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Rota Caminhos do Frio em Solânea, envolveu escolas na Semana Cultural

Programação nas escolas encerrou com a “I Mostra Cultural das Escolas Municipais” que homenageou Jackson do Pandeiro.

Programação da Rota Cultural Caminhos do Frio em Solânea teve atividades culturais e educativas com as escolas do município e encerrou com a “I Mostra Cultural das Escolas Municipais de Solânea” no último sábado (27) que apresentaram o projeto “Nossas Raízes: Vida e Obra de Jackson do Pandeiro”, em comemoração aos 100 anos do Rei do Ritmo, homenageado da Rota Cultural 2019.

Centenas de pessoas entre estudantes, pais, mães, familiares, comunidade e professores estiveram presente na Mostra Cultural que aconteceu no Ginásio da Escola Municipal José Menino de Oliveira sábado (27) a tarde. O diretor de Cultura Tiago Salvador, contou que foi uma das prioridades da coordenação do evento envolver os estudantes em atividades culturais durante a Semana Cultural. “Com o apoio do prefeito Kayser, levamos essas experiências culturais e da nossa identidade para as escolas. Fortalecendo o evento e deixando seus frutos nos jovens e crianças” explicou, ressaltando o grande envolvimento que houve já que as escolas também foram ao teatro assistir as apresentações. Durante a Mostra, o Prefeito Kayser Rocha, parabenizou os estudantes e aos que trabalharam na preparação do evento, através da Secretária de Educação. “Parabéns a todos que fazem a educação do nosso município que fizeram um evento grandioso. Para mim é um privilégio participar junto com vocês e um público tão importante que apoiou o projeto”, disse. Os jovens e crianças apresentaram músicas, poesias, histórias e danças relacionadas à vida e obra de Jackson.

Programação Educativa

Durante a semana a programação nas escolas iniciou na terça-feira quando foram apresentados Teatro de Bonecos com “Geraldo do Babau” nas Escolas Ernestina Pinto, Padre Ibiapina e Sítio Saco dos Campos.  Os estudantes da escola Padre Ibiapina também assistiram a Esquete Teatral “Sarau das Artes” e na escola Sítio Saco dos Campos participaram da esquete “O Cabeça Virada”, ambas apresentadas pela Cia. Fascinart. Houve também “Contação de Histórias” para as crianças do Jardim de Infância Lobinho. Na quinta, ocorreu programação nas creches municipais “Adélia de Araújo” e Padre Geraldo, além da Escola Cidadã Integral Alfredo Pessoa de Lima, onde foi realizado um bate papo cultural.

Assessoria PMS

 

Hortas nas escolas: educação verde e alternativa ao digital

Cada vez mais as escolas e os educadores em geral têm buscado alternativas ao digital em salas de aula. A “invasão” dos aparelhos celulares tornou-se um fenômeno incontrolável. Apesar dos muitos benefícios que isso pode trazer, separar os pequenos dos olhares constantes nas telinhas é uma missão importante e que deve ser cumprida.

Segundo o site 365dicas uma alternativa que tem surgido em diversas localidades do país é a instituição das hortas nas escolas. É uma busca não por remover as novas tecnologias das vidas das crianças, mas sim uma tentativa de incluir em seu cotidiano novas atividades e novas formas de se divertirem.

A importância da educação ambiental

A educação ambiental é de grande relevância no século XXI por inúmeras razões. Em tempos em que se fala e que se presencia tanto os efeitos do aquecimento global, educar as novas gerações para as mazelas que a falta de cuidado com o meio-ambiente pode trazer é fundamental.

Nas escolas, a construção de hortas e mesmo de pequenos pomares é também uma maneira muito interessante de aliar teoria e prática. Em uma fase de tantas abstrações como é a infância, as crianças precisam de estímulos que sejam capazes de lhes revelar noções sobre a realidade.

Dessa forma, é louvável que estejam proliferando em todo o país projetos de criação de hortas. Eles exploram a relação das crianças com a natureza, principalmente em grandes metrópoles, em que pouco contato há com o “natural”.

