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Brasil discutiu cobrar EUA por posto na ONU

O governo brasileiro discutiu cobrar dos EUA um “apoio explícito à candidatura do Brasil a um assento permanente em um Conselho de Segurança da ONU reformado”, além de criticar o apoio dado à candidatura da Índia.

As afirmações fazem parte de um relatório de preparação para a visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, em 2013.

A visita acabou cancelada por Dilma devido ao escândalo de espionagem, mas um relatório interno do Itamaraty mostra as principais reivindicações do governo brasileiro. O documento foi vazado por hackers e obtido pela Folha, que confirmou seu teor de forma independente.

“A economia brasileira é maior do que a indiana e o Brasil tem inequívoco compromisso com a paz e com a não proliferação”, dizia o documento, uma preparação para o encontro do então chanceler Antonio Patriota com o secretário de Estado, John Kerry. A reunião aconteceu no dia 13 de agosto do ano passado, mas não se sabe se as cobranças foram realmente feitas.

No texto, o Brasil reclama do apoio americano à Índia, que tem a bomba atômica, e diz que isso é um incentivo para países que não seguem as regras de não-proliferação nuclear.

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“O apoio dos EUA já explicitado à Índia, país detentor de armas nucleares, como membro permanente de um CSNU [Conselho de Segurança da ONU] reformado poderia ser interpretado como incentivo a uma política oposta à que foi seguida pelo Brasil, que atua em estrita consonância com o regime de não-proliferação.”

Sérgio Lima – 13.ago.2013/Folhapress
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e o ex-ministro Antonio Patriota
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e o ex-ministro Antonio Patriota

Oficialmente, o Itamaraty não confirma a veracidade dos documentos vazados, mas a Folha apurou que o relatório é autêntico. E, embora não seja a versão final, as ideias refletem o pensamento do governo.

Em sua visita à Índia em 2010, o presidente Obama declarou apoio à entrada do país como membro permanente do Conselho.

O relatório mostra que integrantes do Conselho de Segurança Nacional dos EUA teriam dito ao Brasil que não poderiam “prometer que a linguagem vá mudar, mas poderia potencialmente evoluir” no comunicado que seria divulgado ao final da visita, que acabou cancelada.

Nesta sexta (6), o ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, afirmou em palestra na USP que o Brasil já tem apoio de parceiros para sua candidatura ao Conselho e não precisa convencê-los disso.

“Felizmente não precisamos convencer os países disso, é uma coisa que surge naturalmente nas ideias de nossos parceiros”, disse.

No relatório, porém, transparece o empenho do governo brasileiro em convencer os EUA a apoiarem a candidatura publicamente.

Indagado sobre a resistência dos americanos ao pleito brasileiro, Figueiredo afirmou que “alguns países preferem não verbalizar seu apoio, como os EUA. Mas a França e a Grã-Bretanha nos apoiam abertamente.”

BARREIRAS

Outra reivindicação reiterada pelo Brasil no documento vazado é a eliminação das dificuldades impostas ao país para a importação de bens e tecnologias sensíveis.

As restrições às exportações de tecnologias sensíveis americanas estavam no cerne da relutância brasileira em comprar os caças fabricados pela americana Boeing para a Força Aérea. A licitação foi vencida pela sueca Saab.

O relatório cita algumas experiências desagradáveis do governo brasileiro com as barreiras dos EUA.

Em um projeto da Marinha para o desenvolvimento de submarinos, o texto diz que “o governo brasileiro foi levado a buscar outros parceiros” depois que os EUA negaram uma licença de exportação de alguns equipamentos.

O documento também cita a negação de licença de exportação de peças de reposição para o conserto de 16 helicópteros adquiridos pela Força Aérea.

Isso teria forçado o Brasil a levar o equipamento aos EUA para fazer manutenção.

 

 

PATRÍCIA CAMPOS MELLO

Justiça dos EUA acusa criminalmente responsáveis da Telexfree por fraude

TELEX-FREEA Justiça dos Estados Unidos acusou criminalmente os responsáveis pela Telexfree, acusado pelas autoridades norte-americanas de promover um esquema de pirâmide financeira, por fraude federal, de acordo com comunicado pulicado nesta sexta-feira (9).

