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Número de devedores fica estável em novembro, mas volume de dívidas cai

O número de devedores no Brasil ficou estável em novembro em relação a outubro, com uma variação de 0,15%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alteração foi maior, de 0,23%. Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

No total, são 59,9 milhões de pessoas com contas em atraso ou nomes negativados, aqueles incluídos em cadastros de devedores. Esse número representa 39,5% da população com idades entre 18 e 95 anos.

A inadimplência é maior entre brasileiros de 30 a 39 anos. Em novembro, 49% das pessoas nesse grupo estavam nessa condição. Na comparação por faixas etárias, em seguida vêm as de 40 a 49 (47%), 25 a 29 (46%), 65 a 84 anos (31%) e 18 a 24 anos (21%).

Entre as regiões, a Norte apresenta maior taxa de devedores, com 46% dos cidadãos residentes nos estados nessa condição. A segunda região com maior índice de pessoas inadimplentes é a Centro-Oeste (44%), seguida pela Nordeste (42%) e Sudeste e Sul (37%).

Volume de dívidas

Apesar da estabilidade, o volume de dívidas – ou seja, a soma dos valores de todos os empréstimos contraídos por pessoas de 18 a 95 anos analisados pelo SPC – em novembro apresentou queda de 3,79% em relação ao ano passado e de 0,14% em comparação com outubro.

No comércio, a redução foi mais acentuada: 6,44%. Já nos bancos (2,55%) e no setor de água e luz (1,43%) o índice foi abaixo da média. O único segmento em que houve ampliação do volume de dívidas foi o de comunicação (4%).

Recuperação lenta

Na avaliação do SPC, no último ano houve um processo de diminuição da tomada de empréstimos a partir da crise, com os consumidores evitando fazer uso desse recurso e as instituições concedentes (como bancos e financeiras) aumentando o custo e as garantias.

Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC, como há diversos casos em que uma pessoa contrai mais de uma dívida, com os sinais pequenos de recuperação da economia parte delas está conseguindo pagar uma ou outra dívida, o que gera a redução do volume mas não consegue sair da condição de inadimplência.

“A gente deve ver uma melhora nesse número uma vez que tenha recuperação mais sólida na economia, mas a melhora ainda é muito pequena. A absorção de 13 milhões de desempregados pelo mercado demora bastante. Mas mesmo que o emprego tivesse melhorado, a recuperação lenta existe porque a gente vai ter uma primeira rodada de contratações com o salário menor. Com a geração de postos informais, essa modalidade não tem todos os benefícios e isso faz com que haja uma demora na redução da inadimplência”, explicou a economista do SPC.

Juros reais

Segundo Sonia Amaro, advogada do Instituto Proteste – associação de defesa do consumidor que acompanha os índices de inadimplência e faz campanhas sobre o tema -, um dos problemas que encarece o crédito e mantém muitas pessoas com nome negativado é o nível alto de juros reais no cartão de crédito e em outras modalidades, como o cheque especial.

“Existe uma taxa de juros praticada altíssima, se comparada com outros países. Isso é resultado da política monetária. Embora a taxa Selic [definida pelo Banco Central e que serve de referência para outras taxas] tenha caído, na prática os juros reais são tão altos que o impacto não é tão significativo”, explicou a advogada.

Em novembro de 2016, o instituto divulgou estudo que aponta o Brasil com os maiores índices no cartão de crédito entre uma amostra de países latino-americanos. Em setembro daquele ano, os juros médios ao ano estavam em 436%, contra 43,7% no Peru, 43% na Argentina e 30% na Colômbia. Em outubro deste ano, o índice ficou em 397% no cartão e em 317% no cheque especial.

“O governo, no início desse ano, alterou as regras do rotativo do cartão, mas na prática ela ainda continua sendo muito prejudicial para o consumidor. Se a pessoa entrar nesse no rotativo pega uma dívida que não vai conseguir sair”, alertou Amaro.

