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Governo federal cobra 111 famílias da PB a devolver R$ 172 mil pagos indevidamente pelo Bolsa Família

O governo federal notificou 111 famílias na Paraíba para que devolvam juntas, aproximadamente, R$ 172 mil pagos indevidamente dos cofres públicos por meio do programa Bolsa Família. As pessoas que receberam a ajuda do governo irregularmente começaram a ser convocadas na quarta-feira (9) para devolver o dinheiro.

De acordo com o Ministério da Cidadania, responsável pelo Bolsa Família, a estimativa é de que seja ressarcido aos cofres público aproximadamente R$ 5,8 milhões pagos indevidamente no país. A primeira cobrança de recebimentos indevidos foi realizada em 2018 recuperou um milhão de reais aos cofres da União.

As pessoas foram identificadas a partir de auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) e de cruzamento de dados com o Tribunal de Contas da União (TCU). Isso porque há a suspeita de que essas pessoas tenham prestado informações irregulares intencionalmente ao Cadastro Único para Programas Sociais ou tinham renda superior ao permitido para participar do programa.

Cartas com aviso de recebimento estão sendo enviadas às famílias identificadas já com a Guia de Recolhimento da União (GRU) no valor previsto pelo governo federal. Os beneficiários têm até 30 dias para apresentar uma defesa ao Ministério da Cidadania.

Caso a defesa não seja apresentada, os ex-beneficiários têm o mesmo período para pagar a guia. O não pagamento implica na inclusão do nome no Cadastro Informativo de Créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no sistema de cobrança do Tribunal de Contas da União (e-TCE).

Bolsa Família

O programa é voltado para famílias extremamente pobres (renda per capita mensal de até R$ 89) e pobres (renda per capita mensal entre R$ 89,01 e R$ 178). Os beneficiários recebem o dinheiro mensalmente e, como contrapartida, cumprem compromissos nas áreas de Saúde e Educação. Atualmente, o programa atende mais de 13,5 milhões de famílias com cerca de R$ 2,5 bilhões, por mês.

G1

 

Habitação, transporte e alimentação estão entre os maiores gastos das famílias brasileiras

Alimentação e habitação estão entre os maiores gastos das famílias brasileiras que ganham até dois salários mínimos. Esses e outros dados fazem parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, divulgados pelo IBGE na sexta-feira (4). O levantamento traça um perfil do padrão de vida dessas famílias e como elas alocam suas despesas a partir de seus rendimentos.

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, André Martins, alimentação, habitação e transporte correspondem a 81% das despesas das famílias. Mas, ele alerta para um fenômeno que vem crescendo entre a população.

“Tem chamado a atenção a relação entre despesas fora de domicílio e no domicílio. A gente observou que, nas áreas rurais, essa participação da alimentação fora do domicílio tem, pesquisa a pesquisa, aumentado. Isso é uma questão de preocupação, porque às vezes a alimentação fora de casa está associada a fast foods, a tipos de alimentação que podem não ter a melhor recomendação nutricional”, explica.

A pesquisa também mostra que, pela primeira vez, o transporte ultrapassou os gastos com alimentação. Pela hierarquia, segundo Martins, vêm os gastos com habitação, agora o transporte e depois alimentação. “Na hora de você ajustar seu orçamento, na alimentação você pode fazer algumas combinações. No transporte, não tem muito o que fazer, você tem que circular, você tem que trabalhar, então você não tem muitas opções de troca”, considera.

Desigualdade

Os dados mostram ainda que menos de 3% das famílias concentram 1/5 de toda a renda do País. O número corresponde a quase dois milhões de famílias que ganham acima de R$ 23 mil, enquanto 16,4 milhões de famílias recebem menos de dois salários mínimos, o que corresponde a R$ 1,9 mil – 6% da renda total.

Com assistência à saúde, as famílias com menores rendimentos comprometiam 4,2% do orçamento com remédios, enquanto as que possuem maiores rendimentos gastavam 1,4%. Por outro lado, os gastos com planos de saúde eram de 0,4% entre a classe mais baixa de rendimento e de 2,9% na classe mais alta.

Com educação, as famílias que ganham até dois salários mínimos tiveram participação de 1,9%. Já as famílias que ganham 25 salários mínimos representaram 5,1% entre 2017 e 2018.
 

agenciadoradio

 

 

Famílias na PB negam 41% das possíveis doações de órgãos; irmã de doador destaca importância

Cerca de 41,6% das possíveis doações de órgãos na Paraíba em 2019 não ocorreram por negativas das famílias, segundo dados da Central de Transplantes do estado, coletados até o dia 19 deste mês. Edmilson Silva é uma exceção a essa estatística. Após a morte dele, no dia 6 de setembro, a família decidiu doar o coração, rins, córnea e fígado. “Eu saberia que, a cada pessoa que recebesse um órgão, ia estar ali um pedacinho dele, sobrevivendo”, contou Lenilda Silva, irmã dele.