James M. Merrill e Carlos N. Wanzeler, ambos do estado de Massachusetts, foram acusados criminalmente em uma denúncia na corte estadual. Se considerados culpados, eles podem pegar até 20 anos de prisão, de acordo com a nota.

Merrill foi detido pelas autoridades e deu um depoimento inicial na corte de Worcester. Já Wanzeler tem um mandado de prisão expedido contra ele e é considerado fugitivo.

Os representantes da Telexfree no Brasil não foram localizados pelo G1 para comentar o assunto.

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No mês passado, relatório da Secretaria de Estado de Massachusetts afirmou que a Telexfree é uma pirâmide financeira que arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo e aJustiça dos Estados Unidos determinou o congelamento dos bens do grupo. Desde então, a procuradoria dos EUA executou 37 mandados de apreensão de bens estimados em dezenas de milhões de dólares.

O pedido foi feito pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira, e determinado pelo Tribunal Distrital de Boston. No documento, as autoridades pedem o fim das atividades da empresa, a devolução dos lucros e o ressarcimento das perdas causadas aos investidores, chamados de “divulgadores”.

Acusação criminal
A procuradora norte-americana Carmen Ortiz diz que o “escopo desta suposta fraude é de tirar o fôlego”. “Como alegado, estes réus planejaram um esquema que colheu centenas de milhões de dólares a partir de pessoas que trabalham duro em todo o mundo”, afirmou.

O agente especial encarregado de investigações internas diz que uma das prioridades da investigação é acompanhar o fluxo do dinheiro ilícito da empresa ao redor das fronteiras americanas e orientou que “se o negócio é muito bom para ser verdade, provavelmente é”.

A denúncia alega que a Telexfree é um esquema de pirâmide e que, entre janeiro de 2012 e março de 2014, quis comercializar o seu serviço de VoIP por meio do recrutamento de “milhares de promotores”, que publicavam anúncios do produto na internet. Cada promotor era obrigado a “comprar” o produto por um preço determinado pela Telexfree, pelo que eram compensados.

A postagem de anúncios eram uma “atividade sem sentido”, segundo a denúncia, em que os promotores apenas colavam as propagandas em sites que já estavam cheios de anúncios de outros participantes. De acordo com o depoimento, a Telexfree arrecadava menos de 1% da receita das vendas de serviço de VoIP ao longo dos últimos dois anos. Mais ou menos 99% do faturamento vinha de novas pessoas que entravam no esquema. “A Telexfree só era capaz de pagar o rendimento prometido aos promotores existentes trazendo dinheiro de novos recrutados”, diz a nota da Justiça.

 

g1

Condenado agoniza antes de morrer após falha em injeção letal nos EUA

Clayton Lockett (esquerda) e Charles Warner, os dois condenados à morte em Oklahoma (Foto: Reuters/Oklahoma Department of Corrections/Handout)
Clayton Lockett (esquerda) e Charles Warner, os dois condenados à morte em Oklahoma (Foto: Reuters/Oklahoma Department of Corrections/Handout)

Um condenado à morte por injeção letal agonizou por mais de 30 minutos devido a complicações durante a execução da pena em Oklahoma, nos Estados Unidos, na noite de terça-feira (29). Segundo as autoridades penitenciárias, o corpo do homem teve rejeição à substância aplicada e ele morreu em decorrência de um ataque cardíaco. A falha fez as autoridades adiarem a execução de um segundo detento, prevista para ocorrer na sequência.

Segundo o jornal local “The Oklahoman”, antes de morrer, o preso Clayton Lockett, de 38 anos, condenado à morte pelo assassinato de uma jovem de 19 anos em 1999, se contorceu e teve convulsões quando recebeu a injeção, que continha uma combinação de substâncias que nunca havia sido utilizada em Oklahoma.