Agência Brasil 

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Percentual de cheques devolvidos se mantém estável em fevereiro

chequeEm fevereiro deste ano, o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos se mostrou estável pela segunda vez diante do percentual de devoluções de cheques por insuficiência de fundos e em relação ao total de cheques compensados, com taxa de 2,12%.

De acordo com a Serasa Experian , no mês passado 147.561 cheques foram devolvidos e 35.308.156 compensados. Em relação a janeiro, houve a devolução de 917.049 cheques sem fundos ante a compensação de 43.339.051. Em fevereiro de 2016, a devolução de cheques foi 2,27% maior do que o total de compensados.

Para economistas da entidade, a queda da inflação e das taxas de juros tem contribuído de maneira significativa para a estabilização dos indicadores de inadimplência no curto prazo. Já os níveis de inadimplência com cheques do ano passado se mostraram menores em 2017, tendência que deve perdurar nos próximos meses com a recuperação da economia.

Estados e regiões

Entre as regiões brasileiras, o Norte deteve o maior resultado em relação à devolução de cheques, com 4,44%.  Se comparado ao percentual de 4,54% registrado em janeiro, o resultado apresentou queda. Em contrapartida, o Sudeste foi a região com a menor taxa de cheques devolvidos, com 1,77%.

Já entre os estados, o Amapá segue na liderança do ranking de cheques sem fundos, com 22,04%, enquanto Santa Catarina apresentou o menor percentual, com 1,64%. Em São Paulo, a devolução de cheques em fevereiro foi de 1,66% do total de compensados, menor que a devolução de janeiro, com 1,78%.

Em Minas Gerais, a devolução foi de 1,92% do total de cheques compensados, maior do que 1,83% obtido em janeiro. Já no Rio de Janeiro, os cheques devolvidos diminuíram, com taxa de 1,85%, ante a 2,63% do mês anterior.

Metodologia

É importante lembrar que o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos é baseado no levantamento mensal que abrange a quantidade de cheques devolvidos por insuficiência de fundos em relação ao total de cheques compensados. Com isso, apenas a segunda devolução é considerada por insuficiência de fundos.

 

iG

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Inadimplência no mercado de crédito fica estável em setembro

inadimplenciaA inadimplência média das operações de crédito no sistema financeiro ficou estável em 3,7% em setembro, mostrou o Banco Central (BC) nesta quarta-feira. Nas operações com pessoas físicas, o índice de calote subiu de 4,1% para 4,2% de agosto para setembro. Já no crédito a pessoas jurídicas, a inadimplência ficou estável em 3,3%.

Considerando as operações de pessoas físicas com recursos livres, a taxa de calote ficou estável em 6,2%, enquanto as empresas mantiveram nível de inadimplência de 5,5%. Assim, a inadimplência total com recursos livres ficou estável em 5,9%.

No crédito direcionado, a inadimplência total subiu de 1,5% para 1,6%. A inadimplência das pessoas físicas ficou em 2%, após marcar 1,8% em agosto, e das empresas permaneceu em 1,3%.

Os empréstimos com recursos livres são aqueles cujas taxas são definidas livremente entre os bancos e os tomadores em cada operação. Incluem, por exemplo, cheque especial, cartão de crédito e financiamento de veículos.

O crédito direcionado é composto por operações cujos juros ou cuja fonte de recursos são definidos pelo governo, como o financiamento habitacional e o crédito rural, por exemplo.

Juro

A taxa de juro média cobrada nas operações de crédito como um todo registrou alta de 0,1 ponto percentual em setembro, saindo de 32,9% ao ano em agosto para 33% um mês depois. Em 12 meses, o custo médio do dinheiro aumentou 3,7 pontos percentuais.

Em setembro, a baixa dos juros ficou concentrada no segmento de pessoas jurídicas, com recuo de 0,6 ponto porcentual, para 21,4% ao ano. No caso das famílias, as taxas avançaram 0,7 ponto porcentual, para 42,5% ao ano.