A coleta do coração de Edmilson para transplante foi a primeira realizada na Paraíba em um período de 10 anos, caso que virou exemplo e ganhou destaque ao longo da semana desta sexta-feira (27), Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos.

Os dados indicam que, até o dia 19 de setembro, 48 mortes encefálicas foram confirmadas pela Central, sendo 33 em João Pessoa e 15 em Campina Grande. Porém, apenas em 11 casos os órgãos foram efetivamente captados e o motivo que mais pesa para a diferença entre esses números é o “não” ao procedimento, dito por 20 famílias.

A doação de órgãos pós-morte só pode ocorrer, de acordo com o Ministério da Saúde, quando é constatada a morte encefálica, ou seja, quando ocorre a perda completa e irreversível das funções cerebrais.

O irmão de Lenilda morreu após sofrer um acidente de moto, quando estava indo buscar uma outra irmã. Aos 34 anos, ele morava em Cabedelo, município situado na Grande João Pessoa, era casado e pai de dois filhos, um de 8 anos de idade e outro que ainda está na barriga da mãe, com quatro meses de gestação.

“Eu choro todos os dias. Ele era uma pessoa muito boa, muito amorosa, gostava de ajudar, estava sempre presente. É uma dor inesquecível, na verdade. Eu acredito que o que mais fez conformar (com a morte) foi a doação de órgãos. Depois disso, pra minha família, pra mim, ele não se foi”, lembrou Lenilda.

O pedreiro foi internado no Hospital Estadual de Emergência e Trauma de João Pessoa em uma segunda-feira, dia 2 de setembro, e entrou em coma no dia 4 do mesmo mês. Na quinta-feira, ao ir visitar o irmão, Leninha, como é chamada pelos amigos, descobriu que ele havia morrido.

A diarista contou que foi abordada por uma equipe médica, que perguntou se a família gostaria de doar os órgãos e informou que esse ato poderia salvar as vidas de até seis pessoas. De primeira, ela concordou. Entretanto, ainda era preciso conversar com os outros membros da família sobre o assunto, enquanto dava a notícia da morte do irmão.

Lenilda descreve o irmão Edmilson, que morreu e teve os órgãos doados na Paraíba, como amoroso e prestativo — Foto: Lenilda Silva/Arquivo pessoal

Lenilda descreve o irmão Edmilson, que morreu e teve os órgãos doados na Paraíba, como amoroso e prestativo — Foto: Lenilda Silva/Arquivo pessoal

“Tava eu e minha irmã comigo. Aí eu perguntei a ela ‘tu vai aceitar que seja feita essa doação de órgãos?’ e ela falou ‘não, eu quero meu irmão por completo’. Aí foi quando eu expliquei pra ela ‘irmã, o importante é o espírito e ele já partiu pra Cristo, ele não se encontra mais aqui, o que está aqui é uma matéria. Tu já imaginou um pedacinho dele salvando seis vidas?’” comentou.

Com a resistência da irmã, elas decidiram conversar com a mãe sobre o procedimento. À princípio, ela hesitou tomar a frente, porém escolheu seguir com a doação e ver a vida do filho continuar em outras pessoas. Leninha relatou ainda que, no dia do velório, a mãe deles contou que foi lembrada, por outra pessoa, de um pedido que havia sido feito pelo filho pouco tempo antes do acidente.

“Ela disse que tinha esquecido desse pedido que ele tinha feito, mas essa pessoa foi e lembrou a ela. ‘Lembra do dia que ele falou pra senhora que, no dia que Deus levasse ele, doasse um pedacinho dos órgãos dele pra pessoas que precisassem?’ Aí foi quando confirmou a minha decisão”, narrou.

Até o dia 19 deste mês, a Paraíba tinha 360 pessoas que aguardavam por córneas, 146 por rins, 10 por fígado e uma por coração. Em contrapartida, até então tinham sido realizados 102 transplantes de córneas, 14 de fígado e 17 de rins, além de seis transplantes entre pessoas vivas.

A decisão da mãe de Edmilson foi aceita e respeitada pelos oito irmãos e pela esposa dele, segundo Leninha. A família acompanhou o processo de retirada e permaneceu no hospital até o momento em que alguns dos órgãos foram encaminhados para Recife, em Pernambuco, para transplante.