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O diretor de prisões do estado, Robert Patton, ordenou a suspensão da execução de Lockett cerca de 3 minutos após a aplicação da injeção. Era a primeira vez que o medicamento “midazolam” era usado como parte de uma injeção em Oklahoma. A execução do condenado cumpria um inédito protocolo de injeção letal que continha três componentes: um sedativo, um anestésico e uma dose letal de cloreto de potássio.

Em março, os advogados de Lockett haviam conseguido o adiamento de sua execução por falta de anestésico para a aplicação da injeção intravenosa, mas o estado obteve a substância e decidiu mudar o procedimento de execução.

Diante do ocorrido, o diretor decidiu adiar por 14 dias a execução do condenado Charles Warner, prevista para ocorrer na mesma noite, segundo informou Jerry Massie, porta-voz das prisões de Oklahoma, à agência de notícias France Presse. Warner recebeu a pena capital em 1997 pelo estupro e assassinato da filha de 11 meses de sua companheira.

Essa seria a primeira execução dupla dos Estados Unidos no século XXI, já que a última vez em que a pena capital foi aplicada em dois condenados no mesmo dia foi em 9 de agosto de 2000, no Texas. Além disso, essa seria a primeira execução dupla em Oklahoma desde 1937.

Nos últimos meses, houve vários episódios de complicações na aplicação da pena de morte no país. A maioria dos 32 estados onde a pena capital está em vigor está tendo problemas para conseguir as substâncias com as quais são feitas as injeções letais convencionais. Com isso, alguns estados estão testando fórmulas alternativas, enquanto outros determinaram o uso obrigatório da cadeira elétrica se não houver medicamentos disponíveis.

Oklahoma mudou a lei que regulamenta a aplicação da pena de morte no final de março, e permitiu o uso de cinco diferentes combinações de substâncias para a injeção letal, após os problemas que ocorreram nas primeiras execuções do ano.

No início de abril, o estado informou aos advogados dos condenados que usaria uma injeção letal com o anestésico midazolam, o paralisante brometo de pancurônio e cloreto de potássio, que interrompe o ritmo cardíaco.

Lockett e Warner processaram o estado por não terem recebido informações sobre onde o estado havia adquirido os medicamentos, nem evidências de que esses remédios fossem seguros. A Suprema Corte de Oklahoma suspendeu na época as execuções de ambos os réus, mas acabou cancelando depois a decisão.

G1

EUA dizem que pena de morte a Irmandade seria inconcebível

irmandadeO governo dos Estados Unidos ampliou nesta terça-feira suas críticas aos julgamentos em massa de membros da Irmandade Muçulmana no Egito e disse ser “inconcebível” que as autoridades egípcias ponham em prática as sentenças de morte dadas a 529 membros do proscrito grupo islâmico.

A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Marie Harf, disse que o modo como o Egito procede em relação aos julgamentos e sentenças de morte terá reflexos no futuro da ajuda dos EUA ao país.

Em 12 de março, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse que iria decidir “nos próximos dias” sobre a retomada da ajuda do país ao Egito, suspensa no ano passado após a destituição do presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, e da repressão contra os manifestantes pró-Mursi.

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As sentenças de morte proferidas na segunda-feira por um tribunal egípcio e o início nesta terça-feira de outro julgamento em massa do líder da Irmandade Muçulmana e outras 682 pessoas “representam um flagrante desrespeito às normas básicas de justiça”, disse Marie.

“A imposição da pena de morte a 529 réus, após um sucinto procedimento de dois dias, não pode ser conciliada com as obrigações do Egito para com a lei internacional de direitos humanos, e sua implementação dessas sentenças… seria inconcebível”, declarou Marie em uma reunião com a imprensa.

O Egito é um dos maiores receptores de ajuda militar e econômica dos EUA há décadas, após a assinatura, em 1979, de um tratado de paz com Israel, aliado dos norte-americanos. Em consequência, Israel concordou em se retirar da Península do Sinai, que havia tomado do Egito em 1967.

