Arquivo da tag: fake news

Fake News: É falsa notícia de que Solânea teria 28 casos confirmados de Covid-19

Como se não bastasse ter que lutar contra a pandemia da Covid-19, prefeitos também estão tendo que agir contra a disseminação de notícias falsas. Nesta quarta-feira (20), por exemplo, a prefeitura de Solânea precisou divulgar uma nota desmentindo a informação de que a cidade já teria 28 casos confirmados de Coronavírus.

O responsável, ou responsáveis, por espalhar a fake News copiou a arte do boletim epidemiológico divulgado diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde e alterou os dados aumentando o número de casos falsamente, provocando pânico entre os moradores da cidade.

No dia 26 de março o governador João Azevêdo sancionou a lei de autoria do deputado Wilson Filho que diz que quem divulgar notícias falsas sobre epidemias, endemias e pandemias na Paraíba será multado.

Segundo a lei, a multa estabelecida é de 20 a 200 Unidades Fiscais de Referência (UFR), e todo o valor será revertido para o apoio do tratamento de epidemias no estado.

Redação FN

 

 

Fake News: venda de bebida alcoólica não foi proibida por João Azevêdo, esclarece Governo

O Governo do Estado denunciou, nesta quarta-feira (13), mais fake news propagadas por grupos nas redes sociais. Em uma delas, uma publicação falsa no twitter aponta para uma suposta proibição na venda de bebidas alcoólicas na Paraíba.

Em outro post, da página ‘Direita SEM MEDO’, é apontado um suposto decreto que proíbe o consumo e comercialização de bebidas no Estado.

Através das redes sociais, o Governo esclareceu que não está em vigor ou sendo estudada qualquer proibição no consumo ou venda de bebidas alcoólicas na Paraíba.

Fake news

Divulgar fake news para criar alarme é crime, de acordo com o Artigo 41 da Lei de Contravenções Penais, que prevê prisão de 15 dias a seis meses.

A pessoa que comete este tipo de crime ainda poderá ser incluída na Lei Nº 11.659, que estabelece multa para quem divulgar por meio eletrônico notícias falsas sobre epidemias, endemias e pandemias no Estado da Paraíba.

Portal WSCOM

 

 

WhatsApp é principal rede de disseminação de fake news sobre covid-19

Pesquisa desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que 73,7% das informações e notícias falsas sobre o novo coronavírus circularam pelo aplicativo de troca de mensagens WhatsApp. Outros 10,5% foram publicadas no Instagram e 15,8% no Facebook.

Os dados fazem parte de trabalho das pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) Claudia Galhardi e Maria Cecília de Souza Minayo, com base nas notificações recebidas entre os dias 17 de março e 10 de abril pelo aplicativo Eu Fiscalizo.

Segundo Claudia Galhardi, a partir de 17 de março o aplicativo registrou aumento significativo de denúncias de fake news relacionadas à área de saúde. “Recebemos denúncias de diversas fake news circuladas no WhatsApp, principalmente, mas também no Facebook e no Instagram. São publicações  pessoais, como “não acredite no coronavírus”, coisas assim.”

A pesquisadora disse que contabilizou cerca de 30 notificações relacionadas à covid-19. “As mídias digitais têm sido muito utilizadas. Circulam muitas notícias falsas sobre receitas caseiras, álcool produzido em casa, inclusive usando o nome da Fiocruz como fonte da informação, como se a orientação fosse da fundação ou de outras instituições”, afirmou.

Do total de notícias falsas sobre o coronavírus que circularam pelo WhatsApp, 71,4% citam a Fiocruz como fonte. No Facebook, as atribuições à instituição de pesquisa caem para 26,6%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) somam 2% das instituições citadas como fonte das informações falsas.

Os dados obtidos até o momento estão sendo organizados e, até o início de maio será lançado um relatório detalhando os tipos de fake news, se são mentiras inventadas ou informações distorcidas, informou a pesquisadora da Fiocruz.