Concessões de crédito

O sistema financeiro concedeu em setembro 2,1% a menos em novos empréstimos e financiamentos em comparação a um mês antes, apontou o Banco Central (BC). O número leva em conta as concessões totais em cada mês. Considerando a média por dia útil, houve aumento de 7,2%, na comparação com agosto.

Houve alta nas concessões para empresas e redução nas operações com famílias. Na comparação dos volumes acumulados em cada mês, as concessões para clientes corporativos aumentaram 5%, somando R$ 122,6 bilhões em setembro.

Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 152,5 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, 7,2% abaixo do que tinha concedido em agosto.

Sob o ponto de vista do tipo de recurso usado pelas instituições para fornecer o crédito, a concessão com recursos livres caiu 1,5% e com recursos direcionados recuou 7% no mês passado.

As concessões no crédito direcionado caíram 17,1% nas operações com pessoas físicas, enquanto foi registrada uma alta de 3,6% nas operações com empresas.

Quando são consideradas as concessões no crédito livre, o volume subiu 5,2% nas operações com empresas e diminuiu 6,2% nas operações com as famílias.

Estoque

O estoque total de crédito do país recuou 0,2% em setembro, para R$ 3,110 trilhões. Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pelo BC para 12 meses, o estoque de operações saiu de 51,2% em agosto para 50,8% um mês depois. Em 12 meses, o recuo do estoque de crédito está em 1,7%.

O saldo total do crédito livre caiu 0,2% em setembro sobre o mês anterior, totalizando R$ 1,547 trilhão. O crédito direcionado diminuiu 0,2% no período, para R$ 1,563 trilhão.

No crédito às famílias, o saldo total aumentou 0,1% entre agosto e setembro, chegando a R$ 1,541 trilhão. Para as empresas, a retração foi de 0,4%, com o montante somando R$ 1,569 trilhão.

Valor Econômico

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Após cirurgia, quadro de Luciano Agra é estável, porém grave

agraDepois de passar por um processo cirúrgico de drenagem, o estado de saúde do ex-prefeito de João Pessoa Luciano Agra é estável, porém grave. A cirurgia durou cerca de duas horas e meia e terminou por volta das 18h (horário local) desta quarta-feira (3). Ele segue internado na Unidade de Terapia Intendiva (UTI) do Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa.

Com a cirurgia, a pressão intracraniana de Agra foi estabilizada. No entanto, ele teve que ser sedado e deve ficar em coma induzido por pelo menos 48 horas. O neurocirurgião Ronald Farias comandou a equipe médica responsável pelo procedimento cirúrgico.

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Luciano Agra (PEN) foi internado em estado grave após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Em entrevista à TV Cabo Branco, o vice-prefeito Nonato Bandeira (PPS), que acompanhou o caso desde o início, informou que Agra passou mal em casa e foi levado ao hospital por familiares. Ele deu entrada na unidade por volta das 14h30 (horário local).

Pelas redes sociais, amigos do político estão compartilhando um pedido de doação de sangue tipo B negativo para Agra. Para que o sangue chegue até o ex-prefeito, o doador deve informar o nome dele – José Luciano Agra de Oliveira – em qualquer hemocentro ou hemonúcleo da Paraíba.

 

G1 PB

Projeto de Lei pretende impedir reconhecimento da união estável homoafetiva

Casadas desde 2011, Leila e Carla estão prestes a realizar o sonho de ter um filho com a adoção em definitivo de Giovana.
Casadas desde 2011, Leila e Carla estão prestes a realizar o sonho de ter um filho com a adoção em definitivo de Giovana.

Relator da proposta de criação do Estatuto da Família na Câmara sugere que núcleo seja formado por homem e mulher e que crianças só possam ser adotadas por casais heterossexuais. Projeto levanta polêmica e movimenta as redes sociais.