 

“Estamos avaliando se essa ajuda vai continuar suspensa, se mais (ajuda) será suspensa, se haverá recuo em alguma. Basta dizer que coisas como essas (ações), ultrajantes, chocantes, inconcebíveis que o governo egípcio está adotando terão, naturalmente, impacto nessa decisão”, disse Marie.

Exame.com

Trem descarrila e dezenas ficam feridos em aeroporto nos EUA

Um trem com oito vagões descarrilou nesta segunda-feira (24) no Aeroporto Internacional de Chicago, nos Estados Unidos, deixando pelo menos 32 pessoas que estavam a bordo feridas. O trem não conseguiu parar na estação do aeroporto, um dos mais movimentados do país.

Segundo o chefe dos bombeiros de Chicago, Jose Santiago, o trem saiu dos trilhos na última parada, subiu na plataforma e só parou após atingir as escadas da estação.

As autoridades ainda estão tentando entender o que causou o acidente, mas informaram que é provável que o trem estivesse em alta velocidade. O descarrilamento ocorreu às 2h50 desta segunda.

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As vítimas tiveram ferimentos leves e foram levadas para quatro hospitais.

Trem descarrilou e deixou dezenas de pessoas feridas no aeroporto de Chicago, nos EUA (Foto: NBC Chicago, Kenneth Webster/AP)Trem descarrilou e deixou dezenas de pessoas feridas no aeroporto de Chicago, nos EUA (Foto: NBC Chicago, Kenneth Webster/AP)
Da AP

Presidente do Senado pede ao Congresso dos EUA documentos sobre ditadura no Brasil

renannO presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), formalizou solicitação ao Congresso dos Estados Unidos de documentos sobre o período da ditadura no Brasil.

Renan atende a um pedido da Comissão da Verdade, que investiga violações aos direitos humanos durante o regime militar, e de senadores que integram a Comissão de Direitos Humanos. Eles levaram a questão ao presidente do Senado na última terça (18). Segundo Randolfe Rodrigues (PSol-AP), as informações requeridas se referem a relatórios do Departamento de Estado, do Departamento de Defesa, da CIA e de outras autarquias do governo norte-americano. Apesar de o Congresso americano não ser obrigado a repassar as informações, Randolfe está otimista e, se for necessário, disse estar disposto a ir aos Estados Unidos junto com outros senadores para ter acesso aos documentos.

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Agência Senado

Ativista negro é libertado após 44 anos de prisão indevida nos EUA

eddie-conwayO ativista foi condenado à prisão perpétua pela acusação de assassinato do policial Donald Sager, em 1971, no estado de Maryland. Ele sempre negou ter participado do crime, entretanto, e diversas campanhas foram mantidas por sua libertação.

A Justiça do estado de Maryland concordou com a revisão do seu caso e acabou mudando a sentença de prisão perpétua para a garantia da liberdade condicional, embora Conway já tenha cumprido 44 anos de pena.

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Em 2012, a Corte de Apelações de Maryland decidiu que os juízes haviam fornecido instruções inadequadas para os jurados nos julgamentos anteriores a 1980, o que levou à revisão dos casos de inúmeros detentos, inclusive o do ex-líder do Pantera Negra.

De acordo com a organização Parceria pela Justiça Social, criada a partir de uma campanha pela libertação de Conway, ele havia sido condenado à prisão perpétua e outros 30 anos. Entretanto, “como muitas outras vítimas do Programa de Contrainteligência do Birô Federal de Investigação (FBI), Conway, um antigo líder do Partido Pantera Negra de Baltimore, foi visado por seu ativismo político e social e por seu trabalho na comunidade,” explica a organização, em seu portal eletrônico.

O programa teria sido desmantelado em 1971 e declarado ilegal por um Comitê de Igrejas no Senado estadunidense, em 1976, “mas suas vítimas continuam presas, muitas sem a possibilidade de liberdade condicional”.

O Pantera Negra também foi lançado com base em ideais marxistas-leninistas, embora fosse composto por diversos grupos em todo o país. Seu jornal oficial entrou em circulação em 1967, mesmo ano em que seus membros marcharam até o Capitólio do estado da Califórnia para protestar contra uma proibição seletiva sobre a posse de armas. No ano seguinte, o grupo havia se expandido por inúmeras cidades.

