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Tiros deixam mortos e feridos no Texas, nos Estados Unidos

As polícias de Odessa e de Midland, no Texas, nos Estados Unidos, informaram neste sábado (31) que a região entre as duas cidades foi alvo de um ataque a tiros. Um porta-voz da polícia de Odessa disse em entrevista coletiva que o incidente deixou 5 civis mortos e 21 feridos, mas ressaltou que o número ainda pode aumentar no decorrer da apuração. Um suspeito morreu.

Entre os feridos estariam pelo menos 3 policiais, segundo o porta-voz. As polícias das duas cidades chegaram a informar que consideravam a hipótese de o ataque ter sido feito por 2 atiradores simultaneamente, em 2 carros diferentes. No entanto, na entrevista coletiva, o porta-voz da polícia de Odessa disse que essa informação não está confirmada.

Segundo o porta-voz, um suspeito teria sido parado pela polícia na rodovia entre as duas cidades. Ele, então, teria atirado contra um agente, e em seguida saiu disparando contra mais pessoas, de forma aleatória. Ainda não há informações sobre a motivação do crime.

O caso ocorreu por volta das 18h (horário de Brasília, 16h pelo horário local). Durante a ação, um suspeito teria sequestrado um veículo do serviço de correio dos Estados Unidos. “Em algum momento, o sujeito roubou um caminhão de correio, abandonou seu carro e houve outras vítimas depois disso”, disse Mike Gerke, chefe da polícia de Odessa.

Em uma rede social, a polícia de Midland informou, cerca de 2 horas depois da ocorrência, que não havia mais nenhum atirador ativo, e que um suspeito (um homem branco aparentando idade de cerca de 30 anos) foi morto pela polícia em um cinema chamado Cinergy.

Cinema em Odessa, Texas, é esvaziado após ataque a tiros na região neste sábado (31). — Foto: Rick Lobo/Reuters

Cinema em Odessa, Texas, é esvaziado após ataque a tiros na região neste sábado (31). — Foto: Rick Lobo/Reuters

A Universidade do Texas no Permian Basian publicou nas redes sociais que as autoridades procuravam por um suspeito na área do campus. O comunicado pedia ainda que os estudantes ficassem em seus dormitórios.

Carro é visto com várias marcas de tiro depois de ataque em rodovia entre Odessa e Midland, no Texas. — Foto: HO/AFP

Carro é visto com várias marcas de tiro depois de ataque em rodovia entre Odessa e Midland, no Texas. — Foto: HO/AFP

O departamento anti-terrorismo da polícia de Nova York informou que está monitorando o incidente. As polícias locais pedem que os moradores da região evitem deslocamentos e fiquem em casa. Os feridos foram levados a três hospitais da região, alguns em estado grave.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu no Twitter que foi informado sobre os tiros no Texas, e que o FBI e a polícia estão investigando o ocorrido.

O governador do Texas, Greg Abbott, informou que irá viajar para Odessa na manhã de domingo (1º). “A primeira-dama e eu estamos de coração partido com esse ataque sem sentido e covarde, e oferecemos nosso apoio inabalável às vítimas, seus familiares, e todo o povo de Midland e Odessa”, disse em nota.

Polícia bloqueia via em Odessa, no Texas, após ataque a tiros deixar mortos e feridos — Foto: Mark Rogers/Odessa American via AP

Polícia bloqueia via em Odessa, no Texas, após ataque a tiros deixar mortos e feridos — Foto: Mark Rogers/Odessa American via AP

Os maiores ataques de 2019

O ataque no Texas acontece algumas semanas após dois atiradores deixarem 29 mortos em 12 horas nos Estados Unidos.

No dia 3 de agosto, um ataque a tiros deixou 22 mortos e dezenas de feridos em um supermercado dentro de um centro comercial na cidade de El Paso, no Texas. No dia 4, outro atirador matou 9 pessoas em Dayton, em Ohio, em uma rua onde há diversos bares.

No fim de julho, um homem armado entrou num parque onde ocorria o evento gastronômico Festival do Alho, na cidade de Gilroy, na Califórnia. Três pessoas foram mortas e outras 11 ficaram feridas.

O ataque a um prédio governamental da cidade de Virginia Beach, no estado de Virginia, terminou com a morte de 12 pessoas no final de maio.

