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‘Epidemia esquecida’: pneumonia mata uma criança de até 5 anos a cada 39 segundos

A pneumonia é uma “epidemia esquecida”, alerta a Unicef, a agência da ONU para a Infância, e outras cinco organizações, incluindo a ONG Save the Children, em comunicado divulgado nesta terça-feira (12). Em 2018, a doença respiratória matou uma criança de menos de 5 anos a cada 39 segundos, informa o texto.

Ao todo, mais de 800 mil crianças dessa faixa etária morreram no ano passado, vítimas da infecção.

“A maioria das mortes afeta crianças de menos de dois anos, sendo que 153 mil delas faleceram em seu primeiro mês de vida”, indicam as organizações.

O comunicado faz um apelo por uma “ação mundial” contra a pneumonia.

Infecção respiratória aguda

A infecção respiratória aguda, que afeta os pulmões, pode ser provocada por bactérias, vírus ou fungos microscópicos. Em caso de pneumonia, os alvéolos pulmonares ficam cheios de pus e líquido, o que torna a respiração dolorosa e limita a absorção de oxigênio. Existe vacina contra a pneumonia bacteriana. Os médicos lembram que se a doença for diagnosticada e tratada de forma adequada, dificilmente acontece um agravamento do quadro.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pneumonia é responsável por 15% do total de falecimentos de crianças de menos de cinco anos no planeta. A doença mata mais do que a Aids, a malária e o sarampo juntos.

“É uma epidemia mundial que precisa de uma resposta internacional urgente. Milhões de crianças morrem por falta de vacinas, de antibióticos e de tratamentos de oxigênio”, disse Kevin Watkins, da Save the Children.

Mais da metade das mortes de crianças provocadas pela pneumonia se concentram em cinco países: Nigéria (162 mil), Índia (127 mil), Paquistão (58 mil), República Democrática do Congo (40 mil) e Etiópia (32 mil).

No Brasil, a pneumonia é a doença infeciosa que mais mata. Em 2015, a taxa de mortalidade verificada no país em crianças menores de 5 anos era de 1,5 por 1 mil nascimentos.

G1

 

Em um ano de epidemia, vírus Zika mudou a forma como mulheres encaram a gravidez

gravida-e-mosquitoO medo das consequências da infecção do vírus Zika e o impacto emocional das primeiras notícias sobre a epidemia mudaram o significado da gravidez para a mulher brasileira desde o fim de 2015. Nesta sexta-feira (11) completa um ano desde que o Ministério da Saúde decretou a epidemia como Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional.

A técnica de enfermagem Rosângela Veloso trabalha há mais de 20 anos no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, conhecida como maternidade da Encruzilhada, no Recife (PE). Acostumada à rotina de auxiliar os médicos nos exames de ultrassom, ela conta que a epidemia afetou o comportamento das pacientes. “Antigamente, a preocupação era o sexo, hoje em dia é o tamanho da cabeça. Os médicos dizem que a fase da gravidez mais atuante para desencadear a síndrome é de cinco meses em diante, mas no primeiro ultrassom ela já quer saber o tamanho da cabeça”, relata Rosângela.

O obstetra e gestor executivo da maternidade, Olímpio Moraes Filho, tem a mesma impressão de sua colega. “Antigamente as mulheres iam felizes fazer ultrassom, hoje parece que estão entrando numa câmara de gás, parece uma tortura, é um medo tremendo. A gravidez tornou-se um sofrimento muito grande para as mulheres e não estamos oferecendo informações seguras para elas, porque a zika surgiu há pouco tempo”.

A percepção dos profissionais da maternidade comprova-se por estudos feitos com as grávidas. O Instituto Patrícia Galvão e o Data Popular divulgaram pesquisa com gestantes de todas as regiões do país que fizeram o pré-natal pelo SUS, no contexto da epidemia. O estudo mostra que 6 em cada 10 têm medo de fazer o ultrassom e descobrir que o bebê tem microcefalia. Apesar do temor, mais da metade delas gostariam de fazer mais exames durante o pré-natal. A pesquisa revela ainda que 31% dessas mulheres não programaram a gravidez, 23% temem o período da gestação devido à possibilidade do bebê ter algum problema e 99% delas sabem que se a gestante for infectada pelo zika, o bebê pode ter microcefalia.

