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Ficar muito tempo na tela prejudica estudos

crianca-no-pcUm estudo feito pela Academia Americana de Pediatria, mostrou que crianças que passam muito tempo vendo TV, jogando vídeo games e usando outros eletrônicos, como celulares, tablets e computadores, prejudicam o desempenho escolar.

De acordo com os pesquisadores, quanto maior o tempo gasto pelas crianças, maiores são as chances de ela não fazer sua lição de casa.

Os números se mostram ainda mais preocupantes conforme o tempo na frente da tela aumenta. Com quatro a seis horas diárias “conectados”, os estudantes passam a não entregar suas lições em 49% dos casos; já com seis a oito horas, a taxa sobe para enormes 63%.

Vale notar que o tempo excessivo gasto com eletrônicos pelas crianças não teve efeitos colaterais apenas nisso. Também foi notada influência negativa em fatores extremamente importantes, como interesse em se sair bem na escola, terminar tarefas, aprender coisas novas ou mesmo se manter calmo diante de desafios.

Todas as informações, apontaram os mesmos resultados, independente de idade, sexo ou família dos 64 mil entrevistados, cujas idades vão dos 6 aos 17 anos.

Fonte: Mega Curioso

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Novos benefícios da cerveja são revelados por estudos da ciência

cervejaCientistas europeus destacaram nessa terça-feira os efeitos benéficos para a saúde do consumo moderado de cerveja, entre eles a prevenção de problemas cardiovasculares e respiratórios, e excluíram o mito da “barriga de cerveja”.

O VII Congresso Europeu sobre Cerveja e Saúde, realizado em Bruxelas, reuniu hoje cerca de 160 especialistas internacionais em medicina e nutrição de 24 países, entre eles Alemanha, Irlanda, Itália e Reino Unido.

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Pesquisadores espanhóis do Hospital Clínic de Barcelona, da Universidade de Barcelona e do Centro de Pesquisa Cardiovascular (CSIC-ICCC), ressaltaram os possíveis benefícios da cerveja, com e sem álcool, na saúde cardiovascular, obesidade, nutrição e prevenção do envelhecimento celular.

“O consumo moderado de cerveja junto a uma dieta saudável, como a mediterrânea, ajuda a prevenir complicações cardiovasculares maiores como o infarto do miocárdio ou o acidente vascular cerebral”, afirmou o médico Ramón Estruch, do Hospital Clínic de Barcelona.

Segundo ele, estudos feitos na Espanha demonstraram que a cerveja sem álcool também tem um efeito protetor perante as doenças cardiovasculares.

A diretora do CSIC-ICCC, Linda Badimón, destacou que a ingestão moderada de cerveja pode “favorecer a função cardíaca global”. Quanto às quantidades consideradas moderadas, foi explicado que homens podem beber dois chopps por dia e as mulheres podem beber um.

Os polifenóis, compostos encontrados majoritariamente em alimentos de origem vegetal e também na cerveja, são os que podem reduzir os riscos de ter AVC e câncer, devido a suas propriedades antioxidantes.

“Na cerveja, encontramos até 50 tipos de polifenóis que, ingeridos pelo organismo, têm efeitos benéficos sobre a pressão arterial, os lipídios ou resistência à insulina”, explicou Rosa Lamuela, da Universidade de Barcelona.

A doutora de saúde publica no Reino Unido Kathryn O’Sullivan desmentiu a crença que a cerveja causa “barriga”, já que “não tem qualquer base científica”. Ela explicou que o consumo excessivo de qualquer tipo de álcool pode levar ao aumento de peso, mas não se feito de forma moderada.

A reidratação que a cerveja proporciona aos atletas após a realização de exercício foi outro dos aspectos destacados no evento. O médico Manuel Castillo Garzón afirmou que a cerveja, ao contrário que outras bebidas alcoólicas, apresenta pouca quantidade de álcool, muita quantidade água (95%) e potássio, capaz de reidratar os esportistas.

