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Afink promove Natal Solidário e distribui cestas básicas para famílias carentes de Araruna

A associação Afink (Associação de Formação e Incentivo para o Nordeste Karente) realizou, nos dias 19 e 20, o Natal Solidário beneficiando as famílias carentes nas comunidades do Barbaço e Mata Velha, em Araruna. A ação é uma campanha anual promovida pela associação e que visa proporcionar às famílias carentes do município um Natal de esperança.

Além da entrega das cestas básicas, este ano teve uma inovação com uma ciranda de serviços levada às comunidades por diversos voluntários onde foram oferecidos serviços de corte de cabelo, aferição de pressão arterial, teste de glicemia e brincadeiras para as crianças.

“Todos os anos nós tentamos promover um pouco de alegria para as famílias carentes da nossa região, além do alimento, procuramos levar um pouco de alegria e esperança para essas famílias”, comentou Francisca Santos, presidente da Afink.

Já o coordenador da campanha do Natal Solidário, Marcelo Gomes, aproveitou para agradecer a todos os colaboradores que ajudaram na campanha e aos voluntários que participaram das atividades de arrecadação de alimentos e recursos para beneficiar as famílias.

“Eu quero agradecer a todos aqueles que colaboraram com nossa campanha. Estivemos em vários municípios da região e muitas pessoas nos ajudaram. Também a equipe dos Bombeiros Civis de Araruna que desde o início da nossa campanha apoiaram de forma voluntária nosso Natal Solidário e aos demais, que de forma direta ou indireta, se juntaram a equipe da Afink para poder ajudar as famílias mais necessitas durante este Natal”, destacou Marcelo Gomes.

Redação FN

 

 

Famílias de baixa renda podem ganhar descontos de até 65% na conta de energia e inscrições serão feitas nesta sexta

Até essa sexta-feira, 20, a concessionária de energia está realizando a ação ‘Negocie Já com a Energisa’, em João Pessoa. Quem está com as contas atrasadas pode negociar em até 48 vezes a dívida. A ação acontece em frente a integração da Lagoa, Parque Sólon de Lucena, das 9h às 16h30. Para participar, basta o consumidor ir até o local levando um documento oficial de identificação com foto e a última conta de energia da unidade consumidora.

A Energisa também está inscrevendo os clientes com consumo elétrico de até 220 kWh mês, que estão dentro do perfil da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) nos descontos de 10% a 65% na tarifa de energia.

A Tarifa Social é destinada a clientes inscritos no CadÚnico; famílias que tenham portador de doença ou deficiência em tratamento contínuo com utilização de aparelhos que consumam energia e renda de até três salários mínimos; e famílias que possuam um membro favorecido pelo Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social.

 

clickpb

 

 

Famílias pobres da Paraíba serão assistidas com Natal da LBV

A Instituição entregará mais de 20 toneladas de alimentos em cestas no Estado

A Legião da Boa Vontade iniciou a entrega, para mais de 40 mil famílias em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil, das cestas com os alimentos não perecíveis arrecadados por meio da edição 2019 da tradicional campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia!.

Na Paraíba, a Caravana da Boa Vontade inicia seu roteiro nesta sexta-feira, 13, em Alagoa Grande. Os municípios de Dona Inês e Sapé serão assistidos no dia 16. Já no dia 18 de dezembro, a solenidade de entrega das cestas será na Sede da LBV, em João Pessoa e encerrando na cidade de Campina Grande no dia 19, ao todo são mais de mil famílias beneficiadas.

A gestora administrativa social da instituição na Capital, Ana Paiva, ressalta a iniciativa solidária natalina. “A ação complementa o trabalho que a LBV realiza ao longo do ano, por meio de serviços e programas socioeducacionais que promovem diariamente o desenvolvimento de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos”, esclarece.

