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Fantástico mostra viagem dos vereadores de Santa Rita a Gramado, com fotos e vídeos

O Fantástico, da TV Globo, mostrou neste domingo (17) a viagem dos vereadores de Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa, a Gramado, no Rio Grande do Sul. O grupo de 11 vereadores foi preso no dia 5 de novembro na BR-101, vindo do Recife onde desembarcaram de volta do Sul do país. Atualmente eles respondem em liberdade após serem soltos em audiência de custódia.

Eles foram alvos da Operação Natal Luz, deflagrada pelo Gaeco do Ministério Público e Polícia Civil, suspeitos de peculato, por suposta apropriação para fins pessoais de dinheiro público através de diárias. O MPPB alega que os vereadores viajaram a turismo com dinheiro público. Eles negam e alegam que houve realmente o evento mencionado oficialmente como justificativa da viagem a Gramado.

O Fantástico mostrou a passagem dos vereadores pelo hotel e pelos locais turísticos de Gramado, com fotos ‘selfie’ (como fez Rosa do Vaqueiro), vídeos em pedalinho e imagens dos quartos onde ficaram hospedados.

Os vereadores silenciaram na delegacia. À TV Globo, Diego Cabral, advogado e filho de Anésio Miranda, presidente da Câmara, disse que há provas da realização do evento e participação dos vereadores. A versão foi reforçada pelo advogado Alberdan Coelho, que faz a defesa do grupo de vereadores denunciados.

O repórter do Fantástico, Maurício Ferraz, foi às ruas conversar com a população. Uma senhora mostrou a situação do município de Santa Rita: “Olha aí o esgoto a céu aberto na rua.”

O representante do MPPB destacou que Santa Rita é a quarta maior economia da Paraíba ao argumentar a situação do município.

Foram exibidas imagens antigas dos vereadores em sessão na Câmara Municipal falando em contenção de gastos, mesmo Santa Rita sendo o município que mais gastou com diárias em 2019: mais de R$ 585 mil.

A reportagem foi encerrada com a frase do vereador Marcos Farias dita em uma das sessões na Câmara:  “Estamos aqui pela confiança do povo.Vamos honrar essa confiança.”

 

clickpb

 

 

Conheça o ‘quinteto fantástico’ da política brasileira

politicosEles posam de bons moços para uma trupe que se alimenta do que a mídia lhes fala todos os dias.

A refeição é servida diariamente pela Globo, Veja, CBN, Jovem Pan e outros. Afinal, a gula dos alienados não pode ficar de jejum! Agora vejam quem são os guias desses garotos que detestam jejuar! Vamos ao quinteto fantástico!

Eduardo Cunha

Eduardo Cunha é o atual presidente da Câmara. Foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. Já foi dito, inúmeras vezes, que Cunha defende interesses empresariais na Câmara. Sua campanha de 2014 recebeu R$ 6 milhões em doações de empresas de todos os ramos.

Não foi à toa que Cunha liderou a aprovação da PEC da Corrupção na quinta-feira, que oficializou a doação empresarial para candidatos e partidos políticos.

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Cunha também foi acusado de ter recebido US$ 5 milhões do empresário Júlio Camargo, que, inclusive, indicou as contas nos paraísos fiscais para onde foram remetidos os dólares. E, apesar de todas as denúncias, Cunha segue presidente da Câmara. É um ávido defensor do impeachment da Presidenta Dilma!

Aécio Neves

Aécio Neves é o senador mineiro mais carioca do País. Sua campanha para presidente da República, em 2014, assim como a Geraldo Alckmin (governador) e de José Serra (senador), recebeu recursos de quase todas as empreiteiras investigadas na operação Lava Jato. Mas todos calam sobre o assunto, inclusive o MPF, a PF, o STF e o Moro.

Aécio também está sendo acusado pelo MPF de não aplicar R$ 14 bilhões em saúde quando governador de Minas, conforme mandamento constitucional. Os procuradores querem saber para onde foi o dinheiro desviado do SUS.

Já durante a campanha presidencial de 2014, Aécio foi acusado de ter distribuído recursos públicos para as empresas de rádio e de jornal de sua família. Apesar de todas essas denúncias, Aécio segue incólume, sem ninguém a perturbar sua paz interior!

Até a semana passada, Aécio era um ardoroso defensor do impeachment da Dilma. Chegou até a pronunciar a seguinte frase: “Acredito que em breve o partido será chamado a assumir sua responsabilidade de tirar o Brasil desse poço sem fundo em que o PT nos enfiou”. Eis uma fera ferida pela derrota!

Cassio Cunha Lima

Cunha Lima já teve o mandado de governador cassado em 2008 pelo TSE. Em 2006, ele foi acusado de distribuir 35 mil cheques a pessoas carentes por meio de um programa assistencial do governo estadual, no valor total de R$ 4 milhões.

