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Casos de AIDS crescem na população idosa; estimulantes sexuais são os vilões desse aumento

Foto: Getty Images
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Os casos de AIDS estão crescendo na população idosa.  De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES),  no período de 2008 a 2014 foram registrados  231 casos em homens e 118 em mulheres.  A faixa etária mais atingida é de 50 a 59 anos para ambos os sexos.

A Gerente operacional de DST/AIDS  e Hepatites Virais da SES, Ivoneide Lucena Pereira explica que esse aumento está relacionado com o advento dos medicamentos estimulantes sexuais. “ Como  essas pessoas  não tem a cultura do uso da camisinha em todas  as relações sexuais essa população vem se tornando uma população muito vulnerável levando em conta ainda que muitos trabalhadores de saúde  não solicitam os testes anti- HIV para essa população, uma vez que não fazem nenhuma relação de que essa população idosa tenha relações sexuais, sendo esse um grande erro, pois os dados nos apresenta outra realidade”, comentou.

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Ela explica que as DSTs não são doenças de notificação compulsória, somente a sífilis adquirida, a sífilis em gestantes e a sífilis congênita. As outras DSTs são tratadas de acordo com os sintomas e na atenção básica.

Esse ano de 2014 foram registrados 206  casos de AIDS sendo 152 casos em pessoas do sexo masculino e 54 casos em pessoas do sexo feminino.

Os locais de atendimento para AIDS/HIV são o Hospital Clementino Fraga e o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HU), em João Pessoa, o Hospital Universitário Alcides Carneiro e o Serviço de Atendimento Especializado (SAE), em Campina Grande, os SAE Municipais de Santa Rita, Cabedelo e Patos, além da 9ª Gerência Regional de Saúde, em Cajazeiras.

Ela lembrou que no decorrer dos anos  aconteceram muitos avanços, principalmente com relação ao diagnóstico por meio do teste rápido que é feito  gratuitamente nos serviços de saúde de  referência e o resultado pode sair em vinte minutos.

Com relação ao tratamento, Ivoneide Lucena explica que (independente da carga viral e das células de Defesa)  o mesmo  já inicia após o diagnóstico com uso anti-retrovirais. O tratamento é gratuito e acompanhado pelo infectologista de acordo com a necessidade de cada indivíduo acometido. “O tratamento, assim como o diagnóstico  são realizados na rede Pública de Saúde”, destacou.

A gerente disse ainda que no decorrer desses anos as medicações sofreram mudanças e  aprimoramentos, de forma a ser menos  agressiva, reduzindo as dosagens, desconforto e stress desses pacientes.

“Sabe-se que AIDS não mata, o que mata são as doenças oportunistas, associada quase sempre com o abandono do tratamento. Inclusive, se o paciente segue corretamente as orientações do profissional médico, infectologista e tomar corretamente a medicação,vive, tranquilamente sem grandes intercorrências, já do contrário,  tem sérios problemas, ocasionando em um  maior número de internações e óbitos nos serviços de referências.

Estima-se que é ainda maior o número de pessoas acometidas pelo Vírus  e/ou doença, porém são subnotificados, isso significa dizer que muitos  não tem o seu diagnóstico ou  têm e não querem tratar,  já que  não podemos obrigar a realizar o teste  e muito menos  aderir ao  tratamento. HIV/AIDS, está presente em todo o Estado da Paraíba, independente da Classe Social.

Medicação –

AZT chegou em 1986, primeira droga com alguma eficácia no tratamento da Aids. Depois surgiram o DDI e a Estavudina, todas prescritas isoladamente, mas com impacto discreto sobre a doença. O AZT é fabricado no Brasil desde 1993. Existe 3 apresentações : Cápsulas 100mg, Solução Oral e Injetável.  Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente o coquetel anti aids para todos que necessitam do tratamento.

Atualmente existem 22 tipos de Antirretrovirais com 40 apresentações, divididos em 6 classes. Para combater o HIV é preciso utilizar 3 ARVs combinados, sendo 2 medicamentos de classes diferentes, que poderão ser combinados em um só comprimido.

Entre as novidades está  O Tenofovir ( TDF ) 300mg + Lamivudina ( 3TC) 300mg em um único comprimido, o chamado 2 em 1. Já disponível na Paraíba. Aproximadamente 75 mil   pacientes no Brasil fazem uso do tenofovir( 01 comprimido ao dia) e Lamivudina ( 02 comprimidos ao dia ). No início de 2015 será disponibilizado o 3 em 1 ( Tenofovir + Lamivudina + Efavirenz ).

Paulo Cosme

Cresce o número de jovens que recorrem a estimulantes sexuais, mesmo sem precisar

Um levantamento feito com homens entre 25 e 35 anos atendidos pelo Centro de Referência em Saúde do Homem da capital paulista revelou que 20% dos pacientes utilizaram medicamentos para disfunção erétil sem prescrição médica. Foram consultados 300 homens durante o período de um mês.

“São jovens que acham que tomando a medicação vão virar super-homens, vão ter um aumento da potência. Mas, na verdade, não tem nada disso”, disse Cláudio Murta, coordenador da Urologia do centro.

Murta explicou que o uso dos estimulantes sem necessidade não faz diferença no desempenho sexual. “A medicação funciona apenas para quem tem problema. Para quem não tem, praticamente não faz efeito”, informou.

De acordo com o médico, além de não trazer benefícios, a utilização inadequada de estimulantes pode ocasionar efeitos colaterais como dor de cabeça, nariz entupido, rosto vermelho, diarreia, náusea, vômito e, em casos mais raros, pode provocar cegueira. “Para quem tem problemas cardíacos, pode levar até a morte”, alertou.

Outro problema provocado pelo uso dos estimulantes é o risco de dependência psicológica. “O paciente acaba achando que só vai conseguir ter relação [sexual] se tomar a medicação, quando, na verdade, não é nada disso. Ele pode ter a relação [sexual] independentemente do remédio”, explicou. Segundo o médico, os pacientes nessa situação passam a achar que precisam da medicação para conseguir a ereção, mesmo que o remédio não seja, de fato, necessário. “O paciente acaba sofrendo muito depois”, disse

O médico alerta que o uso indiscriminado dos estimulantes tem aumentado. “Há bastante tempo, desde que foi lançado o Viagra, a gente sabe que existe este tipo de uso. Agora, com a quebra da patente do Viagra, a tendência é [o problema] aumentar, porque o preço caiu. Então, há um certo receio de que a coisa fique até pior”, disse.

Os estimulantes sexuais, destacou o médico, devem ser usados apenas por pacientes com problemas reais de ereção. “Nós prescrevemos o remédio para quem tem alguma doença orgânica que leva à disfunção erétil como pressão alta e diabetes”.

Normalmente, a idade comum dos usuários que utilizam a medicação é acima de 60 anos. “Eventualmente, tem pacientes jovens para quem a gente prescreve, são os que têm problemas psicológicos. A gente acaba usando como uma terapia de apoio, enquanto ele faz a psicoterapia e trata o problema psicológico dele”.

Agência Brasil