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Mais frequentes no inverno, doenças respiratórias exigem cuidados especiais

O inverno é uma época do ano em que os cuidados com a saúde devem ser redobrados. As gripes, resfriados e outras doenças respiratórias crônicas, como a rinite, a sinusite, a asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), são mais frequentes nesta estação.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia da Regional de São Paulo, Pedro Bianchi, a asma é uma doença muito frequente entre os brasileiros e acomete cerca de 10% da população. O especialista revela ainda que ela, geralmente, vem acompanhada da rinite, que afeta 3 em cada 10 brasileiros.

“Agora, no inverno, essas doenças tendem a piorar, principalmente porque nesta época do ano há circulação de vírus que causam infecções respiratórias, causam resfriados, causam gripes. E os pacientes que têm asma e rinite, além de terem os sintomas da gripe, dos resfriados, vão ter também exacerbações da sua asma e da sua rinite. Além disso, nesta época do ano, em geral, o ar está mais poluído e seco, que também leva a um aumento da taxa de crises respiratórias”, revela.

O advogado Álvaro Augusto de Castro Diniz, de 35 anos, morador de Belo Horizonte, sabe bem o que é isso. Ele tem bronquite asmática desde criança, mas não é sempre que tem crises. O quadro piora ainda mais quando entra em contato com poeira, mofo, ambientes fechados, o que o obriga a usar bombinha para ajudar na respiração.

“A sensação antes de usar a bombinha é a seguinte: é como se o pulmão estivesse realmente fechado. Você puxa o ar e não oxigena. O ar parece que não vai para o pulmão e a sensação é como se tivesse afogando no seco. E após o uso do medicamento, a sensação que a gente tem é realmente de dilatação dos brônquios mesmo, e isso facilita, a respiração volta”, conta.

Já a estudante de Comunicação Social Luana Nova, de 29 anos, moradora do Distrito Federal, convive com rinite e sinusite, que também são mais comuns nesta época do ano.

“Os sintomas da rinite alérgica são geralmente os mesmos do resfriado. Você sente aquela coriza, aquele nariz meio entupido, os olhos lacrimejando, é bem ruim. E o da sinusite geralmente é muita dor de cabeça, muita dor nos ossos da face e principalmente no nariz. É como se tivesse uma pedra no nariz e ele incomoda bastante o ouvido também”, disse.

Para se proteger dessas doenças no inverno, é importante se agasalhar bem, principalmente ao sair na rua; em dias muito frios e secos, é bom evitar a prática de exercícios físicos ao ar livre; os banhos prolongados com água muito quente podem provocar ressecamento da pele, então é bom que eles sejam mais rápidos; é aconselhável também usar soro fisiológico para hidratar os olhos e as narinas; ao usar aquecedores, é importante manter uma fonte de umidificação do ambiente, como um recipiente com água, tolhas molhadas e até umidificadores; para facilitar a circulação do ar e diminuir a concentração de vírus e bactérias, é necessário manter pelo menos uma fonte de ventilação em locais fechados; e, além disso, é importante lavar e secar bem as mantas, cobertores e blusas guardadas por muito tempo em armários.

 

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Coronel Euller revela criação de pelotões especiais para combater ataques a bancos na Paraíba

euller-chavesApós os recorrentes casos de explosões a agências bancárias e correios no interior do estado, o Comandante da Polícia Militar da Paraíba, Coronel Euller Chaves, revelou em entrevista ao Sistema Arapuan nesta terça-feira (29), durante entrega de viaturas e equipamentos às polícias Militar e Civil do Estado, a criação de pelotões na área da caatinga para coibir este tipo de ações.
A primeira célula será implementada na região de Pocinhos. A companhia será voltada para operações na Caatinga e será instalada para combates específicos a crimes contra agências bancárias. A partir daí a ideia é expandir para outras três localidades a priori, Princesa Isabel, Patos e Cajazeiras.
Em Pocinhos a unidade já deve ser implementada a partir do início do próximo ano na primeira célula, explicou o coronel. “As viaturas começaram a implementar um curso de nível internacional realizado em Pocinhos com a participação da polícia paraguaia, da Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Um conjunto de ações de capacitação, logística e tecnologia focadas no homem para a coletividade e cidadãos paraibanos”, disse.