“Tem situações homossexuais que não têm que ser, como o casamento na igreja. Cada coisa no seu devido lugar”, pondera Leila Jordão de Sousa. O lugar da analista de 34 anos, desde 2011, é ao lado de Carla Toledo, 32, com quem é casada. Juntas, elas estão prestes a obter a adoção em definitivo da pequena Giovana, 2 anos. “A gente quis oficializar (a união). Tínhamos a meta de ter um filho, de alguma forma, e não vimos como ser uma família sem oficializar. A união estável dá direitos, mas a gente não se prende a isso. Se tivermos de reivindicar algo, no futuro, não tem o que questionar, estamos respaldadas”, acredita.

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A história de Leila, Carla e Giovana não seria possível, em um futuro hipotético, caso já estivesse em vigor o Estatuto da Família (PL 6.583/13). O projeto promete ser a próxima polêmica entre a bancada de deputados ligada aos evangélicos e a de direitos humanos. O estatuto restringe a definição de família ao núcleo formado a partir da união entre um homem e uma mulher ou por um dos pais e os filhos. Dito de outra forma, a matéria pretende impedir a legalização do casamento entre homoafetivos, garantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2011. O parecer do projeto deve ser apresentado hoje na comissão especial criada para analisá-lo na Câmara.

O relator do projeto Ronaldo Fonseca (Pros-DF) incluirá no texto a proibição de adoção por casais de mesmo sexo — o que tende a apimentar as discussões. “A adoção da criança não é para satisfazer o desejo do adotante, mas para protegê-la. O que prevalece é o direito da criança, não o do adotante”, justifica o pastor. “Só quero que eles expliquem de onde nasceram as crianças que estão apodrecendo abandonadas e muitas vezes maus tratadas nos orfanatos deste país”, provoca Jean Wyllys (Psol-RJ), principal nome do movimento LGBT no Congresso. “Existe uma fila de mais de 30 mil casais hetero esperando para adoção”, rebate o relator.

Para Wyllys, o projeto é anacrônico. “Em vez de incorporar as últimas decisões do Judiciário, o estatuto nasce equivocado. Ele vem na contramão de um movimento que alcançou o reconhecimento da união estável homoafetiva como entidade familiar.” “Eles brigaram no judiciário porque queriam apenas duas coisas: o direito à previdência, à pensão, e o de adotar crianças para satisfazer o ego deles”, ironiza Fonseca.

Correio Braziliense

Boletim indica Schumacher ainda em coma induzido e em estado crítico e estável

DIVULGAÇÃO/FERRARI
DIVULGAÇÃO/FERRARI

O Hospital de Grenoble, onde Michael Schumacher está internado há oito dias, divulgou um novo boletim médico sobre o caso do alemão. Segundo a equipe que trata o heptacampeão mundial de Fórmula 1, em coma induzido desde o último domingo, ele segue em estado crítico e estável.

“O estado clínico de Michael Schumacher é estável e constantemente monitorado pelos médicos que o tratam. No entanto, a equipe médica responsável ressalta que não parará de considerar sua condição como crítica”, diz a nota emitida pelo Hospital de Grenoble.

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O documento afirma ainda que não há previsões para entrevistas coletivas e pede que apenas as informações oficiais liberadas pelo hospital ou pela empresária do alemão sejam levadas em consideração.

Schumacher sofreu um acidente no último domingo, enquanto esquiava na Estação de Méribel, na França. Ele bateu a cabeça contra uma rocha, foi atendido consciente no local e depois levado de helicóptero ao Hospital de Grenoble, onde está, desde então, em coma induzido. Até agora, ele já passou por duas cirurgias, que visam a aliviar a pressão intracraniana.

Durante o período de internação, o maior campeão da história da Fórmula 1 completou 45 anos de idade. Do lado de fora do Hospital de Grenoble, fãs do piloto e da Ferrari fazem vigília por sua recuperação.

Schumacher teria sofrido o acidente quando saiu da pista de esqui para ajudar uma criança, filha de um amigo. Ele também estava na companhia de seu filho de 14 anos, já interrogado pela polícia. A câmera de vídeo acoplada ao capacete do heptacampeão da F-1 também foi entregue às autoridades.

