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Criminosos enviam boletos falsos por mensagem. Saiba como se proteger das fraudes

Vítimas relatam que as cobranças fakes mais comuns são de serviços de telefonia e tevê a cabo. Verificar o remetente e não clicar em links suspeitos estão entre as orientações de especialista em tecnologia mobile, Bruno Ducatti

Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que cerca de 3,7 bilhões de boletos bancários de venda de produtos ou serviços são pagos anualmente. A facilidade de pagar contas por meio de aplicativos no celular conquistou brasileiros há poucos anos. Há quem não mais compareça fisicamente ao banco, já que pode realizar quase todos os serviços bancários em um toque, com o aparelho celular na palma da mão. Acontece que, com um novo golpe, cibercriminososaproveitam o cenário para aplicar fraudes.

Na internet, por meio de um site de reclamações, centenas de vítimas relatam o recebimento de boletos falsos por sms. Os títulos de pagamento costumam vir em nome de empresas prestadoras de serviço, principalmente do segmento de telefonia e tevê a cabo.

Foi o que aconteceu com Renato Torres, estudante de direito. Ele recebeu uma cobrança exorbitante com um código de barras digitado, via sms. “Chamou a atenção o valor elevado. Eu já fui cliente NET e teria que ter aos menos uns 7 contratos para pagar tanto assim em uma mensalidade. Sem contar que a mensagem está muito mal escrita”, contou Renato, que mora em Recife.

O especialista em tecnologia e segurança mobile, Bruno Ducatti, explica que, para não cair em golpes, as potenciais vítimas devem se ater aos detalhes. “Muitas vezes a pessoa quem recebe esta cobrança nem chega a ter vínculo contratual com a falsa fonte cobradora. Mas, se por ventura tiver, ela pode observar outros pontos, como: a grafia da mensagem, o número de origem e suspeitar de urls encurtadas, pois elas são um forte indício de golpe”, alerta o especialista.

No caso de Mariana Xavier, jornalista que vive em Brasília, a fatura falsa recebida tinha valor idêntico a “verdadeira” que ela precisava pagar. “Não cai no golpe porque eu uso o aplicativo da empresa, e esse não costuma ser o canal oficial de comunicação. Não sei como eles conseguem saber o valor real da nossa conta, até os centavos. Se a pessoa não for atenta, sem dúvidas, dá para confundir”, relata a consumidora. Ela contou ainda que, em outro episódio, o que entregou a fraude na SMS falsa foi o link para acesso ao boleto.

O especialista alerta que os golpes podem ser mais sérios que parecem e deixar um prejuízo ainda maior. “Algumas destas mensagens vêm com links para que a vítima acesse e consiga visualizar o boleto. Neste momento é aberta uma nova janela, onde o criminoso instala um vírus, capaz de roubar senhas bancárias e de serviços on-line. A partir de então eles podem clonar os cartões e fazer compras pela internet. Por isso nunca abra links não confiáveis”, orienta Ducatti.

 

Bruno Ducatti reside em São Paulo, é empreendedor e desenvolvedor de novos negócios do segmento digital. É graduado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo em publicidade e propaganda. Ducatti possui larga expertise em tecnologia mobile, marketing para dispositivos móveis, marketing digital e publicidade online, além de criação de Modelos de Negócio Digitais.

 

Assessoria de impreensa

 

 

Detran alerta sobre falsos e-mails cobrando multas

detran-pbO Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) informa que, em hipótese alguma, envia e-mails para os usuários. A informação foi divulgada pela direção do órgão, em razão de alguns condutores estranharem o recebimento de correspondência eletrônica informando sobre multas e a consequente suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), por pontuação excessiva.

Assim, a autarquia alerta a população a não abrir os links dos e-mails e nem fornecer qualquer tipo de informação ao remetente. A direção aproveita para esclarecer que os boletos do IPVA e do licenciamento de veículos também não são enviados para o endereço eletrônico do usuário. Eles chegam pelos Correios ou são retirados via online pelo site www.detran.pb.gov.br .

Segundo a direção do Detran, caso o usuário tenha qualquer dúvida a respeito dos boletos recebidos via Correios, pode consultar a situação de seu veículo e da sua CNH no site do órgão.