Dado que o exercício prolongado aumenta o risco de doenças nas vias respiratórias superiores, a cerveja se coloca como um complemento alimentar propício a reduzir sua inflamação e infecção, já que contém compostos polifenóis, garantiu ele, que atua no Hospital Técnico de Munique Johannes Scherr

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FONTE:

  • Abril

Estudos mostram que apenas um terço dos usuários de crack deixa o vício

Imagem Carolina Garcia
Imagem Carolina Garcia

Estudos recentes da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp) demonstram que, apenas um terço dos usuários de crack deixa o vício e encontra a cura, outro terço mantém o uso e outro terço morre, sendo que em 85% dos casos são relacionados à violência. Os pesquisadores apontam também que não há nenhum tratamento medicamentoso aprovado para dependência de crack. “Dessa forma, a boa prática direciona-se no sentido da adoção de uma visão multifocal para o tratamento da dependência desta droga”, comentou o psicólogo.

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Para Deusimar Guedes, psicólogo e advogado, esta visão a partir de vários ângulos deverá conter diretrizes gerais para a assis­tência integral ao usuário de crack, onde as abordagens de natureza: físicas, psicológicas e sociais, levem em consideração também, às questões legais e de qualidade de vida, num tratamento que vise não especificamente à abstinência, mas também, a prevenção de recaídas e a reinserção social dos drogadictos.

Outro aspecto importante, destacado pelo psicólogo,  além da abordagem interdisciplinar, é a construção de uma rede de instituições que trabalhe de forma integrada contemplando as várias vertentes da política educativa sobre droga, dentre estas, aquelas direcionadas à: prevenção do uso indevido destas substâncias, a atenção e acolhimento de usuários e familiares, a sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde, educação e assistência social, bem como a identificação precoce destes dependentes químicos para o devido encaminhamento ao tratamento adequado no âmbito da referida rede de atenção e cuidados.

Para ele há uma necessidade inadiável que o poder público assuma esta sua responsabilidade, e que tais iniciativas não fiquem apenas com o Estado, mas também sejam encampadas pelos diversos segmentos sociais, pois esta á uma causa que pertence a toda a sociedade, “ pois, mesmo sabendo que não existe um modelo ideal e nem mesmo uma fórmula má­gica de prevenção e tratamento ao uso indevido de drogas, uma coisa é certa, mais do que pessoas envolvidas, precisamos de pessoas comprometidas, haja vista, que o maior risco que corre a humanidade não é o grande número de indivíduos que fazem o mal, mas sim a multidão daqueles que mesmo podendo impedir que o mal aconteça não o fazem”, concluiu.

Paulo Cosme

Brasileiros ainda percebem pouco as vantagens da democracia, dizem estudos

MÍDIA NINJA/CC
MÍDIA NINJA/CC

Realizado anualmente em vários países da América Latina, estudo coordenado pelo Latinobarómetro aponta que o Brasil tem a segunda menor taxa de apoio ao regime democrático na região, a frente apenas da Guatemala. Na pesquisa, cidadãos de 18 países latino-americanos tiveram de responder com qual frase mais concordavam: a democracia é preferível a qualquer outra forma de governo; em algumas circunstâncias, um governo autoritário pode ser preferível a um democrático; tanto faz, um regime democrático e um não democrático dá no mesmo.

A média das pesquisas realizadas entre 1995 e 2013 aponta que somente 44% dos brasileiros dizem que a democracia é a melhor escolha. Para 19%, um governo autoritário pode ser preferível em certas circunstâncias e, para 24%, não faz diferença.

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A Guatemala é o único país da região em que os entrevistados demonstraram menor apoio à democracia na comparação com os brasileiros. Lá, somente 38% preferem um regime que permita participação a qualquer outro tipo de governo. Na outra ponta, o Uruguai é o país com a maior média de apoio ao modelo democrático: 78% dizem preferi-lo, enquanto 15% defendem o autoritarismo e 10% são indiferentes.