A educação ambiental ainda é capaz de desenvolver uma consciência sobre as próprias ações nas crianças. É principalmente nesse sentido que as hortas escolares surgem. Ao dar aos pequenos a oportunidade de cuidarem de suas próprias plantinhas, eles percebem sobre o impacto que suas atitudes e que os seus hábitos têm no seu dia a dia.

Atividade interdisciplinar

Em termos pedagógicos, ter uma horta na escola é importante também para a dinâmica escolar. Por exemplo: em que grupo ou disciplina curricular encaixaríamos esse tipo de projeto? Nenhum e ao mesmo tempo todos.

Torna-se importante dizermos que esse tipo de atividade engloba uma série de temas pertinentes a muitas disciplinas. Ecologia é o principal, é claro, mas a alimentação e a nutrição também estão presentes. Por que não ensinar às crianças sobre os benefícios de uma rotina alimentar mais saudável por meio da plantação de vegetais?

Os educadores e a escola se beneficiam muito com esse tipo de prática. Ao gerarem situações reais de aprendizado, conseguem avaliar com muito mais clareza a evolução dos alunos. Ao sair dos quadros negros e dos cadernos de avaliação para a rua, a dinâmica de aprendizado muda completamente. Deixa de ser abstrata, estática para ser algo palpável e real.

Autonomia e autoconsciência

Com certeza os maiores beneficiados com esse tipo de projeto são as crianças. Como mencionamos acima, tornam-se indivíduos mais conscientes a respeito do meio em que vivem. Passam a questionar, mesmo que minimamente, os hábitos de consumo da família, dos vizinhos e dos coleguinhas.

De acordo com professores que levaram esse projeto adiante, foi possível notar também maior autonomia e maior desenvoltura por parte dos pequenos. Tornaram-se mais questionadores em relação a pequenas situações do cotidiano. Passaram a refletir sobre os lanches que levam ou consomem na escola e viram-se mais maduros em relação ao desperdício alimentar.

O projeto da horta escolar é benéfico ainda para a comunidade escolar como um todo. O envolvimento dos pais é recomendado e essencial, principalmente quando passam a ser questionados pelas crianças sobre o cotidiano familiar.

As crianças são gatilhos, visto que elevam seu aprendizado a outras esferas sociais. Mais do que um projeto interdisciplinar, ele é uma prática social que busca o bem-estar comunitário.

Educação verde x educação digital

Uma coisa não exclui a outra. É errado pensarmos que retirar das crianças os aparelhos celulares é a solução para que aprendam melhor. Essas ferramentas, felizmente ou não, são inerentes às novas gerações, devendo, portanto, serem vistas exatamente como o que são: ferramentas de estímulo ao aprendizado.

Em relação à educação digital, nada impede que um projeto como o da horta escolar se alie ao uso de tablets, smartphones e objetos do gênero. Nada melhor do que usar a tecnologia para otimizar um projeto que só traz benefícios a todos.

 

 

Secretaria de Meio Ambiente e gestores das escolas municipais realizam projeto de Educação Ambiental e Coleta Seletiva

Alunos e professores da Escola Ernestina Pinto participaram de atividades e apresentações com os temas Meio Ambiente e Coleta Seletiva. Amanhã (30) campanha Coleta Seletiva vai para Distrito de Santa Fé

A Secretaria de Meio Ambiente de Solânea está realizando ações de educação ambiental, em parceria com a gestão das escolas municipais. A primeira escola a participar foi a Escola Municipal Sônia Eliane, na última quinta-feira (23) cerca de 300 alunos da Escola Municipal Ernestina Pinto realizaram durante todo o dia atividades educativas. Nesta quinta-feira, 30, o projeto de Coleta Seletiva segue para o Distrito de Santa Fé.

O Prefeito Kayser Rocha participou da ação na escola e falou da importância. “Esse projeto já mudou a rotina da população e estar agora na escola é importante para preparar as gerações futuras. As crianças influenciam na rotina da casa e aí vem as mudanças”, enfatizou. A Secretária de Meio Ambiente, Ieda Pereira, informou que a Educação Ambiental na Escola faz parte de um projeto maior em toda a cidade, em relação a Coleta Seletiva do Município. Amanhã, 30, será realizada campanha da Coleta Seletiva nas ruas do Distrito de Santa.