MaisPB

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Empresas estariam oferecendo benefícios do DPVAT por meio de laudos falsos na Paraíba

Portal Correio
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Duas empresas estariam oferecendo os benefícios do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) para pessoas acidentadas que não apresentam lesões graves. O esquema seria realizado mediante laudos fraudados na cidade de de Sousa, a 438 km de João Pessoa. As informações foram confirmadas nesta sexta-feira (16) pelo delegado Francisco Abrantes.

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A investigação vem ocorrendo desde outubro de 2014, quando a direção do Hospital Regional de Sousa, no Sertão do estado, denunciou o caso. De acordo com o delegado, agenciadores de duas seguradoras estariam recrutando vítimas dentro do hospital. Funcionários da unidade têm participado do crime. Várias denúncias estão sendo investigadas.

“As vítimas de acidentes dão entrada no hospital e alguns funcionários pegavam os prontuários dos pacientes, informavam-nos sobre o beneficio e repassavam as informações para as seguradoras indicadas. Um médico de Fortaleza vinha até Sousa, atendia dezenas de pessoas, emitia laudos – e alguns casos – falsos, e as seguradoras davam entrada no seguro”, disse o delegado.

A Polícia Civil investiga também a participação de funcionários do hospital. “Servidores participavam do esquema repassando informações para os agenciadores do seguro. Todos já foram identificados. Eles recebiam um determinado valor pelas indicações. Estamos fazendo o cruzamento dos dados para responsabilizar os envolvidos no esquema criminoso”, avisou Francisco Abrantes.

Segundo o delegado, o inquérito policial investiga fraudes de laudos médicos, falsificação de receituário e a coaptação de servidores públicos.

 

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Preso casal português que estaria vendendo produtos falsos a advogados na PB

algemasUm casal de portugueses foi preso na tarde desta sexta-feira (5), em Santa Rita, na Grande João Pessoa, suspeito de fraude no comércio, após denúncias de que estaria vendendo produtos falsificados na Paraíba.

De acordo com a delegada Mari Soledade, três advogados registraram denúncia de que teriam sido enganados após comprar produtos falsos, provenientes de negócios com os portugueses.

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A polícia iniciou as investigações e prendeu o casal no momento em que eles trocavam um cheque, em uma agência bancária do Centro de Santa Rita.

Segundo a delegada, os dois estavam hospedados em Recife (PB), mas estariam fazendo os negócios fraudulentos na Paraíba.

Eles foram levados para a 6ª Delegacia Distrital, mas devem responder em liberdade e se condenados, podem ficar de seis a dois anos presos, conforme o artigo 175 do Código Penal, que trata da fraude em comércio.

A delegada Mari Soledade informou ainda que as investigações continuam para saber se há mais pessoas envolvidas no crime identificado por meio da prática dos portugueses, bem como se outras vítimas teriam sido alvo da dupla.

 

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Bandidos fotografam placas de veículos na Paraíba e emitem falsos boletos com multas

Mensagens trocadas por detento, segundo Seap
Mensagens trocadas por detento, segundo Seap

Um apenado do PB1, em João Pessoa, teria sido identificado portando um aparelho celular com registros de um novo golpe aplicado na Paraíba, por meio de fotografias de placas de automóveis em lombadas eletrônicas. O caso foi divulgado nesta terça-feira (2), pela Gerência de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

O crime consiste em um dos integrantes da quadrilha ficar responsável por tirar a foto das fotos de veículos próximos às lombadas eletrônicas ou semáforos que contenham os famosos “pardais”. De posse destas placas, os golpistas obtêm dados a respeitos dos proprietários dos automóveis através de informações públicas, a exemplo da internet. Em seguida, diante dos dados coletados, são confeccionados falsos boletos bancários semelhantes aos emitidos pelo Departamento de Trânsito e, posteriormente, enviados para os endereços dos proprietários.

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Neste falso boleto, há os dados de um beneficiário bancário identificado popularmente como “laranja” e os golpes são concluídos quando estes donos, sem verificar realmente a veracidade do documento, simplesmente fazem o pagamento, julgando estar quitando uma multa de trânsito, quando na verdade estão sendo lesados e, consequentemente, beneficiando um esquema criminoso.

