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Brasil supera expulsão, faz 3 a 1 no Peru e conquista título

A Copa América é do Brasil pela nona vez na história. Para colocar a mão na taça continental depois de 12 anos a equipe do técnico Tite sofreu contra o Peru para vencer por 3 a 1, no Maracanã, neste domingo. O time levou o primeiro gol na competição, teve Gabriel Jesus expulso, atuou com um a menos por mais de 20 minutos, porém se mostrou eficiente como sempre e merecedor da taça.

A seleção brasileira ganha mais uma vez a Copa América em casa e compensa, inclusive, a ausência de Neymar. Três nomes lapidados e consolidados ao longo da competição decidiram a final. Richarlison converteu o pênalti decisivo, Éverton marcou mais um gol e Gabriel Jesus deu assistência, fez gol e foi expulso.

O reencontro com o Brasil na final após a partida na fase de grupos fez os peruanos repetirem a proposta de jogo. Marcação adiantada, bom toque de bola e dois chutes a gol antes dos dez primeiros minutos mostraram um time confiante. Com Guerrero centralizado no ataque e um pelotão de cinco meias, a marcação era caprichada e os visitantes deixavam o Brasil com menos posse de bola.

Paciente, o Brasil encontrou o caminho ao gol aos 14 minutos ao se aproveitar da maior debilidade peruana nesta Copa América, as laterais. Daniel Alves lançou pelo alto, por cima do bloco peruano de marcação no meio-campo e deixou Gabriel Jesus livre para superar Trauco e cruzar. Advíncula errou o posicionamento e deixou Everton aparecer livre para completar a gol.

A expectativa de abrir uma nova goleada não se confirmou. O Brasil continuava com dificuldades para passar pela marcação. Os peruanos tiveram o mérito de manter a calma após a desvantagem e acabaram premiados pelo esforço. Cueva tentou um passe dentro da área e a bola bateu na mão de Thiago Silva, que tentava um carrinho. O árbitro chileno Roberto Tomar marcou pênalti, depois consultou o vídeo e na sequência, manteve a decisão. Guerrero cobrou e empatou.

O Maracanã ficou mudo. O primeiro gol sofrido pelo Brasil no torneio fez os jogadores em campo gesticularem entre si com o pedido para não se abater. Deu certo. Aos 47, Arthur recuperou uma bola, conduziu e contou com o escorregão de um peruano para deixar Gabriel Jesus livre para tirar de Gallese. O desempate era o calmante necessário para o Brasil terminar o primeiro tempo livre de qualquer agonia.

O Peru voltou para o segundo tempo com os pontas Carrillo e Flores invertidos de posição. A postura mais ofensiva deu trabalho para o Brasil, mas por outro lado abriu mais espaço para Coutinho aparecer. A seleção não aproveitou duas boas chances para fazer o terceiro e recebeu um duro golpe aos 24 minutos. Irritado com a marcação, Gabriel Jesus fez falta em Tapia, levou o segundo amarelo e foi expulso.

A vantagem numérica em campo fez o Peru arriscar mais. A torcida sentiu o momento delicado e começou a se agitar mais depois de Flores quase empatar de fora da área. O técnico Tite foi outro a acusar a expulsão, ao tirar Coutinho e colocar o lateral Éder Militão. A mudança deixou o Brasil com a defesa reforçada e fez Daniel Alves ser posicionado como meio-campista.

A parte final do segundo tempo teve o Brasil com dois objetivos: segurar o jogo e provocar a expulsão de algum peruano. A cada falta ou dividida, a reclamação brasileira para cobrar cartão faziam os cerca de 70 mil presentes gritarem. O jogo ficou travado, tenso e aos 41 minutos, viveu um novo momento decisivo. O árbitro marcou pênalti em Éverton na área, consultou o árbitro de vídeo e assim como no primeiro tempo, manteve a decisão.