Aplicativo

O aplicativo Eu Fiscalizo é um meio pelo qual os usuários podem notificar conteúdos impróprios em veículos de comunicação, mídias e redes sociais. A ferramenta foi lançada no dia 10 de fevereiro como projeto de pós-doutorado de Claudia Galhardi, com a supervisão da pesquisadora Cecília Minayo.

Por meio da ferramenta, o usuário pode notificar conteúdos que violem os direitos das crianças e adolescentes ou que propaguem fake news. São aceitas denúncias de peças veiculadas por TV aberta ou por assinatura, serviço de streaming, jogos eletrônicos, cinema, espetáculos, publicidade e mídias sociais.

“O aplicativo recebe notificações, mensagens, sugestões, elogios e denúncias de conteúdos nocivos nos meios de comunicação, entretenimento e mídias sociais. Podem denunciar conteúdos com relação a cenas de sexo, de violência. Incluímos publicidade, com a preocupação com o público infantil, a proteção em relação a publicidades enganosas e persuasivas.”

O aplicativo permite o envio de foto, vídeos e mensagens de texto e está disponível na Playstore e Apple Store.

Agência Brasil

 

 

Fake news: como não repassar informações erradas durante pandemia do novo coronavírus

A pandemia do coronavírus tem tomado os noticiários nacionais e internacionais. Mas na ânsia de se informar e sair na frente, muitas vezes recebemos e passamos notícias falsas, sem saber de onde elas vieram.

Para saber diferenciar as chamadas fake news das informações relevantes e verdadeiras, a especialista em Comunicação do UNICEF para a Amazônia Legal, Ida Oliveira, dá algumas dicas.

“Uma forma de se proteger de notícias falsas nesse momento é se perguntando sempre quem te mandou primeiro: a fonte é confiável? A segunda é se você precisa de fato repassar [a notícia]. Ela vai contribuir, ajudar as pessoas que estão na sua rede de amigos e de pessoas que você conhece? Uma vez que você ache que aquela informação é relevante, a outra pergunta é: ela é verdadeira? Procure saber, existem vários lugares para você obter informações. Tem a página do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. Tem ainda a página do UNICEF e dos governos estaduais. Praticamente todos já têm informações claras sobre medidas, cuidados, locais onde procurar [informações].”

Ida reforça, mais uma vez, o pedido: antes de compartilhar qualquer informação, tenha certeza de que ela é verdadeira. Ficou na dúvida? Então é melhor não mandar para os contatos, já que notícias falsas podem colocar as pessoas em risco. O mais seguro é sempre procurar as informações em sites confiáveis. Para saber como se proteger do coronavírus, procure sempre as fontes oficiais, como o site da prefeitura da sua cidade ou do governo do estado, do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde e do UNICEF.

Estar bem informado é essencial para proteger você e todos à sua volta. Compartilhe informações seguras com sua família, amigos e colegas. Saiba mais sobre as ações do UNICEF contra o coronavírus no site unicef.org.br.

 

agenciadoradio

 

 

Carlos Bolsonaro reproduz nas redes sociais fake news sobre a Paraíba

Em meio ao combate ao coronavírus, outra luta diária também vem sendo travada para enfrentar as fake news que prejudicam as ações dos órgãos e gestores que estão na linha de frente deste combate.

Por mais que as maneiras de se confirmar se uma notícia é verdade ou não, sejam acessíveis à todos, é muito comum que alguns cidadãos ainda insistam em disseminar inverdades principalmente pelas redes sociais.

E isso não é uma característica apenas do ‘povo’. Tanto é que o filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, repercutiu em seu instagram uma informação inverídica de que o governador da Paraíba, João Azevêdo, teria usado cerca de R$ 11 milhões liberados pelo governo federal para ações contra a Covid-19, para contratar artista e empresas de publicidade.

Na postagem replicada por Carlos ainda há a informação de que o governo paraibano teria priorizado isso, à compra de respiradores para as UTIs.