“Desde o dia da doação até hoje eu não escuto nenhuma pessoa da minha família dizer que está arrependida do que fez. Não, eu escuto dizer que foi a melhor coisa que fez”, disse.

O ato da família não somente salvou as vidas dos receptores, mas inspirou outras pessoas, que presenciaram todo o processo, a tomar a mesma decisão quando chegar o momento necessário, como foi o caso do esposo de Leninha.

“Ele tinha falado pra mim assim ‘no dia que eu falecer, não doe meus órgãos’. Ele falou desse jeito pra mim. Aí quando foi na retirada dos órgãos do meu irmão, quando passaram com o coração dele [Edmilson], ele [o esposo] pegou a chorar e falou assim ‘no dia que eu falecer, o que servir de mim pode doar’”, destacou.

A diarista, que explicou que tomou a frente de quase todas as questões que precisaram ser resolvidas depois do acidente, comentou que a “ficha só caiu” quando precisou escolher o caixão. No entanto, ela afirmou que a decisão de doar os órgãos foi, em meio a tantas dificuldades, um acerto.

“É tanta gente na fila de espera, esperando por um órgão. Muita gente com poucos dias de vida. E às vezes tem gente que tem possibilidade de doar, mas não doa. Eu me vejo no lugar daquela pessoa esperando por uma doação de órgão e, de repente, essa pessoa aparece e doa. Tu já imaginou como eu não ficaria? Eu acho que eu não teria palavras pra agradecer à família daquela pessoa, porque eu saberia que estava salvando a minha vida”, frisou.

“Eu saberia que ele tinha partido, mas deixou um pedacinho dele para me deixar viva na Terra. É por isso que eu não me arrependo”, ressaltou.

Transplantes impossibilitados

O Diretor da Central de Transplantes da Paraíba, o médico Luís Gustavo, afirmou que a proporção de negativas das famílias em relação ao total de possíveis doações teve uma baixa significativa em agosto.

Número de transplantes de órgãos tem crescido na Paraíba, segundo dados da Secretaria de Saúde — Foto: Secom-PB/Divulgação

Número de transplantes de órgãos tem crescido na Paraíba, segundo dados da Secretaria de Saúde — Foto: Secom-PB/Divulgação

“Esse mês a gente teve cinco potenciais doadores que tornaram-se doadores efetivos, que é muito para um mês. Então a gente diminuiu significativamente a negativa familiar, quando a gente avalia de forma ampla, era 70%, então já está caindo”, explicou.

Entre os outros motivos que impossibilitaram a doação de órgãos entre as 48 mortes encefálicas estão parada cardiorrespiratória antes da retirada, contraindicação pelas condições clínicas e idade avançada.

A doação

Os órgãos e tecidos doados são direcionados para pacientes que estão aguardando em uma lista única, organizada pela Central de Transplantes das Secretarias Estaduais de Saúde e controlada pelo Sistema Nacional de Transplante, segundo o Ministério da Saúde.

Ainda conforme a pasta, o Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS), pelo qual os pacientes recebem assistência integral e gratuita. Veja abaixo as diretrizes para o procedimento.

Tipos de doadores

  • Doadores vivos: qualquer pessoa que concorde com o procedimento, desde que não prejudique a própria saúde. Nesses casos, podem ser doados um dos rins, parte do fígado, da medula óssea ou do pulmão. A legislação estabelece que parentes de até quarto grau e cônjuges podem ser doadores, porém, pessoas que não têm essas relações devem obter autorização judicial.
  • Doadores falecidos: como foi o caso de Edmilson, são pacientes com morte encefálica confirmada, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC). O diagnóstico é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Em caso de parada cardiorrespiratória, podem ser doados tecidos, como córnea, pele e muculoesquelético.

Doação pós-morte

No Brasil, conforme o Ministério, esse tipo de doação só pode ser feita com a autorização familiar, ou seja, não existe uma forma efetiva de garantir que a vontade do doador se cumpra. Por isso, o caminho mais indicado é o diálogo. Apesar disso, caso haja decisão judicial, a vontade pode ser respeitada se tiver sido expressamente registrada.

Medula óssea

O transplante pode ser feito entre pessoas vivas e consiste na substituição de medula óssea doente por células normais. Os doadores devem ser cadastrados no Registro nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Este ano, um paraibano realizou esse tipo de doação pela segunda vez em menos de quatro anos, por ser compatível com receptores. “Desejo que mais pessoas consigam salvar vidas”, afirmou Arinaldo Azevedo, de 35 anos.