A bola decisiva caiu para Richarlison, aos 45 minutos do segundo tempo. O atacante que teve caxumba durante a Copa América cobrou no canto de Gallese e fez o estádio aliviar a preocupação. Teve gritos de “campeão”, sinalizador e o coro de “o campeão voltou” para coroar o encerramento da campanha vitoriosa.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 3X1 PERU

BRASIL: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho (Éder Militão); Gabriel Jesus, Éverton (Allan) e Roberto Firmino (Richarlison). Técnico: Tite.

PERU: Gallese; Advíncula, Zambrano, Abram e Trauco; Yotún (Ruidiaz), Tapia (Gonzales), Carrillo (Polo), Cueva e Flores; Paolo Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca.

Gols: Everton, aos 14, Guerrero, aos 43, e Gabriel Jesus, aos 47 minutos do primeiro tempo. Richarlison, aos 45 minutos do segundo tempo.

Árbitro: Roberto Tobar (Chile)

Cartões amarelos: Gabriel Jesus, Tapia, Thiago Silva, Zambrano, Advíncula, Richarlison

Cartão vermelho: Gabriel Jesus

Público: 58.584 pagantes (69.986 no total)

Renda: R$ 38.769.850,00

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro

 

 

Estadão

 

 

Corrupção é causa de 66% de casos de expulsão do servidor federal em 2017

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou hoje (8) que o enfrentamento à impunidade no Poder Executivo Federal resultou, em 2017, na expulsão de 506 agentes públicos por envolvimento em corrupção e atividades contrárias ao Regime Jurídico dos Servidores (Lei nº 8.112/1990).

O principal motivo das expulsões foi a prática de atos relacionados à corrupção, com 335 das penalidades aplicadas ou 66% do total. Já abandono de cargo, inassiduidade ou acumulação ilícita de cargos aparecem em seguida, com 125 dos casos. Também figuram entre as razões proceder de forma desidiosa (negligência) e participação em gerência ou administração de sociedade privada.

Entre os atos relacionados à corrupção estão valimento do cargo para lograr proveito pessoal; recebimento de propina ou vantagens indevidas; utilização de recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares; improbidade administrativa; lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional.

Ainda de acordo com o balanço, ao longo de todo o ano passado, foram registradas 424 demissões de funcionários efetivos; 56 cassações de aposentadorias e 26 destituições de ocupantes de cargos em comissão. Os dados não incluem empregados de empresas estatais como Caixa Econômica Federal, Correios e Petrobras.

O Relatório de Punições Expulsivas é publicado mensalmente na internet de forma a prestar contas sobre a atividade disciplinar exercida no âmbito do Executivo Federal.

O ministério mantém ainda o Cadastro de Expulsões da Administração Federal, que permite consultar, de forma detalhada, a punição aplicada ao servidor, órgão de lotação, data da punição, unidade da Federação e fundamentos legais. A fonte das informações é o Diário Oficial da União.

Impedimentos

Segundo o CGU, servidores apenados nos termos da Lei Ficha Limpa ficam inelegíveis por oito anos. A depender do tipo de infração cometida, eles também podem ficar impedidos de voltar a exercer cargo público.

“Em todos os casos, as condutas irregulares ficaram comprovadas após condução de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conforme determina a Lei nº 8.112/1990, que garantiu aos envolvidos o direito à ampla defesa e ao contraditório”, informou o órgão.

Balanço

Desde 2003, o Governo Federal expulsou 6.714 servidores. Desses, 5.595 foram demitidos; 549 tiveram a aposentadoria cassada; e 570 foram afastados de suas funções comissionadas.

Nos últimos 15 anos, as unidades federativas com mais punidos foram Rio de Janeiro (1.211), Distrito Federal (800) e São Paulo (716). Já as pastas com a maior quantidade de expulsões foram o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário – que absorveu o INSS; seguido pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Agência Brasil 

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Grêmio aproveita expulsão para eliminar misto do Palmeiras e avançar

torcidaDividido entre duas competições, o Palmeiras escalou time misto para a segunda partida das quartas de final da Copa do Brasil com o Grêmio, nesta quarta-feira. Mesmo assim, foi após a expulsão de Allione que o time de Cuca viu suas chances de classificação irem embora em pleno Allianz Parque. O time gaúcho aproveitou a vantagem numérica para empatar a partida em 1 a 1 e avançar na competição.

