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Tubarão martelo, com risco de extinção, é capturado no Litoral Sul paraibano

Um tubarão martelo foi capturado na Praia do Sol, Litoral Sul paraibano, na noite da última quinta-feira (17).

Segundo as informações que foram divulgadas neste sábado (19), a captura foi feita por dois pescadores que estavam trabalhando na região e perceberam o animal enroscado na rede.

Foram necessárias quatro pessoas para retirar o tubarão.

Não hpa informações sobre se o animal foi devolvido ao mar. A espécie corre risco de extinção e tem proteção internacional contra a sua pesca e o seu abate.

PB Agora

 

 

Barbosa comemora extinção da reeleição e da antecipação da eleição da Mesa da ALPB

Autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) aprovada nesta terça-feira (30), na Assembleia Legislativa da Paraíba, e que impede tanto à reeleição para presidência da Mesa Diretora quanto a antecipação da eleição para o segundo biênio, o deputado estadual Ricardo Barbosa, do PSB, comemorou o resultado e justificou que a medida visa dar mais oportunidade para os deputados eleitos, garantindo a renovação da representação na Casa.

“A medida agora acaba com a antecipação da eleição, acaba com a reeleição para o mesmo cargo, no mesmo mandato, e atende ao princípio da renovação, da oportunização, de espaços. Eu acho que hoje foi um dia dos mais marcantes, mais felizes nessa Casa, que entrará para a história da Assembleia com o restabelecimento da dignidade, da democracia plena, da formalização dos instrumentos legais nos dado pelo povo através do voto, no exercício pleno dos nossos mandatos”, disse.

O relator da proposta foi o deputado petista, Anísio Maia.

Barbosa já declarou apoio à eleição de Adriano Galdino (PSB) para presidir a Mesa da ALPB nesse primeiro biênio 2019/2020. A expectativa agora é que Galdino aja com reciprocidade e na próxima eleição retribuia o gesto, já que, pelas novas regras, não mais poderá se candidatar à reeleição.

 

PB Agora

TRE-PB aprova extinção das Zonas Eleitorais de Belém, Serraria e mais 7 cidades

O Tribunal Regional Eleitoral aprovou na sessão desta segunda-feira (14) a redução de 9 zonas eleitorais no Estado, em atendimento a uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O único a votar contra foi o juiz Breno Wanderley, para quem a justificativa do TSE de contenção de gastos não lhe convence. “Não me convenci de que a redução de zonas venha a reduzir gastos. Entendo é que os gastos irão aumentar, principalmente com diárias de funcionários”, afirmou.

O magistrado fez questão de dizer que a culpa não era do TRE-PB, nem da presidente do órgão, a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, que tudo fez para evitar a extinção das zonas eleitorais. “Eu sou testemunha de sua luta aqui e das tentativas de Vossa Excelência, diversas vezes, no sentido de marcar audiência com o ministro Gilmar Mendes e sensibilizá-lo no sentido de não reduzir as zonas eleitorais da Paraíba. Presenciei o esforço de Vossa Excelência diversas vezes e de que também o ministro não abriu um centímetro de suas pretensões. Não atendeu aos apelos de Vossa Excelência”.

Para ele, a redução de zonas não trará nenhuma economia para o judiciário. “Temos no país verbas para estádios de futebol. Não temos verbas para hospitais, não temos verbas para estradas, não temos verbas para escolas e agora não há dinheiro para que a Justiça Eleitoral trabalhe com dignidade. Eu não estou concordando com a justificativa do TSE e por esse motivo estou votando pela desaprovação”, disse o juiz Breno Wanderley.

A Resolução aprovada pelo TRE ainda será publicada no diário eletrônico. Mas pelo que foi aprovado, serão extintas as seguintes zonas eleitorais: 5ª Zona Eleitoral (sede em Pilar); 12ª Zona Eleitoral (sede em Serraria); 15ª Zona Eleitoral (sede em Caiçara); 21ª Zona Eleitoral (sede em Cabaceiras); 39ª Eleitoral (sede em Bonito de Santa Fé); 45ª Zona Eleitoral (sede em Pilões); 46ª Zona Eleitoral (sede em Alagoinha); 54ª Zona Eleitoral (sede em Belém) e 71ª Zona Eleitoral (sede em Campina Grande).

