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Coronavírus: estudo aponta que não há evidência para eficácia de testes rápidos

Um estudo concluiu que não há evidências que sustentem o uso de testes rápidos para diagnóstico de Covid-19. A análise foi publicada na revista científica BMJ no dia 1º de julho.

Foram analisados dados de mais de 40 estudos de diversos países para avaliar a evidência disponível neste momento que sustente ou não o uso desses testes e indicar sua acurácia.

Os testes sorológicos identificam pessoas que já tiveram contato com o vírus e, por isso, devem ser feitos a partir do 10º dia de contágio.

Na revisão, os testes foram divididos por método e também por classes de anticorpos. A sensibilidade e a especificidade dos diferentes testes foram comparadas.

A sensibilidade corresponde ao nível de precisão, ou seja, quanto mais alta, menor a taxa de falsos negativos. Já a especificidade indica quão específico é o teste para detectar anticorpos contra o Sars-CoV-2 em relação a outros vírus respiratórios.

As três sorologias avaliadas foram Elisa e quimioluminescência, feitas em laboratório a partir de amostra de sangue venoso, e a imunocromatrografia, os chamados testes rápidos, que analisam, no próprio aparelho, uma ou duas gotas de sangue da ponta do dedo. As classes de anticorpos correspondem às imunoglobulinas IgM, IgG e IgA.

Os anticorpos IgM são produzidos no início da infecção, enquanto o IgG e IgA – também chamados de memória – aparecem na fase tardia.

Os anticorpos IgG e IgA são específicos para um agente viral e podem durar bastante tempo no organismo, sendo considerados bons marcadores de imunidade.

Os pesquisadores observaram que a especificidade dos diferentes testes sorológicos varia entre 96,6% a 99,7%. Em relação à sensibilidade, os testes de quimioluminescência tiveram sensibilidade de 97,8% (intervalo de 46,2% a 100%), os de Elisa 84,3% (intervalo de 75,6% a 90,9%) e o imunocromatográfico de apenas 66% (intervalo de 49,3% a 79,3%). Todas as análises foram feitas em pacientes que apresentaram diagnóstico positivo para Covid-19 no exame RT-PCR, considerado padrão-ouro para diagnóstico de infecção aguda.

Na prática, isso significa que em aproximadamente 34% dos casos os testes rápidos dão falso positivos, enquanto no Elisa essa taxa equivale a cerca de 16% e na quimioluminescência, 2%.

Foto:Bruno Concha/Secom

Foto:Bruno Concha/Secom

Em relação aos pacientes que não tiveram contato prévio com o vírus, a chance de o resultado positivo ser verdadeiro –nesse caso indicando corretamente que o paciente não apresenta anticorpos anti-Sars-CoV-2– aumenta para 98% para o Elisa e 97% para o imunocromatográfico. No caso da quimioluminescência, essa taxa se manteve em 98%.

Segundo os autores, em uma população cuja prevalência do Sars-CoV-2 seja de 10%, a cada mil indivíduos que contraíram a doença, 66 terão resultado positivo no teste rápido e 34 serão classificados erroneamente como não infectados. Por outro lado, dentre aqueles que não foram contaminados, em 869 o resultado do teste será negativo, mas 31 serão falsamente identificados como se tivessem anticorpos anti-Sars-CoV-2.

No entanto, uma observação importante da revisão é que há um elevado risco de viés (cerca de 67%) nos testes de acordo com o período em foram realizados –se muito no início ou no fim do contágio. Isso significa que há uma correlação direta entre o momento em que é feito o exame e a sua acurácia.

O estudo também comparou os diferentes testes disponíveis comercialmente e as chamadas tecnologias in-house, desenvolvidas e patenteadas por um laboratório, sem comercialização. A sensibilidade dos testes foi significativamente menor nos kits comerciais nos três métodos em comparação às tecnologias laboratoriais, em especial o método imunocromatográfico, cuja sensibilidade foi de apenas 65%, frente à 88,2% do método desenvolvido em laboratório.

