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Sargento que levou cocaína em voo da FAB pode pegar 15 anos de prisão na Espanha

Se for julgado na Espanha, e não no Brasil, o segundo sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues poderá ficar preso por 15 anos.

Quem afirma é o advogado espanhol Jesus Santos, que já foi promotor público espanhol e hoje trabalha no escritório Baker McKenzie.

Sargento que levou cocaína em voo da FAB vai responder a dois inquéritos

O sargento foi detido na terça-feira (25) no aeroporto de Sevilha, na Espanha, por transportar 39 quilogramas de cocaína em sua bagagem. O avião da FAB faz parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro ao Comitê do G20 no Japão.

“Por ser um delito grave, a pena pode ser de 10 a 15 anos. A [prisão] preventiva pode chegar a 2 anos.”

Trata-se de uma investigação global, porque o crime tem ramificações em diferentes países e, assim, há a possibilidade de ele ser julgado no Brasil ou na Espanha, afirma ele.

Mesmo se o Brasil pedir para que Manoel seja retornado, a Espanha deverá querer julgá-lo, diz Santos.

Existem prisões específicas para militares na Espanha, mas, se for julgado lá, Rodrigues não deverá ser encaminhado a uma delas. “Como é um delito de natureza comum, ainda que o acusado seja um militar, ele vai para uma jurisdição ordinária, e não especializada”, diz Santos.

Interesse dos dois países

Como o militar estava a serviço, e não a passeio, o Brasil tem um forte argumento para pedir para que ele seja repatriado e julgado aqui, diz o advogado Amado Faria, sócio do escritório Marchini que foi desembargador e, antes disso, promotor de Justiça Militar.

“Ele não estava na Espanha a passeio e, a rigor, deve ser apresentado às autoridades brasileiras com toda a documentação elaborada pelos espanhóis para ser julgado aqui, e de acordo com o código penal militar. A regra é essa. Mas eu não sei se os governos do Brasil e da Espanha vão tratar isso dessa maneira.”

Uma condenação na Justiça comum brasileira pode ser de até 15 anos, já na militar, é uma pena única, de 5 anos, segundo Faria.

Os dois países, em teoria, têm interesse em investigar como Rodrigues conseguiu a droga e qual seria o destino dela.

“Não se produz cocaína no Brasil, ela passa por aqui. A Espanha, que é um dos destinos, também quer saber como a droga sai de outros países, é levada ao Brasil e depois para fora.”

Espanha é o segundo país com mais brasileiros presos por tráfico

Até o fim de 2018, havia 761 brasileiros cumprindo pena por tráfico internacional ou posse de drogas em outros países.

Número de brasileiros presos no exterior Contingente aumenta desde 2015Quantidade2013201420152016201720182600280030003200340036003800Fonte: Itamaraty

A quantidade total de brasileiros presos em outros países do mundo aumenta desde 2015.

No fim de 2018, eles eram 3.579. Cerca de 10% do total, 343, eram brasileiros presos somente na Espanha.

Desses, 107 cumpriam pena por tráfico internacional de drogas, tráfico ou posse, de acordo com o Itamaraty.

G1

 

 

Suspeito detalhou chacina na Espanha para amigo pelo WhatsApp

 (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)
(Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)

Novos detalhes da conversa via WhatsApp entre François Patrick Gouveia e Marvin Henriques Correia, suspeitos de participação na chacina da família brasileira em Pioz, na Espanha, revelam o desprezo de Patrick pelas vítimas. Em um dos trechos, após esquartejar Janaína Américo e as duas crianças de 1 e 3 anos, Patrick comenta com Marvin – amigo que teria “dado dicas” ao assassino -, que “para abrir alguém no meio dá trabalho demais”. Ao que Marvin responde “eu imagino, deve ser duro”.

O jovem confessou o crime à polícia espanhola. Depois ele também matou o marido de Janaína, Marcos Campos Nogueira.

A conversa entre os dois acusados registrada pela polícia espanhola entre as 15h55 do dia 17 de agosto até as 6h57 do dia 18 do mesmo mês, ambos horários da Espanha, consta tanto no processo judicial que tramita no Brasil, referente à atuação de Marvin Henriques como partícipe, quanto no processo na Espanha contra Patrick Gouveia, assassino confesso. O G1 teve acesso aos registros entre a morte da terceira vítima até a morte do quarto integrante da família , o tio de Patrick.

No conteúdo, Patrick relata com detalhes como matou a tia e dois primos. Marvin pergunta qual das três vítimas ele matou primeiro e Patrick responde que “na mulher, depois a mais velha [a prima de três anos] e depois no moleque de um ano”.

Com frieza, Patrick Gouveia conta que cortou a garganta de Janaína e que seus primos ficaram gritando nesse momento. “As crianças ficaram gritando. Massa que os pirralhos nem correm, só ficam ‘travadão’. O pirralho de um ano falava algumas coisas, mas na hora falava nada, não”, detalhou Patrick.