O fato é que a informação é inverídica e ao que parece, Carlos não teria nem ao menos tentado checar antes de disseminá-la através das redes sociais, trazendo para a Paraíba e para o governo o peso dos dedos em riste dos seus seguidores, prontos para o julgamento.

A verdade

O governo da Paraíba não utilizou verba emergencial para contratar artistas. Em março, o estado recebeu R$ 11.605.736,52 do Ministério da Saúde para ações de enfrentamento à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A Comissão Intergestores Bipartite da Paraíba, órgão que reúne representantes das secretarias estadual e municipais de saúde, destinou R$ 210 mil do montante total à Secretária de Saúde do Estado da Paraíba e distribuiu o restante (R$ 11,4 milhões) aos 223 municípios.

De acordo com a declaração da comissão, a verba deve ser utilizada para “aquisição de insumos a fim de garantir atendimento nas Unidades de Saúde que estão atuando no enfrentamento da pandemia” de Covid-19. A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde informou que os valores já foram repassados às cidades.

Quanto aos editais culturais em aberto, tanto o #CulturaPBnaWeb e o Meu Espaço – Compartilhando Cultura, “não tem qualquer relação com a Secretaria de Estado da Saúde” ou com a verba recebida do governo federal, declarou a secretaria.

Confira a publicação do filho do presidente:

Agora confira a declaração ‘Ad Referendum’ do governo do Estado da Paraíba onde consta detalhes da transferência de recursos para as cidades paraibanas, clicando aqui: Destinação recursos federais Covid-19 PB

PB Agora

 

 

Secretário de Saúde da PB pede cuidados com fake news e faz alerta sobre Covid-19: “Mata jovens também”

O secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, chamou atenção dos paraibanos em relação ao perigo da disseminação de fake news através das redes sociais. Medeiros argumentou que a melhor forma de se informar é através de sites de órgãos oficiais. O secretário, em entrevista à emissora de rádio em João Pessoa, aproveitou para ressaltar que o novo coronavírus não é letal apenas para idosos, como foi propagado.

O secretário de Saúde da Paraíba demonstrou preocupação ao ter que lhe dar com dois tipos de disseminação. A primeira: a do novo coronavírus, por isso, destaca as relevantes medidas de isolamento social. E a segunda: as fake news, que, segundo ele, também precisam ser combatidas por todos. “É um vírus que tem um alto poder de transmissibilidade e não mata só pessoas idosas, mata jovens também. É uma realidade nova que nós estamos observando na Europa, muitos jovens morrendo”, argumentou Medeiros.

Para ter acesso a informações verídicas e de credibilidade, Geraldo Medeiros orienta que a população busque fontes confiáveis e evite espalhar dados falsos, pois as consequências podem ser letais. “Não vejam informações oficiosas e de redes sociais, as chamadas fake news. Existe o site da Secretaria Estadual de Saúde, existe o site do Ministério da Saúde, então, em caso de dúvidas, a população deve se basear nesses sites e não informar errado porque isso pode representar a perda de vidas”, declarou.

 

PB Agora

 

 

Governo sanciona Lei aprovada na ALPB que multa quem divulgar fake news sobre o coronavírus

O governador João Azevêdo sancionou, nesta quinta-feira (26), Lei que estabelece multa para quem divulgar fake news em meios de comunicação sobre o coronavírus e demais epidemias, endemias e pandemias no estado da Paraíba. A Lei, de autoria do deputado Wilson Filho, foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado de hoje e já está em vigor.

A Lei, aprovada na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) na semana passada, prevê multa de 20 a 200 UFR (Unidade Fiscal de Referência) a ser aplicada a todos que, de maneira dolosa, espalhem informações falsas sobre a doença. De acordo com a cotação de março do UFR na Paraíba, o valor da multa fica entre R$ 1 mil a R$ 10 mil, de acordo com a gravidade da ação cometida e o dano gerado.

