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Especialistas analisam primeiro dia do ENEM 2019

Prova chamou atenção por não citar ditadura militar, mas temas como direitos humanos e distribuição de renda marcaram presença
Ao fim do primeiro dia de aplicação do ENEM 2019, o que se viu foi uma prova próxima ao padrão dos últimos anos, cobrando vários dos temas que os estudantes se acostumaram a esperar do ENEM, como desigualdade social e direitos humanos.

“Embora o assunto ‘ditadura militar’ tenha sido deixado de lado pela primeira vez desde 2009, não se pode afirmar que a prova abandonou os temas progressistas. Houve itens sobre padrões de beleza, respeito aos direitos humanos na comunicação, violência doméstica, bullying, refugiados, liberdade religiosa e distribuição de renda, por exemplo”, afirma Cícero Gomes, da Evolucional, startup de educação baseada em evidências que realiza simulados modelo ENEM.

Quanto ao nível de dificuldade dos itens, profissionais da Evolucional que fizeram a prova afirmam que ela estava um pouco mais fácil do que em anos anteriores. De acordo com a equipe da Evolucional, os itens de Ciências Humanas estavam mais curtos e diretos, de forma geral, enquanto os de Linguagens e Códigos pareceram menos ambíguos do que em edições recentes. Também chamou atenção o menor número de itens de Linguagens e Códigos baseados em tiras de quadrinhos, que costumam aparecer com frequência na prova.

“Na prova de Ciências Humanas, observamos a continuação de duas tendências de anos recentes: os itens de Filosofia estão bastante conteudistas, fugindo ao modelo interpretativo dos primeiros anos do ENEM, enquanto os itens de Geografia dão um destaque à Geografia física”, explica Cícero.

Quanto à prova de Redação, o especialista afirma ter achado a proposta “Democratização do Acesso ao Cinema no Brasil” pouco previsível, mas, ainda assim, dentro dos padrões da prova: “os temas de redação sempre se referem a questões sociais presentes no Brasil, o que foi novamente o caso neste ano. Embora quase ninguém tenha apostado em ‘democratização do cinema’, muito se discutiu a questão do acesso à cultura em 2019. Além disso, a polêmica envolvendo a Ancine levou muitos professores a falar sobre a importância da produção audiovisual no país”.

 

Em sessão na Câmara de Solânea, autoridades e especialistas falam sobre importância de discutir suicídio

A Câmara de Vereadores de Solânea realizou, na última terça-feira (10), uma sessão especial para debater o suicídio. Proposta pelo vereador Márcio Prudêncio, a sessão contou com as palestras da psicóloga Silmara Moreira e a Assistente social Maria das Neves.

Além das palestrantes, autoridades municipais e representantes de setores da saúde e educação também se fizeram presentes para debater o tema. O juiz da comarca Dr. Osenival dos Santos, o prefeito Kayser Rocha e o vice-prefeito Edvanildo Junior deram suas opiniões com relação a importância de discutir com as famílias, escolas e setores de saúde a questão da depressão.

A sessão fez parte da Campanha Setembro Amarelo, uma campanha nacional. Autor da propositura o vereador Márcio destacou a importância dessa discussão ser além do mês de setembro. “É um tema que não deve ser tratado apenas no mês de setembro, visto hoje quantos jovens e adultos têm cometido suicídio em nosso país”, comentou Márcio.

O presidente da Casa Antônio Melo de Azevedo, vereador Flávio Evaristo, destacou a importância dos debates públicos ocorridos na Câmara Municipal. “Desde quando assumi o mandato aqui nesta casa, sempre destaquei que a Câmara é um espaço para o debate público de interesse social, quero parabenizar a iniciativa do vereador Márcio e também a presença de autoridades municipais, como o nosso juiz Dr. Osenival, do prefeito Kayser, Edvanildo Júnior, nosso vice-prefeito, dos vereadores e da comunidade, que compareceu para juntos tratarmos de um assunto tão importante,” comentou Flávio.

A imprensa local também se fez presente, através das rádios e portais de notícias da cidade.