Everton foi o responsável pelo gol da classificação gremista. Antes disso, Thiago Martins havia aberto o placar para os donos da casa.

Classificado, o Grêmio terá o Cruzeiro pela frente na semifinal. Em Minas Gerais, o time de Mano Menezes fez 4 a 2 no Corinthians e avançou. A outra semifinal será entre Atlético-MG e Internacional.

Os confrontos acontecerão nos dias 26 de outubro e 2 de novembro. O sorteio de mandos de campo acontecerá nesta quinta-feira (20), às 11h ,(de Brasília), na sede da CBF.

Grêmio assusta, mas Palmeiras quem marca

Rubens Cavallari/Folhapress

Depois de um primeiro tempo em que foi sufocado, o Grêmio voltou perigoso para a segunda etapa e quase abriu o placar. Aos 3 minutos, Douglas cruzou e Marcelo Oliveira apareceu para cabecear firme e obrigar Jailson a fazer grande defesa. O bom momento, porém, durou apenas dois minutos. Aos 5, Cleiton Xavier cobrou escanteio, Thiago Santos cabeceou para o meio da área e Thiago Martins completou, também de cabeça, para o fundo do gol.

Allione é expulso e o Grêmio aproveita

O Grêmio lutava para se reencontrar na partida após o gol sofrido quando Allione decidiu ajudar o time gaúcho. Aos 19 minutos da segunda etapa, o argentino deu um carrinho com força desproporcional em Everton e viu o cartão vermelho. Com um a mais, o Grêmio passou a sair mais para o jogo e empatou o jogo aos 30 minutos. O mesmo Everton que havia sofrido a falta de Allione recebeu passe de Douglas na esquerda, driblou Jean e bateu forte para superar Jailson e deixar tudo igual no marcador.

Bate, bate, mas não entra

Mesmo escalado com uma formação alternativa, o Palmeiras dominou completamente o Grêmio na primeira etapa. Em pelo menos duas oportunidades, os visitantes escaparam com sorte. Barrios, aos 12min, cabeceou no travessão, enquanto Allione, aos 24min, viu Marcelo Oliveira salvar em cima da linha.

Irritação de Renato Gaúcho rende expulsão

Rubens Cavallari/Folhapress

Os problemas na saída de bola do Grêmio no primeiro tempo tiraram a paciência de Renato Gaúcho. À beira do gramado, o treinador mostrava irritação a cada vez que a defesa gremista saía jogando errado e entregava a bola para o Palmeiras. No segundo tempo, o alvo mudou e passou a ser a arbitragem. Incomodado com a arbitragem de Elmo Alves Resende da Cunha, Renato Gaúcho passou a bater boca com o homem do apito e acabou sendo expulso de campo.

Capitão Jesus

Um dos três titulares escalado por Cuca para o duelo decisivo desta quarta-feira, Gabriel Jesus recebeu um presente antes mesmo do início da partida. Pela primeira vez na carreira profissional, o camisa 33 ostentou a faixa de capitão no Palmeiras.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 1 GRÊMIO

Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo (SP)
Data: 19 de outubro de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Público: 29.991 pagantes
Renda: R$ 1.697.841,08
Cartões Amarelos: Edílson, Douglas, Pedro Geromel e Everton (Grêmio); Edu Dracena (Palmeiras)
Cartões Vermelho: Allione (Palmeiras)
Gols: Thiago Martins (5’/2ºT), para o Palmeiras; Everton (30’/2ºT)

PALMEIRAS: Jailson; Fabiano (Jean), Edu Dracena, Thiago Martins e Egídio; Thiago Santos, Gabriel e Cleiton Xavier (Erik); Allione, Gabriel Jesus e Lucas Barrios (Zé Roberto). Técnico: Cuca

