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Mãe que deixou bebê na rua e quase o atropelou tenta se explicar

Um bebê engatinha sozinho, na calçada. Um carro começa a se movimentar. A cena foi registrada por uma câmera de segurança da rua. Era um fim de domingo em João Pessoa, Paraíba. Uma mulher abre a porta do carro e tira o bebê da cadeirinha, deixa a criança sozinha na calçada, fecha a porta e entra de novo no carro. Do lado de fora, o bebê engatinha. Ela liga o carro e engata a ré.

Uma moradora do bairro percebe. A mulher para o carro e sai. O bebê segue engatinhando. Agora em direção à rua. Ela pega o bebê no colo, discute com a moradora e volta para o carro.

Após esse episódio, a mãe perdeu a guarda da bebê que agora pertence ao pai que era namorado dela. O fato ocorreu no bairro do Bessa em João Pessoa.

A mãe explicou que não queria fazer nenhum mal a filha, que devido a demora do pai em ir buscar a criança para passar o fim de semana e ela ter que sair, resolveu ir à casa dele para deixar a bebê e apontou que a mulher passeando com um cachorro que aparece no vídeo e discute com ela é tia do pai da criança. Por esse motivo teria deixado a bebê no chão e entrou no carro, mas logo se arrependeu.

O pai pediu na justiça que devido a este fato, a mãe perca definitivamente a guarda da criança e o processo corre em segredo de justiça na Paraíba.

A delegada de crimes contra infância, Joana Darc, aponta que o caso foi tratado como abandono de incapaz, mesmo sendo por pouco tempo, mas o que vale é intenção de quem deveria cuidar e proteger.

A matéria foi veiuculada neste domingo (21) no Fantástico.

 

pbagora

 

 

Câmara convoca ministro para explicar nesta quarta-feira bloqueio de verbas na Educação

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (14) a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para que ele preste esclarecimentos ao plenário nesta quarta (15) sobre bloqueios no orçamento do setor.

Por se tratar de convocação, Weintraub é obrigado a comparecer à Câmara, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade na hipótese de ausência “sem justificação adequada”, conforme prevê a Constituição Federal.

O requerimento de convocação foi aprovado por 307 votos favoráveis e 82 contrários. Weintraub será ouvido em uma “comissão geral” (sessão de debates no plenário). Ele é o primeiro ministro do governo Jair Bolsonaro convocado por alguma das casas do Congresso.

A maioria dos partidos orientou as bancadas a votarem a favor do requerimento de convocação. Somente PSL e Novo orientaram contra a convocação.

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vítor Hugo (PSL-GO), argumentou em plenário que o ministro já iria comparecer nesta quarta-feira a uma audiência pública conjunta na Câmara, de duas comissões permanentes. Por isso, considerou que a convocação era desnecessária.

Para a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), o ministro é preparado para discutir os temas. Mas admitiu que não é “nada agradável” para o governo ter um ministro obrigado a comparecer à Câmara.

“O ministro da Educação é bastante preparado para falar sobre o assunto. Eu acho que não vai haver problema nenhum. Claro que não é nada agradável você ter um ministro convocado em vez de convidado”, argumentou.

Em conversa com jornalistas no fim da tarde desta terça-feira, o porta-voz do presidente Jair Bolsonaro, Otávio Rêgo Barros, afirmou que o governo vê com “naturalidade” a convocação do ministro.

“O governo anuncia entender com naturalidade os fatos que ocorrem no Congresso Nacional e até entende com naturalidade que a convocação permitirá a possibilidade para que o ministro da Educação possa explanar para a casa legislativa os temas relacionados a esse tema da educação”, disse Rêgo Barros.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, Weintraub agradeceu a convocação. “Eu quero agradecer ao Congresso pelo convite, muito importante. Inclusive, esses 307, foi com o voto de muitos partidos, acho que quase todos os partidos do governo me chamaram. Então, aqui, o pessoal apoiou, para acabar de vez com essa narrativa falsa que foi criada por um pessoal que não tem, a oposição tá sem discurso nenhum. Ela não tem o que justificar porque é um desastre. Os números da educação que a gente tá vendo são frutos desses 18 anos de mentira atrás de mentira, de falsidade atrás de falsidade”, afirmou.

Medidas provisórias

Em reunião nesta terça-feira (14), os líderes da maioria dos partidos informaram que não aceitam votar as medidas provisórias que estão na pauta da Câmara nesta semana.

