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Ex-prefeita Fátima Paulino tem contas reprovadas pelo TCE-PB

fatima paulinoO Tribunal de Contas da Paraíba, reunido, extraordinariamente, nesta quinta-feira (18), emitiu parecer favorável, por maioria, à aprovação das contas de 2012 do ex-prefeito de Itaporanga, Djaci Farias Brasileiro. Todavia, o ex-gestor do Fundo de Saúde do Município, Gaudêncio Mendes de Sousa, teve sua prestação de contas desaprovadas pela Corte que a ele impôs o débito de R$ 1.850.668,00 por despesas não documentalmente comprovadas. Cabe recurso contra essa decisão.

O TCE também desaprovou as contas de 2011 do prefeito de Natuba, José Lins da Silva Filho, impondo-lhe o débito de R$ 299.760,00 por despesas irregulares com transporte estudantil e locação de veículos.

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Despesa excessiva com a contratação de transporte escolar também contribuiu para a reprovação das contas de 2011 do ex-prefeito de Umbuzeiro, Antonio Fernandes de Lima, a quem foi imposto o débito de R$ 598.604,21 resultante, ainda, de saldo em conta bancária não comprovado.

Não recolhimento de contribuições previdenciárias, contratação elevada de servidores por excepcionalidade e despesas sem licitação ocasionaram a desaprovação, por maioria, às contas de 2012 da prefeita de Cuité de Mamanguape, Isaurina dos Santos Meireles de Brito.

Dois gestores passaram pela Prefeitura de Guarabira em 2012. O TCE reprovou, por maioria, a prestação de contas da ex-prefeita Maria de Fátima de Aquino Paulino (que respondeu pela administração municipal até junho) e, por unanimidade, as do ex-prefeito José Agostinho Souza Almeida (gestor até o final do exercício). O não recolhimento de contribuições previdenciárias e despesas não licitadas contribuíram, entre outras falhas, para as duas decisões, mas ao segundo gestor o TCE ainda impôs o débito de R$ 40.819,00 por despesas não comprovadas com assessoria jurídica.

O prefeito de Marcação, Adriano de Oliveira Barreto, teve as contas de 2012 reprovadas com imputação do débito de R$ 141.137,60 por saída não documentalmente comprovada de recursos financeiros. Cabem recursos contra todas essas decisões.

O TCE aprovou as contas de 2013 dos prefeitos de Vista Serrana (Jurandy Araújo da Silva, com louvores), Cacimba de Areia (Orisman Ferreira da Nóbrega) e, as de 2012, do prefeito de São José dos Cordeiros (Fernando Marcos de Queiroz),

Os dois gestores que em 2012 passaram pela administração do município do Conde (Aluísio Vinagre Régis e Quintino Régis de Brito Neto), obtiveram aprovação de suas contas, em fase de recurso. Houve aprovação, ainda, às contas das Câmaras Municipais de Belém (2013, com ressalvas), Ouro Velho (2012, com ressalvas), Conde (2012), Baía da Traição (2013) e Zabelê (2012).

Os processos inscritos na pauta de julgamentos representavam movimentação de recursos da ordem de R$263.857.423,85. Conduzida pelo presidente Fábio Nogueira, a sessão plenária teve as participações dos conselheiros Umberto Porto, Arthur Cunha Lima, Arnóbio Viana, Nominando Diniz, Fernando Catão e André Carlo Torres Pontes. Também, as dos conselheiros substitutos Antonio Cláudio Silva Santos, Marcos Costa, Oscar Mamede e Renato Sérgio Santiago Melo. O Ministério Público de Contas esteve representado pela procuradora geral Elvira Samara pereira de Oliveira.

MaisPB com assessoria

Ex-presidente começa trabalho para disputar o Palácio do Planalto pela sexta vez em 2018

lulaJá escalado pelo PT para disputar o Planalto em 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva empenha-se em pavimentar o caminho com doses cada vez maiores de intervenção no governo Dilma Rousseff. Uma posologia que combina um “detour” em direção ao mercado, apadrinhamentos de ministros sintonizados com o setor produtivo e menos PT na Esplanada.

