Arquivo da tag: especialistas

Veja 20 profissões que estarão em alta em 2017, segundo especialistas

carteira_de_trabalhoO ano de 2016 chegou ao fim com muitos profissionais ainda em busca de uma vaga de emprego. Com a crise econômica, as empresas continuam com os orçamentos restritos, buscando equilibrar as contas ao cortar despesas e limitar os gastos com o quadro de funcionários.

Com esse cenário desafiador, qual a perspectiva para os trabalhadores em 2017? Segundo especialistas ouvidos pelo G1, as empresas continuarão exigentes, buscando profissionais que consigam entregar mais resultados com menos recursos e tragam soluções para seus problemas.

As consultorias ManpowerGroup, Michael Page, Page Personnel e Robert Half também listaram as profissões que estarão em alta em 2017.

Entre os cargos com boas perspectivas para o ano que vem estão: cientista de dados, gerente de vendas, consultor comercial e desenvolvedor mobile.

“As oportunidades de emprego e a resposta do mercado de trabalho estão totalmente vinculados à reação econômica do país. Indiscutivelmente com a retomada econômica novas oportunidades de emprego devem surgir”, afirma Márcia Almströn, diretora de recursos humanos do ManpowerGroup Brasil.

Segundo Roberto Picino, diretor executivo da Michael Page, o mercado de trabalho deve melhorar de acordo com o cenário econômico brasileiro. “Em 2016, as empresas já enxugaram e fizeram os cortes em busca de uma rentabilidade. Portanto, para 2017 há chances de que elas voltem a contratar já que os ajustes foram feitos anteriormente”. Profissionais eficientes, que conseguem trabalhar com escassez de recursos e que tenham engajamento estão dentro do perfil procurado pelas companhias.

Veja as 20 profissões que estarão em alta em 2017, segundo especialistas:

1) Analista de compras
Perfil: Especializado em negociações com fornecedores, prospecção de novos e gestão de insumos diretos ou indiretos. Perfil com forte organização, além de forte influência e relacionamento com outros departamentos das empresas.
Por que estará em alta: A busca por novos fornecedores gera novas oportunidades que podem trazer redução de investimentos em itens de compras.

 

2) Analista contábil (com conhecimentos em inglês)
Perfil: Profissional tem como principais obrigações a análise, classificação de contas, fechamento de balanço da empresa, e report final para diretoria/ investidor.
Por que estará em alta: O papel de auxiliar em tomadas de decisões importantes desse profissional cresceu, mas somente 5% deles conseguem manter um diálogo compreensível em um segundo idioma. Isso faz com que esse profissional seja raro e muito procurado.

 

3) Analista de desenvolvimento organizacional
Perfil: Responsável por desenvolver as avaliações de desempenho, trilha de carreira e plano de sucessão, além de estudos relacionados a clima e cultura.
Por que estará em alta: Muitas empresas de pequeno porte, principalmente startups, que chegaram no Brasil precisarão fortalecer seus times e desenvolver projetos que mantenham seus talentos motivados na estrutura.

 

4) Analista de planejamento financeiro
Perfil: É necessário ter embasamento técnico nas áreas financeira e contábil atuar em parceria com outras áreas da empresa. Alta capacidade analítica e relacionamento interpessoal são importantes.
Por que estará em alta: É o responsável por dar uma visão financeira dos negócios da empresa. Seu trabalho é muito importante para que a empresa tenha bons resultados, especialmente em anos de crise.

 

5) Analista de planejamento tributário
Perfil: Responsável por analisar e estudar todos os impostos que devem ou não ser pagos, com o objetivo de reduzir a carga tributária devida pela empresa. Pela característica consultiva, o profissional pode trabalhar em uma consultoria tributária ou escritório de advocacia.
Por que estará em alta: Impostos são uma grande fatia dos custos das empresas, quanto menor o curso, maior a margem do lucro do negócio.

 

6) Cientista de dados
Perfil: Formação na área de exatas, dedicada a soluções complexas que envolvem analisar e entender tendências em dados.
Por que estará em alta: Empresas estão desenvolvendo suas áreas de inteligência de mercado CRM/ DBM, análise de dados estruturados e não estruturados. Isso mostra a chegada a consolidação da área digital e tecnologia atuando diretamente no negócio das empresas.

 

7) Consultor comercial
Perfil: Atua na área comercial de forma mais abrangente e generalista, buscando novas oportunidades e negócios para a empresa. Não há uma formação acadêmica específica.
Por que estará em alta: Abrem as portas para novos clientes, expandem o mercado e garantem continuidade dos negócios.

 

8) Desenvolvedor mobile
Perfil: Responsável pelo desenvolvimento de novos aplicativos para celulares (jogos, sites, aplicativos).
Por que estará em alta: É um mercado novo que possui muita demanda. Atualmente, grande parte dos profissionais que fazem esse trabalho migraram de áreas correlatas ou aprenderam no dia a dia. Isso faz com que mais de 2 anos de experiência ou cursos especializados na área sejam grandes diferenciais.

 

9) Diretor financeiro (CFO)
Perfil: Líder da área financeira da empresa, com experiência em renegociação de dívidas e amplo conhecimento sobre controladoria de negócios.
Por que estará em alta: Empresas em reestruturação estarão atrás desse profissional para organizar sua operação e ir atrás do que foi perdido durante a crise.

 

10) Especialista em supply chain
Perfil: Formação em engenharia, logística ou administração. Função engloba as áreas de compras, cadeia logística e o planejamento de produção e de demanda.
Por que estará em alta: Empresas buscam lucro e essas áreas conseguem reduzir custos (compras) e também melhorar o atendimento aos clientes (planejamento e logística). Assim, os profissionais que atuam nesse sentido estão entre os mais procurados no mercado de trabalho.

 

11) Especialista em UI (interface do usuário)
Perfil: Grande parte da formação nas áreas de design, arquitetura e comunicação, com amplo conhecimento de tecnologia como ferramenta gráfica.
Por que estará em alta: É responsável pelo design virtual e físico da experiência, na ambientação, cores e formatos que vão atrair e melhor representar a experiência do usuário no ambiente virtual e físico. Tudo isso para que o cliente tenha uma boa experiência virtual com a empresa.

 

12) Especialista em UX (experiência do usuário)
Perfil: Profissional pode ter formação em diferentes áreas, mas é importante ter experiência diversificada em pesquisa de mercado, comunicação, tecnologia, análise de dados, além de estar atento às tendências e novidades. Ele é responsável pelo design thinking, estudos de tendências da interface virtual e física do cliente junto a empresa no ambiente virtual.
Por que estará em alta: O mundo está se digitalizando e cada vez mais pessoas utilizam a internet para se comunicar com as empresas. Dessa forma, elas devem estar preparadas e ter um bom canal de diálogo com o seu cliente.

 

13) Executivo de desenvolvimento de negócios/ parcerias para área de meios de pagamento
Perfil: Formação em administração de empresas e economia com conhecimento sobre o funcionamento do mercado financeiro (crédito/ bancos/ e-commerce), tecnologia e perfil do consumidor.
Por que estará em alta: Profissional se relaciona com outras empresas da mesma área par ampliar serviços e soluções. A parceria busca desenvolver campanhas para ampliar os negócios.

 

14) Gerente de acesso – indústria farmacêutica
Perfil: Geralmente com formação na área de saúde, mas também há profissionais com bagagem acadêmica em vendas e administração. Ele será responsável por desenvolver estratégia de acesso e penetração da empresa em mercados públicos e privados, estabelecendo forte interação com entidades regulatórias.
Por que estará em alta: Profissional ganha importância no estabelecimento de novos produtos no mercado, garantindo a correta introdução no mercado junto a clientes e órgãos regulatórios.

 

15) Gerente de educação continuada – serviços clínicos
Perfil: É responsável pelo desenvolvimento do plano de educação clínica e continuada em hospitais e laboratório. Com formação em enfermagem ou área correlata, geralmente possui foco em desenvolvimento de universidade corporativa.
Por que estará em alta: Com a profissionalização do mercado clínico do Brasil, as instituições estão buscando padronização e qualidade de atendimento em toda a sua base instalada.

