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Vitamina D pode reduzir risco de contágio, sugere estudo

A vitamina D pode ter um papel importante no tratamento e prevenção da covid-19, sugere um estudo da Universidade de Turim divulgado nesta quinta-feira (26/03), que analisou a relação entre a deficiência deste nutriente no corpo e o novo coronavírus.

Coordenado pelo professor Giancarlo Isaia, docente em geriatria e presidente da Academia de Medicina da cidade italiana, e por Enzo Medico, professor de histologia (estudo de tecidos), a pesquisa mostrou que “dados preliminares coletados nos últimos dias em Turim indicam que os pacientes com a covid-19 apresentam uma prevalência muita alta de deficiência de vitamina D”.
Os dados apurados na pesquisa, segundo os dois especialistas, mostraram que a vitamina D tem papel ativo na regulação do sistema imunológico. Outras evidências indicam que o composto tem um efeito “na redução do risco de infecções respiratórias de origem viral, inclusive na do coronavírus”. O elemento também teria capacidade de combater danos pulmonares causados por inflamações.

Ter vitamina D suficiente no organismo também “pode ser necessário para determinar uma maior resistência às infecções de covid-19, (possibilidade) que, apesar de haver menos evidências científicas, pode ser considerada verossímil”, escrevem os pesquisadores.

A falta da molécula no organismo é ainda frequentemente associada a diversas doenças crônicas que podem reduzir a expectativa de vida em idosos, “tanto mais no caso de infecções da covid-19”. Na Itália, a falta de vitamina D afeta grande parte dos habitantes, especialmente os mais idosos, cujo país tem a segunda maior população do mundo, depois do Japão. Os mais velhos fazem ainda parte do grupo de risco do novo coronavírus. Fortemente a atingida pela pandemia, a Itália já registrou o maior número de mortes do mundo em decorrência da covid-19, mais de 9,1 mil.

Isaia e Medico já submeteram o documento com dados da pesquisa à Academia de Medicina de Turim. No texto, eles recomendam aos médicos que, associada a outras medidas, eles garantam “níveis adequados” de vitamina D na população, “mas sobretudo em pacientes já contagiados, seus familiares, agentes de saúde, idosos frágeis, no público de residências assistenciais, em pessoas em regime de isolamento e em todos aqueles que, por vários motivos, não se expõe adequadamente à luz solar”.
Além disso, os autores dizem que a administração intravenosa da forma ativa da vitamina D, o Calcitriol, também pode ser considerada em pacientes da doença respiratória covid-19, causada pelo coronavírus, com funções respiratórias particularmente comprometidas.
Eles lembram ainda que a carência pode ser compensada, antes de tudo, com exposição das pessoas à luz solar pelo maior tempo possível, “em varandas e terraços, além de ingerir alimentos ricos em vitamina D e tomando preparados farmacêuticos especiais – mas sempre após consulta médica”.

Assessoria de Comunicação da Climatempo

 

Estudo mostra benefícios da L-arginina na prática esportiva

O mercado de suplementos está em franco crescimento no mundo todo. Inicialmente, muitos deles eram usados sem que a comunidade científica tivesse tanta certeza dos seus benefícios e efeitos negativos, porém, recentemente, cada vez mais pesquisadores tem se dedicado a descobrir como os compostos mais usados pelos atletas agem em nosso organismo.

Um destes compostos, presente em muitas suplementações, é o aminoácido L-arginina. Além de ser obtido através dos suplementos e produzido pelo próprio corpo, este nutriente também pode ser encontrado em carnes vermelhas, aves, sementes e laticínios – alimentos essenciais na dieta dos atletas.

Um estudo publicado em 2017 no European Journal of Clinical Nutrition, periódico referência em nutrição, constatou que a L-arginina promove uma melhora significativa no desempenho físico. A pesquisa foi realizada com 52 participantes. 25 deles receberam 2g do nutriente por dia, e os outros 27 receberam 2g de uma substância neutra, com efeito placebo. Nenhum deles sabia se estava consumindo o aminoácido ou não.

Depois de 45 dias, os pesquisadores perceberam que o grupo que consumiu a L-arginina teve um VO2 máximo quase três vezes maior do que o grupo que não consumiu. O VO2 máximo é o volume máximo de oxigênio do corpo, ou seja, a capacidade que uma pessoa tem de transportar oxigênio durante a prática de exercícios. Portanto, quanto maior o VO2 máximo, melhor a performance esportiva.