Lula não quer atuar apenas como animador para que a militância compareça em massa à posse da presidente, no dia 1.º, em Brasília. A ideia é que a gestão da “criatura” seja melhor do que o primeiro mandato do ponto de vista administrativo e com índices econômicos mais vistosos. Lula insistiu para que Dilma o imitasse na economia, surpreendendo a todos ao trazer um nome do mercado para a equipe econômica. Com ele, a cartada foi Henrique Meirelles, então deputado eleito pelo PSDB, para o Banco Central; com Dilma, Joaquim Levy, funcionário graduado do Bradesco.

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Com influência no futuro governo de Dilma e um toque pessoal nos rumos do PT, Lula acredita que tornará o partido viável para tentar o quinto mandato seguido de um petista na Presidência da República. E isso exigirá uma radical renovação nos quadros da legenda, hoje envelhecida, segundo o ex-presidente. Os planos para esse rejuvenescimento já foram feitos.

Um exemplo claro de como tem agido o ex-presidente é o de que Lula jamais moveu um dedo para salvar o mandato do ex-deputado André Vargas (PR), ex-secretário de comunicação da Executiva do PT suspeito de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef. Vargas teve o mandato cassado na quarta-feira.

No campo simbólico, o ex-presidente decidiu condicionar a candidatura a mudanças de rumos no partido e a um expurgo geral dos suspeitos de envolvimento em corrupção por temer ser candidato por um partido desgastado por escândalos como o do mensalão e da Petrobrás, o que aumenta o risco de derrota na próxima disputa (mais informações na pág. A10).

Lula orientou os senadores Lindbergh Farias (RJ), Humberto Costa (PE) e Jorge Viana (AC) a percorrer o País atrás de líderes que participaram dos protestos de junho de 2013 que se mostraram resistentes a se filiar a partidos. Lula tem dito, a pessoas com as quais conversa sobre os problemas vividos pelo PT, candidaturas no futuro e o atual governo, que o maior desafio é atrair para a política a juventude que não ouve rádio, não vê televisão e não lê jornais. “Como se comunicar com eles? Esse é nosso desafio”, repete o ex-presidente.

Certeza. Lula contou às pessoas com as quais conversou que tinha certeza de que seria lançado candidato à sucessão de Dilma assim que fosse anunciado o resultado do 2.º turno da eleição, no dia 26 de outubro, independentemente do nome do vencedor. “Não havia como sair dessa. E não havia como dizer sim nem não”, resumiu o ex-presidente durante conversa com deputados e senadores na quarta-feira, em Brasília.

O ex-presidente sabe ainda que terá de superar no mínimo dois obstáculos para buscar um novo mandato ao Planalto: estará com 73 anos e terá de cuidar bem da saúde, pois enfrentou um câncer da laringe em 2011. Ele tem ido à academia em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, todos os dias em que está na cidade. Manter-se em forma, porém, será o menor dos desafios do petista. O mais difícil, dizem assessores próximos, será lidar com a resistência da mulher, Marisa Letícia, que tem dito que aceita qualquer coisa, menos a volta à condição de primeira-dama.

Aos colegas de PT, Lula não se cansa de recomendar a todos que leiam a biografia de Getúlio Vargas, escrita pelo jornalista Lira Neto. “Li os três volumes. E agora consigo entender por que Getúlio foi tão criticado”, tem afirmado o ex-presidente, num tom que os interlocutores se arriscam a dizer que é uma comparação consigo mesmo. Getúlio foi presidente de 1930 a 1945, saiu após um forte processo de desgaste de seu poder ditatorial e voltou em 1951 pelos braços do povo numa eleição consagradora. Governou até tirar a própria vida, em 1954, novamente sob pesado ataque dos oposicionistas. A esperança dos petistas, ao ouvir os conselhos de leitura, é que Lula repita o gesto de Getúlio e dispute nova eleição.