Dia de aprendizado e troca de experiências

O Governo Municipal, através da Secretaria de Meio Ambiente, instalou na escola uma “lixeira de Coleta Seletiva” para utilização da comunidade escolar e aplicação dos conhecimentos. O projeto envolveu 378 alunos de 15 turmas da Educação Infantil ao Fundamental II e Turma de Libras. Os estudantes trabalharam com desenhos e colagens, falaram sobre tipos de solo, cuidados com a água, produziram brinquedos com material reciclável e estudaram sobre a coleta seletiva dos resíduos sólidos apresentando projetos escolares.

Ascom-PMS

 

Prefeitura de Borborema realiza ação de conscientização nas Escolas para a Coleta Seletiva

A Prefeitura de Borborema, por meio das Secretarias de Saúde e Educação, está promovendo nas Escolas do Município palestras sobre a coleta seletiva. A ação tem como objetivo explicar e conscientizar alunos sobre a importância de realizar a separação adequada de materiais ainda dentro de casa e depositar o lixo para recolhimento da forma correta.

Nesta sexta-feira, 17 de maio, Agentes Comunitários de Saúde dos PSFs I e III estiveram nas Escolas Jaldete Guedes, Francisco Cardoso e Leonor Ramalho.

Além de tratar da importância da ação da coleta seletiva, foi abordada a importância do trabalho do Gari. A ação ainda contou com o apoio da Secretaria de Infraestrutura.

Segundo especialistas, um dos pilares para o sucesso na recuperação do meio ambiente é a coleta seletiva de lixo.

Com a coleta seletiva todos os resíduos são devidamente descartados e evitam a poluição do solo e lençóis freáticos, além de evitar a poluição das ruas e esgotos que podem causar enchentes e, consequentemente, grandes prejuízos aos cofres públicos e aos moradores das cidades.

 

Assessoria

 

 

Projeto de Tião Gomes cria o Programa de Prevenção e Combate à Violência nas escolas públicas da Paraíba

Um projeto do deputado estadual Tião Gomes (Avante) tramita na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e propõe a criação do Programa Interdisciplinar e de Participação Comunitária para a Prevenção e Combate à Violência nas escolas da rede pública do estado.

Conforme o Projeto de Lei, o programa deverá priorizar a implantação nas escolas que sofram os maiores índices de violência. Grupos de Trabalho vinculados às unidades serão criados para atuar na prevenção da violência analisando suas causas e apontando possíveis soluções.

“O programa vai desenvolver ações educativas e de valorização da vida dirigidas às crianças, adolescentes e à comunidade, implementar ações voltadas ao combate à violência na escola, com vista a garantir o exercício pleno da cidadania e o reconhecimento dos direitos humanos”, falou o deputado.

O texto do projeto ainda garante a formação de todos os integrantes do grupo de trabalho, onde serão incluídos o corpo docente, os servidores operacionais da rede de ensino, bem como dos membros da comunidade, para prepará-los na prevenção e combate da violência nas unidades de ensino da Paraíba.

“O estabelecimento de ensino e educação deixou de ser um local seguro para alunos, professores, servidores e pais de alunos nos últimos tempos. E esse dado vem aumentando, a exemplo do massacre que ocorreu no Colégio Raul Brasil, em Suzano, São Paulo, onde dois atiradores assassinaram cinco estudantes e dois funcionários. O programa visa auxiliar no combate a violência nas unidades e apontar soluções”, defende o deputado Tião Gomes.

 

portaldolitoralpb

 

 

Escolas Municipais de Solânea promoveram comemorações de Páscoa durante toda semana

Em algumas escolas a programação encerrou ontem (22). Todos os gestores fecharam a programação de atividades com confraternização entre os alunos, professores e gestores

As Escolas Municipais de Solânea realizaram comemorações de Páscoa durante toda a Semana Santa. Entre as atividades de programação os alunos realizaram apresentações de jogral, musical, reviveram a Santa Ceia e refletiram sobre os valores e significados da Páscoa para os Cristãos.

