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Ex-governador tem bens imóveis e previdência privada bloqueada pela Justiça

Em nova decisão da Justiça, o ex-governador do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), teve diversos bens imóveis bloqueados, bem como, dos valores constantes em plano de previdência privada estimados em R$2.492.194,00.

A decisão foi do juiz da 3ª Vara Criminal de João Pessoa, Wolfram da Cunha Ramos, que negou recurso da defesa do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), que pleiteava a reconsideração de decisão judicial anterior, que havia determinado o bloqueio de valores existentes em conta bancária.

O juiz decidiu deferir o pleito de autoria do Ministério Público do Estado da Paraíba, através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado – GAECO.

Os advogados haviam alegado que os valores bloqueados são impenhoráveis por terem natureza alimentar, mas o juiz acatou o indeferimento do MP, que entende que os valores depositados na conta de Ricardo Coutinho não têm natureza alimentar, mas de reserva de capital acumulado.

Conforme o juiz Wolfram da Cunha Ramos como os valores bloqueados não foram suficientes para garantir a efetividade da medida cautelar, em relação ao investigado, de determinou o bloqueio dos seguintes imóveis registrados em nome de Ricardo Vieira Coutinho.

São eles: 1) Imóvel localizado no Condomínio Bosque das Orquídeas, no 600, Casa 426, Portal do Sol, João Pessoa-PB; 2) Terrenos – lotes 23 e 25, localizados na Rua dos Cajueiros, Ponta do Seixas, João Pessoa-PB; 3) Imóvel localizado na Rua Desportista Aurélio Rocha, no 655, bairro dos Estados, João Pessoa-PB; e 4) Terra nua em uma área rural de 4 hectares, localizada no Município de Bananeiras-PB.

 

Paraibaonline

 

 

Suspeito de extorquir e ameaçar ex-governador da Paraíba é preso em PE

Um homem suspeito de extorquir e ameaçar o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, foi preso durante a Operação Timer, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba, em parceria com a Polícia Civil de Pernambuco e Ministério da Justiça e Segurança Pública. A prisão, divulgada nesta sexta-feira (22), ocorreu no dia 16 de maio deste ano, mas foi mantida em sigilo para não prejudicar as investigações.

No celular do suspeito de 22 anos, a polícia ainda encontrou indícios de ameaças praticadas contra o atual governador de São Paulo, João Dória, e contra o ex-candidato a Presidência da República, João Amoêdo. O aparelho foi apreendido e será periciado.

O caso começou a ser apurado no dia 11 de maio deste ano, quando o delegado geral da Polícia Civil da Paraíba, Isaías Gualberto, tomou conhecimento que Ricardo Coutinho estava sendo extorquido e ameaçado de morte.

Ex-governador Ricardo Coutinho estava sendo extorquido e ameaçado de morte — Foto: Junior Fernandes/Secom-PB/Arquivo

Ex-governador Ricardo Coutinho estava sendo extorquido e ameaçado de morte — Foto: Junior Fernandes/Secom-PB/Arquivo

Segundo as investigações, o político recebeu por meio de uma rede social ameaças dizendo que uma organização criminosa, com atuação nacional, havia sido contratada por R$ 2 milhões para matá-lo. O suposto homicídio ocorreria no dia 16 de maio deste ano, mas a ordem seria cancelada se a vítima pagasse R$ 3 milhões ao comando da organização.

Em seguida, o suspeito revelava dados pessoais da vítima, para demonstrar que conhecia a rotina do ex-governador. O autor das ameaças chegou a enviar a imagem de um temporizador, indicando que o tempo para o pagamento exigido estava acabando .

O Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil da Paraíba (GOE) foi acionado para investigar o caso. Com apoio da Unidade de Inteligência e do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a equipe conseguiu identificar e localizar o suspeito na cidade de Santa Cruz de Capibaribe, em Pernambuco.

Preso foi encaminhado ao presídio de Santa Cruz do Capibaribe — Foto: Ney Lima/Divulgação

Preso foi encaminhado ao presídio de Santa Cruz do Capibaribe — Foto: Ney Lima/Divulgação

Após ter a prisão decretada pela Justiça, o homem foi conduzido para o Presídio de Santa Cruz de Capibaribe pelo GOE, com o apoio de equipes da 17ª Delegacia Seccional de Polícia Civil de Pernambuco.