A movimentação de Lula sugere que ele já aceitou a missão. Na semana que passou, ele chegou a Brasília na terça-feira à noite. Dormiu e, no dia seguinte, recebia parlamentares do PT no café da manhã do hotel. Depois, juntou-se ao governador da Bahia, Jaques Wagner, e ao ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, além de Rui Falcão, presidente do PT, para almoçar com Dilma no Palácio da Alvorada. No encontro, deu dicas para a posse do dia 1.º. Mas, ao que tudo indica, Lula também tem planos para a posse de janeiro de 2019, na condição de presidente eleito. De novo.

Estadão

Morre em São Paulo o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos

marcio-tomazO advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, de 79 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (20) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A informação foi confirmada pela equipe médica.

Bastos foi internado na terça-feira (18) para tratamento de descompensação de fibrose pulmonar, segundo boletim médico divulgado pelo hospital.

Um dos advogados criminalistas mais influentes do país, Bastos foi convidado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor a equipe do primeiro mandato. Comandou o  Ministério da Justiça entre 2003 e 2007.

Mesmo depois de deixar o ministério, continuou em evidência ao atuar em casos de grande repercussão nacional. Atuou, por exemplo, no julgamento do processo do mensalão, no Supremo Tribunal Federal, em 2012. Na ocasião, defendeu o ex-vice-presidente do Banco Rural, José Salgado.

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Durante o período do julgamento, entrou com reclamação contra o então presidente do STF, Joaquim Barbosa, questionando o fato de Barbosa não ter levado pedidos da defesa dos réus para análise do plenário do tribunal.

Também foi o responsável pela defesa do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que responde a processo por suspeita de participação em esquema de jogos ilegais.

Bastos atuou ainda na defesa do médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por 48 ataques sexuais a 37 vítimas.

A acusação dos assassinos de Chico Mendes, do cantor Lindomar Castilho e do jornalista Pimenta Neves são outros trabalhos de repercussão nacional no currículo do ex-ministro.

Bastos era formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) na turma de 1958.

Em  1990, após a eleição do presidente Fernando Collor, integrou o governo paralelo instituído pelo Partido dos Trabalhadores como encarregado do setor de Justiça e Segurança.  Em 1992, participou ao lado do jurista Evandro Lins e Silva da redação da petição que resultou no impeachment de Collor.

É fundador do movimento Ação pela Cidadania, juntamente com Severo Gomes, Jair Meneghelli e Dom Luciano Mendes de Almeida. É fundador do Instituto de Defesa do Direito de Defesa.

G1

PF prende outro ex-diretor da Petrobras

petrobrasA Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (14) a sétima fase da Operação Lava Jato, cumprindo mandados de prisão e busca e apreensão no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em Pernambuco e no Distrito Federal. Um dos detidos pelos 300 agentes federais envolvidos nesta nova etapa da operação policial é o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Indicado pelo PT para o cargo de alto escalão, ele foi preso em sua residência, no Rio de Janeiro, e conduzido para a superintendência local da PF.

O ex-diretor de Refino e Abastecimento da estatal do petróleo Paulo Roberto Costa, que fez acordo de delação premiada e atualmente cumpre prisão domiciliar, revelou durante depoimento à PF e ao Ministério Público Federal ter conhecimento de irregularidades praticadas na Diretoria de Serviços da empresa e na divisão internacional da estatal entre 2004 2012. À época, o diretor de Serviços da petroleira era Renato Duque e a área internacional estava sob a responsabilidade de Nestor Cerveró.

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Segundo Costa, o PT recolhia para o seu caixa 100% da propina obtida em contratos das diretorias que a sigla administrava, como, por exemplo, as de Serviços, Gás e Energia e Exploração e Produção.

Na delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento contou que, se o contrato era de uma diretoria que pertencia ao PP, o PT ficava com dois terços do valor e o restante era repassado para a legenda aliada.