GRÊMIO: Bruno Grassi (Léo); Edílson, Pedro Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Ramiro (Miller Bolaños), Douglas e Pedro Rocha (Everton); Luan. Técnico: Renato Gaúcho

Uol

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STJD vai investigar por crime de racismo auditor que colaborou com a expulsão do Grêmio da Copa do Brasil

stjdDurante o julgamento do caso de racismo contra o goleiro Aranha, do Santos, na partida contra o Grêmio, em Porto Alegre, um integrante do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) chamou a atenção de quem acompanhava a sessão, na quarta-feira, no Rio de Janeiro, por não largar do smartphone. Encerrado o julgamento, em que o Grêmio foi condenado, por unanimidade, pelo comportamento de sua torcida, o advogado Ricardo Graiche reconheceu que “estava no Facebook” enquanto a sessão, exibida ao vivo por sites esportivos e canais de TV a cabo, discutia a culpa do clube gaúcho no episódio. “Um monte de gente me adicionou no meio da sessão”, contou Graiche. Horas depois, porém, o auditor do STJD, um dos cinco responsáveis pela decisão que eliminou o Grêmio da Copa do Brasil, já não tinha mais perfil na rede social mais popular do planeta. Graiche deletou sua conta no Facebook depois que a Rádio Gaúcha divulgou que o auditor já tinha postado e compartilhado imagens com temática preconceituosa. Agora, num desdobramento inusitado do caso, o STJD investiga um de seus próprios integrantes por comportamento racista. O tribunal confirmou que Graiche agora deverá responder sobre as imagens que ele publicou ou curtiu enquanto ainda estava no Facebook.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

As imagens de cunho racista eram antigas. Uma delas, de agosto de 2012, mostrava um bebê negro envolvido num rótulo do refrigerante Pepsi, com uma tampa plástica em sua cabeça. “Quer um gole?”, dizia a mensagem que acompanhava a foto no perfil de Graiche. Outra imagem mostrava a mão de um negro e uma embalagem do chocolate Twix, comparando dois dedos do homem às barras do doce. Graiche ainda compartilhou uma foto em que um homem negro estava pendurado num poste de energia. “Deve ser aberto um auto para apurar isso, pois arranha a nossa imagem”, disse outro auditor do STJD, Décio Neuhaus, sobre o comportamento do colega, em entrevista à Rádio Gaúcha. “Eu vi os absurdos que ele tinha no Facebook. Se for comprovado, é algo altamente condenável, essa pessoa não teria condição de julgar ninguém por racismo.” Logo depois que a rádio descobriu as imagens no perfil do auditor, Graiche – que usou a câmera de seu smartphone para registrar cenas do julgamento de quarta – apagou as fotos com temática racista. Em seguida, ele excluiu seu perfil da rede. Ele não falou publicamente sobre as imagens. O Grêmio já tinha dito que recorreria da decisão do STJD que o responsabilizou pelo comportamento racista de seus torcedores na partida.

Veja

Bota vence Madureira em jogo com pênalti anulado e expulsão de Seedorf

Imagem reprodução TV Globo
Imagem reprodução TV Globo

O campeão do primeiro turno segue forte na segunda metade do Campeonato Carioca. O Botafogo alcançou sua quarta vitória consecutiva ao bater o Madureira por 2 a 1, na tarde deste domingo, no estádio Moça Bonita, em Bangu. O jogo foi marcado por lances inusitados; primeiro a anotação de um pênalti a favor do time alvinegro e a mudança de ideia – 1m38s depois – do árbitro Philip Georg Bennett; depois uma controversa expulsão de Seedorf.

O holandês foi o dono do jogo. Assinou o segundo gol do Botafogo e deu o passe para Dória marcar o primeiro. Mas foi expulso no fim da partida, ao receber dois amarelos seguidos por tentar sair de campo, para ser substituído, no lado contrário do indicado pelo juiz. No entanto, o zagueiro André Bahia – que num primeiro momento seria o jogador a entrar no lugar de Seedorf – já estava em campo. E Cidinho estava fora, após sair na maca.

