Arquivo da tag: estoque

Hemocentro da Paraíba registra estoque de 50% da capacidade das bolsas de sangue

(Foto: Edemir Rodrigues/Subsecom)

A média de doações de diárias de sangue no Hemocentro da Paraíba caiu pela metade nos últimos dias. Segundo registros da sede do órgão, que fica na avenida Dom Pedro II, a unidade recebe cerca de 200 doações por dia, mas atualmente o atendimento se aproxima de apenas 100, fazendo com que o estoque de bolsas de sangue estejam em apenas 50% da capacidade.

“Estamos trabalhando no limite”, diz a coordenadora do núcleo de ações estratégicas do Hemocentro, Divane Cabral, que diz que o déficit é registrado em todos os tipos sanguíneos. “Fazemos um apelo para que as pessoas venham doar. Lembramos que é um ato solidário e que salva vidas”, afirmou. A coordenadora explica que um dos efeitos da situação é que em breve cirurgia eletivas podem chegar a ser adiadas.

Os doadores podem procurar o Hemocentro da Paraíba de segunda a sexta de 7h às 17h, e no sábado de 7h às 16h30. Para doar, é preciso estar com aspecto saudável, ter entre 18 e 67 anos, pesar no mínimo 50 kg.

Os doadores devem apresentar documento de identidade visual com foto e não devem estar em jejum, tenha dormido pelo menos seis horas na noite anterior, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas, não ter fumado até duas horas antes, não ter ingerido alimentos gordurosos nas últimas três horas e não ter feito atividades físicas nas últimas 12 horas.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Surto de chikungunya e Zika em cidade da PB zera estoque em farmácias e lota UPA e hospital

zicaO surto da febre chikungunya e o Zika Vírus, doenças transmitidas pelo mesmo mosquito que a dengue, o Aedes aegypti, no município de Monteiro, no Cariri do estado a 301 km de João Pessoa, fez o governo municipal a decretar situação de emergência na saúde pública. Unidades de saúde estão super lotadas e algumas farmácias da cidade estão sem medicamentos para combater as doença.

Conforme levantamento feito pelo Portal Correio, hospital e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estão atendendo apenas idosos e crianças. Os adolescentes e adultos que são diagnosticados estão sendo medicados com dipirona, paracetamol e orientados a ficarem em casa de repouso.

Três farmácias procuradas pela reportagem confirmaram problema no abastecimento. Uma das atendentes – que não quis ser identificada – informou que o medicamento Dipirona de 1g não tem no momento. Os fornecedores reduziram a quantidade de entrega para não desabastecer outras cidades.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Segundo a secretária de Saúde do município, Anna Lorena Nóbrega, o aumento dos registros entre novembro de dezembro foi de 300%. “Estamos com superlotação na UPA. A quantidade de dipirona, soro e paracetamol que gastamos em um mês está sendo utilizada em 4 dias. Quando os casos são diagnosticados, as pessoas são orientadas a ficarem em casa de repouso e tomando medicamento. Na UPA, o paciente pode ficar até 24 horas”, falou.

Nesta segunda-feira (28), um mutirão percorreu ruas dos bairros da cidade. Denominada de ‘Segunda da Faxina’, a mobilização contou com a participação da sociedade civil, Polícia Militar, funcionários públicos a agentes de saúde. “A ação inclui vasta programação com orientação e visitas domiciliares. Como medida para combate ao mosquito, vamos distribuir larvicidas e o peixe GUP, que se alimenta das larvas. Mas, é importante as pessoas se conscientizarem do problema que estamos passando e acabar com os possíveis criadouros”, disse Anna Lorena.

 

Portal Correio

Visando a Copa, PMs aumentam estoque de armas não letais

Gás com alta concentração de lacrimogêneo usado com lançadores para conter protesto em Campinas (SP) (Foto: Reprodução/ EPTV)
Gás com alta concentração de lacrimogêneo usado
com lançadores para conter protesto em Campinas
(SP) (Foto: Reprodução/ EPTV)

A um mês da Copa do Mundo, levantamento exclusivo realizado pelo Exército a pedido doG1 mostra que, desde a Copa das Confederações, quando protestos violentos tomaram as ruas do país, as polícias militares reforçaram o estoque de armas não letais.