O G1 tentou contato com a assessoria de Renato Duque, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Ao todo, 300 policiais federais, com apoio de 60 servidores da Receita Federal, deram reativaram nesta sexta-feira a Lava Jato, operação que desbaratou, em março, um esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e pagamento de propinas que operava inclusive dentro da Petrobras.

Segundo PF, a Justiça Federal do Paraná, responsável pelo processo da Lava Jato, decretou seis mandados de prisão preventiva, 21 de prisão temporária, nove de condução coercitiva (quando o suspeito é conduzido à polícia para prestar esclarecimentos) e 49 de busca e apreensão. Os envolvidos responderão, de acordo com suas participações no esquema, pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, foi decretado o bloqueio de aproximadamente R$ 720 mihões em bens pertencentes a 36 investigados. Além disso, o juiz federal Sérgio Moro, que está julgando a Lava Jato na primeira instância, autorizou o bloqueio integral de recursos financeiros de três empresas que seria de propriedade de um dos operadores do esquema criminoso.

As buscas e apreensões feitas nesta sexta, explicou a assessoria de imprensa da Receita Federal, servirão para promover eventuais ações fiscais em decorrência de supostos pagamentos de serviços que possam não ter sido prestados, como “assessorias” ou “consultorias”. Conforme a Receita, os valores desses supostos serviços, contabilizados como “custos operacionais”, reduziriam de forma fraudulenta a base de cálculo de tributos.

A Petrobras está no centro das investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal. O esquema, segundo a PF, foi usado para lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, de acordo com as autoridades policiais, movimentou cerca de R$ 10 bilhões. As investigações identificaram um grupo brasileiro especializado no mercado clandestino de câmbio, diz a PF.

Os principais contratos sob suspeita são a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, que teria servido para abastecer caixa de partidos e pagar propina, e o da construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, da qual teriam sido desviados até R$ 400 milhões.

A Polícia Federal vai conceder uma coletiva de imprensa, às 10h, em Curitiba, para dar mais detalhes sobre as novas buscas da Lava Jato.

Delações premiadas
Na última terça (12), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que, ao menos, nove pessoas já concordaram em colaborar com as investigações da Operação Lava Jato com a delação premiada. Além disso, outras já se interessaram em apontar nomes de envolvidos e fatos relacionados ao suposto esquema de pagamento de propina a políticos a partir de contratos da Petrobras, foco da investigação.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já homologou a delação premiada do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Janot relatou que há outras três delações concluídas e prontas para serem homologadas.

Além disso, informou o chefe do Ministério Público, mais “cinco ou seis” colaboradores estão negociando acordo semelhantes com os procuradores responsáveis pelo caso, entre eles o doleiro Alberto Youssef, apontado como um dos líderes da organização criminosa.

Veja quais mandados judiciais estão sendo cumpridos pela PF nesta sexta:

Paraná
Dois mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, em Curitiba.

Distrito Federal
Um mandado de busca e um de prisão preventiva.

Minas Gerais
Dois mandados de busca e apreensão, em Belo Horizonte.

Pernambuco
Dois mandados de busca e apreensão, em Recife.

Rio de Janeiro
Onze mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva e quatro de prisão temporária.

São Paulo
Na capital paulista, devem ser cumpridos 29 mandados de busca e apreensão, dois mandado de prisão preventiva, 15 de prisão temporária e nove de conduções coercitivas. Em Jundiai, no interior paulista, os agentes federais devem cumprir um mandado de busca e um de prisão temporária. Por fim, em Santos, no litoral paulista, há um mandado de busca e apreensão e um de prisão temporária.

