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Na Paraíba, ex-ministro endurece tom contra Bolsonaro

Em Campina Grande onde participou ontem, sexta-feira (09), como palestrante da Semana da Advocacia, o ex-ministro da Justiça e ex-deputado, José Eduardo Cardozo endureceu o tom das críticas contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e comparou o que ele faz a uma barbárie. O desabafo diz, sobretudo, relação a recente homenagem do presidente ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido como um dos principais torturadores da Ditadura Militar.

“Não é possível que pessoas que foram torturadas barbaramente, pelo Brilhante Ustra, possam ouvir alguém homenageando esse tipo de ato. É o mesmo que homenagear o Holocausto, homenagear a barbárie. O que o presidente faz, eu falo com sinceridade, eu nunca imaginei que pudesse ouvir na minha vida. É o retorno à barbárie, o retorno à falta de civilização”, lamentou.

O ex-ministro ressaltou que diariamente o presidente concede declarações irracionais, a exemplo do que foi feito ao atacar a memória do pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

“O presidente da República fala de situações inimagináveis contra o presidente da Ordem e ameaça a entidade maior que nos congrega. Estamos vivendo um tempo de absoluta infinidade, quem é democrático e defende seu direito, tem que defender a liberdade e autonomia do advogado, não há estado de direito sem advocacia. Infelizmente o nosso presidente Jair Bolsonaro, que tem uma mentalidade autoritária, resolve atacar de frente uma categoria, que nessa hora tem que responder. O presidente Felipe Santa Cruz, merece toda nossa solidariedade”, asseverou.

VERGONHA

Cardoso também criticou o nepotismo adotado por Bolsonaro ao indicar um de seus filhos para Embaixador do Brasil nos Estados Unidos e lamentou o fato de ainda haver pessoas que defendam esse tipo de postura.

“Um presidente que vai nomear o filho, como embaixador dos Estado Unidos, pelo fato de ter fritado hambúrgueres. Eu estive no exterior, as pessoas me perguntaram se era verdade, e eu tive vergonha. Me admira ainda pessoas que defendam esse tipo de postura. Eu não consigo entender o que passa na cabeça de alguém que defenda o nepotismo escancarado, a intolerância, o autoritarismo, que defenda homenagens a torturadores”, arrematou.

As declarações do ex-ministro repercutiram na Rádio Caturité FM.

 

PB Agora

 

 

Ex-ministro afirma que Reforma da Previdência ‘é uma crueldade para com o povo brasileiro’

O ex-ministro da Previdência dos Governos de Lula e Dilma, Carlos Gabas, afirmou na tarde desta quinta-feira (28) que a Reforma da Previdência defendida pelo presidente da República Jair Bolsonaro “é uma crueldade contra o povo Brasileiro”.

Durante entrevista ao Programa Rede Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação, o ex-ministro defende que a Reforma da Previdência é necessária, mas antes tem que discutida com a classe trabalhadora e com o empresariado.

Ainda segundo o ex-ministro, Jair Bolsonaro insiste em afirmar que a Reforma da Previdência é para ‘cortar privilégios’ dos mais ricos,” quando, na verdade, o mais penalizado será a classe trabalhadora. “Eu não entendo como é que um presidente da República acha que um trabalhador que ganha um salário mínimo de R$ 998,00 é privilegiado, quando ele próprio tem duas aposentadorias e ainda ganha com presidente da República, perfazendo um salário mensal de R$ 70 mil”, destacou.

paraiba.com.br

Foto: Kauwe Barreto

 

PF investiga policial que postou que ex-ministro do STF Joaquim Barbosa fez ‘papel do escravo’

A Polícia Federal abriu nesta segunda-feira (29) um inquérito para apurar a conduta de um policial da Superintendência Regional da Paraíba que fez menções desrespeitosas ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa em postagens nas redes sociais no domingo (28).

Por meio de nota enviada à imprensa, a PF explica que a Corregedoria Regional do órgão já adotou os procedimentos necessários pertinentes ao caso. A assessoria também informou que o policial está em missão e não poderia ser contatado.