 

iG

Segunda Câmara Cível reconhece união estável entre pessoas do mesmo sexo e nega provimento a recurso

As provas colacionadas nos autos atestam para a existência de união estável homoafetiva. Sendo assim, a sentença proferida pelo Juízo da 1ª Vara de Família da Capital deve ser mantida, legitimando a destinação do patrimônio mencionado na inicial à autora. Esse foi o.entendimento da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraiba, ao negar provimento à Apelação Cível inteposta por familiares de Maria Margareth e Silva, contra decisão judicial que reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo. O voto da relatora, desembargador Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti, foi acompanhado, à unanimidade, pelos demais membros do colegiado.

Segundo consta no processo, familiares da falecida Maria Margareth e Silva interpuseram recurso contra a decisão de primeiro grau, na Ação Declaratória de Reconhecimento e Dissolução de União Estável, combinada com Partilha de Bens, alegando a inexistência de união estável entre a falecida e a autora, apontando ausência do requisito da coabitação. Ao mesmo tempo, afirmaram que as “cartas de amor” juntadas aos autos são apócrifas, assim como as fotografias. Atestam que as provas não são suficientes para demonstrar a união homoafetiva, tendo em vista que as duas também eram sócias de uma empresa, tratando-se de um simples relacionamento de amizade.

Em seu voto, a desembargadora explicou que o reconhecimento da união estável, diversamente do casamento que se confirma com a respectiva certidão, depende de prova plena e convincente que demonstre, com segurança, a semelhança perante a tudo e todos, ao casamento. “Todos os elementos de prova indicam que o casal mantinha uma convivência pública, hamoniosa e com propósito de formação de um patrimônio em comum”, analisou a relatora, contradizendo a versão apontada pela autora.

Outro ponto a ser observado, e que deve ser examinado, segundo a relatora, são os sinais externos, isto é, a projeção do relacionamento no contexto social em que está inserido, bem como os requisitos objetivos, quais sejam, relacionamento público, contínuo e duradouro. Ao final, com base nos autos, entendeu que “Deve ser mantida incólume a sentença de 1º grau para que seja reconhecida a união estável, determinada a sua dissolução, e por fim, a partilha dos bens do casal, nos moldes determinados na decisão proferida pelo Juízo a quo”, enfatizou a magistrada ao negar provimento ao recurso.

TJPB/Gecom/Gsousa

União estável entre três pessoas é oficializada em cartório de Tupã, SP

Um homem e duas mulheres, que já viviam juntos na mesma casa há três anos em Tupã, SP, resolveram regularizar a situação. Eles procuraram o Cartório de Registro Civil e fizeram uma escritura pública de União Poliafetiva. A identidade do trio não foi divulgada pelo cartório.

De acordo com a tabelião que fez o registro, Cláudia do Nascimento Domingues, a escritura foi feita há três meses, mas, somente na quarta-feira (22) foi publicada no Diário Oficial. “A declaração é uma forma de garantir os direitos de família entre eles. Como eles não são casados, mas, vivem juntos, portanto, existe uma união estável, onde são estabelecidas regras para estrutura familiar”, destaca.

O presidente da Ordem dos Advogados de Marília, Tayon Berlanga, explicou que o documento funciona como uma sociedade patrimonial.

“Ele dá direito ao trio no que diz respeito à divisão de bens em caso de separação e morte. No entanto, não garante os mesmo direitos que uma família tem de, por exemplo, receber pensão por morte ou conseguir um financiamento no banco, para a compra da casa própria por exemplo, ser dependente em planos de saúde e desconto de dependente na declaração do imposto de renda”, completa.

 caririnoticias

Cinquenta casais homossexuais têm união estável reconhecida no Rio

Pelo segundo ano, casais de todo o estado do Rio de Janeiro se reuniram para celebrar o reconhecimento da união estável homoafetiva no auditório do Tribunal de Justiça do Rio, no Centro da cidade. A cerimônia, realizada neste domingo (1), é a primeira que acontece num tribunal, e contou com 50 casais, segundo os organizadores.

