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Viatura de policiamento de trânsito bate em carro esportivo de luxo em Campina Grande

Uma viatura do Batalhão de Policiamento Trânsito (BPTran) da Polícia Militar se envolveu em um acidente com um Porsche Boxster, carro esportivo de luxo, em Campina Grande. O acidente ocorreu na Avenida Floriano Peixoto, no bairro Santo Antônio, na tarde desta terça-feira (9).

De acordo com o relato feito no Boletim de Ocorrência, a viatura da BPTran estava trafegando na rua Silva Jardim, onde na esquina existe sinalização que o condutor deve parar. Já o carro esportivo de luxo transitava pela Avenida Floriano Peixoto, que é a via de preferência.

A viatura policial bateu na lateral do carro de luxo que foi parar do outro lado da avenida na contramão. A placa da viatura chegou a ficar presa a porta do carro de luxo. Apesar da batida, ninguém ficou ferido. O carro de luxo pertence a um empresário de Campina Grande.

O dono do carro de luxo e o policial que conduzia a viatura foram para a Central de Polícia Civil prestar boletim de ocorrência. Nem a viatura, que é alugada pelo Estado da Paraíba, nem o carro de luxo possuem seguros para colisão.

O carro envolvido no acidente é um Porsche Boxster ano 2018. A versão mais simples desse carro na tabela FIPE custa cerca de R$ 339 mil reais e mais completa custa cerca de R$ 446 mil.

Foto: Roberto Pinto Filho / Arquivo Pessoal

G1

 

Morre em Campina o jornalista esportivo Tobias Di Pace

Foto: iParaiba Tobias Di Pace
Foto: iParaiba
Tobias Di Pace

Morreu nesta segunda-feira o jornalista esportivo e ex-árbitro de futebol Tobias Di Pace.

Ele iniciou sua atividade em Campina Grande no ano de 1965, passando a atuar como árbitro da Federação Paraibana de Futebol (FPF) e Liga Campinense de Futebol (LCF). Ao deixar a carreira de árbitro, Tobias Di Pace passou a atuar no jornalismo esportivo e assumiu a direção do Departamento de Arbitragem da LCF.

Durante 14 anos trabalhou no jornal Diário da Borborema, nas rádios Cariri, Borborema e Caturité, Campina FM, Correio da Paraíba e Panorâmica, rádio Cacique, de Monteiro; rádio Cidade de Esperança.

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O velório será a partir das 8:00 horas na Associação Campinense de Imprensa (ACI), e o sepultamento as 16:00 horas no Campo Santo Parque da Paz em Campina Grande.

Redação iParaiba

iParaiba

1º Festival Esportivo Escolar Municipal chega ao final

trofeusA secretaria de Educação encerrou na manhã deste sábado (23/11) o 1º Festival Esportivo Escolar Municipal. Participaram do evento 10 escolas da rede municipal de ensino.

Na final da competição, que aconteceu na manhã deste sábado, a Equipe do Margarida Almeida venceu a equipe do José Delfino no baleado. Já no futsal, a equipe da escola Gercina Eloy venceu a equipe do Estanislau Eloy.

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Durante os 2 dias de competição, o ginásio de esportes “O Geraldão” recebeu alunos das escolas participantes, que fizeram a festa. “A torcida foi um show a parte, e na quadra os atletas fizeram sua parte” – comentou o professor e coordenador do evento José Antônio Barreto.

SECOME PMR

Atletas já podem encaminhar plano esportivo para participar do programa Bolsa Pódio

Atletas de esportes individuais pré-selecionados para o Programa Atleta Pódio já podem enviar, a partir da quinta-feira (18), seu Plano Esportivo ao Ministério do Esporte para obter apoio complementar a sua preparação para os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Divulgação / Gov. São Paulo O programa visa complementar a preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos de 2016

  • O programa visa complementar a preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos de 2016

Os atletas aprovados receberão a Bolsa Atleta Pódio no valor mínimo de R$ 5 mil e máximo de R$ 15 mil, o valor será pagos diretamente aos beneficiados. A permanência do atleta no programa será reavaliada anualmente e estará condicionada ao cumprimento do Plano Esportivo e à permanência entre os 20 primeiros do ranking mundial de sua prova.

