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Tião Gomes afirma que cartórios chegam a faturar cerca de R$ 10 milhões por mês na Paraíba

O serviço é ruim, o atendimento se arrasta, as paredes, cheias de infiltrações, escoram pilhas e mais pilhas de documentos. Mas, apesar da pindaíba disfarçada, os cartórios valem e arrecadam milhões na Paraíba, sem prestar contas a nenhum órgão de fiscalização. Segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça que começou a registrar o ranking de arrecadação dos cartórios de todos os estados do Brasil, a Paraíba é um dos estados que mais arrecadam.

De acordo com o deputado Tião Gomes, “Isso é uma indústria vazia alimentada por dinheiro do povo, empregando pouquíssimas pessoas e enriquecendo uma centena que detém a delegação do Poder Público para fazer registros extrajudiciais. O pior é que muitos não foram concursados como manda a Constituição Federal de 1988, herdando da família essa fábrica bilionária”.

O parlamentar reafirma que se o Tribunal de Justiça da Paraíba tivesse acesso ao montante financeiro arrecadado pelos cartórios, não estaria votando fechamento de comarcas e tirando os serviços do judiciário de perto da população.

Tião Gomes atua nos bastidores para coletar assinaturas dos deputados no intuito de instalar a “CPI dos Cartórios” na Assembleia Legislativa, mas pretende apresentar também um Projeto de Lei para discutir o modelo de privatização dos cartórios paraibanos, nesse cenário da briga entre oficiais e tabeliães, deputados estaduais, governo e Tribunal de Justiça (TJ), que há seis anos tenta concluir um concurso público para efetivar a outorga de serviços notariais.

Deputados e servidores caminham ombro a ombro. Eles querem privatização imediata e que os oficiais e tabeliães possam optar por pedir exoneração do cargo e assumir automaticamente a chefia dos cartórios, tornando-se empresários. “O melhor é fazer o que a Constituição manda: privatizar e dar opção ao servidor”, afirmou Tião Gomes.

Outro levantamento apresentado pelo deputado é que 15 cartórios da Paraíba arrecadaram entre janeiro e junho deste ano R$ 58.256.582,72, o que representa 62% do que foi arrecadado dos mais de 400 cartórios em funcionamento na Paraíba.

Tião Gomes defende a transparência, não só da arrecadação como já é feita pelo Conselho Nacional de Justiça, mas também das despesas efetuadas pelos cartórios do que recebe. “Ora, é serviço público entregue a particulares que recebe dinheiro do povo. O povo tem o direito de saber onde são gastos os grandes montantes arrecadados”, argumentou Tião.

Relação dos 15 cartórios que mais arrecadou no primeiro semestre deste ano.

Cartório Cidade Arrecadação jan/jun 2019
CARTORIO EUNAPIO DA SILVA TORRES JOAO PESSOA R$13.673.445,60
Cartório Carlos Ulysses – Cartório 1º Tabelionato de Notas e Registro Imobiliário da Zona Sul de João Pessoa JOAO PESSOA R$8.955.897,26
Serviço Notarial e Registral Ivandro Cunha Lima CAMPINA GRANDE R$8.322.844,74
FIGUEIREDO DORNELAS SERVIÇO NOTARIAL E REGISTRAL CABEDELO R$4.068.860,75
TOSCANO DE BRITO SERVIÇO NOTARIAL E REGISTRAL JOAO PESSOA R$3.245.417,71
CARTORIO DECARLINTO JOAO PESSOA R$3.012.705,90
TRAVASSOS- 4º TABELIONATO DE NOTAS JOAO PESSOA R$2.782.386,95
SOUTO – SERVIÇO NOTARIAL E REGISTRAL – 2º TABELIONATO DE PROTESTO E 8º OFÍCIO DE NOTAS JOAO PESSOA R$2.722.264,95
7º OFICIO DE NOTAS DE JOAO PESSOA-PB JOAO PESSOA R$2.521.174,99
CARTORIO MONTEIRO DA FRANCA JOAO PESSOA R$2.028.517,04
Cartório Azevêdo Bastos – 1º Ofício de Registro Civil das Pessoas Naturais e de Interdições e Tutelas do Município e Sede da Comarca de João Pessoa JOAO PESSOA R$1.628.115,93
VELTON BRAGA SERVIÇO NOTARIAL E REGISTRAL ALHANDRA R$1.465.940,10
CARTÓRIO CARLOS TRIGUEIRO PATOS R$1.440.780,05
ÂNGELA MARIA DE SOUZA – SERV. NOTARIAL E REGISTRAL SANTA RITA R$1.235.969,24
SERVIÇO NOTARIAL VIEIRA BATISTA JOAO PESSOA R$1.152.261,51
Total R$58.256.582,72