A gestora conta ainda, quem apoia a mobilização de arrecadação dos alimentos. “Todas as cestas a serem entregues nos municípios, contam com a doação da sociedade paraibana, que vão garantir o alimento na mesa dessas famílias, proporcionando a elas um Natal digno, sem fome e feliz”, afirma.

Toda a ação nas cidades assistidas pela Legião da Boa Vontade, tem o apoio das secretarias de Assistência Social e ONG parceiras nas localidades. Ainda há tempo de doar, quer saber como ajudar? Acesse agora www.lbv.org e doe quantas cestas puder! Informações: 0800 055 50 99.

 

Assessoria

 

 

LBV mobiliza Paraibanos em prol de famílias pobres neste Natal

Instituição promove ação solidária para arrecadar alimentos
A Legião da Boa Vontade promove, anualmente, a sua tradicional campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia!. A iniciativa visa angariar alimentos para compor as cestas que serão entregues a milhares de famílias em situação de vulnerabilidade social nas cinco regiões brasileiras.
A ação complementa o trabalho que a LBV realiza ao longo do ano, por meio de serviços e programas socioeducacionais que promovem diariamente o desenvolvimento de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos.
Neste ano, a nossa meta é entregar mais de 40 mil cestas, e temos a certeza de que, com a sua doação, a LBV garantirá o alimento na mesa dessas famílias, proporcionando a elas um Natal digno, sem fome e feliz. Por isso, a sua Solidariedade é o maior presente que essas famílias podem receber, pois, em cada cesta, além do alimento fundamental para o sustento delas, há sorriso, amor e esperança, para que elas se sintam fortalecidas e possam lutar pelos seus direitos.
 
No Estado da Paraíba, a LBV vai assistir mais de mil famílias em situação de pobreza da zona rural de Alagoa Grande, Dona Inês, Sapé e centenas de pessoas assistidas pela Instituição em Campina Grande e João Pessoa.
Quer saber como ajudar? Acesse agora www.lbv.org e doe quantas cestas puder! Informações pelo telefone (83) 3198.1500, unidade da Instituição em João Pessoa.
Siga, curta e compartilhe as ações da LBV nas redes sociais no endereço: LBVBrasil no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

Governo federal cobra 111 famílias da PB a devolver R$ 172 mil pagos indevidamente pelo Bolsa Família

O governo federal notificou 111 famílias na Paraíba para que devolvam juntas, aproximadamente, R$ 172 mil pagos indevidamente dos cofres públicos por meio do programa Bolsa Família. As pessoas que receberam a ajuda do governo irregularmente começaram a ser convocadas na quarta-feira (9) para devolver o dinheiro.

De acordo com o Ministério da Cidadania, responsável pelo Bolsa Família, a estimativa é de que seja ressarcido aos cofres público aproximadamente R$ 5,8 milhões pagos indevidamente no país. A primeira cobrança de recebimentos indevidos foi realizada em 2018 recuperou um milhão de reais aos cofres da União.

As pessoas foram identificadas a partir de auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) e de cruzamento de dados com o Tribunal de Contas da União (TCU). Isso porque há a suspeita de que essas pessoas tenham prestado informações irregulares intencionalmente ao Cadastro Único para Programas Sociais ou tinham renda superior ao permitido para participar do programa.

Cartas com aviso de recebimento estão sendo enviadas às famílias identificadas já com a Guia de Recolhimento da União (GRU) no valor previsto pelo governo federal. Os beneficiários têm até 30 dias para apresentar uma defesa ao Ministério da Cidadania.

Caso a defesa não seja apresentada, os ex-beneficiários têm o mesmo período para pagar a guia. O não pagamento implica na inclusão do nome no Cadastro Informativo de Créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no sistema de cobrança do Tribunal de Contas da União (e-TCE).

Bolsa Família

O programa é voltado para famílias extremamente pobres (renda per capita mensal de até R$ 89) e pobres (renda per capita mensal entre R$ 89,01 e R$ 178). Os beneficiários recebem o dinheiro mensalmente e, como contrapartida, cumprem compromissos nas áreas de Saúde e Educação. Atualmente, o programa atende mais de 13,5 milhões de famílias com cerca de R$ 2,5 bilhões, por mês.