Serão transferidas as seguintes Zonas Eleitorais: a 3ª Zona Eleitoral é transferida de Cruz do Espírito Santo para Santa Rita; a 42ª Zona Eleitoral é transferida de Cajazeiras para Itaporanga; a 51ª Zona Eleitoral é transferida de Malta para Patos; a 52ª Zona Eleitoral é transferida de Coremas para Pombal; e a 74ª Zona Eleitoral é transferida de Prata para Água Branca.

Os Guedes

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Associação dos Magistrados vai à Justiça contra extinção de Zonas Eleitorais na PB

Elza Fiúza/Agência Brasil
Imagem ilustrativa

A presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), Aparecida Gadelha, informou nessa sexta-feira (26) que a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) entrará com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra Portaria 372 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso o presidente do órgão, Gilmar Mendes, não acate o pedido de suspensão imediata da Portaria que prevê a extinção de 70% das Zonas Eleitorais da Paraíba. O documento atinge todos os estados brasileiros.

Aparecida Gadelha explicou que os presidentes dos Tribunais Eleitorais e das Associações dos Magistrados de todos os estados se reuniram nesta quarta-feira (24), em Brasília, para discutir o tema. Segundo ela, chegou-se a conclusão que o tempo de previsto na Portaria é insuficiente para que se façam os levantamentos necessários.

“Por isso, pedimos a suspensão imediata da Portaria e caso o TSE não acate o nosso pedido vamos entrar com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra essa Portaria que traz sérios riscos a Paraíba e ao Brasil, pois vamos ter menos zonas e servidores trabalhando para atender o mesmo número de eleitores”, afirmou a magistrada.

A Portaria prevê que os tribunais regionais eleitorais terão o prazo de até 30 dias contados da data de sua publicação para encaminhar à presidência do TSE o planejamento da extinção e remanejamento de zonas eleitorais em suas circunscrições, nos termos previstos neste ato normativo. A portaria foi publicada em 16 de maio deste ano.

Aparecida Gadelha informou que na Paraíba existem 77 zonas eleitorais e a Portaria do TSE prevê a extinção de 49. “Queremos ter a possibilidade de encontrar uma alternativa viável para atender o Tribunal Superior Eleitoral, pois da forma que a Portaria foi editada alguns eleitores terão que se deslocar para cidades vizinhas para resolver pendências com a Justiça eleitoral ou até mesmo para fazem o seu alistamento e sabemos que isso gerará um déficit no número de alistamentos”, comentou Aparecida Gadelha.

Aparecida Gadelha disse que a expectativa da AMPB e do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba é de que, na pior das hipóteses, possa reduzir pela metade a possibilidade de extinção das zonas eleitorais da Paraíba.

“A extinção das zonas trará prejuízos superiores a economia prevista pelo TSE e o mais prejudicado será a população. Isso, com certeza, terá reflexos no número de abstinência nas próximas eleições”, afirmou Aparecida Gadelha.

No Brasil

No Brasil, das 3.033 zonas eleitorais existentes, cerca de 500 poderão ser transformadas em centrais de atendimento aos eleitores e apoio logístico às eleições. Segundo dados do TSE, essa transformação deve gerar uma economia anual de aproximadamente R$ 74 milhões aos cofres públicos. Além de racionalizar gastos, outro objetivo do rezoneamento é facilitar a vida dos eleitores.

Por Mislene Santos do Portal Correio

Da falência à elite: saiba como Hulk evitou a extinção de clube da Paraíba

A vitória sobre o Femar por 2 a 1, no Estádio Amigão, no dia 9 de outubro, colocou o Serrano de volta à 1ª divisão do Campeonato Paraibano, alguns anos depois de o clube ter fechado suas portas e após treze anos ausente da elite estadual. E muito do sucesso deste ressurgimento do clube no cenário futebolístico paraibano acontece graças ao atacante Hulk, que joga no Shangai SIPG, da China, e que tem importantes passagens pela seleção brasileira. Não entendeu a relação do jogador com o Lobo da Serra? Nós explicamos.