Em 2006, a PF desencadeou a operação Concord para apurar a compra de votos na eleição para governador da Paraíba. Um assessor de Cunha Lima, para evitar o flagrante, jogou R$ 300 mil pela janela de um apartamento do edifício Concord, localizado no centro de João Pessoa. A PF também encontrou no apartamento R$ 100 mil, além de contas de água e de luz quitadas.

Em 2010, Cunha Lima foi eleito senador, adquirindo, assim, foro privilegiado, por isso a investigação da PF foi enviada para o STF. A relatora do caso, ministra Rosa Weber, aguarda despacho do juiz instrutor para concluir o processo e indiciar Cunha Lima. O juiz instrutor é o Dr. Sergio Moro. Espero que ele não deixe a denúncia contra Cunha Lima caducar.

O senador paraibano era um ardoroso defensor do impeachment, mas mudou de ideia. Agora defende a renúncia da presidenta!

Agripino Maia

José Agripino Maia é senador pelo Rio Grande do Norte, filiado ao DEM. É um dos poucos coronéis que ainda sobrevivem na política nacional. No senado, Agripino é um ativista anticorrupção que defende o impeachment da Dilma.

Em março de 2015, o STF aceitou denúncia do Ministério Público Federal contra Maia por conta da operação Sinal Fechado, deflagrada em 2011 pelo MP do Rio Grande do Norte. A operação procurou desvendar um esquema de corrupção sobre a inspeção veicular no DETRAN daquele Estado. Agripino foi acusado por um dos delatores, Sr. George Olímpio, de ter recebido R$ 1 milhão em propina, com o intuito de influir junto ao governo do Estado para a continuação do esquema no DETRAN.

Maia defende a saída imediata de Dilma da presidência.

Ronaldo Caiado

Em março de 2015, Ronaldo Caiado e Demóstenes Torres trocaram diversas acusações. Torres acusou Caiado de tudo, inclusive de ter sido financiado por Carlinhos Cachoeira. Torres também falou que Caiado roubava, mentia e traia. É célebre a frase de Torres sobre o seu conterrâneo: Ronaldo Caiado é só uma voz à procura de um cérebro.

Caiado é da bancada ruralista no Senado. Em 2012, Caiado era deputado federal e votou contra a PEC do trabalho escravo, que punia com as perdas das terras os fazendeiros que utilizassem mão de obra escrava em suas propriedades.

Em 2014, sua campanha recebeu recursos de diversas empresas que mantinham trabalho escravo. Em 2015, o Ministério do Trabalho acusou alguns parentes de Caiado de manterem trabalhadores em condições análogas à de escravidão nas fazendas da família.

Caiado também é uma das vozes que defende o impeachment da Dilma.

Resumo da ópera: Eduardo Cunha, Aécio Neves, Cassio Cunha Lima, Agripino Maia e Ronaldo Caiado fazem parte da trupe que deseja apear Dilma do Planalto. São as vozes da ética e da retidão a tamborilar nos ouvidos de centenas de desavisados.

BR 29

JP é 9ª mais violenta do mundo: Cláudio Lima contesta ‘Fantástico’ e diz; ‘Não houve estudos em outros estados’

claudio-lima-sspO secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima, contestou as informações publicadas em uma matéria no “Fantástico” neste domingo (23) afirmando que a capital paraibana é a 9° cidade mais violenta no mundo. “Os dados da pesquisa foram encontrados na internet e estão corretos, pois nós divulgamos a informação para o público, contestamos porque não houve estudos em outros estados, eles não foram a campo”, afirmou Lima em entrevista ao portal paraiba.com.br nesta segunda-feira (24).

De acordo com o secretário de Segurança do Estado outras cidades não publicaram seus dados. “Será que João Pessoa está mais violenta que Rio de Janeiro, do que a Bahia?”, perguntou Lima.

Segundo Lima os dados devem ser checados e comparados com todas as cidades do país, mas muitas capitais não publicaram, apontando que João Pessoa só apareceu no ranking porque divulgou os dados.

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Confira a matéria do ‘Fantástico’:

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=fdQ9cBqra14

Wagner Mariano

 

Fantástico mostra situação precária de escolas públicas em Alagoas, em Pernambuco e no Maranhão

 

escolasUm retrato do abandono do ensino público no Brasil. São escolas sem água potável, sem banheiro e até sem sala de aula.

Durante dois meses, os repórteres Eduardo Faustini e Luiz Cláudio Azevedo percorreram escolas públicas dos estados que tiveram as médias mais baixas no Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa).

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“O percurso deles é em torno de 20, 30 quilômetros. Muitos acordam duas, três horas da manhã, para pegar um caminhão, para que esse caminhão leve até a rodovia, para da rodovia vir de um transporte fornecido pela prefeitura do município: o ônibus escolar”, conta um morador de Joaquim Gomes, em Alagoas.