G1

 

Habitação, transporte e alimentação estão entre os maiores gastos das famílias brasileiras

Alimentação e habitação estão entre os maiores gastos das famílias brasileiras que ganham até dois salários mínimos. Esses e outros dados fazem parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, divulgados pelo IBGE na sexta-feira (4). O levantamento traça um perfil do padrão de vida dessas famílias e como elas alocam suas despesas a partir de seus rendimentos.

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, André Martins, alimentação, habitação e transporte correspondem a 81% das despesas das famílias. Mas, ele alerta para um fenômeno que vem crescendo entre a população.

“Tem chamado a atenção a relação entre despesas fora de domicílio e no domicílio. A gente observou que, nas áreas rurais, essa participação da alimentação fora do domicílio tem, pesquisa a pesquisa, aumentado. Isso é uma questão de preocupação, porque às vezes a alimentação fora de casa está associada a fast foods, a tipos de alimentação que podem não ter a melhor recomendação nutricional”, explica.

A pesquisa também mostra que, pela primeira vez, o transporte ultrapassou os gastos com alimentação. Pela hierarquia, segundo Martins, vêm os gastos com habitação, agora o transporte e depois alimentação. “Na hora de você ajustar seu orçamento, na alimentação você pode fazer algumas combinações. No transporte, não tem muito o que fazer, você tem que circular, você tem que trabalhar, então você não tem muitas opções de troca”, considera.

Desigualdade

Os dados mostram ainda que menos de 3% das famílias concentram 1/5 de toda a renda do País. O número corresponde a quase dois milhões de famílias que ganham acima de R$ 23 mil, enquanto 16,4 milhões de famílias recebem menos de dois salários mínimos, o que corresponde a R$ 1,9 mil – 6% da renda total.

Com assistência à saúde, as famílias com menores rendimentos comprometiam 4,2% do orçamento com remédios, enquanto as que possuem maiores rendimentos gastavam 1,4%. Por outro lado, os gastos com planos de saúde eram de 0,4% entre a classe mais baixa de rendimento e de 2,9% na classe mais alta.

Com educação, as famílias que ganham até dois salários mínimos tiveram participação de 1,9%. Já as famílias que ganham 25 salários mínimos representaram 5,1% entre 2017 e 2018.
 

agenciadoradio

 

 

Famílias na PB negam 41% das possíveis doações de órgãos; irmã de doador destaca importância

Cerca de 41,6% das possíveis doações de órgãos na Paraíba em 2019 não ocorreram por negativas das famílias, segundo dados da Central de Transplantes do estado, coletados até o dia 19 deste mês. Edmilson Silva é uma exceção a essa estatística. Após a morte dele, no dia 6 de setembro, a família decidiu doar o coração, rins, córnea e fígado. “Eu saberia que, a cada pessoa que recebesse um órgão, ia estar ali um pedacinho dele, sobrevivendo”, contou Lenilda Silva, irmã dele.

A coleta do coração de Edmilson para transplante foi a primeira realizada na Paraíba em um período de 10 anos, caso que virou exemplo e ganhou destaque ao longo da semana desta sexta-feira (27), Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos.

Os dados indicam que, até o dia 19 de setembro, 48 mortes encefálicas foram confirmadas pela Central, sendo 33 em João Pessoa e 15 em Campina Grande. Porém, apenas em 11 casos os órgãos foram efetivamente captados e o motivo que mais pesa para a diferença entre esses números é o “não” ao procedimento, dito por 20 famílias.

A doação de órgãos pós-morte só pode ocorrer, de acordo com o Ministério da Saúde, quando é constatada a morte encefálica, ou seja, quando ocorre a perda completa e irreversível das funções cerebrais.