Outro dado levantado na pesquisa identificou uma maior taxa de acerto dos testes comerciais quando realizados a partir da terceira semana de contágio em relação às primeiras duas semanas após início dos sintomas.

Segundo os autores, embora a utilização de um teste rápido, de baixo custo e com bom índice de acerto seja de interesse da população, essa procura levou à produção, à comercialização e à divulgação de diversos testes sorológicos para Covid-19 sem que houvesse uma avaliação mais rigorosa de sua sensibilidade.

“A baixa sensibilidade do teste rápido preocupa em particular […]. Essas observações fornecem evidências contrárias ao uso desse teste para outros fins além de estudos de soroprevalência, e apoiam as recomendações dadas pela Organização Mundial da Saúde de não utilizá-los como método diagnóstico”, afirmam os autores.

Os pesquisadores concluem com um alerta: “a baixa performance dos testes sorológicos existentes coloca em dúvida a utilização de tais métodos para tomada de decisões, em particular o uso dos testes rápidos associados aos chamados ‘passaportes de imunidade’ por governantes.”

 

FOLHAPRESS

 

 

91% das pessoas que tiveram a Covid-19 no Brasil apresentaram sintomas, diz estudo

Em entrevista coletiva na noite desta quinta-feira (02), o Ministério da Saúde divulgou os resultados do EPICOVID19-BR, o maior estudo epidemiológico do país sobre o coronavírus. Dividida em três fases, com início em maio e término no final de junho, a pesquisa analisou 89.397 pessoas de todas as regiões do país e foi conduzida pela Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul.

A pesquisa utilizou como base geográfica as 133 cidades de regiões intermediárias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – agrupamentos de locais que são articulados através da influência de uma metrópole, capital regional ou centro urbano.

Entre os resultados, pesquisadores levantaram que os sintomas mais frequentes das pessoas infectadas pelo coronavírus incluem alteração do olfato/paladar, dor de cabeça, febre e tosse. Dentre as pessoas que participaram do estudo, 91% apresentaram sintomas e 9% eram assintomáticas.

“É claro que esse número tem que ser considerado com o devido cuidado. Não estamos querendo dizer que 91% das pessoas vão precisar de atendimento hospitalar. Estamos dizendo que os sintomas da Covid-19 aparecem e isso é uma boa notícia para a secretaria de Vigilância da Saúde para desenvolver protocolos para tentar identificar pessoas sintomáticas e com isso, impedir a disseminação da doença”, avaliou o coordenador do estudo epidemiológico, Pedro Hallal.

Letalidade

O estudo da Universidade Federal de Pelotas apontou também a estimativa da letalidade da infecção por coronavírus. Os resultados mostram taxa de letalidade de 1,15%, o que significa que a cada 100 pessoas infectadas pelo vírus, uma vai a óbito.

“Tem uma alteração grande por faixa etária. Pode ter variação por aglomeração na casa, tem uma série de variáveis que nós discutimos com o Ministério da Saúde para análises futuras, mas, em geral, na população o número que temos para apresentar é 1,15%. É um dado consistente, baseado em fatos reais e não em projeções matemáticas”, destacou Pedro Hallal.

Outros resultados

A pesquisa levantou informações sobre distanciamento social. Da primeira fase até a última, no final de junho, o percentual de pessoas que saem de casa diariamente subiu de 20,2% para 26,2%. A estatística de pessoas quem saem só para atividades essenciais diminuiu – passou de 56,8% em meados de maio para 54,8% no final do mês passado.

O coordenador do estudo, Pedro Hallal, também chamou atenção para a infecção por crianças e adolescentes. “Também pegam o vírus na mesma proporção que adulto. Claro que o quadro clínico das crianças é menos grave, mas pegam também. No início da pandemia foi sugerido que crianças não pegavam”, avaliou.