 

pbhoje

 

 

Pequenas empresas devem faturar R$ 500 milhões com a Copa

dinheiro

A Copa do Mundo já rendeu cerca de R$ 280 milhões em negócios para micro e pequenas empresas e até o final do evento a expectativa é que o faturamento chegue a R$ 500 milhões, segundo levantamento realizado pelo Sebrae com base nas rodadas de negociações promovidas nas 12 cidades-sede da Copa.

 
“Quem mais vai faturar com a Copa são as empresas que se prepararam antes e que estão pensando no pós-evento, no legado que ele vai deixar para a competitividade dos pequenos negócios”, explica o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

É o caso de setores como o da construção civil, que vêm aproveitando as oportunidades geradas em obras nas arenas, ou de madeira e móveis que, além de atender às demandas dos hotéis, têm expandido suas atuações também no exterior.

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“Nosso trabalho é mobilizar os empresários para aproveitar as oportunidades, não apenas identificando potenciais mercados, mas também dando todo o suporte para a adequação às exigências desses mercados”, completa Barretto.

A Fantastic Brindes de São Paulo é uma das empresas que têm apostado nessas oportunidades. A empresa aplicou 80% de seus investimentos no Kit Torcedor. Nele, itens como corneta, caneca, apitos, copo, vuvuzela, zumbina e mochila já estão levando aos fãs de futebol um diferencial na hora de torcer pelo Brasil.

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Só no início deste ano, a Fantastic Brindes já fechou orçamentos de aproximadamente 100 mil kits para grandes empresas, o que equivale à venda de mais de 400 mil produtos. O faturamento que era de R$ 150 mil em junho de 2013 saltou para R$ 380 mil no final do ano passado. O empresário estima triplicar as vendas com a demanda gerada pela Copa.

“Os pequenos negócios que se prepararam e planejaram para aproveitar as oportunidades geradas pela Copa irão aumentar não só o faturamento como poderão se consolidar tanto no mercado interno quanto externo, uma vez que passarão a atender dentro dos padrões internacionais exigidos a todos que atuarem durante o mundial”, ressalta o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Um exemplo é o escritório de arquitetura de interiores Saad Larcipretti, de São Paulo, que tem como meta atender o público potencial que visitará a capital paulista para assistir aos jogos da Copa do Mundo. O trabalho da Saad já pode ser encontrado nos móveis, pisos, quartos de hotéis que atenderão aos turistas brasileiros e estrangeiros durante o campeonato de futebol. Alguns móveis, contidos nas suítes dos hotéis, localizados em São Paulo e na Ilha de Comandatuba (BA), foram remodelados por meio dos projetos da empresa.

Para a diretora da rede Rosângela Larcipretti, o evento esportivo é uma oportunidade de divulgação das atividades realizadas pelos profissionais das empresas, inclusive para os estrangeiros. Prova disso é que os trabalhos da Saad Larcipretti já alcançaram visibilidade internacional: duas redes hoteleiras estrangeiras já estão em negociação com o escritório.