G1

Ex-atleta olímpica do salto com vara muda de sexo e vira personal trainer

(Foto: Editoria de arte)
(Foto: Editoria de arte)

No dia 21 de novembro de 2007, a atleta Yvonne Buschbaum, do salto com vara, anunciou sua aposentadoria do esporte aos 27 anos. O motivo? Queria se dedicar a um sonho de infância: mudar de sexo. Quase sete anos depois, rebatizada como Balian, uma homenagem ao personagem de Orlando Bloom no filme “Reino dos Céus”, é homem e não abandonou o esporte, trabalha como personal trainer.
Pelas fotos atuais, não dá para dizer que Balian já foi mulher. Ainda como Yvonne, terminou na sexta colocação do torneio de salto com vara nas Olimpíadas de Sydney, na Austrália, em 2000. Ele afirmou que, durante anos, sentiu que vivia no corpo errado e disse que não quer se esconder.

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– Tenho consciência de que a transexualidade é um assunto que está às margens da sociedade, mas não quero ser parte desta marginalização. Não quero, muito menos, viver às escondidas – comentou.

Além da participação nos Jogos de Sydney em 2000, Balian, ainda como Yvonne, foi sexto lugar no Mundial Indoor de Lisboa, em Portugal, e sétimo no Mundial de Edmonton, no Canadá, no mesmo ano. Em 2002, ficou em segundo no Europeu Indoor em Viena, na Áustria, e, na Alemanha, pegou bronze no Europeu. Em 2003, terminou o Mundial de Paris, na França, em sexto.

globoesporte

 

Ex-diretor da Petrobras diz em áudio que propina abastecia PT, PMDB e PP

paulo roberto ex-diretorO ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso em regime domiciliar no Rio, afirmou na quarta-feira (8), em depoimento à Justiça Federal do Paraná, que parte da propina cobrada de fornecedores da estatal era direcionada para atender a PT, PMDB e PP.

O G1 obteve o áudio no qual Costa diz ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância, que a Diretoria de Serviços da estatal, na época comandada por Renato Duque, cobrava 3% de propina sobre contratos da área. Desse percentual, disse o ex-dirigente, dois terços abasteciam os cofres do PT.

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De acordo com o Jornal Hoje, a assessoria do PT informou que por enquanto não se manifestará sobre as denúncias. A assessoria do PP informou que desconhece o conteúdo das denúncias, mas o partido está disposto a auxiliar nas investigações. O PMDB informou que não vai se manifestar porque não teve acesso ao conteúdo da delação.

Segundo Paulo Roberto Costa, os ex-diretores Renato Duque e Nestor Cerveró (área internacional) participavam do suposto esquema de pagamento de propina montado na empresa, do qual ele próprio se beneficiava.

Paulo Roberto Costa também destacou que o antigo colega da diretoria de Serviços havia sido indicado para o cargo pelo ex-ministro José Dirceu, condenado no processo do mensalão por corrupção ativa. Segundo ele, Cerveró foi indicado pelo PMDB.

“Olha, em relação à Diretoria de Serviços [comandada por Renato Duque], todos sabiam que 2%, dos 3% [cobrados de propina], eram para atender ao PT. Através da Diretoria de Serviços. Outras diretorias, como Gás e Energia e Exploração e Produção, também eram PT”, declarou Costa à Justiça Federal.

Advogados de ex-diretores contestam
Em nota enviada ao G1, o advogado de Renato Duque, Alexandre Lopes de Oliveira, afirmou desconhecer o teor dos “inúmeros” depoimentos prestados por Paulo Roberto Costa. Ele disse que, caso o ex-diretor da Petrobras venha a acusar seu cliente por qualquer prática ilícita, ele “será responsabilizado no campo cível e criminal”.

Segundo Oliveira, Renato Duque, que trabalhou por mais de 30 anos na Petrobras, “sempre pautou sua atuação na empresa pela correção e não admitirá injurias, difamações e calúnias em detrimento de sua honra.”

“O patrimônio adquirido pelo sr. Renato Duque está devidamente declarado à Receita Federal e lastreado em anos e anos de trabalho”, completa o comunicado da defesa de Duque.

Por telefone, o advogado de Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, disse à TV Globo que a delação de Paulo Roberto Costa “não foi obtida de forma voluntária, como determina a lei”. Para ele, esse é um “momento de muita cautela” e o ex-diretor da Petrobras deu uma declaração “sob pressão” para voltar para casa e ter penas e processos diminuídos.