Além dessa importância, a L-arginina tem outra função essencial no corpo de um atleta: ela ajuda a gerar o óxido nítrico (NO), que é uma das menores moléculas produzidas pelo nosso corpo, mas que possui ótimos efeitos: ele aumenta a força muscular, proporciona ganho de resistência e melhora o fluxo sanguíneo.

O óxido nítrico também funciona como uma espécie de mensageiro, que percorre todos os principais sistemas do nosso organismo.

Por conta de todos esses benefícios, a L-arginina é recomendada não apenas aos atletas profissionais e de alto desempenho, mas também a todos aqueles que estão começando no mundo das atividades físicas e desejam obter melhores resultados e, principalmente, maior resistência para continuar se exercitando, já que ela ajuda a diminuir o cansaço e acelera a recuperação do corpo após uma série de exercícios intensos.

É importante ressaltar que nem todos os praticantes de atividades precisam ingerir a suplementação de L-arginina, pois é possível obter os níveis necessários através de uma dieta balanceada.

O recomendado é que, antes de decidir consumir o suplemento, a pessoa procure um médico ou um nutricionista, para constatar se o consumo é realmente necessário. Caso contrário, os níveis do nutriente no organismo podem ficar até mais altos do que o desejado. É importante também ficar atento às normas de regulamentação para suplementos alimentares.

 

 

Brasil é o país mais ansioso do mundo, aponta estudo da OMS

O Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o País tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno. O tabu em relação ao uso de medicamentos, entretanto, ainda permanece.

Daniel Martins de Barros, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, confirma. “As duas frases que eu mais ouço na clínica são ‘eu não queria tomar remédio’, na primeira consulta, e ‘eu não queria parar de tomar os remédios’, na consulta seguinte. A gente tem muita resistência porque existem muitos mitos: ficar viciado, bobo, impotente, engordar”.

Barros explica que todo remédio pode ter efeitos colaterais e eles serão receitados quando existir uma relação de custo-benefício a favor do paciente. “Tudo é assim na medicina e na vida”, diz. Neury Botega, psiquiatra da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirma que há 30 anos os médicos dispunham de recursos inadequados para tratar a ansiedade.

“Ou usávamos drogas bem pesadas, como barbitúricos, ou as que existem até hoje, como as faixas pretas, os benzodiazepínicos. Por isso, nós vimos várias tias, avós, viciadas em remédios e essa é uma das imagens gravadas quando pensamos em tratamentos psiquiátricos”.

A partir de 1990, a fluoxetina, mais conhecida comercialmente como Prozac, torna-se popular. Para Botega, isso muda totalmente o paradigma do tratamento da ansiedade. “Hoje, para tratá-la, na maioria das vezes usamos medicamentos que aumentam a atividade de um neurotransmissor chamado serotonina. É o nosso Bombril: mil e uma utilidades”.

Em relação ao tempo de duração do tratamento, não há protocolos claros para a ansiedade, como existem para a depressão. “Ele pode durar um tempo ou ser necessário pela vida inteira. Ansiedade é como pressão alta: quando descontrola, às vezes é para sempre. Você pode controlar com atividade física, meditação, terapia, mas ela vai estar sempre ali te ameaçando”, diz Martins de Barros.

De acordo com ele, os casos variam bastante: há desde indivíduos que terão alta e nunca mais precisarão de remédios até outros que dependerão de medicamentos para o resto da vida.

Medicalização

Leandro Karnal, historiador e colunista do jornal O Estado de S. Paulo, aponta outro lado da questão e vê uma “medicalização” do comportamento humano. “Se o aluno não consegue acompanhar as aulas, dão remédio para ele. Nem todo mundo que não presta atenção tem deficit de atenção. A aula pode ser chata mesmo”, argumenta.

Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, chama a atenção para o que ela intitula de “epidemia de diagnósticos”, que envolve leigos e profissionais de saúde. Para ela, cada um de nós hoje usa a lógica médica para olhar para o outro e dizer: “Essa pessoa é chata; essa pessoa tem TOC; fulano surtou”. “Nós vivemos à base de diagnósticos e, quando fazemos isso, apagamos a pessoa que está por trás dele”.