Antes do evento, os casais puderam se maquiar para as fotografias. A desembargadora Cristina Gáulia conduziu a cerimônia, que contou com a presença de parentes e amigos dos casais, além de representantes do movimento LGBT. Ao todo, cerca de 350 pessoas estiveram no TJ-RJ, nesta tarde.

Em maio do ano passado, as uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo foram reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, 43 casais celebraram o reconhecimento da união durante um evento no auditório do Rio Sem Homofobia.

Durante o evento, integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recolheram assinatura para o projeto “Estatuto da Diversidade”, que visa a lutar pela igualdade de direitos. A ideia é recolher 1,4 milhão de assinaturas.

O coordenador do programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, disse que, a partir deste domingo, os interessados em converter a união em casamento poderão recorrer à Justiça. Segundo Nascimento, 40 casais presentes à cerimônia já se mostraram favoráveis à conversão.

União estavel de gays (Foto: Christiano Ferreira/G1)Luiz Cláudio e Felipe estão unidos há mais de seis
anos (Foto: Christiano Ferreira/G1)

Família demorou, mas aceitou
Felipe Ferreira foi ao TJ-Rio oficializar sua união com Luiz Cláudio de Brito, que conheceu no trabalho. Eles contaram que a família acabou aceitando relação dos dois, que já dura mais de seis anos. Entretanto, Felipe contou que o pai só soube da união cinco anos depois do início do relacionamento. “Ele até sabia que eu vivia com um amigo, mas não sabia da relação”, disse.

“No começo foi meio conturbado, mas depois, com a nossa independência, nossa família começou a olhar com outros olhos”, relembrou Luiz Cláudio.

Atualmente, os dois vivem juntos em um apartamento na Vila da Penha. Eles contam que pretendem adotar uma criança. “Ele é formado em turismo e eu faço pedagogia, temos um apartamento. Nós temos condições para adotar”, disse Luiz Cláudio.

Irmão padre ‘abençoou’ união de lésbicas
Aline Oliveira, 32 anos, e Ana Cristina da Silva, 35 anos, estão juntas há seis anos. Mãe de um menino e de uma menina, que é adotada, Aline contou que os filhos entendem e aceitam a relação entre as duas. “Hoje eles são nossos filhos”, disse Aline, ressaltando que foca na educação das duas crianças para evitar que elas tenham algum tipo de preconceito no futuro. “A gente ensina que o preconceito não é válido”, disse.

Aline e Ana contaram que as famílias aceitaram o relacionamento. A mãe de uma delas, inclusive, esteve na cerimônia. Aline disse ainda que o apoio da família foi além dos pais e chegou até do irmão, que é padre. “Ele já abençoou nossa união”, disse.

G1

Desemprego fica estável em 10,6% em maio, diz Dieese

A taxa de desemprego nas sete regiões pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) ficou praticamente estável em maio, em 10,6%, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (27). Em abril a taxa fora de 10,8%.

O contingente de desempregados foi estimado em 2,382 milhões de pessoas, 46 mil a menos que no mês anterior (2,428 milhões).

O total de ocupados nas sete regiões investigadas, por sua vez, foi estimado em 19,993 milhões de pessoas e a População Economicamente Ativa (PEA), em 22,375 milhões.

Regiões
A taxa de desemprego total registrou queda em Porto Alegre e, em menor medida, em São Paulo e Recife. Permaneceu relativamente estável no Distrito Federal, em Fortaleza e Salvador e não variou em Belo Horizonte.

Taxa de desemprego nas 6 regiões metropolitanas e no DF em maio (%)

Geral 10,6
Distrito Federal 13,0
Belo Horizonte 5,0
Fortaleza 9,9
Porto Alegre 7,3
Recife 11,7
Salvador 17,6
São Paulo 10,9
Fonte: Dieese/Seade

G1