Entre junho de 2013 e abril deste ano, os órgãos de segurança pública compraram mais de 270 mil granadas e projéteis de gás lacrimogêneo e de pimenta e 263.088 cartuchos de balas de borracha de diversos tipos e modelos.

A munição química não letal adquirida seria suficiente para fazer mais de 819 lançamentos de granadas de gás e fazer 797 disparos de balas de borracha por dia no período.

O levantamento mostra um incremento nas aquisições pelos órgãos de segurança em 2014, principalmente devido ao temor de uma nova onda de manifestações durante a Copa do Mundo. Nos últimos 11 meses, foram comprados pelas PMs 113.655 granadas lacrimogêneo e 21.962 granadas de pimenta – 59% e 73%, respectivamente, adquiridos nos primeiros quatro meses deste ano.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Também foram comprados 134.731 cartuchos de gás de diversos calibres, que são jogados sobre multidões com lançadores de calibre 12, 38 e 40 para evitar que os policiais cheguem muito perto das pessoas. Os dardos podem cair no meio de massas a uma distância que pode variar entre cinco metros e 120 metros do atirador, em média.

Estratégia diferente
Amazonas e Amapá foram os únicos estados que não pediram ao Exército autorização para a compra de armas não letais desde a Copa da Confederações. As secretarias de Segurança dos dois estados foram procurados pela reportagem do G1 para comentar o assunto, mas não se manifestaram.

Cápsulas de gás lacrimogêneo são encontradas em frente à Prefeitura de Campinas (Foto: Reprodução/ EPTV)

Gás com alta concentração de lacrimogêneo usado
com lançadores para conter protesto em Campinas
(SP) (Foto: Reprodução/ EPTV)

Em 2013, uma série de atos levou milhares de pessoas às ruas do país, fazendo as polícias atuarem na contenção de casos de violências, vandalismo e depredações. Em alguns casos, houve denúncias de excesso ou mau uso de armas químicas, com pessoas passando mal, gás atingindo residências, confrontos e feridos por balas de borracha e de pimenta.

“No meio da multidão, o indivíduo se sente mais forte, se sente o super-homem, ele perde a noção da individualidade. O objetivo das armas não letais é tirar o indivíduo da coletividade, fazer ele ter medo”, explica o coronel Carlos Alberto de Camargo, ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo.

O que se compra
Os dados do Exército mostram que Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo e Bahia foram os estados que mais compraram armas não letais desde junho do ano passado.

Segundo o coronel Camargo, o material comprado pelos estados mostra como tropas de Choque devem atuar na “contenção de distúrbios civis, como as polícias chamam o controle de multidões.”

Desde a Copa das Confederações, a PM de São Paulo fez três compras de armas não letais e a da Bahia, outras três. Minas Gerais foi o estado com maior volume de aquisições. Em uma delas, feita em fevereiro deste ano, 95 mil granadas de diversos tipos e com cargas elevadas de lacrimogêneo e de pimenta foram encomendadas.

A corporação do Distrito Federal adquiriu, também em fevereiro, mais de 50 mil unidades de sprays lacrimogêneos (CS) pequenos (85 gramas) e grandes (450 gramas).

Policial ataca mulher com spray de pimenta na Praça XV, no Rio de Janeiro (Foto: Victor R. Caivano/AP)
PM do Rio usa spray de pimenta contra mulher em
protesto em 2013 (Foto: Victor R. Caivano/AP)

As polícias dos demais estados, principalmente a do Rio, preferem os sprays de pimenta, que não é comprado por São Paulo. Em abril deste ano, a PM do Rio pediu autorização para compra de 4.800 deles, a maioria de novos modelos que passaram a ser produzidos a partir dos distúrbios da Copa das Confederações.