*Sob supervisão de Taiguara Rangel

G1

 

Cerca de 75% das famílias paraibanas ainda se recusam a doar órgãos

Foi realizada, nesta sexta-feira (6), a captação de multiórgãos no Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Do mesmo doador, um jovem de 34 anos vítima de acidente de moto, foram coletados córneas, rins, fígado e coração. Ao todo, seis pessoas foram beneficiadas com a doação.

De acordo com o diretor da Central de Transplantes da Paraíba, Luiz Gustavo, hoje foi feita a primeira captação de um coração depois de um hiato de 10 anos. “Ela marca não só o reinício dessa história para a Paraíba, como também motiva toda a equipe da Central e dos hospitais a aumentar mais esse número”, observa.

O coração e o fígado foram levados para Pernambuco, para serem transplantados em um paciente do sexo feminino e outro do sexo masculino, respectivamente. Os rins foram transplantados em uma mulher de 38 anos e em um homem de 50 anos, em João Pessoa. As córneas também ficaram na capital paraibana.

De maneira a agilizar o processo de transporte do coração para ter tempo hábil de realizar o transplante, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez a escolta do carro até a divisa da Paraíba com Pernambuco. No local, outra equipe da PRF-PE estava à espera para acompanhar o carro até o Hospital Imip, local do transplante. “Articulamos todo esse esquema com a PRF porque o tempo de vida do coração, depois de retirado do corpo, é de quatro horas. O transporte tem que ser rápido para que aquele órgão sirva para ser transplantado ao chegar em seu destino”, explica Luiz Gustavo.

O chefe substituto da Delegacia Metropolitana da PRF, Rummenigge Rossi, relatou que a operação começou no início da tarde com a mobilização de duas equipes, tanto na regional da Paraíba, quanto na regional de Pernambuco. No início da noite, horário em que a equipe saiu com coração para o transporte, os dois carros já estavam a postos para seguir. “A missão institucional da PRF é salvar vidas. Ficamos satisfeitos em saber que, com o nosso trabalho, poderemos ajudar a salvar uma vida”, pontuou.

Luiz Gustavo comemorou o trabalho em equipe realizado nesta sexta, envolvendo não só o Hospital do Trauma de João Pessoa, como também a PRF e, em especial, a Central de Transplantes da Paraíba. Ele lembra que, só em 2019, já houve um aumento de mais de 200% no número de doações com relação a 2018. Essa semana, inclusive, foi feito o 12º transplante de fígado na Paraíba, um recorde para o estado. Mas o médico intensivista ainda lamenta o fato de que a recusa dos familiares para autorizar a doação ainda é alta, em torno de 75%.

“A conscientização da família é muito importante. Encorajar a discussão no ambiente familiar e na sociedade é de grande valia, até porque a principal causa de morte no adulto jovem, nos dias de hoje, é violência externa que também é o principal motivador das doações de órgãos. É importante esse encorajamento familiar para que exista não só um acréscimo estatístico, mas, sobretudo, o crescimento de mais vidas que foram salvas”, observou.

A família do doador acompanhou todo o processo de perto. As irmãs Lenilda e Severina disseram que a dor da perda pode ser grande, mas saber que ele pôde salvar seis vidas por meio da doação traz paz e conforto para todos da família. “A equipe da Central nos explicou todo o processo e nos acompanhou de perto, dando todo suporte e apoio. Ao receber a notícia, pensamos um pouco e optamos por autorizar a doação. Nosso irmão vai poder salvar outras vidas. Temos certeza que ele ficaria feliz em saber disso”, afirmou.

Foto: Secom-PB

Secom-PB

 

 

Prefeituras de Arara, Solânea e Bananeiras asseguram apoio à II Romaria das Famílias

Na tarde desta sexta-feira (19), o bispo diocesano de Guarabira, Dom Aldemiro Sena, se reuniu com os prefeitos Kaiser Rocha (Solânea), Douglas Lucena (Bananeiras) e José Ailton “Nen” (Arara), para tratar da estrutura da II Romaria das Famílias que será realizada em Santa Fé no dia 18 de agosto.

O evento, assim como em 2018, deve lotar o Santuário Memorial do Padre Mestre Ibiapina. “Precisamos do apoio dos municípios próximos a fim de estruturar o acolhimento das famílias que participarão da Romaria e graças a Deus sempre recebemos a solidariedade das Prefeituras parceiras da evangelização”, esclareceu Dom Aldemiro.