A pauta do plenário tem seis MPs. Uma delas, a que amplia a participação estrangeira no setor aéreo, perde a validade na semana que vem. Está também na pauta a MP da reforma administrativa, aprovada na semana passada em Comissão Mista, com a mudança do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Economia. Esta MP perde a validade em 3 de junho.

“Já que o governo disse que tem votos no plenário, ele que bote os votos no Plenário”, disse o líder do PRB, Jhonatan de Jesus (RR), ao informar que o partido não aceitaria votar medidas provisórias nesta semana.

O líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), disse que pauta do governo deve ser prejudicada pelo adiamento.

“Há uma clara maioria pela não votação de medidas provisórias e para a convocação do ministro. A pauta do governo nesta semana na Casa vai ficar muito prejudicada especialmente pela necessidade que a Casa sente de ouvir o ministro da Educação”, declarou.

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vítor Hugo, atribuiu as iniciativas a deputados da oposição e a grupos “não alinhados com o governo”. Mas disse que teve o apoio de seis siglas para tentar a votação de MPs ainda esta semana (Pros, PSC, Cidadania, Novo, Patriotas e PSL).

“Nós temos prazo para apreciar [as medidas provisórias]. Cada vez que a gente adia, para o Brasil, é uma preocupação, porque as medidas provisórias, elas tratam de assuntos extremamente importantes – e de modo particular a 870. Mas nós vamos continuar com as conversas para que a gente consiga apreciar, senão esta semana, as medidas provisórias 863 e 866 e, na sequência, chegar à 870 [MP da reforma administrativa]”, declarou o líder.

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP) defendeu a necessidade de diálogo.

“Se não houver a maturidade política neste momento, para que nós possamos fazer a reconstrução do nosso país através de um grande acordo, todo mundo vai perder. Ninguém ganha. Não ganha governo, não ganha Congresso, não ganha povo brasileiro”, afirmou.

G1

 

Senado convida ex-presidente a explicar confissão de Lula sobre mensalão

LulaMujicaA Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quarta-feira convite para que o ex-presidente do Uruguai José Mujica dê detalhes sobre a confissão feita pelo ex-presidente Lula de que teve de “lidar com muitas coisas imorais e chantagens” durante o primeiro mandato de seu governo. A fala do petista seria a admissão de como o governo se envolveu no escândalo do mensalão. Em votação simbólica também foi aprovado pedido para que o ex-vice-presidente uruguaio Danilo Astori explique o caso. Por serem convites, nenhum dos dois políticos do Uruguai têm obrigação de comparecer à comissão.

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A confissão do ex-presidente Lula sobre o esquema do mensalão, o maior esquema de corrupção do primeiro mandato petista e que acabou levando a cúpula do PT para a cadeia, aparece no livro Una Oveja Negra al Poder (Uma ovelha negra no poder, em tradução livre), escrito pelos jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz com depoimentos de Mujica. Na publicação, o ex-presidente do Uruguai relata que, em 2010, ao conversarem sobre o escândalo do mensalão, o petista teria dito ao presidente uruguaio que aquela era “a única forma de governar o Brasil”.

“Lula não é um corrupto como [Fernando] Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros”, disse Mujica no livro, “mas viveu esse episódio [do mensalão] com angústia e um pouco de culpa”. O ex-vice-presidente uruguaio Danilo Astori também teria presenciado a declaração do petista e, por isso, o nome dele foi incluído no requerimento aprovado nesta quarta-feira na Comissão de Relações Exteriores.

“Já que o ex-presidente é um grande defensor da ética, da moralidade e diz que político algum pode se envolver com dinheiro porque seria a deformação do quadro político, quero saber se essa análise dele exclui o presidente Lula e o PT”, disse o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), autor do requerimento para ouvir o ex-presidente do Uruguai. No início de maio, porém, José Mujica disse que não viria ao Brasil dar explicações sobre a confissão de Lula, mesmo que o Senado aprovasse o convite para que ele depusesse.

Veja

Evolução do cérebro pode explicar por que as mulheres traem

Ilustração/Lumi Mae
Ilustração/Lumi Mae

A mulher nunca esteve tão propensa a ter vários parceiros e a trai-los. A culpa destes comportamentos é a evolução de seu cérebro que está mudando com a vida moderna e lhe tornando insaciável. A independência econômica feminina também estimula a rotatividade nos relacionamentos e a ‘pulada de cerca’, já que lhe daria mais segurança para bancar as consequências de um possível rompimento. Essas são as conclusões de estudos recentes da neurociência e da psiquiatria abordados no Congresso Internacional do Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu na semana passada em Porto Alegre (RS).

