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Fabuloso x Guerrero: artilheiros são armas contra clássicos ‘zerados’

São Paulo e Corinthians possuem suas apostas para acabar com a sequência de três empates sem gols nos clássicos do Campeonato Paulista e, de quebra, aumentar a motivação para a próxima rodada da Libertadores. Artilheiros de seus clubes em 2013, Luis Fabiano e Paolo Guerrero chegam ao confronto deste domingo, às 16h, no Morumbi, como referências.

Escalados, os artilheiros são esperança de, enfim, um clássico com gols. Dos cinco realizados até agora, apenas dois tiveram bolas nas redes: Santos 3 x 1 São Paulo e Palmeiras 2 x 2 Corinthians. Nos demais, igualdade por 0 a 0.

montagem Luis Fabiano Guerrero  (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)Luis Fabiano e Guerrero: atrações do clássico (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)

 

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O momento do Fabuloso pode não ser dos mais calmos, porém, os números são incontestáveis. Em 15 partidas até agora, o centroavante fez 12 gols. O rendimento recente é ainda melhor. Nos últimos quatro jogos, todos pelo estadual, ele anotou nada menos que cinco. Os dois últimos na vitória por 2 a 0 sobre o Paulista, em Jundiaí.

Mas balançar a rede não é suficiente. Luis Fabiano voltou a se envolver em polêmicas ao ser expulso após o apito final do empate por 1 a 1 diante do Arsenal, no Pacaembu, pela Libertadores. Acabou suspenso por quatro rodadas pela Conmebol por ofender o árbitro Wilmar Roldán e aguarda o julgamento do recurso para saber se vai a campo na quinta, frente ao Strongest, na Bolívia.

Algumas declarações do atacante também serviram para esquentar o clima no Morumbi. O camisa 9 disse que “coisinhas” estavam minando o ambiente do elenco neste período de instabilidade na competição. Por conta disso, vem evitando falar com a imprensa após os jogos.

Tite garante que não pretende tirar proveito do temperamento explosivo de Luis Fabiano no clássico.

– Sobre a real qualidade técnica dele, há preocupação, mas não vamos tirar vantagem de alguma situação. Ele é um grande jogador e nos preocupa por seu futebol. Não é do perfil do Corinthians, do técnico e dos atletas aproveitar qualquer outro fator. Queremos ganhar jogando melhor – afirmou.

Já Guerrero não se acomodou com o posto de herói alvinegro por ter feito os dois gols do Timão no Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão. O centroavante manteve o faro de artilheiro no início de 2013 e, mais uma vez, lidera com folga as estatísticas. Em 14 partidas, fez oito gols.

A concorrência pesada criada no elenco corintiano também não foi problema para o peruano que fez carreira no futebol alemão. Apesar da presença de Alexandre Pato no grupo, o também camisa 9 continuou como referência do setor ofensivo. A prova está nos números. Ele tem nada menos que o dobro dos gols marcados pela estrela contratada ao Milan.

 

 

Globoesporte.com

Fabuloso decide, São Paulo vira sobre o Corinthians e quebra jejum

Artilheiros e decisivos, Emerson e Luis Fabiano são peças-chave de seus times. Ambos voltaram a jogar neste domingo depois de seis partidas fora, por contusão, e mostraram caráter decisivo. Mas no placar de gols, deu Fabuloso. Com dois gols dele contra apenas um do Sheik, o São Paulo quebrou incômodo jejum no Pacaembu, bateu o Corinthians por 2 a 1 e terminou o primeiro turno na quinta posição do Campeonato Brasileiro, com 31 pontos, quatro atrás do Vasco, primeiro time do G-4. O Timão, com 24, está na 12ª posição.

Fabuloso se recuperava de um estiramento na coxa esquerda, sentiu o cansaço em alguns momentos, mas foi perfeito nas duas chances que teve de marcar. Acabou sendo decisivo para acabar com o fantasma da casa corintiana. No Pacaembu, o Tricolor não vencia desde uma goleada por 5 a 1, em 2005. Até então, de lá para cá, seis vitórias consecutivas do Timão no estádio.

Emerson abriu o placar no início do primeiro tempo, mas cansou junto com o time no segundo tempo. Tite tentou uma pressão final, sem efeito. Com duas derrotas nos dois clássicos finais do primeiro turno (3 a 1 para o Santos e 2 a 1 para o São Paulo), a equipe estacionou na tabela. O pensamento está no Mundial de Clubes, claro, mas o torcedor espera uma melhora no segundo turno do Brasileirão.

