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Entenda os perigos de escalar montanhas muito altas

Todos os dias alpinistas de todo o mundo se arriscam subindo montanhas. E chegar ao cume delas deve realmente ser muito prazeroso. Olhar para o que tem embaixo, se ver tão grandioso, provavelmente, é uma das maiores recompensas. Mas todos esses sentimentos de felicidade andam lado a lado com riscos e sacrifícios.

Os perigos que esses alpinistas correm ao percorrem o caminho até o cume das montanhas mais altas viraram foco de discussões entre especialistas depois que ao menos onze deles morreram em um intervalo de apenas uma semana, no mês de maio deste ano, tentando chegar o pico do Everest. Com a temperatura contribuindo para a escalada, vários alpinistas fizeram fila na montanha enfrentado os riscos do frio e da altitude do lugar.

As mortes serviram para acender o sinal de alerta para a superlotação da montanha mais alta do mundo. O debate gira em torno da promoção de regras que garantam mais segurança aos que querem viver a emoção de escalar essas montanhas.

Na ocasião, com toda a repercussão que as mortes causaram, várias autoridades governamentais em Katmandu, a capital do Nepal, disseram estar analisando o que havia acontecido. Entre as potenciais providências a serem tomadas está a possibilidade de exigir que todos os que se candidatem a subir o Monte Everest apresentem provas de experiência em montanhismo e um atestado de saúde.

Em recente entrevista à Betway, dois experts sobre os assuntos falaram dos desafios de escalar o monte. Ayesha Zangaro foi a mais jovem brasileira a conseguir o feito de chegar ao cume do Everest. Ela fez isso em 20 de maio do ano passado, quando tinha apenas 23 anos de idade. Ela contou que a experiência toda leva pelo menos dois meses. De acordo com Ayesha, “a jornada para o Everest começa em Katmandu, capital do Nepal, de onde saem as expedições de diversos grupos e agências de logística. De lá, um voo até Lukla, cidade que está a 2.860m acima do nível do mar e é o principal ponto de acesso ao Himalaia”. A partir daí, de acordo com Ayesha Zangaro, “os primeiros dias são o trekking de aproximação até o campo base. Demora, geralmente, 9 dias, contando com uma aclimatação bem-feita e cuidadosa”.

Durante a conversa com o time de conteúdo da Betway Cassino, Manoel Morgado, que chegou ao cume em 17 de maio de 2010, aos 53 anos, elenca os riscos de o escalador corre no caminho. “Minha escalada foi razoavelmente tranquila, pois estava muitíssimo bem preparado, tanto em termos físicos como em termos de experiência, com mais de 30 anos de montanha. E tive muita sorte com o clima. Mas, mesmo assim, o Everest é uma montanha muito exigente física e psicologicamente. Estar no campo base, um dos lugares mais extremos do planeta, por dois meses é muito difícil. Lidar com a ansiedade de ‘será que vou dar conta? Será que o clima vai ajudar? Será que vou ficar doente?’, tudo isso, por tanto tempo, é muito complicado”.

Para Manoel, a paciência deve ser um dos itens de segurança a ser levado na bagagem do escalador. “Muita gente morre na descida, já que, muitas vezes por não ter a experiência necessária, não sabem quanta energia ainda têm no corpo, dão tudo para chegar no cume e não sobra para a descida”.

Para se entender melhor, a escalada pelo Everest passa por quatro acampamentos onde os alpinistas podem parar para descansar após passarem por uma cascata de gelo. O primeiro acampamento, considerado o de base, fica a 5.364m acima do nível do mar. O segundo, que possui melhor estrutura que o anterior, já fica a 6.400m de altura, o que reduz os níveis de oxigênio a condições extremas.

Depois de passar por eles, os escaladores chegam ao acampamento 3, que a 7.300m. O último é o 4, que fica a quase 8.000m. Esse fica na categoria chamada de “zona da morte”. Nele a eficiência de oxigênio é de um terço em relação ao nível do mar. De lá, atravessa-se alguns pontos de altíssimo risco, e segue-se o ataque ao cume, que fica a 8.848m.

Para Ayesha e Manoel, alguns pontos podem ser considerados os mais perigosos e que necessitam de ainda mais atenção. A cascata de gelo (Khumbu Icefall) e a zona da morte são apontadas por ela como os dois momentos mais arriscados da jornada.

“O Everest tem várias partes delicadas. A cascata é a parte mais inclinada do glaciar que desce do cume da montanha até seu campo base e, com isso, o gelo se fragmenta criando um caos de grandes blocos de gelo, alguns com mais de 30 metros de altura, que podem despencar a qualquer momento”, diz Manoel Morgado. Ayesha concorda: “é um lugar muito instável. Dependendo da temperatura ou outros fatores externos, é um lugar que se mexe”.