Apesar da prisão, as investigações continuam porque a polícia acredita que outras pessoas possam ter sido vitimas dos mesmos crimes.

G1

 

Deputado Tião Gomes emite nota de pesar sobre falecimento do ex-governador Wilson Braga

O deputado estadual Tião Gomes (Avante) lamenta a morte do ex-governador Wilson Braga, na noite desse domingo (17), aos 88 anos. O também advogado e escritor estava internado no Hospital Nossa das Neves, em João Pessoa e foi mais uma vítima da Covid-19.

Wilson chegou ao hospital no dia primeiro de maio, junto com sua esposa, a ex-deputada federal Lúcia Braga, que faleceu no último dia oito de maio, também vítima do novo Coronavírus.

Natural de Conceição, Sertão paraibano, Wilson Leite Braga teve uma carreira de sucesso e reconhecimento na política paraibana, foi deputado estadual e federal pela Paraíba, prefeito e vereador de João Pessoa.

Leia a Nota:

“A Paraíba está de LUTO pelo falecimento de um dos melhores governadores da história, Wilson Leite Braga. Tive o privilégio de atuar na Assembleia Legislativa ao lado de Dr. Wilson, um homem generoso que ao longo de décadas de vida pública, foi exemplo para muitos políticos. Além de governador, foi prefeito, vereador, deputado estadual e federal, sempre atuando na política para servir. Sua trajetória merece aplauso e o respeito de todos. À família enlutada, registro meus mais sinceros votos de pesar”.

Tião Gomes

Deputado estadual da Paraíba

 

 

Corpo do ex-governador Wilson Braga é sepultado em João Pessoa

O corpo do ex-governador Wilson Braga foi sepultado, na manhã desta segunda-feira (18), no Parque das Acácias, em João Pessoa. O sepultamento ocorreu com a presença de poucos familiares e amigos, todos respeitando o distanciamento e usando máscaras de proteção.

De acordo com familiares, o corpo de Wilson foi sepultado ao lado do corpo da mulher Lúcia Braga que faleceu no último dia 08 de maio, também vítima do Coronavírus.

Wilson Braga morreu por volta das 11h deste domingo (17), vítima do novo Coronavírus. No início da manhã desta segunda, um cortejo saiu do Hospital Nossa Senhora das Neves em direção ao Cemitério.

Devido a morte por Coronavírus, não foi permitido velório, nem abertura de caixão.

 

clickpb

 

 

Agenda de ex-governador da PB registra supostos pagamentos ilícitos feitos por radialista, diz MP

O radialista Fabiano Gomes, preso na oitava fase da Operação Calvário, teria relação com pagamentos ilícitos de propina, de acordo com a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Durante a sétima fase da operação, foi encontrada uma agenda do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) onde existem registros dos pagamentos supostamente realizados por Fabiano Gomes.

A 8ª fase da Operação Calvário e investiga a lavagem de dinheiro de recursos desviados de organizações sociais da área da saúde, por meio de jogos de apostas autorizados pela Loteria do Estado da Paraíba (Lotep).

Conforme o documento, nos manuscritos da agenda pessoa de Ricardo Coutinho, Fabiano Gomes teria relação com “tanques com dinheiro”; “dois cartões de gasolina” que totalizam o montante de mais de R$ 11 milhões; “devolução de R$ 460 mil”, como uma suposta propina que teria retornado a Fabiano sob o controle de Ricardo Coutinho; e um repasse de R$ 100 mil para um jornalista feito por Ricardo Coutinho a pedido de Fabiano Gomes.

Além disso, de acordo com as informações do MPPB, Fabiano Gomes está vinculado ao quadro de sócios de sete empresas. Uma dela teria recebido do Governo do Estado um valor superior a R$ 9 milhões.

Para comprovar o envolvimento de Fabiano Gomes com Ricardo Coutinho, o MP mostra que são mencionados manuscritos contidos agenda pessoal e que evidenciam repasses sistemáticos de propina ao radialista como R$ 30 mil, os quais teriam relação com os desdobramentos da Operação Xeque-Mate.