 

16) Gerente de vendas
Perfil: Formação em administração, ciências contábeis, economia ou engenharia. É responsável pelas vendas e por aumentar o faturamento, garantindo lucratividade para a empresa.
Por que estará em alta: Com um mercado mais desafiador, a empresa busca garantir a continuidade dos seus negócios por meio da área de vendas.

 

17) Profissional de melhoria contínua
Perfil: Tem a função de mapear e otimizar os processos visando melhoria da qualidade e redução de custos na cadeia produtiva e nas áreas administrativas. Formação em engenharia, administração ou economia com perfil analítico e com facilidade para lidar com outros departamentos.
Por que estará em alta: É uma área relativamente nova e muito valorizada pois faz com que a empresa atue de forma mais eficiente.

 

18) Profissional de trade marketing
Perfil: É o responsável pelo estudo do produto nos pontos de vendas, pesquisas dos concorrentes, posicionamento da marca e de mercado e interface para distribuidores e vendedor final. Formação em propaganda, marketing, publicidade e jornalismo.
Por que estará em alta: As estratégias de trade marketing ajudam a alavancar as vendas. No atual momento, aumento das vendas e consolidação da marca são bem-vindos.

 

19) Profissional de vendas técnicas
Perfil: É responsável por potencializar as receitas das empresas e tem formação altamente especializada, normalmente em engenharia. Boa comunicação, habilidade para relacionamentos com outras áreas e flexibilidade são importantes.
Por que estará em alta: Empresas precisam de profissionais que entendam o produto e seu processo produtivo, ou o serviço que está sendo comercializado para entregar uma solução customizada para o cliente agregando valor.

 

20) Supervisor de planejamento e controle de produção
Perfil: Profissional é responsável por definir e coordenador todo processo produtivo. É necessário ter amplo conhecimento de processos produtivos e suas diferentes ferramentas de gestão, controle e melhorias.

Por que estará em alta: Empresas buscam melhorar a produção, com redução de custos. Com ajustes no processo produtivo, ela poderá produzir mais, de forma mais eficiente e com ganhos em todo processo.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

WhatsApp precisa de mais controle, dizem especialistas da polícia e MP

whatsappAs frequentes brigas entre aplicativos como WhatsApp e a Justiça brasileira se resolveriam a partir da regulamentação desses serviços. Foi o que defenderam Augusto Rossini, procurador do Ministério Público de São Paulo, e José Mariano Araujo Filho, especialista em Investigação de Cibercrimes e Inteligência da Polícia Civil, durante o Security Leaders –evento de Segurança da Informação e Risco–, realizado em São Paulo.

“É preciso que se crie uma normativa clara, com a criação de uma agência que pudesse fiscalizar e regulamentar todos os aplicativos que queiram atuar no Brasil”, aponta Rossini, que diz que o Marco Civil da Internet é insuficiente. “Só assim o Brasil poderá exercer a sua soberania.” Segundo ele, o país poderia se inspirar na Espanha, que já adota modelo semelhante.

A ideia, como ele explica, não seria transformar o Brasil em uma China, que controla tudo que é acessado ou não por sua população. “Ainda assim temos que estabelecer diretrizes claras que obriguem os aplicativos a colaborar em casos especiais e mediante ordens judiciais. Quer operar no país? Então são obrigados a andar conforme as nossas regras, mas como elas não existem acabam fazendo o que bem entendem”, enfatiza Rossini.

Como acrescenta Araujo Filho, aplicativos como o WhatsApp têm sido usados pelas autoridades brasileiras basicamente para a produção de provas. “Uma situação que nos remete ao passado, quando se discutia a legalidade ou não dos grampos telefônicos”, compara ele, que ressalta a existência de uma distorção de valores quando se define o WhatsApp como um serviço essencial.

“Se por algum motivo comercial, o WhatsApp deixar de operar no Brasil, no segundo seguinte os consumidores terão a sua mão outras opções”, justifica o policial civil, que também defende a regulamentação dessas empresas como salvaguarda para a própria população brasileira.

Rossini, no entanto, reconhece as dificuldades para a aprovação de uma possível regulamentação dos aplicativos. “Falta conhecimento, estrutura e dinheiro do governo para que a medida seja colocada em prática”. Mas, como medida alternativa, o procurador sugere um ajustamento de conduta para que os aplicativos possam assumir as suas responsabilidades.

Tanto Rossini como Araujo Filho defenderam os pedidos de bloqueio do WhatsApp no país e alegaram que as sanções, previstas em lei, forçam a empresa a ser mais colaborativa com a Justiça brasileira. “Não se trata apenas de casinhos em São Bernardo e em Lagarto. Mas, sim, de impedir que criminosos atuem livremente em apps como o WhatsApp”, relata o policial civil, ao se referir às investigações policiais que resultaram no bloqueio do aplicativo no Brasil.

Justiça x WhatsApp
Diante da briga entre a Justiça brasileira e o WhatsApp, o app de mensagens instantâneas já foi bloqueado no país três vezes em menos de um ano. A última delas em 19 de julho, por determinação da juíza Daniela Barbosa, da comarca de Duque de Caxias (RJ).

A Justiça do Rio de Janeiro pedia que o WhatsApp interceptasse mensagens de envolvidos em crimes na região. O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ricardo Lewandowski, considerou a decisão desproporcional, por ferir o direito à liberdade de comunicação de milhões de brasileiros. O app chegou a ficar fora do ar por cerca de cinco horas.

Em maio deste ano, o aplicativo chegou a ficar bloqueado por 25 horas, por determinação do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE), que também pediu a prisão do vice-presidente do Facebook na América Latina, o argentino Diego Jorge Dzodan, em março.

Já, em dezembro de 2015, o aplicativo por ordem da Justiça de São Paulo passou 13 horas fora do ar, também por descumprimento de decisão judicial.

Em todos os casos, os juízes que expediram os pedidos de bloqueio alegaram um desrespeito do WhatsApp com a legislação brasileira. O app, por sua vez, sempre alegou colaborar com a Justiça, mas não ter as informações, nem mesmo capacidade técnica para atender aos pedidos.

Fonte: UOL

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

STF convida especialistas para discutir bloqueio do WhatsApp

whatsO Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inscrições para especialistas interessados em discutir, em audiência pública na Corte, o bloqueio judicial do WhatsApp. O evento, que ainda não tem data marcada, tem como objetivo embasar uma ação em andamento que visa a proibir a suspensão do serviço de troca de mensagens e arquivos.

As pessoas ou entidades interessadas deverão ter representatividade, especialização técnica e expertise no tema. Serão selecionados um número de participantes que garanta a pluralidade dos pontos de vista a serem defendidos.

Uma das principais questões a serem discutidas é a necessidade de bloqueio do serviço a nível nacional, como realizado duas vezes neste ano pela Justiça, para viabilizar investigações de criminosos que usam o aplicativo para cometer delitos.

Relator da ação, o ministro Edson Fachin quer saber se é possível quebrar o sigilo das mensagens de usuários específicos.

Em maio e julho deste ano, juízes de primeira instância de Sergipe e do Rio de Janeiro determinaram o bloqueio do WhatsApp em todo o país após recusa do Facebook, empresa dona do aplicativo, em fornecer dados de usuários específicos investigados.

O Facebook alega que não consegue quebrar o sigilo por razões técnicas, além do fato de o aplicativo ser administrado por uma empresa independente.

Em pareceres enviados ao STF, a Polícia Federal e o Ministério da Justiça opinaram em favor do bloqueio, para facilitar as investigações. A Procuradoria Geral da República (PGR) recomendou o arquivamento da ação, por razões processuais.

Autor da ação, o Partido Popular Socialista (PPS) argumenta que o bloqueio fere a Constituição, por prejudicar a livre comunicação de todos os usuários.

Os interessados em participar da audiência pública deverão enviar e-mail para o endereço adpf403@stf.jus.br até o dia 25 de novembro deste ano.