Ayesha Zangaro listou alguns pontos que contribuíram para que o ano de 2019 já seja um dos que mais registram mortes de escaladores no Everest. “Cada vez mais, o Everest tem chamado a atenção de pessoas com menos experiência. Além disso, há também o lucro do governo do Nepal. Montanhismo é a maior fonte de renda do país. As poucas janelas de bom tempo que tivemos nesta temporada, o uso de permissões antigas, que espiravam este ano e empresas pouco qualificadas vendendo serviços de logística” são alguns dos elementos que ela considera responsáveis pela atual situação do Everest. Para Manoel, as coisas não devem mudar tão cedo. “O Nepal jamais vai limitar o número de escaladores. O país vive de turismo e é muito pobre. A única maneira de fazer algum controle disso seria as empresas aceitarem somente quem tem a experiência necessária para uma montanha como o Everest. Mas, isso nem sempre acontece”.

O outro expert, Manoe Morgado explica o que torna uma pessoa qualificada para escalar o monte. “Acho difícil quantificar experiência, mas creio que, no mínimo a pessoa teria de ter feito um curso de escalada em neve, gelo e rocha básico e um curso avançado. Ter escalado um ou mais montes de 6.000m, como o Denali, para mim uma das mais importantes escolas para o Everest, e ter escalado um monte de 8.000m mais fácil, como o Cho Oyu ou o Manaslu. No Denali, cada um começa a escalada com 50 quilos entre o trenó e a mochila, tem de montar seus acampamentos e construir um muro de blocos de gelo ao redor da barraca por conta do vento. Se der conta disso, está pronto fisicamente para o Everest, onde os sherpas farão a maior parte do trabalho físico”.

 

Redação FN

 

 

‘Fiquei bem abalado’, diz Ranniery Gomes sobre homem que morreu eletrocutado após escalar palco na PB

(Foto: Reprodução/Facebook/Prefeitura Municipal de Natuba – PB)

“Eu fiquei bem abalado, toda hora fico lembrando”, disse o cantor Ranniery Gomes, por meio de uma nota em suas redes sociais, sobre a morte de um homem que sofreu uma descarga elétrica enquanto caminhava no teto do palco em que o cantor se apresentava na cidade de Natuba, na Mata paraibana, na madrugada deste domingo (29).

O cantor começou o show, o primeiro da última noite da 5ª Festa da Uva, no fim da noite do sábado (28). De acordo com a Polícia Militar, cerca de meia hora depois do início do show, um homem escalou a lateral do palco e subiu no teto da estrutura. O público percebeu a presença da vítima em cima do palco e o cantor interrompeu o show.

Cantor Ranniery Gomes, em apresentação no Fest Verão Paraíba 2018, em janeiro (Foto: Dani Fechine/G1/Arquivo)

Cantor Ranniery Gomes, em apresentação no Fest Verão Paraíba 2018, em janeiro (Foto: Dani Fechine/G1/Arquivo)

“Parou, parou, parou. O que foi que houve aí, gente? Sai daí, macho. Meu irmão, tem cuidado aí. Ó, galera, tem um rapaz aqui em cima e todo mundo tá doido aqui porque ele tá lá em cima do palco. Chama alguém pra ajudar a tirar ele daqui”, disse Ranniery Gomes ao microfone.

Em seguida, houve um clarão, quando a vítima sofreu a descarga elétrica e o show foi encerrado.

“Foi uma tragedia! As pessoas ficaram chocadas, tudo aconteceu muito rápido. Estou realmente sentido com o acontecido”, lamentou o cantor.

A Festa da Uva é organizada pela prefeitura de Natuba. O G1 tentou entrar em contato com o órgão, mas até as 14h50 as ligações não foram atendidas.

G1

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Homem é eletrocutado após escalar poste em ato com Dilma Rousseff

homemUm homem morreu após escalar um poste e levar um choque na Praça General Valadão, no centro de Aracaju, em Sergipe, enquanto participava de um ato que contava com a presidente afastada Dilma Rousseff. O acidente ocorreu poucos minutos antes de a petista discursar na Jornada Nacional Pela Democracia, realizada na tarde de segunda-feira. As informações são do jornal Extra.

De acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde de Sergipe, a vítima aparentava ter idade entre 20 e 25 anos. Ele sofreu uma parada cardíaca e traumatismo craniano, e morreu enquanto era transportado para o Hospital de Urgências de Sergipe.

Até o fim da manhã desta terça-feira, segundo informações do Instituto Médico Legal (IML), o corpo permanecia sem identificação.

Participantes do ato registraram o acidente. Em vídeos que circulam em redes sociais, é possível ver o momento em que o homem sobre no poste e leva o choque.

ATENÇÃO: as imagens são fortes.

Guarabirense que tentava escalar monte Aconcágua está desaparecido na Argentina

Josenildo com bandeira da Paraíba, em 2005
Josenildo com bandeira da Paraíba, em 2005

Um guarabirense que tentava escalar o monte Aconcágua, na Argentina, está desaparecido, de acordo com o consulado brasileiro em Mendoza. Josenildo Correia da Silva, de 48 anos, não é visto desde a última quarta-feira, segundo informações dadas por autoridades argentinas ao Itamaraty. Equipes de resgate da Argentina relataram dificuldades para realizar as buscas, devido ao mau tempo na região, onde está chovendo e ventando muito.

