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Médica de CG sugere que favoráveis a abertura do Comércio assinem termo abdicando de respiradores quando internados

Ao opinar sobre a possibilidade de reabertura do comércio em Campina Grande e outras cidades, medida essa defendida por alguns empresários, a médica campinense Adriana Melo, que é especialista em Medicina Fetal e referência no tratamento da microcefalia no Brasil, por meio das suas redes sociais deu um recado duro, sugerindo que estes apoiam essa medida abram mão de respiradores, quando foram internados com a suspeita do vírus.

“Sugiro que quem for favorável acabar com o isolamento social e abrir o comercio, assinar um termo dizendo que abre mão de um respirador quando nós, profissionais da saúde, tivermos que escolher quem vai morrer ou viver”, disse a médica destacando que acredita na ciência.

Não levando em conta os apelos da Organização Mundial de Saúde (OMS), bem como da Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG) e do Governo do Estado que pedem o isolamento da sociedade, alguns comerciantes de Campina promoverão uma carreata hoje (27), atendendo ao pedido do presidente da República Jair Bolsonaro para a reabertura do comércio.

Segundo arte que circula nas redes sociais, empresários da cidade estão articulando uma carreata com a finalidade de pressionar o governo municipal para que libere o comércio local na próxima segunda-feira (30). A carreata está prevista para ocorrer às 15h desta sexta-feira (27), com concentração na frente do Partage Shopping, passando pelas principais ruas do Centro da cidade. Por motivo de segurança, ninguém deverá descer

A ação dos empresários começou após a fala do presidente Jair Bolsonaro que, em pronunciamento, minimizou a gravidade do avanço do coronavírus no Brasil, além do quadro de crise da economia local. Os empresários ponderaram que todas as precauções sanitárias para evitar qualquer tipo de disseminação viral serão tomadas.

 

pbagora

 

 

Planalto ameaça deputados favoráveis a impeachment com pente-fino em cargos

dilmaO Palácio do Planalto está fazendo um pente-fino nos cargos de primeiro, segundo e terceiro escalões do governo para mapear as indicações políticas e usá-las como forma de evitar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O objetivo é tentar detectar os reais padrinhos dos ocupantes dos cargos de confiança em Brasília e nos Estados para pressioná-los a votar contra o afastamento, ou negociar essas nomeações com quem esteja disposto a defender a permanência da petista.

O governo evita informar quantos são os cargos distribuídos a afilhados de parlamentares ou caciques políticos entre os cerca de 22 mil postos comissionados na máquina federal. Sabe-se, porém, que há deputados publicamente favoráveis ao impeachment que indicaram nomes para essas vagas. Há também o que chamam de “barriga de aluguel”: um parlamentar indica um nome que, na verdade, é ligado a outra legenda ou grupo político, o que torna mais difícil o rastreamento.

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Estão no radar do governo, por exemplo, os afilhados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), patrocinador do processo de impeachment de Dilma e inimigo número um do Planalto. O Planalto trata como “inaceitável” manter as indicações feitas pelo peemedebista. Outra situação já detectada envolve o principal órgão do turismo e a bancada do PMDB catarinense.

O atual presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) é o catarinense Vinícius Lummertz, nomeado na cota do vice-presidente Michel Temer, mas indicado pelo deputado Mauro Mariani, que é presidente do PMDB de Santa Catarina e para quem o impeachment se tornou “inevitável”, como disse em entrevista a um colunista de seu Estado em outubro.

Volta no tempo

O Planalto, no entanto, sabe que é muito difícil desenrolar o novelo de cada nomeação e detectar a origem da indicação política. Mas o trabalho em curso envolve vasculhar nomeações antigas, inclusive dos governos Itamar Franco, que era peemedebista, e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Várias dessas nomeações foram esquecidas e os supostos afilhados ainda estão nos mesmos cargos. Esse problema não existe apenas em relação ao PMDB, mas em todos os partidos da base. Daí a tentativa de mapeamento e busca da origem da indicação política.

Embora o mapeamento dos cargos seja recorrente – foi feito nos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva e já na gestão Dilma -, nem sempre se conseguiu detectar o padrinho “original” de um ocupante de cargo de confiança. Até porque há funcionários de segundo e terceiro escalões que buscam novos padrinhos políticos para manterem o comissionamento ou que escondem o apadrinhamento, justamente para evitar pressão sobre seus aliados políticos.