Durante a conversa, Marvin se mostra compreensivo com o amigo e chega a dar dicas, como o fato de Patrick tentar enterrar os corpos e na forma de abandonar o casa onde a família foi assassinada. “Sai pela frente mesmo, de manhã, como se fosse caminhar ou algo do tipo. Sei lá. De madrugada pode parecer suspeito. Mas eles não vão descobrir nem tão cedo as mortes”, comentou Marvin.

De João Pessoa, por meio do aplicativo de mensagens, Marvin alerta Patrick em não deixar rastros na cena do crime. “Ajeita essas luvas direito. Deixa eu ver aqui o que mais [tem a ser feito]. Tem alguma coisa por aí? Ou alguma coisa que ligue a você?”, após a resposta negativa de Patrick, o amigo acusado de participação no crime de Marcos Campos Nogueira responde.

“Beleza. Então está tranquilo, mas tem que ficar pensando minuciosamente, para não dar merda”, conclui Marvin. Em um outro momento, enquanto espera o Marcos retornar do trabalho, após matar a tia e os primos, esquartejá-los e limpar o local dos assassinatos, Patrick comenta que achou que fosse vomitar, mas que não sentiu nojo e chegou até a rir no início do esquartejamento e, por fim, a ter raiva pelo esforço de esquartejar as vítimas.

O assassino confesso explica que precisou cortar os corpos ao meio e separar os órgãos em outras sacolas. Por fim, após isolar em sacos plásticos, isolou as partes com fita adesiva, para que o odor demorasse a espalhar. “A mulher e as duas crianças foram para o saco. Estão guardados e a casa está limpa, me limpei. Estou só esperando o quarto integrante”, comentou Patrick a Marvin.

O assassino confesso brinca com o amigo sobre a morte do tio, Marcos Campos Nogueira (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)O assassino confesso brinca com o amigo sobre a morte do tio, Marcos Campos Nogueira (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)

Psicopatia
Na conversa dos dois, Patrick chegar a questionar se é de fato psicopata.  “Eu acho que não sou psicopata, não. Apenas não ligo para as coisas”. Em um outro momento, Patrick brinca com Marvin, criando hipóteses de como o amigo reagiria se estivesse no lugar dele. “Eu fico me perguntando como tu reagiria, o que tu ia dizer, fazer e depois dar uma gaitada”. Marvin responde que iria rir e Patrick complementa “tu deve ser doente feito eu mesmo”.

No dia 12 de dezembro psiquiatras espanhóis concluíram que Patrick Gouveia é um psicopata, que não demonstra remorso nem compaixão com suas vítimas. O laudo pericial acrescentado do processo judicial que tramita na Espanha ainda evidenciou que o autor confesso da chacina como uma pessoa consciente do que faz, muito inteligente e com total carência de sentimentos.

Ficção e realidade
A troca de mensagens entre os dois acusados chega em alguns momentos a relacionar as mortes das três primeiras vítimas com séries e jogos, um universo comum entre os dois jovens. Sobre o fato de ter usado uma faca para matar a tia e os primos, Patrick brinca afirmando que “só matava com faquinha no Call of Duty”. E em dois outros instantes, o acusado de executar a família brasileira comenta que costumava assistir a uma série onde o protagonista, um assassino em série, se sentia mais calmo quando matava. “Sabe, eu assistia Dexter (sic). O bicho matava, aí sentia um tesão e ficava todo tranquilo. Relaxava tipo uma semana”, comentou.

Marvin alerta Patrick sobre a saída dele do local do crime durante a conversa (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)Marvin alerta Patrick sobre a saída dele do local do crime durante a conversa (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)

Relação de afeto
Os dois acusados, na correspondência, se declaram um ao outro. Patrick comenta que precisava compartilhar o fato com alguém, mas que tinha medo de perder o amigo caso relatasse algo sobre os três primeiros homicídios. “Eu estou feliz que tu está de boa (sic). Eu fiquei com medo de tu dizer ‘boy, acabou’. Eu tenho medo de te perder, mas eu não podia não compartilhar contigo”, desabafou Patrick.

Marvin então envia uma mensagem rindo e chama o amigo de assassino. Patrick responde com uma reflexão. “Eu pensei que ia mudar algo na minha vida [matar alguém]. Eu pensei que ia me sentir mais vivo”. O amigo responde explicando que não podia fazer nada, que ele era doente mesmo. Em outra troca de mensagens, os dois afirmam que amam um ao outro.

Laudo psiquiátrico
François Patrick Gouveia, assassino confesso da família paraibana em Pioz, na Espanha, foi enquadrado por psiquiatras espanhóis como uma “pessoa desprovida de empatia”, um psicopata com risco de reincidência e criminoso com alto grau de periculosidade. A revelação foi feita pela TVE, emissora do país europeu, na segunda-feira (12), após ter acesso ao laudo psiquiátrico de Patrick Gouveia, anexado ao processo que tramita na Justiça.

