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Produção de motos cai 13% em julho e 25,2% em um ano, dizem fabricantes

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

A produção nacional de motocicletas registrou queda de 13% em julho, na comparação a junho, e de 25,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, de janeiro a julho, a produção de motocicletas somou 799.981 unidades, um recuo de 12% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Com 101.721 unidades produzidas em julho último, as vendas de motocicletas no atacado [para concessionárias] nos sete primeiros meses do ano somaram 752.747 unidades, volume 9,3% inferior ao acumulado de 2014. Considerando-se apenas julho, houve queda de 7,3% na relação com junho e de 17,1% na relação a julho de 2014, com a comercialização de 93.654 unidades.

No varejo, as vendas tiveram queda de 10,6% no acumulado do ano, somando 749.441 unidades vendidas. Em julho, houve avanço de 6,6% em relação a junho e queda de 11% na relação com julho do ano anterior, totalizando 107.741 unidades comercializadas.

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Apesar da queda, o setor acredita que o mercado poderá crescer nos próximos meses. “As férias coletivas nas fábricas, localizadas no Pólo Industrial de Manaus, além das incertezas do contexto macroeconômico nacional presentes no início do segundo semestre, incluindo crescimento da inflação, risco à empregabilidade e baixa oferta de crédito para aquisição de veículos, são os principais fatores impactantes para este cenário do setor. Mesmo assim, as montadoras permanecem confiantes e, inclusive, realizam lançamentos de novos produtos. Acreditamos que o Salão Duas Rodas, a ser realizado de 7 a 12 de outubro, no Anhembi, em São Paulo (SP), trará vários atrativos aos consumidores, podendo impulsionar o mercado de motocicletas”, disse Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

As exportações do setor totalizaram 26.815 unidades entre janeiro e julho deste ano, um recuo de 49,3% em relação ao ano passado. Em julho, no entanto, houve alta de 56,6% nas exportações em comparação a junho, com 8.574 unidades.

Agência Brasil

IPI de carros sobe em janeiro, dizem fabricantes após falar com Mantega

carrosApós conversa com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, declarou, nesta quinta-feira (20), que o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os automóveis terá aumento em janeiro de 2015.

“A questão do IPI já era para nos um fato consumado. Eu não tenho dúvidas [que em janeiro sobe]. Obviamente que eu toquei no assunto [do IPI com o ministro da Fazenda], mas a posição, como sempre, desde as reuniões anteriores, é de que há uma decisão do governo pela implementação da alíquota cheia do IPI em janeiro. Eu não pedi explicação. Essa é a posição do Ministério da Fazenda. Se vai ser repassado [para os preços], é uma decisão individual de cada empresa”, disse Moan a jornalistas.

Montadoras preveem vendas maiores em 2015
Mesmo com o aumento esperado no IPI de automóveis a partir de janeiro de 2015, o presidente da Anfavea disse que o setor espera vender mais carros no próximo ano e acrescentou que, até o momento, também não estão previstas demissões. Ele não deu estimativa, porém, sobre a alta de vendas esperada para o ano que vem.

“Eu acho que, como sempre, a indústria automobilística tem seus trabalhadores em um nível muito qualificado, o que significa investimento em treinamento muito forte. E a indústria sempre evitou fazer uma redução do pessoal em função desse investimento que foi feito. Vamos lutar o máximo possível para continuar produzindo e, principalmente, vendendo”, declarou Moan.

Ajuste nas contas públicas
A expectativa de aumento do IPI de carros em janeiro do próximo ano acontece em um momento que o governo tem de implementar um ajuste nas contas públicas, que registraram forte deterioração neste ano, para tentar retomar a confiança do empresariado e evitar pressões inflacionárias adicionais. Além do aumento de tributos, o governo também pode cortar benefícios – segundo economistas ouvidos pelo G1.

Alíquotas do IPI
Em junho deste ano, o governo anunciou que as alíquotas reduzidas do IPI para carros seriam mantidas até o fim do ano. Para os carros populares (com motor 1.0), o IPI, que está em 3%, deverá avançar, se a decisão do Ministério da Fazenda for confirmada, para 7% em janeiro – um aumento de quatro pontos percentuais.

Para carros com motor entre 1.0 e 2.0 flex, a alíquota do IPI segue em 9% até o fim deste ano, mas deverá subir para 11% (alíquota cheia) a partir de janeiro do ano que vem. Para os veículos com a mesma faixa de motorização, mas movidos apenas a gasolina, a alíquota é de 10% até o fim de 2014, mas deve avançar para 13% em 2015.

Para carros com motor maior do que 2.0 litros, já era válida a alíquota normal (não houve desconto), de 18% para os flex e 25% para os movidos a gasolina. O IPI para os utilitários é mantido em 3%, quando a alíquota normal é de 4% a 8%.

Crédito para veículos retorna
O presidente da Anfavea, Luiz Moan, avaliou também que o crédito bancário para compra de veículos está retornando. “Já tivemos em setembro uma melhoria de quase 8% no número de veículos financiandos. Em outubro, subiu em torno de 10%. Na última sexta-feira, houve aprovação da nova lei de retomada do veículo, que premia o consumidor adimplente. Que possibilita a redução do custo de financiamento, dá segurança jurídica para o sistema financeiro e uma vontade do sistema financeiro de voltar ao mercado financiando veículos”, declarou ele.

G1

Fabricantes terão 3 meses para mudar número do Disque Saúde em cigarros

Nova resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) dá prazo de três meses para fabricantes de cigarro alterarem o número do Disque Saúde nas embalagens dos maços.

A decisão foi publicada na quinta-feira passada (05) no Diário Oficial da União.

A obrigatoriedade de dar destaque à informação já estava em vigor desde 2001, no entanto, o telefone do Ministério da Saúde foi recentemente alterado para o ” 136″ e, por isso, as empresas também terão de se adequar.

Os produtos derivados do tabaco que tiverem o número antigo do Disque Saúde poderão continuar no mercado por até seis meses.

Depois desse prazo, será obrigatório retirar de circulação aqueles itens que estiverem com a informação desatualizada, sob pena das empresas fabricantes levarem advertências ou multa, que varia de R$ 1,500 a R$ 1,5 milhão.

Fonte: folha.uol.com.br