Oitava fase da Operação Calvário investiga desvio de dinheiro por meio de jogos de aposta, na Paraíba — Foto: Divulgação/PF-PB

Oitava fase da Operação Calvário investiga desvio de dinheiro por meio de jogos de aposta, na Paraíba — Foto: Divulgação/PF-PB

O que dizem os citados

  • Fabiano Gomes: A defesa do radialista Fabiano Gomes ainda não teve acesso a decisão do desembargador Ricardo Vital, mas acompanha a busca e apreensão e a prisão temporária. No entanto, informou estar surpresa com ação, pois, segundo a defesa, “Fabiano até então não era investigado, citado ou sequer foi ouvido antes pelo Gaeco na Operação Calvário, a quem sempre se colocou e novamente se coloca à disposição para todo e qualquer esclarecimento”.
  • Ricardo Coutinho: de acordo com a defesa, como Ricardo não é alvo da operação, apenas foi citado, e a defesa não teve acesso ao conteúdo da denúncia, não haverá posicionamento no momento.

Oitava fase da Operação Calvário

O radialista Fabiano Gomes foi preso na manhã desta terça-feira (10) na oitava fase da Operação Calvário, em João Pessoa. Ele é suspeito de atrapalhar as investigações solicitando dinheiro aos investigados para não divulgar informações sigilosas. Segundo o blog de Matheus Leitão, do G1, o radialista também vai responder por porte ilegal de arma. Outros nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em João Pessoa e Bananeiras, na Paraíba. Um auditor também é investigado.

De acordo com as investigações, parte dos recursos teriam sido desviados com a participação de um auditor do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). Ele teria recebido uma valor para atrapalhar a fiscalização nas organizações sociais.

Além disso, também com o objetivo de impedir a investigação da Operação Calvário, o radialista Fabiano Gomes estaria utilizando canais da imprensa para constranger os investigados ou potenciais investigados. Ele teria solicitado a eles uma quantia em dinheiro para não revelar nenhum conteúdo sigiloso sobre eles.

Também foram alvos de busca e apreensão o irmão do ex-governador da Paraíba, Coriolano Coutinho, acusado de ser sócio oculto do Paraíba de Prêmios (jogo de oposta); Mayara de Fátima Martins de Souza, chefe de gabinete de Estela Izabel, e secretária-geral da Cruz Vermelha Brasileira (CVB); e Denylson Oliveira Machado, um dos responsáveis pelo Paraíba de Prêmios.

G1

 

Ex-governador Ricardo Coutinho deixa prisão em João Pessoa

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) deixou, na noite deste sábado (21), a Penitenciária Média de Mangabeira, onde ele estava preso de forma preventiva no âmbito da Operação Calvário.

Ricardo deixa a prisão após uma decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça Napoleão Maia, que determinou sua soltura.

Diversas lideranças do PSB, como o deputado federal Gervásio Maia, a vereadora Sandra Marrocos e o ex-secretário Fábio Maia estiveram na frente do presídio.

Além do ex-governador também tiveram pedidos de habeas corpus deferidos os investigados David Clemente Correia, Cláudia Veras e Francisco das Chagas Pereira.

“Defiro o pedido de medida liminar neste HC, para ordenar, como ordeno, que o paciente RICARDO VIEIRA COUTINHO seja, imediatamente, posto em liberdade, sem prejuízo do trâmite do processo penal a que se acha submetido, sobre cujo mérito não emito, neste azo, nenhum juízo. 19.De pronto, destaco que se aplica a extensão dos efeitos da presente concessão aos pacientes dos HCs n. 554.374, 554.392 e 554.036, por força do art. 580 do Código de Processo Penal, o que determino desde já. 20. Soltura imediata dos pacientes, neste e nos demais HCs mencionados no item 19 desta decisão, a ser feita mediante expedição de alvará de soltura pelo egrégio Tribunal de Justiça impetrado”, diz a decisão que libertou o ex-governador.

Ricardo foi preso na última quinta-feira (20) pela Polícia Federal. Ele é apontado pelo Ministério Público como chefe de uma organização criminosa que teria desviado recursos em contratos com organizações sociais na saúde e educação. Hoje, o MPF deu um parecer pela manutenção da prisão do ex-governador.

Wallison Bezerra – MaisPB 

 

 

Ex-governador pede afastamento de Moro e Dallagnol

O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), usou o Twitter para comentar sobre a reportagem do site “The Intercept Brasil”, que publicou nesse domingo (9) mensagens vazadas que mostram que o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, combinava com o procurador da República Deltan Dallagnol, as atuações da Operação Lava Jato.