O exame psiquiátrico também classifica Patrick como uma pessoa consciente do que faz, muito inteligente e com total carência de sentimentos. Segundo os psiquiatras, o jovem possui uma absoluta falta de empatia e se mostrou incapaz de se colocar no lugar das suas vítimas. A análise de sanidade mental de Patrick foi solicitada pelo Ministério Público espanhol.

Os psiquiatras forenses estiveram com ele durante três sessões. O exame será uma das provas periciais para decidir a plena responsabilidade penal de Patrick Gouveia nos assassinatos do tio Marcos Campos Nogueira, da esposa dele, Janaína Santos Américo, e dos dois filhos pequenos do casal.

O brasileiro, que estava preso desde o dia 21 de outubro em Alcalá Meco, foi transferido para o presídio de Estremera, na província de Madri, no final do mês de novembro, após receber ameaças de morte. Ele segue preso preventivamente na Espanha.

Matar só o tio era ‘cruel’
O jovem admitiu em depoimento à Justiça espanhola que planejou o crime e que decidiu matar toda a família porque matar apenas o tio dele “parecia cruel”. “Matei os quatro porque matar apenas Marcos me parecia cruel. Não ia deixar uma família sem marido e sem pai. Não sofreram, não gritaram, foi muito rápido”, disse o jovem em depoimento.

Ele afirmou ainda que sentiu “necessidade de matar”. A declaração foi dada à Justiça de Guadalajara e a emissora de TV espanhola Antena3 teve acesso a trechos do depoimento.

De acordo com a imprensa, Patrick negou que havia agido por impulso e disse que foi até a casa da família do tio com a intenção de matar todos os parentes.

Os corpos de Janaína Diniz, Marcos Nogueira e das duas crianças foram achados esquartejados em casa em setembro, depois que um vizinho alertou sobre o mau cheiro perto da residência.

Marcos Nogueira, Janaína Américo e os dois filhos do casal foram encontrados mortos na Espanha (Foto: Reprodução/Facebook/Janaina Diniz Diniz)Família foi achada morta na Espanha
(Foto: Reprodução/Facebook/Janaina Diniz Diniz)

Também pela primeira vez, Patrick falou que sabia que seria preso na Espanha e diz ter voltado ao Brasil após o crime para se despedir da família. Ele também falou em arrependimento. “Sim, eu me arrependo de ter matado. É tudo minha culpa”, comentou.

Patrick Gouveia explicou, neste segundo depoimento, como surgiu a ideia de realizar os assassinatos e chegou a dizer que pensou muito antes de executá-los.

Segundo o jovem, não foi a primeira vez que ele sentiu vontade de matar alguém. “Três dias antes [do crime], senti a necessidade de matar. Isso acontece muitas vezes, desde os 12 anos. Quando isso acontece, eu bebo muito”, declarou o jovem, segundo a emissora.

Em 2013, quando Patrick tinha 16 anos, ele foi detido em Altamira, no Pará , após esfaquear um professor dentro da sala de aula.

Patrick Gouveia, suspeito de esquartejar família na Espanha, detido na sede da Guarda Civil espanhola em Madrid (Foto: Reprodução/Twitter/fgrruiz)Patrick Gouveia, suspeito de esquartejar família na Espanha, detido na sede da Guarda Civil espanhola em Madri (Foto: Reprodução/Twitter/fgrruiz)

Ainda segundo a imprensa espanhola, Patrick também comentou sobre a relação dele com Marvin Henriques, jovem que foi preso em João Pessoa suspeito de participar do crime. Marvin é amigo de Patrick e teria dado dicas ao suspeito por meio de mensagens no WhatsApp enquanto o jovem cometia os crimes na Espanha.

Ele foi indiciado pela Polícia Civil paraibana por participar diretamente na morte de Marcos Campos, uma vez que o contato entre os dois começou depois da morte da mulher e das duas crianças.

No depoimento, Patrick Gouveia afirmou que o amigo não sabia do plano de assassinar a família. “É como se fosse um irmão mais novo. Ele é muito bom. Sua mãe era psiquiatra e me ajudou muito. Somos inseparáveis”, afirmou.

Suspeito de ser partícipe no homicídio da família na Espanha foi preso pela Polícia Civil em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)Marvin Henriques, amigo de Patrick, foi preso em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1/Arquivo)

 

G1

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Homem é preso em JP suspeito de envolvimento em esquartejamento de família na Espanha

familia-esquartejadaUm homem foi preso nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (28), acusado de participação na morte e esquartejamento da família paraibana na Espanha em setembro deste ano.

As informações a respeito do grau de participação do suspeito ainda não foram divulgadas e a Polícia Civil vai realizar uma entrevista coletiva a partir das 10h.

O sobrinho do casal, Patrick Nogueira confessou na última sexta-feira (28) confessou à Guarda Civil espanhola ser o autor do crime. A promotoria pediu a prisão preventiva Nogueira para o duplo homicídio com a agravante dos dois filhos menores que foram encontrados em sacos de lixo em uma casa no município.

