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Psiquiatra alerta sobre sinais de estresse em profissionais da saúde

Mudanças no padrão de sono, medo e preocupação excessivos, dificuldades de concentração e sintomas físicos como taquicardia e mal estar generalizado. Esses podem ser sinais de alerta que os profissionais de saúde devem observar com bastante atenção. Segundo o chefe do Ambulatório de Psiquiatria do Hospital Universitário Lauro Wanderley, Roberto Mendes, o surgimento desses sintomas pode ser indício de estresse e cansaço mental.

Os trabalhadores da área da saúde estão vivendo uma rotina incomum nos últimos meses, principalmente aqueles que estão ligados diretamente à batalha contra o novo coronavírus, um momento histórico em suas carreiras. Por isso, devem estar bastante atentos à saúde mental. De acordo com o psiquiatra, profissionais que estejam apresentando sinais de estresse podem necessitar de cuidados logo no início, para evitar que o quadro venha a se agravar.

“A crise provocada pela pandemia de Covid-19 causou aumento exponencial da demanda por serviços médico-hospitalares, em todos os países envolvidos. Como consequência, é preciso estar preparado para enfrentar o inevitável incremento na sobrecarga emocional e de trabalho da equipe multidisciplinar. O estresse extremo, as incertezas de uma problemática inédita e a própria natureza médica muitas vezes difícil de surtos globais de doenças infecciosas, como a Covid-19, requerem atenção especial”, frisou Mendes.

Entre os fatores que contribuem para uma sobrecarga emocional nos profissionais de saúde, explicou o médico, estão situações de separação física da família e amigos, estigmatização e medo de transmitir a doença aos parentes. “Não menos importante, o risco potencial de ser contaminado durante o processo de trabalho e de contaminar outras pessoas atua como enorme ‘estressor’ para aqueles diretamente envolvidos nas linhas de frente”, destacou.

Outros sinais indicados pelo psiquiatra e que devem chamar a atenção são irritabilidade excessiva, apatia, angústia, e perda de senso de humor. Há também sintomas, ligados mais diretamente à saúde física, que podem ser indicação de que há algo de errado na saúde psíquica como mal estar generalizado, formigamento nos dedos, tontura, taquicardia, diarreias frequentes, dificuldades sexuais, e sensação de desgaste físico constante.

“Pode haver o agravamento de doenças crônicas como hipertensão arterial, gastrite ou úlcera e problemas dermatológicos, por exemplo”, enumera o psiquiatra, acrescentando que o amento no consumo de álcool e cigarro também integra a lista dos fatores ocasionados pelo estresse.

Adotar cuidados para manter a saúde física e o bem estar mental, controlando ansiedade e estresse, são fundamentais para que todos atravessem esta etapa da vida sem tantos prejuízos. Ser otimista e pensar positivo já é um começo. Mas existem atitudes que vão contribuir para lidar melhor com a situação: cuidar bem da alimentação, manter uma rotina equilibrada, praticar exercícios físicos e incluir na agenda (e tentar cumprir mesmo que o tempo esteja limitado) algo que você tenha prazer em fazer.

Dia a dia dos profissionais

A assistente social do HULW, Dandara Correia, conta que a apreensão integra a rotina de trabalho entre os profissionais de saúde após o surgimento da Covid-19. “Nosso dia a dia tem sido de muita tensão, que se dá pelo risco iminente de ser contaminado pelo vírus”, conta. A profissional destaca ainda a angústia que tem compartilhado com colegas em perceber os efeitos da pandemia (como a questão do isolamento social) na qualidade de vida e recuperação dos pacientes. “Observamos uma angústia ocasionada por conta das repercussões geradas pelas medidas de isolamento. Tanto na saúde física dos usuários, quanto emocional. Sofrimento para o paciente e para a família por conta do distanciamento, que afeta também o profissional”, complementa.

Mas as dificuldades são contornadas com a ajuda mútua entre os profissionais de saúde. Solidariedade e cuidado mútuo são características que têm aflorado ainda mais na rotina desses colaboradores durante o atual período em que estão vivenciando. Dandara explica que a preocupação permeia não apenas a questão física (como reforço nos procedimentos para evitar uma possível transmissão), mas também o lado emocional.