Do ponto de vista biológico, o comportamento adúltero tem relação direta com o sistema de recompensa do cérebro, associado à liberação da dopamina, substância química responsável pela sensação de prazer. O sistema é ativado quando fazemos sexo e comemos alimentos saborosos. Isto é, ao fazermos essas atividades, ele nos fornece uma recompensa levando-nos, portanto, a repeti-las para nos sentirmos bem.

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O sistema funciona da mesma maneira em homens e mulheres, mas pesquisas recentes descobriram que seus efeitos são diferentes entre os sexos.

Viciadas em prazer

Enquanto nos homens ele atinge um teto, fazendo com que gerações de marmanjos se satisfaçam com sexo, futebol e cerveja, nas mulheres ‘o céu é o limite’, ou seja, quanto mais acesso ela tiver a situações de prazer, mais ela vai querer, segundo o estudo.

“O sistema de recompensa é o que faz a gente querer interagir com a novidade. A sociedade de hoje, que pulveriza estímulos, ativa mais esse sistema e, nas mulheres que são mais suscetíveis, o sistema embasa a sua mudança cultural”, afirma o psiquiatra Diogo Lara, professor de psiquiatria da PUC-RS, especialista em neurobiologia.

Essa plasticidade cerebral foi detectada em um pool de pesquisas feitas com ratos machos e fêmeas, nos últimos cinco anos, que tiveram o sistema de recompensa analisado enquanto recebiam drogas psicoativas por algum tempo. Os machos ‘drogados’ reagiam ao estímulo com pouca variação de comportamento, enquanto que a fêmea evoluía mais rapidamente para o vício.

Estudos do sistema de recompensa feitos em humanos constataram a mesma característica das ratas no cérebro feminino, concluindo que as mulheres estão se tornando cada vez mais ‘escravas’ do prazer.

“A mulher de hoje responde mais fortemente a estímulos quando esses são repetidos, seja qual for a novidade, ela quer mais, fica insaciável. Hoje elas comem mais, fumam mais, compram mais, usam mais drogas. Ai entra também o sexo, o interesse maior em ter mais parceiros, em trair. A rotatividade na vida da mulher está muito maior do que em relação às suas avós, enquanto que entre os homens não se vê uma mudança tão grande. Isso não quer dizer que ela vai trair, mas que está mais propensa a trair”, diz Lara.

Porém, o que ainda faz as mulheres serem aparentemente mais fieis do que os homens? Dois hormônios que atuam de forma mais intensa nas mulheres: a oxitocina e a vasopressina, conhecidos como os hormônios do amor. Eles são ativados por outro sistema cerebral também encontrado nos homens, contudo mais proeminente nelas. Por isso elas têm uma tendência maior a querer relacionamentos sérios.

“A fidelidade tem a ver com o jogo dos dois sistemas. Se eu só tenho atração sexual, sem vínculo afetivo, um sistema está mais ativado do que o outro. Se tenho atração e compromisso, os dois sistemas estão ativados. Em relacionamentos mais duradouros, vai ocorrendo um desequilíbrio dos sistemas e o da atração sexual diminui em detrimento do amor. Depois de um tempo, o que está fazendo falta vai ser ativado, mas nem sempre com a mesma pessoa, dando a vontade da ‘escapada'”, explica Lara.

Com a recompensa ganhando mais espaço na rotina da mulher, a tendência é que sua tomada de decisão saia mais dos antigos padrões, abrindo espaço para a diversidade amorosa.

“A busca de amor e de novidade está ficando equiparada na mulher porque essa busca por recompensa está cada dia mais forte. Isso traz um conflito do tipo: quero só uma pessoa ou mais pessoas?”, conclui o psiquiatra.

Traição se torna risco controlado

Para a psiquiatra Carmita Abdo, autora da pesquisa “Mosaico Brasil”, sobre a infidelidade do brasileiro, a emancipação econômica e sexual da mulher impacta na sua opção por ter mais parceiros. Sem depender financeiramente do cônjuge, ela percebeu que a traição se tornou “um risco controlado”.

“Os estudos mostram que o fato de ter uma independência econômica deixa a mulher em menos conflito numa situação de infidelidade, mas não necessariamente o poder econômico vai fazê-la trair o parceiro”, afirma.

A pesquisa realizada com 8.200 participantes, em 2008, mostrou índices de traição muito maiores entre os homens do que entre mulheres – 65% dos homens entre 18 e 25 anos traem, enquanto 70% entre os com 40 e 50 anos e 75% entre os com 60 a 70 anos. A surpresa ficou do lado feminino, especialmente entre as mais jovens. De acordo com a pesquisa, 48% das mulheres com 18 a 25 anos de idade afirmaram já terem traído pelo menos uma vez na vida e entre as com 60 e 70 anos o índice passou dos 20%.