O pedido de participação deverá conter a qualificação do órgão, entidade ou especialista; a indicação do expositor, acompanhada de breve currículo de até duas páginas; e sumário das posições a serem defendidas na audiência.

Os que forem habilitados a participar deverão responder às seguintes perguntas:

1 – Em que consiste a criptografia ponta a ponta (end to end) utilizada por aplicativos de troca de mensagens como o WhatsApp?

2 – Seria possível a interceptação de conversas e mensagens realizadas por meio do aplicativo WhatsApp ainda que esteja ativada a criptografia ponta a ponta (end to end)?
3 – Seria possível desabilitar a criptografia ponta a ponta (end to end) de um ou mais usuários específicos para que, dessa forma, se possa operar interceptação juridicamente legítima?
4 – Tendo em vista que a utilização do aplicativo WhatsApp não se limita a apenas uma plataforma (aparelhos celulares/smartphones), mas permite acesso e utilização também em outros meios, como, por exemplo, computadores (no caso do WhatsApp mediante o WhatsApp Web/Desktop), ainda que a criptografia ponta a ponta (end to end) esteja habilitada, seria possível “espelhar” as conversas travas no aplicativo para outro celular/smartphone ou computador, permitindo que se implementasse ordem judicial de interceptação em face de um usuário específico?

 

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Reforma do ensino médio pode mexer nos vestibulares, dizem especialistas

ldbA proposta de reforma do ensino médio que o governo federal deve anunciar na tarde desta quinta-feira (22) pode passar pela alterações de artigos da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que definem as matérias obrigatórias do ensino médio, e das regras para as universidades elaborarem seus vestibulares. As informações são de especialistas ouvidos pelo G1 que tiveram acesso informal às discussões por trás da elaboração do texto da medida provisória, que deve ser apresentada nesta quinta em Brasília pelo presidente Michel Temer. No entanto, a proposta não vale para os processos seletivos de 2016, incluindo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Educação, o texto da medida provisória ainda estava sendo fechado no início da noite desta quarta-feira (21), e deve ser apresentado a Temer na manhã desta quinta. Às 15h, um evento está marcado com uma série de entidades da área educacional. O conteúdo, até agora, só foi divulgado em linhas muito gerais pelo ministro Mendonça Filho, e até o conselheiro nacional de Educação Cesar Callegari, que preside a comissão que avaliará e aprovará a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), afirmou ao G1 que não teve acesso prévio ao texto.

Entre as entidades convidadas para o evento desta quinta está a Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar). Em entrevista ao G1, Arthur Fonseca Filho, diretor da Abepar e ex-conselheiro nacional de Educação, afirmou que foi consultado informalmente sobre pontos da medida provisória durante a sua elaboração. De acordo com ele, que disse não ter visto a versão final do documento, a proposta gira em torno do “enxugamento” do conteúdo obrigatório do ensino médio e, para tornar isso possível, a ideia é alterar a forma como os vestibulares exigem esse conteúdo em suas provas. Outras pessoas ligadas à área de educação afirmaram que a base da proposta seria essa, mas que ela ainda não era consenso dentro do governo na noite desta quarta.

Procurado pelo G1, o MEC afirmou que não confirmaria “nenhuma informação que não seja oficial”, e que as informações oficiais só serão divulgadas na tarde desta quinta.

Alteração da LDB
De acordo com Fonseca, a proposta que estava sendo estudada pelo governo segue linha semelhante à que vem sendo discutida desde 2013 por um grupo de especialistas em educação, que começou a estudar alternativas de estruturas curriculares do ensino médio de outros países, como os Estados Unidos. O grupo inclui a atual secretária-executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro.

Segundo ele, no decorrer dos anos, a LDB acabou sendo alvo de diversas emendas que acabaram “engessando” o ensino médio por meio da obrigatoriedade de um grande número de disciplinas. Ao mesmo tempo, o currículo acabou se voltando cada vez mais às exigências das universidades na seleção de calouros. “Durante os últimos anos, montes de emendas foram feitas, incluindo diversos componentes curriculares, tornando esses componentes obrigatórios”, explicou ele. “Vai haver um ‘enxugamento’ disso, voltando ao texto original das quatro grandes áreas [ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e matemática]. O equivalente a mais ou menos um terço do tempo [carga horária] do ensino médio seria destinado à Base Nacional Comum, que ainda não está aprovada. Com isso, os outros dois terços ficam muito mais livres. E quando digo livres, ninguém está impondo uma mudança qualquer. Eventualmente, se uma escola achar que está ótimo, não precisa [alterar o currículo].”

O “engessamento” do ensino médio também é usado pelo MEC como motivo para defender uma reforma nessa etapa da educação básica. Fonseca explica, porém, que, para conseguir “flexibilizar” o conteúdo do ensino médio, a pasta considera alterar a formulação dos processos seletivos de ingresso no ensino superior, que acabam tendo influência no currículo do ensino médio.

Na LDB, o artigo que define a relação entre os vestibulares e o ensino médio é o 51º. Ele afirma que as instituições de ensino superior, na hora de definir os critérios da seleção dos estudantes, devem levar em conta “os efeitos desses critérios sobre a orientação do ensino médio, articulando-se com os órgãos normativos dos sistemas de ensino”. Segundo Fonseca, da Abepar, a proposta da medida provisória pode passar por uma mudança nesse texto, fazendo com que esses critérios precisem seguir apenas o conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional Curricular Comum. Em teoria, isso permitiria ao ensino médio uma liberdade maior em relação ao vestibular – o que deixaria espaço para outros tipos de atividades de caráter opcional paras as escolas e redes.

De acordo com Fonseca, é essa a mudança que permitiria às escolas adotar modelos de ensino médio integrados com o ensino profissionalizante, por exemplo.

Educação acima do Congresso
Callegari, conselheiro do CNE, afirmou ao G1 que não leu o texto da medida provisória e que defende a “audácia” para “o fracasso do ensino médio”, mas que já se posicionou publicamente contra a aprovação de leis que versem sobre o currículo pedagógico das escolas. Além disso, segundo ele, a LDB já é flexível o suficiente para contemplar as propostas que criticam o “engessamento” das disciplinas. “É evidente que estamos no meio de uma crise crônica. A gente não pode ficar parado no lugar. Temos que dar um passo, mas vamos dar o passo certo”, disse.

“É correto o que vem sendo discutido sobre começar a pensar menos em disciplinas, e mais em áreas do conhecimento. É positivo. Mas uma preocupação que eu tenho é que a resposta a um número excessivo de disciplinas seja uma simplificação rasa, que estreite o currículo apenas em disciplinas meramente utilitárias. Elas são importantes, mas não são suficientes. Tenho essa preocupação de que a ideia de uma flexibilização diminua e amesquinhe a formação do jovem brasileiro, que, antes de mais nada, precisa ser um cidadão do mundo”, explicou o conselheiro. O efeito dessa redução para dar espaço a atividades optativas pode ter resultados contrários aos desejados, alerta ele. “Para o propósito de flexibilizar, eu reduzo o conhecimento. Esse é o problema. No lugar, esse conhecimento pode ser substituído por nada, ou muito pouco. Esse é um risco que existe.”

Ele discordou, também, da ideia de que o ensino médio esteja engessado. “Hoje a legislação vigente – a LDB e as próprias diretrizes curriculares – já asseguram que os sistemas de ensino e as escolas possam flexibilizar, possam fazer várias modelagens curriculares. (…) As únicas coisas que ficam presas por conta da legislação complementar é a obrigatoriedade de filosofia e sociologia [citadas no artigo 36º da lei, inciso IV]. No fundo, são as únicas disciplinas de fato obrigatórias em cada um dos três anos do ensino médio.” Para Callegari, há outras soluções para reformar a estrutura do ensino médio sem a necessidade de alteração da lei. Uma delas é a “educação baseada em projetos” que integra professores de disciplinas diferentes. “É uma maneira de você resolver a excessiva fragmentação disciplinar. Não é eliminando conhecimento nem conteúdo, é fazendo com que esse conhecimento se integre de forma significativa à vida desses alunos.”