As novas armas pretendem facilitar o uso manual pelos policiais, com versões em gel, spray, aerossol e espuma e com altas concentrações de pimenta para espirrar a médias e curtas distâncias.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, fez três pedidos totalizando 12.700 sprays de pimenta, tanto em gel quanto em espuma. A Senasp não informou se vai doar os equipamentos para as corporações estaduais.

Granadas de alta concentração
Os dados do Exército obtidos pelo G1 mostram que as polícias continuam comprando cartuchos de borracha de diversos modelos. Alguns deles têm apenas uma bala, que pode ser amarela ou preta, chamada de “precision”. Outros cartuchos têm múltiplos projéteis esféricos de elastômero dentro, que podem atingir maior velocidade e ferir várias pessoas ao mesmo tempo.

A Senasp comprou 96 mil do modelo de cartucho. A PM do Piauí comprou 14 mil, a do Distrito Federal adquiriu 28 mil e a de Minas Gerais pediu 35 mil. São as três corporações que mais compraram o tipo de munição.

Em relação aos gases, Bahia, Minas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Ceará fizeram compras de mais de mil cartuchos para serem usados em lançadores. A PM paulista usa as granadas com alta concentração de lacrimogêneo, que carregam três pastilhas de gás e que se distribuem sobre o solo. A munição gera um intenso volume de fumaça e dificulta a devolução contra a tropa.

Entre junho e dezembro de 2013, a PM de São Paulo comprou 14.875 granadas dos dois modelos com carga tríplice de lacrimogêneo. Elas foram adquiridas para uso nos últimos 11 meses por unidades de segurança da Bahia, de Mato Grosso, do Rio Grande do Sul, do Ceará, de Goiás, do Rio Grande do Norte, do Pará e de Minas Gerais – só a PM do estado comprou 10 mil unidades delas em abril  – além da Polícia Rodoviária Federal, no DF.

Algumas polícias também adquiriram recentemente a munição multi-impacto, que, além de gás lacrimogêneo ou pimenta, leva internamente múltiplas esferas de borracha, que se dispersam quando é atirada. As polícias de MG (mil unidades), Rio Grande do Norte (50), SP (120), Ceará (120), Pará (260), Rio de Janeiro (500) compraram o modelo dunidades desde as Confederações.

PM contém protesto com bomba e bala de borracha em Salvador (Foto: Arquivo Pessoal)
Jovem mostra ferimento de bala de borracha em
protesto na Bahia (Foto: Arquivo Pessoal)

Munição de tinta
As PMs do Rio de Janeiro, Distrito Federal e Maranhão pediram autorização para comprar munição de tinta não lavável (normalmente vermelha). A reportagem do G1 procurou as corporações para comentarem o uso de armas de tinta, multi-impacto e com múltiplas cargas de lacrimogêneo, mas não recebeu retorno.

Segundo o ex-comandante da PM paulista, a escolha de qual tipo de munição não letal usar depende das características, do treinamento de cada tropa e da situação.

“A grande variedade de intensidade nas cargas, dimensões e tipos ocorre porque cada um tem uma função específica, dependendo da ocasião. Vários condicionantes, como o vento, chuva, se o local é aberto ou fechado, a quantidade das pessoas e a disposição, a distância delas dos policiais, interferem na escolha de um ou de outro”, explica o coronel Camargo.

Tahiane Stochero

Lobão nega racionamento e diz que Brasil tem estoque ‘firme’ de energia

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nessa quarta-feira (9) que não há risco de um novo racionamento e que o país tem um “estoque firme” de energia (quanta energia pode ser gerada com os recursos atuais) para sustentar o consumo nos próximos meses.

Lobão falou à imprensa após participar de reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que discutiu a situação dos reservatórios das hidrelétricas do país – que se encontram no nível mais baixo em dez anos. Nas últimas semanas, vários integrantes do governo, entre eles a própria presidente Dilma Rousseff, negaram a possibilidade de racionamento de energia. Ela chegou a afirmar que a ideia é “ridícula”.

“Ficou a tranquilidade reiterada de que o país possui o estoque de energia firme, seguro e em condições de atender a todas as nossas necessidades”, disse Lobão. “O abastecimento em 2013 está garantido”.