Hulk comemora gol, Shanghai SIPG x Beijing Guoan (Foto: Reprodução / sina.com)Hulk foi comprado pelo Shanghai SIPG por nada menos que R$ 200 milhões; Serrano espera receber R$ 600 mil por essa transação (Foto: Reprodução / sina.com)

Natural de Campina Grande, Hulk teve uma rápida passagem pelo Serrano entre 1999 e 2000, mais precisamente durante a Copa Gazetinha Sub-13, realizada em Vila Velha, no Espírito Santo. E essa rápida participação de Hulk na equipe de base faz do Serrano um de seus clubes formadores. Em 2012, o jogador acertou sua transferência do Porto para o Zenit, da Rússia, por R$ 153 milhões. E essa transação salvou o Lobo da Serra da extinção do futebol profissional.

Na época, o clube paraibano estava passando por uma grave crise financeira e tinha sua permanência no futebol seriamente questionada. Contudo, a transação de Hulk salvou o Lobo da Serra da falência, garantindo-lhe uma quantia de R$ 475 mil, fruto do mecanismo de solidariedade da FIFA, que destina uma parte da verba de transferências aos clubes formadores do atleta.

Betão, Valdir Cabral, Serrano-PB (Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com)Betão, Valdir Cabral, Serrano-PB (Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com)

O presidente do Serrano, Valdir Cabral, lembra que com dinheiro em caixa foi possível quitar todas as dívidas do clube e reativar o futebol profissional, com investimentos que possibilitaram o time disputar a 2ª divisão do Campeonato Paraibano.

– Hulk foi uma questão primordial para o nosso time. Ele foi muito importante, porque não sei o que teria acontecido com o clube se a verba daquela transferência não tivesse vindo. Com o dinheiro, nós pagamos todas as nossas dívidas, tanto com a Federação Paraibana, quanto com a CBF, e depois disso pudemos voltar a jogar nas competições oficiais. Devemos muito ao Hulk – explicou Valdir Cabral.

O clube, a partir daí, começou a se reestruturar. Pagou dívidas em 2013 e voltou a jogar o Campeonato Paraibano da 2ª divisão em 2014. Nos dois primeiros anos, contudo, sem sucesso. Mas agora em 2016, após se classificar para a final da competição, garantiu o acesso para a 1ª divisão em 2017.

Hulk foi uma questão primordial para o nosso time. Ele foi muito importante, porque não sei o que teria acontecido com o clube se a verba daquela transferência não tivesse vindo”
Valdir Cabral, presidente do Serrano-PB

Na disputa da 2ª divisão deste ano, inclusive, o equilíbrio financeiro do Serrano ficou evidente. A equipe comandada por Betão fez um investimento alto no elenco se comparada com as outras equipes que disputaram o torneio, e trouxe jogadores renomados no Estado, como o volante Izaías, o meia Léo Lima e o goleiro Dida, que tiveram passagens pelo Treze.

O Serrano vai disputar o título da competição com o Internacional-PB, neste domingo, no Estádio Amigão. Após perder o jogo ida por 2 a 1, o Lobo da Serra precisa de uma vitória por dois gols de diferença para sagrar-se campeão.

Tem mais: a transferência de Hulk para a China também vai gerar dinheiro, justamente para o retorno do clube à elite. O atacante foi vendido por nada menos que R$ 200 milhões, e o clube espera receber cerca de R$ 600 mil provenientes da transferência para o Shangai.

Estagiário, sob supervisão de Phelipe Caldas.

Serrano-PB x Femar, Amigão (Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com)Serrano-PB comemorou o retorno à elite do futebol paraibano após treze anos (Foto: Silas Batista / GloboEsporte.com)
GloboEsporte.com

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Pesquisadores buscam alternativas para salvar café da extinção

Foto: Shutterstock
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Dois bilhões de xícaras de café são bebidas em todo o mundo todos os dias, e 25 milhões de famílias dependem do seu cultivo para viver. Nos últimos 15 anos, o consumo cresceu 43%, mas pesquisadores vêm alertando que a variedade mais popular de café, a arábica, está ameaçada.