 

OMS

 

 

Ministério da Economia confirma estudo para subsidiar conta de luz de igrejas

O Ministério da Economia confirmou que a concessão de subsídio para a conta de luz de templos religiosos está em estudo nas áreas técnicas da pasta. O Estadão trouxe a informação nesta sexta-feira (10), revelando que o presidente Jair Bolsonaro pediu ao Ministério de Minas e Energia (MME) que elaborasse uma minuta de decreto para permitir descontos nas tarifas de energia de igrejas de grande porte. Já na quinta-feira, 9, o MME já havia confirmado que o assunto está sendo avaliado.

Caso aprovada, os evangélicos, principal base de sustentação do governo Bolsonaro, serão os principais beneficiados. A publicação lembra que o presidente vem atendendo as reivindicações desse segmento desde que assumiu o cargo. Em contrapartida, muitos templos já anunciaram a disposição de ajudar Bolsonaro a coletar as quase 500 mil assinaturas necessárias para criar seu novo partido, o Aliança pelo Brasil.

De acordo com o Estadão, a ideia do governo é diminuir a conta de luz dos consumidores conectados à alta tensão. Sedo assim, os de maior demanda, como catedrais e basílicas, que pagam tarifas maiores nos horários de maior consumo do dia, como supermercados e shopping centers, terão a cobrança diferenciada.

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paraiba.com.br/

 

 

Estudo revela que Pilates ajuda a controlar diabetes tipo 2

Diabetes é uma patologia que aumenta os níveis de glicose no sangue

De acordo com estudo publicado no The Journal of Strength & Conditioning Research, com mulheres acima com idade média de 65 anos para participar de um programa de 12 semanas de Pilates, o treino da modalidade teve como resultado a melhora a capacidade funcional e ajudou no controle da glicemia (nível de glicose no sangue) nas mulheres que praticaram a atividade. O diabetes tipo 2 é considerado um problema de saúde pública, sendo um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, que matam por ano cerca de 300 mil pessoas no Brasil e escolher uma atividade física como o Pilates é um ganho para a saúde e bem-estar.

Dia 14 de novembro celebra-se o Dia Mundial do Diabetes, data criada em 1991 pela International Diabetes Foundation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre a doença. A instrutora Marcela Contursi, da Metalife Pilates, preparou um treino com quatro exercícios básicos:

Merdmaid

O merdmaid tem como objetivo o fortalecimento dos músculos oblíquos, além do quadrado lombar, latíssimo do dorso e peitorais. Esse exercício atua na mobilidade de coluna em flexão lateral do tronco, aumentando a amplitude e a mobilidade articulares. Tem ação de alongamento nos flexores laterais profundos do tronco e na musculatura intercostal e alongamento axial do lado convexo. Trabalha a mobilidade de gradil costal, aumenta a amplitude de movimento lateral do tronco e a estabilização escapular;

Going up and Front

Tem como objetivo a estabilização de cintura pélvica, manutenção da contração dos músculos abdominais profundos e assoalho pélvico chamado “Power House”. Trabalha em sinergia os músculos estabilizadores do tronco e os músculos do quadril. Tem como objetivo fortalecer os músculos do quadríceps femoral e do glúteo máximo. Faz com que o praticante de Pilates desenvolva controle excêntrico do movimento e equilíbrio, além do alinhamento corporal;

Tríceps Front

Tem como objetivo o fortalecimento do tríceps braquial, do vasto lateral e medial, do peitoral maior e do ancôneo. Trabalha muito a estabilidade escapular;

Swan Front

Tem como objetivo fortalecer: para vertebrais, romboide maior, reto abdominal, glúteo máximo e isquiotibiais. Trabalha mobilidade de coluna vertebral em extensão, alonga a cadeia anterior do tronco, além de promover estabilização escapular. 