Os paraibanos Marcos Campos e Janaína Santos, junto com os seus dois filhos, foram assassinados dentro de uma casa na província espanhola de Guadalajara, distante 60 km da capital Madri. Os corpos foram encontrados no dia 18 de setembro. O casal foi esquartejado.

paraiba.com.br

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Paraibano diz não lembrar como matou crianças na Espanha

sobrinhoO paraibano suspeito do brutal assassinato de quatro parentes na Espanha disse à polícia espanhola que não lembra como matou os dois filhos de seus tios, Marcos Campos e Janaína Santos Américo, segundo o comandante Reina, da Guarda Civil.

“Não lembra, diz não se lembrar em nenhum momento, como cometeu o assassinato das crianças”, afirmou Reina, acrescentando que Patrick prefere não mostrar a monstruosidade que foi capaz de protagonizar naquela noite no chalé de Pioz.

François Patrick Nogueira Gouveia, que se entregou às autoridades espanholas na semana passada, foi acusado na sexta-feira (21) pelos homicídios dos dois adultos e das duas crianças de um e quatro anos, após confessar “parcialmente” a autoria dos crimes.

Patrick é acusado de esquartejar em agosto seu tio, sua tia e matar os dois filhos pequenos do casal. Os quatro corpos foram encontrados em 18 de setembro em um chalé de Pioz, 60 km de Madri, depois que um vizinho alertou para o mau cheiro que emanava do local.

Os restos mortais estavam em sacos plásticos, e os dois adultos tinham sido esquartejados. François Patrick devia voltar ao Brasil em 16 de novembro, mas, no dia seguinte da descoberta, trocou a passagem rapidamente, retornando ao país em 20 de setembro.

No entanto o jovem viajou na última quarta-feira para a Espanha para se entregar voluntariamente, depois que a Guarda Civil espanhola informou ter “provas inquestionáveis” de seu envolvimento no crime.

Comportamento agressivo
O jornal El Español, que teve acesso ao depoimento de Patrick à Justiça espanhola, destacou que o jovem apresentou um comportamento agressivo nos quatro meses que conviveu com os tios e primos na localidade de Torrejón de Ardoz, a leste de Madri.

Ainda segundo o jornal, “Patrick estava irritado com seu tio porque este recusou que fosse morar com eles no condomínio de Pioz”, e isto se deu “por oposição de Janaína, devido ao assédio pessoal a que Patrick a submetia, somado aos repetitivos episódios psicóticos que ele sofria”.

O ministro do Interior espanhol, Jorge Fernández, afirmou que as provas contra o rapaz, natural da Paraíba (nordeste do Brasil) são “estarrecedoras”.

Entre elas, o ministro mencionou “dados de DNA que apareceram no domicílio de Pioz, de uma gota de suor a impressões digitais na fita usada para fechar os sacos que continuam os restos do casal e dos filhos”.

Além disso, a geolocalização do celular do rapaz o situa na casa de Pioz no dia em que se acredita que os crimes foram cometidos: 17 de agosto.

Com perfil marcado pelo “egoísmo”, “narcisismo” e “falta de apego à vida humana”, segundo os investigadores, François Patrick tem um passado violento, tendo agredido um professor no Brasil.

MaisPB com G1

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Paraibano confessa ter executado família na Espanha, diz agência de notícias

sobrinhoO paraibano François Patrick Nogueira Gouveia confessou nesta sexta-feira (21) à Guarda Civil espanhola que foi o responsável pelo assassinato de seus tios e os dois filhos deles, duas crianças de 4 e 1 anos, em uma casa do município de Pioz, na província de Guadalajara (centro).

Assim disseram à agência EFE fontes da investigação, que acrescentaram que o jovem, de 20 anos, não apresentou muitos detalhes, à espera da declaração que prestará perante um juiz de Guadalajara.

Patrick chegou na quarta-feira a Madri após se entregar voluntariamente depois de conversas que os investigadores da Guarda Civil mantiveram durante vários dias com a família de Patrick no Brasil.

Os corpos do casal Gouveia (esquartejados) e os das duas crianças foram achados em uma casa em setembro depois que um vizinho alertou sobre o mal cheiro perto da casa da família, o que fez suspeitar que teria sido assassinada semanas antes.

Os parentes do jovem se convenceram de que o suspeito tinha que se apresentar à Justiça na Espanha, porque, além disso, a Guarda Civil tem vários indícios que apontam para o jovem.

Tudo parece indicar que na decisão do jovem de se entregar às forças de segurança espanholas pesou muito a convicção de que na Espanha o suposto autor teria um julgamento mais objetivo e uma detenção diferente da qual teria nas prisões brasileiras, segundo as fontes.

Por sua vez, a Promotoria de Guadalajara pedirá a prisão provisória de François Patrick.

Assim afirmou à Efe a promotora-chefe de Guadalajara, Dolores Guiard, que justificou esse pedido de prisão provisório “pela gravidade dos fatos e a ausência de firmeza no país” para assegurar assim sua permanência na Espanha.