Na  mensagem encontrada no telefone do apenado, ele escreve: “Tem uma na rua que o cara ‘enrrica’. Só com multas de trânsito. Tira a foto da lombada, imprime e manda. Tu vai ver”. Na outra, ele completa: “‘Nois’ dois vamos ‘inrricar'”, mencionando com grafia incorreta que ele e o outro envolvido poderiam ficar ricos com a ação.

A Gerência de Inteligência também realizou um levantamento e identificou que este tipo de delito já foi praticado há tempos atrás em alguns estados da federação, conforme alerta do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

De acordo com o secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, Wallber Virgolino, ainda não há números de vítimas no estado contabilizados pela polícia, mas ele faz o alerta para que as pessoas tenham mais atenção na hora de fazer pagamentos de boletos de trânsito e denunciem qualquer situação suspeita..

Ele disse que apenas um detento foi identificado trocando mensagens sobre o assunto com outra pessoa, fora do PB1. Conforme Virgolino, esse segundo envolvido já foi identificado e pode ser preso a qualquer momento.

 

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Boatos espalham falsos tumultos e arrastões em JP; confusão em shopping foi contornada

Polícia Militar
Polícia Militar

O nervosismo da Seleção Brasileira acabou refletindo em informações desconexas nas redes sociais no período pós-jogo. Depois que a derrota do Brasil foi sacramentada, boatos de que estaria havendo tumultos, arrastões, protestos e tiroteios em várias áreas de João Pessoa fizeram com que a população ficasse apreensiva, o que atrapalhou o trabalho da polícia, que foi acionada para ocorrências falsas na noite desta terça-feira (8).

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No entanto, apenas um fato foi confirmado. No intervalo do jogo, uma discussão entre torcedores na praça de alimentação de um shopping da Capital foi o suficiente para inundar de vídeos e fotos os smartphones dos pessoenses. Houve uma briga e uma pessoa ficou desmaiada após sofrer um soco. A segurança do estabelecimento foi acionada para contornar a situação e permitiu a entrada da Polícia Militar no local. A PM deteve os envolvidos na baderna e apaziguou o caso. Não houve uso de armas, como suspeitado anteriormente.

O ferido foi socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, mas o estado de saúde não foi divulgado.

De acordo com informações do Distrito Integrado de Segurança Pública em João Pessoa, este foi o único caso confirmado na Zona Leste. Segundo os policiais da unidade, não houve perseguição nem tiroteios.

O 5º Batalhão da Polícia Militar afirmou que tudo permaneceu tranquilo na Zona Sul da Capital. Os policiais negaram qualquer ocorrência criminosa na Praça da Paz ou na avenida Sérgio Guerra, ambos no bairro dos Bancários.

O 1º BPM também foi questionado e negou ocorrências nos bairros da região central da cidade, como em Tambiá.

Em Campina Grande, o tenente coronel Lívio Delgado, comandante do 2º BPM, informou que não houve tumultos nem problemas maiores na cidade. Apenas uma confusão em um shopping que, segundo ele, foi rapidamente contornada. “Devido ao fracasso da Seleção na Copa, muitas pessoas tentaram promover tumultos, mas não houve nada grave na região de Campina Grande”, confirmou a autoridade policial.

Ocorrências durante transmissão do jogo, segundo a assessoria da PM:

A Polícia Militar divulgou que oito pessoas foram presas e duas armas apreendidas. Em Campina Grande foi detido um dos acusados de latrocínio ocorrido no mês de maio, no centro da cidade.

Em Assunção, três foram presos, sendo um com arma e dois acusados de participar de um esquema de roubos de motos. Presos também dois homens suspeitos por roubo de veículo na frente de um shopping da Capital.

131 solicitações foram atendidas das 16h às 20h, 60% delas provocadas por ligações de pessoas que se basearam em boatos das redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas.

 

portalcorreio

Hackers usam cartões falsos e levam US$ 40 milhões em caixas eletrônicos

caixa_eletronicoOs caixas eletrônicos dos Estados Unidos estão sofrendo mais uma onda de invasões hackers, mas dessa vez a ameaça é mais grave do que um simples caso de ataque por SMS. Os ladrões estão invadindo os dados dos bancos e removendo as restrições de saques dos clientes, permitindo que, por meio de cartões falsos, eles consigam roubar grandes quantias de dinheiro – chegando a totalizar US$ 40 milhões neste esquema.