Em 1969, o Pantera Negra contava com 10 mil membros, enquanto o jornal alcançava uma circulação de 250 mil exemplares. O programa de 10 pontos divulgado na mesma época expunha as reivindicações e a denúncia generalizada da sua exclusão política, social e econômica.

Os pontos resumem-se com a reivindicação pela liberdade e poder aos negros de determinar o seu destino; por empregos decentes; pelo fim do expólio capitalista contra os negros e as comunidades oprimidas; habitações decentes “adequadas ao abrigo de seres humanos”; educação básica “que exponha a verdadeira natureza desta sociedade norte-americana decadente”.

Alérm disso, o programa também exigia cuidados de saúde gratuitos a todos os negros e oprimidos; fim imediato à brutalidade policial; o fim completo a todas as guerras de agressão; liberdade a todos os negros presos e julgamentos razoáveis; e o ponto por “terra, pão, habitação, educação, vestimenta, justiça, paz e controle comunitário da tecnologia moderna”.

O programa de espionagem do FBI foi montado sob a alegação de que o grupo compunha “a maior ameaça à segurança nacional” dos Estados Unidos. Entre as principais ações do projeto estiveram a vigilância, a infiltração, o perjúrio e o assédio policial, além da própria detenção arbitrária e do assassinato, para enfraquecer o Pantera Negra e minar a sua atuação.

 

 

do Portal Vermelho

Câmara dos EUA aprova aumento do teto da dívida até março de 2015

A Câmara dos EUA aprovou por 221 votos a 201 o aumento do limite da dívida até março de 2015 e sem impor condições, nesta terça-feira (11).

O aumento do limite do teto da dívida dos EUA permite que o governo continue realizando seus gastos e pagando suas dívidas, apesar de ter atingido o valor máximo permitido pelo Congresso. No ano passado, não houve esse aumento e parte das atividades do governo, como a visitação à Estátua da Liberdade, tiveram de ser paralisadas.

Porta-voz da Câmara dos Deputados dos EUA em discurso semanal à imprensa. (Foto: Alex Wong/Getty Images/AFP)Porta-voz da Câmara dos Deputados dos EUA em discurso semanal à imprensa (Foto: Alex Wong/Getty Images/AFP)

O limite legal da dívida, elevado em outubro depois de uma dura batalha parlamentar, foi alcançado novamente na sexta-feira (7) e o Tesouro alertou que não poderia continuar funcionando até o final do mês sem uma nova autorização para contrair nova dívida pelo Congresso.

Segundo o porta-voz da casa, John Boehner, os republicanos concordaram em fazer uma concessão política, afastando o risco de uma nova suspensão de pagamentos do país depois de 27 de fevereiro.

O acordo sobre o limite da dívida consolida outras negociações que ocorreram entre democratas e republicanos sobre o orçamento, em dezembro e janeiro, e coloca fim a três anos de bloqueio político em Washington.

Quando o aumento dos gastos não é liberado, o país é visto com desconfiança, tendo de pagar mais juros pelos empréstimos feitos, o que acaba impactando também outros países, já que os juros pagos nos EUA são referência para o resto do mundo.

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Democratas x republicanos
Como não colocaram condições para suspender o limite da dívida a medidas apoiadas pelos conservadores, a maioria dos republicanos se dobrou à posição democrata. Os partidários de Obama exigiam um texto limpo, colocando uma clara derrota para os legisladores do grupo do Tea Party.

“Um teto da dívida livre é uma rendição completa por parte do porta-voz e demonstra que ele perdeu a capacidade de liderar a Câmara dos Deputados, e seu próprio partido”, disse, de acordo com o “New York Times”, Jenny Beth Martin, cofundadora do grupo dos patriotas do Tea Party, e que publicou uma petição on-line exigindo a demissão de Boehner. “É hora de ele ir embora”, disse.

