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Os limites do filme pornô como estímulo para o sexo

Gemidos incontidos e orgasmos garantidos, posições dignas de acrobatas, ereções que duram horas… Pois é, nem tudo o que é mostrado nos filmes pornô tem relação com o sexo da vida real, com todas as suas delícias e dificuldades naturais – e características.

Mesmo assim, apesar da plasticidade e impessoalidade de alguns títulos, os filmes podem funcionar como um estímulo saudável à vida sexual do casal.

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Assistir a pornôs é um hábito saudável que pode ser adotado pelo casal, mas com alguns limites para não prejudicar a performance sexual

 

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Em primeiro lugar, vale lembrar que nenhuma experiência com o pornô substitui uma relação sexual de verdade.

“Esse tipo de filme faz parte da fantasia do indivíduo, mas como qualquer outro acessório, deve ser utilizado como um brinquedo, para apimentar a relação, e não se tornar uma obrigação”, pontua o terapeuta sexual João Borzino.

Essa substituição, aliás, tem se tornado uma constante nas relações, o que pode desencadear e camuflar uma série de problemas de relacionamento.

“Isso tem aumentado muito, principalmente em relacionamentos estáveis, em que o desejo sexual está abalado. Então, em vez de o casal resolver o problema, buscando se reaproximar, eles se refugiam no pornô e ficam cada vez mais distantes de retomar a vida sexual e a intimidade”, explica a psicóloga e sexóloga Ana Canosa.

É proibido proibir

Se um dos lados do casal tiver o pé atrás com essa questão do pornô, o mal-estar de descobrir que o parceiro consome esse tipo de fantasia pode ser ainda maior. Por isso, tudo deve ser discutido com transparência e sinceridade na relação, buscando eliminar qualquer mal-entendido.

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Transparência e diálogo devem ser constantes na relação, para que o pornô não se transforme em um mal estar

“Maturidade emocional é fundamental para que o os dois entendam que o pornô não configura uma traição, de nenhuma maneira. É apenas uma válvula de escape que pode ser muito saudável. O erro está justamente no contrário, quando o homem ou a mulher tenta proibir o outro, pela própria insegurança”, afirma João Borzino.

É natural e compreensível que as mulheres não se sintam completamente confortáveis – ou até excitadas – ao assistir a um pornô tradicional. Isso porque boa parte deles é produzido para os homens, retratando situações que para eles são mais eróticas do que para elas, como dupla penetração e sexo anal, entre outras posições.

“Os filmes tradicionais têm situações irreais, como mostrar o sexo anal como se fosse a coisa mais simples e fácil do mundo. É importante que o casal entenda as diferenças do pornô e do sexo real, até para que eles não se cobrem tanto, como exigir do parceiro posições malucas e ereção prolongada, por exemplo. Deve existir o cuidado para não fantasiar demais, senão vira algo desagradável”, observa Ana Canosa.

Uma saída que pode ser aproveitada por ambos são os pornôs alternativos, ou seja, fora do circuito tradicional em que o público-alvo é sempre do sexo masculino. Já existem produtoras especializadas, comandadas por mulheres, em que as tramas dos filmes têm um pouco mais de complexidade e ilustram melhor o sexo real.

Hábito e vício

Como tudo na vida, o pornô é saudável na medida em que é consumido com moderação pelo casal, não quando se transforma em um estímulo obrigatório para a relação sexual.

“Como ele se torna algo habitual, pode acontecer de o casal não conseguir mais ter o estímulo por conta própria, aí você perde uma conexão de intimidade. Saber dosar é fundamental”, afirma Ana Canosa.

O especialista João Borzino também alerta para a possibilidade do hábito se transformar em uma compulsão sexual, com raiz em problemas de baixa autoestima e insegurança.

“As pessoas buscam um padrão, em vez de descobrirem do que elas realmente gostam. O pornô é apenas uma das frentes que padroniza o comportamento sexual. O problema é que a nossa sociedade ainda não tem uma educação sexual satisfatória para lidar com essas questões”, opina João Borzino.

Por mais que o pornô tenha um estímulo visual mais intenso, algumas vezes, o sexo na vida real é insuperável, principalmente quando feito com tesão, cumplicidade e muitas outras vantagens sensoriais. Vale a pena saber quando desligar a TV.

 

iG

Estudo: mulher pode chegar ao orgasmo sem estímulo no clitóris

Durante décadas o clitóris foi conhecido como a única chave para a satisfação sexual da mulher. A crença fez com que os homens passassem horas a explorar o popularmente conhecido como botão do orgasmo. Porém, pesquisadores descobriram que elas podem chegar ao clímax apenas com relações sexuais e que é um orgasmo totalmente diferente do atingido pela estimulação do clitóris. As informações são do Daily Mail.

Os cientistas descobriram que o orgasmo vaginal e do clitóris são, na verdade, fenômenos completamente separados e ativam áreas diferentes do cérebro. Eles também concluíram que a mulher pode chegar ao orgasmo através de estímulos em uma série de zonas erógenas do corpo.

A capacidade de alcançar o clímax pela estimulação vaginal pode estar ligada à saúde física e mental. Mulheres saudáveis ​​têm mais chances de ter um orgasmo sem estímulos no clitóris.

A parede frontal da vagina está intimamente ligada com as partes internas do clitóris, o que significa que estimular a vagina sem ativar o clitóris deve ser impossível. A pesquisa concluiu que existem vários tipos de orgasmos femininos.

O ápice do prazer sexual da mulher acontece no cérebro que transmite sensações no corpo. O pesquisador Beverley Whipple, da Universidade Rutgers, disse ainda que existem evidências de que algumas mulheres podem chegar ao pico sexual apenas com o pensamento, sem qualquer estímulo físico.

Terra