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Faltam serviços de emergência e há poucos leitos de UTI neonatal na Paraíba

utiSegundo a Munic do IBGE, a Paraíba é o 3º estado do Nordeste com menos serviços de emergência 24h. São 137 municípios que disponibilizam o atendimento. Porém, em 63 destes, os pacientes precisam ser transportados ou referenciados para outros municípios.

Até na Capital, o atendimento é difícil. A auxiliar de serviços gerais, Ivanilda dos Santos, sentiu fortes dores por conta de pedras nos rins. Procurou a emergência do Hospital Edson Ramalho e passou horas esperando atendimento. “Cheguei às 10h50 e saí às 16h40. Aplicaram soro e remédio. A dor passou e fui para casa. No outro dia, senti mais dores e voltei. Estou aqui esperando atendimento”, relatou.

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A reportagem questionou  à Secretaria Municipal de Saúde sobre o problema, mas, em resposta, a assessoria se limitou a dizer que a cidade tem três hospitais municipais de urgência e emergência.

Poucos leitos de UTI neo-natal

Outro destaque do Estado é quanto aos leitos de UTI neonatal: apenas quatro municípios possuem o serviço público ou conveniado ao SUS. No Nordeste, só são encontrados índices menores em Sergipe e Piauí.

Na Capital não está faltando vagas, mas também não está sobrando, segundo a tenente Roberlândia Freire, diretora da regulação municipal.

No Hospital Edson Ramalho, a taxa de ocupação da UTI neonatal, que conta com 10 leitos fica entre 70 e 80% e a de ocupação hospitalar é 100%, segundo a gerente de enfermagem da UTI neonatal, capitã Vanusa Sabino.

“Quando estão todas preenchidas, os bebês menos graves são remanejados para a unidade de cuidados intermediários, com quatro vagas”, disse.

A gerente informou que os municípios estão tentando vincular o atendimento no próprio município, para não superlotar a Capital.

Mas, de modo geral, a pesquisa revelou que a Paraíba é o 3º estado do Nordeste que mais precisa referenciar pacientes para exames e internações em outros municípios, são 166 municípios nesta situação.

Assim vai a saúde

 

    • 188 municípios fazem suplementação de ferro nas crianças: 3º que mais faz no NE

 

    • 7  é o total de municípios que têm serviços de nefrologia. PB é o 4º pior do NE.

 

    • 44,8% dos gestores de saúde, menos da metade, têm ensino superior, 69 com graduação.

 

    • 143 gestores de saúde são mulheres

 

  • 99,8% dos municípios do Nordeste têm a Estratégia Saúde da Família

Bruna Vieira  /CP

Faltam maternidades públicas em 213 dos 223 municípios da PB, diz CRM

Thinkstock/Getty Images
Thinkstock/Getty Images

Faltam maternidades públicas em 213 dos 223 municípios da Paraíba, segundo estudo feito pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM). Os dados apontam que no Estado há somente doze maternidades que são administradas pelo poder público distribuídas em dez cidades: São Mamede, Santa Luzia, João Pessoa, Campina Grande, Jacaraú, Conceição, Natuba, Mamanguape, Patos e Catolé do Rocha.

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Um trabalho paralelo de pesquisa da UFPB ratifica o problema da falta de maternidades públicas. Eduardo Sérgio Sousa, professor de Medicina e diretor do Centro de Ciências Médicas da UFPB, comenta que existem 16 regionais de saúde, porém cerca de 80% dos partos são realizados em apenas sete delas. A falta de estrutura, de recursos físicos ou humanos, e de organização na distribuição dos centros surgem como fatores que explicam a inutilização das nove regionais restantes.

“Nesses centros as mulheres têm de se mobilizar à procura de lugar para o nascimento dos seus filhos, por vários motivos. Muitas mulheres não estão com gravidez de alto de risco, mas procuram Campina Grande, João Pessoa. E aí, quando se investiga o porquê dessas mulheres terem ido a esses lugares, algumas dizem que no dia que elas precisaram do hospital da cidade delas faltou medicamento, faltou alguém da equipe ou é a maternidade que não funciona no final de semana ou à noite”, avaliou o médico.