Os prefeitos presentes acertaram, cada qual, sua participação na logística do evento. Participaram também das tratativas o padre Gaspar Rafael (Dona Inês) e o padre José Floren (Santuário de Santa Fé).

PASCOM – PASTORAL DA COMUNICAÇÃO
DIOCESE DE GUARABIRA

 

 

Cerca de 100 famílias ribeirinhas estão desalojadas após água de barragem invadir cidades na BA

Cerca de 100 famílias ribeirinhas da cidade de Coronel João Sá ficaram desalojadas depois que o município foi invadido por águas de uma barragem que fica no distrito de Quati, na cidade de Pedro Alexandre, na manhã desta quinta-feira (11). Não há registro de feridos ou desaparecidos.

Em Pedro Alexandre, também não há registro de desaparecidos, feridos, desalojados ou desabrigados. Moradores dos dois municípios falaram sobre a situação da região depois da inundação.

A barragem do Quati foi construída pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e entregue em novembro de 2000 à Associação de Moradores da Comunidade do distrito. Ela represa água do Rio do Peixe para o período de estiagem, mas transbordou após as fortes chuvas que caem na região.

Imagem aérea de Coronel João de Sá após barragem de água transbordar em Pedro Alexandre — Foto: Studio Júnior Nascimento

Imagem aérea de Coronel João de Sá após barragem de água transbordar em Pedro Alexandre — Foto: Studio Júnior Nascimento

A cidade de Coronel João Sá foi a mais atingida pela inundação, porque fica em uma altitude mais baixa que Pedro Alexandre. Antes da enxurrada chegar em Coronel João Sá, o prefeito Carlinhos Sobral se pronunciou nas redes sociais e pediu que os moradores saíssem das casas.

“Eu peço encarecidamente que todas as pessoas que moram nas áreas de risco que saiam das suas casas. Peguem seus documentos pessoais, peguem também seus objetos de valor, o que puder levar de eletrodoméstico, o que puder salvar de móveis, porque a gente não sabe ainda as consequências porque nunca passamos por ela”, disse ele.

A Defesa Civil de Pedro Alexandre informou ao G1 que houve o rompimento da barragem. O rompimento também foi confirmado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

No entanto, na noite desta quinta, o Governo do Estado informou que não houve rompimento da barragem, mas sim um transbordamento. O G1 questionou se técnicos do estado estiveram no local para constatar que não houve rompimento. No entanto, o governo respondeu que a posição oficial é que não houve colapso no equipamento, mas não detalhou o que de fato aconteceu, e nem como se chegou a essa conclusão.

José Pedro de Carvalho Neto – morador de Pedro Alexandre

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

“A barragem fica a 6 km da cidade e rompeu uma parte da lateral dela. É uma barragem na comunidade da zona rural. É uma água salobra, que serve para irrigação e para os animais. Em Pedro Alexandre, um rio que passa pela cidade alagou um pouco, mas não tem a ver com a barragem. A altura da água chegou a 70 cm. Não temos notícia de morte. O povoado de Boa Sorte foi o mais atingido pelas águas. Ele [povoado] fica às margens da BR-235. Acho que não chega a 100 o número de casas atingidas, mas a água chegou até a metade da parede”.

Deuza Maria Barreto – moradora de Coronel João Sá

Município de Coronel João Sá tomado pela água após chuva e rompimento de barragem de cidade vizinha — Foto: Studio Júnior Nascimento

Município de Coronel João Sá tomado pela água após chuva e rompimento de barragem de cidade vizinha — Foto: Studio Júnior Nascimento

“A situação aqui é muito preocupante. A água não para de subir e está subindo muito rápido. Tomou conta de todas as ruas que ficam perto do rio, está tudo inundado. Graças a Deus, a gente não teve nenhuma morte, mas muitas famílias estão desabrigadas. As famílias que moram perto do rio e as famílias que moram na rua da igreja tiveram que ser retiradas. Essas pessoas foram levadas para uma escola da cidade, mas até essa escola tá sendo inundada também”.

“Aqui não temos mais cemitério, o cemitério foi todo alagado. Aqui está todo mundo em estado de alerta, porque a situação é muito crítica. A minha casa é um pouco mais afastada dessa área do rio e eu estou com medo, nem consigo imaginar quem mora mais perto. Nós começamos a receber as informações de que a barragem tinha rompido ainda cedo, pelo WhatsApp. Por isso, muitas famílias tiveram resistência em sair de casa. A Defesa Civil, a Guarda [Civil] e a polícia precisaram ir para o local para conseguir tirar as pessoas de casa”.