O irmão de Lenilda morreu após sofrer um acidente de moto, quando estava indo buscar uma outra irmã. Aos 34 anos, ele morava em Cabedelo, município situado na Grande João Pessoa, era casado e pai de dois filhos, um de 8 anos de idade e outro que ainda está na barriga da mãe, com quatro meses de gestação.

“Eu choro todos os dias. Ele era uma pessoa muito boa, muito amorosa, gostava de ajudar, estava sempre presente. É uma dor inesquecível, na verdade. Eu acredito que o que mais fez conformar (com a morte) foi a doação de órgãos. Depois disso, pra minha família, pra mim, ele não se foi”, lembrou Lenilda.

O pedreiro foi internado no Hospital Estadual de Emergência e Trauma de João Pessoa em uma segunda-feira, dia 2 de setembro, e entrou em coma no dia 4 do mesmo mês. Na quinta-feira, ao ir visitar o irmão, Leninha, como é chamada pelos amigos, descobriu que ele havia morrido.

A diarista contou que foi abordada por uma equipe médica, que perguntou se a família gostaria de doar os órgãos e informou que esse ato poderia salvar as vidas de até seis pessoas. De primeira, ela concordou. Entretanto, ainda era preciso conversar com os outros membros da família sobre o assunto, enquanto dava a notícia da morte do irmão.

Lenilda descreve o irmão Edmilson, que morreu e teve os órgãos doados na Paraíba, como amoroso e prestativo — Foto: Lenilda Silva/Arquivo pessoal

Lenilda descreve o irmão Edmilson, que morreu e teve os órgãos doados na Paraíba, como amoroso e prestativo — Foto: Lenilda Silva/Arquivo pessoal

“Tava eu e minha irmã comigo. Aí eu perguntei a ela ‘tu vai aceitar que seja feita essa doação de órgãos?’ e ela falou ‘não, eu quero meu irmão por completo’. Aí foi quando eu expliquei pra ela ‘irmã, o importante é o espírito e ele já partiu pra Cristo, ele não se encontra mais aqui, o que está aqui é uma matéria. Tu já imaginou um pedacinho dele salvando seis vidas?’” comentou.

Com a resistência da irmã, elas decidiram conversar com a mãe sobre o procedimento. À princípio, ela hesitou tomar a frente, porém escolheu seguir com a doação e ver a vida do filho continuar em outras pessoas. Leninha relatou ainda que, no dia do velório, a mãe deles contou que foi lembrada, por outra pessoa, de um pedido que havia sido feito pelo filho pouco tempo antes do acidente.

“Ela disse que tinha esquecido desse pedido que ele tinha feito, mas essa pessoa foi e lembrou a ela. ‘Lembra do dia que ele falou pra senhora que, no dia que Deus levasse ele, doasse um pedacinho dos órgãos dele pra pessoas que precisassem?’ Aí foi quando confirmou a minha decisão”, narrou.

Até o dia 19 deste mês, a Paraíba tinha 360 pessoas que aguardavam por córneas, 146 por rins, 10 por fígado e uma por coração. Em contrapartida, até então tinham sido realizados 102 transplantes de córneas, 14 de fígado e 17 de rins, além de seis transplantes entre pessoas vivas.

A decisão da mãe de Edmilson foi aceita e respeitada pelos oito irmãos e pela esposa dele, segundo Leninha. A família acompanhou o processo de retirada e permaneceu no hospital até o momento em que alguns dos órgãos foram encaminhados para Recife, em Pernambuco, para transplante.

“Desde o dia da doação até hoje eu não escuto nenhuma pessoa da minha família dizer que está arrependida do que fez. Não, eu escuto dizer que foi a melhor coisa que fez”, disse.

O ato da família não somente salvou as vidas dos receptores, mas inspirou outras pessoas, que presenciaram todo o processo, a tomar a mesma decisão quando chegar o momento necessário, como foi o caso do esposo de Leninha.