A preocupação é ainda maior entre aquelas que não planejaram a gestação, realidade comum entre as pacientes da maternidade da Encruzilhada. “Nós temos uma clientela normalmente de baixa renda, com pouca informação. Só procura informação a respeito da zika e dos males que o mosquito provoca quando engravidam.  A maioria do nosso público é jovem, meninas com menos de 20 anos. Elas chegam aqui amedrontadas, com pouca informação sobre como lidar com aquela situação, porque para elas é tudo muito novo. E agora mais essa problemática do vírus com a probabilidade do bebê nascer com sequelas.”, relata a técnica de enfermagem Vilma Martins.

Planejamento e direitos reprodutivos

Os riscos da epidemia e o desconhecimento sobre os reais efeitos da Síndrome Congênita do Zika levaram o Ministério da Saúde, e em seguida a Organização Mundial da Saúde, a recomendarem que as mulheres adiassem os planos de engravidar. A recomendação acendeu o debate acerca do planejamento familiar e dos direitos relacionados à reprodução e à sexualidade.

Para a representante do Fundo de População das Nações Unidas, Fernanda Lopes, a crise trouxe uma oportunidade de falar sobre os direitos reprodutivos e planejamento familiar.  “A epidemia do vírus Zika revela primeiro que os direitos das mulheres não são considerados como direitos de primeiro plano, em especial o direito em decidir por uma gravidez nesse momento, dentro desse contexto de emergência sanitária, em especial, o direito de planejar de forma voluntária, sem coerção, sem discriminação, sem violência a sua vida reprodutiva” defende Fernanda.

A decisão de engravidar ou não e quantos filhos ter é um direito previsto na Constituição Federal. O artigo 226 diz que o casal tem liberdade de planejar sua vida familiar e reprodutiva e o Estado deve garantir os recursos para exercício desse direito. Em 1990, o Brasil regulamentou essa questão com a edição da Lei do Planejamento Familiar que, entre outros pontos, inclui o direito à esterilização voluntária. Apesar das políticas, a gravidez não planejada é uma realidade no Brasil: segundo o Inquérito Nacional sobre o Parto e o Nascimento, 30% das mães entrevistadas não queriam engravidar.

A recomendação para adiar ou planejar a gravidez esbarra em outro direito: o de acesso aos métodos contraceptivos, principalmente entre a população que está mais vulnerável à epidemia. A Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos no Brasil (PNAUM 2014) revela que 89,4% das mulheres não grávidas tinham acesso a contraceptivos orais e injetáveis, em serviços públicos ou privados de saúde. Entre as jovens de 13 a 19 anos, 13,2% não tinham acesso. As regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentaram as maiores proporções de acesso nulo aos métodos, 15% e 10,4%, respectivamente.

As Unidades Básicas de Saúde deveriam ter todos os métodos contraceptivos disponibilizados para a população. Mas, na prática, há dificuldades para atender toda a demanda. A farmácia popular da maternidade do Cisam, no Recife, por exemplo, mantém o estoque com as doações que recebe de laboratórios farmacêuticos e as remessas não são constantes. Os postos de saúde passam por problemas semelhantes.

Paraíba – Em João Pessoa (PB), uma das unidades de saúde da família oferece todos os métodos contraceptivos, mas os que são mais utilizados, pílula combinada e injetável, acabam logo. A remessa que deve ser enviada anualmente pelo Ministério da Saúde para municípios acima de 500 mil habitantes não chega no prazo.