Caso

A barragem transbordou no povoado de Quati, que fica na cidade de Pedro Alexandre, localizada a cerca de 435 km de Salvador, na manhã desta quinta-feira. Conforme a Defesa Civil da cidade, as fortes chuvas que caem na região do Rio do Peixe contribuíram para o possível rompimento da estrutura. Não há registro de feridos.

A preocupação da gestão de Coronel João Sá, cidade que fica a 45 km de Pedro Alexandre, é com as famílias que moram às margens do Rio do Peixe, que corta a região. A água que vazou da barragem segue o curso do rio e, por volta das 15h30, já havia chegado a João de Sá.

O percurso do rio entre as duas cidades é de cerca de 80 km. Não há informações da velocidade da água, mas há confirmação de risco de invasão de casas e de prejuízos materiais por todo o município.

Desde o início da manhã, a administração de Coronel João Sá, que fica em um nível abaixo da barragem e é cortado pelo Rio do Peixe, pede para cerca de 120 famílias que moram às margens do rio deixem o local. No total, 300 pessoas vivem na área considerada com risco de ser atingida pela água.

Coronel João Sá já tinha áreas alagadas, mas por conta da chuva. A preocupação adicional é justamente com a enxurrada provocada pelo vazamento da barragem do Quati. A água começou a invadir a cidade por volta das 15h30.

Até esse horário, a prefeitura da cidade ainda não tinha conseguido fazer a retirada das pessoas das casas. Os moradores, segundo o secretário de comunicação, se recusam a deixar os imóveis. Escolas foram disponibilizadas pelo município para abrigá-los.

Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pedro Alexandre tem cerca de 16.695 moradores. Já Coronel João Sá tem uma população que chega a 17.066.

Situação de emergência e calamidade pública

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

A prefeitura da cidade de Pedro Alexandre, que fica a cerca de 435 km de Salvador, decretou situação de emergência e calamidade pública nesta quinta-feira, após o município ser invadido pela água da barragem do povoado de Quati.

O documento foi publicado no Diário Oficial do município. No decreto, o prefeito Pedro Gomes Filho informou que a situação de emergência foi decretada “considerando o volume de água que tomou a cidade, causando inundações, enxurradas, alagamentos que ocasionaram danos materiais em residências, vias públicas, pontes e equipamentos públicos diversos”.

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

Prefeitura de Pedro Alexandre decreta situação de emergência e calamidade pública após rompimento de barragem — Foto: Arquivo pessoal/Gino Giubbini

Cidades são invadidas pela água após barragem transbordar na Bahia — Foto: Arte/ G1

Cidades são invadidas pela água após barragem transbordar na Bahia — Foto: Arte/ G1

 

 

G1

 

 

Famílias quilombolas da Paraíba terão assistência emergencial da LBV

Serão 700 famílias contempladas com cestas de alimentos da campanha emergencial

A Legião da Boa Vontade (LBV), dá início à entrega das cestas de alimentos não perecíveis arrecadadas por meio de sua tradicional campanha Diga Sim!, iniciativa de caráter emergencial, que beneficia famílias em situação de pobreza que enfrentam principalmente nesse período do ano, as estiagens e as cheias, contribuindo para minimizar o sofrimento de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, residentes em comunidades rurais e de assentamentos.

Em nosso Estado da Paraíba, a LBV, com a generosidade da sociedade civil paraibana, assiste 700 (setecentas) famílias de comunidades quilombolas dos municípios de Alagoa Grande e Dona Inês, com a campanha Diga Sim!. A meta da Instituição é entregar 12.500 cestas de alimentos, em dezoito estados brasileiros.

A Caravana da Boa Vontade, no dia 19 de julho, pega a estrada para às comunidades de Caiana dos Crioulos e Assentamento Nova Margarida em Alagoa Grande.

No dia 26 de julho, os voluntários da LBV, retomam o roteiro da ação emergencial, seguindo desta vez para Dona Inês, beneficiando a comunidade quilombola Cruz de Menina.

Conheça o trabalho da LBV na Paraíba!

A Instituição no Estado da Paraíba, tem seus Centros Comunitários de Assistência Social, em João Pessoa, localizado à Rua das Trincheiras, 703 – Jaguaribe. Em Campina Grande, localizado à Rua Bráulio de Araújo Gusmão, 402 – Distrito Industrial, que assistem diariamente centenas de crianças, adolescentes, mulheres, idosos e adultos, oriundos de comunidades em situação de vulnerabilidade social e de pobreza.