No início de fevereiro, o ataque a uma fábrica deixou ao menos seis pessoas mortas, além de feridos, em Aurora, cidade do subúrbio de Chicago.

Cinco pessoas foram mortas em um banco em Sebring, cidade do estado da Flórida, em janeiro deste ano.

G1

 

Novo ataque a tiros deixa nove mortos nos Estados Unidos

Um novo ataque a tiros deixou ao menos nove mortos, incluindo o atirador, e 16 pessoas feridas na cidade de Dayton, em Ohio, nos Estados Unidos. O tiroteio ocorreu apenas algumas horas depois de um incidente semelhante em El Paso, no Texas, que resultou em 20 mortes.

“O atirador morreu. Há também outros nove mortos. Pelo menos outras 16 pessoas foram levadas para hospitais da área com lesões”, anunciou o Departamento de Polícia de Dayton. “Tínhamos agentes nas imediações quando começou este tiroteio, pudemos agir e dar fim a ele rapidamente”, acrescentou.

Dez pessoas, incluindo um suspeito, foram mortas no domingo (04 de agosto) em um tiroteio em Dayton, Ohio, e pelo menos outras 16 foram levadas para hospitais com ferimentos, segundo a polícia.
Dez pessoas, incluindo um suspeito, foram mortas no domingo (04 de agosto) em um tiroteio em Dayton, Ohio, e pelo menos outras 16 foram levadas para hospitais com ferimentos, segundo a polícia. – Reuters/Direitos Reservados

A polícia afirmou que o ataque começou por volta de 1h (horário local) e que o FBI (departamento federal de investigação dos Estados Unidos) está ajudando na investigação. O tiroteio ocorreu no bar Ned Peppers, a oeste do centro de Dayton. “Todo nosso pessoal está a salvo e nossos corações estão com todos os envolvidos enquanto verificamos as informações”, publicou o bar na sua conta do Instagram.

A polícia acredita que a ação foi conduzida por apenas um atirador e ainda não identificou o suspeito e os motivos do ataque. O tiroteio ocorreu num bairro histórico da cidade de 140 mil habitantes, onde estão localizados diversos bares, restaurantes e teatros. A região é considerada segura pelas autoridades.

“É um incidente muito trágico e estamos fazendo de tudo que podemos para investigar e tentar descobrir a motivação por trás disso”, afirmou o tenente-coronel da polícia, Matt Carper.

O porta-voz do hospital local de Miami Valley, Terrea Little, confirmou que a unidade estava atendendo 16 vítimas. Alguns vídeos e fotos foram divulgados nas últimas horas nas redes sociais, nos quais supostamente se vê o atirador e se escutam os disparos de um fuzil.

Ataque em El Paso

O ataque em Ohio ocorreu algumas horas depois de um jovem de 21 anos abrir fogo num supermercado em El Paso, no Texas, deixando pelo menos 20 mortos e outros 26 feridos. Autoridades investigam a hipótese de o ataque ter sido um crime de ódio. Em um manifesto, o suspeito teria afirmado que a ação era uma resposta à suposta invasão latina no Texas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou o tiroteio em El Paso e disse que “não só foi trágico”, como também “um ato de covardia”. Em uma semana, já são três tiroteios nos Estados Unidos. No domingo passado, quatro pessoas morreram, incluindo o atirador, e 15 ficaram feridas, em Gilroy, Califórnia.

*Com informações das agências Deutsche Welle e RTP.

 

 

agenciabrasil

 

 

Estados Unidos passam por cima da Holanda e conquistam a Copa do Mundo

Os Estados Unidos levaram o tetra da Copa do Mundo feminina de 2019. Esse resultado você talvez já esperasse, mas o roteiro não foi assim tão previsível. No início de jogo, a Holanda mudou a disposição tática de três jogadoras, se fechou na defesa e impôs dificuldades ao setor de criação norte-americano. Quando os EUA arranjavam espaço, lá estava Van Veenendaal para evitar os gols. Mas, no segundo tempo, não houve jeito.

O pênalti de Van der Gragt em Morgan, convertido por Rapinoe, quebrou o equilíbrio da partida. Lavelle marcou o segundo sete minutos depois, e aí foi um verdadeiro ataque contra defesa.