Apesar de haver 124 espécies de café conhecidas, a maioria dos cultivos é restrita a apenas duas delas – arábica e robusta.

A robusta representa cerca de 30% da produção do mundo – e, segundo a Embrapa, uma igual proporção no Brasil, sendo o maior país produtor, respondendo por 33% do mercado global – e é usada principalmente para a produção de café instantâneo. Como diz seu nome, trata-se de uma planta forte, mas que, para muitas pessoas, não se compara ao sabor mais complexo e suave dos grãos da arábica.

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É esta segunda espécie que movimenta a indústria de café e responde pela maior parte da produção global – e brasileira -, mas é uma planta mais frágil, particularmente sensível a mudanças de temperatura e no regime de chuvas. E esta característica diante da perspectiva dos impactos das mudanças climáticas.

Em 2012, uma pesquisa do Royal Botanic Gardens, Kew, no Reino Unido, revelou um cenário nada animador para o café selvagem da Etiópia, de onde vem a arábica, por meio de modelos gerados por computador, que previram como as mudanças no meio ambiente afetariam esta espécie neste século.

Segundo a previsão do instituto de pesquisa britânico, a quantidade de locais onde a arábica selvagem poderia ser cultivada seria reduzida em 85% até 2080, podendo chegar a 99,7% se as piores perspectivas forem confirmadas.

“Se não fizermos nada agora ou ao longo dos próximos 20 anos, no fim deste século, a arábica selvagem da Etiópia pode ser extinta”, diz Aaron Davis, chefe de pesquisa em café do Kew.

Na prática

Este relatório foi notícia em todo o mundo, e fez a indústria agir. Desde então, uma equipe do Kew e seus parceiros na Etiópia visitaram áreas de produção do país africano para comparar suas previsões com o que estava acontecendo de fato no cultivo.

“É importante ver o que está ocorrendo na prática, observar a influência atual da mudança climática no café e falar com agricultores. Eles podem dizer o que aconteceu, às vezes fazendo uma retrospectiva de décadas”, afirma Davis.

Sua equipe agora está trabalhando com o governo da Etiópia para encontrar formas de proteger a indústria de café. Levar os cultivos para áreas mais elevadas – onde o clima é mais ameno – pode ser parte da solução. Enquanto isso, outras áreas hoje consideradas inadequadas para a produção de café podem vir a ser boas para isso. “Há ameaças em certos locais e oportunidades em outras”, diz Davis.

Pouco era sabido sobre a arábica selvagem até recentemente. Foi só no final do século 19, por exemplo, que cientistas confirmaram que a planta era da Etiópica e não árabe, como o nome sugere. O etiópio Tadesse Woldermariam Gole, um especialista em café selvagem, só completou seu mapeamento da arábica selvagem há alguns anos. Agora, sabe-se que esta espécie só cresce naturalmente no sul da Etiópia, e no planalto Boma no sul do Sudão.

Implicações

A pesquisa do Kew tem muitas implicações, não apenas para os pequenos produtores da Etiópia, mas também para o resto do mundo. Se algo é uma ameaça para sua versão selvagem e nativa da arábica africana, afetará ainda mais suas variedades comerciais. O meio ambiente é um fator-chave em seu cultivo, mas há outra razão para isso: a genética.

“Espécies selvagens tem uma diversidade genética muito maior – qualquer coisa que ocorra com elas é amplificado nas variedades comerciais, nas quais a diversidade genética é bem menor”, diz Justin Moat, de análises espaciais do Kew.

Acredita-se que o café comercial, cultivado em plantações, tenha não mais que 10% da variedade genética da arábica selvagem.

Parte da razão para isso é histórica. Muitos cultivos nacionais foram criados a partir de plantas únicas, enviadas para várias colônias. Foi assim com o Suriname, onde o cultivo de café começou em 1718 a partir de uma planta do jardim botânico de Amsterdã, na Holanda, de onde saiu também uma planta para a Martinica em 1720.

No Brasil, o cultivo começou em 1727, sendo introduzido no Pará a partir da Guiana Francesa. “De lá, migrou para o Maranhão, depois chegou à Bahia, desceu para o Rio e subiu o Vale do Paraíba até o interior de São Paulo”, explica Gabriel Bartolo, chefe-geral da Embrapa Café.