O estudo mostrou ainda que os 20% mais pobres da população brasileira tem o dobro da infecção do que os 20% mais ricos da população. “Uma explicação é a questão da aglomeração, da quantidade de cômodos, quantidade de moradores. Vamos explorar isso ao longo dos próximos meses”, destacou Hallal.

PB Agora

 

 

Estudo indica interiorização do coronavírus na Paraíba

Um estudo encomendado pelo Núcleo de Atendimento da Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB), em Patos, ao Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia Computacional (Labimec) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mostra um processo de interiorização do novo coronavírus na Paraíba, com a participação decrescente de João Pessoa no registro de novos casos e aumento da participação dos demais municípios.

De acordo com o relatório apresentado durante videoconferência no último dia 18, com representantes da Defensoria Pública estadual, Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB) e da Prefeitura Municipal de Patos, estima-se que o pico dos casos na cidade de Patos ocorrerá entre as 3ª e 4ª semanas de junho.

Na hipótese de um cenário de normalidade no convívio das pessoas, o estudo aponta, neste período, aproximadamente 2,5 mil casos de pessoas infectadas na cidade. A apresentação do relatório foi do professor Cássio da Nóbrega e do pesquisador Flávio Macaúbas Torres Filho.

“O momento é de respeito as orientações de isolamento, ter mais consciência de que é pelo bem da coletividade, até porque a gente sabe que tem pessoas com mais propensão a, uma vez adquirido o vírus, chegar à letalidade. Então, nós reiteramos essa necessidade de cumprir as medidas de isolamento. É difícil, mas é pelo bem comum. Pessoas estão morrendo, entes queridos, inclusive crianças, em decorrência do novo coronavírus. Para que isso termine o mais rápido possível, a gente precisa se conscientizar e respeitar as medidas de isolamento”, reforçou a defensora pública Raíssa Palitot.

De acordo com os dados que mostram o processo de interiorização, João Pessoa registrou, no dia 15 de maio, 27 novos casos, enquanto a cidade de Patos apresentou 45 novos casos na mesma data. “Mesmo sendo uma cidade muito menor, com uma população que representa aproximadamente 15% da população da Capital”, pontou Raíssa.

Dentre os dados, também foi destacado o aumento de 216,2% dos casos confirmados (74 para 160 casos) em apenas uma semana (de 9 a 16 de maio) e de 44,4% nos óbitos (7 para 13), refletindo uma taxa de mortalidade de 5,5%. “Levando-se em conta que, em outros países com testagem superior à brasileira, a taxa de mortalidade do coronavírus não alcança esse patamar, verificou-se, pelos dados do relatório, a possibilidade de grande subnotificação”, diz a ata da reunião.

“Outra coisa que esse estudo nos trouxe que é preciso ficar muito alerta é que o tempo em que a pessoa tem constatado a infecção do vírus, que é testado positivo, até o dia que vem a óbito, em Patos, é menor do que a média no estado”, acrescentou Raíssa.  A média em todo o Estado é de 11 dias, enquanto a de Patos está em torno de oito dias.

 

portalcorreio

 

 

Estudo aponta que novo coronavírus se expandiu na PB pela BR-230

Pesquisa desenvolvida na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mostra que o novo coronavírus se expandiu na Paraíba pela BR-230. O estudo, divulgado nessa segunda-feira (18), é do Laboratório de Estudos e Gestão de Águas e Território, vinculado ao Departamento de Geociências. O grupo criou um serviço de produção e divulgação de mapas e dados com a espacialização e a evolução dos casos oficiais da Covid-19 na Paraíba.

De acordo com o professor Pedro Vianna, os dados apontam que, na Paraíba, o vírus se difundiu do leste para o oeste e, diferente do que ocorreu no planeta, em que o vírus se expandiu por meio do transporte aéreo, no estado, esse deslocamento se deu pela malha rodoviária, principalmente a BR-230. Já os polos regionais ao longo da BR-230, como Campina Grande, Patos, Sousa e Cajazeiras, tornaram-se novos centros de disseminação, em caráter regional.