Uma barreira de trânsito com a palavra “pare” no lado Senado, no Capitólio dos EUA, em Washington, nesta terça-feira (1º) (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)Uma barreira de trânsito com a palavra “pare” no lado Senado, no Capitólio dos EUA, em Washington, nesta terça-feira (1º) (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

“Nossos legisladores não estão muito entusiasmados com a ideia de elevar o teto da dívida”, declarou Boehner. “Como consequência deixaremos que os democratas aportem os votos necessários. Nós daremos o mínimo de votos que possibilite a aprovação da lei”, acrescentou ele, antes da votação.

Os democratas cantaram vitória ainda antes da aprovação. “A Câmara entendeu que seguir a direita (linha) dura em relação ao teto da dívida não tinha nenhum sentido, o que é bom para a Câmara, bom para o Partido Republicano e bom para o país”, declarou o Senador democrata Charles Schumer.

Com a aprovação por parte da Câmara, o Senado tem tempo suficiente para aprová-lo, antes do dia 27 de fevereiro.

 

G1

Casos de morte cerebral nos EUA levantam debate sobre desligar aparelhos

morte-cerebralOs dois casos são opostos, sob um aspecto: os pais de Jahi McMath, de Oakland, Califórnia, lutam para manter sua filha ligada a um respirador mecânico, enquanto os pais e o marido de Marlise Muñoz, de Fort Worth, Texas, querem desesperadamente desligar o aparelho. Sob outro aspecto, os casos são idênticos: as duas famílias ficaram chocadas ao descobrir que tinha sido declarada a morte cerebral de sua filha –e que autoridades hospitalares desafiaram a vontade da família com relação ao tratamento.

Suas histórias dolorosas geram perguntas sobre como é determinada a morte cerebral e quem tem o direito de decidir o tratamento que será dado a esses pacientes.

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“Estes casos são muito diferentes dos que conhecemos no passado”, como o de Karen Ann Quinlan, Nancy Cruzan ou Terri Schiavo, disse o médico Joseph J. Fins, diretor da divisão de ética médica do hospital NewYork-Presbyterian/Weill Cornell. Ele explicou: “Aquelas pacientes conseguiam respirar sem aparelhos. Estavam em estado vegetativo, não de morte cerebral. Essa distinção faz toda a diferença.”

Uma pessoa que recebeu diagnóstico de morte cerebral é incapaz de respirar por conta própria e está legalmente morta, em todos os 50 Estados americanos. Em dois Estados, Nova York e Nova Jersey, os hospitais são obrigados a levar em conta as posições religiosas ou morais das famílias quando decidem como proceder em tais casos. Em todos os outros Estados, incluindo a Califórnia e o Texas, os hospitais não precisam consultar a família em relação a como encerrar o atendimento ao paciente.

Os médicos do Hospital Infantil de Oakland pronunciaram a morte cerebral de Jahi McMath, de 13 anos, em 9 de dezembro. Jahi sofreu complicações após passar por uma cirurgia para corrigir apneia do sono e perdeu muito sangue. Marlise Muñoz, 33 anos, recebeu o diagnóstico de morte cerebral no Hospital John Peter Smith, depois de perder a consciência devido a um coágulo sanguíneo quando estava grávida de 14 semanas. Citando uma lei estadual, o hospital se recusa a desligar os aparelhos que a mantêm respirando, porque isso prejudicaria o feto, que agora está na vigésima semana.

Os dois casos são dolorosos em parte devido a uma característica biológica esdrúxula do corpo: os corações das pacientes continuam a bater. Com respiradores mecânicos, o coração pode continuar a bater por dias, até uma semana. Mas, com cuidados mais agressivos, é capaz de durar por meses ou até mais após a morte cerebral, dizem especialistas, dependendo da saúde do paciente e de quanto tratamento é dado.

Foram os respiradores mecânicos que salvaram o feto no caso de Marlise Muñoz, e provavelmente no último momento possível, disse o médico R. Phillips Heine, diretor de medicina materna e fetal da escola de medicina da Universidade Duke. A redução do fluxo de sangue para o feto quando a mãe desmaiou –acredita-se que ela passou mais ou menos uma hora desmaiada antes de receber atendimento médico– “pode levar a efeitos adversos com o tempo, mas não temos como prever isso”, ele disse.