Lobão voltou a negar que a reunião desta quarta tenha sido convocada com urgência, por conta da situação dos reservatórios do país. Ele afirmou ainda que o governo não vai adotar medidas adicionais para garantir a segurança no fornecimento de energia no país.

“As medidas de segurança estão em prática, são as de sempre e as que sempre deram certo”, disse o ministro.

Segundo Lobão, o estoque de energia no país hoje é de cerca de 121 mil megawatts (MW). Em 2001, na época em que foi decretado racionamento de energia, o estoque era de cerca de 70 mil MW.

arte nível reservatórios (Foto: Editoria de Arte/G1)

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, também presente à reunião, disse ainda que, no primeiro quadrimestre deste ano, serão agregados ao sistema mais 3.000 MW de termelétricas o que, segundo ele, contribui para a segurança energética. E, ao longo do ano, o país deve ganhar cerca de 8.500 MW de capacidade instalada de geração de energia nova.

De acordo com Chipp, se a previsão “favorável” de chuva e elevação dos reservatórios se concretizar, a expectativa é que as usinas térmicas comecem a ser desligadas a partir de abril.

Reservatórios
Mais cedo, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que os níveis dos principais reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e do Nordeste do país continuam em queda, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico, com as represas do sistema Sudeste/Centro-Oeste caindo dos 28,43% de segunda-feira (7) para 28,32% na terça-feira (8).

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste respondem por 70% da capacidade de produção de energia hidrelétrica no país. O baixo nível dessas represas aumentou nos últimos dias as preocupações quanto a um novo racionamento.

Lobão apontou ainda que o país já registra chuvas “por toda parte do Brasil”, o que não ocorreu neste mesmo período de 2001, e que “portanto nossos reservatórios, que estão com alguma dificuldade hoje, a tendência é melhorar daqui pra frente” afirmou.

Contas de luz
O ministro garantiu ainda que o corte de 20,2% nas contas de luz, que entra em vigor em 4 de fevereiro, está garantido, e que não há risco de desabastecimento da indústria por conta do uso do gás na geração de energia pelas usinas térmicas.

“Essa redução acontecerá, a partir do próximo mês, como está prevista”, afirmou.

Hermes Chipp, do ONS, no entanto, disse durante a entrevista que o uso da energia produzida pelas usinas termelétricas pode gerar aumento nas contas de luz, de até 3 pontos percentuais.

As termelétricas são ligadas em situações como queda acentuada nos reservatórios das principais usinas hidrelétricas, que é o que acontece neste momento. Essa medida é necessária para poupar água das represas e ajudá-las e voltar a níveis adequados. De acordo com Chipp, se a previsão “favorável” de chuva e elevação dos reservatórios se concretizar, a expectativa é que as usinas térmicas comecem a ser desligadas a partir de abril.

O problema é que a energia térmica é mais cara e o custo adicional é repassado aos consumidores por meio da conta de luz.

Assim, essa alta, se houver, chegará aos consumidores após a revisão anual das tarifas de energia elétrica, que começa a ser feita em fevereiro e segue ao longo do ano. O percentual de reajuste é calculado separadamente para cada distribuidora.

Segundo Chipp, porém, se neste ano a conta com a geração termelétrica for muito alta, o governo pode encontrar uma maneira de os consumidores não pagarem sozinhos.

“Existem opções de rateio diferentes da atual, que estão sendo estudadas pela Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica]”, disse. Ele não deu detalhes de como esse rateio pode ser feito.

Como é feita a conta
A cobrança pelo uso das termelétricas é feita na tarifa por meio dos Encargos de Serviços do Sistema (ESS), que cobrem os custos com a manutenção da confiabilidade e da estabilidade do sistema elétrico. O valor adicional com a ligação das térmicas é dividido entre todos os consumidores e quem faz a conta é a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Essa conta acontece em duas etapas. Todos os anos, quando a Aneel calcula o reajuste das 63 distribuidoras de energia elétrica do país, inclui no cálculo estimativas de despesas que essas concessionárias vão ter nos próximos 12 meses com algumas ações, entre elas o pagamento da energia gerada pelas térmicas.