O dinheiro da multa será revertido para o sistema de saúde. “É preciso estar vigilante e punir as pessoas que dolosamente espalham desinformação, obtendo vantagem financeira ou aumentando o pânico na população, e se utilizando de doenças graves como trampolim”, afirmou.

De acordo com o deputado, a lei foi necessária para preservar a atividade dos veículos de imprensa e os jornalistas.

Lei de Combate à Fake News

O presidente da ALPB, Adriano Galdino, ressalta que na última terça-feira (24) foi comemorado o dia (24 de Março) estadual de Conscientização e Combate às Fake News. De autoria do presidente, a Lei instituiu o dia com a finalidade de estabelecer um marco para abordagem da criação, divulgação e disseminação de notícias falas e conscientização sobre efeitos e consequências jurídicas.

“Muito importante essa discussão sobre a questão da informação. Estamos vivendo em um tempo onde as notícias falsas estão sendo muito divulgadas e essa Lei vem justamente para pontuar a importância de debater, identificar e coibir essas informações mentirosas”, disse o presidente Adriano Galdino.

Adriano Galdino ressaltou, ainda, o potencial lesivo que uma notícia falsa pode causar contra a imagem das pessoas. De acordo com ele, o compartilhamento da fake news é um desserviço público, pois muitos internautas não têm o cuidado de verificar previamente a veracidade das informações recebidas, através das redes sociais.

 

agenciaalpb

 

 

O perigo das Fake News: especialista alerta que é preciso checar bem as informações

Com o avanço da tecnologia, hoje temos todo o tipo de informação na palma da mão. Através de dispositivos móveis e computadores, acessamos notícias, redes sociais, endereços e muito mais, de qualquer lugar. Temos acesso a qualquer informação que desejarmos com apenas alguns cliques. Segundo o We Are Social e o Hootsuite, já existem mais de 4 bilhões de pessoas utilizando a Internet. Parece muito fácil e prático, certo? Mais ou menos. Como tudo que evolui muito rapidamente, a tecnologia ainda não consegue impedir alguns problemas causados por essa disseminação de informações. Um deles é o problema das notícias falsas, mais conhecidas como “fake news”. Em entrevista a imprensa a jornalista Silvana Torquato, explica que muitos dos conteúdos falsos são escritos por robôs.

Quando pensamos em fake news, normalmente relacionamos com algo parecido com boatos ou fofocas. Mas não é bem assim. As fake news são um conteúdo deliberadamente falso, que se passa por uma notícia verdadeira e é distribuído em rede social com o intuito de gerar benefício, seja ele econômico, político ou social para algum grupo – desde pessoas envolvidas em grupos políticos até grupos de cibercriminosos.

Para Silvana Torquato, muitos dos conteúdos falsos são escritos por robôs. “Mais da metade do tráfego da internet, segundo a Universidade de Oxford, é feito por bots, programas que simulam ações humanas repetidas vezes e de maneira padrão. São capazes de fazer um tema se transformar em tendência, atacar uma figura pública, espalhar um boato e, inclusive, ser importante arma política”, disse Silvana ao destacar que muitas das notícias falsas visam atrair a opinião pública sobre um determinado tema.

“As notícias falsas são escritas e publicadas com a intenção de enganar, a fim de obter ganhos financeiros ou político. O conteúdo intencionalmente enganoso e falso emprega manchetes atraentes ou inteiramente fabricadas para aumentar o número de leitores, compartilhamento e taxas de clique na Internet. E é preciso lembrar que a mentira política não é algo novo para a sociedade. A novidade é que essas notícias falsas se espalham em uma proporção bem maior com as redes sociais e aplicativos de mensagem. É preciso se munir de muito conhecimento e plataformas adequadas para identificar as possíveis notícias falsas”, comentou.

 

 

pbagora

 

 

Ex-aliada de Bolsonaro, Joice detalha à CPMI da Fake News como atua ‘gabinete do ódio’

Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Fake News (CPMI da Fake News), a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) detalhou nesta quarta-feira (4) como seria a atuação do grupo que ficou conhecido como “gabinete do ódio”, que funcionaria no Palácio do Planalto.