Ainda no segundo mandato de Lula, os articuladores políticos da gestão petista avaliaram que, dos cerca de 22 mil cargos no governo, 5 mil seriam os realmente importantes para a divisão de poder entre os dez partidos que apoiavam o presidente no Congresso naquela época.

Hoje, em tese, há 18 legendas que dizem sustentar Dilma, mas na prática essas siglas conseguem garantir apenas cerca de 250 votos contra o impeachment na Câmara. O número é suficiente para impedir a abertura de processo pelo afastamento de Dilma, mas pequeno para uma base de apoio ao governo – é inferior à maioria simples da Câmara, composta por 513 deputados.

Lideranças

O mapeamento também dará subsídio às conversas que o governo terá a partir desta semana sobre a escolha das lideranças dos partidos da base, em fevereiro. Para o Planalto, é fundamental garantir o maior número de líderes na Câmara contrários ao impeachment, pois eles vão indicar os integrantes da Comissão Especial do impeachment. Essa tarefa está a cargo do ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini.

O desafio é não fazer com que essa interferência abra crises como a ocorrida no PMDB, que teve o líder Leonardo Picciani (RJ), contrário ao impeachment, destituído e reconduzido ao posto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

UOL

86 deputados federais são favoráveis à espionagem dos EUA contra o Brasil

ESPIONAGEMA Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (9), uma moção de repúdio ao governo dos Estados Unidos em razão da denúncia de espionagem de mensagens eletrônicas e telefonemas brasileiros.

A proposta apresentada por José Guimarães (PT), no entanto, foi rejeitada por 86 deputados federais. Os votos contrários à moção foram registrados por deputados dos partidos DEM, PMDB, PSDB, PMN, PP, PR, PRP, PSB, PSC, PSD e PTB, pertencentes às bancadas evangélica e ruralista, como aponta o mapeamento da votação realizado pela Diálogos do Sul.

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Em números percentuais os partidos que se mostraram mais favoráveis à continuidade das ações de espionagem dos Estados Unidos contra o Brasil foram o DEM – 20 dos 23 deputados; o PSD – também 20 dos 32 deputados; o PP – 17 dos 24 deputados; e o PSC – 8 de 10 deputados. Merece registro que 14 deputados do PMDB votaram contra a moção, o que representa cerca de 20% da bancada do partido na Câmara dos Deputados.

Já as principais lideranças tucanas na Câmara se abstiveram na votação. Líderes do PSDB, tais como Mendes Thame, Duarte Nogueira, Eduardo Azeredo, Antonio Imbassahi, Jutahi Junior e Nelson Marchezan Júnior votaram pela abstenção. De acordo com a Diálogos do Sul, “tal fato reforça as denúncias de que desde o governo FHC, empresas e o próprio governo brasileiro colaboram com as autoridades e práticas imperialistas dos Estados Unidos”. (com informações da Revista Diálogos do Sul).

Confira abaixo o texto da moção de repúdio.

 

MOÇÃO DE REPÚDIO

 

Nós, parlamentares da Câmara dos Deputados da República Federativa do Brasil, manifestamos:

O nosso repúdio à espionagem e o monitoramento de bilhões de e-mails, telefonemas e dados de empresas e cidadãos brasileiros, bem como do governo do Brasil, supostamente realizados por agências de inteligência dos Estados Unidos da América, que violam direitos de empresas e cidadãos brasileiros e atentam contra a soberania nacional.

Ao mesmo tempo, externamos o nosso apoio às iniciativas do Estado brasileiro, que pretende levar este grave caso à consideração da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Internacional das Telecomunicações (UIT).

Declaramos, ademais, nossa concordância com as iniciativas destinadas a criar uma agência multilateral, no âmbito do sistema das Nações Unidas, para gerir e regulamentar a rede mundial de computadores, poderoso instrumento de uso compartilhado da humanidade.

Por último, externamos a nossa apreensão com a segurança do cidadão estadunidense Edward Snowden, que está refugiado, há dias, no aeroporto de Moscou.