Segundo Ribeiro, a Constituição estabelece que toda delação tem que ser feito de acordo com o devido processo legal e o Estado possui compromissos com os direitos de cada cidadão, entre eles, o “de ficar calado” para não produzir provas contra si mesmo. Por isso, segundo ele, as declarações devem ser analisadas “com cuidado”.

“Quanto a Nestor Cerveró, em 2010, ele não estava mais na diretoria da Petrobrás. Ele saiu em 2008. Não tivemos acesso às denúncias feitas por Paulo Roberto Costa. Até hoje não existe qualquer investigação contra Cerveró. Quando houver alguma investigação, a defesa vai se manifestar”, concluiu o advogado.

G1

Ex-diretor da Petrobras deve ser solto até segunda e pode usar tornozeleira

paulo roberto ex-diretorApós fechar um acordo de delação premiada com a Justiça, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, deve ser libertado até a próxima segunda-feira (29). Suspeito de envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, o ex-dirigente da petroleira está preso desde junho na carceragem da PF em Curitiba.

A previsão é que, assim que for solto, Costa será conduzido em um avião da Polícia Federal para o Rio de Janeiro, cidade onde mora. Pelo acordo judicial, ele terá de permanecer em casa até ser julgado pela Justiça Federal do Paraná. Ainda não há previsão de quando ocorrerá o julgamento.

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Neste período, o ex-dirigente receberá proteção policial 24 horas por dia. Ele também pode vir a ter de usar tornozeleira para facilitar o monitoramento da polícia.

Delação premiada
A delação premiada é resultado de um acordo firmado entre Costa e o Ministério Público Federal pelo qual o ex-diretor da Petrobras se compromete a colaborar com as investigações e denunciar os integrantes do esquema de pagamento de propina em contratos de empresas com a estatal. Se o ex-diretor comprovar as informações que der e a Justiça homologar o acordo, ele poderá receber benefícios, como redução de pena e a possibilidade de responder a processo em liberdade.

O teor dos depoimentos é sigiloso para resguardar as investigações, a integridade do delator e as pessoas eventualmente denunciadas por ele, até que as informações sejam devidamente comprovadas pela Polícia Federal e o Ministério Público.

Desde que começou a prestar os depoimento, no início deste mês, Paulo Roberto Costa teria denunciado a participação de deputados, senadores, governadores e um ministro no suposto esquema, segundo informou a revista “Veja”.

Quando as primeiras informações começaram a vazar na imprensa, com a citação de nomes como os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), parlamentares começaram a tentar obter o conteúdo da delação.

A CPI mista da Petrobras chegou a protocolar no Supremo pedido de acesso a “todos os documentos” relativos à Operação Lava Jato. Teori Zavascki acolheu a solicitação, mas entre as informações liberadas não estava o teor da delação de Paulo Roberto Costa. O ministro argumenta que ainda não recebeu o conteúdo das novas denúncias, já que o ex-diretor da Petrobras ainda está prestando depoimentos em Curitiba.

G1

 

Professora é morta a facadas enquanto dava aulas na Paraíba; ex-marido é procurado

Policial .Um pescador é procurado pela Polícia Militar suspeito de ter matado a ex-mulher a facadas na tarde desta terça-feira (23), na Baía da Traição, cidade do Litoral Norte da Paraíba. A vítima dava aulas de reforço para crianças quando foi assassinada.

De acordo com o capitão Alberto Filho, os dois estavam separados há oito meses e ela teria começado um novo relacionamento há cerca de uma semana. Segundo o PM, o pescador insistia para reatar, mas ela não aceitava e ele passou a ameaçá-la.

Ao descobrir que a professora estava com outra pessoa, ele foi até a casa dela e a matou enquanto a vítima dava aulas de reforço na sala da residência onde morava. As crianças que estavam no local assistiram ao crime.