Para a família de Jahi, o prolongamento do funcionamento do coração gerou uma percepção de vida; no caso dos parentes de Muñoz, representa a negação do direito dela de morrer.

“Descrevo este estado da seguinte maneira: uma parte do organismo ainda está vivo, evidentemente, mas o organismo como um todo –o ser humano– não existe mais”, disse James L. Bernat, professor de neurociência na escola de medicina do Dartmouth College.

Para diagnosticar a morte cerebral é preciso determinar a função da área mais primitiva do cérebro, o tronco cerebral. Este, o tampão de tecido neural na base do ponto em que a medula espinhal ingressa no crânio, é o “gerente de fábrica” do corpo, aquele que mantém os sistemas como o do tônus muscular, equilíbrio metabólico e respiração.

Testar sua função requer conhecimento especializado, porque as pessoas com lesões cerebrais graves muitas vezes não apresentam reações e aparentam estar cerebralmente mortas, sendo que não estão. Um coma, por exemplo, é um estado não responsivo que com frequência representa um período de recuperação do tronco cerebral e outras áreas. As pessoas geralmente emergem do coma dentro de duas a três semanas depois de sofrida a lesão que resultou no coma. Quando isso não acontece, elas podem mergulhar em um estado vegetativo em que o tronco cerebral funciona, mas as áreas cerebrais superiores ficam inativas. É um estado conhecido como o de consciência mínima, em que o paciente ocasionalmente responde a estímulos, mas não o faz de modo previsível. Acredita-se que as pessoas que emergem de um estado vegetativo passem por um estágio de consciência mínima antes de voltarem à consciência.

Segundo especialistas, quatro elementos precisam estar presentes para que seja determinada a morte cerebral. Primeiro, o médico precisa excluir outras explicações possíveis do estado não responsivo, como anestesia, coma diabético ou hipotermia. Também é preciso determinar a ocorrência de uma lesão, como um golpe na cabeça ou hemorragia.

Em seguida, os médicos testam a função dos chamados nervos cranianos, incluindo o nervo que vai até o olho e ativa o ato de piscar; outro, na garganta, que provoca asfixia; e um terceiro no ouvido interno que permite que os olhos foquem um objeto enquanto a cabeça se move. Cada um desses requer a participação do tronco cerebral. Se o ato de encostar um cotonete na córnea do paciente não o leva a piscar, ou se tocar o fundo da garganta não gera um movimento reflexivo de quase vômito, o tronco cerebral está fora de ação ou perto disso.

O último passo é o chamado teste de apneia. Para isso, os médicos permitem que o nível de dióxido de carbono no sangue do paciente suba lentamente; quando a concentração atinge um certo grau, qualquer pessoa que tiver tronco cerebral parcialmente funcional vai respirar chiando. Esse é um verdadeiro teste infalível para determinar a morte cerebral. Pode levar 20 minutos para ser realizado, período durante o qual os médicos não devem deixar a sala por um instante sequer, disse o Dr. Panayiotis N. Varelas, diretor da UTI de neurociências do Hospital Henry Ford, em Detroit. “Se o paciente tenta respirar, você aborta o teste imediatamente e declara que não há morte cerebral.”

O timing exato desses testes, e o número de vezes que são realizados –alguns médicos fazem todos uma vez; outros repetem todos duas vezes, com várias horas de intervalo– variam de hospital para hospital, segundo pesquisas. Mas, dizem os especialistas, os casos de diagnóstico equivocado são muito raros; as pessoas que recebem diagnóstico de morte cerebral não voltam a viver.