Confira também a lista de parlamentares que são favoráveis à continuidade da espionagem dos EUA e contra o respeito à privacidade de cidadãos, empresas e instituições brasileiras.

 

Abaixo, segue a lista dos parlamentares que votaram contra a moção:

DEM – 16 votos

Abelardo Lupion – PR

Alexandre Leite – SP

Augusto Coutinho – PE

Claudio Cajado – BA

Davi Alcolumbre – AP

Eli Correa Filho – SP

Jairo Ataíde – MG

Jorge Tadeu Mudalen – SP

Júlio Campos – MT

Luiz de Deus – BA

Mandetta – MS

Mendonça Filho – PE

Onyx Lorenzoni – RS

Paulo Cesar Quartiero – RR

Rodrigo Maia – RJ

Ronaldo Caiado – GO

Total de Bancada: 20

 

PMDB – 12 votos

Aníbal Gomes – CE Obstrução

Darcísio Perondi – RS

Edio Lopes – RR

Fernando Jordão – RJ

Lucio Vieira Lima – BA

Marçal Filho – MS

Marcelo Almeida – PR

Mauro Mariani – SC

Osmar Terra – RS

Silas Brasileiro – MG

Valdir Colatto – SC

Wladimir Costa – PA

Total da Bancada: 64

 

PMN – 3 votos

Francisco Tenório – AL

Jaqueline Roriz – DF

Total da Bancada: 3

 

PP – 17 votos

Arthur Lira – AL

Dilceu Sperafico – PR

Esperidião Amin – SC

Iracema Portella – PI

Jair Bolsonaro – RJ

Jerônimo Goergen – RS

Lázaro Botelho – TO

Luis Carlos Heinze – RS

Luiz Fernando Faria – MG

Missionário José Olimpio – SP

Renato Andrade – MG

Renzo Braz – MG

Roberto Balestra – GO

Roberto Britto – BA

Roberto Teixeira – PE

Sandes Júnior – GO

Vilson Covatti – RS

Total da Bancada: 24

 

PR – 5 votos e 1 abstenção

Bernardo Santana de Vasconcellos – MG

Henrique Oliveira – AM

Maurício Quintella Lessa – AL

Paulo Freire – SP

Vicente Arruda – CE Abstenção

Total da Bancada: 24

 

PRP – 1 voto

Jânio Natal – BA

Total da Bancada: 2

 

PSB – 2 votos e 1 abstenção

Fernando Coelho Filho – PE Abstenção

Júlio Delgado – MG

Paulo Foletto – ES

Total da Bancada: 21

 

PSC – 8 votos

Andre Moura – SE

Costa Ferreira – MA

Deley – RJ

Lauriete – ES

Nelson Padovani – PR

Pastor Marco Feliciano – SP

Takayama – PR

Zequinha Marinho – PA

Total da Bancada: 10

 

PSD – 20 votos

Ademir Camilo – MG

Arolde de Oliveira – RJ

Átila Lins – AM

Carlos Souza – AM

César Halum – TO

Danrlei De Deus Hinterholz – RS

Eduardo Sciarra – PR

Eleuses Paiva – SP

Fernando Torres – BA

Guilherme Campos – SP

Hélio Santos – MA

Hugo Napoleão – PI

Jefferson Campos – SP

João Lyra – AL

José Carlos Araújo – BA

Júlio Cesar – PI

Manoel Salviano – CE

Onofre Santo Agostini – SC

Sergio Zveiter – RJ

Walter Ihoshi – SP

Total da Bancada: 32

 

PSDB – 2 votos e 10 abstenções

Alfredo Kaefer – PR

Andreia Zito – RJ

Antonio Carlos Mendes Thame – SPAbstenção

Antonio Imbassahy – BA Abstenção

Duarte Nogueira – SP Abstenção

Eduardo Azeredo – MG Abstenção

Jutahy Junior – BA Abstenção

Nelson Marchezan Junior – RS Abstenção

Nilson Leitão – MT Abstenção

Plínio Valério – AM

Reinaldo Azambuja – MS

Vaz de Lima – SP Abstenção

William Dib – SP Abstenção

Total da bancada: 39

 

PTB – 2 votos

Arnaldo Faria de Sá – SP

Sérgio Moraes – RS

Total da Bancada: 13

 

 

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