“Existe uma percepção de uma crescente proporção de mulheres que estão praticando a infidelidade no Brasil nas novas gerações. Ou elas estão praticando, ou estão mais a vontade para falar sobre o assunto”, afirma a fundadora e coordenadora do ProSex (Programa de Estudos em Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Para a psiquiatra, a mudança de comportamento vem alterando a forma como a mulher encara as relações amorosas, procurando por mais diversão antes de ‘se amarrar’.

“As mulheres começam a definir o amor, o relacionamento, o afeto, muito mais pela paixão, pela diversão e pelo sexo, do que pelo padrão do começo do século 20, que era baseado no companheirismo, na doação e na parceria. Essa é uma visão que está perdendo campo, não que não exista mais, mas esta perdendo a unanimidade”, afirma.

 

 

Uol

Representante do Papa no Brasil convoca Dom Aldo para explicar dossiê

Dom Aldo Pagotto e Dom Giovanni d'Aniello
Dom Aldo Pagotto e Dom Giovanni d’Aniello

Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto viaja a Brasília, na tarde desta quinta-feira. Ele teria sido chamado às pressas para dar explicações ao representante do papa Francisco no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello. Conforme nota publicada na coluna de Heron Cid, na edição desta quinta-feira do jornal Correio da Paraíba, haveria um dossiê contra o arcebispo.

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Na íntegra, a nota publicada diz o seguinte: “Dom Aldo Pagotto foi chamado às pressas à Brasília pelo Núncio Apostólico, revelaram preocupadas fontes ligadas ao arcebipo. Olhos voltados à Arquidiocese da Paraíba!!! A convocação tem ligações com dossiê contra o líder religioso em poder do representante do papa no Brasil, Giovanni d’Aniello. O documento tem 298 páginas”.

Assessor da Arquidiocese da Paraíba, o jornalista Eisenhower Almeida afirma que não houve ‘convocação às pressas’ e que a viagem já estava programada. Ele informou que Pagotto se reunirá com membros da Igreja Católica e que os temas são sigilosos. Dom Aldo deverá retornar à Paraíba na próxima segunda-feira.

Em 2002, o Ministério Público do Ceará denunciou Aldo Pagotto, então bispo de Sobral, acusado de coagir adolescentes para que mudassem seus depoimentos à Justiça no caso do frei Luis Sebastião Thomaz – apontado como suposto autor de abuso sexual contra 21 meninas de Santana do Acaraú, no interior cearense.

Em 2013, já no cargo de arcebispo da Paraíba, dom Aldo teria encaminhado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) denúncia de pedofilia contra dois padres da Igreja Católica.

Jãmarrí Nogueira – MaisPB

Mano repete discurso para explicar saída e diz: ‘Fla é maior que todos’

Mano Menezes se despediu do Fla após trêsmeses de trabalho (Bruno Gonzalez / Ag. O Globo)
Mano Menezes se despediu do Fla após três
meses de trabalho (Bruno Gonzalez / Ag. O Globo)

Seis dias após pedir demissão do comando do Flamengo na coletiva de imprensa que seguiu a derrota do time para o Atlético-PR, de virada, por 4 a 2, no Maracanã, Mano Menezes voltou a falar sobre o assunto em nota publicada em seu site oficial. O treinador repetiu o discurso adotado na saída e disse que deixou o clube por não ter conseguido fazer o time render o que queria. Mano destacou ainda que não tem, nem nunca teve problemas com nenhum profissional rubro-negro e agradeceu ao apoio dos torcedores.

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O treinador, que esteve à frente do Flamengo por três meses, disse ainda que sua decisão de deixar o clube levou em consideração o respeito à torcida e à instituição e concluiu o comunicado com a frase:

– O Flamengo é maior do que todos.

Frame site do Mano Menezes técnico (Foto: Reprodução / Site Oficial Mano Menezes)Mano publicou texto em seu site pessoal oficial (Foto: Reprodução / Site Oficial Mano Menezes)

Mano Menezes deixou o Flamengo após ter 50% de aproveitamento em 22 partidas, com nove vitórias (incluindo um amistoso contra o São Paulo), seis empates e sete derrotas. Sob seu comando, o time não conseguiu sequer duas vitórias consecutivas. Após sua saída, o time vem sendo dirigido pelo interino Jayme de Almeida, que ganhou voto de confiança da diretoria.