Por conta da falta do serviço, as mulheres recorrem principalmente às maternidades de João Pessoa e de Campina Grande, que concentram a maior parte dos nascimentos no Estado. Prova disso é que 50% da demanda recebida pelo Instituto Cândida Vargas, na capital, é de pacientes vindas de cidades do interior, seja da Região Metropolitana ou até mesmo das cidades mais distantes.

Existe um pacto para que o hospital da capital paraibana atenda mulheres de outras partes do estado, mas o acordo é voltado para casos de gravidez de alto risco. No entanto, o que se vê de acordo com Eduardo Sérgio Sousa é um grande número atendimento de mulheres muitas vezes com gravidez de baixo risco e vindas de municípios não pactuados. Esse fluxo também agrava o problema da superlotação.

Nessa trajetória, às vezes há perdas de mulheres, de crianças. Estamos falando de acesso e utilização à saúde. A mulher tem que estar segura que vai ter o acesso e poder utilizar a assistência quando ela precisar”, completou o professor que também é presidente do Comitê Estadual de Combate à Mortalidade Materna.

 

G1

Faltam vacinas contra HPV em algumas unidades básicas de saúde

Getty Images
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Natanaeli Vitória tem 11 anos e reside no conjunto habitacional Major Veneziano, em Campina Grande. Em março deste ano ela recebeu a primeira dose da vacina contra HPV e, ontem pela manhã, percorreu as unidades básicas de saúde (UBS) dos bairros Três Irmãs, Catingueira e Cidades a procura da segunda dose da vacina. Apenas quando chegou ao Centro de Saúde Francisco Pinto, que funciona na rua Venâncio Neiva, no Centro da cidade, conseguiu encontrar a vacina, mesmo assim, a garota não conseguiu ser imunizada porque a aplicação da segunda dose só pode acontecer exatamente seis meses após a aplicação da primeira e a data é 27 de setembro.

Além da falta de vacinas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), a mãe de Natanaeli, Patrícia Mary, 42 anos, reclamou da falta de informação sobre a campanha de vacinação. “Minha filha perdeu aula hoje (ontem) para procurarmos essa vacina, já percorremos três bairros e não encontramos nada. Foi preciso vir até o Centro para conseguir a segunda dose e mesmo assim não foi possível, porque ela só pode receber a vacina no dia 27 de setembro, quando completar o período de seis meses da aplicação da primeira dose”, relatou.

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“A gente mora longe e nem sempre pode ficar andando de um bairro para outro para adivinhar qual o local terá a vacinação. Eu me preocupei porque essa vacina é muito importante para a saúde e decidi ir com minha filha para receber logo a segunda dose”, disse Patrícia Mary.

O que diz a prefeitura

A secretária de Saúde de Campina Grande, Lúcia Dercks, disse que as doses das vacinas do HPV já foram distribuídas nas unidades de saúde do município, entretanto, por medida de segurança as vacinas não são todas armazenadas nas unidades. “Essa vacina precisa ser guardada em locais totalmente seguros, uma vez que uma simples queda de energia é o suficiente para comprometer as doses, portanto, nós não fazemos estoque nas unidades. As vacinas são encaminhas de acordo com a demanda de cada área, ou seja, se a vacina não foi suficiente para atender a demanda durante tal período, cada unidade de saúde tem a responsabilidade de comunicar a secretaria para que seja feito o reabastecimento”, ressaltou.

De acordo com a coordenadora de imunização de Campina, Marinalva Cruz, a primeira etapa da campanha de vacinação do HPV realizada em março deste ano no município vacinou 7.552 adolescentes com idades de 11 a 13 anos.

Prevenção

O vírus do papiloma humano (HPV) é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença. No Brasil, a vacinação está disponível gratuitamente pelo Ministério da Saúde conjuntamente com os municípios.