Ainda segundo Pedro Vianna, a falha no acompanhamento dos primeiros casos, com a ausência de exames, não permite saber se o principal meio de entrada do vírus na região de João Pessoa foi pela via aérea, originário de São Paulo ou de Brasília, ou pela BR-101, vindo da região metropolitana de Recife (PE).

Conforme a análise do professor, a região de João Pessoa expandiu o vírus pelo seu entorno e se tornou uma vasta zona de contágio, contribuindo para isso sua morfologia urbana, com aglomeração urbana com alta densidade populacional.

De acordo com os estudos, há mais de 80 favelas na capital. O alto grau de verticalização nas zonas de classe média e alta do litoral obriga o uso de áreas comuns como elevadores, relevantes na disseminação do coronavírus.

Outros fatores que colaboram para a propagação da doença, na avaliação do professor Pedro Vianna, são a estrutura interna da rede de distribuição de serviços e mercadorias, principalmente a de alimentos, ainda fortemente marcada pela presença de mercados municipais e feiras livres em diversos bairros, quebrando o distanciamento social.

Outro problema é a disponibilidade hídrica. Em zonas que não são atendidas por rede de água tratada, as pessoas não têm como fazer a higienização para prevenir o contágio.

A pesquisa

A execução do mapa está sob a responsabilidade de alunos de graduação, mestrado e doutorado do Programa de Pós-graduação em Geografia da UFPB. O trabalho vem sendo desenvolvido desde o dia 2 de abril.

Uma parte das atualizações é feita por rotinas automáticas que buscam e capturam dados de sites oficiais do governo federal e da Paraíba, principalmente os dos boletins da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba. Esses dados são então filtrados, analisados e inseridos em ambiente de Sistema de Informação Geográfica (SIG) para a geração dos mapas.

Com a suspensão das atividades presenciais, o conhecimento técnico de Geotecnologia, uma das linhas de trabalho do laboratório, que normalmente é destinado à análise sobre os recursos hídricos, foi aplicado para acompanhar a crise da saúde provocada pelo novo coronavírus.

Equipe de trabalho

  • Pedro Vianna (professor)
  • Francisco Segundo Neto (doutorando)
  • Maria Cecilia Silva (doutoranda)
  • Thiago Farias (mestrando)
  • Arthur Santos (aluno da graduação)

Coronavírus na Paraíba

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a Paraíba contabiliza 4.786 casos de Covid-19 e 207 mortes em decorrência da doença. Os casos estão distribuídos em 141 dos 223 municípios do estado.

 

portalcorreio

 

 

Pico da Covid-19 na Paraíba será no início de junho, diz estudo da UFPB

Um estudo desenvolvido pelo Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia Computacional (Labimec) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) aponta que o pico de contágios por Covid-19 na Paraíba será no início de junho, atingindo 5% da população, com 190.078 casos.

O prognóstico é mantido quando aplicado, por exemplo, à cidade de João Pessoa, sendo esperados 35.457 casos, o que corresponde a 4% da população do município.

“Com estas previsões, podemos auxiliar gestores públicos no enfrentamento da pandemia, por meio de tomada de decisões, a fim de gerenciar os riscos”, avalia Maria Daniella Silva, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo.

A estimativa foi realizada com base no modelo epidemiológico SIR, usado para medir a evolução de epidemias contagiosas. Para isso, indivíduos de determinada população são definidos em Susceptíveis (S), Infectados (I) e Recuperados (R).

Para o estudo, foram feitas três suposições: a população é constante, com isso, não é levado em consideração os nascimentos e as mortes durante a pandemia; os indivíduos são igualmente susceptíveis à doença; as pessoas ficam imunes após uma única infecção.

Maria Daniella Silva explica que os resultados não estão levando em conta nenhuma medida de contenção de interação humana. “Isso achataria a curva, ou seja, reduziria o número máximo de infectados”.

O modelo de previsão também não considera a existência de subnotificação dos casos. “O número de infectados pode ser maior que o apresentado oficialmente. Todo modelo de previsão está sujeito a erros”.