O socialista tratou o conteúdo das supostas mensagens como “atentado” contra a justiça, “usando-a para outros fins”, e pediu o afastamento de Moro e Dallagnol de seus respectivos cargos.

“O STF precisa agir para salvar o Sistema Judiciário. Afastar das suas funções e processar quem formou uma orcrim para manipular a justiça, quebrar a economia do País, prender o melhor Presidente da nossa história sem provas e eleger um perigoso despreparado para governar o Brasil”, escreveu o ex-governador, que acrescentou:

“O Brasil foi contaminado com esse modus-operandi que negligencia os direitos fundamentais da pessoa e coloca em risco o Estado de Direito. É preciso recuperar a sobriedade na Justiça e punir, após a devida investigação, os que atentaram contra a Justiça, usando-a para outros fins”.

Ricardo Coutinho

@realrcoutinho

O Brasil foi contaminado com esse modus-operandi que negligencia os direitos fundamentais da pessoa e coloca em risco o Estado de Direito. É preciso recuperar a sobriedade na Justiça e punir, após a devida investigação, os que atentaram contra a Justiça, usando-a para outros fins

Ricardo Coutinho

@realrcoutinho

O STF precisa agir para salvar o Sistema Judiciário. Afastar das suas funções e processar quem formou uma orcrim para manipular a justiça, quebrar a economia do País, prender o melhor Presidente da nossa história sem provas e eleger um perigoso despreparado para governar o Brasil

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MaisPB

 

 

 

Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal, morre aos 82 anos

O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz morreu às 7h50 desta quinta-feira (27), após um choque séptico decorrente de complicações de infecção pulmonar. Ele tinha 82 anos. A informação foi confirmada pela família e pelos médicos.

Roriz estava internado no Hospital Brasília desde 24 de agosto, após sofrer um quadro de pneumonia e febre.

Nesta quarta (26), o quadro clínico do ex-governador piorou. Segundo familiares, ele sofreu um infarto à tarde e duas paradas cardíacas e respiratórias no fim da noite, além de enfrentar um quadro infeccioso. Nas primeiras horas da noite, um padre foi chamado para ministrar a extrema-unção, ligada à tradição católica.

Nos últimos anos, Roriz lidava com diversas doenças crônicas como diabetes, mal de Alzheimer, demência, hipertensão e insuficiência renal (veja detalhes abaixo). Ele deixa a mulher, Weslian, três filhas – Jaqueline, Liliane e Wesliane – e quatro netos.

O ex-governador Joaquim Roriz durante homenagem em 2015 — Foto: TV Globo/ReproduçãoO ex-governador Joaquim Roriz durante homenagem em 2015 — Foto: TV Globo/Reprodução

Roriz nasceu em 4 de agosto de 1936, em Luziânia (GO), e iniciou a carreira política na cidade goiana, onde foi vereador. Antes de iniciar a vida em Brasília, foi eleito deputado estadual (1978), deputado federal (1982) e vice-governador do estado de Goiás (1986). De 1987 a 1988, foi prefeito da capital, Goiânia, como interventor.

No mesmo dia em que deixou a prefeitura de Goiânia, em 17 de outubro de 1988, Roriz se tornou governador do Distrito Federal, indicado pelo então presidente do país, José Sarney. Na época, o DF não tinha o direito de eleger seu governador pelo voto direto.

Roriz voltou ao Palácio do Buriti em março de 1991 – desta vez, como o primeiro governador eleito da nova capital. A vice na chapa era Márcia Kubitschek, filha de Juscelino.

O político também foi eleito governador do Distrito Federal nas eleições de 1998 e 2002. Nesse período, inaugurou a primeira linha de metrô da capital federal e a Ponte JK, um dos principais cartões postais da cidade.

Imagem de arquivo do ex-governador Joaquim Roriz, em entrevista coletiva — Foto: Reprodução/TV GloboImagem de arquivo do ex-governador Joaquim Roriz, em entrevista coletiva — Foto: Reprodução/TV Globo

Saúde

O quadro de saúde de Roriz era considerado grave há pelo menos um ano. Em agosto de 2017, o ex-governador amputou dois dedos do pé e, dias depois, a perna direita na altura do joelho. O procedimento foi motivado por complicações do diabetes, descoberto há 30 anos.

Roriz também sofria de insuficiência renal, que o obrigava a fazer hemodiálise todo dia, em casa. Nos últimos meses, o político era levado mensalmente a hospitais particulares do Lago Sul, para exames e monitoramento das funções vitais.