“Nós, assistentes sociais do HULW, estamos a todo o tempo prestando solidariedade umas com as outras, compartilhando e discutindo vídeos e materiais que ajudem no aspecto de preservação da saúde mental, como exercícios e mensagens para nos ajudar em meio a toda a essa tensão. A relação entre as assistentes sociais é de muita solidariedade”, relata.

 

portalcorreio

 

 

Estresse por COVID-19 está afetando o sono de todo o mundo

Um outro dano do coronavírus ao mundo: o sono
Estas últimas semanas, foram caracterizadas por deixar de lado nossa rotina e onde a superexposição a informações e notícias causou estresse, ansiedade e depressão. Esta não é a única coisa que pandemia parece ter afetado, já que pessoas em todo o mundo relataram sofrer de falta de apetite e dificuldade para dormir.
Para o Dr. Alejandro Jiménez Genchi, presidente da Academia Mexicana de Medicina do Sono, existem razões pelas quais não conseguimos dormir, que, embora associados ao distanciamento social, também estão causando mudanças.
O médico comentou isso porque nossa rotina sofreu alterações e nossa atividade é menor “Não saímos, não exercitamos, não nos movemos e andamos pouco, o que produz menos impulso de cansaço na hora de dormir”. Analisa o Dr. Jiménez.
Além disso, a dificuldade de  é gerada de acordo com a teoria do hiperelaxamento: “A ameaça representada pelo vírus faz com que tendamos a estar alertas e mais despertos, isso produz uma ativação cognitiva desenvolvida no pensamento e emoções, gerando ansiedade e medo ”.
O médico explica que, ao não ser forçado a acordar cedo para ir trabalhar ou estudar, passamos pelo período de sono. Adolescentes e adultos jovens são o setor que sofre dessa variante conhecida como “síndrome da fase atrasada”.
Se essas condições durarem mais de três meses, elas já podem ser consideradas um distúrbio de insônia crônica. Em menor grau, está presente na população em geral como um distúrbio transitório ou agudo.
“Sabemos que 1 em cada 4 pessoas que têm insônia aguda se tornará uma condição crônica”, diz o médico.
Para recuperar o sono, o médico recomenda horários específicos, tão próximos do que tínhamos antes da quarentena, sempre tentando cobrir 7 a 8 horas de descanso, evite dormir durante o dia, se for necessário tirar uma soneca que seja inferior a 20 minutos.
“Evite mergulhar no estilo de vida sedentário para promover um bom humor e facilidade de sono”, conclui.
Certamente você conhece alguém que não consegue dormir bem, compartilhe esta nota para que todos saibam que não estão sozinhos em sua insônia.
curiosidadesdaterra

 

Ouvir música ao dirigir pode diminuir estresse no trânsito

O estresse no trânsito é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e complicações súbitas no coração, como um infarto, apontam estudos publicados nos últimos anos. Uma das soluções para diminuir esse perigo pode estar em selecionar melhor a playlist de músicas que se ouve ao volante. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Marília indicou que dirigir ouvindo músicas do gênero instrumental alivia o estresse no coração. Os resultados da pesquisa  foram publicados na revista Complementary Therapies in Medicine.

O trabalho teve a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Oxford Brookes University, da Inglaterra, e da Università di Parma, da Itália. “Constatamos que ouvir música ao dirigir atenuou o estresse no coração das motoristas participantes do experimento que conduzimos”, disse Vitor Engrácia Valenti, professor da Unesp de Marília e coordenador do projeto.

Os pesquisadores analisaram os efeitos da música no estresse do coração de cinco mulheres saudáveis com idade entre 18 e 23 anos, consideradas condutoras eventuais – dirigem entre uma e duas vezes por semana – e que tiraram a carteira de habilitação recentemente.

“Optamos por avaliar condutoras não habituais porque as que dirigem com frequência e há mais tempo já estão melhor adaptadas a situações de estresse no trânsito”, explicou Valenti.

As voluntárias foram avaliadas ao longo de dois dias, em situações diferentes e de modo aleatório. No primeiro dia, elas dirigiram durante 20 minutos, em um trajeto de três quilômetros, em uma região movimentada da cidade de Marília, no noroeste de São Paulo. O teste foi feito no horário de pico – entre 17h30 e 18h30 – sem ouvir música.

Em outro dia elas refizeram o trajeto, com a mesma duração e no mesmo período do dia, ouvindo músicas instrumentais com um aparelho de som acoplado ao carro, já que o uso de fone de ouvido é classificado como uma infração de trânsito.