“Ele tinha falado pra mim assim ‘no dia que eu falecer, não doe meus órgãos’. Ele falou desse jeito pra mim. Aí quando foi na retirada dos órgãos do meu irmão, quando passaram com o coração dele [Edmilson], ele [o esposo] pegou a chorar e falou assim ‘no dia que eu falecer, o que servir de mim pode doar’”, destacou.

A diarista, que explicou que tomou a frente de quase todas as questões que precisaram ser resolvidas depois do acidente, comentou que a “ficha só caiu” quando precisou escolher o caixão. No entanto, ela afirmou que a decisão de doar os órgãos foi, em meio a tantas dificuldades, um acerto.

“É tanta gente na fila de espera, esperando por um órgão. Muita gente com poucos dias de vida. E às vezes tem gente que tem possibilidade de doar, mas não doa. Eu me vejo no lugar daquela pessoa esperando por uma doação de órgão e, de repente, essa pessoa aparece e doa. Tu já imaginou como eu não ficaria? Eu acho que eu não teria palavras pra agradecer à família daquela pessoa, porque eu saberia que estava salvando a minha vida”, frisou.

“Eu saberia que ele tinha partido, mas deixou um pedacinho dele para me deixar viva na Terra. É por isso que eu não me arrependo”, ressaltou.

Transplantes impossibilitados

O Diretor da Central de Transplantes da Paraíba, o médico Luís Gustavo, afirmou que a proporção de negativas das famílias em relação ao total de possíveis doações teve uma baixa significativa em agosto.

Número de transplantes de órgãos tem crescido na Paraíba, segundo dados da Secretaria de Saúde — Foto: Secom-PB/Divulgação

Número de transplantes de órgãos tem crescido na Paraíba, segundo dados da Secretaria de Saúde — Foto: Secom-PB/Divulgação

“Esse mês a gente teve cinco potenciais doadores que tornaram-se doadores efetivos, que é muito para um mês. Então a gente diminuiu significativamente a negativa familiar, quando a gente avalia de forma ampla, era 70%, então já está caindo”, explicou.

Entre os outros motivos que impossibilitaram a doação de órgãos entre as 48 mortes encefálicas estão parada cardiorrespiratória antes da retirada, contraindicação pelas condições clínicas e idade avançada.

A doação

Os órgãos e tecidos doados são direcionados para pacientes que estão aguardando em uma lista única, organizada pela Central de Transplantes das Secretarias Estaduais de Saúde e controlada pelo Sistema Nacional de Transplante, segundo o Ministério da Saúde.

Ainda conforme a pasta, o Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS), pelo qual os pacientes recebem assistência integral e gratuita. Veja abaixo as diretrizes para o procedimento.

Tipos de doadores

  • Doadores vivos: qualquer pessoa que concorde com o procedimento, desde que não prejudique a própria saúde. Nesses casos, podem ser doados um dos rins, parte do fígado, da medula óssea ou do pulmão. A legislação estabelece que parentes de até quarto grau e cônjuges podem ser doadores, porém, pessoas que não têm essas relações devem obter autorização judicial.
  • Doadores falecidos: como foi o caso de Edmilson, são pacientes com morte encefálica confirmada, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC). O diagnóstico é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Em caso de parada cardiorrespiratória, podem ser doados tecidos, como córnea, pele e muculoesquelético.

Doação pós-morte

No Brasil, conforme o Ministério, esse tipo de doação só pode ser feita com a autorização familiar, ou seja, não existe uma forma efetiva de garantir que a vontade do doador se cumpra. Por isso, o caminho mais indicado é o diálogo. Apesar disso, caso haja decisão judicial, a vontade pode ser respeitada se tiver sido expressamente registrada.

Medula óssea

O transplante pode ser feito entre pessoas vivas e consiste na substituição de medula óssea doente por células normais. Os doadores devem ser cadastrados no Registro nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Este ano, um paraibano realizou esse tipo de doação pela segunda vez em menos de quatro anos, por ser compatível com receptores. “Desejo que mais pessoas consigam salvar vidas”, afirmou Arinaldo Azevedo, de 35 anos.