A Secretária de Educação, Virnália Fagundes, comemorou a data e destacou o trabalho dos gestores e professores que cuidaram de cada detalhe e fizeram o possível para de forma educativa construir o conceito de respeito, amor e do significado da Páscoa nas escolas.” Todos os gestores e alunado se envolveram e como todos os anos fizemos lindas comemorações de Páscoa”, enfatizou. A Gestora da Escola Municipal Bilíngue Ernestina Pinto, Adaína de Souza, contou que as comemorações da Páscoa aconteceram durante toda a semana em sala de aula.“Temos também alunos autistas e de Libras. Todos se envolvem nas atividades da semana e essa interação é muito importante para eles”, contou. Algumas escolas realizaram a culminância dos projetos na última quarta-feira (18) e nas demais hoje (22).

 Assessoria de Comunicação

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Sancionada lei que garante liberdade de expressão em escolas da Paraíba

O governador Ricardo Coutinho sancionou a lei que garante direito à liberdade de expressão em ambiente escolar na Paraíba, tanto em unidades públicas, quanto privadas. O texto foi publicado na primeira página da edição desta terça-feira (11) do Diário Oficial do Estado (DOE).

De acordo com a lei, todos os professores, estudantes e funcionários são livres para compartilhar pensamentos e opiniões. O texto aponta como princípios norteadores da lei a liberdade de  aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; o respeito à liberdade e apreço à tolerância; os ideais de solidariedade humana para o pleno desenvolvimento do educando; e o preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Com a sanção da lei, de autoria do próprio poder executivo, a Secretaria de Estado da Educação ficará responsável pela promoção de ações que divulguem os princípios da lei, da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional, visando “o adequado processo de formação educacional no âmbito das instituições de ensino das redes pública e privada”.

 

Proibições

A lei determina ainda que sejam vetados: atos discriminatórios e preconceituosos ou que atentem aos direitos fundamentais da pessoa humana; cerceamento de opiniões mediante violência ou ameaça; ações ou manifestações que configurem a prática de crimes tipificados em lei, tais como calúnia, difamação, injúria ou atos infracionais; qualquer pressão ou coação que represente violação aos princípios constitucionais e demais normas que regem a educação nacional, em especial quanto à liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.

Caberá às unidades de ensino e à Secretaria de Estado da Educação assegurar a coibição dessas condutas. A lei determina que escolas apurem e sanem os conflitos e, dentro de 10 dias, enviem um relatório à Secretaria. O documento deverá apontar autorias e narrativas dos atos infracionais. Considerando o apurado, a Secretaria de Estado da Educação adotará providências que julgar necessárias.

Cartaz contra censura

Ainda conforme a lei, as instituições de ensino das redes públicas e privadas ficam obrigadas a afixar cartazes com a seguinte informação: “Escola é território aberto do conhecimento e livre de censura: repressão ideológica não é legal. Lei estadual nº 11.230/2018”.

Escolas confessionais resguardadas

A norma sancionada destaca que “ficam resguardados os princípios e preceitos que caracterizam as escolas confessionais, que na forma da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional, tenham ideologia específica, de modo que professores, funcionários e alunos dessas instituições de ensino devem respeitar as normas religiosas internas ali estabelecidas, não se enquadrando as mesmas nas violações previstas nesta lei”.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

portalcorreio

 

Escolas privadas entram em greve no Agreste da Paraíba

Foto: Pedro Ribas/ANPr

Os 4.500 professores e profissionais da educação particular do agreste da Paraíba decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado, deixando mais de 30 mil alunos das cerca de 180 escolas sem aulas a partir desta sexta-feira (18). Eles pedem um reajuste salarial de 10%, enquanto os patrões oferecem 3,3% de aumento.

Esta será a primeira paralisação geral em 12 anos, segundo informou José Roberto Martins, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Privado do Agreste e da Borborema (Sintenp). Ele ainda salientou que os docentes tiveram perdas neste período, mas decidiram continuar trabalhando por entender que estavam sendo ouvidos em suas reivindicações.