Para especialistas, as pesquisas são reflexos da insatisfação dos brasileiros com o funcionamento do regime democrático e não com o conceito de democracia. O cientista político José Álvaro Moisés, coordenador do Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas (NUPPS) da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro A Desconfiança Política e Seus Impactos na Qualidade da Democracia, diz que o grau de descrença em relação às principais instituições da democracia representativa é muito elevado.

“Segundo pesquisas que fiz, no caso dos partidos políticos, nada menos do que 82% da população desconfia deles e, no caso do Congresso Nacional, 79%”, ressalta Moisés. Embora a descrença no Judiciário seja menor, a sensação de injustiça é alta. “Aproximadamente 90% dos entrevistados de todos os segmentos sociais, regiões do país, classe, sexo, etnia e religiosidade, consideram que a lei não trata os cidadãos de maneira igual, e quase 80% consideram que o acesso dos brasileiros à Justiça é desigual, que não há oportunidades iguais de acesso.”

Segundo o sociólogo e professor da Universidade de Brasília (UnB) Eurico Cursino, o cidadão brasileiro não tem vocação para viver calado, com medo, e, portanto, não contesta a democracia como valor cultural na sociedade, como direito de pensar e se expressar livremente. No entanto, como expressam as pesquisas e as manifestações populares, há uma crítica clara em relação à democracia como “regra da disputa política, da luta pelos cargos do Estado e tomada de decisões”.

O diretor-geral do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais (Ibri), Pio Penna Filho, destaca que o regime democrático é preferível “mesmo quando pensamos em uma democracia cara e ineficiente como a brasileira” porque as pessoas podem participar, de alguma forma, das decisões do Estado. Mas ela, sozinha, não basta. “Vemos um mundo político muito desvinculado da sociedade, a classe política brasileira perde a noção do compromisso social e isso desvaloriza a democracia”, avalia.

O economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) José Ronaldo Souza acredita que uma democracia equilibrada oferece melhores condições para que um país receba investimentos. “A democracia é boa para gerar crescimento econômico à medida que, dado o sistema de pesos e contrapesos, permite que os investidores tenham segurança maior do que com um grupo político isolado que se apodera do governo”.

Os especialistas afirmam que a democracia brasileira sofre as consequências da falta de proatividade das elites em relação à sociedade e dos cidadãos em relação à classe política. Cursino defende que alguns fatores históricos fazem com que os brasileiros não se vejam como cidadãos responsáveis pelo governo do país, colocando-se em uma posição passiva na maior parte do tempo.

Pouca iniciativa

Os níveis de associativismo da população brasileira em sindicatos, partidos políticos, conselhos de saúde e orçamento participativo, associações de moradores e de pais e mestres ficam em torno de 2%. Para José Álvaro Moisés, essas relações representam democracia de baixo para cima e, na medida em que se tornam densas o suficiente, têm força para influenciar no jogo democrático, ampliando a participação do povo nas decisões. “Isso falta brutalmente na nossa sociedade”.

Apesar dessa relativa passividade, Moisés avalia que uma série de exemplos nas décadas recentes mostram que quando se abre a estrutura de oportunidades para a participação das pessoas, elas tendem a utilizá-la. Ele cita as mobilizações de trabalhadores na região do ABC paulista, no final da década de 1970, as Diretas Já!, na década de 1980, o impeachment presidencial, na década de 1990, e as manifestações do ano passado.

“Nenhum governo abriu grandes mecanismos de participação para a população. Todos os presidentes eleitos de 1988 para cá, sem exceção, mencionaram a reforma política no discurso de posse e nenhum a fez”, critica o cientista político, destacando que há poucas iniciativas de baixo para cima, como as leis da Ficha Limpa e da Improbidade Administrativa, ambas de iniciativa popular, e nenhuma de cima para baixo.