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Os demais apoios previstos no programa – contratação de treinadores e equipe multidisciplinar, participação em treinamentos e competições, aquisição de equipamentos e materiais e realização de exames e outros procedimentos médico-científicos – serão viabilizados por meio de convênios das respectivas confederações com o Ministério do Esporte. Esses convênios serão publicados até o início de agosto.

De acordo com o Ministério, será aportado R$ 1 bilhão a mais de investimentos públicos federais no ciclo olímpico de 2013 a 2016. Desse total, dois terços virão do Orçamento Geral da União e um terço de patrocínios de empresas estatais. O objetivo é colocar o Brasil entre os dez primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro.

 

Elaboração do Plano Esportivo

O Plano Esportivo deve conter, entre outros dados, a previsão de participação em treinamentos, intercâmbios e competições internacionais durante o ciclo olímpico até 2016 com os respectivos calendários, a identificação do principal treinador do atleta, os resultados esportivos dos últimos três anos, a posição em que se encontra no ranking internacional de sua prova no momento do envio do pedido, a principal meta (classificação almejada) a ser atingida pelo atleta nos Jogos Rio 2016, as metas intermediárias que ele pretende alcançar nas competições que vai disputar até o Rio 2016, as comissões técnica e multidisciplinar que vão acompanhá-lo, os recursos materiais necessários, os procedimentos científicos que ele deseja fazer e a estimativa de custos de cada ação prevista.

 

Análise dos Planos

Os Planos Esportivos serão analisados por Grupos de Trabalho formados formados por servidores do Ministério do Esporte e representantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e das empresas estatais patrocinadoras das respectivas modalidades, quando for o caso.

Os principais critérios de análise considerados pelo Grupo serão a progressão, sem decréscimo, do atleta no ranking internacional, a relevância da meta do atleta para o alcance das metas principais do Brasil para o Rio 2016, a contribuição das metas intermediárias do atleta para o atingimento de sua meta principal, a compatibilidade da equipe multidisciplinar com as metas propostas e a abrangência do Plano Esportivo compreendendo todo o período de treinamento proposto.

O Plano deve ser enviado para:

Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento

SNEARSAN, Quadra 3, Bloco A, 1º Andar

Edifício Núcleo dos Transportes Dnit

CEP 70040 902

Brasília DF

 

Brasil Medalhas

O Plano Brasil Medalhas tem o objetivo de apoiar atletas e seleções brasileiras visando aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016. O incentivo prevê a destinação de recursos para que atletas brasileiros possam aperfeiçoar conhecimentos e se prepararem até 2016. Entre as modalidades já apoiadas por meio de convênios estão basquete, vôlei de praia, hipismo, judô, luta olímpica e tiro esportivo, além de 16 modalidades paraolímpicas.

Recebem os recursos de incentivo, atletas que estejam entre os 20 melhores do ranking mundial de suas categorias, mostrem evolução ao longo dos anos e tenham reais chances de medalhas.

 

 

Fonte:
Ministério do Esporte

Thomaz Mazzoni – Um mestre do jornalismo esportivo brasileiro

Cronista esportivoThomaz Mazzoni foi um dos mais importantes jornalistas esportivos da história da imprensa brasileira, destacando-se por seu trabalho em jornais, obras publicadas e revistas de São Paulo na primeira metade do século XX. Seu livro “História do Futebol no Brasil 1894 – 1950” é referência obrigatória para jornalistas, acadêmicos e aficionados de uma maneira geral.