Nesta terça (12), segundo a Secretária de Saúde do Estado, a Paraíba registrou o maior número de casos e óbitos em um único dia. Foram 252 novos casos de Covid-19 e 15 óbitos causados pela doença. Assim, a Paraíba atingiu 2.777 casos de Covid -19. Desses, 154 faleceram e 601 se recuperaram. Outros 3.137 casos investigados já foram descartados.

Por meio dos boletins da pasta estadual, o Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia Computacional da UFPB levantou que, das mortes provocadas pela Covid-19, 60,2% pessoas tinham 60 anos ou mais, grupo de risco da doença. Outras 74,2% tinham comorbidades, tais como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos. Com relação ao sexo das vítimas, 36,6% são mulheres e 63,4% homens, com média de idade de 64 anos.

Isolamento

A partir de dados da geolocalização de smartphones do sistema Android captados pela Google, o laboratório da UFPB também analisa o nível de circulação de pessoas em determinados locais, com a finalidade de monitorar o cumprimento da política de isolamento social.

Os dados constatam que houve uma grande variação na circulação de pessoas no dia 21 de abril, que foi o máximo de isolamento social no período, chegando a uma variação negativa de 78% da circulação de pessoas em lojas e ambientes de recreação, devido ao feriado de Tiradentes.

Já no dia 26 de abril, foi observado grande aumento da circulação de pessoas e um certo descumprimento da política de isolamento implementada, o que pode ser preocupante para o sistema de saúde paraibano e para a sociedade como um todo.

Reações

O mapeamento do Twitter, produzido pela unidade de pesquisa, teve como foco a reação dos usuários brasileiros a notícias relacionada à Covid-19. Para isso, foram coletados 90 mil tweets de 4 a 8 de maio.

Através de machine learning, um método de análise de dados, os tweets da segunda-feira (4) apresentaram um novo ápice do sentimento negativo. Isso ocorreu devido a notícias e acontecimentos do final de semana, além da divulgação de que o país havia ultrapassado 100 mil casos confirmados e mais de 7 mil óbitos.

Na dia 7 de maio, houve uma redução brusca desse sentimento, que pode ser atribuída à divulgação da descoberta, por parte de Israel, de um anticorpo que “neutraliza” o coronavírus e também ao relatório feito pelo Imperial College de Londres, com foco no Brasil, que recomenda a adoção de medidas mais severas para conter a explosão da pandemia.

Desde então, algumas cidades começaram a discutir e implantar o lockdown, isolamento total, e a reação de “alívio” por parte de alguns usuários foi captada, uma vez que o Twitter se trata de uma ferramenta de monitoramento em tempo real.

As análises do laboratório acompanham a pandemia do novo coronavírus desde o início de abril. O grupo é formado ainda pelos pesquisadores Cássio Besarria, Valéria Besarria, Fabyan Esberard, Pierre Hítalo, Flávio Macaúbas, Daniel Campesi e Guilherma Mazala. É possível acompanhá-los pelo perfil do laboratório no Instagram.

 

ascom

 

 

Vitamina D pode reduzir risco de contágio, sugere estudo

A vitamina D pode ter um papel importante no tratamento e prevenção da covid-19, sugere um estudo da Universidade de Turim divulgado nesta quinta-feira (26/03), que analisou a relação entre a deficiência deste nutriente no corpo e o novo coronavírus.

Coordenado pelo professor Giancarlo Isaia, docente em geriatria e presidente da Academia de Medicina da cidade italiana, e por Enzo Medico, professor de histologia (estudo de tecidos), a pesquisa mostrou que “dados preliminares coletados nos últimos dias em Turim indicam que os pacientes com a covid-19 apresentam uma prevalência muita alta de deficiência de vitamina D”.
Os dados apurados na pesquisa, segundo os dois especialistas, mostraram que a vitamina D tem papel ativo na regulação do sistema imunológico. Outras evidências indicam que o composto tem um efeito “na redução do risco de infecções respiratórias de origem viral, inclusive na do coronavírus”. O elemento também teria capacidade de combater danos pulmonares causados por inflamações.