*Sob supervisão de Taiguara Rangel

G1

 

Cerca de 75% das famílias paraibanas ainda se recusam a doar órgãos

Foi realizada, nesta sexta-feira (6), a captação de multiórgãos no Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Do mesmo doador, um jovem de 34 anos vítima de acidente de moto, foram coletados córneas, rins, fígado e coração. Ao todo, seis pessoas foram beneficiadas com a doação.

De acordo com o diretor da Central de Transplantes da Paraíba, Luiz Gustavo, hoje foi feita a primeira captação de um coração depois de um hiato de 10 anos. “Ela marca não só o reinício dessa história para a Paraíba, como também motiva toda a equipe da Central e dos hospitais a aumentar mais esse número”, observa.

O coração e o fígado foram levados para Pernambuco, para serem transplantados em um paciente do sexo feminino e outro do sexo masculino, respectivamente. Os rins foram transplantados em uma mulher de 38 anos e em um homem de 50 anos, em João Pessoa. As córneas também ficaram na capital paraibana.

De maneira a agilizar o processo de transporte do coração para ter tempo hábil de realizar o transplante, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez a escolta do carro até a divisa da Paraíba com Pernambuco. No local, outra equipe da PRF-PE estava à espera para acompanhar o carro até o Hospital Imip, local do transplante. “Articulamos todo esse esquema com a PRF porque o tempo de vida do coração, depois de retirado do corpo, é de quatro horas. O transporte tem que ser rápido para que aquele órgão sirva para ser transplantado ao chegar em seu destino”, explica Luiz Gustavo.

O chefe substituto da Delegacia Metropolitana da PRF, Rummenigge Rossi, relatou que a operação começou no início da tarde com a mobilização de duas equipes, tanto na regional da Paraíba, quanto na regional de Pernambuco. No início da noite, horário em que a equipe saiu com coração para o transporte, os dois carros já estavam a postos para seguir. “A missão institucional da PRF é salvar vidas. Ficamos satisfeitos em saber que, com o nosso trabalho, poderemos ajudar a salvar uma vida”, pontuou.

Luiz Gustavo comemorou o trabalho em equipe realizado nesta sexta, envolvendo não só o Hospital do Trauma de João Pessoa, como também a PRF e, em especial, a Central de Transplantes da Paraíba. Ele lembra que, só em 2019, já houve um aumento de mais de 200% no número de doações com relação a 2018. Essa semana, inclusive, foi feito o 12º transplante de fígado na Paraíba, um recorde para o estado. Mas o médico intensivista ainda lamenta o fato de que a recusa dos familiares para autorizar a doação ainda é alta, em torno de 75%.

“A conscientização da família é muito importante. Encorajar a discussão no ambiente familiar e na sociedade é de grande valia, até porque a principal causa de morte no adulto jovem, nos dias de hoje, é violência externa que também é o principal motivador das doações de órgãos. É importante esse encorajamento familiar para que exista não só um acréscimo estatístico, mas, sobretudo, o crescimento de mais vidas que foram salvas”, observou.

A família do doador acompanhou todo o processo de perto. As irmãs Lenilda e Severina disseram que a dor da perda pode ser grande, mas saber que ele pôde salvar seis vidas por meio da doação traz paz e conforto para todos da família. “A equipe da Central nos explicou todo o processo e nos acompanhou de perto, dando todo suporte e apoio. Ao receber a notícia, pensamos um pouco e optamos por autorizar a doação. Nosso irmão vai poder salvar outras vidas. Temos certeza que ele ficaria feliz em saber disso”, afirmou.