“A rua é assim desse jeito. Os meninos, a gente atravessa eles no braço, porque não quer ver eles molhado. Caderno, eles não dão”, conta uma moradora de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

“Essa água não é ideal para ser tomada e, principalmente dar ela para as crianças. Isso aí tem um germe total. Eu trabalho aqui, mas dela eu também não bebo”, revela um homem.

“Tem aluno que até cai da carteira, principalmente os menores, da educação infantil”, diz uma moradora de Codó, no Maranhão.

“Quando temos a necessidade de irmos para o banheiro, nós vamos para o mato. Os alunos e a professora”, afirma uma mulher.

O que a reportagem mostra são escolas em que falta tudo, escolas que nem de longe lembram uma escola. O que não falta é a força de vontade de alunos, professores e pais que sofrem com as péssimas condições de ensino. Sofrem e ficam indignados.

“Ei, quatro anos sem receber farda, aqui, ó”, conta uma mãe. “Sem receber farda, sem ninguém dar atenção para gente”, afirma uma outra mãe. “As crianças da gente são desprezada aqui dentro”, reclama.

O Fantástico mostra a situação da entrada de uma escola municipal, em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

“Quando chove, a água invade, e chegam molhados, tudo sujo. Aí a situação. Aí não tem. Um bebedor bom não tem. Papel higiênico não tem”, afirma a mãe de aluno Maria Betânia dos Santos.

Revoltada, ela diz que as professoras pedem aos pais até material de limpeza: “Elas pedem à gente uma vassoura, pedem detergente. É o que for para botar aqui. Para ajudar aqui. E tem vez que as pobrezinhas passam quase um mês sem receber. Aí como é isso?”.

Isso é a realidade de escolas públicas em Alagoas, em Pernambuco e no Maranhão.

Na mais recente pesquisa brasileira do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), esses estados estão entre os que tiveram as notas médias mais baixas. Os repórteres do Fantástico passaram dois meses registrando as condições de escolas nesses estados.

Fantástico: Que horas você sai de casa?
Williana Soares (aluna): Quatro horas.
Everton Guedes Cavalcante (aluno): A hora que eu saio de casa, o máximo é 4h10, mas me acordo 3h50.

Só tem um jeito para o Everton e para a Williana irem à escola: de caminhão.

“Tem uma base de uns 55 alunos que nós vai (sic) nesse caminhão. Só que tem a dificuldade da estrada”, explica o motorista José Fernandes de Melo.

É uma estrada de terra. Depois dessa viagem, em Joaquim Gomes, em Alagoas, é que eles pegam o ônibus escolar da prefeitura. Mas e quando chove?

“Com dia de sol, nós consegue (sic). Quando choveu, não consegue chegar aqui”, conta o motorista.

O jeito então é ir… “Andando. Fora a ladeira que tem para subir”, conta Williana.

Ou então… “É ficar em casa mesmo, sem poder ir para a escola”, admite Everton.

Já em Lagoa Grande, em Pernambuco, quem não tem caminhão vai de charrete. Seu Francisco diz que a filha, a Rosileide, se queixa quando a escola não pode funcionar.

Em Codó, no Maranhão, o André e o primo dele, o Eduardo, são vaqueiros de manhã. De tarde, caminham 35 minutos até a escola.

Por lá, falta quase tudo. Não falta carinho. “Vocês são guardado no lado esquerdo do meu coração. Então, sejam bem-vindos mais este ano que nós temos aqui para trabalhar, para melhorar, para ver os nossos acertos”, anuncia a professora.

Em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, se chegar a uma escola assim não é fácil, entrar também pode ser bem difícil, como foi visto no início da reportagem.

Na frente de outro colégio da mesma cidade, a situação é pior ainda: o esgoto está aberto. E ainda uma terceira escola enfrenta o mesmo problema, no mesmo município.

“Está há seis anos assim. Agora, é o que a gente diz para as mães: nós como funcionários vamos entrar. Nós somos funcionários, precisamos preservar a escola aberta para o aluno”, diz a secretária escolar Maria Vieira de Araújo.

Fantástico: Como que a senhora chegou hoje para dar aula? Qual foi a situação que a senhora encontrou na sala de aula?
Auriele Galvão (professora): A escola toda estava alagada. Não é goteira, é chuva mesmo. Eu afasto todas as cadeiras, boto todo mundo pro canto, e coloca baldes aqui. A água desce todinha pela parede. Inclusive eu já perdi trabalhos que a gente realiza trabalhos com os alunos, coloca nas paredes em exposição, mas aí desce tudo, molha tudo.

Você pode pensar que é uma cidade muito longe dos grandes centros, mas não é: Jaboatão dos Guararapes fica a cerca de seis quilômetros do metro quadrado mais caro de Recife, na praia de Boa Viagem.