Na etapa seguinte, a agência verifica se esse gasto foi maior ou menor que o previsto no ano anterior. Se foi menor, a distribuidora teve adiantamento de receita e precisa compensar os consumidores, por meio de desconto nas tarifas. Se as despesas da concessionária foram superiores ao estimado, ela é que é ressarcida pelos consumidores.

Portanto, a partir de fevereiro, quando a Aneel começa a calcular os reajustes das distribuidoras, o gasto adicional do sistema com as termelétricas nos últimos meses, estimado em cerca de R$ 700 milhões ao mês, vai ser levado em consideração na hora de determinar o reajuste da conta de luz.

G1

Baixo estoque de sangue em hemocentros do Brasil adia cirurgias

É gravíssima a situação nos estoques dos bancos de sangue de todo o país. Cirurgias estão sendo adiadas.

Sala de espera: vazia. Poltronas: vazias. Estoque de sangue: quase.

“Olha o que temos em estoque de sangue, o Rh negativo: três unidades. Isso para um paciente pode não ser suficiente”, alerta Dante Langhi, coordenador do Hemocentro da Santa Casa.

Na Santa Casa de São Paulo, o estoque de sangue está com 30% da capacidade.

“Faz muito tempo que eu não vejo uma situação tão dramática como essa”, revela Dante.

A média é de 70 doadores de sangue por dia. Normalmente, são 200. Eles também andam sumidos de outros hemocentros. O frio, tradicionalmente, provoca isso.

“Estamos também na época da vacina da gripe, que também tem um período para essas pessoas poderem vir doar sangue, e estamos próximo agora da época de férias, a partir de junho, então isso nos preocupa bastante”, explica Rivânia Andrade, coordenadora do Banco de Sangue do Hospital AC Camargo.

Em Belo Horizonte, o número de doadores diminuiu 17% esta semana. Em Curitiba, 30%. No Rio de Janeiro, o movimento caiu quase pela metade.

A baixa nos estoques chega a comprometer o atendimento nos hospitais. Algumas cirurgias que já tinham sido agendadas estão até sendo remarcadas para que não falte sangue nos casos de emergência.

O hospital avisou a professora Anna Maria Trapp: a delicada operação para retirada de um tumor teria que ficar para depois.

“A frustração é muito grande, porque você sabe que necessita da cirurgia para poder continuar viva”, lamenta a professora.

Ela descobriu que talvez falte mobilização. Mas solidariedade, não. A família divulgou o problema na internet. Apareceram 50 doadores. Anna fez a operação no dia seguinte.

“Eu agradeço todos os dias a essas pessoas que vieram aqui salvar minha vida”, diz.

Jornal Nacional

Hemocentro de Campina faz apelo para normalizar estoque de sangue

O Hemocentro Regional de Campina Grande está fazendo um apelo para que a população ajude a salvar vidas doando sangue. O objetivo é manter o estoque estabilizado para que a demanda seja atendida de modo satisfatório. As doações podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e aos sábados, das 7h às 12h, na sede do órgão, localizada à Rua Eutécia Vital Ribeiro s/n, bairro do Catolé.

Para doar sangue, os interessados devem apresentar documento oficial com foto, estar bem de saúde, ter entre 18 e 65 anos, pesar acima de 50 kg, não ter ingerido bebida alcoólica no dia anterior e não ter tido hepatite após os 10 anos.

O doador também pode fazer o cadastro para doação de medula óssea. O interessado precisa estar com documento oficial com foto e preencher um formulário com dados pessoais. Serão colhidos 5 ml de sangue para identificar suas características genéticas, só então os dados pessoais serão incluídos no Registro Nacional de Doador Voluntário de Medula Óssea (Redome). Caso o doador seja compatível com algum paciente, serão realizados outros exames e o Hemocentro entrará em contato para confirmar a doação.

Redação iParaiba com Secom