A Holanda se jogou à frente e se expôs lá atrás. Só não houve mais gols porque, novamente, lá estava Van Veenendaal. As americanas martelaram até o apito final, quando, enfim, levantaram o tão sonhado título, o quarto de sua história. As holandesas ficam com o vice, em sua melhor participação em Copas.

Megan Rapinoe foi a autora do gol que abriu caminho para o título norte-americano. O troféu de melhor em campo está em boas mãos

Globoesportes.com

 

 

Presidente dos Estados Unidos fecha fronteiras para refugiados sírios

trumpOs refugiados da Síria, bem como os do Iêmen, Irâ, Iraque, Líbia, Somália e Sudão – países com população predominantemente muçulmana – estão proibidos de entrar em território americano por tempo indeterminado. A medida foi anunciada após o presidente Donald Trump assinar duas ordens executivas durante sua primeira visita ao Pentágono , sede do Departamento de Defesa, nesta sexta-feira (27). As fronteiras do país também ficarão fechadas por 120 dias para outros refugiados.

Apenas os imigrantes cristãos estão fora da proibição. Caso eles se declarem perseguidos em nações muçulmanas, terão visto aprovado para entrar nos Estados Unidos . O presidente americano disse que os cristãos na Síria eram “terrivelmente tratados” e ressaltou que, em administrações anteriores, a regra era a seguinte: “Se você fosse um muçulmano você poderia entrar, mas se você fosse um cristão, era quase impossível”.

“Não esquecemos as lições do 11 de setembro”, afirmou também Trump durante a assinatura das ordens, relembrando o atentado terrorista que deixou mais de três mil mortos nos Estados Unidos.

Ordens executivas

Desde que tomou posse, em 20 de janeiro, o presidente Trump vem colocando em prática suas promessas de campanha por meio de um instrumento jurídico chamado ordem executiva, o que tem gerado controvérsias.

Para alguns críticos e parlamentares do Partido Democrata, os atos de Donald Trump podem se tornar inócuos se o mandatário estiver trabalhando na suposição de que suas ordens executivas constituem inovações legais. Os críticos lembram que as ordens executivas assinadas pelo presidente dos Estados Unidos não passam de uma declaração sobre como os órgãos do governo devem gastar seus recursos.

Portanto, quando assina uma ordem executiva, o presidente Donald Trump não cria uma lei nem se apropria de dinheiro novo do Tesouro dos Estados Unidos. Para fazer isso, ele precisa da aprovação do Congresso norte-americano. O presidente dos Estados Unidos, por meio da ordem executiva, apenas instrui os órgãos do governo sobre como trabalhar. Mesmo recebendo essa ordem executiva, os órgãos de governo precisam atuar de acordo com os parâmetros determinados pelo Congresso e pela Constituição norte-americana.

Entenda

A ordem executiva assinada por Donald Trump para a construção de um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México, por exemplo, basicamente estabelece os princípios de acordo com os quais a obra deve ser erguida. Cabe ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, entretanto, usar o dinheiro já existente ou esperar novas autorizações do Congresso para construir o muro.

*Com informações da Agência Brasil

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Protestos contra Donald Trump continuam em cidades dos Estados Unidos

protestoPela quinta noite consecutiva, manifestantes voltaram a marchar nesse domingo (13) pelas ruas das principais cidades norte-americanas em protesto contra as políticas de Donald Trump, o empresário que ganhou as eleições para a presidência dos Estados Unidos na última terça-feira (8). A vitória de Trump ocorreu depois de uma campanha eleitoral em que ele prometeu expulsar imigrantes sem documentos e construir um muro na fronteira com o México.

Os manifestantes fizeram protestos no centro de Nova York, em Los Angeles e em San Francisco, no estado da Califórnia, e na Filadélfia, maior cidade do estado da Pensilvânia.

Em Nova York, os manifestantes gritaram refrãos contra as políticas do novo presidente. Um dos cartazes, no meio da multidão, dizia: “O ódio não nos fará grandes”. Na Filadélfia, os manifestantes gritaram palavras de ordem a favor da democracia e carrregaram cartazes com os dizeres: “Donald Trump tem de ir”.