Finalmente, a aula começa, inclusive na escola indígena Pajé Miguel Selestino da Silva, em Palmeira dos Índios, em Alagoas. O que falta é a própria sala de aula.

Fantástico: Há quantos anos o senhor dá aula nessa situação aqui?
Jecinaldo Xucuru Cariri (professor): Há mais de dois anos que eu venho ministrando aula debaixo da mangueira. É bastante complicado, até porque de repente vem uma chuva, então tem que todo mundo correr e abandonar a aula.

Em uma galpão, funciona outra sala. É uma situação de improviso, porque a sede original da escola não tem mais condições de uso e está interditada. No galpão, os alunos ficam espremidos. Além do desconforto, tem o perigo.

A escola municipal em Codó, no Maranhão, se chama Divina Providência e espera providências há muito tempo.

Fantástico: Há quanto tempo essa escola está assim? Do jeito que está assim hoje.
Deusdet Oliveira Matos (comerciante): Está com mais de 15 anos.

O Deusdet é um comerciante que construiu a escola há 50 anos e, do jeito que pode, continua tomando conta dela.

Deusdet Oliveira Matos: Quando está gotejando, eu vou, tiro a goteira. Agora, esse ano eu ia fazer essa parede de tijolo, mas ainda não fiz.
Fantástico: O que leva o senhor a cuidar dessa escola?
Deusdet Oliveira Matos: O espírito de humanidade, para poder auxiliar os filhos dos moradores a não se criarem analfabeto.

“A situação, como vocês estão vendo, desde o ano passado que a gente está desse jeito. A falta de cadeira, sentam e não tem o braço da cadeira. Eles estão com dificuldade para escrever. E eu estou utilizando a minha mesa, para que eles fiquem mais à vontade. O que eu posso fazer eu estou fazendo”, diz Juciara de Souza, professora em Petrolina, Pernambuco.

Em uma das cadeiras é possível ver parafuso para fora.

“Eu gostaria que tivesse cadeiras boas e que não fossem quebradas”, afirma uma aluna.

“Já teve caso de criança perder aula, porque não tinha cadeira”, conta a mãe de aluno Edineide Helena da Costa.

“O piso da escola não é adequado para o tipo de carteira, porque as carteiras, como é você pode ver, é um cano. Então, elas afundam no chão. E aí tem aluno que até cai. Aí chora, devido ao chão batido, que aqui não sabe se aqui é uma subida, ou ali é uma descida. É um desnível total. Porque aqui era uma casa de moradia. Era uma pessoa que morava aqui. Aí montou essa escola aqui para eles”, conta Rosa Maria Pereira Cunha, professora em Codó, no Maranhão.

As escolas visitadas pelo repórter Eduardo Faustini ficam em regiões bem quentes. Nas salas, todo mundo se queixa do calor. “É quente. No calor não tem quem suporte”, reclama a aluna Mayara Nunes de Alencar, em Petrolina, Pernambuco.

“Tem um ventilador, mas na outra sala. Um ventilador não é suficiente para os aluno. É muito aluno”, diz a zeladora Josiane Barbosa da Silva, de Lagoa Grande, Pernambuco.

Em outras escolas, um, dois ou um monte de ventiladores, nada resolveria, porque elas não têm energia elétrica.

Rosa Maria Pereira Cunha (professora em Codó, no Maranhão): Quando chove, fica escuro.
Fantástico: Não tem luz.
Rosa Maria Pereira Cunha: Tem não. Não tem luz.

Como beber água nessas condições? E como fazer a merenda?

“Para beber água, a gente pega água com a dona da terra. Pega uma garrafa de água e trago para cá, porque também está faltando filtro”, conta a professora Eliete de Araújo Lobes.

“Eu trabalho aqui, mas dela eu também não bebo, porque a gente vê a situação da água. Isso aí tem um germe total. Até lá em cima tem um pisador de cavalo e um pisador de boi. Tem uns bois que ficam aí atrás que bebem dessa água aí em cima da barragem”, José Dionísio Justino, professor em Joaquim Gomes, em Alagoas.

Celso Selestino (agente de saneamento em Palmeira dos Índios, em Alagoas): Não tem tratamento. Do jeito que ela passa aqui, ela abastece a cidade e não tem tratamento nenhum.
Fantástico: Agora tem algum sistema de filtro para proteger essa água?
Celso Selestino: Não. O filtro que tem aqui só isso aqui, não tem filtro nenhum. O pessoal é que coa a água ali e dá para as criança beber.

“A fossa é dentro da cozinha, e o suspiro é dentro da cozinha. Aonde a merenda já chega pronta e a gente tem que servir a merenda neste setor”, revela um funcionário de Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco.