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Netinho Lins grava CD promocional com show e convidados especiais em João Pessoa  

IMG-20150324-WA0007O cantor Netinho Lins promete agitar a noite desta quarta-feira (25) com show de gravação do CD promocional “7 dias”, que conta a participação de sete artistas amigos convidados, a partir das 20h, no Chopp Time, em João Pessoa.

O artista, também conhecido como o BemBem, vai apresentar o seu mais novo sucesso “7 dias”, uma das músicas mais tocada nas rádios da capital. Além de musicas inéditas e de outras bandas de forró, o repertório recebe ainda, a participação dos cantores Gabriel Diniz, Ramon Schnayder, Yegor, Pedrinho Pegação, Vinicius e Sobral, Alberto Forró Bakana e Galã.

“Será um prazer enorme está recebendo grandes amigos na gravação deste CD promocional, que vai contar com um repertório feito com muito amor, muito carinho, com musicas escolhidas a dedo, músicas de grandes compositores nacionais, a exemplo do Neto Barros e Vinicius Poeta. Espero agradar o público com esse mais novo álbum, que preparamos com tanta dedicação”, comentou Netinho Lins.

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O acesso para a gravação será exclusivo para convidados, amigos e imprensa. A gravação é uma produção do artista e da Time Produções, que selecionaram as melhores direções técnicas, executivas e musical para realizar o evento.

 

NETINHO LINS

 

Realização: Time Produções

Data: 25 de março de 2015 (quarta-feira)

Horário: 20h

Local: Chopp Time

Av. Governador Argemiro de Figueiredo, 3835

Bessa – João Pessoa – Paraíba

Graça Macena

Portadores de necessidades especiais se dizem “esquecidos” por candidatos

Foto: Walla Santos
Foto: Walla Santos

‘De modo geral, a pessoa com deficiência é invisível à imensa maioria dos candidatos com poder competitivo para ser eleitos’, esta é a avaliação do presidente da Associação de Deficientes e Familiares (Asdef), Francisco Izidoro, sobre o processo eleitoral deste ano. Segundo Izidoro, praticamente nenhum deles tratou de forma adequada e séria o segmento que representa mais de 25% da população paraibana, de acordo com o último censo do IBGE.

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Em relação aos presidenciáveis, apenas um tratou da pessoa com deficiência, disse o presidente da Asdef. ´Só a Mobilidade urbana, por exemplo, está sendo tratada de forma macro, sem abordar em nenhum momento a questão da acessibilidade para a pessoa com deficiência’, explicou Francisco Izidoro. ‘O único programa específico foi Viver Sem Limite‘, destacou o presidente da Asdef, acrescentando que a execução do programa pode até ser questionável, mas a sua proposta é muito consistente.

A falta de respeito e compromisso com às pessoas com deficiência, nas eleições deste ano, também foi destacada pela presidente e fundadora do Centro de Atividades Especiais Helena Holanda (CAEHH), Helena Holanda. “Com raríssimas exceções, os candidatos apresentaram projetos para o segmento”, reclamou a presidente da CAEHH, afirmando ter enviado diversos e-mails, principalmente, para candidatos paraibanos, lembrando que eles representam 25% da população do estado.

‘Como podemos pedir apoio para candidato A ou B se nenhum apresenta projetos que beneficiem as pessoas com deficiência?’, questionou Helena Holanda, dizendo acreditar em mudanças na esfera estadual e federal para que se tenha um país com menos corrupção.

 

clickpb

Família carente da zona rural de Bananeiras precisa de ajuda; casal tem filhos especiais

familiaUma família residente há 22 anos no Angelim, zona rural de Bananeiras, no Brejo da Paraíba, está passando por dificuldades. Com alguns problemas de saúde, o casal Manuel Bento Salvador e Irene Matias Salvador não tem condições de trabalhar. Ele tem dois filhos especiais (surdos-mudos) talentosos na arte do desenho e são orgulho dos pais. Atualmente,  a família sobrevive de doações.

A mãe dos adolescentes, Mateus Matias Salvador, de 18 anos de idade, e André Matias Salvador, de 21 anos, se emociona quando fala da situação que vive hoje em dia. Ela disse que passa por muita necessidade, mas sempre tem almas caridosas que se sensibilizam com as dificuldades e a ajuda da forma como pode. Porém, a dona de casa nunca desanimou pela vida que leva, porque acha que Deus tem um propósito de vida para sua família.