Em Los Angeles, os manifestantes se reuniram nas proximidades da sede local da rede de televisão CNN e, em San Francisco, 8 mil pessoas marcharam pelo centro da cidade cantando “O amor supera o ódio”. Em Oregon, a polícia informou que prendeu 71 pessoas no início do domingo durante os protestos contra Trump em Portland, a maior cidade do estado. Os manifestantes foram acusados de “má conduta” pela polícia.

Agência Brasil

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Paracetamol causou 1.500 mortes em uma década nos Estados Unidos

paracetamolUm dos medicamentos mais populares do mundo, o analgésico paracetamol levou 1.500 pessoas à morte nos Estados Unidos na última década, segundo levantamento da ONG de jornalistas “Pro Publica”, premiada com dois Pullitzer por suas investigações. O problema não é a substância em si, mas a superdosagem, cujo limite não é muito difícil de se atingir e, se ultrapassado, pode afetar gravemente o fígado. Também é arriscada a combinação com álcool. Nos EUA, assim como no Brasil, é vendido sem prescrição médica, e o consumo cresce a cada ano.

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Só nos últimos cinco anos, a venda de unidades (caixas ou cartelas) do remédio – mais conhecido como tylenol, mas também em versões genéricas – aumentou 80% no Brasil (de 20,6 para 37,2 milhões), e o faturamento chegou R$ 507 milhões no ano passado, de acordo com pesquisa do instituto IMS Health, feita a pedido do GLOBO. De fato, é bem mais usado nos EUA, onde as vendas atingiram R$ 3,8 bilhões em 2012, segundo o Information Resources Inc, e as doses passaram de 27 bilhões em 2009.

Por isso lá a FDA, agência reguladora de medicamentos, vem ao longo do tempo e das pressões sociais adotando uma série de medidas. A partir de 2014, por exemplo, a dose máxima permitida de um comprimido será de 325 miligramas (mg). No “extra forte”, de 500 mg, a dose máxima diária foi de 4g para 3g, ou seja, seis comprimidos.

Não é a primeira vez que esta dosagem varia. Na década de 90, acreditava-se que a intoxicação ocorreria entre 10g e 15g. O Brasil segue a atual recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que continua sendo de 4g. Aqui, a maior concentração vendida é de 750 mg.

– A Finlândia já diminuiu para 3g – afirma Anthony Wong, chefe do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). – Há 20 anos eu falo dos riscos do paracetamol. Mas ou não querem ou não conseguem colocar restrições. No Reino Unido, eles colocaram e conseguiram reduzir mortes. Pelo menos a informação sobre os riscos deve estar mais clara, a impressão assim é que ele é totalmente seguro.

No Reino Unido, hoje só é possível comprar até 32 comprimidos por pessoa. A medida, segundo estudo recente da revista “British Medical Journal”, salvou 600 vidas desde 1998.

Maior causa de transplante hepático nos EUA

No Brasil não há restrição. Na embalagem de tylenol vem a orientação de não se exceder os cinco comprimidos. Não vem, no entanto, o motivo da recomendação. Isto está só na bula. A causa principal é a insuficiência hepática fulminante, ou seja, o fígado para de funcionar. Neste caso, há a necessidade de transplante. A intoxicação por paracetamol nos EUA é, por sinal, a maior indicação desta cirurgia, com quase 800 casos nos últimos 15 anos.

Aqui faltam dados. Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul apontou 440 casos de intoxicação pelo remédio em 2008 naquele estado. Já a Sociedade Brasileira de Hepatologia fez um levantamento em 2010, quando consultou centros de transplante no país, e descobriu quatro transplantes.

– Nos últimos dez anos, houve dois casos de intoxicação na Bahia, nenhum morreu – acrescenta Raymundo Paraná, chefe do Serviço de Hepatologia do Hospital da Universidade Federal da Bahia e ex-presidente da sociedade. – Todo e qualquer medicamento tem um princípio ativo com alguma capacidade de gerar toxicidade. Uns mais, outros menos. Geralmente este efeito é imprevisível e raro, a vantagem de paracetamol é que é previsível. Em doses terapêuticas, o risco é praticamente zero.