“Geralmente a merenda só aparece de maio a junho. Geralmente é nesse período que a merenda aparece”, diz uma funcionária de uma escola na cidade de Codó, no Maranhão.

“Custa a chegar. E quando vem, a gente se junta lá com a vizinha aqui, que me ajuda demais, e aí a gente faz a merenda para essas criança. E, quando não, eles comem fruta da estação. Desse jeito”, conta a professora Maria do Amparo dos Anjos.

Professora de Lagoa Grande, em Pernambuco: Às vezes não tem aula porque não tem a merenda.
Fantástico: Difícil, não é?
Professora: É complicado.
Fantástico: Como é que você se sente, assim, cuidando dessas crianças nessa situação?
Professora: Assim, eu me sinto… pequena, né? Que seus alunos não tá crescendo. Você sente como se tivesse diminuindo, não tá aumentando.

E aí, se o aluno tem o que comer e faz sua refeição, é hora de escovar os dentes. Mas em que banheiro?

“A água que a gente tem para botar nas descargas. Ontem, quem fez a limpeza fomos nós, os professores. Ó, aqui não tem a torneira”, denuncia a professora Marilucia Gomes de Sá, professora em Petrolina, Pernambuco.

“O ano passado eles estudaram sem banheiro, não tinha banheiro”, conta Francisco da Silva, pai de um aluno em Lagoa Grande, Pernambuco.

Josiane Barbosa (zeladora em Lagoa Grande, Pernambuco): Ó, tem esse banheiro aqui. Não tem luz, todo esculhambado. Tão fazendo um ali fora, mas começaram e não terminaram ainda.
Fantástico: A descarga funciona?
Josiane Barbosa: Não.

Fantástico: Como é que faz o aluno quando precisa ir ao banheiro?
Funcionária: Os meninos vão para detrás da escola, e as meninas, do outro lado, assim como a professora também. Que nós não temos banheiro.
Fantástico: A senhora usa o mato quando…
Funcionária: Também.

Fim das aulas, hora de voltar para casa. Lama, viagem longa e perigosa, em mais um dia do ano letivo.

Essas escolas passam por inúmeras dificuldades. Para muitos professores, a situação é mais difícil ainda, porque eles têm que dar aulas para várias turmas ao mesmo tempo. É o chamado ensino multisseriado, bastante comum no Brasil.

Fantástico: Enquanto a senhora está dando aula para uma turma, a outra aguarda, é assim que é feito?
Professora: É. Sempre eu começo pela educação infantil, já tá aprendendo a coordenação motora. Eu passo primeiro. Aí vou para o outro que já está lá no quarto, quinto ano.

Algumas das escolas mostradas na reportagem oferecem aos alunos menos do que o mínimo do mínimo. Uma escola com infraestrutura elementar tem que ter água, banheiro, esgoto, energia elétrica e cozinha. Quase metade das escolas brasileiras é assim.

São 87 mil ou 44,5% do total de escolas no país, segundo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Brasília e da Federal de Santa Catarina.

“Escolas com estrutura precária em geral são escolas municipais e muitas dessas escolas são rurais. Se nós pegarmos escolas que atendem alunos com um nível socioeconômico equivalente, as que têm melhor estrutura tendem a oferecer melhor resultado”, diz José Joaquim Soares Neto, pesquisador da UnB.

A escola com a infraestrutura adequada tem sala dos professores, biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva e parque infantil. Conta também com acesso à internet e máquina de cópias.

E a escola com infraestrutura avançada tem tudo isso e ainda laboratório de ciências e instalações para estudantes com necessidades especiais.

Das 195 mil escolas brasileiras, pouco mais de mil são avançadas. Isso representa 0.6% do total. “Em geral, essas escolas estão em regiões como Sul e Sudeste”, completa o pesquisador.

Diante disso tudo, o que é que leva todos esses brasileiros, alunos, professores e também os pais, a seguir em frente?

O professor Elias Ferreira da Silva passou por algumas dessas situações que você acabou de ver, chegou à universidade e hoje dá aula na Escola São José, em Alagoas, aquela dos alunos que precisam do caminhão para ir à aula.

“É justamente essa vontade que eles têm de um futuro melhor que fazem ele ter essa força de sair 30 quilômetros, 20 quilômetros, 15 quilômetros, para chegar até a escola”, destaca Elias Ferreira da Silva.

“Ano passado, quando cheguei aqui, estava tudo caído, aí eu me sentei e, sinceramente, eu chorei”, revela uma professora.

“Eu queria que ela fosse grande, que tivesse vários professores, apesar que eu gosto de todos os meus professores, eles me ensinam muito bem”, comenta uma aluna.

“Eu sempre digo isso, que eu acho que a gente que trabalha na Zona Rural, nós somos realmente heroínas”, afirma uma mulher.