Para receber a dose, basta procurar uma unidade de saúde e apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. A adolescente deve tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda, 6 meses depois, e a terceira, 5 anos após a primeira dose.

 

Cícero lamenta nível da campanha na PB e diz que faltam ‘ideologia, coerência e fidelidade política no estado’

ciceroO senador paraibano Cícero Lucena (PSDB) lamentou o fim da ideologia, da coerência e da fidelidade política na Paraíba.

Segundo o senador, o nível em que a campanha está sendo conduzida no Estado é baixíssimo.

“Tantos problemas da Paraíba para serem debatidos e eu, como eleitor, estou triste por não ver isso. Estou acompanhando este processo com grande tristeza”, disse.

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Cícero dise que falta reconhecimento e credibilidade entre os políticos do estado. “Virou, praticamente, um negócio. Não tem candidato que tenha compromisso em fazer algo em favor da coletividade”, declarou.

Reclamando sobre as alianças formadas na Paraíba, Cícero disse que elas não refletem a opinião do povo, e que isso pesará na hora da contagem dos votos.

“As coligações foram feitas sem ouvir o povo. Foi feita pelo interesse momentâneo e imediatista da eleição. Eu lamento profundamente que tudo isso fique à margem do eleitor, mas o eleitor vai ver isso. O político precisa ver que o eleitor discorda do que ele está fazendo. Se o eleitor achar que tudo está normal, nada vai mudar”, concluiu.

João Thiago

 

Faltam quatro dias para eleitor cadastrar voto em trânsito, diz TSE

votoQuem estiver fora do domicílio eleitoral no primeiro ou no segundo turno das eleições poderá se cadastrar para votar em trânsito, apenas para presidente. O cadastro deve ser feito até a próxima quinta-feira (21). Os interessados deverão apresentar um documento oficial com foto e terão que estar em situação regular com a Justiça Eleitoral.

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Mas é preciso ficar atento, porque apenas 92 cidades do País — aquelas que têm mais de 200 mil eleitores — poderão receber votantes em trânsito. Mesmo que vote para presidente, o eleitor deverá justificar os outros (governador, deputados federal e estadual e senador).

Quem requerer o voto em trânsito só poderá comparecer à seção determinada no cadastro, no dia da eleição. O primeiro turno será no dia 5 de outubro. Caso haja segundo turno, ele ocorrerá no dia 26 de outubro.

Nas eleições de 2010, a possibilidade de votar em outras cidades beneficiou cerca de 80 mil eleitores, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A regra representa um avanço do Brasil no que diz respeito às leis eleitorais. Neste ano, as seções especiais terão que receber, no mínimo, 50 cadastros de voto em trânsito para garantir seu funcionamento no dia da eleição, tanto no primeiro como no segundo turno.

R7

Conheça dez áreas em que faltam profissionais no Brasil

Todos os anos no Brasil, mais de 20 mil postos de trabalho no setor de engenharia ficam em aberto porque não se formaram profissionais suficientes para preenchê-los.

Para lidar com esse déficit, faculdades vêm criando cursos mais voltados para áreas específicas (como petróleo) e institutos fazem parcerias como a fechada entre o Senai e o MIT (Massachusetts Institute of Technology) para operar centros de inovação no Brasil.

Mas não é apenas neste setor que há falta de profissionais. Segundo um estudo feito pela consultoria ManpowerGroup, 71% dos empregadores entrevistados no país dizem ter dificuldade para preencher postos nas mais diversas áreas – de motoristas a profissionais de tecnologia.

O dado fez com que o país ocupasse o segundo lugar entre os 41 países analisados – atrás apenas do Japão, onde 81% dos patrões sofrem mais para contratar, enquanto a média global é de 34%.

‘De acordo com nossa pesquisa, a dificuldade de se preencher vagas no Brasil vem crescendo a cada ano. Do ano passado para cá, houve um crescimento de 15% na dificuldade relatada pelos empregadores em contratar’, afirma Riccardo Barberis, diretor da Manpower Group no Brasil.