Foto: Secom-PB

Secom-PB

 

 

Prefeituras de Arara, Solânea e Bananeiras asseguram apoio à II Romaria das Famílias

Na tarde desta sexta-feira (19), o bispo diocesano de Guarabira, Dom Aldemiro Sena, se reuniu com os prefeitos Kaiser Rocha (Solânea), Douglas Lucena (Bananeiras) e José Ailton “Nen” (Arara), para tratar da estrutura da II Romaria das Famílias que será realizada em Santa Fé no dia 18 de agosto.

O evento, assim como em 2018, deve lotar o Santuário Memorial do Padre Mestre Ibiapina. “Precisamos do apoio dos municípios próximos a fim de estruturar o acolhimento das famílias que participarão da Romaria e graças a Deus sempre recebemos a solidariedade das Prefeituras parceiras da evangelização”, esclareceu Dom Aldemiro.

Os prefeitos presentes acertaram, cada qual, sua participação na logística do evento. Participaram também das tratativas o padre Gaspar Rafael (Dona Inês) e o padre José Floren (Santuário de Santa Fé).

PASCOM – PASTORAL DA COMUNICAÇÃO
DIOCESE DE GUARABIRA

 

 

Cerca de 100 famílias ribeirinhas estão desalojadas após água de barragem invadir cidades na BA

Cerca de 100 famílias ribeirinhas da cidade de Coronel João Sá ficaram desalojadas depois que o município foi invadido por águas de uma barragem que fica no distrito de Quati, na cidade de Pedro Alexandre, na manhã desta quinta-feira (11). Não há registro de feridos ou desaparecidos.

Em Pedro Alexandre, também não há registro de desaparecidos, feridos, desalojados ou desabrigados. Moradores dos dois municípios falaram sobre a situação da região depois da inundação.

A barragem do Quati foi construída pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e entregue em novembro de 2000 à Associação de Moradores da Comunidade do distrito. Ela represa água do Rio do Peixe para o período de estiagem, mas transbordou após as fortes chuvas que caem na região.

Imagem aérea de Coronel João de Sá após barragem de água transbordar em Pedro Alexandre — Foto: Studio Júnior Nascimento

Imagem aérea de Coronel João de Sá após barragem de água transbordar em Pedro Alexandre — Foto: Studio Júnior Nascimento

A cidade de Coronel João Sá foi a mais atingida pela inundação, porque fica em uma altitude mais baixa que Pedro Alexandre. Antes da enxurrada chegar em Coronel João Sá, o prefeito Carlinhos Sobral se pronunciou nas redes sociais e pediu que os moradores saíssem das casas.

“Eu peço encarecidamente que todas as pessoas que moram nas áreas de risco que saiam das suas casas. Peguem seus documentos pessoais, peguem também seus objetos de valor, o que puder levar de eletrodoméstico, o que puder salvar de móveis, porque a gente não sabe ainda as consequências porque nunca passamos por ela”, disse ele.

A Defesa Civil de Pedro Alexandre informou ao G1 que houve o rompimento da barragem. O rompimento também foi confirmado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

No entanto, na noite desta quinta, o Governo do Estado informou que não houve rompimento da barragem, mas sim um transbordamento. O G1 questionou se técnicos do estado estiveram no local para constatar que não houve rompimento. No entanto, o governo respondeu que a posição oficial é que não houve colapso no equipamento, mas não detalhou o que de fato aconteceu, e nem como se chegou a essa conclusão.

José Pedro de Carvalho Neto – morador de Pedro Alexandre

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

“A barragem fica a 6 km da cidade e rompeu uma parte da lateral dela. É uma barragem na comunidade da zona rural. É uma água salobra, que serve para irrigação e para os animais. Em Pedro Alexandre, um rio que passa pela cidade alagou um pouco, mas não tem a ver com a barragem. A altura da água chegou a 70 cm. Não temos notícia de morte. O povoado de Boa Sorte foi o mais atingido pelas águas. Ele [povoado] fica às margens da BR-235. Acho que não chega a 100 o número de casas atingidas, mas a água chegou até a metade da parede”.