Ascom-CMS

 

 

No TSE, especialistas apontam dificuldade para combater conteúdo falso no WhatsApp

Especialistas em conteúdo falso na internet, as chamadas “fake news”, ressaltaram nesta sexta-feira (17) as dificuldades de se combater a prática no aplicativo de mensagens WhatsApp. Eles falaram durante o segundo dia do “Seminário Internacional Fake News e Eleições”, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O consultor de marketing digital Marcelo Vitorino definiu o aplicativo como “uma terra perdida”.

“Em relação à criptografia ponta a ponta não tem o que fazer. O WhatsApp é uma terra perdida. Como é mensagem de usuário para outro usuário, a gente não teria nem como atuar ali”, ressaltou Vitorino.

Para ele, é necessário que partidos políticos façam um trabalho de conscientização entre seus militantes. O consultor também destacou que não há a possibilidade de se acabar totalmente com as “fake news”, mas que o problema pode ser reduzido com a atuação conjunta dos três Poderes.

“Temos que trabalhar juntos, Legislativo, Executivo e Judiciário. Acredito que só com a união dos três Poderes, envolvendo todos os entes, é que esse problema vai ser reduzido”, afirmou.

O coordenador de projetos sobre democracia e tecnologia, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio, Marco Konopacki, destacou o potencial viral de disseminação de mensagens com conteúdo falso pelo WhasApp.

“Com poucos compartilhamentos e cliques você tem a potencialidade de atingir até 65 mil pessoas num fluxo muito rápido”, disse Konopacki.

Segundo ele, as dificuldades de se auditar conteúdos veiculados pelo aplicativo e regular o compartilhamento de informações ocorrem, porque, além da criptografia, há poucas informações associadas a um vídeo propagado. Não se sabe, por exemplo, quem encaminhou, quem assistiu e quem repassou o conteúdo a terceiros.

Konopacki disse ainda que os usuários do WhasApp não dão retorno sobre as informações recebidas em suas interações no aplicativo.

“O WhatsApp não tem uma ferramenta como o Facebook de denunciar um conteúdo”, lembrou.

Ele destacou ainda que o desafio é regular e derrubar a desinformação, preservando liberdade de expressão e a privacidade dos usuários.

G1 

 

 

Especialistas traçam perfil de agressores de mulheres; identifique características abusivas em 5 pontos

Identificar um agressor de mulher não é tarefa simples. Em geral, este criminoso não tem características aparentes como a arma em punho de um assaltante. Em muitos casos, sequer possui antecedentes criminais. Então, como se prevenir?

O G1 ouviu especialistas e pessoas que lidam com o tema diariamente para traçar um perfil destes homens. Além disso, o modo como os agressores se comportam é parte fundamental para a identificação. Muitas vezes são os chamados “cidadãos comuns”.

De acordo com delegada Fernanda Fernandes, que atua diariamente no combate a este tipo de crime na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense “até as pessoas que convivem com o agressor não acreditam que ele tenha praticado esse tipo de delito”.

”A gente tem como padrão de agressor de violência doméstica uma pessoa que trabalha, tem uma vida social, é primário e de bons antecedentes. Na maioria dos casos, a gente tem esse padrão de agressor de uma ‘pessoa normal’.

Em 2018, mais de 31 mil casos foram registrados nas Delegacias de Atendimento à Mulher em todo o estado.

Paulo Cesar Conceição, de 46 anos, coordena um centro de recuperação de homens condenados pela Justiça por violência doméstica. Ao G1, ele afirmou que a violência doméstica está impregnada na sociedade e quase não é percebida.

“Ele [o agressor] é o ‘cidadão comum’, é o motorista de ônibus, o empresário, o lojista, o religioso. A violência doméstica está impregnada na nossa sociedade de tal forma que ela está invisível”, disse.

O psicólogo Paulo Patrocínio ressaltou que a violência se apresenta de formas diferentes e não apenas através da forma física, que é de conhecimento mais comum. São elas:

  • Violência física
  • Violência psicológica
  • Violência patrimonial
  • Violência moral
  • Violência sexual

Ciclo da violência

Patrocínio explicou ainda que a violência contra a mulher acontece através de um ciclo vicioso, normalmente. Segundo ele, os relacionamentos passam por três etapas que se repetem constantemente. E a violência pode ser interrompida de duas maneiras: com a interrupção da relação ou com o feminicídio.