Barberis ressalta que a escassez se dá tanto na quantidade de profissionais como na qualidade deles, no caso de vagas que exigem conhecimentos específicos, e atinge cargos de nível superior e técnico.

Veja as 10 áreas no topo do ranking da pesquisa ‘Escassez de Talentos’, da ManpowerGroup, e a opinião de especialistas sobre cada uma delas.

1º Técnicos

É no campo técnico que os empregadores mais enfrentam dificuldade para encontrar profissionais. E a escassez permeia todas as áreas técnicas, de automação a edificações, de eletrônica a alimentos e bebidas.

Segundo Barberis, no passado o curso técnico no Brasil era considerado um plano B, uma segunda opção. E por isso o investimento na área foi prejudicado, sendo incapaz de suprir a demanda atual. O que fazer? Já se sabe hoje que os cursos técnicos oferecem uma oportunidade profissional mais rápida e, por isso, eles vem sendo valorizados e ganhando investimentos. Os especialistas concordam que o Brasil está caminhando na direção certa nesse setor.

‘Mas diante da carência estrutural do mercado brasileiro, é preciso investir mais nessas políticas’, afirma Barberis, citando o exemplo da Alemanha, que investe pesado em escola técnicas e é hoje um dos países na zona do euro com menor taxa de desemprego

2º Trabalhadores de ofício manual

Entram nessa categoria trabalhadores com uma habilidade específica ou autônomos especializados em um ofício, como costureiras, passadeiras, sapateiros, eletricistas, pintores, encanadores e pedreiros.

A escassez no Brasil segue uma tendência global, já que na média mundial a falta de profissionais nessa área é a primeira do ranking. O que fazer? Como para muitas dessas profissões não são necessários cursos mais longos, de dois anos, basta um treinamento, trata-se, portanto, de um desafio menos complexo. Segundo Barberis, uma das saídas é conectar melhor jovens sem experiência, mas que querem trabalhar, por meio, por exemplo, de parcerias entre a iniciativa privada e o setor público.

3º Engenheiros

Uma pesquisa da consultoria PageGroup ilustra bem essa escassez. De mil oportunidades de emprego analisadas, 38% eram na área de engenharia. Boom na economia, a descoberta do pré-sal e megaeventos esportivos vêm alavancando o setor.

Para Marcelo De Lucca, diretor da PageGroup, faltou planejamento por parte do governo e das instituições de ensino. Ele cita ainda algumas das áreas da engenharia em que as faculdades voltaram a investir, como geologia, um setor que estava estagnado e que agora voltou a crescer.

O que fazer? De Lucca diz acreditar que as faculdades agora estão correndo para se atualizar e reverter esse cenário de falta de profissionais.

‘As universidade começaram a se reposicionar em relação à demanda do mercado de trabalho’, afirma. ‘Mas isso leva tempo para dar resultado, já que esses jovens vão se formar apenas em quatro ou cinco anos.’

4º Motoristas

Faltam profissionais voltados para o setor de transporte de cargas, ou seja, motoristas de caminhão.

De acordo com a ManpowerGroup, isso se deve a mudanças no setor, como o fato de as transportadoras exigirem experiência e capacidade de conduzir caminhões cada vez mais modernos, com tecnologia avançada. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmam que o número de veículos de carga registrados junto ao órgão é 2,5 vezes maior que o de profissionais inscritos.

O que fazer? No caso de caminhões mais modernos, fornecer mais treinamento.

5º Operadores de produção

O problema é semelhante ao caso dos profissionais de ofício manual, mas esses funcionários têm atuação mais técnica e trabalham na indústria. De acordo com especialistas, o crescimento da demanda não acompanhou o ritmo de formação e treinamento desses trabalhadores.

O que fazer? Segundo especialistas, são necessários cursos mais conectados com a necessidade das empresas. Outra sugestão citada é facilitar o modo como se recruta funcionários, divulgando a vaga em ambientes – reais ou online – frenquentados por jovens.