Ter vitamina D suficiente no organismo também “pode ser necessário para determinar uma maior resistência às infecções de covid-19, (possibilidade) que, apesar de haver menos evidências científicas, pode ser considerada verossímil”, escrevem os pesquisadores.

A falta da molécula no organismo é ainda frequentemente associada a diversas doenças crônicas que podem reduzir a expectativa de vida em idosos, “tanto mais no caso de infecções da covid-19”. Na Itália, a falta de vitamina D afeta grande parte dos habitantes, especialmente os mais idosos, cujo país tem a segunda maior população do mundo, depois do Japão. Os mais velhos fazem ainda parte do grupo de risco do novo coronavírus. Fortemente a atingida pela pandemia, a Itália já registrou o maior número de mortes do mundo em decorrência da covid-19, mais de 9,1 mil.

Isaia e Medico já submeteram o documento com dados da pesquisa à Academia de Medicina de Turim. No texto, eles recomendam aos médicos que, associada a outras medidas, eles garantam “níveis adequados” de vitamina D na população, “mas sobretudo em pacientes já contagiados, seus familiares, agentes de saúde, idosos frágeis, no público de residências assistenciais, em pessoas em regime de isolamento e em todos aqueles que, por vários motivos, não se expõe adequadamente à luz solar”.
Além disso, os autores dizem que a administração intravenosa da forma ativa da vitamina D, o Calcitriol, também pode ser considerada em pacientes da doença respiratória covid-19, causada pelo coronavírus, com funções respiratórias particularmente comprometidas.
Eles lembram ainda que a carência pode ser compensada, antes de tudo, com exposição das pessoas à luz solar pelo maior tempo possível, “em varandas e terraços, além de ingerir alimentos ricos em vitamina D e tomando preparados farmacêuticos especiais – mas sempre após consulta médica”.

Assessoria de Comunicação da Climatempo

 

Estudo mostra benefícios da L-arginina na prática esportiva

O mercado de suplementos está em franco crescimento no mundo todo. Inicialmente, muitos deles eram usados sem que a comunidade científica tivesse tanta certeza dos seus benefícios e efeitos negativos, porém, recentemente, cada vez mais pesquisadores tem se dedicado a descobrir como os compostos mais usados pelos atletas agem em nosso organismo.

Um destes compostos, presente em muitas suplementações, é o aminoácido L-arginina. Além de ser obtido através dos suplementos e produzido pelo próprio corpo, este nutriente também pode ser encontrado em carnes vermelhas, aves, sementes e laticínios – alimentos essenciais na dieta dos atletas.

Um estudo publicado em 2017 no European Journal of Clinical Nutrition, periódico referência em nutrição, constatou que a L-arginina promove uma melhora significativa no desempenho físico. A pesquisa foi realizada com 52 participantes. 25 deles receberam 2g do nutriente por dia, e os outros 27 receberam 2g de uma substância neutra, com efeito placebo. Nenhum deles sabia se estava consumindo o aminoácido ou não.

Depois de 45 dias, os pesquisadores perceberam que o grupo que consumiu a L-arginina teve um VO2 máximo quase três vezes maior do que o grupo que não consumiu. O VO2 máximo é o volume máximo de oxigênio do corpo, ou seja, a capacidade que uma pessoa tem de transportar oxigênio durante a prática de exercícios. Portanto, quanto maior o VO2 máximo, melhor a performance esportiva.

Além dessa importância, a L-arginina tem outra função essencial no corpo de um atleta: ela ajuda a gerar o óxido nítrico (NO), que é uma das menores moléculas produzidas pelo nosso corpo, mas que possui ótimos efeitos: ele aumenta a força muscular, proporciona ganho de resistência e melhora o fluxo sanguíneo.

O óxido nítrico também funciona como uma espécie de mensageiro, que percorre todos os principais sistemas do nosso organismo.