Postagem no Twitter feita por policial federal vai ser investigada pela PF — Foto: Reprodução/Twitter

Postagem no Twitter feita por policial federal vai ser investigada pela PF — Foto: Reprodução/Twitter

As postagens foram feitas pelo policial federal na manhã do domingo (28). No Twitter, às 8h07, o policial compartilhou uma postagem do presidente eleito Jair Bolsonaro sobre a declaração de voto do ex-ministro Joaquim Barbosa ao então candidato do PT Fernando Haddad e fez o seguinte comentário:

“Na minha opinião, o negro Joaquim Barbosa, erigido ao posto de Ministro do STF, apenas paga favor ao PT. Faz papel do escravo que, mesmo com carta de alforria, teve medo de deixar a Casa Grande. Seu voto é só isso: Apenas 1 voto. Nada mais.”

Em seguida, o servidor postou esta mesma mensagem no Instagram, ressaltando o conteúdo na legenda da foto.

“Joaquim Barbosa não é o primeiro caso de negro que, mesmo de posse de sua carta de alforria, se negou a deixar a Casa Grande e a convivência harmoniosa com seus senhores.”

A Polícia Federal explicou, na nota, que “reafirma o seu absoluto respeito às pessoas e às instituições mantendo o firme propósito de sempre apurar todas as condutas eventualmente irregulares de seus servidores”.

Ex-ministro do STF Joaquim Barbosa publicou apoio a Fernando Haddad (PT) na reta final do 2º turno — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Ex-ministro do STF Joaquim Barbosa publicou apoio a Fernando Haddad (PT) na reta final do 2º turno — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

G1

Ex-ministro Henrique Eduardo Alves é preso em operação da PF

O ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves foi preso na manhã desta terça-feira (6) em um desdobramento da operação Lava Jato que investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal. O ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, é alvo de um novo mandado de prisão preventiva. Ambos são do PMDB e foram presidentes da Câmara dos Deputados. Henrique foi ministro do Turismo nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer. Os dois também são alvos de mandados de prisão em outra operação desta terça para apurar irregularidades nas vices-presidências de Fundos e Loterias e de Pessoas Jurídicas da Caixa Econômica Federal.

O advogado Marcelo Leal, que defende Henrique Alves, disse ao G1 que tomou conhecimento da prisão pela imprensa. “Até o momento, não sei de nada sobre o que levou a PF a prender Henrique. Vou tomar pé da situação e depois me pronuncio”, falou por telefone.

Ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves foi preso na manhã desta terça-feira (6) no apartamento onde mora, no bairro de Areia Preta, Zona Leste de Natal, durante operação da Polícia Federal (Foto: Frankie Marcone/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves foi preso na manhã desta terça-feira (6) no apartamento onde mora, no bairro de Areia Preta, Zona Leste de Natal, durante operação da Polícia Federal (Foto: Frankie Marcone/Futura Press/Estadão Conteúdo)

O secretário de Obras Públicas de Natal, Fred Queiroz, também foi preso durante a operação.

Já em Mossoró, na região Oeste do estado, o publicitário Arturo Arruda, um dos sócios da agência Art&C, foi alvo de mandado de condução coercitiva (quando alguém é levado a depor). Houve também cumprimento de mandados de busca e apreensão na produtora Peron Filmes, em Natal.

São cumpridos 33 mandados, sendo cinco de prisão preventiva (sem prazo), seis de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão nas cidades de Natal, Mossoró e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, e Curitiba, no Paraná.

Segundo a PF, antes das 8h (horário de Brasília) todos os mandados de prisão já haviam sido cumpridos.

Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, alvos de operação que investiga desvios na Arena das Dunas, no RN (Foto: Adriano Machado/Reuters e Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil)

Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, alvos de operação que investiga desvios na Arena das Dunas, no RN (Foto: Adriano Machado/Reuters e Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil)

A Justiça Federal no Rio Grande do Norte informou que o processo está tramitando em sigilo, e que “as acusações são referentes a supostos pagamentos de propinas feitos por empreiteiras com destinação a dois políticos e que teriam contado com a conivência de empresários que atuaram para lavagem de dinheiro”.

Em nota, a Justiça Federal do RN também confirmou que os 33 mandados de prisões preventivas, conduções coercitivas e buscas e apreensões foram expedidos pelo juiz federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara no Rio Grande do Norte.

“Os indícios apontam para o fato de que as empresas Carioca Engenharia, Odebrecht e OAS pagaram propina a políticos, com a promessa de favorecimento em obras, privatizações e facilidade em pagamento de construções. Logo após toda operação ser concluída, a JFRN emitirá uma nova comunicação sobre os desdobramentos e maiores detalhes”, acrescentou.