6º e 7º Profissionais de finanças e Representantes de vendas

Consultores da área de recursos humanos afirmam que empregadores têm sofrido uma dificuldade crescente para encontrar profissionais que atendam ao novo perfil da profissão.

De acordo com os especialistas, quem vende hoje precisa ter um conhecimento mais aprofundado, com mais habilidades na área de finanças e sistemas de comunicação em outros países, além de capacidade de pensar em soluções e gerir equipes.

O que fazer? Como a atividade está agora muito mais sofisticada, é preciso atualizar os cursos e focar nas áreas citadas acima.

Para reter talentos, Gilberto Cavicchioli, professor do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM, afirma que são necessários benefícios diferentes do que se oferecia no passado.

8º Profissionais de TI

A escassez diz respeito a área de tecnologia em geral, seja dentro de empresas do setor ou em companhias que nada têm a ver com tecnologia especificamente.

A demanda em TI explodiu tanto em empresas de desenvolvimento de software como em bancos e companhias de telefonia celular, por exemplo, onde se cuida de gestão dos computadores e áreas de sistemas internos. O que fazer? ‘As faculdades, como as de TI, precisam de mudanças mais radicais’, afirma Barberis. ‘O programa Ciência sem Fronteiras é positivo porque têm uma visão mais global, olhando de forma mais ampla. Mas as iniciativas ainda são restritas.’

9. Operários

Os especialistas avaliam que faltam profissionais em diversos setores da indústria brasileira e dizem que a escassez foi gerada pelo aumento da demanda, que tem sido enorme nos últimos anos.

São inúmeras obras por todas grandes capitais e, como os prazos são escassos, não há tempo hábil para se dar oportunidade a quem não tem experiência, de acordo com a ManpowerGroup.

Há também carreiras mais atraentes, e a possibilidade de cursos técnicos acaba afetando a quantidade necessária de trabalhadores no setor. O que fazer? Novamente, a chave é sintonizar melhor as necessidades das indústrias e trabalhadores que buscam emprego.

10º Mecânico

A profissão vive um cenário que mescla a situação do setor de ofícios manuais e a de motoristas, com profissionais com uma habilidade específica, mas que precisa se atualizar.

O que fazer? Novamente, a resolução desse problema passa por mais treinamentos específicos e cursos de atualização, especialmente os ligados à novas tecnologias. Também é preciso atrair jovens sem experiência para essa área.

Fernando Rodrigues

Contagem regressiva: Faltam 25 dias para as eleições municipais

Faltam 25 dias para as eleições municipais de 2012. O voto é obrigatório para os cidadãos brasileiros alfabetizados maiores de 18 e menores de 70 anos e facultativo para quem está com idade entre 16 e 18 anos, para os maiores de 70 anos e para as pessoas analfabetas.

Atualmente há, no Brasil, 2.912.789 jovens com 16 e 17 anos, 6.574.176 brasileiros com idades de 70 a 79 anos e 3.551.121 maiores de 79 anos. Os analfabetos são 7.792.250, o que totaliza 20.830.636 pessoas cujo voto é facultativo.

O que ocorre se o eleitor faltar 3 eleições seguidas?

Os eleitores que são obrigados a votar e não comparecerem às urnas por três eleições consecutivas (cada turno é considerado uma eleição) podem ter o título cancelado. Sem o documento, o eleitor fica impedido, por exemplo, de contrair empréstimos em instituições financeiras governamentais; tirar passaporte e tomar posse em cargo público, caso seja aprovado em concurso.

TSE

Faltam políticas para o cuidado do idoso no Brasil

Atenção à população idosa é rsponsabilidade da família, do estado e da sociedade, diz estatuto (Foto: ABr/Arquivo)

Se não forem criadas políticas públicas para o cuidado do idoso nos próximos 20, 30 anos, poderá haver uma crise no país. E o envelhecimento, em vez de uma conquista, resultado de inúmeros esforços para aumentar a longevidade, poderá ser visto como um problema social. O alerta é da assistente social Marília Viana Berzins, especialista em gerontologia e coordenadora de cursos de formação de cuidadores de idosos do Observatório da Longevidade (Olhe), de São Paulo. A entidade atua na pesquisa, sistematização de conhecimento e formação de gestores, prestadores de serviços e familiares sobre o processo de envelhecimento.