A alteração do artigo que define orientações para o vestibular também é desnecessária, segundo ele, agora que o Brasil está próximo de finalizar a elaboração da Base Nacional Curricular. “O carro está na frente dos bois: em vez de o currículo defender as avaliaçoões, são as avaliações que definem o currículo, por falta de um currículo nacional. O que não podemos imaginar é que [os vestibulares] vão ficar proibidos de fazer exigências do processo seletivo de alunos. Não têm que ficar proibidos de nada, os alunos é que têm que ter capacidade de enfrentarem as coisas.”

O conselheiro também se diz contra a definição e alteração de conteúdos curriculares por meio de leis, e defende que essa área da educação seja debatida e decidida pela sociedade e pelos especialistas e trabalhadores da área, como professores e dirigentes, como acontece com a Base. “A medida provisória é um projeto de lei com efeito imediato. Mas ela será convertida em lei. Quando for apreciada [pelos deputadores e senadores], vai certamente receber emendas. O Congresso tem lados, é um jogo de poder. Acho que a educação, sobretudo a organização curricular das escolas, tem que ficar acima desse jogo político-partidário.”

EXAME

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Técnica de transplante de medula pode diminuir fila por doadores, mas divide especialistas

Everson Bressan/SMCS
Everson Bressan/SMCS

Uma técnica relativamente nova pode ajudar a diminuir a fila de pessoas que necessitam de transplante de medula óssea¹. Chamado de transplante haploidêntico, o método utiliza células de pessoas que não são 100% compatíveis com o receptor (ao contrário das outras duas técnicas que necessitam de 100% de compatibilidade) para que ele tenha a medula substituída. Especialistas se dividem entre defender o método e sobre os riscos de infecções.

O procedimento existe há cerca de 15 anos, mas nos últimos anos ganhou novas estratégias de aplicação e vem ganhando espaço como tratamento, de acordo com a hematologista Aline Miranda, do Centro de Transplante de Medula Óssea da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

“Na medicina, além do transplante haploidêntico, temos os transplantes autólogo, quando as células utilizadas no transplante são do próprio paciente; o alogênico, quando as células são provenientes de um doador da família (irmão); e o alogênico não-aparentado, quando o receptor recebe células de um doador que não é da família e pertence ao banco de doadores de medula óssea. Essas técnicas exigem compatibilidade de células em 100% e caso o paciente não tenha familiar compatível e não encontre doador compatível no banco de medula, ele pode ter que esperar muito tempo para encontrar esse doador e isso pode ser fatal. Com o transplante haploidêntico, conseguimos transplantar a medula de doadores de compatibilidade menor que 100% e dar esperança a quem precisa receber uma nova medula”, afirmou a médica.

No transplante haploidêntico, a incompatibilidade entre doador e receptor é barrada com a utilização de medicamentos e a realização de quimioterapia e radioterapia específicas que diminuem as chances de rejeição da nova medula.

Com esse método, o futuro transplantado pode receber células 50% compatíveis vindos do pai, da mãe e dos seus filhos, além de células com compatibilidade menor que 100% vindas do banco de medula.

“A gente tem uma grande miscigenação no Brasil, resultando em uma grande mistura genética e isso dificulta o encontro de um doador 100% compatível com o receptor. Nem sempre o receptor tem irmãos e isso também é um entrave. Então com o método haploidêntico temos chance de poder realizar o transplante em mais pessoas e conseguir diminuir a fila de espera. Geralmente temos bastante êxito com o haploidêntico, já que a taxa de rejeição nesse tipo de transplante fica entre 5% e 10%”, contou a médica Aline Miranda.

Paraibano defende método, mas fala sobre infecções

De acordo com o médico hematologista André Cunha de Oliveira, as técnicas de transplante de medula óssea têm características semelhantes, mas o tratamento e os possíveis efeitos pós-transplante são diferentes.

“No transplante autólogo, o paciente tem um linfoma, por exemplo. Se a doença desaparecer ou diminuir, nós colhemos células-tronco do paciente e ele passa por quimioterapia e outros procedimentos para destruir a medula. Após isso, ele vai receber as células-tronco que haviam sido colhidas para que essas células regenerem a medula óssea. Por isso é um tratamento em que ele recebe células dele mesmo, facilitando o processo já que são células que o organismo do paciente está adaptado”, contou André.

Nos transplantes alogênico e alogênico não-aparentado, que necessitam de 100% de compatibilidade, o paciente recebe células de outras pessoas. Por conta disso, segundo André Cunha, existe um maior risco de rejeição ou de complicações pós-transplante.

“No transplante alogênico, o paciente recebe a medula de um irmão ou de uma pessoa do banco de dados, onde é feito um procedimento alogênico não-aparentado. É uma medula diferente da qual o organismo do paciente é adaptado, então a quimioterapia é diferente e a imunossupressão (que reduz a atividade ou eficiência do sistema imunológico através de medicamentos) também. O período de internação é semelhante a do transplantado autólogo, mas o paciente é mais suscetível a infecções”, disse o hematologista.

Ainda segundo André, o transplante haploidêntico, mesmo sendo o que pode mudar a realidade da fila de espera por uma medula, é o que mais tem possibilidade de infecção e de demora na recuperação pós-transplante.

“No haploidêntico o grau de estranheza do organismo para com as novas células é maior, pois a compatibilidade não é 100%. Com isso é necessário mais medicamentos e imunossupressão do que nos outros transplantes. Além disso, o risco de infecção também é maior. Porém, a grande importância do transplante de medula óssea haploidentico é que, teoricamente, todo paciente com pai ou mãe vivo teria um doador potencial. Isso é fundamental e importante para diminuição da fila de espera por uma nova medula”, frisou André Cunha.

Paraíba segue sem realizar transplantes

Mesmo com o Hospital Napoleão Laureano atendendo a pacientes de câncer e com doenças do sangue, a Paraíba continua sem condições de realizar o transplante de medula óssea. Segundo o diretor-geral do Laureano, o Ivo Sérgio, o hospital não tem condições de oferecer o serviço de transplante ainda porque o procedimento é caro e necessita de um laboratório dedicado ao procedimento.

“O Laureano não consegue oferecer o transplante ainda porque o serviço é extremamente caro. Exige um laboratório para verificar as possibilidades de compatibilidade, equipes dedicadas e uma quantidade mínima de transplantes por mês. Aqui nós tratamos pela quimioterapia, mas os pacientes paraibanos que precisam receber novas medulas são enviados para fazer o transplante em Recife (PE) ou São Paulo (SP)”, disse o diretor-geral.

A necessidade do Estado ter um hospital que realize o transplante de medula óssea também é levantada pelo hematologista André Cunha. Para ele, mesmo com a necessidade, a previsão é de que os transplantes não vão ser realizados tão brevemente na Paraíba.

“Não vejo uma previsão do transplante ser realizado aqui. O que se pode implantar mais brevemente é o autólogo, que tem um grau de complexidade bem menor do que o haploidêntico. Na Paraíba não dispomos de nenhum serviço de transplante, apesar da extrema necessidade de implantação. Porém, o hospital que oferecer o serviço tem que ter todo apoio de infraestrutura e investimentos já que a complexidade do procedimento é relativamente alta. Com tudo isso, é necessário implantar o serviço porque a quantidade de pessoas que esperam por esse transplante é grande e muita gente morre na fila”, concluiu André.

Ao Portal Correio, a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do Estado informou que as pessoas que necessitam de transplante na Paraíba recebem acompanhamento médico, passam por exames e realizam o transplante através do programa Tratamento Fora do Domicílio (TFD)

Segundo a SES, o serviço fornece passagens para atendimento médico especializado de diagnose, terapia ou cirúrgico em alta complexidade, a ser prestado a pacientes atendidos exclusivamente pelo SUS, em outros estados, além de ajuda de custo para alimentação e pernoite de paciente e acompanhante, se necessário.