Confira o texto na íntegra:

“Em virtude do número elevado de solicitações de entrevista e visando esclarecer totalmente os motivos de minha saída do comando técnico do CR Flamengo, quero ratificar minhas palavras pronunciadas na entrevista coletiva do pós-jogo. Minha atitude foi por motivos técnicos. Não consegui fazer o time jogar o futebol que exijo que minhas equipes joguem. Não vi a evolução que necessitávamos no período em que o Flamengo esteve sob o meu comando, para vislumbrar um futuro melhor. Entendi que deveria deixar outro profissional tentar fazer melhor. Não tive e nem tenho problemas com jogadores, colegas de comissão e muito menos com dirigentes do departamento de futebol do Clube. Quero agradecer o apoio que tive dos torcedores e dizer que minha decisão levou em consideração o seu sentimento e o respeito que todos os profissionais devem ter quando passam pelo Clube: o Flamengo é maior do que todos.
Abraço,
Mano Menezes”

 

Globoesporte.com

A Folha tenta se explicar

Os órgãos da imprensa brasileira não podem fazer suas histórias, tantos são os episódios, as posições, as atitudes indefensáveis deles ao longo do tempo. Suas trajetórias estão marcadas pelas posições mais antipopulares, mais antidemocráticas, racistas, golpistas, discriminatórias, de tal forma que eles não ousam tentar contas suas histórias.

Como relatar que estiveram sempre contra o Getúlio, pelas políticas populares e nacionalistas dele? Como recordar que todos pregaram o golpe de 1964 e apoiaram a ditadura militar, em nome da democracia? De que forma negar que apoiaram entusiasticamente o Collor e o FHC e fizeram tudo para que o Lula não se elegesse e se opuseram sempre a ele, por suas políticas sociais e de soberania nacional? Nos três momentos mais importantes da história brasileira, a mídia estava do lado golpista, do lado das elites, contra o povo e a democracia.

Entre eles, o jornal dos Frias, um dos que mais tem a esconder do seu passado e do seu presente. Uma funcionária da empresa há 24 anos, que fez sua carreira profissional totalmente na empresa, sem sequer conhecer outras experiências profissionais, que já ocupou vários cargos na direção da empresa, decidiu – ou foi decidida – a escrever uma espécie de história ou de justificativa da empresa dos Frias.

O livro foi publicado numa coleção da empresa. A funcionária se chama Ana Estela de Sousa Pinto e o livrinho tem o titulo Folha explica Folha. Mas poderia também se intitular Folha tenta se explicar, em vão.

Livro mais patronal, não poderia existir, até porque quem o escreve não tem a mínima isenção para analisar a trajetória da empresa da qual é funcionária. Começa com uma singela apresentação histórica das origens da empresa. De resgatável, uma citação do editorial de apresentação do primeiro jornal da empresa, que se diz como um jornal “incoerente” e “oportunista”, numa visão premonitória do que viria depois. Nada do que é relatado considera a historia como elemento constitutivo do presente. São informações juntadas, num péssimo estilo de historiografia que não explica nada.

Logo no primeiro grande acontecimento histórico que a empresa vive, sua natureza política já aflora claramente: apoio a Washington Luís e oposição férrea a Getúlio, tudo na ótica que perduraria ao longo do tempo: “a defesa dos interesses paulistas” ou do interesse das elites, revelando a função da imprensa paulista: passar seus interesses pelos de São Paulo.

Naquele momento se tratava de defender os interesses da lavoura do café. Para favorecer aos fazendeiros em crise, a empresa aceitava o pagamento de assinaturas em sacas de café, revelando o promiscuidade entre jornal e o café.

De forma coerente com esse anti-getulismo em nome dos interesses de São Paulo, a empresa se alinha com a “Revolução Constitucionalista” de 1932, contra a “ditadura inoperante, obscura e inepta em relação ao Estado de São Paulo”. O estado é sempre a referência, sinônimo de progresso, de liberdade, de democracia. O anti-getulismo é visceral: “O diretor Rubens Amaral levava seu anti-getulismo ao extremo de impedir que os filhos saíssem de casa quando o ditador (sic) visitava São Paulo. ‘Dizia que o ar estava poluído”, conta sua filha mais velha.”

Esse elitismo paulistano fez, por exemplo, que o Maracanaço de 1950 só fosse noticiado na terça-feira, na pagina 4 do caderno “Economia e Finanças”.