Italiano de nascimento, mas brasileiro por escolha – naturalizou-se em 1945 −, Mazzoni chegou ainda criança ao Brasil em 1909, junto com toda a família Mazzoni. Criou-se na região do Braz, na Rua do Gasômetro, reduto da crescente colônia italiana na cidade de São Paulo. Segundo relatos de familiares, teria sido um bom ponta-esquerda quando jogava na “Várzea do Carmo”. Além disso, teria fundado com um de seus irmãos um time chamado “Polignare a Mare FC”, e tendo jogado também no “Eduardo Prado” e no “São Cristóvão”.

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Seu primeiro trabalho como jornalista esportivo foi no semanário S. Paulo Sportivo, em meados de 1922, e a partir de 1925, tornou-se gerente desta publicação. Ao longo da década de 1920 também passou por outras folhas como: O Combate; São Paulo Jornal; Diário Nacional, além de se tornar diretor de outro semanário, o Estampa Esportiva. Esta primeira etapa da carreira de Thomaz Mazzoni chamou atenção do empresário e proprietário d’ A Gazeta, Cásper Líbero, que o levou para o seu jornal em 1928 para trabalhar com Leopoldo Sant’Anna.

Foi em A Gazeta que Thomaz Mazzoni consolidou sua carreira de jornalista, tendo trabalhado no grupo até o seu falecimento. No ano seguinte à sua chegada, lançou sua primeira publicação, o Almanach Esportivo1928. Depois vieram os almanaques dos anos de 1929 a 1934, com um período de interrupção até 1939, quando passou a ser lançado todos os anos até 1941 – desta data em diante o cronista continuou a escrever, mas vendeu os direitos autorais e financeiros para uma editora.

Em 1930, Thomaz Mazzoni, passou a ser o redator e editor-chefe de “Todos os esportes” – caderno esportivo d’ A Gazeta. E foi a partir desse dia que o jornalista passou a publicar a sua grande marca, a coluna “Olimpicus”, que saía todos os dias na primeira página da seção esportiva – o nome da coluna é fruto do pseudônimo com o qual assinava suas crônicas neste espaço. Aqui, Mazzoni estabeleceu um diálogo direto com o leitor do jornal através de uma escrita simples, repleta de gírias e expressões populares, a qual usava para criticar o que considerava “males do esporte”. Por outro lado, a coluna foi espaço para comentários apaixonados e carregados de emoção sobre os jogos, e análises dos mais diferentes campeonatos e times.

Nas páginas d’A Gazeta Thomaz Mazzoni usou todo seu talento ao criar os mascotes e apelidos de alguns times de São Paulo –“Clube da Fé”, ao São Paulo, “Timão e Mosqueteiro”, ao Corinthians, “Campeoníssimo”, ao Palmeiras, “Moleque Travesso”, ao Juventus, e “Nhô Quim”, ao XV de Piracicaba, entre outros – e batizar os grandes clássicos da capital paulistana – “Choque Rei”, “Derby Paulista”, “Majestoso” e “San-São”.

A década de 1930 foi, sem dúvida, a de maior produção bibliográfica de Mazzoni. Além dos cinco “Almanaques Esportivos”, em 1933 publicou seu primeiro livro, “Hockey”. No ano seguinte, o primeiro volume de sua autoria sobre um clube de futebol específico, “Histórico do Palestra”. Em 1937, publicou a obra “Ciclismo para todos”, onde, além do histórico deste esporte no Brasil e no mundo, abordava os recordes, resultados e diferentes tipos de treinamento. No ano seguinte, foi publicado seu livro de maior sucesso editorial, “O Brasil na Taça do Mundo”. Nesta obra, através de crônicas saborosas, comentou e criticou os diversos aspectos que cercaram a campanha da seleção brasileira de futebol no mundial da França, em 1938. Nos dois anos seguintes publicou, em sequência, “Problemas e aspectos do nosso futebol” e “Flô, o melhor goleiro do mundo”, primeiro romance que tratou especificamente do futebol em nosso país.