O professor explica ainda que o risco de intoxicação em dose acima de 8g é de quase 100%. Entre 3g e 8g, depende de outros aspectos, como o consumo de álcool ou de outros medicamentos, como anticoagulantes e alguns tipos de anticonvulsivantes.

O álcool compromete o fígado, da mesma forma que pode fazer o paracetamol. Por isso, quem bebe com muita frequência deve ter cuidado. Anthony Wong diz que deveria ser evitado até para curar ressaca. Ele também alerta sobre o uso de paracetamol contra a dengue, mesmo que a OMS e o Ministério da Saúde recomendem o remédio nestes casos.

– A dengue provoca problemas hepáticos. Como o paracetamol é menos eficaz para baixar a temperatura do que outros analgésicos, acaba-se tomando doses maiores e com mais frequência, o que é arriscado – defende.

Embora o paracetamol seja considerado seguro pelas organizações de saúde, o especialista e alguns estudos sugerem que até em doses recomendadas ele pode ser perigoso. A própria FDA afirmou recentemente que o seu uso está associado a raras, mas sérias, reações de pele, conhecidas por síndrome de Stevens-Johnson. Além disso, a revista “Pediatrics” publicou que a substância pode provocar asma em crianças. E o “British Journal of Clinical Pharmacology” sugere que o abuso ao longo do tempo “pode ser fatal”.

Os especialistas em doenças hepáticas dizem que nem todos os médicos estão acostumados a diagnosticar casos de intoxicação por paracetamol nas emergências. Wong conta que há dois meses um amigo morreu, provavelmente por este motivo: teve febre alta na Bahia e tomou o remédio. Dias depois, estava internado em São Paulo, tanto com o rim quanto o fígado sem funcionar:

– Quando os dois param ao mesmo tempo, a suspeita é a intoxicação.

Os sintomas, em geral, surgem quatro horas depois da superdosagem, com vômito, náusea, dor de cabeça e suor. Depois de 24 horas, há convulsões e a piora do quadro. Em 72 horas, com a destruição do fígado, o organismo não metaboliza mais a amônia, que se acumula no corpo, o que pode provocar morte cerebral. O prazo para reverter a intoxicação é de 24 horas, e o antídoto é a substância N-acetilcisteína.

o Globo

Estados Unidos podem espionar quase tudo na internet, diz jornal

 

InternetDocumentos publicados nessa quarta-feira (31) pelo jornal britânico The Guardian lançaram nova luz sobre como a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) vasculha os dados colhidos em suas ações de espionagem ao redor do mundo e revelam que o órgão é capaz de captar praticamente qualquer coisa que uma pessoa faça na internet.

Dezenas de slides publicados pelo jornal expõem detalhes sobre o funcionamento do XKeyscore, integrante de uma família de programas da NSA por meio dos quais os Estados Unidos são capazes de espionar “a grande maioria das comunicações humanas”, segundo declaração do ex-agente norte-americano Edward Snowden, responsável pelos vazamentos de informações sobre os programas de espionagem eletrônica operados por Washington.

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“Eu, sentado na minha mesa, podia grampear qualquer pessoa, fosse ela você, o seu contador, um juiz federal ou até mesmo o presidente, se ela tiver um e-mail pessoal”, declarou o ex-agente da CIA e ex-consultor terceirizado da NSA.

Ainda de acordo com Snowden, o XKeyscore permite à NSA coletar “praticamente qualquer movimento que uma pessoa faça na internet”.

Em seu material de treinamento sobre o programa, a NSA alardeia que o XKeyscore é o “sistema de mais amplo alcance” para a obtenção de informações provenientes da rede mundial de computadores, prossegue o Guardian na reportagem assinada pelo jornalista Glenn Greenwald.

Alguns dos slides mostram imagens de uma tela com o que seria a visão dos analistas de informação da NSA no momento em que têm acesso a conversas interceptadas. Não ficou totalmente claro como e de onde o programa puxa os dados, mas os slides afirmam que o XKeyscore é abastecido por 700 servidores e 150 sites baseados em diferentes partes do mundo. Fonte: Associated Press.