Seja um doador

Os interessados em doar medula óssea na Paraíba devem se cadastrar no Hemocentro de João Pessoa e Campina Grande e nos Hemonúcleos espalhados pelos municípios de Piancó, Picuí, Monteiro, Patos, Itaporanga, Cajazeiras, Guarabira, Catolé do Rocha, Princesa Isabel e Sousa.

“O pessoal tem muito medo de que a doação seja feita com uma furada de agulha. Atualmente, a doação da medula óssea acontece com a tomada de medicamentos pelo doador. Esse medicamentos fazem com que a medula circule pelo sangue, possibilitando que a gente colha o sangue e possa fazer o transplante. Não existe desconforto para o doador”, afirmou a médica Aline Miranda.

portalcorreio

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Crise hídrica na Paraíba reúne especialistas do país em clima e gestão das águas

tceAlgumas das maiores autoridades e especialistas do país em previsão e mudanças climáticas, em abastecimento e gestão dos recursos hídricos, participam nestas quinta e sexta-feira (01 e 2) do seminário ‘A Crise Hídrica no Semiárido Paraibano’, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. As palestras e debates acontecerão, pela manhã e à tarde, no auditório Celso Furtado do Centro Cultural Ariano Suassuna

Realizado em cooperação com a Universidade Federal da Paraíba – UFPB, Universidade Federal de Campina Grande – UFCG e Estadual da Paraíba – UEPB, o evento abre a programação de palestras e debates às 9:10h, abordando ‘As Mudanças Climáticas em seu Significado para o Desenvolvimento do Nordeste do Brasil’.

A exposição do tema será feita por Paulo Nobre, climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e que foi, até ano passado, o coordenador da Rede Brasileira de Pesquisas em Mudanças Climáticas Globais – Rede CLIMA.

Doutor em Meteorologia pela University of Maryland, com pós-doutorado pela Columbia University – ambas universidades americanas-, hoje ele coordena o desenvolvimento do Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre – BESM, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos / INPE.

A segunda palestra, às 10h, com o tema ‘Anatomia da seca no Nordeste e previsão climática sazonal’, será ministrada por Lincoln Muniz Alves, também Doutor e pesquisador, desde 2010, do Grupo de Mudanças Climáticas do INPE.

Com experiência na área de Geociências, com ênfase em Climatologia, Lincoln Muniz participa atualmente de vários projetos de pesquisa com instituições brasileiras, inglesas, francesas e americanas.

Para o presidente do TCE-PB, conselheiro Arthur Cunha Lima, que abre o evento às 8:30 h, o seminário constitui uma oportunidade importante para a região nordeste, “pela possibilidade de apontar caminhos e alternativas para os principais problemas do Semiárido, a exemplo da gestão e qualidade das águas, do abastecimento, e da expectativa de chegada da água da Transposição”.

O Corregedor do TCE, conselheiro Fernando Catão – que idealizou o evento e é um dos responsáveis pelas articulações que trazem a João Pessoa os especialistas de renome nacional e internacional-, fará um resumo dos processos de Auditoria Operacional por ele coordenados nas Várzeas de Sousa e no sistema de abastecimento d’água de João Pessoa.

Durante a abertura oficial, também usarão da palavra o conselheiro Marcos Costa, que coordena a Escola de Contas do TCE – responsável pela organização do seminário no âmbito da Corte -, o assessor do Tribunal de Contas da União na Paraíba, André Delgado de Souza, e o professor Heber Pimentel Gomes, que na sexta-feira dará palestra com o tema “ Adutoras Complementares: Litoral/Agreste e Monteiro/Gravatá.

O seminário permitirá discussões, também, sobre outros assuntos importantes, como: “A Qualidade da Água Atual dos Reservatórios de Abastecimento do Estado da Paraíba”; “Gestão dos Recursos Hídricos das Bacias do Semiárido Paraibanos”; “Expectativa da Chegada da Água da Transposição aos Reservatórios do Semiárido Paraibano”; e “Soluções Alternativas ao Abastecimento da Cidade de Campina Grande”.

Também fazem parte, ainda, da mesma programação, debates sobre “Alternativa para a Não Chegada das Águas da Transposição Antes do Colapso Total da Atual Capacidade do Reservatório Epitácio Pessoa”, e “Planta de Reuso de Águas Residuárias”.

PROGRAMAÇÃO:

DIA 01/09

08:00h – Credenciamento

08:30h – Abertura Oficial

– Conselheiro Arthur Paredes Cunha Lima – Presidente do TCE/PB

– Conselheiro Marcos Antônio da Costa – Coordenador da Escola de                   Contas Otacílio Silveira – ECOSIL

– Conselheiro Fernando Rodrigues Catão – Corregedor do TCE/PB

– André Delgado de Souza – Auditor Federal de Controle Externo do                   TCU

– Heber Pimentel Gomes – Professor da UFPB

09:10h – PALESTRA 1: AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM SEU      SIGNIFICADO PARA O DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE             DO      BRASIL

Palestrante: Paulo Nobre

Coordenador do Desenvolvimento do Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM) do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos – CPTEC / Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE

10:00h – PALESTRA 2: ANATOMIA DA SECA NO NORDESTE E    PREVISÃO CLIMÁTICA SAZONAL

Palestrante: Lincoln Muniz Alves

Pesquisador do Grupo de      Mudanças Climáticas do Centro de Ciência do        Sistema Terrestre – CCST do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE

10:50h – PALESTRA 3: A QUALIDADE DA ÁGUA ATUAL DOS     RESERVATÓRIOS DE ABASTECIMENTO DO ESTADO DA     PARAÍBA

Palestrante: Weruska Brasileiro Ferreira

Professora da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB e Pesquisadora na área de Qualidade da água

14:00h – PAINEL 1: A GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS DAS             BACIAS DO SEMIÁRIDO PARAIBANO

Palestrante: JANIRO COSTA RÊGO

Professor da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG

Mediador: Sérgio Góis

Consultor da Associação Técnico-Científica Ernesto Luiz de Oliveira       Júnior – ATECEL

Debatedores:

Tarciso Cabral da Silva

Professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental do Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba – UFPB

João Fernandes da Silva

Diretor Presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas no Estado da Paraíba – AESA

15:30h – PAINEL 2: EXPECTATIVA DE CHEGADA DA ÁGUA DA             TRANSPOSIÇÃO AOS RESERVATÓRIOS DO SEMINÁRIO      PARAIBANO

Palestrante: JOÃO AZEVEDO LINS FILHO

Secretário de Estado da Infraestrutura, Recursos Hídricos, do Meio

Ambiente e da Ciência e Tecnologia

Mediador: Heber Pimentel Gomes

Professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da   Universidade Federal da Paraíba – UFPB e Coordenador do Laboratório             de Eficiência Energética e Hidráulica em Saneamento

Debatedores:

Alain Marie Bernard Passerat de Silans

Professor da Universidade Federal da Paraíba – UFPB e Consultor

Cristiano das Neves Almeida (Professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da             Universidade Federal da Paraíba – UFPB)

DIA 02/09

08:30h – PAINEL 3: SOLUÇÕES ALTERNATIVAS AO ABASTECIMENTO DA CIDADE DE CAMPINA GRANDE

Mediadora: Beatriz Susana Ovruski de Ceballos

Professora da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB

Palestra 4: ALTERNATIVA PARA A NÃO CHEGADA DA ÁGUA DA         TRANSPOSIÇÃO ANTES DO COLAPSO TOTAL DA ATUAL         CAPACIDADE DO RESERVATÓRIO EPITÁCIO PESSOA

Palestrante: MARCUS VINÍCIUS FERNANDES NEVES

Presidente da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba – CAGEPA

Palestra 5: ADUTORAS COMPLEMENTARES: LITORAL/AGRESTE            E MONTEIRO/GRAVATÁ

Palestrante: HEBER PIMENTEL GOMES

Professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da   Universidade Federal da Paraíba – UFPB e Coordenador do Laboratório             de Eficiência Energética e Hidráulica em Saneamento

Palestra 6: PLANTA DE REUSO DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS

Palestrante: EDUARDO PACHECO JORDÃO

Professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

Palestra 7: REABILITAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO         RESERVATÓRIO EPITÁCIO PESSOA

Palestrante: SÉRGIO GÓIS

Consultor da Associação Técnico Científica Ernesto Luiz de Oliveira       Júnior – ATECEL

13:00h – Encerramento

clickpb

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Casos de autismo sobem para um a cada 68 crianças; especialistas explicam

crianca-autistaNo fim dos anos 1980, uma a cada 500 crianças era diagnosticada com autismo. Hoje, a taxa é uma a cada 68. O significativo aumento chamou atenção até da ONU (Organização das Nações Unidas), que classificou o distúrbio como uma questão de saúde pública mundial. Mas, afinal, o que fez com que aumentasse tanto o número de crianças diagnosticadas?