“Para aumentarmos o grau de estresse, elas dirigiram um carro que não era o delas, porque se cada uma dirigisse o próprio automóvel o nível de estresse seria reduzido”, afirmou Valenti.

A fim de avaliar o nível de estresse no coração das participantes, foi analisada a variabilidade da frequência cardíaca – as oscilações no intervalo de tempo entre dois batimentos cardíacos consecutivos – por meio de um monitor de frequência cardíaca acoplado ao tórax.

De acordo com o pesquisador, a variabilidade da frequência cardíaca é influenciada pela atividade dos sistemas nervoso simpático – que acelera os batimentos cardíacos – e parassimpático – que induz a desaceleração dos batimentos cardíacos.

“A elevação da atividade do sistema nervoso simpático reduz a variabilidade da frequência cardíaca e a do sistema parassimpático a aumenta”, explicou Valenti.

Os resultados das análises indicaram uma diminuição da variabilidade da frequência cardíaca das voluntárias ao dirigir sem ouvir música, indicando uma redução da atividade do sistema nervoso autônomo parassimpático e a ativação do sistema simpático.

Em contrapartida, foi observado um aumento da variabilidade da frequência cardíaca das motoristas ao ouvir música em razão do aumento da atividade do sistema nervoso parassimpático, além de redução do sistema simpático.

“Ouvir música diminuiu a leve sobrecarga de estresse que as voluntárias foram submetidas ao dirigir”, afirmou Valenti.

O estudo teve a participação só de mulheres para controlar as influências relacionadas aos hormônios sexuais, explicou o pesquisador. “Se misturássemos mulheres e homens, e se houvesse uma diferença significativa entre esse primeiro e o segundo grupo, o resultado poderia levantar dúvidas de que as diferenças estariam relacionadas à influência do hormônio sexual feminino”, disse Valenti.

Na avaliação do pesquisador, os resultados do estudo podem contribuir para a criação de medidas preventivas cardiovasculares em situações de estresse exacerbado, como a vivenciada no trânsito. “Ouvir música pode ser uma medida preventiva a favor da saúde cardiovascular para aliviar situações de estresse intenso, como ao dirigir em horário de pico”, afirmou.

O artigo The effects of musical auditory stimulation on heart rate autonomic responses to driving: a prospective randomized case-control pilot study (DOI: 10.1016/j.ctim.2019.08.006), de Myrela Alene Alves, David M. Garner, Joice A. T. do Amaral, Fernando R. Oliveira e Vitor E. Valenti, pode ser lido na revista Complementary Therapies in Medicine através deste link.

*Texto de Elton Alisson, da Agência FAPESP

 

 

Pouco lembrado, estresse financeiro é uma das principais ameaças à saúde mental

Este mês acontece a campanha Setembro Amarelo, criada para promover a conscientização e prevenção do suicídio. É um período marcado pela discussão de temas ligados à saúde mental, porém um fator bastante importante nessa equação costuma ser pouco mencionado: a saúde financeira. Os problemas financeiros, comprovadamente, são grandes fontes de preocupação e até depressão. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 69% das pessoas endividadas sofrem de ansiedade. Insegurança (65%), estresse (64%), angústia (61%), desânimo (58%), sentimento de culpa (57%) e baixa autoestima (56%) também aparecem no estudo.

A pesquisa revela, ainda, que o endividamento atinge até mesmo a vida profissional e social dos entrevistados, com 25% dos pesquisados afirmando terem ficado mais desatentos e menos produtivos no ambiente de trabalho.

De acordo com a Investor Pulse, pesquisa realizada pela BlackRock, 71% dos brasileiros acreditam que sua saúde financeira afeta diretamente seu bem-estar. Além disso, quase 60% afirmam que é o dinheiro – no caso, a falta dele – o que mais causa estresse em suas vidas.

Algumas empresas já começam a se preocupar com o estresse financeiro de seus funcionários e seus impactos sobre sua produtividade e saúde mental. A fintech Magnetis, primeira gestora de investimentos digital, oferece o primeiro benefício corporativo de bem-estar e educação financeira do país, chamado Magnetis Para Empresas. O programa tem duração mínima de 12 meses e a dinâmica é muito parecida com a dos planos de saúde, em que as empresas pagam por vida. O serviço começa com palestras para a equipe, com o objetivo de despertar o interesse em educação financeira. Através de um questionário, cada colaborador identifica seu perfil e recebe recomendações para planejar melhor sua vida financeira. O programa ainda inclui uma plataforma digital de educação financeira, em que o colaborador vai aprender os ensinamentos essenciais de acordo com seu perfil financeiro, e diferentes tipos de consultoria individualizada.