O Corinthians volta a jogar na próxima quarta-feira, quando enfrenta o Fluminense, às 22h (de Brasília), no Engenhão. Na quinta, o São Paulo recebe o Botafogo, às 21h, no Morumbi.

Blitz alvinegra, empate fabuloso

Esperançoso, o São Paulo tinha seu trio de protagonistas juntos pela primeira vez em 2012: Rogério Ceni, Lucas e Luis Fabiano. E só. O Tricolor, acuado, sofreu com o jogo coletivo, o toque de bola rápido e, principalmente, a enorme pressão do Corinthians, que marcava implacavelmente as saídas de bola. Mérito para o técnico Tite, que incutiu tão bem essa característica nos atacantes corintianos. Desde o primeiro minuto, sufoco para cima de Rafael Toloi e Rhodolfo, além dos improvisados Paulo Miranda, na lateral direita, e Douglas, na esquerda.

Lucas e Ralf, Corinthians x São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Lucas e Ralf disputam bola no meio-campo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Em 15 minutos, o Timão poderia ter construído uma goleada, tamanha a superioridade demonstrada em campo. Um dos principais méritos desse Corinthians versão 2012 é que ele sabe resolver um jogo em poucos toques. Aos cinco, Paulinho avançou a marcação, roubou de Paulo Assunção e deixou Emerson na cara do gol. Decisivo, o Sheik tirou de Rogério Ceni e fez 1 a 0.

Depois do gol, foram mais cinco finalizações perigosas, todas chances reais de gol. Rogério Ceni salvou uma, Douglas tirou outra em cima da linha, e o jogo de um time só se desenhava. O problema é que um clássico como o Majestoso não permite tantos vacilos. Apesar de jogar bem melhor, o Timão não foi feliz nas finalizações, e a vantagem magra deixou o jogo indefinido.

Ney Franco inverteu seus laterais, colocou Douglas na direita, sua posição de origem, e deslocou Paulo Miranda para a esquerda. Aí a marcação encaixou, a pressão diminuiu, e o Tricolor começou a jogar futebol. A primeira metade do jogo serviu de aprendizado, e o São Paulo usou tática semelhante à do rival para buscar o empate. Aos 23, cenário idêntico ao do Timão: roubada de bola, toque para o artilheiro e gol. Lucas puxou o contra-ataque e deixou Luis Fabiano na cara de Cássio: 1 a 1, e oitavo gol do Fabuloso no Brasileirão.

Em minoria no Pacaembu, os cerca de dois mil são-paulinos começaram a se empolgar. Um desavisado comemorou no meio da torcida do Corinthians, nas numeradas, e teve de sair do local em que estava sentado. O time tricolor teve mais chances, com Maicon, que finalizou para fora, e Douglas, que apareceu com liberdade na área após bela jogada de Lucas. O Corinthians continuou no comando da partida, mas num ritmo bem mais lento, talvez guardando gás para o segundo tempo. Bom para o Tricolor, que conseguiu respirar um pouco mais aliviado.

“Bolt” decide mais uma vez

Há seis partidas fora do time, Luis Fabiano apostou em uma estratégia arriscada para tentar furar o bloqueio corintiano. Ele sempre se colocou entre os zagueiros Chicão e Paulo André, buscando uma falha na linha de impedimento para aparecer livre na cara de Cássio. Nas primeiras sete tentativas, a bandeirinha assinalou irregularidsde, parando as jogadas. Mas o Fabuloso continuou se guardando por ali, à procura da brecha.

Do lado corintiano, Tite substituiu Douglas, que jogava gripado, e lançou Martínez no segundo tempo. O argentino caiu pelo lado esquerdo, e Danilo passou para a armação no meio-campo. Com um ritmo diferente, mais cadenciado, o Timão parou de levar perigo a Rogério Ceni. A jogada mais aguda foi com Emerson Sheik, que dividiu com Rafael Toloi dentro da área, levou a pancada, mas o árbitro Wilson Luiz Seneme deixou o jogo seguir.

Luis Fabiano gol São Paulo (Foto: José Patrício / Ag. Estado)Luis Fabiano imita Usain Bolt na comemoração do segundo gol tricolor (Foto: José Patrício / Ag. Estado)

Aquela pressão dos 15 minutos iniciais teve um preço alto para o Corinthians. O time cansou, abriu espaços e passou a errar. Aos 16, na oitava tentativa de deixar Luis Fabiano em impedimento, a zaga falhou, e o centroavante tricolor disparou em velocidade, em posição legal. Como um raio, deu uma meia-lua em Cássio e finalizou para o gol vazio. Com tanta correria, o homenageado não poderia ser outro: Fabuloso imitou o gesto característico do velocista jamaicano Usain Bolt, campeão olímpico nos 100m e 200m rasos.