“O ciclo da violência começa na ‘tensão’. Quando um casal perde o diálogo, começam as humilhações, provocações e ofensas. Em determinado momento, essa tensão perde o controle e acontece a explosão, que acaba gerando a violência. Nesse segundo estágio, acontecem sexo forçado, tapas, socos. Logo depois, há um rompimento em alguns casos. A mulher vai buscar os direitos dela garantidos por lei”, explicou o psicólogo.

“No terceiro estágio, é o intervalo chamado ‘lua de mel’. O homem entende que perdeu a mulher e tenta reconquistá-la. Pede desculpa, faz juras de amor, dá presentes, faz promessas, em uma intensidade muito grande. Ele não quer dar tempo para que ela possa refletir sobre o assunto. Depois de juntos novamente, ele não se vê correspondido e volta a entrar no estágio da tensão”, completou.

G1 

 

 

Especialistas alertam que população jovem sofre mais com desemprego

Enquanto o índice de desemprego geral no País está em torno de 12%, na população jovem esse porcentual é mais do que o dobro, superando 25% da população em idade ativa. Portanto, um em cada quatro jovens não encontra espaço no mercado de trabalho. O problema é dramático e, segundo o professor Hélio Zylberstajn, da Faculdade de Economia e Administração da USP, além de ser um reflexo da crise econômica, está associado a uma deficiência específica da política educacional brasileira, que valoriza o ensino acadêmico em vez do ensino profissionalizante.

“Não se cuida dessa transição da escola para o trabalho no Brasil”, disse Zylberstajn ao participar do painel “O jovem no mercado de trabalho”, durante o “1º Fórum Acreditamos nos Jovens”, realizado pelo McDonald’s no auditório do MUBE, em São Paulo. “Precisamos construir pontes para que os estudantes do Ensino Médio entrem no mercado.” Segundo ele, a escola viabiliza a formação básica, mas não permite ao jovem descobrir suas aptidões e encaminhá-lo para a nova vida profissional.

A grande dificuldade é preparar os jovens para as necessidades do mercado de trabalho, que está cada vez mais exigente, e de acordo com Sofia Esteves, presidente do Conselho do Grupo Cia de Talentos, um dos maiores recrutadores do País e que também participou do painel. Ela destacou ser importante que esses novos profissionais desenvolvam autoconhecimento, autoestima e descubram seus próprios talentos. “A gente tem que ajudar a empoderar esse jovem porque isso vai dar retorno”, afirma. “Alguém precisa dizer para os jovens que eles são capazes e que participam de algo importante.”

Ao identificar as principais barreiras que encontram na hora de procurar emprego, 77% dos jovens apontam para a falta de uma experiência anterior, 69% para a falta de oportunidades, 68% para a falta de confiança na sua geração e 58% para a dificuldade de transição do ensino médio para o mercado.

Enviaremos hoje novas informações sobre os principais temas debatidos durante o “1º Fórum Acreditamos nos Jovens”.

Para acompanhar todas as notícias referentes ao fórum, acesse: http://forumacreditamosnosjovens.com.br/imprensa/

Assessoria 

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Pais devem acompanhar o acesso de crianças à internet, alertam especialistas

Julho é o mês das férias escolares e, com elas, vêm a preocupação de muitos pais sobre como os filhos aproveitam o tempo livre. O acesso à internet e às redes sociais é uma das formas de passar o tempo, mas deve ser feito com cuidado para não prejudicar as crianças e adolescentes.

Especialistas concordam que o acesso à rede mundial é um caminho sem volta, e a proibição do uso não é a melhor opção para os pais. O presidente da organização não governamental Safernet, Thiago Tavares, diz que a melhor estratégia continua sendo o diálogo, a conversa franca e a relação de confiança que deve existir entre pais e filhos.

“Da mesma forma que você conversa com seus filhos sobre os riscos que existem ao sair na rua, na escola, no cinema, você diz para ele não aceitar bala de estranhos, você também deve orientá-lo em relação ao uso seguro da internet”, diz. Ele recomenda também o uso de versões customizadas de sites e aplicativos, que selecionam o conteúdo apropriado para crianças.