Poucas variedades

Desde então, pouquíssimas novas variedades foram desenvolvidas. “Ao contrário de outras espécies de cultivo, o café teve pouca pesquisa por trás dele”, diz Timothy Schilling, diretor-executivo do World Coffee Research Institute (WCR).

Schilling diz que o café é um “cultivo órfão”, referindo-se ao fato de que ele foi levado para países tropicais que não tinham recursos para investir em pesquisa. Hoje, o café tem apenas 40 desenvolvedores de espécies, em comparação com os milhares existentes para milho, arroz ou trigo.

“Países mais ricos o compram, torram e bebem, mas não pagam pela parte agronômica. Só agora a indústria está acordando e percebendo que é necessário fazer isso também”, diz Schilling. “Mas há uma grande lacuna em nosso conhecimento. Por exemplo, não sabíamos que sua base genética era tão pequena.”

E o quão pequena ela de fato é só ficou totalmente claro no início deste ano. Em 2013, o WCR pensou ter encontrado uma mina de ouro de variedade genética de café – 870 cepas de arábica selvagem crescendo no Centro para Pesquisa e Educação de Agricultura Tropical da Costa Rica.

As plantas haviam sido coletadas na Etiópia na década de 1960 pela ONU e distribuídas para mais de uma dezena de países num esforço para aumentar a diversidade genética. A coleção costa-riquenha havia sido uma das poucas sobreviventes da iniciativa.

“Pegamos cada uma destas cepas e sequenciamos seu DNA para verificar sua diversidade”, afirma Schilling. “Quando chegaram os resultados, no início deste ano, havia muito pouca diversidade. Foi um grande choque. Sabíamos que seria pequena, mas não tão pequena assim. Como resultado, não temos a diversidade necessária no café arábica para os próximos 200 anos.”

Consequências desastrosas

Esta falta de diversidade pode ter consequências desastrosas, como tornar o cultivo mais suscetível a doenças. E o café tem um grande inimigo: uma praga conhecida como ferrugem. Sem encontrar resistência nas plantas, este fungo acabou com as plantações do Sri Lanka no fim do século 17, e houve uma crise na América Central em 2013.

Por isso, Schilling e outros pesquisadores, inclusive no Brasil, assumiram uma missão ambiciosa: recriar a arábica, por meio de cruzamentos de espécies.

A origem da arábica é extraordinária. Trata-se de um híbrido entre dois tipos de café, C eugenioides e C canephora (a espécie robusta).

“É uma história de amor, na verdade”, diz Schilling. “A arábica teve dois pais, que se encontraram há cerca de 10 a 15 mil anos. Foi um evento único, um caso de uma noite, por assim dizer. Então, desde o início, a base genética da arábica não era muito grande.”

Agora, Schilling pretende recriar a arábica e melhorá-la. “O que podemos fazer é pegar um grupo muito diverso de C eugenioides e de C canephora e cruzá-las, para recriar a C arabica, mas melhorada, mais diversa.”

Cruzamentos no Brasil e no exterior

Schilling destaca que não se trata de engenharia genética, mas de cruzamentos à moda antiga, usando técnicas modernas – e que isso pode levar décadas.

No curto prazo, o WCR decidiu dar início também a outro programa de cruzamentos. “Precisamos pegar o que há de melhor na robusta e combinar com a arábica”, diz ele. “A robusta é resistente e muito produtiva, mas tem um gosto muito ruim.”

Uma iniciativa semelhante vem sendo realizada no Brasil pelo Consórcio Pesquisa Café, organização criada em 1997 que reúne mais 1 mil cientistas de cem entidades, entre institutos de pesquisa, universidades e empresas.

“Desde 2004, quando foi decodificado o genoma do café, foram identificados mais de 30 mil genes que conferem diversas resistências e tolerâncias a pragas”, afirma Antônio Guerra, gerente de pesquisa da Embrapa Café.