“Há dois meses estamos negociando, mas o sindicato patronal vem desrespeitando a classe, zombando das nossas necessidades e não levando em conta o que nós abrimos mão. Começamos pedindo 18% de aumento e agora queremos apenas 10% e poderíamos aceitar 8%, mas eles fazem piada com isso”, declarou.

José Roberto falou que os professores decidiram também diminuir o número de assembleias, passando a realizar uma por semana. O sindicato ainda afirmou que não entende a matemática utilizada pelas escolas.

“Eles aumentaram a mensalidade entre 14 e 18% e não estão passando nem um quarto disso para os profissionais. Estão querendo aumentar 23 centavos em relação a hora aula. É vergonhoso”, acrescentou o presidente.

De acordo com as contas do sindicato dos professores, cada docente receberia em média R$ 8,40 no salário mensal e ficaria com uma remuneração de mil reais a menos que o piso do Estado, caso aceitasse a proposta patronal.

“São circunstancias que nos levam à greve. Professor estuda, temos mestres e doutores, a gente só queria um pouco de respeito”, disse José Roberto. O presidente do Sindicato Patronal das Escolas Privadas de Campina Grande (Sinepec), Antônio Andrade, falou que não foi negado nenhum direito.

“Todos os direitos foram garantidos, inclusive a gratuidade para os filhos dos empregados. Não podemos fazer nada, vamos manter as aulas normais, com portões abertos para os alunos, e vamos aguardar que essa greve não ocorra”, declarou.

Antônio Andrade garantiu que o reajuste proposto está repondo a inflação do período e ainda com ganho real de 1%. “Não tem nenhuma motivação para ter greve, não acreditamos que vai ter greve. Os pais têm todo direito de reivindicar as mensalidades caso não haja aula, mas os professores não têm motivo para parar”.

*Texto de Wênia Bandeira, do Jornal Correio da Paraíba

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MPPB aciona Justiça para garantir reabertura de 13 escolas na zona rural de Areia

O Ministério Público da Paraíba ajuizou uma ação civil pública com pedido de liminar para que a Justiça determine à Prefeitura de Areia que reabra as escolas que foram fechadas no município. O MPPB apurou que, pelo menos, 13 escolas foram fechadas. A Promotoria de Justiça apurou que o gestor não tomou as providências determinadas pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Lei de Diretrizes de Bases (LDB) e não avaliou os impactos das mudanças para os estudantes, nem tão pouco ouviu as comunidades. O caso mais grave é o dos estudantes da Escola Maria Emília Maracajá, que estão assistindo aulas debaixo de uma lona e com risco de perder o ano letivo.

A ACP foi instaurada sob o número 0800133-69.2018.8.15.0071, no último dia 6. O promotor de Justiça de Areia, Newton da Silva Chagas, disse que pediu a liminar para que a situação dos estudantes fosse resolvida imediatamente, antecipando os efeitos da sentença definitiva. No entanto, segundo ele, a juíza entendeu que o gestor deveria ser ouvido antes e postergou a decisão, dando 15 dias ao Município, após sua citação, para que respondesse sobre o caso.

“As crianças que estão assistindo aulas debaixo da lona não têm esse tempo. A juíza também considerou ausência de prova do ato de fechamento das escolas. Não há prova documental desse fechamento. Nada foi publicado sobre isso. No entanto, os atos foram públicos e notórios. Estão na imprensa. A demora em resolver a situação causa um prejuízo muito grande aos estudantes”, afirmou.

O promotor esclareceu também que nem ele e nem as mães das crianças estão defendendo o ensino multisseriado, que era praticado nas escolas. Ele defende que a Prefeitura dê as condições necessárias para que os estudantes possam assistir aulas e aprender de fato, com a implementação, inclusive, do ensino seriado.

Antes de entrar com a ação, no último dia 6, o promotor havia expedido um documento ao Município, solicitando uma série de informações sobre o fechamento e recomendando a reabertura da Escola Maria Emília Maracajá e também que o Município se abstivesse de cancelar qualquer benefício dos estudantes, a exemplo do Bolsa Família, até que a situação fosse resolvida administrativa ou judicialmente.