Arena das Dunas

Batizada de Manus, a operação investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal. Segundo a PF, o sobrepreço chega a R$ 77 milhões.

Henrique Alves recebeu voz de prisão no apartamento onde mora, no bairro de Areia Preta, Zona Leste de Natal (Foto: Marksuel Figueredo/Inter TV Cabugi )

Henrique Alves recebeu voz de prisão no apartamento onde mora, no bairro de Areia Preta, Zona Leste de Natal (Foto: Marksuel Figueredo/Inter TV Cabugi )

Lava Jato

A investigação se baseia em provas da Lava Jato, que apontam o pagamento de propina a Cunha e Alves em troca de favorecimento a duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio.

Segundo a PF, foram identificados pagamentos de propina por meio de doações oficiais entre 2012 e 2014 . Além disso, um dos investigados usou valores supostamente doados para a campanha de 2014 em benefício pessoal.

Os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

De volta à sede da PF, em Natal, agentes carregam material apreendido durante o cumprimento dos mandados (Foto: PF/Divulgação)

De volta à sede da PF, em Natal, agentes carregam material apreendido durante o cumprimento dos mandados (Foto: PF/Divulgação)

O nome da operação é referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, que significa uma mão lava a outra.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na agência de publicidade Art&C, em Natal (Foto: Filipo Cunha/Inter TV Cabugi)

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na agência de publicidade Art&C;, em Natal (Foto: Filipo Cunha/Inter TV Cabugi)

G1

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Laudo da PF revela que Odebrecht pagou R$ 11 milhões a filho de ex-ministro do STJ

odebrecht-e-braskenO escritório do advogado Marcos Meira, filho do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) José de Castro Meira, recebeu pelo menos R$ 11,2 milhões da Odebrecht entre os anos de 2008 e 2014, segundo laudo da Polícia Federal na operação Lava Jato.

O então ministro Meira foi o relator em 2010 de um processo contra a Braskem, braço petroquímico da Odebrecht, em que ele considerou prescrita uma dívida de R$ 500 milhões cobra da Fazenda Nacional contra a empresa. O julgamento no STJ ocorreu em 5 de agosto daquele ano. No dia 16 de novembro, Meira ainda relatou e rejeitou um recurso da Fazenda Nacional contra a decisão.

O processo começou a tramitar no STJ após a Procuradoria da Fazenda recorrer de um acórdão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região sobre créditos tributários a favor da Braskem.

De acordo com texto distribuído na época pelo STJ, “Meira, relator do caso, entendeu que o prazo para ajuizar a execução fiscal contra a empresa teria expirado em 2001. O processo envolve uma multa aplicada contra a Copesul, controlada hoje pela Braskem”.

Segundo laudo da Polícia Federal na Operação Lava Jato, divulgado em reportagem de Rubens Valente, a Odebrecht fez pagamentos a duas firmas do advogado Marcos Meira, a M Meira Associados e Consultoria e M Meira Advogados Associados e Consultoria.

A construtora pagou pelo menos R$ 1,1 milhão no ano de 2008, R$ 407 mil em 2009, R$ 3,1 milhões em 2010, R$ 5,1 milhões em 2012, R$ 231 mil em 2013 e R$ 876 mil em 2014.

O advogado Marcos Meira informou que “presta serviços” à Odebrecht “há cerca de 15 anos em diferentes áreas do direito, objeto e formas de contratação”, e disse que não poderia revelar a natureza dos serviços prestados à empreiteira porque está “incondicionalmente obrigado ao sigilo sobre sua atuação devido a cláusulas de confidencialidade”.

Brasil 247

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Moro revoga prisão de ex-ministro Guido Mantega na Lava Jato

moroHoras depois da prisão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (PT) na manhã desta quinta-feira (22) pela PF (Polícia Federal), o juiz Sergio Moro revogou o pedido de prisão.

Em seu despacho, Moro diz considerar que Mantega não oferece riscos para a “colheita das provas” procuradas pela operação e também considerou o fato de que Mantega acompanhava sua mulher, que sofre de câncer e estava no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde seria submetida a uma cirurgia.

Mantega foi preso pela PF na 34ª fase da Operação Lava Jato na saída do hospital. “Considerando os fatos de que as buscas nos endereços dos investigados já se iniciaram e que o ex-ministro acompanhava o cônjuge no hospital e, se liberado, deve assim continuar, reputo, no momento, esvaziados os riscos de interferência da colheita das provas nesse momento”, disse Moro no despacho.