O especialista não recomenda o monitoramento dos filhos com o uso de softwares espiões. Segundo ele, esses programas passam uma falsa sensação de segurança e podem comprometer a relação de confiança entre pais e filhos. “Proibir o uso da internet não adianta. E monitorar o que seu filho faz por meio de softwares espiões também não ajuda, porque quebra uma relação de confiança e é ineficiente, porque as crianças não acessam a internet de um único dispositivo”, justifica.

Espaço público

A mestre em psicologia clínica Laís Fontenelle orienta aos pais acompanhar os acessos virtuais dos filhos da mesma forma como é feito no mundo real. “O mesmo cuidado que tem de ter na internet é o cuidado que tem de ter em um espaço público. Os pais têm de monitorar da mesma forma que monitora a casa do amigo que o filho vai, a praça que vai frequentar, a festa, porque é como se fosse um espaço público, só que virtual”, explica.

No caso de crianças não alfabetizadas, o acesso à internet precisa sempre ser feito com a supervisão de um adulto, diz a psicóloga. “A mediação é imprescindível principalmente para crianças que não estão alfabetizadas. Elas vão com o dedinho no touchscreen [tela do celular ou tablet] e podem cair em um conteúdo que não é adequado para elas, e não têm a maturidade para lidar com o conteúdo que está ali”, adverte.

A psicóloga também “puxa a orelha” dos pais, alertando para a responsabilidade do exemplo dado às crianças. “Não adianta a gente fazer um overposting dos nossos filhos nas redes sociais, expondo tudo que acontece na vida deles: ‘ganhou um peniquinho, comeu a primeira papinha’ e dizer para eles não fazerem isso. Se a gente não sabe lidar com esses limites claros sobre o que pode ser publicizado sobre a intimidade das nossas vidas, eles nunca vão saber”, diz Laís.

Os principais riscos do uso da internet por crianças e adolescentes são os acessos a conteúdos inapropriados para a idade, como pornografia, a exposição da privacidade em redes sociais, o cyberbulling e a exposição da intimidade, principalmente na adolescência. “Os casos de vazamento de nudes [fotos de nudez] não param de crescer ano a ano”, diz o presidente da Safernet. Além disso, há o perigo do contato com estranhos, que pode resultar em tentativas de assédio, aliciamentos ou golpes.

Uma pesquisa divulgada no ano passado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostrou que 87% crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos têm perfil em redes sociais, e 66% acessam a internet mais de uma vez por dia. Segundo o estudo TIC Kids Online Brasil, 11% dos entrevistados acessaram a internet antes dos 6 anos de idade.

Trem-bala

A jornalista Melissa Gass levou um susto quando viu que o canal no Youtube da filha Lívia, de 7 anos, tinha mais de 15 mil visualizações. O sucesso veio quando a menina postou um vídeo dançando o hit Trem-Bala, da cantora Ana Vilela. “Como ela não posta muita coisa, eu não esperava, mas por causa desse vídeo acabou tendo uma repercussão maior. É muita exposição, a gente fica meio preocupado”, conta a mãe.

Em seu canal, Lívia mostra brincadeiras, músicas, livros e até receitas culinárias. “Eu gosto de ser famosa”, diz a menina, que também participa de aulas de canto, dança e vai começar a fazer teatro.

Para Melissa, não tem como proibir o acesso das crianças à internet, mas é preciso monitorar as atividades dos pequenos na rede. “A tecnologia é uma realidade. Com um ano de idade, ela mexia no celular, então não tem como fugir. Quando a gente proíbe, é pior, porque vai fazer escondido. Então a gente monitora, acompanha, incentiva o que pode incentivar”, explica.

Entre as orientações que os pais dão para Lívia, estão não seguir canais de adultos e não comentar nem trocar mensagem privada com desconhecidos. “A gente fala que têm adultos que querem fazer maldades para as crianças, então que ela tem de tomar cuidado, a gente dá essa orientação”, diz Melissa. A mãe também monitora as redes sociais da filha e, quando vê algo suspeito, desabilita o contato.

Agência Brasil 

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Lei da terceirização deve gerar mais ações na Justiça, dizem especialistas

Sancionada pelo presidente Michel Temer, a lei da terceirização (Lei 13.429/2017) é vista por alguns especialistas como uma ferramenta para qualificar as empresas terceirizadas. Por outro lado, críticos ao texto enviado pela Câmara dos Deputados afirmam que a regulamentação poderá aumentar o número de ações na Justiça por conta de uma falta de detalhes importantes.