– Não vou falar nada, não entendi nada – disse Seedorf, que estava à beira do campo.

– Foi confuso, não sou de reclamar de arbitragem, não. Mas depois de cinco minutos voltar atrás (no pênalti)… E depois teve a expulsão. Era o Cidinho que deveria sair. Perdemos um jogador. Com certeza ele viu que errou – reclamou o goleiro Jefferson.

Jean fez o gol do Madureira, time que vinha incomodando os grandes no Carioca – empatara com Flamengo e Fluminense. Com o resultado, o time de Oswaldo de Oliveira se consolidou na liderança do Grupo A da Taça Rio, com seis pontos. A equipe treinada por Alexandre Gama está zerada no returno.

O Botafogo volta a campo na quinta-feira, às 19h30m, no Engenhão, contra o Friburguense. Um dia antes, o Madureira recebe o Volta Redonda.

O pênalti que foi, mas deixou de ser

Pouco aconteceu até os 30 minutos de jogo, como se os personagens em campo tivessem decidido concentrar tudo para o terço final do primeiro tempo. Era uma partida até um pouco chata. Sem graça. E aí tudo mudou: pênalti marcado e depois anulado, chances para os dois lados, gols perdidos. E gol feito.

Foi pênalti. Aos 31 minutos, Seedorf acionou Rafael Marques, que foi derrubado por Fernando. Sem discussão. Tanto que o holandês se preparou para bater, o goleiro Márcio se posicionou para tentar defender, os demais atletas ficaram alertas para o rebote. Era o cenário normal para uma cobrança de penalidade. Até o árbitro, 1m38s depois, anular tudo. Ele voltou atrás em sua decisão e assinalou impedimento na origem do lance, quando Seedorf recebe a bola – de fato, ele estava em posição irregular, mas o assistente nada marcou.

Os jogadores do Botafogo, claro, não gostaram nada. Mas o jogo seguiu. E o Madureira quase deu o troco. Derley recebeu em profundidade, deixou Bolívar no chão, encarou Jefferson e pediu pênalti. A arbitragem, porém, viu falta do atacante sobre o zagueiro. O placar, assim, seguiu zerado até os 42 minutos, quando Seedorf bateu falta da esquerda na cabeça de Dória. O desvio foi fatal: 1 a 0. O Botafogo ainda perderia chance clara com Lucas, que recebeu passe precioso do holandês. Na sequência do lance, Rafael Marques cabeceou, e o goleiro Márcio espalmou.

Gol e vermelho para Seedorf

O início do segundo tempo deu a falsa impressão de que o jogo estava sob controle para o Botafogo. A equipe de Oswaldo voltou bem, trocando passes, tramando jogadas. Seedorf, com cinco minutos, quase ampliou – o goleiro Márcio voou até seu ângulo direito para evitar o gol do holandês. Mas aí veio a surpresa. Em saída rápida, o Madureira empatou com Jean. O ex-atacante de Flamengo, Fluminense e Vasco se deu bem após desvio de Bolívar, driblou Jefferson e empurrou para o gol.

Mas a igualdade durou pouco. Boa jogada de Lucas deu a Rafael Marques a chance de marcar. Márcio impediu, e Seedorf premiou sua boa atuação com o gol. Bateu de primeira, deslocando a marcação. A vantagem, desta vez, foi definitiva. Por mais que o Madureira tenha tentado mudar o panorama, o Botafogo manteve a vitória, consolidou a liderança e mostrou que segue firme e forte no campeonato. Mas perdeu Seedorf. Quando o jogo se aproximava do fim, o holandês quis sair de campo por um lado ao ser substituído, mas o árbitro não aceitou e deu amarelo. O camisa 10 insistiu e acabou expulso.