Fonte: Agência Estado

Estados Unidos posicionam navio de guerra perto da Coreia do Norte

Foto: AP
Foto: AP

Os Estados Unidos ordenaram nesta segunda-feira o deslocamento de um destroyer com capacidade para interceptar e destruir mísseis após as ameaças da Coreia do Norte. Trata-se da embarcação USS Fitzgerald, equipada com um sistema de defesa contra mísseis balísticos, de acordo com fontes da NBC.

A embarcação USS Fitzgerald é um dos 15 destroyers com capacidade para interceptar mísseis que os Estados Unidos usam para controlar as ameaças globais. O navio chegou ao Japão em outubro de 2004 para se juntar à 7ª Frota dos EUA.

 

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No entanto, as mesmas fontes insistiram que não há nenhum indício de que a Coreia do Norte esteja a ponto de realizar um lançamento de míssil. Mais cedo, a Casa Branca e o Departamento de Estado informaram a mesma coisa.

 

Além disso, de acordo com a rede CNN, os Estados Unidos também iniciaram o deslocamento da plataforma naval SBX-1, que conta com um radar, para vigiar possíveis movimentos militares norte-coreanos.

 

Aviões de combate F-22 também já foram enviados para a Coreia do Sul, onde os dois países realizam manobras militares. Funcionários do Departamento de Defesa dos EUA informaram ao jornal The Wall Street Journal do envio dos aviões, que voaram do Japão até a base aérea de Osam, na Coreia do Sul, para se unir aos exercícios conjuntos que já estavam sendo realizados.

Estes movimentos acontecem em um momento de escalada da tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, declarou que o país se encontra em “estado de guerra” com o sul.

 

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, reiterou hoje que os Estados Unidos estão levando muito “a serio” as “provocações” da Coreia do Norte, mas garantiu que Washington ainda não detectou por enquanto “ações que demonstrem a retórica” hostil de Pyongyang.

 

A atual crise política e militar na península coreana se remete ao dia 7 de março, quando a ONU impôs novas sanções à Coreia do Norte, que reagiu com duras ameaças a Seul e Washington.

 

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, reagiu à declaração de “estado de guerra” e a considerou como “um novo passo retórico”, mas destacou que Washington se mantém “vigilante” para ver como esse discurso se traduz no terreno.

 

Com informações das agências internacionais.

 

Terra

Suco de laranja: termina a disputa entre Estados Unidos e Brasil

Terminou nessa terça-feira (19) a disputa entre Brasil e Estados Unidos em relação às exportações de suco de laranja para o mercado americano. As autoridades comerciais do Brasil comunicaram, há uma semana, à Organização Mundial do Comércio (OMC) o fim do impasse que se mantinha desde 2009 quando o governo brasileiro identificou a prática de zeroing pelas autoridades norte-americanas.  

 

caminhãoCom a aplicação deste método de cálculo, o produto brasileiro chegava mais caro ao mercado dos Estados Unidos. A medida, considerada protecionista, sobretaxa indevidamente os produtos importados, tornando-os menos competitivos. A justificativa do governo norte-americano era a de que os exportadores estavam praticando dumping, ou seja, vendendo o suco de laranja a preços inferiores aos praticados no mercado doméstico, com o objetivo de eliminar a concorrência local.

Com essa acusação, as autoridades comerciais norte-americanas passaram a substituir o cálculo do dumping (diferença entre o valor praticado pelo país no mercado interno e o preço do mesmo produto exportado) pela sobretaxa. Na abertura do contencioso, as autoridades brasileiras defenderam, na OMC, que a prática do zeroing “além de incompatível com as normas multilaterais de comércio, causa grande incerteza e sérios prejuízos para as empresas exportadoras afetadas”.

Em fevereiro de 2012, espontaneamente, os Estados Unidos decidiram mudar a legislação e suspender a metodologia de cálculo. A decisão só foi acatada em território norte-americano em abril do ano passado. A partir dessa data, outras negociações foram travadas e os produtores mantiveram uma espécie de estado de vigilância para verificar se a suspensão do zeroing tinha sido adotada efetivamente em todo o território.

A constatação de que o governo norte-americano está cumprindo a promessa motivou o fim do contencioso na OMC. A decisão, entretanto, não impede que os exportadores que foram afetados antes da adoção da medida continuem tentando reaver os prejuízos que tiveram. Esses casos passarão a ser tratados pela Justiça americana.

 

 

 
Fonte: Agência Brasil