fez nada por Areia”, disparou Tião. “Cássio não ajudou o Festival de Artes quando podia. Muito pelo contrário, ele prejudicou quando decidiu não investir num evento cultural tão importante para Areia e para a Paraíba”, completou o deputado.
Tião aproveitou para destacar que foi a partir da gestão do governador Ricardo Coutinho (PSB), candidato à reeleição pela coligação “A Força do Trabalho”, que a realidade mudou e município de Areia passou a receber obras e grandes investimentos.
“Ricardo governa com um olhar também para os municípios pequenos, mais pobres. Ele acabou com aquela lógica de só se investir nas grandes cidades. Com Ricardo, as cidades menores passaram a ter oportunidade de crescer e se desenvolver, tanto economicamente como socialmente”, destacou Tião, que ao lado de Ricardo, participou de um comício em Areia.
 
Bananeiras Online com ParlamentoPB

Governo ganha liminar e delegacias voltarão a fechar no fim de semana

romeroO Tribunal de Justiça da Paraíba acatou, através do desembargador plantonista Romero Fonseca, ação ajuizada pela Procuradoria Geral do Estado e derrubou determinação do juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Antônio Carneiro, para que o governo reabrisse todas as delegacias no final de semana, em João Pessoa.

O desembargador entendeu que o Estado não dispunha de contingente policial suficiente para ficar a disposição de três oficiais de justiça encarregados de fazer cumprir a ordem, sob pena de deixar a cidade sem segurança.

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Logo após conceder a liminar, o desembargador enviou ofício ao juiz cientificando-o da decisão.

MaisPB

Governo espera fechar US$ 6 bilhões em negócios durante a Copa

Copa 2014A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) espera dobrar o valor dos negócios fechados durante a Copa das Confederações, realizada no ano passado.

Agora, a projeção, calculada com base no número e potencial dos empresários estrangeiros convidados para o evento esportivo, é que o valor dos negócios cresça de US$ 3 bilhões para US$ 6 bilhões.

Foram fechados US$ 1,8 bilhão em exportações e US$ 1,2 bilhão em investimentos durante encontros promovidos com mil empresários na Copa das Confederações.

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Para atingir a meta, o Projeto Copa do Mundo da Apex aumentou o número de empresários convidados de 1 mil para 2,3 mil e tem promovido encontros com pequenas, médias e grandes empresas brasileiras.

Ig