Em apenas dois anos, o benefício já foi adotado por dezenas de empresas de diferentes segmentos, como Leo Madeiras, GPS Investimentos, Edools, Transunion, Arquivei, Olist, Megamamute e Monashees.

Mais informações em: empresas.magnetis.com.br/

Sobre a Magnetis

Magnetis é a primeira gestora de investimentos digital fundada no Brasil. Desde 2015, usa a tecnologia para ajudar as pessoas a investir no que importa, oferecendo a melhor rentabilidade ajustada ao perfil de cada cliente. Com algoritmos que escolhem as melhores carteiras e um time de consultores sempre à disposição, já montou mais de 230 mil planos de investimento e tem mais de R$ 300 milhões sob gestão. Foi vencedora do prêmio Fintech Awards Latam em 2017, na categoria modelo de negócios. É parceira da GPS Investimentos, subsidiária do grupo suíço Julius Baer e maior gestora independente de patrimônio de alta renda no Brasil, e da Easynvest, corretora de valores com mais de 50 anos de atuação no mercado. Saiba mais em www.magnetis.com.br

Acesse: http://magnetis.com.br/

 

 

Condenado a 14 anos de prisão homem que estuprava enteada para ‘tirar o estresse’, na PB

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) condenou de maneira definitiva, nesta quarta-feira (9), após analisar recursos, um homem acusado de ter estuprado por cinco vezes a própria enteada, que tinha nove anos. Os crimes ocorreram entre os anos de 2015 e 2016, na região do município de Sousa, Sertão paraibano, a 440 quilômetros de João Pessoa. Quando foi preso, o réu afirmou que abusava da menina para “tirar o estresse”.

De acordo com o processo, em 2015, o réu constrangeu a enteada à prática de atos sexuais diversos e ainda ameaçou de matá-la, caso ela contasse os fatos para alguma pessoa. Os crimes só foram descobertos em janeiro de 2016 quando o irmão menor da vítima descobriu os abusos e denunciou o padrasto.

Na primeira decisão judicial, o réu foi condenado à pena de 11 anos e 8 meses de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, no regime fechado pela prática de um único crime de estupro de vulnerável.

Nos recursos analisados nesta quarta, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) solicitou reforma da decisão e aumento da pena. Já o réu solicitou absolvição ao pedir que a Justiça desacreditasse a denúncia porque o exame sexológico não confirmou estupro. O relator dos recursos, juiz Carlos Antônio Sarmento, não acolheu a tese de inocência da defesa.

“O conjunto probatório é farto e aponta para uma única direção: O réu realmente praticou as lamentáveis condutas criminosas descritas nos autos e agiu com vontade livre e consciente de constranger sexualmente a vítima a praticar atos libidinosos diversos da conjunção carnal, amoldando-se à figura típica prevista no art. 217 – A do Código Penal”, disse o juiz.

Com a decisão, o réu vai permanecer preso e cumprir a pena estabelecida no julgamento desta quarta-feira.

Portal Correio

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Sintomas de estresse: você pode não notar, mas ele muda seu corpo de 21 maneiras

Seja por excesso de responsabilidade, preocupações ou situações de perda, o estresse potencializa a ação do sistema endócrino e gera mudanças físicas no organismo, levando ao descontrole emocional e até mesmo criando doenças. Uma alternativa para perceber a hora de reduzir o ritmo é observar os sinais e sintomas do estresse no corpo.

O que é estresse e por que o sentimos?

De acordo com a psiquiatra Elizabeth Zamerul Ally, que também é psicoterapeuta e especialista em dependência química e codependência, o organismo reage a momentos de tensão ou ameaça com a ativação do estado de alerta, que promove diversas reações bioquímicas com o intuito de salvar a pessoa do possível perigo.

Dentre elas, estão a produção e liberação quase imediatas de neurosubstâncias criadas pela glândula suprarrenal, as chamadas catecolaminas, como adrenalina, noradrenalina e cortisol. As duas primeiras dilatam os vasos sanguíneos de órgãos vitais do corpo, a fim de preservá-los perante a situação de risco, e diminuem a circulação dos locais menos importantes. Já o segundo aumenta a glicemia e transforma gordura em energia disponível.