Por conta de todos esses benefícios, a L-arginina é recomendada não apenas aos atletas profissionais e de alto desempenho, mas também a todos aqueles que estão começando no mundo das atividades físicas e desejam obter melhores resultados e, principalmente, maior resistência para continuar se exercitando, já que ela ajuda a diminuir o cansaço e acelera a recuperação do corpo após uma série de exercícios intensos.

É importante ressaltar que nem todos os praticantes de atividades precisam ingerir a suplementação de L-arginina, pois é possível obter os níveis necessários através de uma dieta balanceada.

O recomendado é que, antes de decidir consumir o suplemento, a pessoa procure um médico ou um nutricionista, para constatar se o consumo é realmente necessário. Caso contrário, os níveis do nutriente no organismo podem ficar até mais altos do que o desejado. É importante também ficar atento às normas de regulamentação para suplementos alimentares.

 

 

Brasil é o país mais ansioso do mundo, aponta estudo da OMS

O Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o País tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno. O tabu em relação ao uso de medicamentos, entretanto, ainda permanece.

Daniel Martins de Barros, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, confirma. “As duas frases que eu mais ouço na clínica são ‘eu não queria tomar remédio’, na primeira consulta, e ‘eu não queria parar de tomar os remédios’, na consulta seguinte. A gente tem muita resistência porque existem muitos mitos: ficar viciado, bobo, impotente, engordar”.

Barros explica que todo remédio pode ter efeitos colaterais e eles serão receitados quando existir uma relação de custo-benefício a favor do paciente. “Tudo é assim na medicina e na vida”, diz. Neury Botega, psiquiatra da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirma que há 30 anos os médicos dispunham de recursos inadequados para tratar a ansiedade.

“Ou usávamos drogas bem pesadas, como barbitúricos, ou as que existem até hoje, como as faixas pretas, os benzodiazepínicos. Por isso, nós vimos várias tias, avós, viciadas em remédios e essa é uma das imagens gravadas quando pensamos em tratamentos psiquiátricos”.

A partir de 1990, a fluoxetina, mais conhecida comercialmente como Prozac, torna-se popular. Para Botega, isso muda totalmente o paradigma do tratamento da ansiedade. “Hoje, para tratá-la, na maioria das vezes usamos medicamentos que aumentam a atividade de um neurotransmissor chamado serotonina. É o nosso Bombril: mil e uma utilidades”.

Em relação ao tempo de duração do tratamento, não há protocolos claros para a ansiedade, como existem para a depressão. “Ele pode durar um tempo ou ser necessário pela vida inteira. Ansiedade é como pressão alta: quando descontrola, às vezes é para sempre. Você pode controlar com atividade física, meditação, terapia, mas ela vai estar sempre ali te ameaçando”, diz Martins de Barros.

De acordo com ele, os casos variam bastante: há desde indivíduos que terão alta e nunca mais precisarão de remédios até outros que dependerão de medicamentos para o resto da vida.

Medicalização

Leandro Karnal, historiador e colunista do jornal O Estado de S. Paulo, aponta outro lado da questão e vê uma “medicalização” do comportamento humano. “Se o aluno não consegue acompanhar as aulas, dão remédio para ele. Nem todo mundo que não presta atenção tem deficit de atenção. A aula pode ser chata mesmo”, argumenta.

Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, chama a atenção para o que ela intitula de “epidemia de diagnósticos”, que envolve leigos e profissionais de saúde. Para ela, cada um de nós hoje usa a lógica médica para olhar para o outro e dizer: “Essa pessoa é chata; essa pessoa tem TOC; fulano surtou”. “Nós vivemos à base de diagnósticos e, quando fazemos isso, apagamos a pessoa que está por trás dele”.