Sobre as possíveis penas, a promotora-chefe disse que o Código Penal estabelece que os assassinatos de crianças menores de 16 anos são penalizados com prisão perpétua que pode ser revisada depois de um tempo.

G1

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Suspeito de matar família se entrega à polícia na Espanha, diz advogado

O jovem François Patrick Gouveia, suspeito de assassinar e esquartejar o tio, a esposa deste e os dois filhos do casal na Espanha, se entregou à Guarda Civil espanhola na manhã desta quarta-feira (19), segundo o advogado Eduardo de Araújo. De acordo com o advogado que defende o suspeito, Patrick saiu de João Pessoa na noite da terça-feira (18), e foi preso assim que desembarcou no aeroporto de Madri. A Guarda Civil espanhola divulgou em uma rede social o vídeo que mostra o desembarque do suspeito no aeroporto de Madri.

“Quando eu voltei da Espanha, conversei com a família e com ele, relatando o que eu vi do processo lá. Ele entendeu que seria melhor voltar para a Espanha e responder ao processo lá do que esperar abrir um aqui no Brasil. Inclusive, ele destaca que resolveu voltar para lá justamente para ver que ele não estava foragido, como as pessoas falavam”, disse Eduardo de Araújo.

Segundo o advogado, Patrick comprou a passagem e saiu da capital paraibana em um voo convencional, com escalas em Recife e São Paulo. Ele resolveu se entregar após acertar um acordo com a polícia espanhola. “Como ele não tinha nenhum mandado de prisão no Brasil, ele não precisou viajar com a polícia, e foi sozinho”, explicou Eduardo. O voo saiu de São Paulo às 22h (horário de brasília) e pousou na Espanha no início da manhã desta quarta-feira, no horário brasileiro.

marcos nogueira, espanha, esquartejar, esquartejamento, familia, sobrinho (Foto: Reprodução/TV Globo)Sobrinho suspeito de esquartejar casal e duas crianças em Pioz, na Espanha, se entregou à polícia espanhola (Foto: Reprodução/TV Globo/Arquivo)

Ordem de prisão

A Justiça espanhola tinha emitido uma ordem de prisão europeia e internacional contra François Patrick Gouveia, e até então o suspeito ainda não havia recebido nenhuma notificação sobre o mandado de prisão no Brasil. De acordo com Eduardo Cavalcanti, advogado da família de Patrick, ele prestou depoimento à Polícia Federal no dia 30 de setembro.

Fontes da investigação informaram à agência EFE que Patrick, que é sobrinho de Marcos Campos Nogueira, pai da da família assassinada, decidiu se entregar após conversas entre os investigadores espanhóis e seu advogado, que esteve na Espanha na semana passada.

O advogado afirmou também que Patrick “nega veemente a autoria do crime”.

A ordem foi emitida no dia 22 de setembro, mas o Superior Tribunal de Justiça da região de Castilla-La Mancha só divulgou uma nota sobe a ordem na terça-feira (4). À época, o ministro de Interior da Espanha, Jorge Fernández Díaz, deu por “esclarecido” o quádruplo assassinato e descartou a possibilidade de que os crimes tenham relação com o tráfico de drogas ou o crime organizado. A Polícia Federal disse, no mesmo dia, que estava aguardando informações do Chefe da Interpol no Brasil.

O suspeito
Em 2013, François Patrick foi apreendido aos 16 anos por esfaquear um professor em sala de aula no estado do Pará e cumpriu 45 dias de medida socioeducativa. Em março deste ano, se mudou para a Europa para tentar a vida como jogador de futebol e foi morar com a família do tio na cidade de Torrejón, onde ficou por quatro meses.

Segundo o advogado da família de Patrick, a família de Marcos tinha o costume de mudar de endereço. “Ele disse que Marcos estava se mudando, o que era muito comum, ele mudar de residência. E disse também que Marcos falou que depois voltaria para buscá-lo. Patrick nem sabia o novo endereço dele”, explicou o advogado.

Marcos Nogueira, Janaína Américo e os dois filhos do casal foram encontrados mortos na Espanha (Foto: Reprodução/Facebook/Janaina Diniz Diniz)Marcos Nogueira, Janaína Américo e os dois filhos do casal foram encontrados mortos em Pioz, na Espanha (Foto: Reprodução/Facebook/Janaina Diniz Diniz)

Relembre o caso

Os corpos do casal e das duas crianças foram encontrados esquartejados no dia 18 de setembro, na casa onde eles moravam, a cerca de 60 km de Madri. Os investigadores calculam que os corpos se encontravam na casa há cerca de um mês.

As autoridades foram alertadas por um vizinho “que percebeu o odor” procedente da residência, segundo a polícia. De acordo com a imprensa espanhola, os corpos esquartejados foram achados em bolsas de plástico fechadas com uma fita adesiva.