Desenvolve serviços de proteção básica, através do Criança Futuro no Presente!, Vivência Solidária (grupo de mulheres) e Vida Plena (idosos), na qual é oferecida dezenas de oficinas como música, arte e cultura, cidadania irrestrita, dança, ballet, artesanato e atividades esportivas.

Para colaborar com as iniciativas do trabalho da LBV! Basta acessar o site www.lbv.org, entrar em contato pelo tel.: 0800 055 50 99, ou ainda dirigir-se a uma das unidades da entidade (lbv.org/enderecos), levando a sua doação financeira ou alimentos não perecíveis.

Acesse o endereço LBVBrasil no Facebook, no Instagram e no YouTube, e saiba mais, sobre a entrega das doações.

 

LBVBrasil

 

Percentual de famílias com dívidas sobe pelo 6º mês seguido e chega a 64%, diz CNC

O endividamento das famílias registrou a sexta alta consecutiva em junho, de acordo com pesquisa mensal divulgada nesta terça-feira (9) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Em junho, o percentual de famílias brasileiras endividadas alcançou 64%, ante 63,4% em maio. Trata-se do maior percentual desde julho de 2013 (65,2%).

O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso, porém, diminuiu em junho de 2019, na comparação com o mês imediatamente anterior, passando de 24,1% para 23,6% do total – a primeira queda do ano.

Já o número de famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas em atraso, permanecendo inadimplentes, ficou estável em 9,5% na comparação com o mês anterior.

Comprometimento da renda

O cenário fez com que a parcela de orçamento mensal familiar, comprometida com dívidas, aumentasse de 29,3% para 29,5% entre maio e junho, maior taxa desde setembro do ano passado (29,6%).

Para a CNC, o crescimento no volume de famílias com empréstimos não deve durar. Isso porque as famílias já operam no limite do endividamento em junho.

“O que está desempenhando melhor [na economia] é o mercado de consumo, mas ainda é muito tímido”, notou. “O crescimento do crédito a ritmo maior que atividade econômica não chega necessariamente a ser preocupante, mas não vemos como uma coisa muito sustentável, porque não temos melhora no mercado de trabalho”, afirmou ao Valor Online Mariana Hanson, pesquisadora da CNC. “Se não houver recuperação [do emprego] no segundo semestre, essa recuperação do mercado de crédito não se sustenta”, reiterou.

A proporção das famílias que se declararam muito endividadas aumentou para 13% em junho, contra 12,9% em maio.

Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 63,4 dias em junho de 2019 – inferior aos 63,6 dias de junho do ano passado.

Principais tipos de dívida — Foto: Divulgação/CNC

Principais tipos de dívida — Foto: Divulgação/CNC

O cartão de crédito foi mais uma vez apontado como o principal tipo de dívida por 78,8% das famílias endividadas, seguido por carnês (15,8%) e financiamento de carro (10,5%).

A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

g1

 

 

Famílias da “Rua das Laranjeiras”, em Solânea, conquistam permuta com a UFPB

Governo Municipal de Solânea e UFPB concretizam permuta da área onde estão construídas as residências por uma área pertencente à prefeitura.

Cerca de 32 famílias residentes na rua José Alípio da Rocha, conhecida rua das Laranjeiras, foram beneficiadas com a permuta. A conquista é resultado da articulação entre a população de Solânea, a Universidade Federal da Paraíba, a Associação Moradores da Rua da Laranjeiras (Asmol) e o Governo de Solânea.

Hoje (12) pela manhã em cerimônia com os moradores da comunidade, a Reitora da UFPB, Margareth Diniz, anunciou o desfecho positivo da luta de mais de 10 anos da comunidade. “A universidade estará sempre de portas abertas. Ao longo de vários prefeitos essa ação vem acontecendo e tivemos a graça de concretizar hoje, pela vontade das pessoas. Por isso venho hoje muito feliz como pessoa e como gestora”, falou a reitora.

A Universidade aceitou a permuta oferecida pela prefeitura, que sugeriu trocar a área onde estão construídas as residências, na rua das Laranjeiras, por uma área pertencente à Prefeitura. O prefeito de Solânea, Kayser Rocha, comemorou. “Fizemos todo o procedimento que era necessário para ser feito e o que é principal aconteceu. Em nome de todos, posso dizer que estamos com os corações acalentados e felizes com o resultado de um trabalho em união de toda a cidade. Por um objetivo tão importante que é a moradia”, falou.