Os roubos, que tem três fases separadas, iniciam com uma invasão às redes dos bancos por meio de malwares instalados nos computadores, muitas vezes instalados por funcionários descuidados que clicam em emails infectados. Com isso, os hackers conseguem acesso remoto aos dados dos clientes e alteram o limite diário de saques.

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Em seguida, os ladrões utilizam cartões falsificados para ir aos caixas eletrônicos e retirar o dinheiro, conseguindo sacar valores até maiores que os disponíveis na conta da vítima. Para garantir que o ataque traga boas somas, os hackers ainda agendam eles para os fins de semana e feriados, quando há menos movimento e mais dinheiro nas máquinas automáticas.

O governo dos Estados Unidos está cobrindo as perdas das vítimas, tornando uma situação extremamente incômoda para os cofres públicos do país. Enquanto isso, não há nenhum registro de ação semelhante no Brasil – embora seja sempre seguro dar uma olhada na conta bancária para garantir que ela não está sendo alvo de nenhum acesso ilegal.

Tec Mundo

 

Pizzolato vai responder por uso de documentos falsos, diz polícia da Itália

Pizzolato em foto feita pela polícia italiana após sua prisão (Foto: Divulgação/Polícia de Modena)
Pizzolato em foto feita pela polícia italiana após sua
prisão (Foto: Divulgação/Polícia de Modena)

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato, preso na quarta-feira (5), na Itália, vai responder no país pelo uso de documentos falsos, informou a polícia italiana nesta quinta-feira (6). Diversos documentos falsificados, além do passaporte, foram encontrados com Pizzolato no momento da prisão, segundo a polícia.

O código penal italiano prevê uma pena de até três anos para o crime.

Pizzolato era o único foragido dos 25 condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão. Ele foi preso na manhã de quarta-feira em Maranello, na província de Modena, norte da Itália, após a expedição de um mandado de prisão internacional.

Segundo Stefano Savo, comandante provincial da polícia de Modena, Pizzolato foi preso em uma vila de casas em Pozza, bairro de Maranello, comuna a 320 km de Roma, conhecida por abrigar a fábrica de carros esportivos da Ferrari.

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De acordo Savo, o ex-diretor do Banco do Brasil ficava sempre dentro de casa, com o imóvel – que aparentava estar vazio – sempre fechado. Apesar disso, os relógios de energia e de água continuavam funcionando – o que poderia indicar que havia pessoas dentro.

Pizzolato tinha a companhia da mulher. Segundo o comandante da polícia, a decisão de se esconder no local foi bem planejada: o ex-diretor e a mulher tinham consigo 14 mil euros (R$ 45,4 mil) – inicialmente, a polícia havia informado que a quantia era de 15 mil euros –, uma grande quantidade de comida e vários documentos emitidos por diferentes Estados e entidades internacionais.

Segundo informou a polícia nesta quinta-feira, foram encontrados com Pizzolato diversos documentos de identidade (RG) emitidos em diferentes regiões da Itália. Ele usava um sobrenome similar ao original. Também foram achados documentos de identidade brasileiros e italianos já vencidos e um documento falsificado espanhol, feito antes de sua condenação no processo do mensalão.

Segundo a polícia local, que já monitorava Pizzolato, inicialmente ele negou ser quem era, mas depois confirmou a identidade ao perceber que havia sido reconhecido. O ex-diretor do BB foi levado para a prisão de Sant’Anna de Modena. A polícia afirma que ele está em uma cela com outros detentos e apresenta bom estado de saúde.

De acordo com Savo, Pizzolato já tem um advogado que o representa em Modena.

A polícia italiana falou sobre a prisão de Pizzolato nesta quinta-feira (6) em Modena (Foto: Paolo Tomassone/Especial para o G1)A polícia italiana falou sobre a prisão de Pizzolato nesta quinta-feira (6) em Modena (Foto: Paolo Tomassone/Especial para o G1)

Prisão
Os “carabinieri” (polícia italiana) seguiram a pista da localização de Pizzolato durante dois dias. Segundo as investigações, ele não trabalhava nem saía de casa.

Por volta das 11h (8h no horário de Brasília) de quarta-feira, um grupo formado por 10 policiais entrou no apartamento do ex-diretor, situado no andar térreo de um prédio no centro de Maranello.