A coordenadora de Saúde da Mulher e da Rede Cegonha de João Pessoa, Tanea Lucena, reforça que a oferta de todos os métodos é essencial para o trabalho de planejamento familiar, principalmente entre jovens e adolescentes.“Eu sempre digo que tudo começa no planejamento da vida sexual e reprodutiva. Quando a gente fala no planejamento da vida sexual e reprodutiva são mulheres e homens, não tem como eles ficarem de fora. Porque a gente entende que tendo acesso na unidade de saúde, com o aconselhamento correto, com atividades educativas, isso vai reduzir bastante a questão não só das DST’s, mas de gravidez indesejada. Sabemos que hoje alguns problemas de saúde que acometem o bebê podem ser evitados por meio das consultas. Ela chega na unidade de saúde e diz que quer engravidar daqui a dois ou três meses. A partir dali ela começa a fazer uso de alguns medicamentos que previnem vários problemas neurológicos. A gente sabe que uma grande parte dos nascidos, em quase todos os municípios, são de gravidez que não foi planejada”, afirma Tanea.

Em nota, o Ministério da Saúde respondeu que “apoia e promove ações de saúde sexual e reprodutiva, por meio da disponibilização de orientações, informações e métodos contraceptivos, sempre com respeito à autonomia e ao direito de exercer a sexualidade e a reprodução, livre de discriminação, imposição e violência.” A nota diz ainda que, de 2011 a 2015, o ministério distribuiu em todo o país 2,4 bilhões de preservativos masculinos e femininos e investiu, no mesmo período, R$ 160,6 milhões na aquisição de diferentes métodos. No caso do estado da Paraíba, o ministério alega que foram enviados em 2015 e no primeiro semestre de 2016, mais de 400 mil contraceptivos, entre ampolas injetáveis, cartelas de pílulas e o dispositivo intrauterino (DIU).

Considerando a possibilidade de transmissão sexual do vírus Zika e outras doenças, o ministério orienta que “deve haver envolvimento e corresponsabilização de homens adultos, adolescentes e jovens na escolha e no uso do método e na dupla proteção” e recomenda, em especial às gestantes e seus parceiros, a utilização de preservativos masculinos ou femininos em todas as relações sexuais (oral, anal e vaginal).

Agência Brasil

 

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PB tem 161 municípios com risco iminente ou alerta de epidemia de zika vírus e dengue

zicaA Paraíba tem 54 municípios com risco iminente de surto de dengue, chikungunya ou zika e outros 107 municípios em alerta para o mesmo risco. Os dados referentes ao problema foram divulgados nesta terça-feira (24), a partir do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde. Acesse aqui o levantamento completo e veja as cidades paraibanas com risco iminente de epidemia.

Os resultados da pesquisa foram obtidos após visitas nas casas dos paraibanos. O risco iminente para uma epidemia de dengue, chikungunya ou zika é dado após mais de 4% das casas visitadas apresentarem larvas do mosquito.

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A metodologia aplicada na pesquisa permitiu identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros, por região.

De acordo com o levantamento, o armazenamento de água, como tonel e caixa d’água, foi o principal tipo de criadouro do mosquito encontrado. Água depositada em vasos de plantas e garrafas, além do lixo, também contribuiu para a proliferação do Aedes aegypti.

A preocupação com o Aedes aegypti vem crescendo após exames detectarem uma possível associação do vírus zika com os casos de microcefalia registrados na Paraíba e em outros estados.

Dados da Secretaria de Saúde da Paraíba confirmaram o surgimento de 96 casos de microcefalia neste ano, com investigação de outros 104 casos no Estado.

Portal Correio

Número de municípios em epidemia de dengue cresce 47% na Paraíba

dengueO número de municípios classificados como em epidemia de dengue cresceu 47% em junho, comparado ao mês de maio, saltando de 68 cidades da Paraíba (30,49%) – conforme o boletim de nº 05(01/01 a 28/05/2015) – para 100 municípios computados no boletim atualizado, e não 101 como foi divulgado na última quinta-feira (2). Esses 100 municípios em epidemia de dengue, ou seja, coeficiente de incidência (número de casos/100 mil habitantes) acima de 300%, representam 45% das cidades da Paraíba.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) divulgou o Boletim Epidemiológico da dengue e chikungunya, referente ao período de 1º de janeiro a 23 de junho. Nesse período, foram notificados 17.106 casos suspeitos de dengue na Paraíba, sendo confirmados 6.082 casos e 2.422 casos descartados.