Entende-se por envelhecimento o aumento da proporção de pessoas acima de 60 anos em relação à de jovens no contingente populacional, bem como o aumento da expectativa de vida. Em 1980, a esperança de vida do brasileiro ao nascer era de, em média, 62 anos. Atualmente, é de pouco mais de 73. Em 2030, estará próxima de 80 anos.

O Estatuto do Idoso, de 2003, determina que a atenção à população idosa é responsabilidade da família, do estado e da sociedade. “A família cuida como pode e o estado tem de se responsabilizar pela questão da velhice em toda a sua plenitude, inclusive no cuidar. Já a sociedade deve se organizar para exigir e fiscalizar”, diz Marília.

No entanto, segundo ela, falta a retaguarda do estado na oferta de políticas públicas para o cuidado com o idoso. “Esse problema agravado pela incapacidade da maioria das famílias de cuidar dos mais velhos. E isso não ocorre só porque as mulheres passaram a trabalhar fora, como muitos preferem acreditar. Na verdade, não há mais um modelo único de família, não se tem mais cinco, seis filhos, como se tinha em gerações anteriores.” Atualmente, segundo o IBGE, o número de filhos é de 1,9 por família. “O Brasil já tem um contingente de idosos e a gente não sabe quem cuidará deles”, alerta.

A omissão do estado no cuidado do idoso de outros grupos de pessoas dependentes, aliás, foi apontada numa pesquisa divulgada em agosto pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), órgão das Nações Unidas, que ouviu mais de 500 líderes de diversos setores em vários países latinoamericanos. De cada dez entrevistados, nove afirmam que a responsabilidade pelo cuidado é hoje assumida pelas mulheres da família. E 95% pensam que o poder público deve ajudar a financiar o cuidado em seus países. Os consultados também acreditam que as políticas atuais são insuficientes para as demandas de cuidado e que outras são necessárias.

No conjunto de cuidados à população idosa, Marília entende o cuidador como um profissional que tem de ser incluído nas políticas principais das áreas de saúde e de assistência social. Hoje, segundo ela, muitos idosos vivem sozinhos e a tendência é de o número aumentar. Assim como enfermeiros, técnicos em enfermagem e agentes comunitários de saúde, os cuidadores devem ser mantidos em programas públicos. Como ela destaca, o agente comunitário dos programas de saúde da família (PSF) não tem o papel desse cuidado, embora em muitas localidades seja o que de melhor o poder público ofereça para esse segmento.

A profissão de cuidador ainda não é regulamentada. Tramita no Senado o Projeto de Lei (PLS) 248, de autoria do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), com relatoria da senadora Marta Suplicy, que estabelece direitos e deveres trabalhistas para esses profissionais. A proposta já estava na pauta da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde seria votada em caráter terminativo, mas um pedido de vistas do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) adiou a votação.

Há estimativas de que atualmente 200 mil pessoas em todo o país exerçam a atividade de maneira formal ou informal. Segundo projeções do IBGE, em 2050 o Brasil terá uma população de 63 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o equivalente a 164 para cada 100 jovens, o que vai aumentar a demanda por esses profissionais.

A política de cuidado, segundo Marília, não pode se limitar ao cuidador mantido pelo poder público em casa porque as necessidades de cada idoso são diferentes. Por isso requer ainda a implementação de serviços para atender a essa população, como unidades onde o idoso pode ficar enquanto os familiares trabalham. “É preciso expandir os serviços de assistência domiciliar e reconceituar e valorizar as instituições de longa permanência, os antigos asilos. Precisamos saber para que é e para quem servem numa perspectiva de assistência social e também de saúde”, diz Marília. Essas instituições, conforme ela, são insuficientes. Apenas 1% dos idosos vivem nesses espaços.