Segundo ela, uma rede de assessores, comandada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente Jair Bolsonaro, seria encarregada de promover ataques virtuais nas redes sociais contra desafetos da família e adversários do governo.

“Carlos e Eduardo são os cabeças, os mentores”, afirmou a deputada aos integrantes da CPMI.

Questionado nesta quarta sobre a investigação da CPMI, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “inventaram um gabinete do ódio” e que “alguns idiotas acreditaram” na informação.

Ex-líder do governo no Congresso Nacional, Joice passou a ser alvo de ofensas nas redes e foi destituída em outubro, após contrariar o governo. Na ocasião, ela se recusou a apoiar o nome de Eduardo Bolsonaro na disputa pela liderança do PSL na Câmara.

O nome “gabinete do ódio” surgiu em referência aos assessores que ocupam uma sala no terceiro andar do palácio, próximo de onde despacha o presidente Jair Bolsonaro.

Estratégia

Na audiência da CPMI, a deputada afirmou que o grupo atua com uma estratégia bem definida e organizada, que começaria com uma lista de personalidades consideradas “traidoras” e que seriam escolhidas como alvo dos ataques.

“Qualquer pessoa que eventualmente discorde [da família Bolsonaro] entra como inimigo da milícia”, disse.

A publicação dos posts com memes ou ofensas seguiria um calendário estabelecido pelo grupo e uma rede de parlamentares e assessores, além de robôs, seria responsável por compartilhar as mensagens de forma articulada a fim de viralizá-las nas redes o mais rápido possível.

“Escolhe-se um alvo. Combina-se um ataque e há inclusive um calendário de quem ataca e quando. E, quando esse alvo está escolhido, entram as pessoas e os robôs. Por isso que, em questão de minutos, a gente tem uma informação espalhada para o Brasil inteiro”, afirmou Joice.

Apresentação

A deputada fez uma apresentação para mostrar como funcionaria o esquema de distribuição de ataques e notícias falsas. Ela exibiu trechos de conversas no Whatsapp atribuídas ao “gabinete do ódio”, com orientações sobre os procedimentos a serem seguidos. Os diálogos teriam sido repassados por um integrante do grupo.

“Essas informações foram passadas a mim. Por óbvio, vou preservar a fonte. Eu não faço parte desse grupo, demorei para conseguir essas informações, porque é muito sigiloso, mas até algumas pessoas que fazem parte entendem que todos os limites foram estourados”, afirmou.

A parlamentar relatou ainda ter usado um software desenvolvido por uma universidade americana para analisar os perfis no Twitter do presidente Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro. Segundo ela, quase 2 milhões de seguidores dos perfis deles são robôs.

Ainda de acordo com ela, o software identificou 21 perfis do aplicativo Instagram usados pelo grupo que seriam interligados para distribuir o conteúdo de memes e notícias falsas a algumas páginas do Facebook.

“Estou mostrando o modus operandi, estou mostrando pessoas ganhando dinheiro público para atacar pessoas”, disse, em referência aos assessores lotados no Planalto.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) declarou também que os integrantes do gabinete do ódio utilizam dois programas para conversar. Um deles é o Instagram, muito popular no Brasil. O outro se chama Signal e, segundo a parlamentar, nesse aplicativo é possível definir em quanto tempo uma mensagem será apagada após o envio.

“Segundo o grupo integrante do gabinete do ódio, é mais seguro para se conversar”, afirmou Joice.

Sobre ameaças que sofreu, Joice disse ter feito denúncias por escrito na Polícia Legislativa da Câmara, na PF e na Polícia Civil.

“Uma das ameaças veio por WhatsApp – o negócio é tão maluco que a pessoa [que ameaça] nem tenta esconder”, declarou. O deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) solicitou cópias dessas denúncias.