“A partir daí, trouxemos materiais da Etiópia e Camarões para levar a campo e realizar cruzamentos com o objetivo de gerar plantas mais resistentes e adaptáveis a climas mais quentes, capazes de suportar temperaturas maiores do que a faixa de 28ºC a 30ºC recomendada para o cultivo da arábica.”

Guerra concorda que a variedade da arábica é muito pequena, mas também aposta em programas de cruzamento com outras espécies para conferir novas caraterísticas a esta espécie.

“Existe uma grande preocupação que o café não poderá mais ser produzido em determinada região com as mudanças climáticas, com o aumento da temperatura média em um ou dois graus e com chuvas ou secas mais intensas”, afirma o especialista da Embrapa, que destaca também a importância de novas técnicas de manejo dos cultivos e o uso da irrigação, hoje presente em apenas 10% da área de café cultivada, mas por 25% da produção, para se prevenir contra condições climáticas adversas.

“Ainda não sabemos se são de fato mudanças ou se é apenas um ciclo natural do clima, mas a função da ciência é antever este perigo e desenvolver plantas adequadas às futuras condições, buscando mais produtividade e qualidade, além da redução do custo de produção, para garantir o suprimento a este mercado.”

Por sua vez, Davis, do WCR, diz que algumas espécies de café têm potencial para solucionar o problema, seja cultivando-as ou por meio de programas de cruzamento: “Mas isso não ocorrerá da noite para o dia”.

G1

Câmara aprova extinção de dívidas de até R$ 10 mil de assentados da reforma agrária

reforma agrariaA Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (21) medida provisória que extingue dívidas de até R$ 10 mil de assentados da reforma agrária com a União. O perdão vale para créditos de instalação obtidos no âmbito do Programa de Crédito de Implantação, que prevê financiamento para compra de materiais de construção e insumos para a produção de alimentos nos assentamentos.

O restante da dívida, que exceder R$ 10 mil, poderá ser renegociada com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Pela MP, o valor excedente será atualizado à taxa de 0,5% ao ano a partir da data da concessão até a data da liquidação. Haverá ainda desconto de 80% sobre o saldo devedor total, observado o limite de R$ 12 mil.

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A proposta permite ainda à União transferir recursos não reembolsáveis ao Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) com o objetivo de permitir a instalação das famílias.

A MP também perdoa dívidas de até R$ 10 mil de operações de crédito rural do Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária (Procera), criado em 1985 para conceder financiamento a pequenos produtores assentados, visando estimular o aumento da produção agrícola. A votação do texto foi acompanhada no plenário por famílias de assentados, que ocuparam as galerias da Câmara.

Refis

O plenário aprovou ainda a Medida Provisória 638/2013 que amplia o chamado Refis da Crise- programa de parcelamento de débitos tributários- para dívidas que venceram até 30 de junho de 2013.

O texto, que agora segue para o Senado, prevê que o devedor, com dívida até R$ 1 milhão, pague 10% do valor total ao aderir ao Refis. Se a dívida for acima de R$ 1 milhão, a empresa deverá pagar 20%, em até cinco parcelas, na adesão ao programa.

Importação de álcool

O plenário da Câmara também aprovou a Medida Provisória 634/2013 que isenta os importadores de álcool anidro do pagamento de PIS/Pasep-importação e Cofins-importação até 2016. A medida, que vai ao Senado, vale para os casos de importação de álcool combustível e de limpeza, por exemplo.

Após 2016, os importadores deverão pagar os tributos de acordo com o volume do produto negociado. Atualmente, os importadores podem optar pela tributação de acordo com a receita ou com a unidade de volume do álcool.

G1

Leões caminham para extinção na África Ocidental, diz pesquisa

leoesO número de leões na África Ocidental sofreu um “colapso catastrófico”, diz uma pesquisa recém-publicada, que calcula que restem apenas 400 animais na região.

 

E teme-se que a população inteira esteja à beira da extinção, já que haveria menos de 250 leões em idade de acasalamento.

 

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A pesquisa, realizada pela ONG Panthera e publicada no periódico científico PLOS One, foi realizada em 17 países oeste-africanos, incluindo Senegal e Nigéria, por mais de seis anos.