O problema é que em longo prazo a liberação de hormônios aumenta o risco cardíaco e o triglicérides, reduz a produção de insulina e ainda afeta o sistema imunológico, deixando o organismo frágil perante micro-organismos maléficos.

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Consequências

Em longo prazo, o estresse pode causar doenças psiquiátricas, como síndrome do pânico e transtorno de ansiedade, insuficiência das glândulas suprarrenais, problemas de tireoide, desregulação do ciclo menstrual e até diabetes. “Ainda não há um consenso do porquê uma pessoa evolui do estresse para doença, mas as alterações hormonais que ele acarreta provocam repercussões orgânicas e mentais importantes”, ressalta a psiquiatra Elizabeth Zamerul Ally.

Sintomas de estresse

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A psiquiatra conta que os sintomas de estresse no corpo variam de acordo com o organismo e a personalidade de cada pessoa. De modo não específico, podem surgir:

  • Tensão excessiva e constante
  • Dor muscular
  • Agitação
  • Impaciência
  • Tremor
  • Fraqueza
  • Fadiga que surge mesmo após atividades simples
  • Enjoo
  • Irritação
  • Palpitação
  • Suor frio
  • Diarreia
  • Dificuldade em dormir
  • Falta de ar
  • Tontura e vertigem
  • Memória fraca
  • Boca seca
  • Calafrios
  • Formigamento
  • Queda de cabelo (Alopecia areata)

Apesar disso, a presença de sintomas por si só não caracteriza estresse. “Cada sinal precisa ser analisado em conjunto com outras manifestações concomitantes, além de todo o contexto da pessoa, histórico de sintomas e circunstâncias”, lembra a especialista.

Sintomas de estresse na pele

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O estresse ainda pode causar ou agravar doenças de pele, em um fenômeno chamado de psicodermatose, como dermatite de contato alérgica, caspa, psoríase, vitiligo e suor excessivo.

A piora de quadros herpes também surge em decorrência da diminuição da imunidade.

Como aliviar?

Assim como grande parte das doenças, a tríade alimentação saudável, prática de exercícios físicos e mudança de hábitos pode auxiliar. A última ação refere-se a dormir adequadamente, abandonar vícios e tentar manter um equilíbrio entre trabalho, família e lazer.

A prática de meditação e atividades relaxantes, como Yoga, também ajuda.

Caso o indivíduo não consiga aliviar a sensação sozinho, é indicado a realização da psicoterapia, que o auxiliará a viver o presente, deixar de perseguir o impossível e ter pensamentos positivos.

O uso de medicamentos só é indicado caso o psiquiatra entenda que o bem-estar do indivíduo é afetado pela reação. Neste caso, são receitados principalmente tranquilizantes.

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Casar relaxa? Pessoas casadas têm menores níveis do hormônio do estresse

casal-felizUm estudo da Universidade de Carnegie Mellon, nos EUA, mostrou que os casados podem ter sorte no amor e na saúde. Pesquisadores encontraram uma evidência biológica para explicar como o casamento afeta a saúde e faz com que os casados sejam mais saudáveis que solteiros, divorciados e viúvos.

Durante três dias (não consecutivos), os cientistas coletaram amostras de saliva de 527 adultos saudáveis que tinham entre 21 e 55 anos. A cada 24 horas, amostras foram retiradas e testadas para o hormônio do estresse, o cortisol.

Em todos os testes, os participantes casados registraram níveis mais baixos do hormônio do estresse do que os solteiros ou os que já casaram anteriormente. O resultado, publicado na revista Psychoneuroendocrinology, suporta a crença de que os solteiros enfrentam mais estresse psicológico do que os que estão casados.

O estresse prolongado é associado com níveis aumentados de cortisol, que podem interferir na capacidade do organismo para regular a inflamação, que por sua vez, promove o desenvolvimento e a progressão de muitas doenças.

É emocionante descobrir um caminho fisiológico que pode explicar como os relacionamentos influenciam na saúde e na doença.”

Brian Chin, da Universidade Carnegie Mellon

Os pesquisadores também compararam o ritmo diário do cortisol de casa pessoa. Tipicamente, os níveis de cortisol atingem o pico quando uma pessoa acorda e caem ao longo do dia. Os casados mostraram um declínio mais rápido, um padrão que tem sido associado com menos doenças cardíacas e maior sobrevivência entre pacientes com câncer.