Moradores comemoram

Durante a cerimônia a presidente da Associação Moradores da Rua da Laranjeiras (Asmol) Patrícia Anjos, agradeceu a articulação de todos em prol da comunidade. Dezenas de moradores participaram do evento e comemoraram. “Em nome de todos os moradores estamos muito felizes por vencer essa batalha enorme. Agradecemos a todos que nos ajudaram: a população de Solânea, o prefeito, a reitora. Todos juntos fizeram isso acontecer e nos aliviaram de tantas perturbações” contou, emocionada, a dona de casa Josefa Martins.

Ascom-PMS

 

Consórcio Intermunicipal garante arquiteto para famílias de baixa renda

Prefeitos de 12 cidades paraibanas reuniram-se, na tarde da última terça-feira (23), em Bananeiras, para a escolha dos dirigentes do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Urbano (Cimdurb), instrumento necessário às ações do Programa de Defesa do Estatuto das Cidades (Decide). João Francisco Batista de Albuquerque, prefeito de Areia, foi eleito presidente do Cimdurb por aclamação de seus pares.

Ideia do presidente do Tribunal de Contas da Paraíba, conselheiro Arnóbio Viana, o Programa Decide contribui com os esforços para a implantação do Plano Diretor das  cidades inscritas no Circuito do Frio, um corredor turístico há muito existente na Zona do Brejo paraibano.

O propósito é promover a adequação das cidades serranas – procuradas pelo clima ameno, engenhos de açúcar e aguardente, culinária e manifestações culturais – ao desenvolvimento do turismo com suas oportunidades de emprego e renda.

A contribuição do TCE envolve, também, neste momento, o levantamento aerofotogramétrico de áreas urbanas, com drones e técnicos vinculados à sua Auditoria, providência útil à execução do Plano Diretor, uma exigência legal, nas cidades onde isso ainda inexista.

O Consórcio agora formalizado permitirá o fornecimento gratuito, pelas Prefeituras, de arquiteto para casas pertencentes a famílias com renda mensal de até três salários mínimos, conforme prescreve a Lei Federal 11.888, de 2008.

“É providência que serve à ocupação regular do solo e ao disciplinamento de ruas e calçadas. É preciso evitar as casas de cabeça de pedreiro que podem trazer riscos à segurança dos ocupantes, enquanto enfeiam as cidades, muitas vezes, em prejuízo dos programas de desenvolvimento turístico, como é o caso das inscritas no Circuito do Frio”, considera o conselheiro Arnóbio Viana.

Ele pretende, depois disso, levar a experiência a outras regiões do Estado, onde o problema se repete em idênticas proporções. A seu convite, o arquiteto Expedito de Arruda, um dos nomes mais respeitados da arquitetura regional, coordena o recém-implantado Programa Decide.

O encontro desta terça-feira, no Auditório do Campus III, da Universidade Federal da Paraíba, para a eleição dos dirigentes do Cimdurb, foi antecedido por três outros, um dos quais, na sede do TCE, em João Pessoa, com os presidentes das Câmaras de Vereadores, de cuja aprovação o projeto dependia.

Tanto o presidente do TCE quanto o coordenador do Decide enalteceram prefeitos e vereadores pela imediata compreensão da importância do Programa para o desenvolvimento de cada um dos seus municípios.

ESCOLHIDOS – As escolhas do vice-presidente (o prefeito de Solânea, Kayser Nogueira Pinto Rocha) e do secretário do Cimdurb (o de Bananeiras, Douglas Lucena Moura de Medeiros) deram-se, também, por aclamação, sem distribuição de chapas.

Nos três casos, os prefeitos reunidos no Auditório do Campus III, da UFPB, limitaram-se a erguer as mãos em sinal de aprovação a cada nome então indicado.

“Estou, aqui, apenas como expectador, como testemunha do primeiro passo de um projeto fadado a ser grande”, comentou o conselheiro Arnóbio Viana.

O prefeito João Francisco falou da honra de presidir o Consórcio e da satisfação dele e de seus pares em ter o Tribunal de Contas como aliado da boa administração pública.

“O que temos, aqui, acima de tudo é uma irmandade é um esforço coletivo para o progresso da nossa região”, disse. O encontro foi aberto pelo prefeito de Bananeiras, o anfitrião. Douglas Lucena definiu como “uma iniciativa de vanguarda e sem precedentes regionais, ou nacionais, o que então ali se celebrava.

Compõem, ainda, o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Urbano os prefeitos de Arara (José Ailton Pereira da Silva), Casserengue (Genival Bento da Silva), Matinhas (Maria de Fátima Silva), Pilões (Maria do Socorro Santos Brilhante), Remígio (Francisco André Alves) e Serraria (Petrônio de Freitas Silva).

PB Agora