Transporte deficitário

A Prefeitura de Areia informou aos pais dos alunos que disponibilizaria transporte escolar para levar os estudantes às novas escolas. No ano passado, o promotor pediu ao Município informações sobre os veículos em operação e o gestor encaminhou dados incompletos que não mostravam a situação dos veículos e foi advertido para encaminhar os documentos solicitados. Newton Chagas lembrou ainda que, na vistoria dos veículos escolares, realizadas este ano, só dois dos 14 veículos que estão em operação foram aprovados.

“Os pais dos alunos denunciaram que os alguns veículos não tem freio de mão, que as portas não fecham e outras situações que colocam em perigo a vida dos estudantes. Pedi informações urgentes à Prefeitura sobre esse problema e sobre as medidas tomadas depois do resultado da vistoria. Mas, pelo que estou vendo só querem ganhar tempo, enquanto os alunos sofrem os riscos”, afirmou o promotor.


Entre as escolas fechadas pelo promovido na qualidade de gestor público do Município durante o seu primeiro ano de gestão estão:

1. Escola Antônio Pires Bezerra – localizada no Sítio Saboeiro de Caiana;

2. Escola Maria Emília Maracajá – localizada no Sítio São José do Bonfim;

3. Escola Luzia Coutinho Garcia – localizada no Sítio Tauá;

4. Escola Dulce Serpa de Menezes – localizada no Sítio Riacho de Facas;

5. Escola Nossa Senhora de Fátima – localizada no Sítio Gitó;

6.Escola Elídio Pereira – localizada no Sítio Deserto;

7. Escola José Rufino de Almeida – localizada no Sítio Vaca Brava;

8. Escola Júlia Emília – localizada no Sítio Lagoa de Barrro;

9. Escola Severino Sérgio – localizada no Sítio Santo Antônio;

10. Escola Olívia Jardelino da Costa – localizada no Sítio Pirauá;

11. Escola João Nunes de Aquino – localizada no Sítio Mangabinha;

12. Escola Nazário José de Brito – localizada no Sítio Santana;

13. Fundamental II da Escola Madre Trautlinde – localizada no conjunto Mutirão.

Assessoria 

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Promotor pede reabertura de escolas fechadas na zona rural de Areia, PB

O Ministério Público entrou com ação civil pública pedindo a reabertura de escolas fechadas no ínicio do ano letivo na zona rural de Areia, no Brejo paraibano. No entanto, de acordo com o promotor de Justiça Nilton Chagas, a medida foi tomada devido ao não cumprimento de requisitos para o fechamento das escolas na zona rural do município.

A prefeitura fechou as escolas alegando que a quantidade de alunos não seria suficiente para formar turmas. Segundo o Prefeito de Areia, João Francisco, o fechamento das escolas faz parte de um processo da Secretaria Municipal de Educação para acabar com o sistema de ensino multiseriado, onde alunos de séries diferentes estudam juntos numa mesma sala de aula.

“Estamos guiados em indicações do Ministério da Educação, no pedido de fechamento das escolas multiseriadas pela Câmara Municipal, Conselho Municipal de Educação e também por documentos da Associação Municipal dos Professores. Todos esses orgãos nos deram indição que a escola multiseriada não é uma escola justa, quando podemos oferecer aos nossos alunos uma educação seriada, onde cada aluno tem sua condição apropriada com colegas de mesmo nível intelectual”, explicou o prefeito.

Nove escolas da zona rural de Areia já passaram pelas medidas da Secretaria de Saúde, desde o ano passado. Após o fechamento das escolas, a prefeitura ofereceu a transferência dos alunos para uma escola e para uma creche na zona urbana, com cerca de 2 km de deslocamento, mas os pais dos alunos não aceitaram a mudança. Por isso, cerca de 49 alunos estavam assistindo aulas nos fundos da escola Maria Emília Maracajá, em barracos improvisados com lonas.

Caso o pedido de liminar do promotor Nilton Chagas seja aceito, as escolas fechadas devem ser abertas imediatamente, até que a Juíza apresente o parecer final sobre a situação.

Ministério Público pede reabertura das escolas da zona rural de Areia

Ministério Público pede reabertura das escolas da zona rural de Areia

 G1

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