“Apesar desses lugares mais longínquos possível, vocês são o futuro dessa nação, construindo a sua própria história, ajudando a erguer mais esse país tão grande”, afirma uma professora.

A Prefeitura de Codó, no Maranhão, diz em nota que vem melhorando a infraestrutura das escolas rurais. Afirma que, nos últimos cinco anos, foram construídas e equipadas 150 novas salas de aula. E que está prevista a construção de mais 28 escolas nos próximos 2 anos.

Veja o que os outros órgãos públicos têm a dizer:

A prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou na sexta-feira (7) que o trabalho de recuperação está em andamento.

“Já recuperamos 51 escolas e temos um cronograma de execução até o final do ano. As três escolas visitadas, desde a produção das imagens até o presente o momento, já resolvemos mais de 90% do que vocês filmaram”, afirma secretário de Educação de Guararapes, Francisco Amorim.

A Secretaria de Educação de Joaquim Gomes, em Alagoas, informa que tem projetos junto ao Ministério da Educação para obter recursos federais para recuperar escolas rurais e também urbanas. Novas cadeiras já estão sendo compradas e reparos estão sendo feitos nas escolas.

O secretário de Educação de Lagoa Grande, em Pernambuco, diz que o município está trabalhando na recuperação das escolas em regime de urgência.

“Encontramos o município totalmente sucateado. Fizemos um levantamento emergencial onde a gente poderia intervir de imediato”, afirma o secretário de Educação de Lagoa Grande, Daniel Torre.

A Secretaria de Educação de Alagoas afirma que a ordem de serviço para recuperação da Escola Estadual Pajé Miguel Selestino já foi assinada. Serão instalados um laboratório de informática e uma biblioteca.

As cadeiras da escola Joaquim Francisco da Costa, em Petrolina, Pernambuco, foram substituídas cinco dias depois de o Fantástico visitar a escola.

 

 

G1

Fantástico exibe entrevista exclusiva com Papa Francisco

Reprodução/TV
Reprodução/TV

O Fantástico deste domingo (28) exibe entrevista exclusiva com o Papa Francisco, a primeira a um jornalista desde sua eleição. Na sua visita ao Brasil, o sumo pontífice encontrou tempo na agenda para receber o repórter Gerson Camarotti, da GloboNews, para uma conversa franca.

Na entrevista, o papa abordou assuntos difíceis, como os escândalos no Vaticano e os desafios da Igreja Católica para atrair fiéis. Comentou também a acolhida que teve no Brasil, durante a Jornada Mundial da Juventude, e deu lições de humildade, solidariedade e humanidade.

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Francisco também explicou a atitude que toma em relação a sua segurança.

“Eu não sinto medo. Sei que ninguém morre de véspera. Quando acontecer, o que Deus permitir, será. Eu não poderia vir ver este povo, que tem um coração tão grande, detrás de  uma caixa de vidro. As duas seguranças (do Vaticano e do Brasil) trabalharam muito bem. Mas ambas sabem que sou um indisciplinado nesse aspecto.”

Leia, a seguir, trechos da entrevista concedida pelo Papa a Gerson Camarotti.
Rivalidade entre Brasil e Argentina

“O povo brasileiro tem um grande coração. Quanto à rivalidade, creio que já está totalmente superada. Porque negociamos bem: o Papa é argentino e Deus é brasileiro.”

Pobreza x ostentação

“Penso que temos que dar testemunho de uma certa simplicidade – eu diria, inclusive, de pobreza. O povo sente seu coração magoado quando nós,  as pessoas consagradas, são apegadas a dinheiro.”

Perda de fiéis

“Não saberia explicar esse fenômeno. Vou levantar uma hipótese. Pra mim é fundamental a proximidade da Igreja. Porque a Igreja é mãe, e nem você nem eu conhecemos uma mãe por correspondência. A mãe… dá carinho, toca, beija, ama. Quando a Igreja, ocupada com mil coisas, se descuida dessa proximidade, se descuida disso e só se comunica com documentos, é como uma mãe que se comunica com seu filho por carta. Não sei se foi isso o que aconteceu no Brasil. Não sei, mas sei que em alguns lugares da Argentina que conheço isso aconteceu.”

Escândalos no Vaticano

“Agora mesmo, temos um escândalo de transferência de 10 ou 20 milhões de dólares de monsenhor. Belo favor faz esse senhor à Igreja, não é? Mas é preciso reconhecer que ele agiu mal, e a Igreja tem que dar a ele a punição que merece, pois agiu mal. No momento do conclave, antes temos o que chamamos congregações gerais – uma semana de reuniões dos cardeais. Naquela ocasião, falamos claramente dos problemas. Falamos de tudo. Porque estávamos sozinhos, e para saber qual era a realidade e traçar o perfil do novo Papa. E dali saíram problemas sérios, derivados em parte de tudo o que vocês conhecem: do Vatileaks e assim por diante. Havia problemas de escândalos. Mas também havia os santos. Esses homens que deram sua vida para trabalhar pela Igreja de maneira silenciosa no Conselho Apostólico.”