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Comparando o boletim anterior divulgado pela Secretaria de Saúde, constata-se que houve um aumento considerável do número de casos confirmados. De acordo com a gerente operacional de Vigilância Epidemiológica, da SES, Izabel Sarmento, no Boletim de n° 05 de 1º de janeiro a 28 de maio de 2015 (21ª semana epidemiológica de início de sintomas), foram notificados 11.914 casos suspeitos de dengue na Paraíba, dos quais 1.680 casos foram descartados e 4.105 confirmados, número menor que os 6.082 casos que agora foram confirmados pela SES.

Zyca Vírus

De acordo com a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES-PB, Renata Nóbrega, essa situação de epidemia, este ano, pode ter aumentado por causa da recomendação da notificação dos casos de Síndrome Exantemática de Etiologia Desconhecida, nos meses de maio e junho. Trata-se da síndrome em que o indivíduo apresente exantema (manchas avermelhadas), acompanhado ou não de febre baixa (até 37,7ºC) e outros sinais e sintomas, que não atendam a definição de caso suspeito de sarampo, rubéola, dengue e chikungunya.

Confira quais são os municípios em epidemia de dengue:
Água Branca, Alagoa Grande, Alagoinha, Alcantil, Alhandra, Aparecida, Arara, Areia de Baraúnas, Areial, Aroeiras, Bananeiras, Baraúnas, Barra Santana, Bayeux, Belém, Boa Vista, Bom Jesus, Borborema, Brejo dos Santos, Cabaceiras, Cabedelo, Cachoeira dos Índios, Cacimbas, Caiçara, Cajazeiras, Camalaú, Capim, Catolé do Rocha, Caturité, Conde, Coxixola, Cuitegi, Diamante, Dona Inês, Esperança, Fagundes, Frei Martinho, Guarabira, Gurjão, Ingá, Itaporanga, João Pessoa, Juarez Távora, Juazeirinho, Junco do Seridó, Juripiranga, Juru, Lagoa, Logradouro, Mãe D’água, Manaíra, Marizópolis, Matinhas, Maturéia, Mogeiro, Monte Horebe, Monteiro, Nazarezinho, Nova Olinda, Nova Palmeira, Ouro Velho, Parari, Pedra Lavrada, Pedro Regis, Piancó, Picuí, Pilar, Pilõezinhos, Pirpirituba, Pitimbu, Prata, Princesa Isabel, Puxinanã, Remigio, Riachão, Riachão de Santo Antônio, Riacho dos Cavalos, Salgado de São Félix, Santa Helena, Santa Luzia, Santa Rita, Santo André, São Domingos, São João do Rio o Peixe, São José dos Espinharas, São José de Princesa, São José do Sabugi, São José dos Ramos, São Mamede, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra da Raiz, Serra Grande, Sertãozinho, Sousa, Tavares, Teixeira, Uiraúna, Umbuzeiro, Várzea e Zabelê.

 

clickpb

Municípios da Região de Solânea correm risco de epidemia de Dengue

dengueDados da Secretaria Estadual de Saúde apontam que 68 (30,49%) dos 223 municípios paraibanos correm risco de surto de dengue. A situação de epidemia por causa da alta incidência da doença atinge principalmente cidades de médio e pequeno porte da Paraíba..

Em 2015, de acordo com Boletim Epidemiológico da dengue e chikungunya, foram notificados 11.914 casos suspeitos de dengue na Paraíba, sendo que menos da metade foram confirmados – 4.105 casos; e 1.680 foram descartados.

Ainda de acordo com o boletim da SES, neste ano foram notificados 46 casos classificados de dengue com sinais de alarme, sendo 12 casos de dengue grave. Outros 6.129 casos estão sendo investigados.

Na Paraíba, foram notificados sete casos suspeitos de febre, nos municípios de Pombal (1), Alhandra (1), Campina Grande (1), Umbuzeiro (2), Coremas (1) e João Pessoa (1), sendo cinco deles descartados e dois em processo de investigação, aguardando resultado.

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Óbitos – Apenas um óbito por dengue foi confirmado, no município de Alhandra. Oito mortes seguem em processo de investigação – uma em Alhandra; outra em São João do Rio do Peixe, uma em Guarabira, uma em Sousa e quatro em João Pessoa, aguardando o resultado do laboratório do Instituto Evandro Chagas – IEC, no Pará.