Fonte: Blog do Planalto

Queixas contra empresas viram negócio que vai faturar até R$ 12 milhões em 2013

reclamaçãoO lançamento do site Reclame Aqui, em 2001, não foi exatamente um estouro. A página criada para consumidores se queixarem de empresas teve, ao longo do primeiro ano de vida, 23 postagens. E cerca de metade era da família de Mauricio Vargas, fundador do serviço. Parecia pouco provável que aquilo se tornasse uma companhia com perspectiva de faturar entre R$ 9 milhões e R$ 12 milhões em 2013.

 

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“Virou um grande negócio”, informa Vargas. Somente no ano passado, o número de reclamações postadas na página chegou a 3,7 milhões. São mais de 7,5 milhões de consumidores cadastrados. A cada dia, o site recebe 320 mil visitas e registra 10 mil novas queixas. “Estouramos no começo de 2010, quando o site começou a resolver os problemas dos consumidores”, conta o empresário.

“Antes disso, éramos só um mural de reclamações. Então descobrimos como essas reclamações poderiam ficar melhor indexadas no Google, ou seja, aparecer nos resultados quando alguém fizesse uma busca pela empresa. Começou a incomodar as empresas, e elas começaram a resolver os problemas dos clientes”, explica.

 

Até 2012, porém, o sucesso virtual não gerava receitas para Vargas. O Reclame Aqui, em si, não gera até hoje – recebe apenas doações, que o empresário afirma que chegam a R$ 25 mil por mês. Mas o empreendedor descobriu a fórmula para transformar reclamações de consumidores em resultados financeiros. E a mina de ouro estava nas próprias marcas que são alvo do site.

 

Vargas lançou uma ferramenta de gerenciamento de reclamações, que vende para as empresas. Ela permite, além de monitorar e responder queixas, criar um histórico dos consumidores, saber quando, onde e de quê ele reclamou no passado. No jargão do ramo, faz um “CRM virtual” (em referência a Costumer Relationship Management, ou Gerenciamento de Relação com Clientes, em inglês).

 

Mais de 180 empresas compraram o produto, chamado RAResponde. Entre elas, Banco do Brasil, Santander, Magazine Luiza, Ponto Frio, Extra, Lojas Americanas, Peixe Urbano e outras com forte presença na internet. “É nosso negócio mais importante”, afirma Vargas. Mas não é o único.

 

A companhia também lançou, no ano passado, uma consultoria chamada ProSumers. Serve para ensinar empresas a lidar com os consumidores em tempos de internet e redes sociais. O serviço também conquistou grandes marcas, como Panasonic, Eletrolux, B2W e LG. “Nós vendemos o óbvio, ou seja, como tratar essas pessoas”, diz Vargas, para explicar também o nome da holding que criou para controlar todas essas empresas, batizada de Óbvio Brasil.

 

A empresa tem agora 70 funcionários e está sediada em Campo Grande (MS), mas possui escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Não apenas passou a ter receitas como, em janeiro, atingiu o chamado “break even”, ou seja, tem lucro no balanço no fim do mês. E quer ampliar os negócios. Nesta sexta-feira (15), aniversário de 23 anos do Código de Defesa do Consumidor, está lançando o PagBlindado, um sistema de pagamento que só serve para empresas “idôneas”.

 

Vargas afirma ter recebido diversas propostas de investidores, interessados em comprar participações na empresa. “Fomos procurados por todos os fundos, Flybridge, Monashees, Mitsui, Redpoint, grupos argentinos, americanos…” O empresário não aceitou vender o Reclame Aqui e continua como controlador, com 40% (o resto pertence a sócios da época em que a empresa foi lançada). “Mas, se pintar, pintou”, diz.

 

E, mesmo sem render receita, o Reclame Aqui continua sendo o queridinho de Vargas. “O site é ‘blidado’, ninguém mexe nele. Nunca aceitei sequer colocar anúncio, para não comprometer a credibilidade da página”, conclui.

IG