Arquivo da tag: Estadão

PSDB usa ‘Folha, ‘Estadão’, ‘Globo’ e ‘Veja’ para justificar ação contra Dilma

Para tucanos, roupa vermelha de Dilma é propaganda disfarçada do PT (Foto: Reprodução)
Para tucanos, roupa vermelha de Dilma é propaganda disfarçada do PT (Foto: Reprodução)

O PSDB usou editorais dos jornais Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo, além de um texto da revista Veja, para justificar a representação que protocolou nessa terça (29) na Procuradoria-Geral da República contra a presidenta Dilma Rousseff. A ação – acompanhando a linha dos textos pulicados na grande imprensa – acusa Dilma de fazer “promoção pessoal” e “propaganda eleitoral e partidária” no pronunciamento de rádio e TV levado ao ar no último dia 23, quando a presidenta anunciou a redução das tarifas de energia elétrica e criticou os que são “do contra”.

Segundo a representação, assinada por advogados do PSDB, Dilma “transformou o espaço (…) em um palanque de lutas partidárias” e fez “puro proselitismo político”.

O texto argumenta ainda que o formato do pronunciamento lembra as peças publicitárias da campanha presidencial de 2010, como caracteres e recursos gráficos. Para o PSDB, as “semelhanças” são indicativos do caráter “eleitoreiro”.

A ação também questiona o uso da logomarca do governo na abertura do pronunciamento e o fato de Dilma vestir uma roupa vermelha, “em uma clara referência às roupas vermelhas utilizadas na campanha de 2010 e nos programas partidários, fazendo alusão à cor do seu partido”.

No entendimento dos tucanos, tais elementos mostram que Dilma cometeu um “verdadeiro crime de responsabilidade” e um “desvirtuamento do escopo legal”.

Clique aqui para ler a íntegra da representação.

 

 

redebrasilatual.

Estadão cita acordo de Aguinaldo com Maluf como “maior baque” do PMDB

Estadão cita acordo de Aguinaldo com Maluf como “maior baque” do PMDB, mas diz que pode haver mudança, como em Manaus

O Jornal Estado de São Paulo voltou a comentar o acordo que envolveu o Ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro e Paulo Maluf, para garantir o apoio do PP ao candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Segundo o Estadão, o acordo de Aguinaldo com Maluf foi o “maior baque” que o PMDB sofreu do PT no país.

“Nessas eleições, o maior baque foi o rompimento da aliança de mais de oito anos em Campina Grande, onde o PT deixou de apoiar o candidato do senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) para compor a chapa de Daniella Ribeiro (PP), irmã do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. A composição foi parte do acordo para que o PP de Paulo Maluf apoiasse Fernando Haddad em São Paulo”, diz o jornal.

O Estadão dá a entender, porém, que pode haver mudança no rumo do PT em Campina Grande, que decidiu apoiar a candidata Daniela Ribeiro, irmã do Ministro Aguinaldo Ribeiro. O jornal cita o caso de Manaus, onde o PT, que havia anunciado apoio à candidata do PP à Prefeitura local, voltou atrás e decidiu apoiar o candidato apoiado do Eduardo Braga (PMDB-AM).

Veja a matéria, na íntegra:

Disputas municipais acentuam feridas entre PT e PMDB

As divergências eleitorais em cidades estratégicas, como São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e Campina Grande, na Paraíba, agravaram feridas na combalida relação entre PT e PMDB. De acordo com um cacique peemedebista, os rumos da aliança com o PT em 2014 dependem do resultado das eleições municipais e, logo depois, da sucessão nas presidências da Câmara e do Senado. Outra conjuntura política poderá surgir desses novos cenários, diz o peemedebista.

O PMDB receia que o PT não cumpra o compromisso de apoiar o seu candidato na sucessão do petista Marco Maia (RS) na presidência da Câmara, conforme acordo firmado no ano passado. Os rumores são de que o governo rejeitaria o nome do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), que cobiça o cargo. Por isso, planejaria apoiar, nos bastidores, o candidato de uma ampla aliança entre partidos médios, encabeçada por PSB e PSD.

Esse medo se acentua com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu o direito do PSD ao tempo de televisão e aos recursos do fundo partidário. Nesse cenário, o PSD desponta como a terceira maior bancada da Câmara, ultrapassando o PSDB, e como força política com musculatura para enfrentar o PMDB, caso junte-se ao PSB do governador Eduardo Campos (PE).

O PMDB já não escondia o ressentimento com o PT ao perder espaço no governo da presidente Dilma Rousseff, quando deixou de comandar pastas importantes, como o Ministério da Saúde. Nessas eleições, o maior baque foi o rompimento da aliança de mais de oito anos em Campina Grande, onde o PT deixou de apoiar o candidato do senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) para compor a chapa de Daniella Ribeiro (PP), irmã do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. A composição foi parte do acordo para que o PP de Paulo Maluf apoiasse Fernando Haddad em São Paulo.

Um alento nesse cenário de disputas foi Manaus (AM), onde após intensa articulação, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), conseguiu trazer o PT para a coligação de um candidato apoiado por ele. O PT resistia e Braga chegou a desabafar com a presidente Dilma Rousseff que seria um desprestígio pra ele, como líder do governo, não levar o PT para a aliança local. Na última hora, uma reviravolta: a candidata que era para ser Rebecca Garcia, do PP, abandonou a disputa. Com isso, a candidata a prefeita será a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB), com apoio do PMDB de Braga, do PSD do governador Omar Aziz e do PT. O vice na chapa será um petista, o ex-secretário municipal do Trabalho Vital da Costa Melo.

Fonte: Acompanhamento de Mídia e Estadão