Os jovens

“Com toda a franqueza lhe digo: não sei bem por que os jovens estão protestando. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto: um jovem que não protesta não me agrada. Porque o jovem tem a ilusão da utopia, e a utopia não é sempre ruim. A utopia é respirar e olhar adiante. O jovem é mais espontâneo, não tem tanta experiência de vida, é verdade. Mas às vezes a experiência nos freia. E ele tem mais energia para defender suas ideias. O jovem é essencialmente um inconformista. E isso é muito lindo! É preciso ouvir os jovens, dar-lhes lugares para se expressar, e cuidar para que não sejam manipulados.”

Fantástico

Ex-prefeito deixou R$ 2,10 de saldo para sucessora na PB, diz Fantástico

Pedro Alves da Nóbrega, promotor de Juazeirinho

O município de Juazeirinho, cariri paraibano, foi destaque em matéria exibida na noite deste domingo no Fantástico, da Rede Globo de Televisão. O programa trouxe uma panorama de onze prefeituras brasileiras em que prefeitos não conseguiram a reeleição e deixaram um caos administrativo de herança para os sucessores.

Em Juazeirinho, a nova prefeita, Carleusa Marinheiro, revelou que recebeu exatamente R$ 2,10 de saldo de caixa do antigo gestor, Bevilacqua Matias. Aliás, a reportagem começou com um discurso de campanha do ex-prefeito garantindo equilíbrio financeiro na Prefeitura.

Ainda segundo a atual gestora, a sede da Prefeitura foi encontrada sem energia elétrica. Em nota, o ex-prefeito alegou que teve que optar entre pagar a conta de luz e honrar a folha de pessoal dos servidores municipais.

Na matéria, o promotor da cidade, Pedro Alves da Nóbrega, disse que Juazeirinho está entre os municípios nordestinos que sofrem com os efeitos da seca prolongada, mas que não oferece assistência devida às vítimas por conta dos desmandos administrativos.

A cidade de Alhandra, litoral sul da Paraíba, também foi citada na reportagem. A nova gestão acusa o ex-prefeito Renato Mendes (PSDB) de ter feito sumir arquivos de computadores.

MaisPB

Luiz Couto quer investigação de denúncias exibidas no ‘Fantástico’

 

 

Programa tratou da indústria das multas e da compra de carteiras de habilitação

O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) classificou como “muito grave” as denúncias exibidas no ‘Fantástico’, da Rede Globo, no domingo (16), que mostraram a existência da indústria das multas no Brasil, pagas por empresas, que em certos casos contam com apoio de setores do Executivo.

“É importante a ação da Polícia Militar na investigação desse fato, assim como da Procuradoria-Geral e do Ministério Público, a fim de se dar um basta a essa indústria de multas de gente ganhando dinheiro à custa dessa situação”, defendeu Couto.

O parlamentar acrescentou que há denúncias feitas, a partir de alguns estados, de que essa indústria vem crescendo através dos instrumentos eletrônicos que são colocados. “E assim multam, multam, e muitas vezes os serviços de qualidade das estradas não são realizados”.

Luiz Couto também fez referência à matéria apresentada sobre analfabetos que pagam propina para obter a carteira de habilitação.

“Averiguações revelaram que as habilitações chegavam a custar R$ 4 mil e o interessado na compra do documento tinha a opção de pagar a propina com peixe, camarão e lagosta, a exemplo do que acontecia em Mossoró”, relatou o deputado, informando que segundo o presidente do Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado, formado por promotores, há investigações de fraudes nos DETRANs de quase todo o país.

O parlamentar lembrou que o Ministério Público da Paraíba descobriu, após cruzar os dados do cadastro eleitoral com os do Detran, que o estado tem 50 mil analfabetos que conseguiram tirar a habilitação.

Para Luiz Couto, é fundamental que o Ministério Público realize essa investigação e que a Polícia Federal entre nesse circuito para apurar, porque o que o ‘Fantástico’ mostrou é a indústria de multas e a compra de carteiras por quem é analfabeto. “E lá no Rio Grande do Norte você paga a carteira arranjando camarão, arranjando peixe ou lagosta. Isso é suficiente para comprar uma carteira”, completou.

Ascom Dep. Luiz Couto

Nice Almeida – Minha cidade no Fantástico e eu com vergonha

Sempre me orgulhei muito de ser de Solânea, apesar de ainda bem jovem ter deixado a cidade para correr em busca da realização de meus sonhos. Lá cresci, estudei e fiz amigos que ficaram marcados para sempre em minha vida. Mas neste domingo…!