Mapa fuga Pizzolato (Foto: Arte/G1)

Os policiais encontraram 14 mil euros – em notas de euros e dólares e um passaporte falso, em nome de Celso Pizzolato, irmão mais velho de Henrique e que morreu em um acidente de carro em 1978.

Com 570 pessoas, atualmente a prisão de Sant’Anna de Modena enfrenta superlotação. Sua capacidade total é de 450 pessoas.

Considerado culpado pelos crimes de formação de quadrilha, peculato (crime cometido por um funcionário público ao se apropriar de dinheiro, valor ou outro bem que possui em função do cargo, ou ao desviá-lo em proveito próprio ou alheio) e lavagem de dinheiro, o antigo dirigente do Banco do Brasil foi condenado pelos ministros do STF a 12 anos e 7 meses de prisão.

Fuga pela Argentina
A Polícia Federal (PF) afirmou na quarta-feira que Pizzolato fugiu do Brasil pela fronteira com a Argentina, dois meses antes de ser decretada sua prisão, em 15 de novembro de 2013.

Ele saiu de carro da cidade de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, e ingressou no território argentino provavelmente no dia 12 de setembro. Depois, percorreu 1,3 mil quilômetros até a capital argentina, Buenos Aires.

As investigações da PF demonstraram que o ex-diretor de marketing do BB embarcou para Barcelona, na Espanha, em um voo da Aerolíneas Argentinas. Da cidade espanhola, segundo os policiais federais, ele seguiu em direção à Itália. A PF não sabe de que forma Pizzolato chegou ao território italiano.

 

G1

Os falsos paladinos da liberdade de expressão

Chegou ao conhecimento público, no último mês de fevereiro, que o jornalista Celso de Castro Barbosa fora demitido pelo editor da Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN) após divergências relacionadas à publicação, no site da revista, de uma resenha sua sobre o livro A Privataria Tucana. Pouco tempo depois, o próprio editor da RHBN, historiador Luciano Figueiredo, foi demitido. Em junho, o Conselho Editorial daRHBN, formado por conceituados intelectuais, anunciou sua renúncia coletiva.

Todo o episódio permanece nebuloso.

Logo após sua demissão, o jornalista Celso de Castro Barbosa disse à CartaCapital: “Fui censurado e injuriado”. A matéria, sob o título “Resenha de ‘A privataria tucana’ causa demissão de jornalista na revista da Biblioteca Nacional”, comenta:

Barbosa destaca que a remoção do texto ocorreu apenas “após o chilique do PSDB” em 1º de fevereiro, nove dias depois da publicação em destaque na primeira página do site da revista. O motivo seria uma nota divulgada em um jornal carioca, segundo a qual a cúpula do partido estava “possessa” com a revista, tida pela legenda como do governo. A evidente pressão externa fez com que o jornalista recebesse um chamado do editor-chefe da publicação, Luciano Figueiredo, naquele mesmo dia. “Ele [Figueiredo] disse concordar com quase tudo que havia escrito, mas o Gustavo Franco [ex-presidente do Banco Central no governo FHC] leu, não gostou e resolveu mobilizar a cúpula tucana”. Para conter o movimento, relata, o editor-chefe se comprometeu a escrever uma nota assumindo a culpa pela publicação do texto. “Eu disse: ‘Culpa de que? Ninguém tem culpa de nada. É uma resenha de um livro.” (…) Inconformado com a resenha, [o presidente do PSDB, Sérgio] Guerra chegou a enviar cartas de protesto à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e a Figueiredo. Outros tucanos alegaram que a publicação era pública, trazia os nomes da presidenta Dilma Rousseff e de Hollanda no expediente e recebia verba da Petrobras. Logo, deveria se manter isentada de questões políticas. (…) [ver aqui a íntegra da matéria].

A representação na PGE

Relembro este episódio motivado pela representação que o PSDB protocolou no último dia 23 de julho na Procuradoria Geral Eleitoral com o objetivo de “denunciar a utilização de organizações, blogs e sites financiados com dinheiro público, oriundo de órgãos da administração direta e de estatais, como verdadeiras centrais de coação e difamação de instituições democráticas. Da mesma forma, pretende-se denunciar a utilização de tais blogs e sites como instrumento ilegal de propaganda eleitoral”.

