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Espectros mantém escrita contra Mariners e está em mais uma final

Crédito das fotos: Davi Gueiros / Cortesia
Crédito das fotos: Davi Gueiros / Cortesia

A história se repete. E em mais uma decisão, o João Pessoa Espectros vence o Recife Mariners e chega a sua sexta final do Nordeste. Com o placar de 16 a 8, os Fantasmas fizeram a festa no Estádio dos Aflitos  e agora o time de João Pessoa aguarda a definição da outra final entre Ceará Caçadores e América Bulls para saber quem será seu adversário da final.

O jogo começou muito amarrado no primeiro tempo, repetindo a tônica do primeiro encontro entre os dois times na primeira fase da Superliga Nacional de Futebol Americano, quando o Mariners venceu o Espectros. Os primeiros dois quartos foram de muitos erros das equipes ofensivas tanto do Mariners quanto do Espectros, que ainda cedeu muitas jardas em faltas. Ainda no fim do segundo período, os Fantasmas tiveram a chance de abrir o placar, mas Diego Aranha sequer conseguiu chutar a tentativa de field goal.

Após o intervalo, o atual campeão brasileiro voltou com tudo e encostou o Mariners contra a própria endzone ao bloquear um punt e o americano Carlos Cox interceptar o seu conterrâneo, o armador Alex Niznak, dos Azuis, e correr para marcar o touchdown do João Pessoa Espectros e os primeiros pontos da partida. Na sequência Diego Aranha acertou o chute de ponto extra e os rubro-negros ficaram com o 7 a 0 no placar.

Depois, em uma campanha perfeita do ataque dos Fantasmas, Vitor Ramalho achou o recebedor Ednaldo Massu livre, que invadiu a endzone e marcou o segundo touchdown da equipe paraibana. Na tentativa de ponto extra, Diego Aranha não foi feliz e o João Pessoa Espectros tinha 16 a 0 no placar, no fim do quarto e último período de jogo.

O pouco tempo, porém, foi suficiente para o Mariners marcar um touchdown com Alex Niznak conectando passe para o recebedor Vinícius Ângelo. Em seguida, o ataque dos Azuis tentou a conversão de dois pontos, com Niznak passando para o recebedor Eduardo Palácio dentro da endzone.

O Mariners ainda levou perigo para a defensiva Fantasma, mas os paraibanos barraram os avanços dos pernambucanos e recuperaram a posse de bola para fazer o relógio andar, com pouco mais de um minuto para o fim da partida.

Agora o João Pessoa Espectros espera o seu adversário na final, que sai do confronto entre Ceará Caçadores e América Bulls, que jogam neste domingo. Se o Bulls avançar, o Espectros vai ter o direito de jogar em casa à final regional, mas se os Caçadores passarem pelos potiguares, a decisão da Conferência Nordeste vai ser realizada em Fortaleza. Isto porque os cearenses terminaram a primeira fase com a melhor campanha.

MaisPB com GloboEsporte.com

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Estudantes paraibanos têm deficiência de leitura e escrita

LeituraSabe ler, mas não compreende. Escreve, mas comete erros básicos de ortografia. A dificuldade na leitura e escrita parece ser um problema universal na educação do país e na Paraíba também. O fato de estar matriculado ou de frequentar rigorosamente as aulas não significa dizer que o estudante sabe ler e escrever como deveria; chegar ao ensino superior também não. Essa deficiência é tema da segunda reportagem da série ‘Educação em Pauta’, produzida pelo JORNAL DA PARAÍBA e pelos demais veículos da Rede Paraíba de Comunicação.

No resultado da Prova Brasil 2011, a Paraíba obteve resultados preocupantes: apenas 23% dos alunos tiveram aprendizado adequado na leitura e interpretação. Participaram da avaliação 35.646 estudantes, dos quais apenas 4% conseguiram um desempenho avançado, superando as expectativas. Outros 31% tiveram aprendizado insuficiente, segundo dados do Qedu, com base na Prova Brasil 2011.