A autora tenta abrandar as coisas. Afirma que “A posição da Folha foi oscilante ao abordar o governo de João Goulart (1961-64) e a ditadura que o sucedeu.” Mentira, o jornal fez campanha sistemática pelo golpe militar.

Bastaria ela ter se dado ao trabalho de ler os jornais daquela época.

Encontraria, por exemplo, no dia 20/3/1964, a manchete: “São Paulo parou ontem para defender o regime”. E, ainda na primeira pagina: “A disposição de São Paulo e dos brasileiros de todos os recantos da pátria para defender a Constituição e os princípios democráticos , dentro do mesmo espírito que dito a Revolução de 32, originou ontem o maior movimento cívico em nosso Estado: “Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade”. E vai por aí afora, reproduzindo exatamente as posições que levaram ao golpe. Editorial de primeira página vai na mesma direção.

Bastaria ler alguns dos jornais desses dias e semanas, para se dar conta da atitude claramente golpista, mobilizadora a favor da ditadura militar, pregando e enaltecendo as “Marchas”. Nenhuma oscilação ou ambiguidade como, de maneira subserviente, a autora do livrinho sugere.

A transformação da Folha da Tarde num órgão diretamente vinculado à ditadura militar e a seus órgãos repressivos, o papel de Carlos Caldeira, sócio dos Frias, no financiamento da Oban, assim como o empréstimo de veículos da empresa para dar cobertura à ações terroristas da Oban, são coerentes com essas posições.

De Caldeira, ela não pode deixar de mencionar que “tinha afinidade com integrantes do regime militar e era amigo do coronel Erasmo Dias”. “Caldeira não era o único com conexões militares. Na redação da empresa havia policiais civis e militares, tanto infiltrados como declarados – alguns até trabalhavam armados.”

Sobre o empréstimo dos carros à Oban, a autora tenta aliviar a responsabilidade dos patrões, mas fica em maus lençóis. Há os testemunhos de Ivan Seixas e de Francisco Carlos de Andrade, que viram as caminhonetas com logotipos da empresa estacionadas várias vezes no pátio interno na fatídica sede da Rua Tutoia. Só lhe resta o apelo às palavras do então diretor do Doi-Codi, major Carlos Alberto Brilhante Ustra – condenado pela Justiça Militar como torturador – que “nega as afirmações dos guerrilheiros”. Bela companhia e testemunha a favor da empresa dos Frias, que a condena por si mesma.

Já um então jornalista da empresa, Antonio Aggio Jr. “reconhece o uso de caminhonete da empresa por militares, mas antes do golpe”. Dado o precedente, ainda na preparação do golpe, nada estranho que isso tivesse se sistematizado já durante a ditadura. Fica, portanto, plenamente caracterizado tudo o que diz Beatriz Kushnir no seu indispensável livro “Caes de Guarda”, da Boitempo, significativamente ausente da bibliografia do livro, sobre a conivência direta da empresa dos Frias na ditadura, incluído o empréstimo das viaturas para a Oban.

Editorial citado confirma a posição da empresa: “É sabido que esses criminosos, que o matutino (Estado) qualifica tendenciosamente de presos políticos, mas que não são mais do que assaltantes de bancos, sequestradores, ladrões, incendiários e assassinos, agindo, muitas vezes, com maiores requintes de perversidade que os outros, pobres-diabos, marginais da vida, para os quais o órgão em apreço julga legítimas toda promiscuidade.” (30/6/1972)

Assim os Frias caracterizam os que lutaram contra a ditadura. Fica plenamente caracterizado que a empresa estava totalmente do lado da ditadura, reproduzindo os seus jargões e a desqualificação dos que estavam do lado da resistência.

Passando pelo apoio ao Plano Collor, a empresa saúda a eleição de FHC como a Era FHC, com um caderno especial, assumindo que se virava a pagina do getulismo, para que o Brasil ingressasse plenamente na era neoliberal. Do anti-getulismo a empresa passou diretamente para o anti-lulismo – posição que caracteriza o jornal há tempos -, sempre em nome da elite paulista. A Era FHC acabou sem que o jornal tivesse feito sequer uma errata e nem se deu conta que a nova era é a Era Lula.

A decadência da empresa não consegue ser escondida. Depois de propalar que tinha chegado a tirar 1.117.802 exemplares em agosto de 1994, 18 anos depois, com todo o aumento da população e da alfabetização, afirma que tira pouco mais de 300 mil, para vender muito menos – incluída ainda a cota dos governos tucanos.