Conforme a especialista, há propostas avançadas, como a da pesquisadora Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que defende que a seguridade social no Brasil garanta, além de saúde, assistência e previdência, o cuidado de longa duração.

Marília destaca que nem todo idoso vai precisar de cuidado. “Envelhecimento não é igual a doença, incapacidade, dependência. As necessidades do idoso devem ser separadas. Alguns precisam de cuidados esporádicos, semanais. Outros têm total dependência. A população precisará de cuidados – 20 a 30% precisarão”, diz.

Embora o Estatuto do Idoso tenha sido aprovado em 2003, a implementação de programas compete aos municípios. “Até agora existem iniciativas pontuais em algumas cidades. Na capital paulista, por exemplo, existe o programa Acompanhante do Idoso, em que o município reconhece que há idosos que vivem sozinhos. Quando o profissional chega, com uma equipe de saúde, melhora toda a vida dele”, comenta Marília. As ações, segundo ela, dependem de recursos, mas é preciso vontade política para buscá-los.

Para piorar o quadro, a cobrança da sociedade para a garantia desses direitos ainda é incipiente, quando deveria ser formalizada pelos conselhos de idosos e de saúde em todas as esferas de poder.

redebrasilatual

Faltam remédios e insumos em 75% dos hospitais particulares do País, aponta associação

A greve da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e de outras instituições do Governo Federal já afeta o abastecimento de remédios pelo País. Em levantamento da ANPH (Associação Nacional de Hospitais Privados), já faltam remédios essenciais para tratamento médico em diversas regiões do País, em sua maioria insumos hospitalares importados, como reagentes, materiais descartáveis e produtos farmacêuticos. O último levantamento divulgado pela associação aponta que 75% dos hospitais já enfrentam problemas de abastecimento agora ou para as próximas semanas.

Os estoques também variam entre as unidades. Sobre a falta de quimioterápicos, fios cirúrgicos, equipamentos de soro, entre outros, a associação relatou apoio da Anvisa para a solução do problema.

Durante entrevista na última quinta-feira (23/08), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a paralisação dos funcionários da agência não tinha ligação com o desabastecimento de insumos e medicamentos registrados em algumas unidades de saúde do País. O ministro ainda afirmou que o ritmo de liberação das cargas nos portos tem se mantido o mesmo de antes da greve.

O dr. Anderson Silvestrini, presidente da Sboc (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica), relata que nenhum dos associados da instituição fez queixa por falta de medicamentos, mas que há falta ocasional de insumos. Os medicamentos experimentais que precisam passar por quarentena em portos podem ter atraso na liberação, mas são casos específicos, aponta Silvestrini. Sobre a possibilidade de desabastecimento com a prolongação da greve, o doutor é pontual.

— Isto é sempre uma preocupação, ainda mais em uma doença como o câncer. Sabemos que o tempo conta muito, e não podemos atrasar um tratamento por falta de medicamentos. Isto é uma angústia grande. Esperamos que as questões das greves sejam resolvidas o mais rápido possível para que não prejudique ainda mais os pacientes.

De acordo com os Cadernos de Atenção Básica da saúde, a falta de medicamentos para diabetes e pressão arterial podem gerar complicações para os pacientes, em particular, aqueles que fazem o tratamento diariamente.

[B]Medicamentos em falta[/B]

A Anvisa enviou uma nota à nossa reportagem onde aponta um grupo de medicamentos que estão em falta e os motivos para isso. Em nenhum dos casos a greve de funcionários da agência foi relacionada ao desabastecimento.

No Distrito Federal, a greve está atrasando a liberação de medicamentos. Há aproximadamente 30 dias todos os produtos estão parados. O procedimento normal entre a chegada, fiscalização e liberação da mercadoria, não deveria passar de 48h.

A paralisação, que teve início em 16 de julho, conta com um plano de contingência do Ministério da Saúde para evitar maiores problemas. A agência também disponibiliza o telefone de sua ouvidoria, pelo 0800-6429782, para que sejam feitas denúncias concretas de desabastecimento por problemas na liberação dos medicamentos.

R7