Os agentes não encontraram sinais de que os assassinos tenham forçado a entrada na casa da família. “A entrada não foi forçada, nem qualquer tipo de janela, porta, nada”, indicou o porta-voz da Guarda Civil. Vários vizinhos entrevistados indicaram que a família alugava a casa e que foram pouco vistos desde que se mudaram para lá no final de julho.

“O que está claro é que a forma com que os corpos foram achados indica uma intenção de não deixar pistas e depois se desfazer deles”, afirmou Jesús García, tenente-coronel e investigador da Guarda Civil. “Dá a impressão de que algo foi abortado em um determinado momento, porque não é lógico que os cadáveres ficassem ali, dentro de casa”, acrescentou.

Os parentes das duas famílias viajaram para a Espanha no dia 26 de setembro para conseguir transportar os corpos ao Brasil.

G1 PB

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Suspeito de matar família na Espanha aguarda notificação de prisão na PB

janainadinizQuinze dias depois da Justiça espanhola emitir uma ordem de prisão europeia e internacionalcontra François Patrick Gouveia, o jovem, que é principal suspeito de matar e esquartejar o próprio tio, além da esposa e dos filhos do casal, continua morando em João Pessoa e até a sexta-feira (7) ainda não havia recebido nenhuma notificação sobre o mandado de prisão. De acordo com Eduardo Cavalcanti, advogado da família de Patrick, ele prestou depoimento à Polícia Federal no dia 30 de setembro.

“A família não recebeu nada ainda, desde semana passada. Ele se apresentou à polícia, foi fornecido o endereço dele e ele prestou depoimento”, disse Cavalcanti. O advogado afirmou também que Patrick “nega veemente a autoria do crime”.

A ordem foi emitida no dia 22 de setembro, mas o Superior Tribunal de Justiça da região de Castilla-La Mancha só divulgou uma nota sobe a ordem na terça-feira (4). Á época, o ministro de Interior da Espanha, Jorge Fernández Díaz, deu por “esclarecido” o quádruplo assassinato e descartou a possibilidade de que os crimes tenham relação com o tráfico de drogas ou o crime organizado. A Polícia Federal disse, no mesmo dia, que não confirmou o decreto de prisão e que estava aguardando informações do Chefe da Interpol no Brasil.

O suspeito
Em 2013, François Patrick foi apreendido aos 16 anos por esfaquear um professor em sala de aula no estado do Pará e cumpriu 45 dias de medida socioeducativa. Em março deste ano, se mudou para a Europa para tentar a vida como jogador de futebol e foi morar com a família do tio na cidade de Torrejón, onde ficou por quatro meses.

Segundo o advogado da família de Patrick, a família de Marcos tinha o costume de mudar de endereço. “Ele disse que Marcos estava se mudando, o que era muito comum, ele mudar de residência. E disse também que Marcos falou que depois voltaria para buscá-lo. Patrick nem sabia o novo endereço dele”, explicou o advogado.

Relembre o caso
Os corpos do casal e das duas crianças foram encontrados esquartejados no dia 18 de setembro, na casa onde eles moravam, a cerca de 60 km de Madri. Os investigadores calculam que os corpos se encontravam na casa há cerca de um mês.

As autoridades foram alertadas por um vizinho “que percebeu o odor” procedente da residência, segundo a polícia. De acordo com a imprensa espanhola, os corpos esquartejados foram achados em bolsas de plástico fechadas com uma fita adesiva.

Os agentes não encontraram sinais de que os assassinos tenham forçado a entrada na casa da família. “A entrada não foi forçada, nem qualquer tipo de janela, porta, nada”, indicou o porta-voz da Guarda Civil. Vários vizinhos entrevistados indicaram que a família alugava a casa e que foram pouco vistos desde que se mudaram para lá no final de julho.

“O que está claro é que a forma com que os corpos foram achados indica uma intenção de não deixar pistas e depois se desfazer deles”, afirmou Jesús García, tenente-coronel e investigador da Guarda Civil. “Dá a impressão de que algo foi abortado em um determinado momento, porque não é lógico que os cadáveres ficassem ali, dentro de casa”, acrescentou.

Os parentes das duas famílias viajaram para a Espanha no dia 26 de setembro para conseguir transportar os corpos ao Brasil.

G1 PB

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Espanha acusa polícia brasileira de deixar escapar suposto assassino de família paraibana

familia-de-paraibanosÉ uma das poucas vezes que um crime é dado como resolvido sem que o principal suspeito seja preso, e apesar de a polícia de seu país de origem, o Brasil, ter deixado escapar o suposto assassino. “Não temos dúvida de que foi ele, François Patrick Nogueira, o sobrinho das vítimas”, afirmou o comandante Reyes em uma coletiva de imprensa convocada pelos responsáveis pela Guarda Civil espanhola nesta quarta-feira, dia 5 de outubro, em Guadalajara. “Temos numerosos indícios e provas cabais”, acrescentou, sem poder dizer quais, “em função do segredo do sumário sobre uma parte importante da investigação”.