 

METALIFE PILATES – A empresa é líder sul americana na fabricação de equipamentos de Pilates, e 2ª do mundo no segmento. Referência em qualidade, os produtos atendem os mais exigentes padrões mundiais do mercado, busca continuamente inovação e excelência na produção de equipamentos e acessórios, e no relacionamento com os clientes. Possui mais de 30 mil estúdios vendidos em 15 anos de história com presença em mais de 15 países. Site: https://metalifepilates.com.br

Redes Sociais:

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Transtornos mentais atingem 20% da população, revela estudo

Tema foi abordado pelo renomado psiquiatra da USP, Wagner Gattaz, durante workshop realizado em São Paulo

Tema recorrente em setores da sociedade, a saúde mental esteve cercada de tabus e preconceitos ao longo de décadas, mas nos últimos anos ganhou visibilidade e se tornou pauta obrigatória em debates sobre qualidade de vida e bem-estar. Atenta à questão, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) realizou na última quarta-feira, 9, em sua sede em São Paulo, um workshop com a participação do presidente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, Wagner Gattaz.

Logo no início, o médico apresentou dados alarmantes de um estudo, do qual ele é um dos pesquisadores, realizado com 5 mil pessoas de diferentes situações socioeconômicas, em São Paulo. A pesquisa mostrou que 20% dos indivíduos participantes tinham transtorno de ansiedade, 11% depressão e 4% abusavam de álcool e drogas. O especialista informou ainda que a depressão atinge o cérebro do enfermo, diminuindo consideravelmente sua atividade.

Focado no ambiente corporativo, Gattaz trouxe gráficos comprovando que 2/3 dos custos referentes às doenças psiquiátricas são indiretos, isto é, não ocorrem por conta do tratamento. “Cerca de 40% das pessoas com depressão não sabem que têm a doença, isso acarreta uma série de consultas com especialistas errados por conta de alguns sintomas como indisposição e, consequentemente, haverá custo com exames para investigar essa possível doença física que não existe”, pontuou. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram gastos 2,5 trilhões de dólares com doenças mentais em 2010, e esse valor deve chegar em 6 trilhões em 2030.

A boa notícia é que, como já se sabe, depressão tem tratamento e programas de saúde mental costumam dar um retorno rápido. “Após três semanas de tratamento, o indivíduo já é capaz de retornar às atividades normais, voltar ao trabalho, aos estudos e afins”, contou Gattaz, que na sequência abordou o Burnout e explicou que a doença é uma versão da depressão causada por questões laborais, que consequentemente acarreta a perda de prazer e produtividade neste e em outros ambientes.

Após a explanação sobre doenças mentais, três hospitais apresentaram seus projetos voltados para colaboradores em prol de uma melhor qualidade de vida no trabalho. Miguel Schmiedel, coordenador médico do trabalho do Hospital Tacchini, contou que a instituição tem avaliado os níveis de estresse e autoestima dos colaboradores por meio do projeto Bem Cuidar Ocupacional, e criou o “Acolher” em 2018, programa de escuta promovido pelo serviço de psicologia a todos os setores do hospital.

Já a psicóloga e gerente de Gestão de Pessoas do Hospital Albert Sabin, Raquel Oliveira, falou sobre a ronda diária feita pelo departamento de Recursos Humanos da instituição, “com o objetivo de criar um vínculo entre RH e colaborador, para que ele se sinta à vontade para falar e seja escutado sem finalidade hierárquica”. Essa ação faz parte do projeto Lado a Lado, que pretende entender o significado do trabalho para o funcionário e saber quais são seus desejos dentro daquele ambiente, para que a instituição possa investir em projetos certeiros.

Leonardo Piovesan, gerente médico de Saúde e Qualidade de Vida do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, encerrou os cases com o projeto Saúde Integral, que conta com três modalidades de atendimento divididas em atenção primária a saúde (APS), saúde ocupacional, e qualidade de vida e bem-estar. As atividades oferecidas aos colaboradores vão desde aulas de yoga, pilates e balé, até coaching para gerenciamento de estresse e atendimento psicoterápico, este último podendo ser usufruído também pelo dependente, assim como a academia de ginástica da unidade Paulista do hospital.

Piovesan mostrou que a partir da implementação do programa houve redução de 31% nos níveis de estresse dos funcionários e contou que índices referentes à colesterol, hipertensão e até mesmo tabagismo diminuíram por meio dessas ações, reforçando a importância desse movimento em prol de um ambiente de trabalho mais saudável para todos.

Thaynara Dalcin

 

 

Estudo revela que 80% de diabéticos podem ter doenças cardiovasculares

Um estudo realizado pelo EndoDebate em parceria com a Revista Saúde, mostrou que 80% das pessoas com diabetes tipo 2 apresentam indícios de comprometimento cardiovascular. Mais da metade (52%) indicam pelo menos dois destes sintomas: tontura, dores no peito e nas pernas, falta de ar e palpitações.