 

A análise contraria a tese de que a lei da terceirização traria mais segurança jurídica às empresas. Para o subprocurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ricardo José Macedo de Britto Pereira, a lei “não traz direitos”, apenas uma “liberação geral no campo das relações de trabalho”. Ele acredita que interpretações diferentes do texto darão margem para questionamentos no Poder Judiciário, tanto na Justiça do Trabalho quanto no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para especialista, lei da terceirização sancionada por Michel Temer
Marcos Corrêa/PR – 22.12.16

Para especialista, lei da terceirização sancionada por Michel Temer “não traz direitos” ao trabalhador

Segundo Pereira, a lei da terceirização estimula uma maior rotatividade de trabalhadores nas empresas, o que pode comprometer a concessão de benefícios básicos, como décimo terceiro salário e férias. “O problema é que toda vez que você colcoa um intermediário na relação de trabalho, haverá a tentativa de explorar para ter ganho maior”, afirma. “A empresa que faz intermediação [terceirizada] também quer ganhar”.

Pereira adverte que “não há nenhuma garantia de que o empregador não dispense o seu empregado direto e o contrate em seguida em uma empresa prestadora de serviços. A lei não previu isso. Agora tem esse risco, o que é muito ruim”, observa. Segundo ele, outro ponto negativo é a liberação para terceirizadas terem capital social muito baixo. De acordo com a lei, empresas com até dez empregados deverão ter capital mínimo de R$ 10 mil.

“São pequenas empresas que não terão o cuidado necessário com o ambiente do trabalho, e isso só vai confirmar dados de que a terceirização causa o adoecimento no trabalho, alto grau de acidentes, violação de vários direitos”, enumera.

Divulgado em março, um estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra, mesmo com jornada maior, trabalhadores terceirizados recebem salários até 27% mais baixos. O estudo também mostrou que a rotatividade do terceirizados e o afastamento por acidente de trabalho são maiores que entre os contratados diretamente.

De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Germano Siqueira, ainda que a regulamentação tenha sido feita, a insegurança jurídica continuará existindo. “Geralmente, as empresas terceirizadas não cumprem todos os seus deveres. Terminam o contrato e deixam de pagar verbas rescisórias e trabalhistas”, explica.

“Pavor desnecessário”

Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a reação contrária à nova lei é exagerada. “Acredito que está havendo um pavor desnecessário nessa questão, porque não é possível você ter uma modalidade de contrato terceirizado hoje, que vem a ser os serviços especializados, no sentido de trazer alguma insegurança. Pelo contrário, é para dar segurança de proteção ao trabalhador que presta serviços para essas empresas terceirizadas”.

Relator do projeto na Câmara, o deputado Laércio Oliveira (SD-SE) acredita que os trabalhadores ficarão protegidos porque as empresas contratantes serão responsáveis “subsidiárias” em ações na Justiça. “Nenhuma empresa pública nem privada vai terceirizar todas as suas atividades. Isso não vai ocorrer em hipótese alguma. O mercado vai se autorregular a tal ponto de não tercerizar tudo”, afirma.

Aprovada pelo presidente Temer com três vetos, a nova lei permite que empresas públicas e privadas passem a contratar profissionais por meio de terceirização para todas as áreas, inclusive na atividade-fim. Publicado em edição extra do Diário Oficial da União na sexta-feira (31), o texto também trata do trabalho temporário.

* Com informações da Agência Brasil.

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Especialistas criticam proposta de igualar idade mínima para aposentadoria

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A equiparação da idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, presente na proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso pelo governo, foi debatida nessa quinta-feira (23) na comissão especial da Câmara dos Deputados que discute  o tema. Mulheres de diferentes instituições argumentaram sobre a necessidade de manter ou mudar a diferença de idade que vigora atualmente.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) 287/2016 prevê que tanto homens quanto mulheres se aposentem quando atingirem 65 anos de idade. Hoje as mulheres podem se aposentar aos 60 anos (cinco a menos que os homens), ou quando completarem 30 anos de contribuição. Não há idade mínima para se aposentar.