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Depois do homicídio, ele teria fugido de barco pelo rio Paraíba, mas é procurado pela Polícia Militar e, como adiantou o capitão Alberto Filho, pode ser localizado a qualquer momento. “A PM está à procura do suspeito e ele deverá ser preso em breve”.

 

Portal Correio

Ex-diretor da Petrobras envolve Eduardo Campos, Sergio Cabral e Roseane Sarney em esquema de propina

roberto-costaO ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência Eduardo Campos, morto em um acidente de avião no último dia 13 de agosto, e o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) estariam entre os beneficiários de um esquema de corrupção da Petrobras, segundo o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa.

Os nomes dos dois ex-governadores e da atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), teriam sido mencionados por Costa em depoimento à Polícia Federal, informa reportagem publicada pela revista Veja em sua edição deste fim de semana.

O ex-executivo da Petrobras foi preso em março deste ano sob a acusação de participar de um esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef e optou por colaborar com a polícia, concordando com a delação premiada.

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Nos depoimentos prestados à Polícia Federal desde o dia 29 de agosto, Paulo Roberto Costa teria dito que os três governadores mencionados (todos de Estados com grandes projetos da Petrobras), seis senadores, um ministro e pelo menos 25 deputados embolsaram dinheiro ou tiraram algum proveito da parte dos valores desviados dos cofres da Petrobras.

Nomes

 

Entre os nomes mencionados pelo ex-diretor, cujos depoimentos já contam mais de 40 horas, estariam os atuais presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e dos senadores Ciro Nogueira (PI), que é presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR), ex-líder de governo.

Leia mais notícias no R7

Também aparecem na suposta lista de Paulo Roberto Costa os deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo na Câmara, e João Pizzolatti (PP-SC). O ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP) seria outro citado como beneficiário. Costa ainda teria dito à polícia que João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT, era quem fazia a ponte entre o partido e o esquema de propinas da Petrobras.

Cabral, Roseana e Campos teriam sido mencionados por Costa

Uol 

 

Ex-prefeito de Monte Horebe é condenado a cinco anos de prisão por desvio de recursos do Programa Saúde da Família

prefeito-monte-horebeO ex-prefeito de Monte Horebe, Erivan Dias Guarita, foi condenado a cinco anos e três meses de prisão em regime semi-aberto. A condenação por desvio de verbas públicas foi proferida pela juíza da 8ª Vara Federal, Moniki Mayara Costa Fonseca.

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-prefeito de desviar recursos do Programa Saúde da Família (PSF), que seriam aplicados em ações e serviços no ano de 2005.

Entre os dias 24 de fevereiro e 12 de junho, o prefeito teria efetuado cinco pagamentos em cheque para a médica Clóris de Araújo Córdula, que trabalhou no município em 2005, mas que, na época dos desvios, já não estava mais na Prefeitura.

Segundo o MPF, um laudo documentoscópico das assinaturas da médica comprovariam o falso pagamento. O próprio prefeito havia apresentado os documentos como comprovantes de serviços prestados.

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Os desvios causaram prejuízo aos cofres públicos no montante de R$ 22.614,29. Ainda segundo a denúncia, o Banco do Brasil teria informado que os valores dos cheques foram sacados em espécie, tendo o desvio de verbas sido confirmado pelo TCE e TCU.

Para a juíza, a participação do ex-prefeito no crime ficou claramente comprovada. “Em relação à autoria, é indubitável que ela recai sobre o acusado, porque, durante sua gestão, era o responsável pela celebração dos convênios, bem como pela prestação de contas dos recursos federais recebidos. Ademais, acompanhava a sua execução, além de figurar como ordenador de despesas”.

Ainda segundo a magistrada, “as consequências dos crimes são graves, eis que os recursos eram destinados a ações sociais de saúde (PSF) da população carente do município de Monte Horebe, gerando agravamento de problema social que o repasse dos valores visavam minorar”.

 Paraiba.com.br