Intitulado “Quando o Diabetes Toca o Coração”, o estudo foi lançado em junho pelo laboratório Novo Nordisk e divulgado nesta semana. A pesquisa entrevistou 1.439 pessoas com e sem diabetes tipo 2, com idade entre 47 e 55 anos.

O levantamento mostrou que 64% dos diabéticos não seguem rigorosamente o tratamento e apenas 48% dos pacientes consideram a doença muito grave. O diabetes aparece atrás do câncer (92%), do acidente vascular cerebral (79%), do infarto (75%), do mal de Alzheimer (74%), da insuficiência renal (70%) e da insuficiência cardíaca (56%).

“A atenção ao coração é um dos grandes desafios no segmento do paciente com diabetes. Temos objetivos desafiadores no século 21 que vão além do controle da glicose no sangue, fundamental para o tratamento do diabetes tipo 2. Tudo isso passa também por reduzir o peso e o risco de hipoglicemia e umentar a segurança do ponto de vista cardiovascular”, disse o médico endocrinologista e fundador do EndoDebate, evento que ocorre até hoje (20) na capital paulista, Carlos Eduardo Barra Couri.

Desconhecimento

Sobre a primeira palavra lembrada ao pensarem em problemas do coração, 662 entrevistados mencionaram infarto; 159 disseram morte; 39, hipertensão; 25, AVC. O diabetes ficou em último. Entre os diabéticos, 61% disseram acreditar que a doença está entre os fatores de risco para problemas cardiovasculares, contra 42% entre os não diabéticos. Nos dois grupos, a pressão alta aparece em primeiro lugar, seguida do colesterol e dos triglicérides altos.

Para 60% das pessoas com diabetes tipo 2, o médico transmitiu informações insatisfatórias ou nem mencionou as questões relacionadas ao coração na última consulta para controlar o diabetes. Embora 62% desses pacientes tenham sido diagnosticados há pelo menos cinco anos, 90% dizem ainda sentirem falta de mais informações durante o tratamento.

“O tempo é determinante. É muita informação que o médico tem que passar. Eu acredito que há uma mistura de falta de informação e desconhecimento de como abordar direito esse paciente. Como falar em um tom acolhedor humano e ao mesmo tempo incisivo, informativo? Muitos médicos não sabem como fazer isso”, comenta Couri.

Percepção limitada

Apesar da gravidade da doença, a pesquisa também revelou uma percepção limitada sobre os riscos do diabetes tipo 2. Ao todo, 64% das pessoas com diabetes entrevistadas não seguem o tratamento à risca. “A adesão ao tratamento começa quando o médico abre a porta do consultório, quando o médico levanta para atender o paciente, quando o paciente tem uma consulta digna, quando o médico ouve o paciente. Adesão é muito mais do que explicar como toma o remédio, é acolher o paciente e ser humano na consulta”, explica Couri.

Segundo o laboratório parceiro da pesquisa, 13 milhões de pessoas vivem com o diabetes tipo 1 ou tipo 2 no Brasil. Desse total, estima-se que 90% tenham diabetes tipo 2, no qual o pâncreas produz a insulina insuficiente ou não age de forma adequada para diminuir a glicemia. Ele é mais comum em adultos com obesidade e em pessoas com histórico familiar de diabetes tipo 2. Quase metade das pessoas com diabetes tipo 2 não sabem ter a doença. Além disso, duas a cada três mortes de pessoas com diabetes são ocasionadas por doenças cardiovasculares.

 

Agência Brasil

 

 

Estudo aponta novos benefícios de tomar café da manhã

Você provavelmente já ouviu falar que ela é a refeição mais importante do dia. Se você ainda tinha alguma dúvida de que, de fato, ela faz superbem para a saúde, saiba que um estudo recente apontou novos benefícios de tomar café da manhã.

A pesquisa feita pela Universidade de Tel Aviv, de Israel, concluiu que ter uma alimentação energética no início do dia pode promover perda de peso, menor apetite e melhor controle de diabetes com o uso de menos insulina.

Mais sobre café da manhã

O estudo foi feito com pacientes obesos e com diabetes do tipo 2, que por três meses foram submetidos a duas dietas focadas na perda de peso – uma com três refeições diárias e outra com seis –, com o mesmo número de calorias ao todo.