 

Em 2005, estimava-se que havia leões em 21 áreas protegidas na África Ocidental; agora, aparentemente eles estão restritos a quatro dessas áreas – ou a apenas 1,1% de seu território original.

 

A maioria de seu habitat natural foi convertida em área agrícola (sobretudo grandes plantações de algodão e alimentos), diz Philipp Henschel, coautor da pesquisa.

 

“Os resultados são chocantes – a maioria das áreas que pesquisamos eram parques apenas no papel, sem orçamento gerencial, patrulhas. Perderam todos os seus leões e outros grandes mamíferos”, afirma Henschel à BBC.

 

A Panthera quer que o leão seja listado como espécie ameaçada na África Ocidental.

 

Ainda segundo a pesquisa, esse leão é atualmente encontrado em apenas cinco países: Senegal, Nigéria, Benin, Níger e Burkina-Faso (os três últimos países compartilham apenas uma população de leões, que habita uma parte da tríplice fronteira).

 

Pesquisadores da Duke University, nos Estados Unidos, dizem que os leões tem chances de sobrevivência bem maiores em outras partes da África, graças à criação de reservas em parques nacionais – nenhuma delas na África Ocidental.

 

Especialistas estimam que a população total de leões na África hoje é composta de aproximadamente 32 mil animais.

 

Há 50 anos eram 100 mil, e a queda é creditada à drástica redução, pela ação humana, da área de savana natural, o habitat natural do leão.

 

Genética única

Os leões da região ocidental da África têm um sequenciamento genético único, não encontrado em outras espécies (incluindo as que vivem em zoológicos ou outras forma de cativeiro).

 

A diminuição da espécie ameaça, assim, uma população já geneticamente adaptada a condições específicas.

 

Além da redução de seu habitat, eles são fortemente ameaçados pela caça ilegal, que abastece mercados locais.

 

“Em algumas áreas, testemunhamos pastores de gado e cabra matando leões, após entrarem ilegalmente em áreas protegidas”, prossegue Henschel.

 

Também contribuem para o cenário a falta de verbas para esforços de conservação, o aumento da população humana nas áreas onde vivem os animais e a pobreza econômica.

 

“São alguns dos países mais pobres do mundo, cujos governos têm prioridades maiores do que proteger leões”, diz o pesquisador.

 

Símbolo de orgulho

Mas os leões oeste-africanos têm um significado especial na cultura da região: são um símbolo de orgulho para governos e cidadãos e figuram em brasões de diversos países.

 

A União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) diz que será necessária ajuda internacional para salvar os animais.

 

Ao mesmo tempo, Benin e Senegal estão elaborando um plano de ação para identificar formas de salvar seus leões.

 

BBC Brasil

Defensores de direitos humanos da PB sugerem discussão nacional sobre extinção do símbolo da caveira

 

caveiraO deputado federal Luiz Couto (PT); sargento Pereira (PM/PB), membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos; a ouvidora de Polícia da Paraíba, Valdênia Aparecida Paulino Lanfranchi; e Alexandre Guedes, integrante do CEDH e advogado que representou a OAB (secção/PB), estiveram reunidos quarta-feira (24//4), em Brasília, com a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).

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Na oportunidade, trataram da extinção do símbolo da caveira na Paraíba – uma determinação do governo Ricardo Coutinho – e sugeriram que este tema seja abordado nas polícias dos demais estados, nos governos e nos organismos de segurança pública de âmbito federal.

 

As políticas de formação dos policiais brasileiros; socialização do debate sobre a emblema da caveira com todos os Conselhos Estaduais de Direitos Humanos; vinda da ministra Maria do Rosário à Paraíba; critérios do governo federal para a promoção da formação continuada dos policiais – em consórcio com os estados, também pautaram as discussões.

 

Sargento Pereira, que é psicólogo e especialista em criminologia, propôs, à ministra, a criação de uma lei nacional para enfrentar a questão envolvendo o símbolo da caveira na polícia do Brasil, bem como a elaboração de um estudo científico, coordenado pela SDH/PR, Ministério da Justiça e Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a respeito desse assunto. Sugeriu, ainda, a institucionalização do símbolo da bandeira nacional ou da República em substituição ao da caveira.