A década de 1940 começou com outra obra do jornalista, “lançada sob os auspícios da criação do Conselho Nacional de Desportos- CND”,”O esporte a serviço da pátria”. Em 1942, ganhou o “Concurso Literário do SPFC”, publicando uma compilação de crônicas que abordavam os mais diferentes aspectos do esporte brasileiro. No ano seguinte, publicou um novo histórico sobre uma equipe de São Paulo, “Histórico do S. Paulo FC”. Em 1945, em função da realização do Campeonato Sul-Americano no Chile, publicou
“O Brasil no campeonato Sul-americano de futebol” com o “histórico da participação do Brasil no torneio continental”.

Com um apetite literário interminável, em 1947, lançou mais duas obras, que tratavam de dois dos mais antigos “grêmios da capital paulista”, “Histórico do Ypiranga” e “Histórico do Corinthians”. Neste mesmo ano, Thomaz Mazzoni passou a trabalhar no mais novo periódico esportivo da capital paulista, a Gazeta Esportiva, onde, como redator-chefe, continuou publicando a coluna “Olimpicus”, ajudando a fazer deste o jornal esportivo de maior tiragem da capital paulista nas três décadas seguintes.

Em 1950, em homenagem à Copa do Mundo, lançou o livro que pode ser considerado a “bíblia” para os interessados nos resultados e estatísticas dos primeiros 56 anos do futebol brasileiro, “História do Futebol no Brasil 1894 – 1950”. Como o planejado livro sobre a vitória brasileira em 1950 não saiu do papel, em função da derrota para o Uruguai, em 1958 lançou o livro cujo título expressava claramente o sentimento que a vitória da seleção brasileira sobre a Suécia causou nos brasileiros: ”O mundo aos pés do Brasil: a desforra de 38, 50 e 54”. Este seria o último livro de fôlego da carreira do jornalista. Mas ele ainda contribuiu em obras como “O ano de ouro do esporte brasileiro”, “Eu sou Pelé”, entre outros.

Seguidas vezes ganhou o prêmio “Pena de Ouro do Brasil”. Também ganhou comendas de três presidentes da República pelo reconhecimento de seu trabalho e ações dentro do jornalismo esportivo. Participou de inúmeras mesas-redondas, onde chamava atenção pelo seu espírito explosivo, levando os convidados e até o moderador a provocarem-no ainda mais, o que contribuía para um considerável aumento na audiência do programa.

Faleceu meses antes da Copa do Mundo do México, de 1970, não testemunhando a vitória do Brasil, mas com seu estilo militante e ousado deixou gravado o seu nome no jornalismo esportivo brasileiro e sua obra como legado histórico para os admiradores do futebol nacional.

 

 

cartamaior

“Jornalismo esportivo não é entretenimento, deve trazer informação”, diz Vladir Lemos

Com sólida carreira na imprensa esportiva, o jornalista Vladir Lemos possui grande responsabilidade como editor-chefe do “Cartão Verde”, atração da TV Cultura, que há 20 anos mantém o alto nível de debates sobre o cotidiano do futebol.
Diferente dos programas que adotam o formato de mesa-redonda tradicional, o “Cartão Verde” precisou se reinventar algumas vezes, mas sempre mantendo a essência: a informação de qualidade. Começou no domingo, quando não havia quase nenhum programa esportivo na TV, mas mudou para a segunda quando a concorrência aumentou.

Jair Magri
Vladir Lemos
Tamanho foi o sucesso no começo da semana, que, novamente, outros programas, principalmente da TV fechada, mudaram para as segundas-feiras. Isso fez com que a atração migrasse para quinta e, atualmente, fixou-se nas terças com um objetivo: antecipar a informação da rodada do meio de semana para os telespectadores.