Apesar de todas as críticas, as manifestações recentes, na maior parte formada por jovens que não viveram o regime militar no Brasil, não questionam a importância do regime democrático. Ao contrário, pedem “mais democracia”. Segundo Moisés, apesar de não estarem perto do desejado, os indicadores sociais melhoraram muito desde o fim da ditadura.

Com informações da Agência Brasil

JP é 9ª mais violenta do mundo: Cláudio Lima contesta ‘Fantástico’ e diz; ‘Não houve estudos em outros estados’

claudio-lima-sspO secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima, contestou as informações publicadas em uma matéria no “Fantástico” neste domingo (23) afirmando que a capital paraibana é a 9° cidade mais violenta no mundo. “Os dados da pesquisa foram encontrados na internet e estão corretos, pois nós divulgamos a informação para o público, contestamos porque não houve estudos em outros estados, eles não foram a campo”, afirmou Lima em entrevista ao portal paraiba.com.br nesta segunda-feira (24).

De acordo com o secretário de Segurança do Estado outras cidades não publicaram seus dados. “Será que João Pessoa está mais violenta que Rio de Janeiro, do que a Bahia?”, perguntou Lima.

Segundo Lima os dados devem ser checados e comparados com todas as cidades do país, mas muitas capitais não publicaram, apontando que João Pessoa só apareceu no ranking porque divulgou os dados.

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Confira a matéria do ‘Fantástico’:

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=fdQ9cBqra14

Wagner Mariano

 

Museu Nacional sedia 8º Congresso Mundial de Estudos em Múmias

mumiaDetentor de um rico acervo de múmias preservadas por meios naturais e artificiais, o Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio de Janeiro, recebe na próxima semana, de terça-feira (6) a sexta-feira (9), mais de 100 especialistas de vários países para o 8º Congresso Mundial de Estudos em Múmias. A importância desse acervo do museu, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi o que levou a instituição a ser escolhida para sediar o evento, pela primeira vez feito no Brasil.

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As várias abordagens das técnicas de mumificação e da preservação de corpos e tecidos humanos constituem a temática do congresso, de acordo com a arqueóloga Cláudia Carvalho, diretora do Museu Nacional e à frente da organização do evento. “Nós buscamos reunir todas as diferentes áreas do universo de estudos sobre múmias, que é bastante amplo. Vamos ter várias questões relativas à preservação, ao uso de tecnologias de ponta, como tomografias e reconstituições em 3D, a estudos de saúde, de paleoparasitologia [ciência que tem como objetivo primário a identificação de organismos que, provavelmente, afetaram os ancestrais do homem] e de DNA”, explica.

Além de pesquisadores brasileiros, o congresso reunirá especialistas em múmias dos Estados Unidos, do Canadá, Reino Unido, da França, Itália, Dinamarca, do México, Peru, Chile, da Argentina,  do Egito e da China. O evento, que ocorre a cada dois anos, teve sua edição anterior em 2011 na cidade norte-americana de San Diego.

Ao longo da história, a preservação dos corpos sem vida sempre exerceu um fascínio especial sobre o ser humano, o que torna as múmias uma grande atração em todos os museus que dispõem desse tipo de acervo. A coleção do Museu Nacional, por exemplo, possui um dos nove exemplares do mundo de uma múmia egípcia do período de ocupação romana (30 a.C. – 642 d.C.), com os dedos da mão e os braços enfaixados separadamente.

O acervo inclui ainda a urna de uma cantora do Templo de Amon, em seu caixão original, fechado, alguns exemplares da América pré-colombiana, além de pequenos conjuntos de múmias brasileiras.

Com essa coleção, a maior da América Latina de múmias egípcias e uma das maiores do mundo em clima tropical, o Museu Nacional oferece a seus pesquisadores um rico material de estudo. Entre os trabalhos que a equipe do museu vai apresentar no congresso estão um estudo antropológico sobre a mumificação das cabeças de Lampião e de Maria Bonita e discussões sobre a prática da plastinação, método de preservação de tecidos humanos para fins didáticos.