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Na casa dos bananeirenses, uma residência simples sem muito conforto e com pouquíssimos móveis, apenas há o necessário para viver como fogão já bem usado, mesa pequena, camas, sofá de uso bem avançado e cadeiras (cinco), no entanto tudo muito limpo.  Por outro lado, em se tratando de produtos da cesta básica quase não há para eles realizarem as três refeições do dia a dia.

Ao entrar na pequena residência se impressiona com a grande quantidade de desenhos expostos no primeiro cômodo da casa e todos pendurados por um cordão na parte mais alta da parede, já bem próximo aos caibros. Todos feitos por Mateus Matias. Outros, ele guarda com muito carinho em sacolas plásticas. Quem chega por lá, o garoto tem o prazer de mostrá-los. A felicidade se ver expressivamente visível em seu rosto de suas criações.

A mãe dos jovens disse que desde criança que ambos sempre gostaram de desenhar. Já aos seis anos de idade, o caçula  começou rabiscar no chão e não parou mais. Papeis e lápis são todos adquiridos através de doações, porque a família não tem condições de comprá-los. Quando não há o rapaz fica muito impaciente.

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“Tentei colocá-los em uma escola especial, no entanto na época a prefeitura de Bananeiras (administração anterior) chegou ainda a nos levar à Fundação de Apoio ao Deficiente (Funad), em João Pessoa, mas isso durou pouco tempo”, esclareceu.

Ela contou também que acordava às 4h da madrugada para ir com os filhos até o engenho de onde esperava o carro da prefeitura para se deslocar até a fundação. Chegava por lá ás 8h e retornava por volta das 11h. Tinha dias que o veículo não aparecia e ela retornava pra casa com filhos. Terminou a dona  de casa não indo mais por falta de transporte.

Mesmo assim a mãe dos jovens não desistiu e os colocou na escola normal próxima de sua casa, no Grupo Municipal Antônio Coutinho de Medeiros. Eles ainda frequentaram por três anos. Nesse tempo, os adolescentes ficaram como ‘ouvintes’, já que a professora não tinha domínio da linguagem de surdo-mudo e tão pouco cujos garotos tinham conhecimentos. No entanto, o jovem de 18  de idade ainda aprendeu – não se sabe como, a escrever como se ver nos desenhos dele.

 

surdo e mudo10  Em um momento, Irene confessou que às vezes os filhos pedem algo que ela não tem como dá-los. Eles não entendem a situação. “Um deles chegou a mim pedir um tênis, coisa simples mas para a gente é muito difícil. Ambos nunca chegaram a pôr um calçado nos pés. Outro dia tive de dividir ao meio a cortina de casa para fazer dois lenções pra eles”, contou emocionada.

Além de Irene utilizar máscara constantemente em decorrência de problemas alérgicos, ela também é proibida de comer certos tipos de alimentos e usar alguns tipos de roupas, sem falar em outras doenças que há como osteoporose.

Enquanto o marido dela, Manuel Bento, também tem problema de saúde. Há seis meses ele ficou depressivo. Segundo a própria mulher dele, foi após ele não conseguir liquidar uma dívida feita no comércio. “Ele chegou a mim dizer que a partir de agora agente ia tomar apenas água, porque não tinha dinheiro pra comprar o básico para se alimentar. Eu sempre digo pra ele que nunca podemos desanimar da vida, é preciso se agarra a Deus”, frisou.

A única renda da família é a aposentadoria do filho mais velho surdo-mudo, no entanto boa parte dele vai para a compra de remédios, que não são poucos. Nesse caso o que sobram para a alimentação e outras coisas básicas da casa são quase nada. Para mais informações acesse: ClasseAdanoticia.

 

Por Gilvonildo Targino

Bananeiras Online

Jogadores campeões de Copas do Mundo terão aposentadorias especiais

O time brasileiro campeão do mundo de 1962. Projeto do governo federal dará prêmio e aposentadoria a jogadores (Arquivo RBA)

Na manhã dessa quinta-feira (20), o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, assinaram uma portaria interministerial, que concede auxílio especial aos titulares e reservas das seleções brasileiras campeãs das Copas do Mundo dos anos de 1958, 1962 e 1970. Eles receberão um complemento, a partir de janeiro do ano que vem, que lhes assegurará o teto da aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de um prêmio especial de R$ 100 mil.