No mesmo estilo Bolt, Lucas apareceu mais pelo lado direito do ataque, aproveitou o cansaço de Paulo André e fez boas jogadas em cima do rival. A torcida corintiana empurrou, mas o gás acabou cedo demais dentro de campo. Boas jogadas, só pelo alto. Por ironia, foi o baixinho Romarinho quem aproveitou as duas melhores chances por cima, mas parou em Rogério Ceni. Mas a tarde era fabulosa e tricolor: o São Paulo acabou com o jejum do Pacaembu e se aproximou do G-4 do Brasileirão.

Globoesporte.com

Na volta de Ceni, Fabuloso brilha, e São Paulo goleia o Flamengo

Embalado pela volta de Rogério Ceni, que estreou na temporada após se recuperar de lesão no ombro, e com Luis Fabiano inspirado, o São Paulo goleou o Flamengo por 4 a 1 neste domingo, no Morumbi, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em duelo de duas equipes que ainda se arrumam no Campeonato Brasileiro, a maior qualidade técnica dos donos da casa fez a diferença. A torcida tricolor atendeu ao chamado pelo retorno do capitão e compareceu em peso: foram 35.049 pagantes, recorde de público na competição.

A boa vitória leva o São Paulo aos 22 pontos, mais perto no G-4 e viva na disputa por uma vaga na Taça Libertadores do ano que vem. Além do triunfo, a torcida pôde comemorar o retorno tranquilo de Rogério Ceni, que quase não trabalhou. Já Luis Fabiano se reafirmou com os gols e passou Leônidas da Silva na lista de artilheiros da história do clube – 145 a 144. Mas levou um cartão amarelo – ao tirar a camisa na comemoração do primeiro gol – e ainda mostrou algum rancor com parte de uma torcida organizada.

– Eu não tinha de dar satisfação, tenho de fazer meu trabalho com honestidade, respeitando sempre a camisa do São Paulo. A torcida se manifesta muitas vezes em cima da emoção do jogo, mas a grande maioria ainda me apoia e é nisso que eu tenho de acreditar – afirmou o artilheiro tricolor.

O Flamengo, com mais uma atuação abaixo da média, estaciona nos 16 pontos, na segunda partida de Dorival Júnior no cargo. O time está sem vencer há quatro rodadas (dois empates e duas derrotas) e, sobretudo no primeiro tempo, teve muita dificuldade de criar lances. Tanto é que foi para o intervalo da partida sem finalizar a gol.

– Por todos esses jogos sem vencer, estou com bastante vergonha para falar com a torcida. Tenho uma vitória, uma vida dentro do clube, estou com bastante vergonha para justificar o injustificável – afirmou Ibson.

Na próxima rodada, o São Paulo enfrenta o Sport no domingo, às 16h, no Morumbi. Antes, porém, a equipe de Ney Franco estreia na Copa Sul-Americana diante do Bahia, quarta-feira, às 21h50m, em Pituaçu. Já o Flamengo pega o Atlético-MG no próximo sábado, às 18h30m, no Engenhão. Será o reencontro com Ronaldinho Gaúcho.

Luis Fabiano, São Paulo x Flamengo (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)Luis Fabiano comemora seu primeiro gol contra o Flamengo (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)

Ceni comanda, Fabuloso comemora… e leva cartão

A quase duas horas do início do jogo, a presença de Rogério Ceni já ecoava no sistema de som do Morumbi: a banda australiana AC/DC, que só tem suas músicas executadas no estádio quando o goleiro está em campo. Quando o ídolo subiu para o gramado, então, parecia título. Por mais de um minuto, Rogério teve seu nome gritado seguidamente, e ele retribuiu com acenos e um gol de falta no aquecimento. A torcida ficou animada com a presença do ídolo, esperando por uma grande exibição. Esse clima contagiou os jogadores em campo.

Na equipe rubro-negra, por outro lado, apatia. Dorival Júnior escalou Camacho e pediu aproximação constante com Vagner Love, algo que não ocorreu. Apagado, Ibson contribuiu muito pouco e não fez a ligação entre meio e ataque. Apenas Léo Moura, pela direita, tentou algo diferente, mas teve de recuar quando Cortez percebeu a avenida às costas do ala flamenguista.