Esses estudos refletem, segundo Cláudia Carvalho, a importância da mumificação dentro de um contexto contemporâneo. “É claro que temos uma grande quantidade de trabalhos voltados para os corpos mumificados tradicionais, como os do Egito e da região dos Andes, mas pretende-se também trazer um pouco de discussão sobre múmias mais recentes e sobre a questão da mumificação em si, que é a preservação de tecidos humanos que em condições normais não teriam sido conservados”, diz.

Além dos fins didáticos e científicos, a preservação dos corpos no mundo contemporâneo também pode estar ligada à memória. “Ao longo do século 20, nós tivemos vários exemplos de políticos que foram embalsamados, cujos corpos se preservam, para a visitação pública. Portanto, a questão da mumificação e da preservação do corpo humano perpassa vários momentos da história e chega aos dias de hoje sim”, diz a diretora do Museu Nacional.

Expostas durante décadas no Museu Nina Rodrigues, em Salvador (BA), as cabeças mumificadas de Lampião e Maria Bonita foram enterradas, em 1969, a pedido das famílias dos dois cangaceiros. O estudo que os pesquisadores do museu vão apresentar no congresso busca discutir essa questão, de um ponto de vista antropológico. “O objetivo é entender as perspectivas da época para situar a mumificação desse material e a polêmica da devolução das cabeças à família”, conta Cláudia Carvalho.

O 8º Congresso Mundial de Estudos em Múmias, feito pelo Museu Nacional/UFRJ, tem como correalizadores o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo(MAE/Usp) e a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz).

 

Agência Brasil

Sexo: Um remédio para todos os males. Estudos apontam eficácia de ‘exercício’

(Foto: iStock)
(Foto: iStock)

Listas dos livros mais vendidos deixam evidente que nunca se falou tanto sobre um remédio capaz de melhorar a ansiedade, a depressão, tonificar músculos, reduzir colesterol e, de sobra, ainda queimar calorias e deixar a pele e cabelos mais vistosos. Trata-se do sexo, tema do primeiro Encontros O GLOBO Saúde e Bem-Estar de 2013, que reuniu na Casa do Saber, na última quarta-feira, a psicanalista Regina Navarro Lins, a psiquiatra Carmita Abdo e o urologista Roberto Campos, sob a coordenação do cardiologista Cláudio Domênico e a mediação da jornalista Ana Lucia Azevedo, editora de Ciência e Saúde do jornal O GLOBO.

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Desejo feminino tem suas nuances

Alcançar esse nirvana de benefícios e prazer puro e simples, no entanto, não é tão simples quanto parece. Problemas físicos, psicológicos e culturais são recorrentes. Se a medicina pode dar jeito na saúde sexual do homem, com as pílulas contra a disfunção erétil, falta agora combinar com a mulher. A sintonia do desejo entre elas e os homens nem sempre é um caminho óbvio, pois cada parte tem suas linguagens próprias — como bem prova o best-seller feminino “Cinquenta Tons de Cinza”. A psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo, estuda o idioma da satisfação sexual e explica as nuances.

— Para que a mulher tenha desejo, ela precisa estar bem do ponto de vista emocional, físico e relacional, enquanto o homem tem desejo que brota espontaneamente, que não precisa de motivação — descreve Carmita. — Mulheres que estão no início de relacionamento também têm desejo espontâneo, mas, com a rotina, acabam precisando de estímulo para apresentá-lo, o que chamamos de desejo responsivo.

Homens também podem ter um desejo responsivo, mas tais tons de cinza são mais característicos das mulheres, explica a psiquiatra. A biologia ajuda a esclarecer. É natural que homens consigam manter o mesmo nível de testosterona por praticamente toda a vida. Já as mulheres passam pela menopausa e deixam de produzir o hormônio sexual feminino na quantidade de antes.

— Homens mantêm o mesmo nível hormonal durante a vida. Mulheres deixam de produzir o hormônio sexual feminino e produzem menos testosterona, que é o hormônio da motivação sexual. Mesmo com estímulo, este desejo vai se manifestar de forma mais difícil que na juventude — complementa Carmita.