A decisão de revogar a prisão foi tomada pelo juiz sem consultar o MPF (Ministério Público Federal) ou a PF.

Moro diz que as autoridades responsáveis pela Lava Jato não sabiam que a mulher de Mantega seria submetida a cirurgia nesta quinta-feira.

“Sem embargo da gravidade dos fatos em apuração, noticiado que a prisão temporária foi efetivada na data de hoje quando o ex-ministro acompanhava o cônjuge acometido de doença grave em cirurgia. Tal fato era desconhecido da autoridade policial, MPF e deste juízo. Segundo informações colhidas pela autoridade policial, o ato foi praticado com toda a discrição, sem ingresso interno no hospital”, afirmou Moro na decisão.

Mantega estava em um hospital no momento da detenção e foi alvo de um mandado de prisão temporária assinado por Moro. A prisão feita no hospital foi alvo de forte repercussão entre petistas, que criticam a falta de “humanidade” das circunstâncias. “Se isso é verdade [que foi preso no centro cirúrgico do hospital], qualquer tese de humanitarismo foi jogada no lixo porque o Guido é um homem que foi ministro da Fazenda, que tem residência fixa. As pessoas poderiam tratá-lo como se trata todo ser humano”, disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Ele não estava no centro cirúrgico [quando foi feita a abordagem]. Não houve entrada de hospital, nem no centro cirúrgico”, disse o delegado da PF responsável pela operação, Igor Romário de Paula.

Investigações

Segundo as investigações, em 2012, o então ministro Mantega atuou diretamente junto ao empresário Eike Batista, à época dono da empresa OSX que havia sido contratada pela Petrobras, para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partidos políticos aliados do governo relativas às eleições de 2010. Em depoimento, Eike declarou que recebeu pedido do ex-ministro para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões para o PT.

Mantega comandou o ministério entre 2006 e 2014, nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele também foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras. A prisão temporária é decretada em casos específicos e prorrogável por igual período caso comprovada sua necessidade

Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo

Guido Mantega (de boné) foi preso em um hospital, onde acompanhava a mulher

A nova fase, batizada de Arquivo X, cumpriu 33 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária e oito de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir prestar esclarecimentos) no Distrito Federal e em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.

Inicialmente, a PF foi até a casa de Mantega no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, mas o ex-ministro não estava no local. Ele se encontrava no Einstein, na zona sul da cidade, onde acompanhava a mulher, que seria operada.

Em entrevista coletiva, a força-tarefa da Lava Jato disse que foi “uma infeliz coincidência” o ex-ministro ter sido preso no mesmo dia em que sua mulher seria operada.

Segundo o procurador Carlos Fernando Lima, a prisão de Mantega tem “o objetivo de permitir que a força-tarefa e o Ministério Público analisem todos os elementos de prova colhidos na data de hoje e tomem o depoimento de todos os envolvidos para formar um juízo com mais evidência e prova em relação a um eventual pedido de prisão preventiva”.

Consórcio não tinha experiência

Além do ex-ministro, executivos das empresas Mendes Júnior e OSX são alvos desta fase. Segundo a PF, são investigados fatos relacionados à contratação por parte da Petrobras de empresas para a construção de duas plataformas (P-67 e P70) para a exploração de petróleo na camada do pré-sal.

De acordo com as investigações, o Consórcio Integra Offshore (formado pela Mendes Júnior e OSX) firmou com a Petrobras um contrato no valor de US$ 922 milhões (R$ 2,96 bilhões em valores atuais) muito embora não possuísse experiência, estrutura ou preparo para tanto.

Para conseguir isso, diz nota da PF, os seguintes expedientes foram utilizados: “fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da estatal”.

Eike diz que pagou R$ 5 milhões ao PT

Em nota, o Ministério Público Federal do Paraná diz que Eike, ex-presidente do Conselho de Administração da OSX, prestou depoimento e declarou que, em 2012, recebeu pedido de Mantega para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões para o PT.