 

 

Globoesporte.com

Obras da Copa: Comitês populares fazem planos alternativos à expulsão de famílias

Famílias que moram no entorno do Itaquerão temem ser expulsas pela especulação imobiliária (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Na capital paulista, planos urbanísticos alternativos para evitar a remoção de comunidades em decorrência das obras da Copa e das Olimpíadas estão sendo concebidos com a participação dos próprios moradores. Os comitês populares da Copa da cidade recorreram a consultorias de arquitetura e urbanismo de universidades e organizações parceiras para elaborar projetos que garantam a permanência das famílias no local.

“Uma vez que o Estado não apresenta à população o seu projeto, a gente se antecipa e constrói o nosso próprio plano, que será instrumento de negociação com o governo para mostrar que existem alternativas para a comunidade permanecer no local”, defende a advogada Juliana Machado, integrante do Comitê Popular da Copa de São Paulo. As diretrizes para a urbanização da Vila da Paz, nas imediações do estádio Itaquerão, zona leste de São Paulo, foram apontadas por quem vive há pelo menos uma década na área.

A advogada explica que o projeto garante a área de proteção ao redor do córrego que existe no local e a segurança dos moradores em relação à linha de metrô. “E garante, sobretudo, a permanência das famílias em uma área que está em processo de valorização muito rápida. Lá há metrô, trem, escola, creche e hospital. É uma área já urbanizada, guarnecida de infraestrutura”, enumera Juliana. Ela estima que cerca de 320 famílias da comunidade devem ser afetadas com a obra de um parque linear previsto para a área.

De acordo com a prefeitura de São Paulo, a única obra paulista inscrita na Matriz de Responsabilidade da Copa foi a linha 17 – Ouro da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), que ligará, dentre outros pontos, o aeroporto de Congonhas a Morumbi. A assessoria de imprensa da Secretaria Especial de Articulação para a Copa do Mundo de 2014 esclareceu que também existem obras relacionadas ao evento que não fazem da parte da matriz, a exemplo das obras viárias no entorno da arena Corinthians, em Itaquera. Essas obras, no entanto, não demandariam desapropriações, segundo o município.

Para Juliana Machado, mesmo que a obra de urbanização da Vila da Paz não esteja vinculada diretamente ao evento esportivo, a proximidade territorial com o estádio faz com que o comitê acompanhe também os projetos na área. “Entendemos que, junto com os megaeventos esportivos, virão os megaprojetos: grandes obras, de grande impacto socioambiental”, disse.

A prefeitura reconhece que há interesse do poder público de urbanizar a comunidade Vila Paz. Essa proposta está inserida em perspectiva de requalificação da zona leste da cidade. A assessoria informou que, se possível, o projeto será desenvolvido até a Copa, mas os estudos referentes à área ainda estão sendo feitos e não há como adiantar detalhes da ação. O órgão reforçou que existe preocupação em manter as famílias na mesma região que em moram.

Rio de Janeiro

O desejo de permanecer no local que habitam há mais de 40 anos também foi o que motivou os moradores da Vila Autódromo, na Barra da Tijuca, zona sul da capital, a elaborar proposta popular de urbanização. “[Nossa intenção é] mostrar que é possível manter a comunidade no local, fazer as obras que interessam à sociedade e melhorar a qualidade de vida daquelas pessoas”, justifica Marcelo Braga Edmundo, diretor da Central de Movimentos Populares (CMP), integrante do comitê carioca.

Edmundo critica a falta de clareza do governo municipal quanto à real finalidade do projeto. “Já foram dadas justificativas diferentes para a retirada dessa comunidade: questão ambiental, parque olímpico, alça de acesso, mas não se define ao certo. O que se percebe é que o principal, o que mais interessa, não importa a razão, é retirar a comunidade dali”, avalia. O projeto foi feito em parceria com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A prefeitura do Rio de Janeiro informou, por meio de nota da assessoria de imprensa, que a previsão é de que as famílias sejam transferidas da Vila Autódromo para um condomínio a cerca de um quilômetro das moradias atuais. O novo local contará com equipamentos públicos como creche e escola e área para implantação de atividades comerciais, segundo informações do governo municipal. O conjunto habitacional deve ficar pronto no primeiro semestre de 2014. No local, será instalado o Parque Olímpico, que será a principal instalação dos Jogos Olímpicos de 2016.