Pelas leis de Nova York e Nova Jersey, as pessoas podem prolongar o fornecimento de oxigênio para manter o coração de um paciente batendo, por motivos religiosos ou morais. Mas em outros Estados esse “suporte à vida” é tido como supérfluo quando não há vida a ser apoiada. Nesse contexto, os casos de McMath e Muñoz são diferentes, segundo Fins, que está escrevendo um livro intitulado “Rights Come to Mind: Brain Injury, Ethics and the Struggle for Consciousness” (algo como “Os direitos em questão: lesões cerebrais, ética e a luta pela consciência”).

Os pais de Jahi McMath “nutrem a esperança de que a filha deles se recupere e estão pedindo para reverter uma decisão que não está sob controle humano”, ele comentou. “No caso de Marlise Muñoz, a família quer reverter uma decisão que está sob controle humano e que diz respeito a se a mãe ia querer ser mãe sob essas circunstâncias”.

Folha de São Paulo

Vencedor do “The Voice Brasil” diz que vai usar prêmio para pagar dívidas nos EUA

sam-alvesVencedor da segunda temporada do “The Voice Brasil” (Globo), Sam Alves se lembrou dos tempos em que era apenas mais um telespectador de reality shows musicais.

“Eu queria ser aquela pessoa que ganhava. Quando você tá no palco e vê o confete descendo, percebe que qualquer pessoa pode ter essa oportunidade. Precisa batalhar, se dedicar e ela consegue”, disse o cantor, em entrevista após a final da atração.

Sam, que já havia sido rejeitado pelos técnicos na edição norte-americana do programa ainda na rodada de audições às cegas, vê na vitória um momento de superação pessoal.

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“Naquele momento em que eles não viraram, eu me senti derrotado. Mas acredito que tudo acontece por uma razão. Agora eu vejo que aquilo precisava acontecer para chegar a esse momento”, disse o cearense.

Além do título de a “nova voz do Brasil”, o cantor cearense ganhou um contrato com uma gravadora, um carro novo e R$ 500 mil, dinheiro que já sabe bem como usar.

“Primeiro, vou pagar todas as minhas dívidas nos Estados Unidos, encerrar tudo lá. Depois, vou investir na minha carreira, ajudar muito a minha família e guardar um bocado”, disse.

Sam Alves quer continuar gravando músicas em português e inglês, assim como fez ao longo do programa, e quer usar um repertório variado.

“Pop, música romântica, música com uma batida bem jovem, quero brincar com o acústico também, sou bem eclético com meu gosto.”

Sam Alves conquistou a torcida de vários famosos ao longo de sua trajetória no “The Voice”, inclusive de Davi, 4, filho de sua mentora no programa, Claudia Leitte.

“Davi deve estar esbaforido. Na hora, pensei como meu filho ia ficar feliz quando anunciassem o nome do vencedor. Pensei no Davi em casa, feliz da vida, celebrando o fato de a mãe dele ser campeã. Na verdade, o Sam é o campeão, mas na cabeça do meu filho é o Sam e a mãe quem ganhou”, disse Claudia Leitte.

O aspecto maternal da técnica do “The Voice” foi elogiado pelo pupilo, que afirmou ter escolhido a cantora como sua mentora depois de ouvir o mesmo comentário de participantes da temporada anterior.

“Ela é uma pessoa que me surpreendeu. Você vê uma pessoa tão alto na mídia, mas quando conhece ela, é uma pessoa simples, mãezona, supercarinhosa com todos os participantes e funcionários. Pra mim é um espelho para muitos artistas”, afirmou Sam Alves.

Nascida no Estado do Rio de Janeiro, mas baiana de coração, Claudia comentou a coincidência de os dois vencedores do “The Voice Brasil” terem sido orientados por “baianos”. A vencedora da temporada passada, Ellen Oléria, foi orientada por Carlinhos Brown.

“A gente é muito musical, tem essa ousadia, essa malemolência. Viemos de uma escola onde a gente canta 12 horas em cima de um palco, num trio elétrico. Já carreguei instrumento, comigo não tem tempo ruim. Acho que Brown é igual. A gente fica horas sem comer, a gente se dedica muito ao outro, quer ver o outro brilhar. Não sei se isso é coisa de baiano, mas me cheira a baianidade sim.”

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