Alan Marques/Folhapress

Eike Batista diz que pagou US$ 2,35 milhões ao PT

Para realizar o pagamento, Eike disse que firmou um contrato falso com uma empresa ligada ao ex-marqueteiro do PT João Santana e sua mulher, Mônica Moura, que foram presos pela Lava Jato em outra fase. “Após uma primeira tentativa frustrada de repasse em dezembro de 2012, em 19 de abril de 2013, foi realizada transferência de US$ 2,35 milhões, no exterior, entre contas de Eike Batista e dos publicitários.”

De acordo com a PF, o nome Arquivo X é uma referência ao grupo empresarial de Eike Batista, que tem como marca a colocação e repetição do “X” nos nomes de suas companhias.

No começo do ano, um fundo de Abu Dhabi comprou parte das empresas de Eike, incluindo ações da OSX. O brasileiro, porém, manteve 11,77% das ações da companhia.

Outros pagamentos

Ainda segundo MPF-PR, cerca de R$ 7 milhões foram transferidos, entre fevereiro e dezembro de 2013, pela Mendes Júnior para a João Augusto Henriques, ex-funcionário da Petrobras e que seria operador financeiro ligado ao PMDB. “Há indicativos de que o operador atuava em benefício do PMDB na Petrobras”, disse Lima.

Ainda de acordo com o MPF, também foi identificado repasse de mais de R$ 6 milhões pelo Consórcio Integra Offshore para a Tecna/Isolux utilizando um contrato falso. Para os investigadores, o beneficiário desses recursos era o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, já preso pela Lava Jato.

Mantega na Zelotes

Mantega já havia sido alvo de um mandado de condução coercitiva da Polícia Federal em maio como parte da Operação Zelotes, que investiga suspeitas de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), vinculado ao Ministério da Fazenda.

Antes de assumir a Fazenda, Mantega foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ministro do Planejamento no governo Lula, de quem tinha sido assessor econômico no período anterior à chegada do PT no Palácio do Planalto.

Outro lado

À “Folha”, Marcelo Leonardo, advogado da empresa Mendes Júnior, disse que “a empresa estava em negociação de acordo de leniência e delação premiada e foi surpreendida com a operação de hoje já que ela envolve fatos que fazem parte do escopo da colaboração”.

Ele acusa os procuradores de terem usado informações fornecidas pela empresa sem o acordo estar fechado.

José Roberto Batochio, advogado de Guido Mantega, afirmou que a prisão foi “absolutamente desnecessária”. Procurado pelo UOL no início da tarde, ele ainda não comentou o alvará de soltura.

Os responsáveis pela OSX, por sua vez, não foram localizados. O UOL tentou ligar por diversas vezes para o diretor financeiro e de relação com os investidores, Mauro Abreu, em número informado no site da empresa. Ninguém atendeu as chamadas.

Uol

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Ex-ministro é investigado no STF por suspeita de lavagem de dinheiro

Sergio Lima - 11.dez.2014/Folhapress
Sergio Lima – 11.dez.2014/Folhapress

O senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, é alvo de investigação do STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

O processo teve início na Justiça Federal de São Paulo, mas foi encaminhado ao Supremo em fevereiro deste ano, uma vez que o ex-ministro de Minas e Energia tem foro privilegiado.

Lobão é suspeito, de acordo com “O Estado de S. Paulo”, que revelou o caso, de ser sócio oculto da holding Diamond Mountain, grupo sediado nas Ilhas Cayman, responsável por captar recursos de fundos de pensão, empresas que recebem dinheiro de bancos públicos, como o BNDES, e de fornecedores da Petrobras.

A defesa de Lobão nega que o ex-ministro tenha qualquer relação com a empresa, mas admite que no dia ministério de 2 de junho de 2011 o peemedebista recebeu no Ministério de Minas e Energia um executivo da holding, Marcos Henrique da Costa. No encontro, segundo o advogado de Lobão, Antônio Carlos de Almeida Castro, foram tratados apenas assuntos relacionados a investimentos do grupo no país.

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Também estaria presente no encontro o advogado maranhense Márcio Coutinho, ex-articulador político da campanha do filho do ex-ministro, Edison Lobão Filho (PMDB), a governador do Maranhão. Segundo o jornal, o ex-ministro seria representado na holding por Coutinho.

Costa é alvo das investigações da Justiça Federal de São Paulo, assim como Luiz Alberto Meiches, que são oficialmente responsáveis pela holding no Brasil. Diferentemente de Lobão, o processo que apura o envolvimento do dois não seguiu para o Supremo.