No ataque, outro que retornava ao São Paulo queria jogo, enfiava-se no meio de Welinton e González e criava chances. Recuperado de uma lesão na coxa, Luis Fabiano teve duas ótimas chances de abrir o placar, ambas em vacilos de uma zaga que custa a passar confiança. Num escanteio, Welinton olhou de um ângulo privilegiado – do chão, bem à sua frente – a cabeçada firme que Paulo Victor salvou. Depois, Luis Fabiano se antecipou à zaga, finalizou de direita e o goleiro trabalhou bem novamente.

Quando o Flamengo se organizou no miolo da zaga, deu espaço no meio-campo. E Maicon, que ainda não havia aparecido no jogo, aproveitou a brecha para fazer o que mais gosta: chutar de longe. Aos 41 minutos, o meia recebeu de Rodrigo Caio, olhou para o gol, percebeu o posicionamento de Paulo Victor e bateu cruzado, sem tanta força. A marcação não chegou, o goleiro não alcançou, e o São Paulo fez 1 a 0, segundo gol de Maicon no Brasileirão. Lá atrás, Rogério Ceni vibrava como um garoto.

Mesmo com a vantagem, Luis Fabiano insistia em deixar sua marca. Logo ele, que vivia às turras com a torcida nos últimos dias, aproveitou novo escanteio de Jadson e cabeceou aos 46 minutos, em cima de Ibson e Camacho, bem mais baixos do que o centroavante – outro indício da desorganização deste Flamengo. Paulo Victor saiu mal, e o Tricolor fez 2 a 0. Na comemoração, o Fabuloso tirou a camisa, beijou o escudo e… levou cartão amarelo. E ainda se igualou a Leônidas da Silva como o sétimo maior artilheiro da história do clube: 144 gols.

Vagner love, são paulo e flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Bem marcado, Vagner love pouco fez na partida (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

Tricolor goleia. No Fla, desolação

Dorival queimou suas três substituições antes do segundo tempo. No fim da etapa inicial, Airton, machucado, deu lugar a Amaral. No intervalo, os sumidos Camacho e Adryan deram lugar a Bottinelli e Thomás, respectivamente. Se não deu para exibir um futebol vistoso, ao menos o Flamengo deu sinais de reação. Thomás mudou a dinâmica do ataque, aproximando-se de Vagner Love e partindo para cima dos zagueiros. Sozinho, porém, o meia-atacante não tinha como resolver.

Com o domínio das ações, o São Paulo ampliou aos 14 minutos, em uma troca de passes precisa: Ademilson para Maicon, para Cortez, que acertou belo cruzamento para Luis Fabiano. Sozinho, ele só tirou de Paulo Victor e chegou aos 145 gols com a camisa tricolor: 3 a 0. Na comemoração, tensão. O centroavante comemorou com os companheiros, e parte da torcida, a organizada, gritou só o nome de Ademilson, que iniciou a jogada.

Só aí, com um déficit de três gols na conta, é que o Flamengo deixou de ser tímido e passou a arriscar. Ramon diminuiu o placar, aos 21, na segunda finalização da equipe no jogo, a primeira a gol. A estatística ajuda a explicar a apresentação deste domingo: uma equipe que corre, se esforça, mas não tem criatividade suficiente para superar uma defesa armada. No fim, com as mãos apoiadas sobre os joelhos, Vagner Love era a imagem da desolação.

Mesmo com algumas ameaças tardias do Flamengo, o Tricolor segurou a vitória com tranquilidade. O Flamengo estava tão desligado em campo que nem percebeu que o rival chegou a ficar com 12 jogadores em campo num determinado momento. Rodrigo Caio foi substituído por João Schmidt, mas se esqueceu de sair. Ele ficou ali, escondido pela direita, até Dorival Júnior perceber o erro e comunicar o árbitro. O volante saiu e ainda levou cartão amarelo.

Havia tempo para mais. Aos 48 minutos, Jadson recebeu ótimo passe de Luis Fabiano e marcou o quarto. Em ritmo de treino. Rogério Ceni saiu muito satisfeito com a festa – e a vitória, claro – em seu retorno. A confiança do time aumentou com o ídolo e capitão em campo. No Flamengo, muito a corrigir. A expressão preocupada de Dorival Júnior deixa transparecer o tamanho do trabalho que ele terá nos próximos dias.

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