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Em meio à grande concorrência e ao engessamento da cobertura de times, o que faz com que as matérias sejam cada vez mais iguais, o “Cartão Verde” tenta se sobressair trazendo comentaristas que possam manter um nível elevado de discussão. Basta citar nomes como Sócrates, Armando Nogueira e Xico Sá para constatar que o espaço do “Cartão Verde” é nobre.
Antes do programa de 20 anos em uma edição especial, que foi ao ar na semana passada e contou com a presença de José Trajano, Vitor Birner, Celso Unzelte e Roberto Rivellino, Valdir Lemos falou à IMPRENSA sobre as premissas do programa, ressaltou o papel social do jornalismo esportivo, debateu limites entre jornalismo e entretenimento e explicou mudanças de comportamento por parte da audiência do programa.
IMPRENSA – O que era o “Cartão Verde” em 1993 e o que ele se tornou?
Vladir Lemos – O programa teve muitas fases. Mas eu iria que a missão inicial continua sendo a mesma, ela não mudou. Quando perguntavam ao Armando Nogueira porque o programa se chamava “Cartão Verde” ele dizia que já existia o cartão amarelo e o vermelho. Ambos existiam para punir, mas o cartão verde é para enaltecer o futebol. Claro que as pessoas mudaram, mas a essência do programa se mantém, ou seja, a de respeitar a visão que cada um tem sobre o futebol.
O que mudou nos telespectadores?
Os olhares das pessoas sobre o jogo mudou. Eu brinco que precisamos cada vez mais ser diferenciado e criativo sobre o jogo, porque, às vezes, ele fica chato. Geralmente, as pessoas abriam o caderno de esportes e iam direto à notícia de seu time. Hoje, elas vão direto ler o que diz um colunista. Isso seria reflexo de uma cobertura esportiva limitada. Há 20 anos, o jornalista escolhia a fonte, o lugar que ia ficar no gramado, com quem ia falar. Hoje, todos ficam no mesmo lugar, sob o mesmo ponto de vista e ouvem as mesmas pessoas na sala de imprensa. Isso empobrece o espectro para falar do clube, mas em compensação sua reflexão fica mais profunda. E neste sentido, o programa é bem reflexivo.
Ele começa em um domingo como receita de sucesso…
Chega um momento em que o domingo passa a ter de quatro a cinco programas de debate esportivo. Começamos a pensar: ‘vamos sair disso e colocar o programa na segunda. Pegamos o que já foi discutido e fazemos uma reflexão. Deu certo também, tanto que, hoje, grande parte de programas esportivos da TV fechada são de segunda. Depois fomos para a quinta e hoje estamos na terça. Neste dia, temos o desafio de olhar adiante, do que vai acontecer no jogo da quarta.