Em fevereiro, laudo do Instituto Médico Legal confirmou que Roriz tinha quadros de “mal de Alzheimer em estágio avançado” e “demência vascular”. No documento, constava que o político não tinha esboçado reação nos testes de estado mental.

Em entrevista ao IML, Weslian Roriz disse que os primeiros sintomas começaram há oito anos, e se agravaram desde 2015. Na descrição feita à época, disse que o marido “não sabe lidar com dinheiro, não realiza tarefas domésticas, ‘não sabe o que acontece na política’ e chama pela mulher com frequência, ao longo do dia”.

Ex-governador Joaquim Roriz despachando no Palácio do Buriti, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/TV GloboEx-governador Joaquim Roriz despachando no Palácio do Buriti, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/TV Globo

Importância política

Em 2015, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) – antigo opositor político – prestou homenagem a Roriz, a quem chamou de “governador que mais marcou a vida de Brasília”. Naquele momento, Roriz já estava em uma cadeira rodas e, em razão da saúde frágil, fez apenas um breve discurso ao receber o título de cidadão honorário de Brasília.

“Eu me sinto muito emocionado quando vejo essa casa, construída em homenagem a JK, cheia de gente. A emoção de me tornar cidadão de Brasília, essa cidade que me acolheu e que me permitiu viver os melhores momentos da minha vida. Não tenho muito o que falar.”

O ex-governador do DF Joaquim Roriz, lendo discurso durante homenagem — Foto: TV Globo/Reprodução

O ex-governador do DF Joaquim Roriz, lendo discurso durante homenagem — Foto: TV Globo/Reprodução

Trajetória conturbada

Paralelo ao sucesso nas urnas, Roriz protagonizou uma sucessão de escândalos na política do DF. Já no quarto mandato, após a eleição de 2002, Roriz deixou o governo para se candidatar ao Senado.

Eleito com 113 mil votos, ele renunciou após cinco meses no cargo, em julho de 2007, para evitar um processo de cassação por quebra de decoro no Conselho de Ética do Senado.

De acordo com as investigações da Polícia Civil na operação Aquarela, Roriz foi gravado ao telefone com o ex-diretor do Banco de Brasília (BRB) Tarcísio Franklin de Moura, negociando a partilha de R$ 2,2 milhões sacados em uma agência da instituição.

O episódio ficou conhecido como “Bezerra de Ouro” porque Roriz afirmou que o valor se referia à compra do embrião de uma bezerra de raça, em São Paulo.

Durante a operação, Moura e outros citados foram presos pela Polícia Civil. O grupo foi acusado de lavagem de dinheiro e fraude em licitações, entre outros crimes.

Em 2017, Roriz deixou de ser réu por formação de quadrilha e peculato porque os crimes prescreveram. Além da demora para a conclusão do caso, Roriz recebeu o direito à atenuação de pena por ter mais de 80 anos.

No último movimento político como protagonista, em 2010, Joaquim Roriz chegou a lançar candidatura ao governo do Distrito Federal, buscando um quinto mandato no cargo. A tentativa foi vetada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com base na lei da Ficha Limpa.

A coligação “Esperança Renovada” indicou como substituta a mulher dele, Weslian Roriz. Ela disputou o segundo turno contra o candidato do PT, Agnelo Queiroz, mas recebeu 33,9% dos votos e foi derrotada.

No último dia de campanha, o clã Roriz empregou todos os minutos do programa eleitoral em direitos de resposta.

Weslian Roriz faz campanha ao lado do marido, Joaquim Roriz, durante campanha em 2010 — Foto: Divulgação / AssessoriaWeslian Roriz faz campanha ao lado do marido, Joaquim Roriz, durante campanha em 2010 — Foto: Divulgação / Assessoria

Caixa de Pandora

Joaquim Roriz também foi investigado na Operação Caixa de Pandora. A ação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 2009, com base na delação do ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa. O escândalo também ficou conhecido como “Mensalão do DEM”.

Em fevereiro de 2016, Joaquim Roriz e Arruda foram condenados por improbidade administrativa pelo envolvimento no esquema de corrupção. As defesas recorreram, e um pedido de perícia nos gravadores usados por Barbosa travou o processo por dois anos. Em agosto, a suspeita de fraude foi descartada.