Desigualdade de contextos

Para a juíza Noêmia Aparecida Garcia Porto, secretária-geral da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), igualar a idade mínima para ambos os sexos é inconstitucional. “A diferenciação entre homens e mulheres está prevista na Constituição brasileira para fins de aposentadoria. É uma desigualdade que está condicionada a um cenário, para que a igualdade efetiva seja considerada”, argumentou.

Noêmia explicou que a diferenciação na Previdência foi aprovada para compensar o fato de as mulheres assumirem a maior parte das tarefas domésticas, além de outras ocupações, e a persistente desigualdade de gênero na realidade do mercado de trabalho no Brasil. “O argumento da PEC é meramente formal e despreza essa realidade de desigualdade vivenciada na pele por todas as brasileiras.”

A juíza classificou a proposta do governo de “perversa” e inviável, pois retira direitos consolidados e segue a lógica do mercado privado, e não dos princípios constitucionais. E rebateu os argumentos de que as mulheres vivem mais e contribuem menos com a Previdência. “De fato, elas são minoria entre os contribuintes, mas isso se deve a diversos fatores. A informalidade atinge mais as mulheres. Elas recebem salários mais baixos e benefícios previdenciários mais modestos. E ocupam postos de menos destaque no mundo do trabalho”, disse.

Para resolver o problema do déficit do Regime Geral da Previdência, Noêmia propõe que sejam reveladas as origens da sonegação, que se busquem fontes extras de seguridade social e que se faça auditoria nas contas da Previdência. “O tema do equilibro das contas no setor publico é sério e pertinente, mas apenas se forem consideradas todas as variantes que revelam a injustiça de retirada dos direitos das mulheres”, declarou.

Condições diferentes de trabalho

Os argumentos da juíza foram reforçados pela apresentação da professora da Universidade de Campinas Marilane Teixeira, e pela técnica da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Joana Mostafá. As duas pesquisadoras apresentaram diversos números e pesquisas que, segundo elas, corroboram a necessidade de diferenciar a idade das mulheres.

Para Marilane, a diferenciação da idade de aposentadoria para as mulheres é um dos grandes méritos do regime previdenciário atual. Marilne argumenta que a diferença nas regras de acesso ao benefício da Previdência contribui para aumentar a inclusão de pessoas que têm condições diferentes de trabalho e, assim, compensar as desigualdades estruturais do mercado de trabalho. “É um reconhecimento, através da lei, de que existe uma condição desigual entre os sexos no trabalho.”

Joana alertou para a dificuldade que as mulheres têm para comprovar o tempo de contribuição. A pesquisadora disse que a reforma proposta representa uma tendência de “masculinização da Previdência” e ressaltou que outras políticas devem ser adotadas para reduzir a desigualdade de gênero, e não para aprofundá-la. “A diferença de cinco anos na idade [mínima] de aposentadoria está de acordo com o sobretrabalho feminino, e isso não tem apresentado tendência de mudar no Brasil”, afirmou.

Já a procuradora regional da 3ª Região, Zélia Luiza Piedorná, defendeu o acúmulo da concessão da aposentadoria e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) sob o ponto de vista da coletividade. Para Zélia, o acesso aos benefícios deve ser regido pela necessidade de garantia dos princípios democráticos, e não por uma lógica “individual e privatista”.

Sobre o “rombo” da Previdência alegado pelo governo, a procuradora alertou para a urgência de resolver o problema das fraudes no sistema de concessão de benefícios no Brasil, o que poderia servir como solução. “Não se pode ter uma legislação que estimula mau comportamento”, afirmou.

Aproximação de contextos

A assessora especial da Casa Civil da Presidência da República Martha Seiller defendeu o texto original apresentado pelo governo e justificou a necessidade de igualar a idade mínima de aposentadoria para mulheres e homens.

De acordo com Martha, dados demográficos mostram uma evolução da inserção da mulher no mercado de trabalho e uma tendência de aproximação entre o salário pago às mulheres e o que é pago aos homens. Ela disse que as justificativas para manutenção da diferença de cinco anos na idade mínima para aposentadoria entre homens e mulheres já não se sustentam como antigamente.