O caso pode estar resolvido, mas o suspeito passeou há alguns dias pelas dependência policiais de sua cidade natal, João Pessoa (capital do estado da Paraíba) e os agentes que tomaram seu depoimento deixaram que saísse por onde tinha entrado.

Foi o que afirmaram ontem os agentes do Instituto Armado, que há 15 dias se dedicam a esclarecer um dos crimes mais truculentos de que se tem notícia na Espanha. Em 18 de setembro passado foram encontrados os corpos do brasileiro de 30 anos Marcos Campos Nogueira e sua mulher Janaína, da mesma idade e nacionalidade – ambos esquartejados – e de seus dois filhos pequenos – de um e quatro anos, degolados. Todos estavam em sacos plásticos lacrados, no chalé recém-alugado da localidade de Pioz (Guadalajara). “Havia a intenção de se desfazer dos corpos e destruir provas”, afirmam os investigadores.

O suposto autor do crime, segundo os investigadores, é o sobrinho de Marcos, François Patrick, de 20 anos, que conviveu quatro meses com a jovem família e que antecipou uma passagem para voltar ao Brasil de Madri no dia 20 de setembro passado, exatamente dois dias depois que os corpos das vítimas foram encontrados. “Em nenhum momento se dirigiu às autoridades, nem espanholas nem brasileiras, para denunciar a morte/desaparição de seus familiares”, afirmam os investigadores.

“Supomos que foi localizado”, afirmaram os responsáveis pela investigação na Espanha, incapazes de responder a pergunta de por que não foi preso. Diante da situação de incerteza, e sabendo que “pessoas de nacionalidade brasileira não são extraditáveis para a Espanha”, a Guarda Civil “vai emitir uma comissão rogatória ao Brasil para poder enviar para lá uma equipe de investigadores” que colabore com seus colegas brasileiros para capturar o principal suspeito do crime brutal. No entanto, os investigadores afirmavam nesta quarta-feira que “três dias depois da descoberta horrível dos corpos já foi possível apontar o principal suspeito ao juiz” e que por isso, em 22 de setembro passado, o Tribunal de Instrução número 1 de Guadalajara apresentava uma ordem internacional de prisão.

Diante das hipóteses iniciais oferecidas pelos investigadores, de que devido às características do quádruplo assassinato tendia-se a pensar em “matadores profissionais” ligados ao narcotráfico, uma linha de investigação se destaca agora acima de todas. Seria o caso de um crime com componentes passionais, “apesar de único”. O possível autor supostamente estava obcecado por sua tia, Janaína. Ela própria teria se queixado de sua atitude a familiares no Brasil durante os quatro meses em que compartilharam do mesmo teto. Mas, diante do caráter violento do garoto – “agrediu de maneira muito grave um professor no Brasil quando menor de idade” – e de seu “perfil psicótico”, a família tinha decidido se distanciar dele. Fugir. Esconder-se em Pioz. Ali o sobrinho os teria encontrado um mês depois e os teria assassinado, de faca na mão e “de maneira sequencial”, um a um.

El Pais

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Sobrinho é suspeito de matar e esquartejar paraibanos na Espanha

familia-de-paraibanosO suspeito de assassinar o casal brasileiro e seus dois filhos pequenos na Espanha é um sobrinho do homem morto. Segundo o jornal espanhol El País, trata-se de Patrick Gouveia, uma pessoa de caráter “violento” e “emocionalmente instável” que tinha convivido com a família anteriormente.

Os corpos do casal Marcos Nogueira e Janaína Santos Américo e dos filhos de 1 e 4 anos foram descobertos esquartejados no dia 18 de setembro em Pioz, a 60 quilômetros de Guadalajara, na Espanha. No dia seguinte, o suspeito antecipou sua passagem de volta para o Brasil, que estava marcada para novembro. Em 22 de setembro, a Justiça espanhola expediu um auto de prisão e uma ordem de detenção europeia e internacional contra ele.

O sobrinho, que atualmente está foragido, era o principal suspeito para os investigadores da Guarda Civil Espanhola que trabalham no caso. Ele estaria obcecado por Janaína, esposa de seu tio.

O ministro de Interior da Espanha, Jorge Fernández Díaz, deu por “esclarecido” hoje o quádruplo assassinato e descartou a possibilidade de que os crimes tenham relação com o tráfico de drogas ou o crime organizado.

O suposto assassino, que tem menos de 20 anos, conviveu durante algum tempo em Madri com a família, que havia se mudado para o povoado de Pioz justamente para se afastar da personalidade violenta do sobrinho.

A ideia do rapaz, que tem um histórico de violência no Brasil e agiu por motivações pessoais, era transferir os corpos para algum lugar e sugerir um desaparecimento, plano que por motivos ainda não esclarecidos ele não conseguiu realizar.