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O gerente de conteúdo do Todos pela Educação, Ricardo Falzetta, disse que o problema começa com a alfabetização inadequada que os estudantes recebem nos primeiros anos de estudo. “É preciso resolver o problema da alfabetização das crianças, pois se não for assim, sempre vamos ter uma turma analfabeta saindo da escola”, declarou. Até os 8 anos, todas as crianças devem ser alfabetizadas (matriculadas no 3° ano do ensino fundamental e sabendo ler e escrever).

Segundo Falzetta, não existe solução mágica para melhorar esse cenário, sem passar pela formação de professores. “A alfabetização das crianças não pode ser considerada uma simples decodificação da língua, é preciso proporcionar a visão crítica, entender os usos sociais da língua. As crianças precisam entender o que elas estão lendo e escrevendo”, declarou.

Ele disse que discorda do pensamento que afirma que a internet e as redes sociais prejudicam o aprendizado, sobretudo à leitura e escrita. “Se for bem aproveitado por um professor, a internet só tem a enriquecer”, explicou. Falzetta criticou o fato de que as crianças têm pouco acesso a livros de qualidade. “O processo começa na educação infantil, as crianças precisam ser colocadas em contato com o mundo da escrita”, pontuou.

Para o especialista, o que falta mesmo é o acesso ao texto de qualidade, aos clássicos da literatura, de preferência. “Faltam bibliotecas nas escolas, ou se tem livros, não são usados”, comentou Falzetta. “É preciso fazer uma formação que leve em conta a didática, e não priorizar metodologias ultrapassadas, com cartilhas que não servem para nada”, destacou.

Ter um espaço disponível para a leitura nas escolas é essencial, segundo os especialistas em educação. Mas na Paraíba, apenas 24% das escolas de educação básica (do total de 5.740) possuem bibliotecas. O percentual corresponde a 1.3281 instituições de ensino. A sala para leitura, também defendida pelos professores, só existe em 21% das escolas. Em João Pessoa há bibliotecas em 60% das escolas; em Campina Grande o ambiente existe em 46% das unidades de ensino.

A diretora Abigail Niedja Sá, da Escola Municipal Aruanda, no bairro dos Bancários, na capital, disse que considera a biblioteca fundamental no processo da leitura. Segundo ela, a escola tem um bom acervo de livros e é bastante visitada pelos alunos que têm gosto pela leitura. “A biblioteca tem o objetivo de despertar o prazer da leitura nos estudantes. Muitos fazem empréstimos com frequência, outros, infelizmente, não demonstram tanto interesse”, afirmou Abigail. Segundo ela, os professores incentivam a leitura, levando os alunos para a biblioteca e pedindo resumos e fichamentos.

A diretora, que é pedagoga, afirmou que o ambiente familiar tem muita influência na leitura. “Se os pais gostam de ler e incentivam a leitura, é mais fácil para a criança gostar também.

Quando isso não acontece, fica complicado para a escola fazer esse papel sozinha. Uma coisa é consequência da outra”, explicou Abigail.

 

 

Alemanha quebra escrita e é 1ª seleção europeia a ganhar Copa na América

alemanha-e-argentinaA “Copa das copas” teve mais uma quebra de escrita. Ao bater a Argentina na prorrogação, a Alemanha foi a primeira seleção da Europa que conseguiu ganhar um Mundial em continente americano.

 

Antes disso, só a Espanha tinha conseguido ganhar fora da Europa, em 2010, na África do Sul, ao derrotar a Holanda na decisão.

 

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Nas vezes em que a Copa foi disputada no continente americano, só sul-americanos tinham sido campeões.

Foi assim em 1930 e 1950, com Uruguai campeão dentro de casa e no Brasil, em 1962 e 1970, com Brasil campeão no Chile e no México, em 1978 e 1986, com Argentina ganhando em casa e no México, e com o tetracampeonato brasileiro nos Estados Unidos em 1994.

Uol