Os municípios epidêmicos no estado são: Água Branca, Alagoa Grande, Alagoinha, Alcantil, Alhandra, Aparecida, Arara, Areia de Baraúnas, Areial, Aroeiras, Bananeiras, Baraúnas, Barra Santana, Belém, Boa Vista, Brejo do Cruz, Brejo dos Santos, Cabaceiras, Caiçara, Camalaú, Catolé do Rocha, Caturité, Conde, Cuitegi, Dona Inês, Frei Martinho, Guarabira, Itaporanga, Juarez Távora, Junco do Seridó, Juru, Logradouro, Mãe D’água, Manaíra, Marizópolis, Matinhas, Monte Horebe, Monteiro, Nova Olinda, Ouro Velho, Parari, Pedra Lavrada, Pedro Regis, Piancó, Picuí, Pirpirituba, Pitimbu, Prata, Princesa Isabel, Puxinanã, Remígio, Riachão, Riachão de Santo Antônio, Riacho dos Cavalos, Santa Helena , São Bento, São José dos Espinharas, São José do Sabugi, São José dos Ramos, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra da Raiz, Sertãozinho, Sousa, Tavares, Teixeira, Umbuzeiro, Várzea e Zabelê.

 

 

Focando a Notícia com Secom PB

PB tem 30 cidades com epidemia de dengue, segundo Ministério da Saúde

dengueTrinta municípios da Paraíba enfrentam uma epidemia de dengue, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS). O estado tem 137,6 casos para cada 100 mil habitantes. A cidade de Monte Horebe, no Sertão, é a primeira do estado com taxa de incidência de 15.495,3 casos. O município é o segunda cidade do Brasil em incidência da dengue, ficando atrás apenas de São João do Cuiá, no Paraná, com 17.455 casos. Os dados são referentes ao período entre 1º de janeiro e 18 de abril deste ano.

A classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que lugares com mais de 300 casos da doença por 100 mil habitantes estão em situação endêmica. Segundo o MS, o levantamento considera todas as notificações da doença utilizando como base os fatores clínicos e epidemiológicos. Os dados não têm referência apenas as confirmações após a contraprova realizada por cada município, respaldados assim pelas recomendações dos planos de contingência quando ocorrem números expressivos de casos de dengue.

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Na lista dos municípios em estado de epidemia na Paraína, oito aparecem nos primeiros lugares, com taxas superiores a mil casos. Além de Monte Horebe, o topo da lista tem Frei Martinho (com 4.189), Prata (3.560), Zabelê (3.517,6), Sertãozinho (2.868,4), Passagem (1.821,3), Pedro Régis(1.300,2) e São Bento (1.206,7). A menor incidência no ranking dos municípios em epidemia foi identificada em Areial (306,1). Municípios como Areia de Baraúnas (316,8), Belém (319,2) e Vista Serrana (323,5) também apresentaram taxas um pouco acima do limite da OMS.

Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a Paraíba é o quarto estado do Nordeste com maior incidência de dengue. O relatório revelou que o estado registrou mais de 6 mil notificações de dengue que vai de janeiro a 27 de abril deste ano, acarretando um aumento superior a 111% em relação ao mesmo período no ano passado, que foi de 2.862 casos notificados. Segundo o boletim, a Paraíba possui 107 municípios em estado de alerta e 70 em risco de epidemia.

Infográfico detalha como a dengue age no corpo (Foto: G1)

Epidemia de dengue afeta uma a cada quatro cidades do país

dengueUma em cada quatro cidades do país já apresenta epidemia de dengue, segundo levantamento do Ministério da Saúde a pedido da Folha.
O Estado com a situação mais crítica é São Paulo, onde 82% dos municípios estão nessa condição. Entre eles, a capital paulista, que, pela primeira vez, aparece em situação epidêmica da doença no mapa do governo federal.
O parâmetro adotado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para caracterizar a epidemia é quando a incidência de dengue supera 300 casos por 100 mil habitantes.
De 5.570 cidades brasileiras, 1.397 estão nessa condição, sendo 530 em São Paulo.
O levantamento mostra um avanço acelerado do vírus pelo país. No anterior, com informações do começo de março, 511 municípios estavam em epidemia. Um mês depois, esse número quase triplicou.