Josenildo participava de uma expedição com outros quatro brasileiros para tentar atingir o cume do monte. Como os outros brasileiros desistiram de completar o percurso, Josenildo seguiu sozinho para o topo. O Aconcágua, que tem 6.972 metros de altitude, é a montanha mais alta das Américas.

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Segundo Paulo Cesar Bussamara, um paulista que integrava o grupo de Josenildo, os brasileiros foram desistindo aos poucos da aventura, devido ao frio extremo, cansaço e às péssimas condições climáticas, que chegaram a carregar a barraca e saco de dormir de um deles.

O último brasileiro do grupo a ver Josenildo foi o paulista Ademir Silva, de 43 anos. No dia 4 de março, Ademir e Josenildo saíram do acampamento chamado “Berlim”, que fica a 5930 metros de altitude. Porém, depois de dez horas caminhando, Ademir desistiu e resolveu voltar, devido ao frio. Segundo Bussamara, na parte baixa da montanha a temperatura à noite chagava a 17 graus negativos e em outras trechos poderia atingir 30 graus negativos.

— Depois disso, o Josenildo seguiu sozinho. Após dez horas sem notícias dele, acionamos a patrulha de resgate do Aconcágua. Soubemos que outros alpinistas estrangeiros ainda o viram descendo do cume depois disso, mas até agora ele não foi encontrado — disse Bussamara.

Segundo Bussamara, na última vez que o grupo viu Josenildo, ele parecia estar bem de saúde.

Ademir e outro paulista que integrava a expedição, Alberto Heldt, prestaram depoimento às autoridades argentinas e chegam ao Brasil no fim da tarde deste domingo.

Esta é a terceira vez que Josenildo, paraibano da cidade de Guarabira, tenta chegar ao topo do Aconcágua. Nas outras duas vezes ele não teve sucesso. Em 2004, ele chegou a ficar com os dedos congelados ao tentar alcançar o cume do Aconcágua e teve que ser resgatado por um helicóptero. O paraibano começou a praticar o esporte há oito anos e há dois anos também tentou atingir o topo do Elbrus, monte na Rússia.

— Ele disse que ia tentar o cume, mas disse que sabia o limite do corpo dele. O sonho dele era atingir o Aconcágua. Ele só estava com comida para um dia. E está desaparecido há muitos dias. Eu tenho esperança, mas ao mesmo tempo estou angustiada por não saber o que aconteceu — conta a mulher de Josenildo, Alessandra Pereira.

Josenildo, que é gerente de uma distribuidora de bebidas em Guarabira, conheceu os outros brasileiros que foram com ele para o Aconcágua — três paulistas e um mineiro — pela internet. Ele esperava estar de volta ao Brasil no dia 8 de março.

Bussamara quer que as autoridades argentinas se empenhem mais no resgate.

— Eles dizem que está difícil fazer as buscas, mesmo com o helicóptero. Temo que não consigam achar o Josenildo. A partir do dia 20 de março o parque do Aconcágua fica fechado para visitação e as buscas devem se encerrar — afirmou Bussamara.

O Itamaraty informou que o consulado brasileiro em Mendoza está dando todo auxílio necessário aos brasileiros e que acompanha o trabalho de resgate junto às autoridades argentinas.

 

 

portal25horas

Abel prioriza Libertadores e quer escalar reservas até no Brasileiro

O Dia
O Dia

O Fluminense foi até a semifinal da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca, sem temer escalar só reservas em alguns jogos. E a medida será aplicada mesmo no Campeonato Brasileiro, caso o time esteja na Libertadores até maio. Ser campeão continental é o maior objetivo de tudo que tem sido feito no clube neste ano.

 

“Não adianta, a Libertadores é a competição que priorizamos”, falou Abel Braga. “Se chegar um determinado momento no Brasileiro em que precisarmos poupar jogadores, faremos isso”, antecipou o treinador.

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A partir de agora, os titulares só serão usados frequentemente no Estadual porque, após o jogo de quarta-feira contra o Huachipato, o próximo compromisso na Libertadores será apenas em 10 de abril. “Agora vamos ter uma calma para a Libertadores. Por isso, vai jogar a equipe que está jogando agora mesmo”, afirmou o técnico.

A eliminação na semifinal do primeiro turno do Carioca não faz Abel Braga nem cogitar estar errado em seu projeto, até porque ficou entre os dois melhores de seu grupo mesmo abdicando da força máxima diversas vezes. “Aqui, não mudamos nosso planejamento por causa de resultado”, argumentou.

“O que fizemos até agora foi certo. A equipe mostrou que é forte e está muito bem fisicamente. Contra o Vasco, todos mostraram disposição, não teve cansaço, teve superação, o que é mais importante”, completou Abel, rebatendo declarações dadas até por Fred, que antes do clássico de sábado se disse cansado ao reclamar do calendário do futebol brasileiro.

 

 

iG