Ao longo dos governos FHC e Lula, a empresa foi sendo identificada, cada vez mais, com órgão dos tucanos paulistanos, seus leitores ficaram reduzidos aos partidários do PSDB, sua idade foi aumentando cada vez mais e o nível de renda concentrado nos setores mais ricos.

A direção do jornal, exercida pelos membros da família Frias nos seus cargos mais importantes, tendo a Otavio Frias Filho escolhido por seu pai para sucedê-lo, cargo que ocupa já há 18 anos, por sucessão familiar.

Apesar de quererem explicar a Folha, a impossibilidade de encarar com transparência sua trajetória, o livro se revela uma publicação subserviente aos proprietários da empresa, oficialista, patronal, que reflete o nível a que desceu a empresa ao longo das duas ultimas décadas.

Carta Maior

OAB enfrenta incertezas de CPI para explicar fraudes no exame,diz Gisa Moura

Com certeza, cada organização carrega sua marca e sua identidade. A presidenta do Movimento Bacharéis Em Ação, Gisa Moura, se destaca não só pela capacidade de articulação política e planejamento nas ações em defesa do fim do exame de ordem…

O Movimento Bacharéis Em Ação, é hoje a grande marca dos estudantes e bacharéis de direito. Na entrevista concedida ao site Justiça em Foco, podemos perceber o que levou a presidenta do Movimento Bacharéis Em Ação, Gisa Moura, a conquistar respeito e liderança dos bacharéis em todo Brasil.

Os Bacharéis estão no caminho certo para o fim do exame de ordem, via o Projeto de Lei(PL), de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Agora, a OAB enfrenta incertezas, já que após o recesso até 31 de julho, a Câmara dos Deputados – deve receber requerimento de pedido de CPI.

Confira abaixo a íntegra da entrevista com a presidenta do Movimento Bacharéis Em Ação, Gisa Moura.

Justiça em Foco(Editor/Ronaldo Nóbrega Medeiros): Qual será o foco agora, após encaminhamento dos documentos ao Presidente da Câmara, Deputado Marco Maia, que pode culminar com a abertura de uma CPI contra a OAB?

Gisa Moura: Em primeiro lugar, a audiência foi solicitada pelo Movimento dos Bacharéis em Ação. Convidei bacharéis e representantes de ONGs para audiência. O foco continua sendo o mesmo, o fim do exame de ordem, e apoio ao deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que apresentou o projeto de lei. Encaminhei a documentação e as informações conforme havia prometido, ao presidente da Câmara. Agora a abertura de CPI é uma questão a ser decidida pela Câmara dos Deputados.

Justiça em Foco: Com a divulgação da matéria “Câmara ouve Bacharéis e pode abrir CPI para investigar OAB” a OAB Nacional vai se empenhar pela não apresentação de requerimento para sua possível instalação. Como a Dra. Gisa Moura recebeu as criticas sobre a antecipação?

Gisa Moura: Na Polícia Federal, há inquéritos sobre fraudes envolvendo dirigentes da OAB – algumas Seccionais, sobre o Exame de Ordem. Dizer que eu antecipei, é algo sem sentido. Agora, a OAB forme sua tropa de choque para evitar a CPI da OAB. Se algo tem probabilidade de dar errado, certamente dará.

Justiça em Foco:  Então as informações sobre a possível CPI da OAB, comunicadas pelo Movimento dos Bacharéis em Ação, ao Justiça em Foco,  foi para ocupar a OAB?

Gisa Moura: Risos… Acredito que agora a OAB terá um desafio, evitar que a “Caixa Preta” da OAB seja aberta, e deixar de dedicar-se unicamente pela manutenção  do Exame de Ordem, ou até mesmo pelo projeto de lei que propõe eleições diretas para a OAB.

Justiça em Foco:  Então está otimista, na aprovação do projeto pelo fim do exame de Ordem?

Gisa Moura:  Claro que sim. O provimento de nº 144 do Conselho Federal da  Ordem  dos  Advogados  do  Brasil(CFOAB), fere frontalmente o principio da Igualdade (Cláusula Pétrea). Recentemente outro provimento, do CFOAB,   foi para privilegiar os membros do Ministério Publico e da Magistratura, que hoje são dispensados de prestar a prova da OAB, quando de suas aposentadorias, exigindo dos demais, como: delegados,  parlamentares(que fazem as leis nesse país), militares e funcionários públicos (ambos formados em direito), o tal exame de ordem, para receberem suas carteiras. Na verdade, não podemos aceitar no Brasil o cidadão de primeira e segunda categoria, pois todos somos iguais perante a Lei conforme nossa Carta Magna.