:Jair Magri
Programa em comemoração aos 20 anos do programa
O diferencial seria trabalhar antecipando o que pode acontecer?
Somos forçados a fazer isso. Uma vez que o programa é exibido na terça. O que tentamos é ter a missão de fazer a pessoa assistir o programa neste horário até 23h e quando vir o jornal de esportes do dia seguinte estar informada e já ter feito uma reflexão sobre aquilo que falamos.
Por que o modelo mesa redonda deu tão certo?
Existem certos moldes na TV, que por mais que você tente, não consegue mudar. Mesmo o jornal mudou muito pouco. O que tentamos fazer é quebrar o estereótipo de que todo programa de esporte tem que ter essas pessoas mal humoradas, figuras azedas e que, muitas vezes, agem com extrema deselegância. Tentar construir uma discussão educada é nosso objetivo. É ruim chegar à casa de alguém gritando. O Sócrates dizia que gostava de fazer um programa que as pessoas dessem risada.
Os programas que existem por aí não se alimentam de polêmicas? O público procura isso?
Talvez seja até verdade que você precise de polêmica para ter audiência, mas para alimentar uma polêmica a pessoa tem que sair daquilo que ela exatamente pensa, precisa dar largura a um tema e corre o risco de perder o foco. Polêmica é uma coisa que a gente não tem. A gente procura tratar dos temas com a maior educação possível. Até porque isso combina com a TV Cultura.
Às vezes, têm-se a sensação de que o programa busca manter um alto nível, isso é proposital?
Meu papel é buscar pessoas que tenham um olhar interessante do futebol. Você, muito provavelmente, não vai encontrar uma pessoa interessante que não esteja preparada ou não tenha conteúdo. As pessoas acham que se falar baixo você não mobiliza. Existe um consenso meio enganoso de que futebol depende dessas coisas polêmicas.
Como foi ter trabalhado com o Sócrates?
O Sócrates era uma figura tão forte que, às vezes, até o silêncio dele falava. Em muitos programas ele não estava disposto a falar de determinados assuntos. Ele era muito seletivo nas coisas que comentava. Às vezes, fazíamos uma pergunta que era “amarelo” e ele começava falando de “azul”, mas no final chegava ao ponto que você queria.
E o Armando Nogueira?
Lembro uma vez em que ele estava lançando um livro e deu tempo de conversar. Ele virou para mim e disse: ‘Vladir vou te falar uma coisa: tenho 40 anos de jornalismo e nunca escrevi uma linha sobre tática’. Aquilo serviu para me embasar.
Como é driblar aquela dificuldade inicial de estar tudo limitado na cobertura?
O desafio é usar a criatividade para lidar com a limitação. Muitas vezes pegamos um fato, as imagens e criamos um texto em cima daquilo. Algo que já embute uma reflexão. É buscar o diferencial. O que está exposto, já está exposto, todo mundo tem. Tem que buscar algo novo.
O que você definiria como sensacionalismo no esporte?
Não sei se sensacionalismo é a palavra correta. Mas um exemplo: semana passada o Pelé falou que o Neymar só está preocupado com o cabelo. Eu lembro que quando o Edinho apitava os treinos, o Neymar ficava nervoso. Ele poderia dizer que o Neymar é viciado em falta, aí é uma coisa. Agora, falar do cabelo? Você sabe se realmente ele está preocupado com o cabelo?
Por se tratar de um tema tão explosivo não existem vários cuidados a serem tomados com relação ao futebol?
Dando como exemplo essa tragédia da Bolívia – em que um torcedor de 14 anos morreu ao sert atingido por um sinalizador –  a primeira coisa que chamou a atenção foi na terça da semana seguinte a possibilidade de os torcedores fazerem a manifestação na porta do estádio. Isso é extremamente perigoso e meu papel como jornalista é de dizer: ‘por favor, não vá’. Temos essa função social. Quando alguém faz uma transmissão incitando ódio acaba ofuscando a importância que o fato e a notícia merecem. Tem coisas no futebol extremamente explosivas, se isso é colocado de uma maneira errada, ou dúbia, é muito sério.
O que você acha de usar cada vez mais entretenimento no jornalismo?

Minha postura é de jornalismo. Quando ligo a televisão e vejo o repórter levando o jogador para dirigir um carro veloz, isso não interessa a mim. Mas pode interessar para o público. Eu me interesso por aquilo que traz informação. Muitas vezes discutem e dizem que jornalista está a favor do entretenimento. Jornalista é jornalista e ponto.

 

Luiz Gustavo Pacete e Vanessa Gonçalves

Escolas municipais recebem material esportivo produzido por detentos

 

Os diretores das escolas da rede municipal de João Pessoa recebem na manhã desta quinta-feira (24), kits com material esportivo doados pelo Governo Federal, através do Ministério do Esporte. A solenidade acontece às 9h, no Ginásio de Esporte do Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria. Participarão do evento Ariane Sá, secretária de educação e Cultura (Sedec), e o coordenador do projeto ‘Pintando a liberdade’, da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, Orlando Lima.

“Com a construção de ginásios esportivos se faz necessário à distribuição de material para a prática da educação física e o desporto escolar. Essa entrega é mais uma oportunidade para que os nossos profissionais desenvolvam com mais eficiência os seus projetos de treinamento nas unidades de ensino”, ressaltou Edvaldo pinheiro, coordenador de esportes da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec).

Material – Cada kit é composto por trinta bolas, de cinco modalidades: Futsal, vôlei, futebol adulto e mirim, handebol, além de uma bandeira nacional. O material é produzido por detentos do regime fechado do Presídio Sílvio Porto, em Mangabeira.

Secom-PMJP para o Focando a Notícia