Martha lembrou que a pirâmide demográfica brasileira está cada vez mais desfavorável à manutenção de um sistema previdenciário equilibrado, já que a base jovem tem diminuído, devido à queda na taxa de natalidade, ao crescente número de idosos no topo, com o avanço da expectativa de vida, “Como é que esse sistema previdenciário sobrevive com uma mudança tão brusca na taxa de natalidade e expectativa de vida sem passar por mudanças?”, questionou.

A assessora da Cas Civil disse que as regras de transição previstas na reforma para vigorar em 20 anos podem compensar as desigualdades que ainda existem. Ela acrescentou que a diferença de cinco anos é a maior entre os regimes de outros países que ainda consideram a necessidade de diferenciação.

Para Martha, são insuficientes os argumentos das debatedoras sobre a dupla jornada feminina, uma vez que os homens hoje também executam tarefas domésticas. Ela disse que tal ideia não deve ser usada com naturalidade, como se fosse uma realidade imutável, sob o risco de favorecer o que definiu como “constitucionalização do machismo”.

Agência Brasil

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Grávidas devem usar preservativos em tempos de zika vírus, dizem especialistas

gravidaA administradora de empresas Karine Suzuki, de 24 anos, está com 27 semanas de gestação. A gravidez foi planejada e, por isso, questionou seu obstetra dos riscos de se fazer isso bem quando a zika ainda é um dos temas que mais preocupam as autoridades. O profissional a tranquilizou, já que ela mora em São Paulo, mas fez recomendações que todas as grávidas devem seguir: sempre usar repelente e preservativos.

A relação entre o vírus e o sexo começou a preocupar especialistas no início de 2016, quando uma mulher nos Estados Unidos, onde não havia a presença do mosquito Aedes aegypti, foi diagnosticada com a doença após o marido voltar de uma viagem a uma área de contaminação por zika. A transmissão teria sido feita sexualmente , e a preocupação com as grávidas surgiu na mesma hora.

O problema é que a infecção, quando transmitida para o feto, pode causar graves problemas neurológicos, s endo o mais conhecido a microcefalia . O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda mulheres gestantes sempre usarem camisinha ao fazer sexo. A orientação é a mesmo do Ministério da Saúde brasileiro, que ressalta que o uso do preservativo feminino ou masculino é recomendado não apenas para evitar a possível transmissão sexual da zika, mas para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis também.

“O Ministério da Saúde recomenda fortemente a inclusão do pai ou parceiro no acompanhamento pré-natal (pré-natal do parceiro) reforçando sua corresponsabilizade na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e promovendo seu envolvimento com a gestação, o parto e o cuidado com a criança,” diz ainda a pasta em resposta ao portal iG .

Gravidez planejada

Uso do preservativo pelas grávidas é recomendado também para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis
Shutterstock

Uso do preservativo pelas grávidas é recomendado também para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis

O médico geneticista Dr. Ciro Martinhago afirmou que a procura por reprodução humana caiu, em média, 30% por causa da epidemia de zika. “Diferente da dengue, que a mãe corre risco até de morte por possíveis hemorragias, a zika não compromete a saúde do pai ou da mãe, mas gera um efeito catastrófico no bebê.”

Os dados comprovam o que disse Dr. Martinhago. De acordo com pesquisa publicada no “Journal of Family Planning and Reproductive Health Care, mais da metade das brasileiras em idade reprodutiva está tentando evitar a gravidez por causa da epidemia. Se considerada só a região Norte, onde o surto foi mais grave, a proporção é ainda maior: 66% das mulheres. O levantamento foi realizado em junho de 2016, com 2.002 mulheres com idades entre 18 e 39 anos.

+ Após um ano, repelentes ainda não foram distribuidos a grávidas do Bolsa Família

O especialista acredita que a melhor época para uma mulher engravidar é após o verão. Deste modo, ela passará a fase mais delicada da gravidez, o primeiro trimestre, no outono e inverno, quando a incidência de insetos é menor – principalmente nas regiões Sul e Sudeste. No caso da reprodução assistida, é feito um teste antes do procedimento para verificar se há presença do vírus no sêmen do homem.

Outra medida que ele concorda ser essencial é o uso da camisinha durante toda a gestação. “É uma medida muito simples e eficaz. Não é nada de extraordinário e as pessoas já sabem como se usam o preservativo. É uma coisa barata e tem até em posto de saúde.”