O benefício havia sido prometido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006 e foi inserido na Lei Geral da Copa, que foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em junho e define as regras da realização do mundial que ocorrerá no Brasil em 2014.

Para Garibaldi, trata-se de um ato de justiça. “Quem nos deu as alegrias que eles nos deram, merece muito mais do que estamos fazendo hoje e do que o presidente Lula idealizou. Ele tinha razão, eles mereciam uma aposentadoria digna, mas a previdência tem que pensar no seu aspecto doutrinário e na sua sustentabilidade e por isso estamos atendendo a convocação e dando a César o que é de César”, afirmou ele na cerimônia de hoje.

Rebelo, no evento, disse que uma dívida está sendo paga. “Creio que o povo brasileiro reconhece essa dívida para com esses atletas, alguns vivendo com dificuldade e outros, infelizmente, já falecidos, mas o benefício alcançará àqueles que necessitam dele e a suas famílias. É bom ressaltar que o futebol na época não oferecia salário, patrocínios, como hoje, os atletas eram quase como artesãos e o país não pode conceber que aqueles que elevaram o nome do país passem por dificuldades”.

De fato, diferentemente dos futebolistas de hoje em dia, nem todos os que jogaram pela Seleção Brasileira nesses torneios tiveram uma situação confortável após o fim de suas carreiras. O atual volume de recursos aplicados pelas empresas no esporte, em forma de publicidade, praticamente inexistia na época. E a remuneração dos futebolistas dependia de seus clubes e do salário pago pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no período em que jogavam

“Era muito diferente naquela época. Não tinha essa publicidade. A gente só conseguia viver bem”, contou José Macia (77), o Pepe, bicampeão mundial, à RBA. Com 405 gols marcados em 750 partidas, ele foi um dos maiores artilheiros do Santos, perdendo só para Pelé. É considerado também dos maiores ponta-esquerda da história do futebol brasileiro e foi um exímio cobrador de faltas. Pepe seria titular das seleções de 1958 e 1962, mas pouco antes de ambos eventos, sofreu lesões, sendo legado ao banco e substituído por Zagallo. Jogou no Santos até 1969 e na Seleção até 1965.

Desde então, como treinador, passou pelo próprio Santos, pelo Atlético Mineiro, pelo Ponte Petra, entre outros no Brasil, treinou times também em Portugal, Japão e Quatar e a Seleção Peruana. “Vivo bem em um apartamento aqui em Santos, mas nem todos os meus colegas daquela época tiveram a mesma sorte que eu. Muitos deles estão com problemas sérios de saúde. O Gilmar (goleiro bicampeão também) teve um AVC. Até o Clodoaldo tem que trabalhar bastante para viver bem. Minha aposentadoria mesmo não dá o teto. Esse benefício vai ajudar. E já havia sido prometido há um tempo, mas parece que agora vai sair, e fico com a sensação de que estamos sendo reconhecidos pelo nosso trabalho. E é bom receber esse prêmio antes de morrermos, afinal fomos campeões há muitos anos”, comentou Pepe.

Clodoaldo Tavares de Santana (63) é um dos mais conhecidos corretores de imóveis de Santos, mas ele já foi um grande volante também do clube da cidade e marcou um gol contra o Uruguai na Copa do Mundo de 1970, quando fez parte da Seleção. Assim como Pepe, não recebeu qualquer convite para a cerimônia de hoje, nem tinha ciência até então do que ganhará exatamente . “Estive com o ministro Aldo Rebelo esse final de semana em um uma homenagem que me fizeram aqui em Santos, e ele me disse que o benefício já está encaminhando. Tem jogadores de futebol que não têm aposentadoria. Quando a gente jogava, o recolhimento dos jogadores do INSS mudava muito. Não sei muito bem o que vai acontecer, mas de qualquer modo, tenho minha aposentadoria, por conta do esporte e pela profissão que executo na área imobiliária”, disse.