A família, que originalmente é de João Pessoa (PB), foi morta à noite. Depois do crime, o suspeito esquartejou os corpos do casal e os colocou em sacolas, encontradas dias depois, quando vizinhos alertaram a polícia sobre o odor nas imediações da casa. Segundo a perícia, o assassino teve muito cuidado para limpar a residência e não deixar rastros.

O juiz encarregado do caso informou hoje que a identidade do casal foi confirmada por meio de impressões digitais. A família estava na Espanha há alguns anos e se mudou para o país depois de Marcos Nogueira, que trabalhava como gerente de um restaurante, receber uma proposta de emprego. Os quatro corpos ficam sob custódia judicial até a autópsia e a investigação serem concluídas.

Veja

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‘Família foi dizimada’, diz parente de paraibanos esquartejados na Espanha

janainadinizA família do casal e das duas crianças que foram encontrados esquartejados na Espanha já teve a confirmação da identificação dos corpos por meio do Itamaraty. As vítimas são os paraibanos Marcos Nogueira e Janaína Santos Américo, de 39 anos, e os filhos deles, uma menina também paraibana, de 4 anos, e um menino que nasceu na Espanha, de 1 ano. “Foi uma família que foi dizimada”, lamentou o cunhado da mulher, Eduardo Bráulio. Ele informou ao G1 que a família entrou em contato com o Consulado-Geral do Brasil em Madri depois de ver a notícia do encontro dos corpos e perceber que as idades eram as mesmas dos parentes.

Ao G1, o Itamaraty informou que está acompanhando o caso, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Madri, e mantendo contato com as autoridades locais. Porém, em respeito à privacidade dos cidadãos brasileiros no exterior e em cumprimento à determinação das autoridades locais de que as investigações tramitem em segredo de justiça, o Itamaraty informou que não está autorizado a divulgar mais informações sobre o caso.

Eduardo explicou que Janaína também usava o sobrenome Diniz, nas redes sociais, por causa do pai. A família era de João Pessoa e tinha ido morar na Espanha há 3 anos, por conta de uma oportunidade de trabalho. Ele era gerente em um restaurante.

Depois que desconfiaram que os corpos encontrados poderiam ser deles, os familiares do casal entraram em contato, nesta segunda-feira (19), com o consulado, que apenas confirmou o crime e as identidades das vítimas. A família só deve conseguir mais informações por parte do consulado e documentações na terça-feira (20), conforme explicou Eduardo.

“A gente recebeu a notícia com muita tristeza. É tanto que eu que estou passando as informações para a imprensa, porque ninguém mais tem condições”, disse o cunhado de Janaína. Ele acrescentou que ninguém tem pistas do que pode ter acontecido.

Eduardo explicou que a família não percebeu que eles estavam desaparecidos porque era comum eles ficarem um tempo sem dar notícias, principalmente porque tinham mudado de casa recentemente. “Fazia um bom tempo que a gente não tinha contato. A gente achava que era porque eles tinham se mudado, porque estavam sem internet. Não desconfiamos no início. Às vezes acontecia eles ficarem sem comunicação”, disse.

Parentes informaram que o pai de Janaína teve um pico de hipertensão e passou mal ao saber da notícia. Ele foi encaminhado para um hospital particular de João Pessoa. Não há informação sobre o estado de saúde do idoso.

Entenda o caso
Os corpos do casal e das duas crianças foram encontrados esquartejados neste domingo (18), na casa onde eles moravam, a cerca de 60 km de Madri. Um porta-voz da Guarda Civil informou que os corpos esquartejados estavam em uma casa de Pioz, um povoado de menos de 4 mil habitantes próximo a Guadalajara, ao nordeste de Madri.

Os investigadores calculam que os corpos se encontravam na casa há cerca de um mês. As autoridades foram alertadas por um vizinho “que percebeu o odor” procedente da residência, segundo a polícia. Segundo a imprensa espanhola, os corpos esquartejados foram achados em bolsas de plástico fechadas com uma fita adesiva.

Os agentes não encontraram sinais de que os assassinos tenham forçado a entrada na casa da família. “A entrada não foi forçada, nem qualquer tipo de janela, porta, nada”, indicou o porta-voz da Guarda Civil. Vários vizinhos entrevistados indicaram que a família alugava a casa e que foram pouco vistos desde que se mudaram para lá no final de julho.

“Temos a investigação sob segredo judicial e ainda não esclarecemos as causas. Parece que foi feito por profissionais”, acrescentou o porta-voz. Apesar do sigilo da investigação, as autoridades especulam sobre um possível ajuste de contas.

“O que está claro é que a forma com que os corpos foram achados indica uma intenção de não deixar pistas e depois se desfazer deles”, afirmou Jesús García, tenente-coronel e investigador da Guarda Civil. “Dá a impressão de que algo foi abortado em um determinado momento, porque não é lógico que os cadáveres ficassem ali, dentro de casa”, acrescentou.

A prefeitura da localidade decretou dois dias de luto e, na terça-feira, será observado um minuto de silêncio ao meio-dia.

G1 PB

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