Deuza Maria Barreto – moradora de Coronel João Sá

Município de Coronel João Sá tomado pela água após chuva e rompimento de barragem de cidade vizinha — Foto: Studio Júnior Nascimento

Município de Coronel João Sá tomado pela água após chuva e rompimento de barragem de cidade vizinha — Foto: Studio Júnior Nascimento

“A situação aqui é muito preocupante. A água não para de subir e está subindo muito rápido. Tomou conta de todas as ruas que ficam perto do rio, está tudo inundado. Graças a Deus, a gente não teve nenhuma morte, mas muitas famílias estão desabrigadas. As famílias que moram perto do rio e as famílias que moram na rua da igreja tiveram que ser retiradas. Essas pessoas foram levadas para uma escola da cidade, mas até essa escola tá sendo inundada também”.

“Aqui não temos mais cemitério, o cemitério foi todo alagado. Aqui está todo mundo em estado de alerta, porque a situação é muito crítica. A minha casa é um pouco mais afastada dessa área do rio e eu estou com medo, nem consigo imaginar quem mora mais perto. Nós começamos a receber as informações de que a barragem tinha rompido ainda cedo, pelo WhatsApp. Por isso, muitas famílias tiveram resistência em sair de casa. A Defesa Civil, a Guarda [Civil] e a polícia precisaram ir para o local para conseguir tirar as pessoas de casa”.

Caso

A barragem transbordou no povoado de Quati, que fica na cidade de Pedro Alexandre, localizada a cerca de 435 km de Salvador, na manhã desta quinta-feira. Conforme a Defesa Civil da cidade, as fortes chuvas que caem na região do Rio do Peixe contribuíram para o possível rompimento da estrutura. Não há registro de feridos.

A preocupação da gestão de Coronel João Sá, cidade que fica a 45 km de Pedro Alexandre, é com as famílias que moram às margens do Rio do Peixe, que corta a região. A água que vazou da barragem segue o curso do rio e, por volta das 15h30, já havia chegado a João de Sá.

O percurso do rio entre as duas cidades é de cerca de 80 km. Não há informações da velocidade da água, mas há confirmação de risco de invasão de casas e de prejuízos materiais por todo o município.

Desde o início da manhã, a administração de Coronel João Sá, que fica em um nível abaixo da barragem e é cortado pelo Rio do Peixe, pede para cerca de 120 famílias que moram às margens do rio deixem o local. No total, 300 pessoas vivem na área considerada com risco de ser atingida pela água.

Coronel João Sá já tinha áreas alagadas, mas por conta da chuva. A preocupação adicional é justamente com a enxurrada provocada pelo vazamento da barragem do Quati. A água começou a invadir a cidade por volta das 15h30.

Até esse horário, a prefeitura da cidade ainda não tinha conseguido fazer a retirada das pessoas das casas. Os moradores, segundo o secretário de comunicação, se recusam a deixar os imóveis. Escolas foram disponibilizadas pelo município para abrigá-los.

Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pedro Alexandre tem cerca de 16.695 moradores. Já Coronel João Sá tem uma população que chega a 17.066.

Situação de emergência e calamidade pública

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

A prefeitura da cidade de Pedro Alexandre, que fica a cerca de 435 km de Salvador, decretou situação de emergência e calamidade pública nesta quinta-feira, após o município ser invadido pela água da barragem do povoado de Quati.

O documento foi publicado no Diário Oficial do município. No decreto, o prefeito Pedro Gomes Filho informou que a situação de emergência foi decretada “considerando o volume de água que tomou a cidade, causando inundações, enxurradas, alagamentos que ocasionaram danos materiais em residências, vias públicas, pontes e equipamentos públicos diversos”.

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

Cidades são invadidas pela água após barragem transbordar na Bahia — Foto: Arte/ G1

Cidades são invadidas pela água após barragem transbordar na Bahia — Foto: Arte/ G1

 

 

G1