O resultado apontou que o grupo que mantinha três refeições por dia emagreceu 5 kg. Já o outro, de seis refeições, engordou 1,4 kg.

 

womenshealthbrasil

População da Paraíba tem 518 mil analfabetos, aponta estudo do IBGE

Educação de Jovens e Adultos tem ajudado a mudar o cenário do analfabetismo na Paraíba (Foto: Secom-JP/Divulgação)

Mais de 518 mil paraibanos com 15 anos ou mais são analfabetos na Paraíba. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (18) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua sobre a Educação feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) . De acordo com o estudo, a taxa de analfabetismo registrada na Paraíba é de 16,5%.

O dado mostra que houve um crescimento aproximado de 13 mil novos analfabetos no grupo pesquisado de 2016 para 2017, provocando o aumento percentual de 16,3% para 16,5% do total da taxa de analbetismo. O problema é ainda maior quando é feita a divisão por cor ou raça.

A Pnad da Educação mostra que do total da população pariabana analfabeta com 15 anos ou mais, 388 mil são somente de pretos ou pardos. Em dados percentuais, cerca de 75% do analfabetos da Paraíba são negros. A taxa de analfabetismo entre pretos ou pardos é 18,2% enquanto entre brancos é de 13%, uma menor inclusive que a geral registrada no estado.

Percentual da população analfabeta por cor ou raça na Paraíba
Índice do IBGE revela que maior parte da população analfabeta é negra.
Dados de João Pessoa

A Pnad Educação de 2017 também apontou que João Pessoa tem 37 mil pessoas que não sabiam ler ou escrever. A taxa de analfabetismo da capital paraibana é 5,7%. A discrepância na formação educacional entre na divisão por cor ou raça é uma constante também em João Pessoa. Enquanto a taxa de analfabetismo entre brancos é de 3,5% em João Pessoa, entre pretos ou pardos é 6,8%, superior ao da cidade.

Nacional e regional

A taxa de analfabetismo na Paraíba encontrada em 2017 é o dobro da registrada no Brasil e um pouco maior do que a média do Nordeste, que por sua vez, é a região do pais com a maior taxa de pessoas que não sabem ler ou escrever. Enquanto na Paraíba foi de 16,5%, a média de analfabetismo brasileira encontrada pelo IBGE foi de 7% e a média nordestina foi 14,5%.

G1

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Pessoas tímidas compram presentes melhores, mostra estudo

É bastante provável que, em algum aniversário, você tenha recebido um presente de que não gostou. Ou protagonizou o contrário: aquela recordação que deu a uma pessoa querida não fez tanto sucesso quanto o imaginado. A valiosa habilidade de acertar o mimo não se trata de sorte. Pode ter uma explicação psicológica, segundo a cientista norte-americana Meredith David. E mais: os tímidos parecem ser os que mais acertam na empreitada.

“Você pensaria que pessoas seguras, com muitos amigos e relacionamentos, teriam uma ideia melhor do que alguém gostaria de presente, mas esse não é o caso”, ressaltou a autora do estudo, divulgado na revista especializada Psychology & Marketing.  O que explica a intrigante constatação é um fenômeno chamado projeção social, em que, ao fazer escolhas para outra pessoa, o comprador toma como base as próprias preferências.

O comportamento é comum entre os autoconfiantes. Já os tímidos e ansiosos são menos propensos a supor que os outros podem compartilhar suas preferências. Por isso, ao escolher presentes ou outros dilemas corriqueiros, como para onde viajar ou a melhor maneira de dizer algo, são menos propensos a considerar o próprio gosto ou a própria vontade. “Essa pesquisa mostra que os indivíduos que estão ansiosos em situações interpessoais e têm menos relacionamentos próximos são melhores em prever o que uma pessoa pode gostar”, resume a pesquisadora da Universidade de Baylor.

Personalidade

Meredith David chegou às conclusões ao analisar resultados de estudos comportamentais. Em cinco experimentos, todos com temática parecida, os participantes foram expostos a uma série de objetos e orientados a falar sobre as peças, justificando por que poderiam ser úteis para alguém. Os voluntários também responderam a questionários voltados a análise de pontos específicos da personalidade, como autoestima, confiança e insegurança.

 

PB Agora

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