Legado político

Já fora da vida pública, Roriz deixou como principais herdeiras do legado político duas das três filhas: Liliane e Jaqueline. Atualmente, os três estão inelegíveis com base na Lei da Ficha Limpa.

Jaqueline foi flagrada, em vídeo, recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa no mensalão do DEM. Eleita deputada federal em 2010, foi denunciada por quebra de decoro no Conselho de Ética da Câmara – o plenário rejeitou o processo em votação secreta.

Em 2014, no entanto, Jaqueline foi condenada por improbidade administrativa ligada ao caso, e virou “ficha suja” junto com o pai. Naquele ano, oito membros do clã Roriz se inscreveram nas eleições, mas apenas Liliane Roriz foi eleita.

Como distrital, Liliane denunciou um suposto esquema de propina na Câmara Legislativa do DF para privilegiar empresas de saúde que tinham faturas a receber do governo. Atualmente, cinco distritais são réus na operação Drácon, ligada à denúncia – Liliane não é acusada.

A deputada, no entanto, está inelegível porque foi condenada por compra de votos e falsidade ideológica na campanha de 2010. Liliane recorreu, mas não se candidatou para as eleições deste ano.

G1 

 

Ex-governador Sérgio Cabral é preso pela PF na Zona Sul do Rio

prisao_cabralA Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta (17), o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Além dele, outros mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, sob a acusação de cobrança de propina em contratos com o poder público. Contra Cabral também está sendo cumprido um mandado de prisão expedido pelo juiz Sergio Moro, em Curitiba, no âmbito das investigações da Eletronuclear.

Por volta das 6h50, um carro saiu da garagem do ex-governador e muitas pessoas que estavam na porta tentaram invadir o local e gritavam muito pela prisão dele. Para sair do local, a polícia chegou a jogar spray de pimenta nas pessoas.

No início da manhã também foi preso o assessor de Cabral, Wagner Jordão Garcia, na Barra da Tijuca, Zona oeste do Rio. Ao todo, a polícia visa cumprir 38 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 14 conduções coercitivas, dentre eles, um contra a ex-primeira-dama do Estado Adriana Anselmo.

A polícia chegou à casa de Cabral, no Leblon, Zona Sul do Rio, por volta das 6h. Cabral e os outros acusados são suspeitos de receber propina em troca da concessão de obras públicas como a reforma do Maracanã e a construção do Arco Metropolitano.
A ação surgiu a partir da delação homologada de executivos da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. Só a Carioca Engenharia comprovou o pagamento de mais de R$ 176 milhões em propina para o grupo.

O mandado expedido pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, visa cumprir, de forma coordenada, 14 mandados de busca e apreensão, 2 mandados de prisão preventiva e 1 mandado de prisão temporária. A estimativa de desvio chega a R$ 220 milhões.

Além de Cabral, a polícia também busca cumprir mandados de prisão preventiva contra o ex-secretário de governo de Cabral, Wilson Carlos, e do ex-secretário de obras,
Hudson Braga. Também será conduzida coercitivamente até a sede da Polícia Federal a ex-primeira-dama do Estado, Adriana Anselmo.

A operação foi batizada de “Calicute”, região da Índia onde o descobridor do Brasil, Pedro Álvarez Cabral, teve uma de suas maiores tormentas.

Delatores disseram que Cabral cobrou propina de 5%
No início desse ano, dois ex-executivos da Andrade Gutierrez afirmaram, em delação premiada a procuradores da Lava Jato, que Sérgio Cabral cobrou propina da empreiteira Andrade Gutierrez em obras do Maracanã para a Copa do Mundo.

De acordo com os ex-executivos da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Sá e Clóvis Peixoto Primo, Cabral cobrou pagamento de 5% do valor total do contrato para permitir que a construtora se associasse à Odebrecht e à Delta, no consórcio que disputaria a reforma do Maracanã, em 2009.

Na época, por meio de nota, o ex-governador disse que manteve apenas relações institucionais com a empresa Andrade Gutierrez e negou que tenha interferido em processos de licitação de obras ou solicitado benefício financeiro para ele ou para campanha eleitoral.

A Delta pertencia a Fernando Cavendish, amigo de Cabral que foi preso em julho deste ano ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Cavendish também foi preso após o juiz Marcelo Bretas aceitar uma denúncia contra 22 suspeitos de participar de um esquema que desviou R$ 370 milhões dos cofres públicos.