O processo está em fase de pré-inquérito no STF. Caberá ao ministro Luís Roberto Barroso definir se abrirá inquérito para apurar o envolvimento do ministro nas denúncias. A defesa de Lobão afirma que não foi notificada, nem teve acesso aos autos.

Lobão também é alvo de inquérito do STF por suposto envolvimento com o esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. A abertura do inquérito foi autorizada em março pelo ministro Teori Zavascki.

OUTRO LADO

O advogado Almeida Castro nega que Lobão seja sócio da empresa ou tenha conhecimento detalhado de suas atividades. “O senador não tem qualquer relação com essa empresa”, afirmou o advogado. Também sustenta que Coutinho é amigo pessoal de Lobão, mas não tem conhecimento das acusações.

Em nota, os sócios da Diamond Mountain afirmam que o grupo não tem “nenhuma relação com o senador e ex-ministro” e que seus advogados jamais foram citados.

“Não há sociedade formal nem oculta entre a empresa e o político”, diz o texto. A nota diz ainda que Lobão recebeu representantes da empresa para tratar de linhas de crédito para fornecedores da Petrobras.

A holding também afirma que o fundo de crédito criado dispunha de R$ 500 milhões e que todos os recursos vinham de investidores privados.

 

 

Folha

Ex-ministro de Dilma Rousseff morre no RS

mendes-ribeiro-filhoO deputado federal e ex-ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS) morreu na madrugada deste domingo (10), aos 60 anos, em Porto Alegre. Ele estava internado desde o ano passado no Hospital São José, no complexo porto-alegrense da Santa Casa de Misericórdia. O velório ocorre desde as 8 h na Assembleia Legislativa. Depois, o corpo será cremado no Crematório Metropolitano, em horário a ser definido.

Nascido na capital gaúcha, Jorge Alberto Portanova Mendes Ribeiro Filho lutava contra o câncer desde 2007, quando recebeu o diagnóstico de um tumor no cérebro. No mesmo ano, ele conseguiu se recuperar da doença que, no entanto, voltou a acometê-lo quatro anos mais tarde, em 2011, ano em que assumiu o comando do Ministério da Agricultura.

Após ser submetido a uma cirurgia e a um novo tratamento, o ex-ministro se recuperou novamente. Porém, em 2012, os médicos voltaram a diagnosticar o tumor, e Mendes Ribeiro voltou à sala de operações no final do ano. No começo de 2013, passou por radioterapia e, em março, deixou o Ministério da Agricultura.

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No início de 2014, passou a apresentar dificuldades motoras e decidiu deixar a vida pública. Em maio, ele começou a usar cadeira de rodas e fez tratamento de recuperação física, mas que não teve resultados significativos. Em agosto, o tumor voltou a ser diagnosticado após o político ficar cerca de 10 dias hospitalizado para o tratamento de pneumonia.

Um dia antes de ser internado, no ano passado, Mendes Ribeiro havia participado de uma sessão solene na Assembleia Legislativa gaúcha que lembrou os 25 anos da promulgação da Constituição Estadual, da qual ele foi o relator.

Perfil
O ex-ministro da Agricultura era filho do ex-deputado federal e comunicador gaúcho Mendes Ribeiro. Ele ingressou na política em 1974, durante a ditadura militar, ao se filiar ao antigo MDB.

Mendes Ribeiro Filho era graduado em direito. Em 1982, o peemedebista foi eleito vereador de Porto Alegre. Quatro anos mais tarde, elegeu-se deputado estadual, tendo sido reeleito em 1990.

Ao longo de sua trajétória política, Mendes ocupou diversos cargos de destaque na esfera estadual e federal. Ele exerceu mandatos de deputado estadual, deputado federal, além de ter sido secretário de estado e ministro.

Entre 1983 e 1984, Mendes Ribeiro chefiou a Secretaria Estadual da Justiça no governo Amaral de Souza (1983-1987). Na gestão do governador Alceu Collares, o peemedebista comandou a Secretaria de Obras (1994-1996). Já entre 1996 e 1998, chefiou a Casa Civil do então governador do Rio Grande do Sul, Antonio Britto.

No parlamento gaúcho, Mendes ocupou, em 1990, o posto de líder do governo Sinval Guazelli na Assembleia. Em 1994, foi eleito para o primeiro de seus cinco mandados como deputado federal.

No período em que atuou na Câmara dos Deputados, ele liderou a bancada do PMDB e ainda comandou a liderança do governo Dilma no Congresso Nacional.