“Esses dados fornecem informações importantes sobre o modo como nossas relações sociais íntimas influenciam nossa saúde”, afirma o diretor e coautor do estudo, Sheldon Cohen, professor de psicologia da Universidade Carnegie Mellon.

Uol

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Estresse pode influenciar a fertilidade e diminuir as chances de gravidez

estresseHá um certo senso comum sobre a ideia de que o estresse pode interferir no bom funcionamento do organismo. Mas um estudo recente da Escola de Saúde Pública da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, deu novos argumentos para reforçar essa tese.

Depois de monitorarem os níveis de estresse diários de 400 mulheres em idade fértil, os pesquisadores detectaram 40% menos de chance de engravidar naquelas que relataram sentirem níveis mais elevados de estresse.

“Os resultados mostraram que o estresse impacta a fase ovulatória do ciclo feminino e servem como alerta de que a saúde psicológica e o bem-estar são tão importantes para a concepção quanto outros fatores de risco, como o fumo, o álcool ou a obesidade”, disse a epidemiologista Kira Taylor, responsável pela pesquisa.

Ansiedade por engravidar

No Brasil, a influência das emoções sobre a fertilidade também vem sendo discutida. “A complexidade do tema se deve principalmente à dificuldade de mensurar o estresse, que é sentido por cada indivíduo de modo muito particular”, afirma o especialista em reprodução humana, Arnaldo Cambiaghi.

Ainda que não haja números que comprovem, a experiência prática do consultório é farta em exemplos de que há alguma interferência das emoções sobre a fertilidade. “São comuns casos de casais saudáveis que tentam engravidar sem sucesso, mas que conquistam seu objetivo quando decidem sair de férias ou param de pensar nisso. Isso mostra como a ansiedade pode atrapalhar o processo”, relata Cambiaghi.

O especialista em reprodução humana assistida Paulo Gallo de Sá concorda. Tanto que recomenda a suas pacientes não se preocuparem com a data da ovulação. “Não precisa ficar olhando o calendário. Basta ter relações sexuais três vezes por semana”, diz o ginecologista.

Por que isso acontece?

A relação entre o estresse e a fertilidade se explica porque o organismo é uma engrenagem que, para funcionar plenamente, precisa estar bem afinada. Biologicamente, a ansiedade e o estresse modificam o funcionamento da glândula hipófise, que fica no hipotálamo e produz hormônios importantes para a ovulação, como a gonadotrofina e a prolactina.

“Para a mulher ovular, o hipotálamo precisa liberar GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina) em pulsos de determinado ritmo e amplitude. Se há irregularidade nestes pulsos, a ovulação pode não acontecer”, explica a ginecologista Carla Iaconelli, especialista em medicina reprodutiva.

Ela lembra que o estresse pode estar relacionado, ainda, a outros fatores, como ganho ou perda excessiva de peso, insônia e tabagismo, que são capazes de alterar os ciclos menstruais, reduzir a qualidade dos óvulos e embriões, aumentar as taxas de aborto e até desencadear ou piorar doenças relacionadas à infertilidade, como a endometriose.

Estresse sob controle

“Como o grau de resposta ao estresse é definido pela história de vida de cada um e está associado a fatores genéticos, o mais importante é encontrar uma maneira de reconhecer e administrar o estresse”, recomenda Carla Iaconelli.

Para isso, vale recorrer à meditação, ioga, acupuntura, atividade física, terapia, dedicar-se a hobbies, jogos, leitura, enfim, qualquer atividade que traga prazer e relaxamento, sugere a médica.

Ela ressalta que ao tratar a infertilidade, é preciso observar o casal e não apenas a mulher. “Diagnóstico e tratamento devem ser realizados para os dois, uma vez que o estresse também pode prejudicar a produção de espermatozoides e a vida sexual do casal”, diz.

Também é fundamental evitar atribuir ao estresse a causa de qualquer problema de fertilidade. De acordo com o ginecologista Paulo Gallo de Sá, casais sexualmente ativos que estão tentando engravidar há mais de um ano, sem sucesso, devem procurar um especialista para verificar se há fatores que possam afetar a fertilidade.