Terrível! Foi absolutamente terrível, foi triste, foi desolador ver a minha pequena grande Solânea ser apresentada para o país inteiro como uma cidade que, este ano, ficou marcada por denúncias gravíssimas de suposto desvio de verbas que deveriam ser empregadas em festejos tradicionais da nossa terra.

E as denúncias minha gente não foram feitas por mim e nem muito menos pela imprensa, como andaram dizendo por aí. Foi o Ministério Público da Paraíba (MPPB), a Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) que investigaram e fizeram as denúncias.

Coincidentemente eu estava lá no dia. Tinha ido a Solânea visitar minha avó que, naquela semana, nos deu um grande susto.

Em frente a prefeitura um senhor (não vou revelar nomes) gritava que o fato – a prisão do prefeito – não tinha ocorrido e que nós da imprensa estávamos passando para a população a informação errada. Extremamente alterado ele esbraveja com um colega meu de profissão lhe dizendo que ele deveria aprender a trabalhar.

Dias depois outro colega meu também foi acusado de ‘plantar’ informações, como dizemos no jargão jornalístico. Até eu também fui acusada de estar ‘espalhando falsas informações’.

Mas os meus colegas sabem trabalhar e naquela ocasião informaram exatamente o que tinha havido. O prefeito da cidade já havia sido levado pela Polícia Federal. Foi um dia intenso.

E quando a gente pensava que estava tudo calado e que o ‘pesadelo’ havia acabado, as denúncias do Ministério Público, da CGU e da PF foram parar na tela da TV Globo em um dos programas de maior audiência da televisão, o Fantástico.

Foi lamentável, lastimável.

Mesmo assim continuo me orgulhando da minha cidade, porque essas denúncias não são o espelho do povo daquela cidade. Povo que trabalha, que se esforça, que luta por dias melhores.

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Ex de Collor fala ao Fantástico sobre rituais de magia negra na Casa da Dinda

Em mais uma entrevista com promessa de ser reveladora, Rosane Collor, mulher de Fernando Collor (PTB-AL) quando ele foi presidente, falou ao Fantástico, da TV Globo, sobre os anos como primeira-dama.

Na entrevista, que vai ao ar neste domingo (15), Rosane contou que eram feitos rituais de magia negra encomendados por Collor, dentro da própria residência oficial.

Segundo a emissora, ela também falou sobre a relação do ex-presidente com o empresário PC Farias, que seria mais próxima do que ele admitia na época.

Em maio, o TV Folha visitou Rosane em Maceió (AL), onde ela vive. A ex-primeira-dama contou que prepara uma biografia para mostrar a sua versão de alguns dos acontecimentos mais surpreendentes da história recente do país.

Procurado nesta sexta-feira para comentar a entrevista de Rosane ao Fantástico, o senador não foi localizado.

Veja a reportagem do TV Folha de maio:

Folha.com

Fantástico consegue imagem exclusiva de Pedro Leonardo

O cantor Pedro Leonardo, que completou 25 anos na sexta-feira (28), está se recuperando muito bem. O Fantástico conseguiu uma imagem exclusiva do filho do sertanejo Leonardo. Ele deve receber alta do hospital na próxima semana.

No vídeo acima você confere a primeira imagem de Pedro Leonardo depois do acidente de carro, no dia 20 de abril, em uma rodovia na divisa de Minas com Goiás. A foto foi feita no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde Pedro está internado.

“A melhora foi muito rápida nesse último mês. Ele estava em coma até 20 dias atrás, um mês atrás, em uma UTI. Hoje ele fala normalmente, conversa, brinca, canta”, avalia o Roberto Kalil Filho, médico de Pedro Leonardo.

Ainda não há previsão de alta, mas a equipe médica está otimista. “Nas próximas semanas, ele deverá ir para casa. Ele voltará a uma vida completamente normal”, garante Roberto Kalil Filho.

Na noite de sexta-feira (29), dia do aniversário de 25 anos, Pedro recebeu uma homenagem do primo e parceiro Thiago. Um coro de 50 mil vozes em Serra Talhada, sertão de Pernambuco, cantou parabéns a você.

Era o primeiro show de Thiago sozinho. Subir no palco sem o companheiro de dez anos de dupla foi difícil. “Eu nunca imaginei ter esse momento sem o meu primo. Mas eu sei que é temporário. Eu sei que logo, logo ele vai estar aqui ao meu lado de novo”, diz Thiago.

A todo momento, Thiago lembrava do primo, enquanto fotos dos dois apareciam no telão.

“Um dia que eu esperava estar cantando para vocês com ele aqui do meu lado. Eu sei que hoje não é possível, mas tenho certeza que em breve estaremos nós dois aqui para fazer um grande show para vocês, está bem?”, anunciou Thiago no palco.

Fantastico