Político de perfil conciliador, o peemedebista foi convidado pela presidente da República, em 2011 – em meio à “faxina ministerial” que derrubou seis ministros –, a substituir Wagner Rossi no Ministério da Agricultura. Mendes permaneceu no cargo até 2013, ano em que teve de deixar o primeiro escalão para tratar o câncer.

No início de 2014, Mendes se aposentou da Câmara dos Deputados por invalidez, em decorrência do tumor no cérebro.

G1

Ex-ministro de Lula e Dilma diz que PT ‘roubou demais’

lula_e_lupi_thumb1Ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e um dos “faxinados” do mandato passado, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que os petistas “roubaram demais” e que o partido deles “se esgotou”. “O PT exauriu-se, esgotou-se. Olha o caso da Petrobrás. A gente não acha que o PT inventou a corrupção, mas roubaram demais. Exageraram. O projeto deles virou projeto de poder pelo poder”, disse Lupi um dia após a Petrobrás divulgar que a perda da estatal com a corrupção chegava a R$ 6,2 bilhões.

A declaração foi feita durante um encontro com correligionários na quinta-feira, em São Paulo. O Estado teve acesso à fala de Lupi, que foi confirmada pelo próprio dirigente pedetista.

 

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Na conversa, o presidente do partido fez ressalvas a programas simbólicos dos governos petistas, como o Bolsa Família. “Tirou milhões da miséria, isso é bom para caramba. O Nordeste é outro (avanço), é verdade. Quem não vê isso é mentiroso, nojento. Eu tenho raiva deles. Mas (o governo) criou também uma dependência. Eu vejo gente que não quer trabalhar para manter o Bolsa Família, isso está errado. O programa tem que ser instrumento para tirar da miséria, não para manter na miséria.”

Aos correligionários, Lupi também reclamou do tratamento dado pelo PT ao PDT desde que as duas legendas formalizaram a aliança em 2006, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputava a reeleição. “A conversa com o PT, com o meu amigo Lula e com a presidente Dilma, é qual o naco de poder que fica com cada um. Para mim, isso não basta. Eu não quero um pedaço de chocolate para brincar como criança que adoça a boca. Eu quero ser sócio da fábrica, eu quero ajudar a fazer o chocolate.”

Em um momento de autocrítica, o presidente do PDT disse que o partido se “acomodou” por estar no poder, mas que, diante da insatisfação demonstrada pela população nas ruas, o partido precisa começar a buscar novos caminhos ou sofrerá as consequências no futuro.

“Se a gente não acordar para isso, daqui a pouco a população vai fazer como juiz de futebol: vai dar cartão vermelho para gente. Para muitos, já está dando”, disse Lupi. De acordo com aliados do dirigente pedetista, esse tem sido o tom usado por ele durante as reuniões com as Executivas estaduais do PDT desde o início do ano.

Segundo Lupi, o fato de nas últimas eleições candidatos como o palhaço Tiririca (PR-SP) e o ex-jogador Romário (PSB-RJ) terem sido eleitos para cargos no Legislativo demonstram o descontentamento das pessoas com a figura do político tradicional. “O povo está fazendo isso para sacanear a gente. Está dizendo: ‘Seus babacas, me respeitem, porque senão olha o que eu vou fazer com vocês. Em vez de votar em vocês, eu vou votar no Tiririca, vou votar no Romário’.”

Planos

Procurado pelo Estado, Lupi confirmou o teor do discurso feito na quinta-feira. Ele nega que o PDT pense em deixar a base aliada neste momento. Acomodado no Ministério do Trabalho – cujo atual titular é Manoel Dias –, o partido conta hoje com 19 dos 513 deputados da Câmara e 6 dos 81 senadores.

Ex-ministro do Trabalho, Lupi deixou o governo Dilma em dezembro de 2011, após uma série de denúncias de irregularidades envolvendo integrantes da pasta. Apesar de o partido continuar no comando do ministério até hoje, a relação entre PDT e PT está a cada dia mais estremecida. Parte dos senadores do partido defende a saída imediata da base do governo. Na Câmara, a bancada da sigla não tem mais seguido a orientação do Palácio do Planalto na hora das votações.