“Afirmar que a dificuldade de engravidar é decorrência da vida estressante sem uma investigação profunda é um erro, que pode fazer muitos casais perderem tempo e se frustrarem”, finaliza o médico.

Uol

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Pesquisadores de SP e Texas estudam causas do estresse crônico em crianças

Um grupo de pesquisadores do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com colegas da Texas Tech University (TTU), dos Estados Unidos, desenvolve um estudo que pretende identificar, nos dois países, causas comuns do estresse crônico, principalmente em crianças.

Abuso infantil
Abuso infantil é uma das principais causas do estresse em criançasMarcello Jr/Arquivo da Agência Brasil

O estresse crônico normalmente está relacionado à pobreza, abusos, conflitos familiares e uso de drogas. “Já detectamos que é comum, nas duas regiões, a alta prevalência de abuso infantil”, destacou a pesquisadora Andrea Parolin Jackowski, professora da Unifesp e coordenadora do projeto do lado brasileiro.

Informações preliminares do estudo indicam que, apesar das diferenças culturais, há semelhanças significantes nas reações das crianças dos dois países ao estresse tóxico: crianças que vivem em extrema pobreza em East Lubbock, no Texas, ou no centro-sul de Los Angeles, por exemplo, apresentam efeitos cognitivos e comportamentais semelhantes aos das que moram em favelas no Brasil.

“O que a gente percebe é que, independentemente do país que você resida, seja em um país como os Estados Unidos, que é um país desenvolvido, ou um país como o Brasil, que é um país em desenvolvimento, o estresse afeta da mesma forma o desenvolvimento da criança. Claro que existem diferenças culturais, que têm um papel importante, mas é uma forma de a gente poder fazer uma comparação entre as populações”, disse Parolin.

Em outubro, os pesquisadores do Texas vieram a São Paulo para conhecer os lugares pesquisados – como a região da cracolândia, no centro da capital paulista – e verificar in loco a realidade em que vivem as crianças que estão sendo estudadas pela coordenadora do projeto brasileiro. Em 2017, será a vez de os pesquisadores brasileiros irem aos EUA.

“A gente quer entender qual é o papel da cultura, das questões culturais no próprio desenvolvimento da criança, se são fatores protetores, aquilo que pode deixar o ambiente mais saudável e impedir que essa criança tenha uma doença no futuro. E entender também um pouco mais quais são os fatores de risco, porque existem questões que são muito peculiares de cada cultura”, ressaltou.

A pesquisa brasileira está sendo financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O intercâmbio entre os pesquisadores recebe apoio do programa São Paulo Researchers in International Collaboration (Sprint – em português, Pesquisadores de São Paulo em Colaboração Internacional).

Agência Brasil

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Ansiedade e estresse podem intensificar sintomas de gastrite

gastriteDispepsia significa dificuldade de digestão e se refere a sintomas de gastrite, como sensação de dor ou queimação no estômago, além de náuseas, sensação plenitude gástrica ou distensão abdominal. Dispepsia funcional é um termo utilizado para descrever o paciente que apresenta sintomas dispépticos, mas sem alterações nos exames realizados na investigação, ou seja, sem gastrites, parasitoses, doenças hepatobiliares ou outras.

A dispepsia funcional está relacionada a alterações na motilidade gastrointestinal, hipersensibilidade visceral, exposição ao suco gástrico, intolerâncias alimentares, alterações psicossociais e infecções.

É importante comentar a relação entre o cérebro e o trato digestivo. Sabemos que a simples visão e o cheiro de comida são capazes de aumentar motilidade e secreção gástricas. Desta maneira, podemos compreender a relação entre ansiedade, estresse emocional e dispepsia. Nessas condições psicossociais, por efeito direto ou intermediado por hormônios, podemos perceber mudanças na secreção de suco gástrico, na regulação de fatores protetores da mucosa do estômago e na percepção dos estímulos sensoriais gástricos.

A motilidade gástrica pode ser alterada nessas situações e a complacência gástrica reduzida. Além disso, a secreção de suco gástrico pode estar aumentada em situações de estresse.

Pessoas submetidas a estresse emocional podem ter um aumento na sensibilidade gástrica, de forma que um estímulo considerado normal passe a ser percebido como dor. Por fim, devemos lembrar que os efeitos do estresse sobre os intestinos são relevantes, podendo causar diarreia, constipação, flatulência, síndrome do intestino irritável e até mesmo reativação de doenças inflamatórias intestinais.

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