‘Abin paralela’

À CPI, Joice disse ainda que Carlos Bolsonaro , filho do presidente Bolsonaro, queria criar uma “Abin paralela” e que Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL e ex-ministro da Secretaria-Geral, interveio.

Segundo a deputada, o o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, a quem a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é subordinada, teria conhecimento disso. Ainda segundo ela, a indicação do atual diretor-geral da Abin seria de Carlos Bolsonaro.

O deputado Rui Falcão, então, solicitou à CPMI que seja enviado um pedido de informações a Heleno para esclarecer esses pontos.

Bate-boca

Presente à sessão, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) disse que Joice a chamou de de “prostituta, abortista e drogada”. Carla, então, disse que nunca se prostituiu e que não é usuária de drogas. Também disse que não é “abortista” e que Joice Hasselmann mentiu ao afirmar que a ajudou a se eleger.

Em resposta, a ex-líder do governo disse que assistia a um “show de cinismo” e que Carla Zambelli mentiu várias vezes no pronunciamento. Joice Hasselmann se dirigiu, então, ao “povo de São Paulo” e disse que pedia desculpas por ter ajudado a eleger Carla Zambelli.

Nesse momento, a deputada foi interrompida por Carla Zambelli, que disse que Joice não estava falando a verdade. Joice, então, disse que Carla é “burra”. “Você é burra, Carla, desculpa”, afirmou.

G1

 

 

Fake news avançam sobre verbas de publicidade digital

Páginas com conteúdo inautêntico capitalizam em cima de publicidade sem trazer benefícios para marcas. Cliques falsos chegam a 20%.

Enquanto o Congresso Nacional discute a CPI das Fake News com o objetivo de determinar o impacto desse tipo de prática nas eleições de 2018, um dos aspectos que garante o retorno financeiro de quem publica conteúdo inautêntico acaba pouco discutido. Esse esquema aproveita o ecossistema utilizado para a oferta automática de anúncios online e suga o investimento de grandes empresas em páginas com alto tráfego, mas baixa confiabilidade.

Nesse sentido, o mesmo aparato e tecnologias utilizados para influenciar o debate público de forma danosa é usado para lucrar de forma indevida com o dinheiro gasto por pequenas e grandes empresas em anúncios digitais, que remuneram o publisher por clique.

Os cliques são gerados de diversas formas. Há, como exemplos, o uso de fazendas de cliques na Ásia, em que trabalhadores contratados por salários baixíssimos passam dias clicando em anúncios de forma ininterrupta ou tráfego automatizado gerado por bots ou programas de computador.

Como um todo, a indústria de clicks enganosos causou um prejuízo de US$ 35 bilhões em 2018, de acordo com a Juniper Research.

Inteligência artificial contra o mundo fake

“Podemos dizer que isso tipo de prática é uma das formas encontradas para praticar golpes em publicidade digital”, explica Michel Primo, da ClickCease (www.cliquefalso.com.br), martech israelense especializada na identificação e bloqueio automático de fraudes do tipo.

Por meio de inteligência artificial e análise de tráfego, a ClickCease identifica problemas do tipo e bloqueia a origem dos cliques para dificultar ações fraudulentas. É uma maneira das empresas preservarem seu investimento e ajudarem a desestimular a propagação de notícias falsas na internet. Segundo a martech, os cliques falsos correspondem, na média a 20% do total de cliques de uma campanha digital.

A Clickcease atende tanto empresas quanto agências que produzem e intermedeiam campanhas para terceiros. Para demonstrar o quanto esses ads são explorados, há um demo grátis de 14 dias. No Brasil desde meados de 2019, a expectativa da martech é chegar ao fim do ano com mais de mil clientes.
Sobre o Clickcease
Martech israelense de proteção a cliques fraudulentos. A partir de uma solução própria que incorpora machine learning e monitoramento de tráfego, o Clickcease identifica cliques inautênticos em anúncios e bloqueia a origem deles, além de contestar e recuperar o valor gasto junto à plataforma de anúncios de Google e Microsoft. www.cliquefalso.com,br