A psicanalista Regina Navarro Lins acrescenta que o sofrimento por causa de vida amorosa e sexual não é só coisa da natureza. É também obra dos seres humanos, que passaram milênios traçando crenças e valores os quais estão impregnados na nossa cultura, quase sempre subjugando a liberdade feminina com o próprio corpo.

— As pessoas têm que refletir sobre as crenças, os valores aprendidos. O condicionamento cultural é tão forte desde que a gente nasce, que quando a gente chega à idade adulta não sabe o que realmente deseja e o que aprendeu a desejar.

A psicanalista crê que os modelos tradicionais de identidade sexual aniquilam singularidades. Quem precisa mudar, em geral, é levado ao sofrimento.

— Muitos ficam paralisados, agarrados aos padrões tradicionais quando podiam estar vivendo com muito mais prazer e muito mais satisfação — arremata Regina.

A atividade sexual não precisa ser um remédio amargo e com efeitos colaterais. Todos sabem que chegada da pílula contra a disfunção erétil, em 1998, resgatou um mundo de possibilidades para os homens. O comprimido, no entanto, faz só aquilo que propõe. Não resolve outros males que, depois da juventude, podem indicar problemas mais graves.

— Sexo é uma atividade física e depende de condicionamento. Imagine um homem de 70 anos, num jogo de tênis com outros parceiros da mesma idade que, de repente, passa a jogar com uma parceira de 20 anos. O remédio causa ereção, mas não melhora condicionamento físico. Muitas mortes súbitas foram atribuídas, de início, erradamente ao remédio contra disfunção — alerta Cláudio Domênico. — Desde 2006, a Sociedade Brasileira de Cardiologia diz que sexo deve ser encarado como atividade física. Morte súbita no sexo existe.

O urologista Roberto Campos, do Hospital dos Servidores do Estado, explica que o diagnóstico de disfunção erétil, quando ligado a um problema físico, normalmente está associado a prejuízos nos vasos sanguíneos. Como as artérias do pênis são mais finas e menores, a dificuldade persistente da ereção pode ser um sinal precoce para antecipar um diagnóstico de infarto ou acidente vascular cerebral após três ou cinco anos.

— Quem tem o problema por causa de doença circulatória deve fazer exame físico completo, ir ao cardiologista e ao clínico geral — explica Campos.

O Globo

Dilma autoriza 2ª etapa do canal Acauã-Araçagi e estudos para novas adutoras

foto: Kleide Teixeira
foto: Kleide Teixeira

A presidenta da República, Dilma Rousseff, o governador Ricardo Coutinho e o ministro da Integração, Fernando Bezerra, assinaram nessa segunda-feira (4), durante solenidade em Itatuba, a ordem de serviço para o início do segundo trecho do canal Acauã-Araçagi. Na ocasião, a presidenta também atendeu as reivindicações feitas por Ricardo Coutinho e autorizou o início de estudos para a construção do sistema adutor da Borborema e da 3ª entrada das águas do São Francisco saindo do reservatório de Japi pelo rio Piancó.

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O anúncio foi feito durante visita às obras da primeira etapa do denominado Canal das Vertentes Litorâneas, a maior obra hídrica da Paraíba nos últimos 30 anos. O investimento do Ministério da Integração Nacional para a nova fase da obra será de R$ 108 milhões.  O canal de 112 km custará R$ 956 milhões e ofertará água para 590 mil pessoas de 38 municípios paraibanos.

A presidenta Dilma Rousseff disse ser uma honra visitar pela à Paraíba pela primeira vez como presidenta para autorizar a 2ª etapa do canal Acauã-Araçagi. “Nós sabemos do grave problema pelo qual passa o semiárido com a estiagem e a falta de acesso à água na Paraíba. Por isso, tenho dois sentimentos: a felicidade e a esperança que essa é uma obra que está sendo construída de forma acelerada e vai beneficiar milhares e milhares de famílias com água tratada em suas residências”, enfatizou.