A nota da prefeitura destaca ainda que a comunidade está “localizada às margens da Lagoa de Jacarepaguá, em área de preservação ambiental cortada por três rios, onde não poderia haver qualquer tipo de construção. Atualmente, as famílias vivem em condições precárias, de forma irregular, sem infraestrutura adequada de serviços de água, esgoto, drenagem e pavimentação”. Apesar de questionado, o governo municipal não comentou a iniciativa dos moradores de construir um projeto urbanístico popular para a área.

Porto Alegre

Para evitar grandes deslocamentos de comunidades que terão casas desapropriadas em decorrência de obras da Copa do Mundo, o Comitê Popular de Porto Alegre têm se dedicado a identificar terrenos na mesma região para a construção das novas casas. “Isso tem de ser apontado como possibilidade. Foi uma grande vitória a gente ter conseguido áreas na região da Grande Cruzeiro, onde vai ser construída a Avenida Tronco, para reassentamento das famílias”, comemora a arquiteta e urbanista Cláudia Fávaro, integrante do comitê.

Na avaliação do comitê gaúcho, essa medida ajuda a diminuir os impactos provocados pelas remoções relacionadas à Copa. “Em Porto Alegre [repete-se] o que acontece no país:  a estratégia do poder público de fazer negociações individuais, de manter, estrategicamente, as famílias desinformadas para que elas não possam se mobilizar. Os conjuntos habitacionais que são apresentados como solução ficam em regiões periféricas da cidade sem infraestrutura”, avalia.

De acordo com a relatoria especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o direito à moradia adequada, dados de abril de 2011 mostram que só em Porto Alegre 10 mil famílias podem ser removidas em decorrência de megaprojetos de infraestrutura, como a ampliação do Aeroporto Salgado Filho, a duplicação da Avenida Tronco e outras obras de mobilidade.

Segundo Fávaro, a população reconhece a necessidade de duplicação da Avenida Tronco, obra que promete desafogar o acesso à zona sul da capital. “A própria comunidade quer a obra. Sair do leito da avenida não é o problema, a questão é como as famílias estão sendo tratadas e para onde vão ser realocadas”, afirma. Ela lembra que os moradores da área, através do Orçamento Participativo, conquistaram equipamentos de infraestrutura, como escola e posto de saúde. “As pessoas construíram o bairro e não querem sair de lá”, destaca.

A arquiteta avalia que os comitês populares pressionam o poder público a respeitar direitos fundamentais garantidos, por exemplo, pelo Estatuto das Cidades, o qual estimula a instalação da população de baixa renda em áreas dotadas de infraestrutura. “Quanto mais aperta o tempo para a Copa, mais violações ocorrem. É uma máquina avassaladora que vem vindo com a Copa e se não houver organização, ela passa violentamente”, critica.

Camila Maciel, da Agência Brasil

Militantes prometem luto, faixas e barulho contra reunião que pode definir expulsão de Bira do PSB

A assessoria de Bira disse nesta quarta-feira (26) que o vereador só vai se pronunciar a cerca da leitura e votação do parecer no qual será discutido o processo de sua expulsão do PSB logo após a reunião da Comissão de Ética do Partido que será hoje ás 18 horas na Sede do PSB.

Ainda segundo a assessoria, um grupo de militantes que apóiam a permanência de Bira no partido vão reunir em frente à Sede do PSB vestido de preto e com faixas para protestarem contra a expulsão do vereador. De acordo com a assessoria, os militantes não estão contentes com a posição do partido.

Logo depois da votação, o caso poderá ser encaminhando para ser apreciado no Diretório Municipal do PSB. O vereador alega que vem sendo perseguido desde o momento em que ele resolveu apoiar a pré-candidatura do prefeito Luciano Agra e que o partido tenta de toda maneira impedir a sua reeleição.

Tarcísio Timóteo