Uma série de fatores. De acordo com Carlos Gadia, neurologista pediatra e diretor associado do Dan Marino Center, do Miami Children’s Hospital, na Flórida, nos Estados Unidos, a mudança na maneira de diagnosticar o autismo é uma delas.

“Até meados dos anos 1990, para ser considerada autista, a criança precisava não interagir socialmente nem se comunicar. Depois foi considerado que ela precisava ter alguma alteração na qualidade da comunicação e da interação social em comparação com outras da mesma idade. Com isso, houve uma expansão no diagnóstico”, explica.

Ao mesmo tempo, houve um grande aumento do conhecimento sobre o transtorno, tanto entre os médicos quanto na comunidade em geral. “No fim dos anos 1990, as pessoas passaram a falar mais sobre autismo, as famílias de autistas criaram grupos para discutir o assunto. E quanto mais se fala, mais o autismo passa a ser reconhecido pelos médicos e pelas famílias”, diz Gadia.

O fator ambiental também pode estar associado ao aumento de casos de autismo. “Temos estudado fatores ambientais, como uso de pesticidas, de medicações durante a gestação, exposição ao tabaco, fumo, álcool e diferentes substâncias. A probabilidade é que causas multifatoriais genéticas e ambientais se combinem e façam com que o feto tenha predisposição ao autismo”, afirma Daniela Bordini, psiquiatra e coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Ainda vai levar alguns anos até que esses estudos sejam concluídos, no entanto, vários trabalhos realizados desvendaram alguns mitos que cercam o autismo, como a relação entre o problema e as vacinas.

“Esse é o maior mito, mas foi comprovado que não há relação entre imunização e autismo. Mais recentemente também desvendou-se que os polihidrocarbonetos –substância presente em uma série de equipamentos usados no dia a dia– não têm relação com o distúrbio”, afirma o neurologista Gadia.

Em maio de 2013, um novo critério do DSM – 5(Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) acabou com todas as subdivisões usadas para classificar o problema e criou o termo TEA (Transtorno do Espectro Autista).

“Não há mais Síndrome de Asperg, Transtorno Global ou Invasivo de Desenvolvimento. Tudo virou TEA. Os especialistas criaram essas subdivisões, pois achavam que ter grupos homogêneos dentro dos transtornos facilitaria as pesquisas, mas não foi o que aconteceu. Essas subdivisões só causavam confusões para a família. Essa mudança de nomenclatura reafirma a ideia de espectro, de que há diferentes severidades do problema”, afirma Gadia.

Primeiros sinais

Os estudos mostram que a primeira manifestação do autismo é a anormalidade no contato visual. “Crianças dentro do espectro, mesmo pequenas, têm pouco interesse ao olhar para pessoas. Elas preferem observar objetos e, quando olham para indivíduos, tendem a focar no corpo e na boca. Enquanto as crianças típicas olham primariamente para os olhos para entender a carga emocional do olhar”, declara o neurologista Gadia.

O atraso na fala não é necessariamente o primeiro sintoma, mas quase sempre é o mais percebido pelos pais. “A família identifica que tem algo errado com a criança e a leva a um pediatra, mas a maioria desses profissionais não são capacitados para se atentar aos primeiros sintomas do autismo. Muitos têm uma conduta mais expectante: ‘Vamos esperar mais um pouquinho, tem criança que demora mais para falar mesmo’. E isso atrasa o diagnóstico”, afirma Daniela.

“Esperar porque alguém da família demorou para falar ou porque meninos falam depois de meninas não é algo benéfico. Passa a impressão de que alguns critérios de desenvolvimento são fluidos, o que não é verdade. Se a criança não fala e tem um ano e meio, é fora do padrão, e é preciso uma avaliação com especialistas”, diz Gadia.

Outro sintoma do autismo é a falta de resposta quando a criança é chamada pelo nome e a falta de atenção conjunta. “Pais se queixam de que entram no quarto, o filho está brincando e continua, como se eles não estivessem ali. Outro exemplo: se a criança vem no consultório pela primeira vez, eu entro na sala e ela segue brincando como se nada tivesse acontecido também não é normal. A reação da criança típica é olhar para a pessoa desconhecida e, na sequência, para os pais, para ler se ela deve ter medo ou se sou uma pessoa amiga. Essa é a base do déficit de interação social do autista: ele não se preocupa com o acontece à sua volta”, fala o neurologista Gadia.

O diagnóstico ainda hoje tem um peso muito grande para a família. “É um luto. Os pais sonham com um filho saudável, com futuro garantido. Ao descobrir que ele é autista, começam a questionar como será o futuro, se ele terá independência na vida adulta. A parceria da família é fundamental no tratamento, enquanto ela não se fortalece, fica difícil ter melhorias”, afirma a coordenadora do Ambulatório de Cognição Social da Unifesp.

Tratamento

O tratamento do autismo é multifuncional e precisa englobar tanto a família quanto a escola para ter maior chance de sucesso. “Quanto mais precoce é o diagnóstico e o tratamento, melhor o prognóstico da criança no futuro. Não existe um medicamento para os sintomas principais do transtorno, mas alguns sintomas ‘alvo’, que não fazem parte do problema, mas atrapalham a vida do autista –como agressividade, insônia e agitação–, podem ser tratados com remédios”, fala Daniela.

Além disso, a criança também é submetida a tratamentos para as áreas de deficiência. “A fonoaudióloga vai trabalhar as questões de linguagem. Os terapeutas ocupacionais, a questão da hipersensibilidade. Já os terapeutas comportamentais fazem uma intervenção chamada de ABA [Terapia Aplicada de Análise do Comportamento, em livre tradução do inglês] para desenvolver com a criança o contato visual, a capacidade de imitar, de apontar, de prestar atenção nos outros”, explica o neurologista Gadia.

Com relação à escola, as instituições regulares não podem recusar a matrícula de crianças autistas e precisam se preparar para as adaptações que forem necessárias. “Para os casos de autismo mais grave, a escola precisa arcar com tutores para fazer a intermediação dos conteúdos ministrados na aula. Mas há pacientes com altas habilidades em algumas áreas, acima da média até. E é preciso aproveitar essas potencialidades e investir nisso para que ele possa ter um emprego no futuro e uma vida independente”, fala Daniela.

estilo

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Antenas de celular não fazem mal à saúde, defendem especialistas

antena-celularA polêmica sobre a determinação de que as operadoras de telefonia retirem as antenas de celular de áreas próximas a escolas públicas no Distrito Federal trouxe o debate sobre a possibilidade de esses equipamentos fazerem mal à saúde da população. Mas, segundo especialistas, não há estudos que comprovem a relação da radiação emitida pelas antenas com o surgimento de doenças.

O professor de engenharia elétrica Leonardo Menezes, da Universidade de Brasília (UnB), diz que é praticamente consenso que a exposição à radiação das antenas não tem efeito notável nenhum sobre a saúde. “O que se estudou até hoje a respeito é que não se encontrou nada que leve a doenças como o câncer, por exemplo”, explicou.