 

OMS

 

 

Ministério da Economia confirma estudo para subsidiar conta de luz de igrejas

O Ministério da Economia confirmou que a concessão de subsídio para a conta de luz de templos religiosos está em estudo nas áreas técnicas da pasta. O Estadão trouxe a informação nesta sexta-feira (10), revelando que o presidente Jair Bolsonaro pediu ao Ministério de Minas e Energia (MME) que elaborasse uma minuta de decreto para permitir descontos nas tarifas de energia de igrejas de grande porte. Já na quinta-feira, 9, o MME já havia confirmado que o assunto está sendo avaliado.

Caso aprovada, os evangélicos, principal base de sustentação do governo Bolsonaro, serão os principais beneficiados. A publicação lembra que o presidente vem atendendo as reivindicações desse segmento desde que assumiu o cargo. Em contrapartida, muitos templos já anunciaram a disposição de ajudar Bolsonaro a coletar as quase 500 mil assinaturas necessárias para criar seu novo partido, o Aliança pelo Brasil.

De acordo com o Estadão, a ideia do governo é diminuir a conta de luz dos consumidores conectados à alta tensão. Sedo assim, os de maior demanda, como catedrais e basílicas, que pagam tarifas maiores nos horários de maior consumo do dia, como supermercados e shopping centers, terão a cobrança diferenciada.

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paraiba.com.br/

 

 

Estudo revela que Pilates ajuda a controlar diabetes tipo 2

Diabetes é uma patologia que aumenta os níveis de glicose no sangue

De acordo com estudo publicado no The Journal of Strength & Conditioning Research, com mulheres acima com idade média de 65 anos para participar de um programa de 12 semanas de Pilates, o treino da modalidade teve como resultado a melhora a capacidade funcional e ajudou no controle da glicemia (nível de glicose no sangue) nas mulheres que praticaram a atividade. O diabetes tipo 2 é considerado um problema de saúde pública, sendo um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, que matam por ano cerca de 300 mil pessoas no Brasil e escolher uma atividade física como o Pilates é um ganho para a saúde e bem-estar.

Dia 14 de novembro celebra-se o Dia Mundial do Diabetes, data criada em 1991 pela International Diabetes Foundation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre a doença. A instrutora Marcela Contursi, da Metalife Pilates, preparou um treino com quatro exercícios básicos:

Merdmaid

O merdmaid tem como objetivo o fortalecimento dos músculos oblíquos, além do quadrado lombar, latíssimo do dorso e peitorais. Esse exercício atua na mobilidade de coluna em flexão lateral do tronco, aumentando a amplitude e a mobilidade articulares. Tem ação de alongamento nos flexores laterais profundos do tronco e na musculatura intercostal e alongamento axial do lado convexo. Trabalha a mobilidade de gradil costal, aumenta a amplitude de movimento lateral do tronco e a estabilização escapular;

Going up and Front

Tem como objetivo a estabilização de cintura pélvica, manutenção da contração dos músculos abdominais profundos e assoalho pélvico chamado “Power House”. Trabalha em sinergia os músculos estabilizadores do tronco e os músculos do quadril. Tem como objetivo fortalecer os músculos do quadríceps femoral e do glúteo máximo. Faz com que o praticante de Pilates desenvolva controle excêntrico do movimento e equilíbrio, além do alinhamento corporal;

Tríceps Front

Tem como objetivo o fortalecimento do tríceps braquial, do vasto lateral e medial, do peitoral maior e do ancôneo. Trabalha muito a estabilidade escapular;

Swan Front

Tem como objetivo fortalecer: para vertebrais, romboide maior, reto abdominal, glúteo máximo e isquiotibiais. Trabalha mobilidade de coluna vertebral em extensão, alonga a cadeia anterior do tronco, além de promover estabilização escapular. 

 

METALIFE PILATES – A empresa é líder sul americana na fabricação de equipamentos de Pilates, e 2ª do mundo no segmento. Referência em qualidade, os produtos atendem os mais exigentes padrões mundiais do mercado, busca continuamente inovação e excelência na produção de equipamentos e acessórios, e no relacionamento com os clientes. Possui mais de 30 mil estúdios vendidos em 15 anos de história com presença em mais de 15 países. Site: https://metalifepilates.com.br

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