Baseada em matérias jornalísticas publicadas na revista Veja, e nos jornais O Globo e na Folha de S.Paulo, a representação denuncia (1) a utilização de blogs e sites “para desmoralizar o Supremo Tribunal Federal por ocasião do julgamento do ‘mensalão’”; (2) a conclamação de organizações para defender réus da Ação Penal 470; e (3) a utilização de blogs para “fazer propaganda eleitoral para candidatos apoiados pelo Partido dos Trabalhadores”.

Conclui a representação que “as notícias (…) transcritas revelam claramente a prática de atos ímprobos e de ilícito eleitoral consubstanciados, não só em atentado aos princípios da administração pública, mas principalmente no recebimento indireto de doação por meio de apoio e publicidade custeada com o desvio de recursos públicos, sendo necessária a apuração dos fatos e a punição dos responsáveis na forma da lei” – e requer, especificamente:

a) apurar as fontes públicas de financiamento/receita das empresas e pessoas físicas (…) em especial da empresa PHA Comunicação e Serviços S/C Ltda., inscrita no CNPJ sob o nº 01.681.373/0001-38 e da empresa Dinheiro Vivo Agência de Informações S/A, inscrita no CNPJ sob o nº 58.732.710/0001-96;

b) apurar o desvio, ainda que indireto, de recursos públicos para a propaganda eleitoral de candidatos apoiados pelo Partido dos Trabalhadores – PT;

c) instaurar investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade [ver íntegra aqui].

Alguma novidade?

O comportamento antidemocrático de certos setores que se apresentam publicamente como defensores da democracia não constitui exatamente uma surpresa para quem acompanha a vida política do nosso país. Historicamente, o “liberalismo” brasileiro tem convivido, sem qualquer constrangimento, com posições não democráticas.

Não surpreende, portanto, que a defesa da liberdade de expressão – indevidamente associada à liberdade da imprensa – se caracterize por ser marcadamente seletiva. Quando se trata de opiniões divergentes, a resenha deve ser retirada do site (como aconteceu na RHBN) e/ou elas passam a ser consideradas como “coação e difamação de instituições democráticas”.

Tampouco surpreende que exista um posicionamento seletivo em relação ao financiamento público de veículos de comunicação. Como se sabe, entre nós o grande financiador da mídia tem sido o Estado, diretamente através da publicidade e/ou indiretamente através de financiamentos, empréstimos, subsídios, isenções fiscais etc., etc. [ver, neste Observatório, “Quem financia a mídia pública?” e “Quem financia a mídia privada?”]

Não consta que tenha incomodado a esses setores – que agora protocolam representação junto à Procuradoria Geral Eleitoral – o apoio editorial e “jornalístico” explícito a candidatos de oposição que tem caracterizado o comportamento de boa parte da grande mídia em períodos eleitorais recentes [cf., por exemplo, Venício A. de Lima, A Mídia nas Eleições de 2006; Editora Perseu Abramo, 2007]

O contraponto dos “blogs sujos”

O professor Bernardo Kucinski argumenta que o surgimento da Última Hora, no segundo governo Vargas (1951-1954), “constitui o único momento na história da imprensa brasileira em que tanto a burguesia como o campo popular constituem um espaço público por intermédio de grandes veículos de comunicação e debatem nesse espaço com armas equivalentes”.

E continua:

“(…) em todos os outros momentos da vida brasileira o que temos é um espaço público uniclassista, elitista e estreito, a ponto de se desenvolver um espaço público alternativo, menor, contra-hegemônico, constituído por pasquins, no século passado [19], pelos jornais anarquistas, no começo deste século [20] ou pela imprensa alternativa, nos anos 70, quando então o espaço público alternativo torna-se o único espaço público, tal era a identidade e coincidência de interesses entre o estado e a burguesia” [cf. A Síndrome da Antena Parabólica, Editora Perseu Abramo, 1998].

Os “blogs sujos” estão de facto se transformando em importante contraponto ao discurso homogêneo da grande mídia dominante.

Essa talvez seja a grande novidade.

E isso, sim, parece ser intolerável para alguns setores – falsos paladinos – que ostentam publicamente a bandeira da liberdade de expressão e da democracia entre nós.

Revista Fórum