Mas, segundo ele, ainda há dúvidas dos efeitos do uso prolongado dos aparelhos de celular. “Já houve dúvidas muito tempo atrás em relação às antenas, mas com o avanço das pesquisas já se chegou à conclusão de que, se houver efeito, é muito pequeno. É muito mais provável o efeito do telefone em si do que da torre.”

Legislação

Ao exigir o cumprimento de uma lei distrital de 2004 – que proíbe a instalação de antenas em áreas destinadas a atividades educacionais e prevê a distância mínima de 50 metros dos equipamentos de unidades imobiliárias –, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) determinou a retirada de 32 antenas que ficam em áreas de escolas. As operadoras dizem que não podem cumprir a determinação, porque não há onde realocar as antenas.

Para o presidente da consultoria de telecomunicações Teleco, Eduardo Tude, a legislação que restringe a instalação das antenas é baseada no desconhecimento técnico sobre o tema. “A lei não reflete o conhecimento científico que se tem no mundo sobre o assunto. Esse tipo de restrição vem mais do medo e do desconhecimento, mas não tem nenhuma base científica.”

Ele lembra que, quando a lei foi elaborada, já existiam estudos sobre o assunto que demonstravam não haver riscos à saúde. Segundo Eduardo Tude, os limites colocados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a instalação das antenas já trazem uma margem grande para garantir a segurança da população.

Prejuízos à saúde

Na determinação para a retirada das antenas das escolas, o MPDFT considera que as antenas em áreas urbanas provocam impactos importantes na paisagem e na qualidade de vida de quem mora perto, além dos possíveis malefícios à saúde. Segundo o órgão, pesquisas apontam efeitos negativos possivelmente causados pelas radiações não ionizantes oriundas dos aparelhos e das antenas de celular, em especial, os efeitos não térmicos, como distúrbio do sono, crises epiléticas em algumas crianças expostas à radiação de antenas, severa diminuição da produção de leite, perda de massa muscular, abortos espontâneos e ocorrência de natimortos.

Os promotores consideraram que as áreas escolares são frequentadas por crianças e adolescentes, que, por estarem em desenvolvimento físico e mental, podem sofrer danos maiores por causa da presença das antenas.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) destaca que algumas pessoas podem apresentar efeitos como aumento na temperatura do corpo quando expostas a campos eletromagnéticos intensos. Mas, segundo a agência, a população em geral não se aproxima o suficiente das antenas transmissoras para sentir esses efeitos, pois o acesso às antenas é protegido por cercas ou edificações que impossibilitam essa aproximação.

“Todos os dias, muitas pessoas são expostas a ondas eletromagnéticas de radiofrequências de baixa intensidade, provenientes de diversas fontes, sem perceber qualquer efeito. Apesar disso, pesquisas científicas continuam investigando a possibilidade da existência de efeitos ainda não detectados”, informa a Anatel.

Regulamentação

Os níveis seguros de exposição às ondas de rádio emitidas pelas antenas de celulares estão estabelecidos em regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) – responsável por definir os limites para exposição humana a ondas eletromagnéticas e fiscalizar o cumprimento da regulamentação.

“As avaliações feitas em estações transmissoras de telecomunicações, em diversas localidades brasileiras, têm demonstrado que seus campos eletromagnéticos estão abaixo dos valores limites adotados. A Anatel, ao estabelecer limites de exposição a campos eletromagnéticos de radiofrequências e fiscalizar seu atendimento, busca garantir que, em locais passíveis de ocupação humana, não sejam excedidos os limites de exposição”, ressalta a agência.

O diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Ricardo Dieckmann, garante que a instalação das antenas segue critérios técnicos de acordo com os limites de exposição estabelecidos pela Anatel, que também certifica e homologa os equipamentos. “Cada instalação que é feita passa pelo processo de licenciamento da Anatel para garantir que os padrões estão de acordo com a regulamentação.”

Serviço

Na avaliação do professor Leonardo Menezes, a retirada das antenas poderá prejudicar a população porque vai reduzir a cobertura do serviço de voz e tornar o acesso à internet móvel mais lento. “As antenas não estão lá só para enfeitar. Nas regiões onde se retirarem as antenas, o sinal da internet vai piorar, a taxa de transmissão vai cair, ou seja, vai ser mais difícil acessar a internet.”

As plataformas de altas altitudes para a colocação de antenas de celulares poderiam ser uma alternativa, de acordo com Menezes, mas seu uso é mais recomendado para áreas isoladas, como florestas e áreas rurais. A ideia é usar drones, balões ou dirigíveis que funcionam como antenas de celular, mas em grandes altitudes. Segundo ele, nas áreas urbanas, como em Brasília, seria preciso haver muitos equipamentos para garantir a qualidade do sinal, e o custo desses equipamentos é mais alto.

A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) havia notificado as operadoras e já retirou uma das antenas, na região administrativa do Guará. Uma nova reunião entre o governo do DF, as operadoras de telefonia e o Ministério Público deve ocorrer nos próximos dias para debater a questão. Se o MP não aceitar o argumento das empresas sobre a impossibilidade da retirada das antenas, a Agefis poderá fazer novas ações para retirar equipamentos.

O Distrito Federal é a unidade da Federação onde há mais linhas de telefones celulares ativas por habitante, com 1,8 linhas para cada morador da região.

Agência Brasil

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Especialistas alertam que jogar Pokémon Go no trabalho pode render demissão por justa causa

pokemon_goO fenômeno mundial Pokémon Go chegou ao Brasil na última quarta-feira (3) e está fazendo fãs saírem em caça pelos monstrinhos nas ruas, praças, shoppings, estabelecimentos comerciais e até em ambientes trabalho. Esse último comportamento, segundo especialistas, é arriscado e pode culminar em demissão por justa causa.

Em São Paulo, um escritório de advocacia tem recebido bastantes reclamações por parte de gestores de empresas. A principal queixa é de que os funcionários têm usado o aplicativo do jogo durante o expediente e perdido produtividade.

“Esses trabalhadores podem ser punidos e, inclusive, demitidos por justa causa. Isso porque a própria CLT prevê que a queda do desempenho do empregado poderá gerar esse tipo de demissão”, explica o especialista em Direito do Trabalho, Rafael Colônia, do escritório Aith Advocacia.

Já Renato Falchet, especialista do escritório em Direito Eletrônico e Digital, alerta que as empresas podem restringir o uso de aparelho celular dentro do ambiente de trabalho, seja por normas da própria empresa ou por Acordos Coletivos de Trabalho.

“Nos dois casos, se o empregado que ignorar a proibição da empresa poderá tomar advertência e até mesmo ser demitido por justa causa, em virtude de sua insubordinação”, alerta.

Pokémon Go é um jogo que utiliza tecnologia de realidade aumentada, ou seja, os monstrinhos são projetados na tela do celular, mas em cenários reais, capturados pela câmera dos aparelhos. O game está disponível para usuários de Android e iOS.

portalcorreio

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Especialistas apresentam cinco propostas para a educação brasileira

educacaoO momento era meio baixo-astral: economia aos tropeços, corrupção em destaque, aumento de impostos e uma Esplanada sem brilho. Até que a Presidência emitiu uma nota de três linhas, no último dia 27, anunciando o quinto ministro da Educação em 14 meses de governo.

Um professor. Um professor de Ética. Sem filiação partidária.

A nomeação de Renato Janine Ribeiro, filósofo e professor da Universidade de São Paulo (USP), provocou otimismo entre analistas políticos e entusiasmo no meio acadêmico.

— Ele reúne as melhores condições de liderar um debate nacional. São raros os brasileiros que, além de capacidade intelectual, dispõem de tanta valentia para tratar de temas espinhosos — avalia o sociólogo Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação e presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Em um país cuja taxa de evasão escolar atingiu 24,3% em 2012, com os vizinhos do Chile (2,6%), do Uruguai (4,8%) e da Argentina (6,2%) nos deixando para trás, desafios monumentais aguardam o novo ministro. Apenas para citar outro dado, o Brasil ocupa o 55º lugar entre 65 países no ranking de habilidade para leitura do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Em matemática, cai para 58º.