Pedágio pela ‘bondade’
De acordo com a revista  “Época”, Nora de Sá contou que conseguiu uma reunião com o ex-governador para tratar da inclusão da Andrade Gutierrez no grupo e, segundo os delatores, Cabral concordou. Determinou, no entanto, que a empresa acertasse os percentuais com a Odebrecht, já que os 30% da Delta não poderiam ser modificados.

Um trecho da delação, citado pela revista, diz que “o então governador não permitiria a exclusão da Delta” porque “tinha consideração pela empresa e gostava dela”. Os dois contam que Cabral deixou claro que havia um pedágio a ser pago pela “bondade”.

Ainda segundo a “Época”, Nora disse que a “conversa foi franca”, mas o pedido de propina foi veiculado com o uso de outra palavra: “contribuição”. Nora procurou Benedicto Júnior, executivo da Odebrecht, preso na 23ª fase da Operação Lava Jato com uma planilha com o nome de mais de 200 políticos, entre eles o de Sérgio Cabral.

Os pagamentos, de acordo com as delações, começaram em 2010 e foram feitos “parte em espécie, parte em doações oficiais”.

Segundo a revista, a “operacionalização” coube a outro diretor da Andrade Gutierrez, Alberto Quintaes – que tinha participado da reunião com Cabral –, com a ajuda de Primo. Os pagamentos, segundo a delação, ocorreram somente até 2011. Nenhum dos dois informou aos procuradores quanto foi desembolsado.

G1

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Isso é Brasil: Ex-governador recebe R$ 152 mil de salário em MT após 6 férias atrasadas

silvaO ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), recebeu salário de R$ 152.259,93 referente ao mês de dezembro, último mês em que ficou no cargo. O montante de quase 10 vezes acima do salário mensal que ele recebia, de R$ 16,9 mil, corresponde a seis férias acumuladas, que o então governador não teria tirado, além de outros benefícios, de acordo com a Secretaria de Gestão do Estado. A remuneração de Silval e de outros servidores foram disponibilizadas no Portal da Transparência do estado.

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O secretário de Gestão Júlio Modesto, que assumiu o cargo no início deste mês, informou que férias correspondem aos anos de 2008 a 2014 – todo o período em que Silval Barbosa ficou à frente do Executivo estadual. Além do salário, o ex-governador recebeu gratificação natalina. Segundo o secretário, o salário líquido recebido pelo ex-gestor foi de R$ 148 mil. Houve desconto de Imposto de Renda e Previdência Social.

Silval assumiu o governo em 2008 no lugar de Blairo Maggi (PR), que abandonou a função para disputar vaga no Senado e se elegeu. Depois, o peemedebista entrou na disputa ao governo e foi eleito em 2010, permanecendo no cargo até o ano passado. O sucessor dele é Pedro Taques (PDT), que ocupou a vaga no início deste ano.

O pagamento de indenização de férias, como aconteceu com Silval Barbosa, só pode ser efetuado em caso de excepcionalidade, como prevê o decreto baixado pelo próprio ex-governador do estado, no ano passado. Ocorre que, um decreto de 2013, que tratou da programação financeira vinculada ao regime de tesouraria única do Poder Executivo para o exercício do ano seguinte, tinha determinado a suspensão desse pagamento e, com isso, todos os servidores estaduais deveriam tirar férias e não vendê-las.

O decreto 2.090 de 30 dezembro de 2013 suspendeu o pagamento de indenização de férias, de licença-prêmio, de cartas de crédito ou pagamentos referentes à fila de precatórios judiciais. Mas, em março de 2014, o então governador Silval Barbosa publicou outro decreto e abriu exceção. A partir de então, as férias não tiradas podem ser pagas desde que com a autorização do secretário extraordinário das Ações do gabinete do governador.

Quem assinou a permissão para o pagamento, no início do mês passado, foi Silvio Corrêa, que ocupava essa função. O G1 tentou contato com o ex-governador, mas ele não atendeu as ligações.

Sem a saída de Silval Barbosa para férias, o ex-vice-governador Chico Daltro (PSD) assumiu interinamente o governo por poucas vezes. Ele respondeu pelo Executivo durante algumas viagens de Silval Barbosa ao exterior. Uma das ocasiões foi quando Silval viajou para os Estados Unidos, em 2011, para participar de um fórum de líderes de governo, em Washington.

G1