Dilma disse ainda que o canal é a maior obra hídrica dos últimos 30 anos da Paraíba, e uma das inúmeras obras estruturantes que resolvem o problema do acesso à água nas regiões do Brejo e da Borborema. “Essa água sairá da barragem de Acauã, percorrerá 112 km em canais e chegará nas torneiras das casas das famílias para que a mãe possa banhar seu filho, a família possa tomar a água e o agricultor alimentar o seu rebanho”, comentou.

O governador Ricardo Coutinho destacou que essa é uma obra estruturante que, além de garantir água para 37 municípios, vai  fazer com que as terras do Vale do Paraíba e do Brejo voltem a ser as mais férteis da Paraíba. “Representará o renascimento dessas regiões com canais que vão despejar 10m3 por segundo, saindo de Acauã e indo até Araçagi. Um investimento de quase  R$ 1 bilhão que irá gerar mais de 1 mil empregos diretos para a população local”, ressaltou.

Ricardo destacou que os investimentos de R$ 350 milhões do governo Federal e do governo do Estado nas adutoras de Natura a Umbuzeiro, de Pocinhos, de Riacho dos Cavalos, a quarta adutora de Cajazeiras, a barragem e o sistema adutor de Nova Camará, além dos sistemas de abastecimento de Piancó, Triunfo e Princesa significam “respeito para com o povo e trabalho para os paraibanos e se não fossem essas obras não teriam aonde se salvar desta estiagem”.

As obras do canal foram iniciadas em outubro de 2012 e têm previsão de conclusão para maio de 2015. A primeira etapa, com 42,5 km de canal, vai beneficiar  os moradores de Ingá, Mogeiro, Itabaiana, São José dos Ramos, Sobrado, Riachão do Poço, Sapé, Mari, Cuité de Mamanguape, Itapororoca e Araçagi. O Canal vai transportar 10 m3/s no trecho inicial e 2,5 m3/s no trecho final. O empreendimento contempla nove segmentos de canais, seis trechos em sifões, dois túneis e duas galerias de água.
 
Geração de empregos– O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, destacou que as obras das Vertentes Litorâneas geram 500 empregos e com essa ordem de serviço para a 2ª etapa vão oportunizar mais 400 empregos.  “Este é mais um empreendimento do Governo Federal para aumentar a oferta de água e temos que parabenizar que de todas as obras complementares da transposição essa é que a que está andando com mais velocidade porque o Governo da Paraíba fez bem o dever de casa”, frisou.
 
Autorização – Bezerra confirmou que o Ministério da Integração iniciará estudos para o sistema adutor da Borborema, que possibilitará a distribuição de água para 70 municípios do Cariri e Curimataú e também uma 3ª entrada das águas do Rio São Francisco saindo do Japi, em Pernambuco, para o Rio Piancó. “Recebemos o apelo do governador Ricardo Coutinho e estamos autorizando a elaboração dos estudos que vão demonstrar a viabilidade do sistema Borborema e da 3ª entrada das águas do São Francisco na Paraíba”, afirmou.

De acordo com Fernando Bezerra, o Ministério da Integração já empenhou R$ 1,4 bilhão para ações de convivência com a seca na Paraíba, onde estão o canal Acauã a Araçagi,  além de 13 obras estruturantes dentro do PAC 2. Ele acrescentou que também foram investidos no Estado R$ 25 milhões para o socorro e assistência às vítimas da estiagem e restabelecimento de serviços essenciais.

A professora Maria da Glória, moradora da zona rural de Mulungu, disse que não poderia perder a oportunidade de realizar dois sonhos, o de ver a presidenta Dilma Rousseff e, o maior de todos, de ver a água da barragem de Acauã chegando às residências dos municípios. “Com essa água chegando aos municípios, a vida dessa população tão sofrida ficará mais fácil, pois a falta de água é constante.  Ver uma obra tão grandiosa se transformando em realidade aumenta a nossa esperança em dias melhores”, comemorou.