Janine concederá entrevistas como ministro a partir desta semana. Mas, na terça-feira passada, no programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, adiantou sua intenção de unir educação e cultura:

— Conhecer é tão prazeroso. Por que nós deixamos, ao longo dos séculos, que o conhecer se tornasse uma corveia, uma obrigação, e não um prazer?

Abaixo, pensadores e especialistas em educação sugerem cinco medidas para que o ministro possa virar o jogo.

1. Formação de Professores

Digamos que um médico recém-formado queira ser cardiologista: você sabe, ele fará residência em um hospital certificado pelo governo — teoricamente uma instituição apta a lhe oferecer infraestrutura e orientação profissional qualificada — e, após alguns semestres, sairá de lá dominando a especialidade na prática.

— Agora troque o médico por um professor, a cardiologia pela Matemática, e o hospital por uma boa escola. Teremos a residência docente — propõe Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna e professor da Universidade Federal de Pernambuco.

É muita teoria e pouca prática na formação dos professores, diz Mozart. Ele sugere que a residência docente ocupe o lugar do atual estágio curricular — disciplina do último semestre das faculdades de licenciatura e Pedagogia — e tenha o dobro da duração: um ano inteiro. Hoje, o estágio pode ser feito em qualquer escola. Na residência docente, como ocorre no aclamado sistema de ensino da Finlândia, não.

Escolas com bons laboratórios e professores de Química, por exemplo, seriam certificadas pelo Ministério da Educação para oferecerem residência em Química. Colégios cujo forte é a linguística, claro, receberiam aspirantes a lecionar Português e Literatura.

— As escolas vão lutar para atingir essa certificação, que lhe renderá benefícios do governo federal. E nós daríamos um salto na formação de professores, que hoje, na prática, não saem das faculdades sabendo ensinar — avalia Mozart.

2. Reforma do Ensino Médio

— O Ensino Médio no Brasil é preconceituoso — define o psicólogo João Batista Oliveira, PhD em Educação e presidente do Instituto Alfa e Beto.

Tudo gira em torno do Enem, tudo mira a universidade, todos os alunos cursam as mesmas disciplinas, não há alternativas. Jovens propensos a trocar o estudo pelo trabalho dificilmente mudam de ideia, porque, nas palavras de João Batista, “não há nenhum estímulo à qualificação técnica, aos trabalhos manuais ou a qualquer atividade longe da faculdade.”

— Raciocine comigo: 78% da força de trabalho brasileira (segundo o Pnad) não tem curso superior. Nos Estados Unidos, o percentual é de 50%, ou seja, também é bastante gente. Essas pessoas precisam ser preparadas e acolhidas pelo Ensino Médio e não desprezadas — analisa o psicólogo.

João Batista lembra que em países desenvolvidos, como Inglaterra, Alemanha, Itália, França e Suíça, o nível médio é profissionalizante — como já foi no Brasil há 40 anos. E, se o estudante quiser ingressar na universidade, prestará vestibular com provas relacionadas à área que estudou nos últimos anos do colégio.

— O que não pode é o Enem ditar os rumos do Ensino Médio. É o rabo puxando o cachorro — protesta o especialista. — Em nome desse preconceito, de que a vida sem curso superior não tem salvação, perdemos a mão de obra qualificada no Brasil.

Mas e o badalado Pronatec?

— São cursos de 160 horas. Formação profissional é coisa séria. No Ensino Médio, levaria mais de ano.

3. Alfabetização no primeiro ano

Está lá, no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: “Que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental”.

— Todo mundo sabe que essa alfabetização é na idade errada — protesta o sociólogo Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho em Sociedade do Rio de Janeiro.

Em qualquer país com ensino básico razoável, diz ele, a criança conclui a primeira série lendo e escrevendo. Ou, no mínimo, é essa a meta do governo.

O problema é que no Brasil, até os anos 1980, antes da universalização do Ensino Fundamental, quando não havia escolas públicas espalhadas nas regiões mais pobres, praticamente só a classe média tinha acesso ao colégio. Não eram filhos de analfabetos que ingressavam na escola — a maioria já tinha lápis e caneta em casa, convivia com pais letrados e chegava às aulas quase pronta.

— Qualquer método de alfabetização era suficiente — lembra a psicóloga Maria da Penha Azevedo, pesquisadora do Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia da Pesquisa e Ação. — Mas a clientela das escolas mudou, e o preparo dos professores não.

— Coordenei uma pesquisa com centenas de professores, e a imensa maioria aprendeu a alfabetizar na prática, e não nos cursos de magistério ou licenciatura — conta Simon Schwartzman.

Tanto ele quanto Maria da Penha defendem a meta de alfabetização aos seis anos — porque as crianças sentem-se incapazes e burras ao verem coleguinhas aprendendo enquanto elas fracassam — e uma verdadeira política que ensine professores a ensinar.

4. Currículo comum nas escolas

Nada de inventar a roda, basta seguir a lei. Há 19 anos a legislação manda que o governo federal elabore um currículo comum para as escolas do país inteiro, tanto as públicas quanto as privadas — essa resolução ganhou força no ano passado, com a aprovação do Plano Nacional de Educação. É bom que o MEC se agilize.

— Hoje, não há qualquer referência no país sobre o que os alunos devem aprender a cada ano escolar. Não há clareza sobre o que um estudante deve saber em cada série — explica a coordenadora do movimento Todos pela Educação, Alejandra Velasco.

Em que momento a criança deve dominar frações? E qual deve ser seu nível de interpretação de texto no quinto ano? A Constituição, vale lembrar, diz que toda criança tem direito a uma educação de qualidade.

— Mas todo o direito, para ser um direito, precisa ser enunciado. Quais são os direitos de uma criança no primeiro, no terceiro, no sexto ano? Os pais precisam saber. E que diretrizes definem uma “educação de qualidade”? — questiona o sociólogo Cesar Callegari, ex-secretário de Educação Básica do MEC e membro do Conselho Nacional de Educação.

Hoje, cada rede ou escola tem seus próprios critérios. Mas ano a ano seus alunos são submetidos a avaliações nacionais, como a Prova Brasil ou o Enem, que cobram de todos os mesmos conhecimentos. O Plano Nacional de Educação exige que o ministério defina o currículo até junho de 2016.

— Será o primeiro passo para todos terem as mesmas oportunidades. Mas o prazo é curto e, até agora, ainda não há vimos documento inicial em discussão — alerta Alejandra Velasco.

5. Tecnologia no aprendizado

Termodinâmica pode ser chato. Mas imagine se o aluno desembarcasse na Inglaterra do século 19, no auge da Revolução Industrial, para entender de perto como funcionavam as locomotivas e máquinas a vapor, tudo isso aliado a uma perspectiva histórica, geográfica e cultural daquela época — o estudante veria como as pessoas trabalhavam, se divertiam e se vestiam, e ele mesmo queimaria carvão para produzir energia.

— Precisamos dessa nova linguagem. A sala de aula perdeu o monopólio da aprendizagem, que hoje tem força descomunal na internet. O Brasil tem plenas condições de desenvolver portais com gráficos supermodernos, videoaulas, interatividades e simulações tridimensionais para os alunos estudarem na hora em que quiserem, com quem quiserem e onde quiserem — prega Ronaldo Mota, ex-secretário de Inovação Tecnológica do Ministério da Ciência e Tecnologia, hoje reitor da Universidade Estácio de Sá.

Ronaldo lembra que nenhum outro país usa a tecnologia bancária melhor do que o Brasil. Existe, portanto, um potencial de sucesso em outras áreas. Para ele, o orçamento do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que compra e distribui apostilas para escolas públicas, deveria ser redirecionado às inovações.

— O PNLD hoje é pensado como se os autores dos livros ou os gestores das escolas, todos de cabelos brancos como os meus, fossem os estudantes. É uma linguagem ultrapassada — afirma Ronaldo Mota. — Ou atualizamos nossa visão, ou fracassaremos. Não adianta os deputados brigarem pela escola de tempo integral se o colégio é desmotivador: vira uma dupla tortura.

Zero Hora