Ele contou que, mesmo durante sua carreira no Santos, já trabalhava no setor imobiliário. “ Comecei a trabalhar com 11 anos de idade, e mesmo jogando, já gostava do ramo imobiliário. Adquiri um bom conhecimento na área de construção civil e , depois que parei de jogar, segui por esse caminho mesmo. E foi ótimo”, contou. Ele concorda que o benefício ajudará muitos ex-jogadores. “Mesmo a pessoa que ganhou pouco dinheiro teve uma estabilidade à época. Mas é um gesto bacana, de homenagem também”.

O jornalista esportivo e pesquisador da história do futebol Celso Unzelte contou que, de fato, esses ex-futebolistas não ganhavam mal, mas acredita que o benefício da aposentadoria vai ajudar a maioria das equipes. “Por serem campeões do mundo, jogadores de Seleção, já eram privilegiados em relação à classe. Ainda assim, embora ganhassem bons salários para a média dos trabalhadores brasileiros, nem em sonho ganhavam o que ganham os jogadores de futebol hoje. A gente pensa logo nos titulares, mas os campeões são 22 em cada Seleção. E tem muita gente ali que está em dificuldade atualmente, e, para essas pessoas, vai ser muito importante”, comentou. Sobre qual era os salários desses jogadores, comparando com valores atuais , ele respondeu: “É muito difícil fazer esse tipo de comparação, mas você pode considerar que, com o que eles ganhavam na época, dava para comprar casa ou apartamento a prazo. Não era que nem hoje. E os interesses também eram outros. Eram pessoas mais simples, com interesses mais restritos”.

No ano passado, houve uma polêmica entre os ex-jogadores Carlos Alberto Torres e Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, ambos campeões mundiais em 1970, respectivamente, como lateral-direito e meia. À imprensa, Tostão se opôs ao benefício, afirmando que dinheiro público não deveria ser gasto dessa forma. “É um demagogo, pode escrever aí. O Tostão não precisa ficar falando. Ele teve mais sorte que os outros, é médico. Mas tem gente que não foi preparada”, disse Carlos Alberto, referindo-se a Tostão, em reportagem do portal UOL do ano passado. Em resposta, Tostão disse: “Demagógica? Não sou bilionário. Só entendo que o governo não pode pegar dinheiro e distribuir assim. E os campeões de outros esportes, as outras classes? Um artista que elevou o nome do Brasil também poderia pedir esse benefício”.

Para Unzelte, o benefício é “o mínimo que podemos fazer para essas pessoas”. Não se trata de um gasto excessivo de dinheiro público. “Eles entraram pra história, são pessoas notórias. É claro que se colocarmos em um ambiente mais macro, vai se perguntar realmente porque beneficiarmos jogadores de futebol e porque não atletas de outros esportes, mas aí também a gente entra em um ciclo vicioso e não vai chegar a conclusão alguma. Não é nenhuma mordomia, nem nada de outro mundo. Está se garantindo um teto do INSS. Aqueles que estiverem bem, se quiserem abrir mão do prêmio, podem doar”.

Ele afirma que o reconhecimento a esses jogadores só está ocorrendo por conta da Copa do Mundo de 2014. “Esse é o momento em que o futebol vai ficar mais em evidência. Esse tipo de coisa, espontaneamente, não iria pra frente. Esse pessoal ganhou esses títulos há décadas, e só agora essa bola está sendo levantada. Tem de se aproveitar esse momento especial, que é a Copa do Mundo no Brasil, para fazer justiça, ainda que tardia”.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Previdência Social,  só indígenas agricultores e pescadores artesanais têm aposentadoria especial semelhante a essa. O dinheiro para o benefício na aposentadoria sairá do Tesouro Nacional e será administrado pelo INSS, mas o prêmio, que está isento do pagamento do Imposto de Renda, será garantido pelo ministério do Esporte, como prevê a Lei Geral da Copa, mas ainda não se sabe quando ele será pago.

O ministério do Esporte terá de fazer um levantamento da relação dos ex-jogadores até dia 31 de dezembro, apontando quantos receberão o benefício e o prêmio e quais famílias receberão no lugar dos falecidos, algo determinado também pela lei. Esposas ou companheiras e filhos menores de 21 anos ou inválidos de ex-jogadores que já morreram receberão o benefício da aposentadoria.

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