Integraram a mesa de honra do evento, além da presidenta e do governador, a primeira dama do Estado, Pâmela Bório, os ministros Fernando Bezerra (Integração Nacional), Aguinaldo Ribeiro (Cidades) e Ideli Salvati (Relações Institucionais), além dos prefeitos de Itatuba, Aron Renê, de Campina Grande, Romero Rodrigues, e de João Pessoa, Luciano Cartaxo, o deputado federal Luiz Couto, e o secretário de Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, João Azevedo.

Secom/PB para o Focando a Notícia

Segundo estudos, desviar o olhar nem sempre é sinal de mentiras

Durante muito tempo, psicólogos acreditaram que desviar o olhar é sinal de mentira. Essa ideia era (e ainda é) aplicada em diversas situações, desde entrevistas de emprego até briga de casal. Mas após submeter 82 voluntários a experimentos, pesquisadores das universidades de Hertfordshire e de Edimburgo, ambas no Reino Unido, e da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, concluíram que não há evidências concretas que possam comprovar estatisticamente que uma pessoa desvia o olhar quando está mentindo. O estudo foi publicado na edição desta semana no periódico científico Plos One.

A relação entre os movimentos oculares e o discurso foi difundida pela programação neurolinguística (PNL), conjunto de técnicas psicológicas criadas na década de 1970 com o objetivo de “entender melhor como o ser humano, age, pensa e se comunica”, segundo seus divulgadores. Para a PNL, os movimentos oculares dizem o que a pessoa está pensando. Por exemplo, se o desvio do olhar é para o canto superior direito, significa a tentativa de visualizar algo imaginado. Se for para o canto superior esquerdo, é a busca de uma memória, ou seja, uma experiência já vivida.

Segundo os pesquisadores, embora a PNL não considere os pensamentos imaginados como sinônimos de mentira, essa ideia se generalizou e muitos praticantes de PNL usam esse conceito para detectar mentiras.

Verdade ou mentira

Para testar essa ideia, os pesquisadores realizaram três experimentos: analisaram a quantidade de olhares desviados, os ângulos de desvio e a duração desse olhar oblíquo (como a PNL não estipula o quanto dura um olhar mentiroso, eles analisaram olhares longos e curtos). A ideia inicial era justamente encontrar mentirosos olhando para os lados. Mas isso não aconteceu.

Os pesquisadores colocaram os voluntários em três situações diferentes para detectar variações estatísticas na detecção da mentira. Primeiro, selecionaram 32 pessoas e pediram para parte delas mentir em uma situação específica. As respostas foram gravadas e analisadas.

Depois, com outro grupo de 50 voluntários, “treinaram” parte deles em PNL, contando sobre os movimentos oculares e seus supostos significados. Depois, mostraram os vídeos do primeiro grupo e pediram para que eles apontassem quando um voluntário mentia ou não. O objetivo era saber se quem aplica a PNL acerta quando o outro mente. O índice de acertos foi irrisório.

Em um terceiro teste, os participantes de ambos os grupos assistiram a vídeos em que familiares procuravam por parentes desaparecidos. Em metade dos casos havia evidências de que a pessoa estava mentindo. O objetivo era saber como a PNL seria aplicada e como a mentira seria detectada. Novamente, o índice de acertos foi baixo.

Resultados

De acordo com os pesquisadores, esse é o primeiro trabalho a testar experimentalmente os conceitos da PNL e os três estudos não dão suporte à noção de padrões que relacionem o movimento dos olhos e a mentira. Segundo eles, o resultado negativo está de acordo com pesquisas anteriores que analisaram os movimentos faciais (incluindo detecção de movimento ocular) e se mostraram ineficientes pra detectar a mudança de comportamento.

O próximo passo, dizem os pesquisadores, será analisar por que esses conceitos – apesar de falhos – foram tão difundidos.

Revista Exame