Como se prevenir

Uma forma de se proteger do contato com o mosquito Aedes aegypti é utilizando roupas de mangas compridas
Shutterstock

Uma forma de se proteger do contato com o mosquito Aedes aegypti é utilizando roupas de mangas compridas

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lembra que a primeira atitude contra o mosquito Aedes aegypti é combater os focos de reprodução do inseto em casa. Mas como não é possível ter certeza que outras pessoas estão fazendo o mesmo, é importante se prevenir da picada do vetor da zika, dengue, chikungunya e febre amarela.

Segundo a fundação, o mosquito tem predileção por voos de manhã e no fim da tarde. Ele também não gosta de frio ou muito vento. É importante instalar telas nas janelas e, em alguns casos, nas portas. Aquelas raquetes elétricas podem ser uma boa opção para matar o mosquito, e se a mulher estiver em um lugar com muitos insetos, pode optar por um mosquiteiro na hora de dormir.

As grávidas e seus parceiros também devem lembrar de usar repelentes indicados para o período de gestação – lembrando de repassar ao longo do dia. O uso de roupas de manga comprida é outra medida que evita o contato com o mosquito.

O Ministério da Saúde reforça às grávidas que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde e que façam um pré-natal adequado, de preferência iniciando o acompanhamento assim que descobrir a gravidez.  “Em caso de febre ou dor – sintomas da zika –, deve-se procurar um serviço de saúde e qualquer alteração que perceber durante a gravidez deve ser relatada ao profissional de saúde que realiza o acompanhamento pré-natal.”

 

iG

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Refrigerante é cancerígeno, alertam especialistas em saúde

refrigerantesChega o fim de semana, aquelas pessoas que seguem uma alimentação regrada entre segunda e sexta-feira se dão a liberdade de consumir aqueles produtos proibidos. O refrigerante está nesta lista, mas se engana quem pensa que o maior problema da bebida é o açúcar, responsável pelo aumento assustador da obesidade em todo o mundo. Segundo o cientista alimentar Tiago Rocha, independentemente de marca, o produto é também cancerígeno.

Pior ainda para quem consome a bebida regularmente. Tiago conta que o refrigerante chega a ser cem mil vezes mais ácido que o sangue, e o problema está aí. Além disso, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), grande parte destas bebidas contêm a substância 4-MI (4-metil-imidazol), classificada como possivelmente cancerígena pela Agência Internacional para Pesquisa em Câncer, da Organização Mundial da Saúde.

O composto estaria presente no corante caramelo, que é utilizado em muitas destas bebidas açucaradas. De acordo com estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Saúde Publica dos Estados Unidos, a maior concentração de 4-MI  em uma lata em 355 ml foi encontrada no Brasil. A análise também avaliou o produto vendido no Canadá, China, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, México e Reino Unido.

“Se eu fosse você, nunca mais tomaria refrigerante. É realmente muito ácido, cancerígeno e não é saudável. Quem toma está correndo riso de vida”, afirmou o cientista, que também condena alimentos como a pipoca de microondas, a batata frita, a margarina, o óleo de soja e o leite de caixinha.

Luta contra bebidas açucaradas

Se há alguns anos o combate a bebidas açucaradas já é uma pauta das autoridades em saúde pública, o debate ficou ainda maior no ano passado, quando a OMS sugeriu o aumento dos tributos em cima do produto . O objetivo é diminuir os índices de obesidade, diabetes tipo 2 e cáries dentárias.

“A diminuição do consumo de bebidas açucaradas significa uma menor ingestão de “açúcares livres” e calorias no geral, uma melhor nutrição e menos pessoas sofrendo com sobrepeso, obesidade, diabetes e cárie dentária”, divulgou a organização. Outro ponto a se considerar é que a obesidade também eleva o risco de câncer.

No último dia 14, o Ministério da Saúde divulgou metas para frear o crescimento da obesidade no Brasil. Até 2019, três metas principais deverão ser cumpridas: inserção de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional, redução do consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta e ampliação, em no mínimo de 17,8%, do percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019. Vendo a família se alimentar melhor, as crianças também podem se beneficiar.

 

iG

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