Até agora, Lupi era apontado como o que mais resistia à ideia de deixar a base aliada. Hoje, no momento em que o PT passa pela sua maior crise desde que assumiu o governo, em 2003, o dirigente trabalhista resume assim o seu sentimento: “A gente não quer ser um rato, que foge do porão do navio quando entra a primeira água, mas também não queremos ser o comandante do Titanic, que ficou no barco até ele afundar”.

Estadão

Ex-ministro Luiz Gushiken morre aos 63 anos em São Paulo

luizO ex-ministro Luiz Gushiken morreu no início da noite desta sexta-feira (13), aos 63 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado em estado grave por causa de um câncer.

 

Gushiken nasceu no município de Osvaldo Cruz (SP) em 8 de maio de 1950. Em 1970, tornou-se escriturário do Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Começou a militar na tendência Liberdade e Luta (Libelu), braço estudantil da OSI (Organização Socialista Internacionalista), de orientação trotskista.

 

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Em 1978 tornou-se representante dos bancários no Banespa e, a partir de 1979, passou a ocupar cargos na diretoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo. No final do ano, formou-se em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas.

 

Em 1982 tornou-se secretário-geral do sindicato e, em 1985, presidente da categoria. Nesse mesmo ano, liderou uma greve nacional de três dias que paralisou 700 mil bancários.

 

Em 1980, participou da fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) e, em 1983, da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Em 1986 foi eleito membro do Diretório Nacional do PT e, em novembro, foi eleito deputado federal pelo PT de São Paulo.

 

No final de 1986, deixou a presidência do Sindicato dos Bancários e, no ano seguinte, assumiu uma cadeira de deputado no Congresso Constituinte, que promulgou a Constituição de 1988.

 

Em 1989 tornou-se presidente nacional do PT e coordenou a campanha de Lula à Presidência, que terminou em segundo lugar no pleito. Deixou a presidência do partido em 1991.

 

Em 1992, apoiou o impeachment do presidente Fernando Collor (PRN). Reeleito deputado federal em 1994, em 1998 desistiu de disputar novo mandato para coordenar outra campanha de Lula à Presidência. Depois, montou uma empresa de consultoria para a área de previdência.

 

Em 2002, após a eleição de Lula, tornou-se coordenador-adjunto da equipe de transição e foi nomeado ministro da Secretaria de Comunicação de Governo.

 

Em 2005, foi acusado pelo ex-dirigente do Banco do Brasil Henrique Pizzolato de ter influído nas decisões deinvestimentos de cinco fundos de pensão ligados a estatais, que contrataram a Globalprev Consultores Associados, que pertencia a dois ex-sócios de Gushiken. Gushiken negou as acusações.

 

Deixou a Secretaria de Comunicação e perdeu o status de ministro, assumindo a função de chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos. Em novembro de 2006, pediu demissão do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência afirmando que as acusações se transformaram em “prova de culpa”.

 

“Os aspectos deletérios daquela crise [do mensalão] também não podem ser esquecidos. Na voragem das denúncias abalou-se um dos pilares do Estado de Direito, o da presunção de inocência, uma vez que a mera acusação foi transformada no equivalente à prova de culpa”, afirmou o petista na carta.

 

Afastou-se da política. Em 2008, com uma crise de angina, colocou um stent no coração no hospital Sírio-Libanês. Em 2012, foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal.

 

VISITAS NO HOSPITAL

 

Luiz Gushiken, ex-ministro da Comunicação de Lula, chamou amigos para visitá-lo no hospital Sírio-Libanês. Internado em estado grave por causa de um câncer, mas lúcido, ele próprio ministrava as doses de morfina para controlar a dor e decidia quando ficava acordado para conversar com os antigos companheiros.

 

José Genoino o visitou na quarta. Na noite de quinta, Gushiken reuniu em seu quarto José Dirceu, Aloizio Mercadante e dirigentes sindicais como o presidente da CUT, Vagner Freitas. Calmo, fez um balanço de sua vida e do PT. Segundo um dos presentes, disse que o julgamento do mensalão é uma “fase heroica” do partido, que em sua opinião estaria sofrendo um ataque sem precedentes.

 

De acordo com a mesma testemunha, Gushiken deu uma “lição de política e uma aula sobre a vida. Demonstrou não ter mágoa, tristeza nem remorsos”. No fim da visita, emocionados, todos tiraram fotos ao lado do ex-ministro. Um cinegrafista registrou toda a cena para um documentário que está fazendo sobre Gushiken.

 

 

 

FONTE: Folha