Justiça em Foco:  Qual número de advogados no Brasil, que exercem a profissão sem exame de Ordem?

Gisa Moura: Não sei. Gostaria que a OAB revelasse o grande número. Por sinal, já enviei requerimento ao Conselho Federal da Ordem  dos  Advogados  do  Brasil, neste sentido. Espero em breve, ter acesso as  informações.

Justiça em Foco:  Quem fez a prova de Direito do Trabalho no último Exame de Ordem está reclamando do enunciado. Qual sua opinião?

Gisa Moura: É incrível. Mas o fato é que o Mercado para advogados trabalhistas cresceu com a crise econômica mundial. Daí fica claro, a agressão ao princípio da isonomia e a intenção de prejudicar quem escolheu o direito trabalhista. Aliás, acredito que o único e verdadeiro propósito é para continuar a explorar os bacharéis de Direito nos grandes escritórios especializados em direito do trabalho. A Balança da OAB que investiga e controla o mercado de trabalho, conseguiu colocar ao seu lado, um excelente aliado, ou seja, a Fundação Getúlio Vargas, que também se dedica à produção de estatísticas. E certamente sabe frear um crescimento de mercado, com a intenção de prejudicar os jovens bacharéis capacitados para exercer com independência o Direito Trabalhista.

Justiça em Foco

Presidente da CPI é cobrado a se explicar sobre assessora fantasma

Foto: Assessoria

Integrantes da CPI do Cachoeira esperam explicações do presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), sobre a contratação de uma funcionária fantasma em seu gabinete.

Apesar dos parlamentares afirmarem que a denúncia não coloca os trabalhos de Vital do Rêgo na CPI sob suspeita, eles esperam que o peemedebista se antecipe apresentando suas explicações.

“É uma acusação, ele vai apresentar suas justificativas, mas confio na idoneidade dele. Há segmentos interessados em comprometer a imagem dele e do relator”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE).

Para o deputado Sílvo Costa (PTB-PE), o senador terá que prestar os “devidos esclarecimentos” sobre a contratação de fantasmas.

“Quem se dispõe a participar de CPI sabe que sua vida será vasculhada. Acho que o presidente dará os devidos esclarecimentos, ele vem conduzindo com equilíbrio os trabalhos da CPI”, afirmou.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) também disse esperar explicações do presidente da comissão. “Eu quero ouvi-lo sobre isso. Eu entendo que ele vai se explicar.”

Para o senador Sérgio Souza (PMDB-PR), também integrante da CPI, a denúncia não compromete a condução dos trabalhos por Vital do Rêgo. “Não interfere em nada na CPI. Ele vai se manifestar porque deve uma satisfação à sociedade, mas não tem nada a ver com a comissão.”

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirmou que a denúncia é uma “questão pessoal” de Vital do Rêgo. “Isso não tem nada a ver com CPI, é questão da relação dele com a Casa. Não podemos achar que a CPI vai resolver os problemas da Casa.”

AI, SE EU TE PEGO

Reportagem publicada hoje pela Folha mostra que o Vital do Rêgo contratou como funcionária fantasma em seu gabinete Maria Eduarda Lucena dos Santos, que se diz coautora do hit “Ai, Se Eu te Pego”, cantado por Michel Teló.

O emprego foi arrumado pelo pai de Maria Eduarda, o jornalista Adelson Barbosa, que admitiu à Folha que a filha foi contratada para receber pelos trabalhos que ele e outros dois jornalistas executariam: publicar reportagens favoráveis ao senador na imprensa local.

Maria Eduarda, 20, também disse à reportagem que o pai é quem responde pelo cargo. Ela foi contratada em fevereiro de 2011 como assistente parlamentar com salário de R$ 3.450. E é dispensada de comprovar presença.

Estudante universitária, ela diz ter criado o “Ai, se eu te pego” numa viagem com colegas à Disney em 2006.

A Justiça concedeu liminar em favor dela e das amigas bloqueando o dinheiro arrecadado com a música até que se decida a autoria.

A contratação de funcionários fantasmas pode gerar ação por improbidade. O presidente da CPI também emprega no gabinete parentes de políticos e aliados.

Ele contratou uma filha do ex-governador peemedebista José Maranhão, a mãe do deputado federal Hugo Motta (PMDB-PB), uma prima do ex-senador Ney Suassuna e uma cunhada de seu primeiro-suplente, Raimundo Lira, com salários que variam de R$ 2 mil a R$ 12,8 mil. O senador emprega ainda a mulher de Carlos Magno, coordenador de comunicação de sua campanha em 2010.

Folha.com