 

Pereira disse que essas ações poderão abrir as portas para que as tropas especializadas de todo o país sejam reconhecidas em nível nacional, além de mais valorizadas.

 

 

 

Ascom Dep. Luiz Couto

Lideranças sociais em processo de extinção

PrevidenciárioNa última década, a esquerda assumiu o poder e levou muita gente para a linha de frente da gestão pública. Muitas lideranças reconhecidas por denunciar crimes, irregularidades no poder público e desrespeito aos direitos humanos passaram a ocupar cargos na gestão pública, provocando, na opinião de especialistas, um grande vazio nas lutas sociais e sindicais.

Ouvidora de polícia e membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDHPB), Valdênia Paulino lembra que nos anos 80, com o fim da ditadura militar, a sociedade precisou se organizar e então vieram os sindicatos e novos partidos políticos.

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“Houve uma valorização dos grêmios estudantis e as igrejas estavam mais comprometidas com o social. Hoje, vivemos um período carente. As antigas lideranças estão ocupando cargos públicos e uma vez ocupando o espaço das organizações públicas, esse papel de liderança social acaba ficando de lado, deixando um vazio muito grande”, ressalta.

Após denunciar violência policial em São Paulo, Valdênia recebeu proteção federal e continuou sua atuação como ouvidora de polícia na Paraíba, onde permanece denunciando crimes de corrupção e tortura na polícia. Para a ativista, ainda é tempo de lutar, principalmente pela moralização das instituições públicas.

“Faltam lideranças e temos poucos grupos preparando novas. Se nós tivéssemos lideranças mais politizadas, não estaríamos vivendo um caos em todas as instituições públicas do país e da Paraíba nas três esferas do poder”, disse Valdênia.

A debandada da esquerda e de lideranças combativas rumo ao quartel general da gestão pública fez ecoar novas vozes no Estado, a exemplo da própria Valdênia. É o caso também do promotor Marinho Mendes, membro do COEHPB ao lado da ouvidora de polícia. Promotor há 19 anos, Marinho vem travando uma batalha em favor dos “invisíveis”, como ele chama. “O meu projeto de vida e profissional é a defesa dos invisíveis, dos marginalizados, da população que não se vê e da violência cometida contra esse povo. É pra eles que eu sonho e que eu dedico o meu trabalho”, conta o promotor.

O promotor Marinho Mendes acredita que a Paraíba vive o “escasseamento e aridez de lideranças” e que isso se dá em função da falta de identidade da sociedade. “A falta de lideranças está diretamente ligada à falta de identidade. Hoje a população moderna não tem mais identidade, é pré fabricada, acompanha padrões, modelos, não são mais estimuladas a buscar outros valores e, sim, aqueles que são postos”, afirma.

O recrutamento das lideranças pela gestão pública, segundo Marinho, acaba engessando e muitas vezes anulando essas vozes. “Elas são cooptadas e não se dão conta que são vítimas de um processo de descrença. O governador ou prefeito chama aquela liderança que tem ligação com determinado tema da sociedade, mas ela acaba muitas vezes desacreditada daquele segmento porque vai fazer o jogo do governo e perde a identidade. Ela vai para o governo, mas não pode fazer frutificar suas ideias. Se torna um burocrata e acaba desacreditada dos movimentos sociais”, afirma.

Líderes querem   “tocar”  suas próprias vidas

Para o cientista político e professor da Universidade Federal da Paraíba Jaldes Menezes, o país apresentou mudanças, e aqueles que poderiam se tornar grandes lideranças estão mais preocupados em tocar suas vidas. “Vivemos no Brasil uma situação de pleno emprego, crescimento econômico e inflação controlada. As pessoas estão preocupadas em tocar suas vidas e isso é legítimo”, afirma.

Por outro lado, Jaldes acredita que há um protagonismo hoje dos cidadãos com relação à internet. “Esse movimento em torno da recusa do Feliciano na presidência da Comissão dos Direitos Humanos começou na internet. E cada vez mais esse instrumento terá um papel importante na ação política e na democracia. Os partidos e os parlamentares estão correndo atrás, mas eles não puxam o processo, estão a reboque dele”, disse.

 

 

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