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Além da capital paulista, outras seis capitais já aparecem no grupo epidêmico: Florianópolis, Goiânia, Palmas, Rio Branco, Recife e Natal.

 

VULNERÁVEL
Na avaliação de Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle de Dengue, a combinação entre condições climáticas favoráveis e modo de vida urbana, com problema no abastecimento de água (que leva a população a armazenar o produto) e na coleta de lixo, tornam o Brasil vulnerável à dengue.
Outro problema, diz, é a falta de instrumentos de controle mais eficazes, como vacina e medicamentos específicos.
“As ferramentas hoje disponíveis são de eficácia limitada. Só temos o combate ao vetor. Isso torna a situação desafiadora. Se é difícil fazer o controle onde há boa estrutura, imagina num cenário em que não tem rede de água ou coleta regular de lixo.”
Os números do Ministério da Saúde consideram todas as notificações da doença, com base em fatores clínicos/epidemiológicos, e não só em confirmações depois de contraprova em cada município.
O critério segue recomendação dos planos de contingência quando há alta expressiva de casos de dengue.
Os dados apontam que, nas cidades em epidemia, a incidência média é de 1.480 casos por 100 mil habitantes –quase cinco vezes a referência básica da OMS. No Brasil, a média é de 367 casos por 100 mil, conforme dados do ministério atualizados até 18 de abril. Na capital paulista, atingiu 346.
O mapeamento aponta que 26 Estados têm ao menos uma cidade em epidemia. Só o Distrito Federal fica de fora.
O topo do ranking de incidência de dengue é ocupado por cidades de pequeno e médio porte. A principal é São João do Cauiá, no Paraná, que tem 6.044 habitantes –lá, é como se uma em cada cinco pessoas tivesse sido contaminada pelo Aedes aegypti.
Coordenador de epidemiologia da cidade, Magno Zonta diz que a situação começa a ser controlada após atingir o auge em fevereiro. Agentes têm aplicado multas em quem mantém água parada e alunos fazem “miniarrastões” no entorno das escolas na caça de focos do mosquito.

Folha de S.Paulo

América Latina enfrenta epidemia de obesidade após luta contra a fome

obsidadePaola Flores, que pede frango frito em um restaurante de comida rápida na capital da Colômbia, é um dos milhões de latino-americanos que lutam com a obesidade, uma epidemia que castiga a região mais duramente do que outras áreas em desenvolvimento no mundo.

Mais de 56% dos adultos latino-americanos estão acima do peso ou obesos, em comparação com uma média mundial de 34%, de acordo com um relatório do Instituto de Desenvolvimento do Exterior, divulgado no ano passado.

O problema crescente costuma afetar principalmente os mais pobres na sociedade, e traz o risco de sobrecarregar os sistemas de saúde pública da América Latina e reduzir os ganhos econômicos no longo prazo, dizem os especialistas.

“Comprar um combinado para a família de frango frito, batatas fritas e refrigerante pode alimentar a mim e meus três filhos a um preço que posso pagar”, disse Flores, uma secretária, que aguardava na fila.

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Desde 1991, o número de pessoas que passam fome na América Latina caiu quase pela metade, de 68,5 milhões para 37 milhões em dezembro. Embora a região seja a única que está no caminho certo para atingir as metas da ONU sobre a redução da fome até 2015, muito menos atenção tem sido dada ao combate à obesidade.

Mais ricos, mais gordos
Na década passada, as economias de rápido crescimento impulsionadas pela expansão no consumo de matérias-primas, incluindo o México, Colômbia e Brasil, têm visto uma classe média em ascensão com um gosto por alimentos processados que são mais ricos em sal, açúcar e gordura.

Benefícios em forma de transferências monetárias, adotados por alguns dos governos de esquerda da região, particularmente o Brasil, fazem com que as pessoas tenham mais dinheiro para gastar com comida.

Os governos e os programas de nutrição agora precisam se concentrar em garantir que as pessoas comprem mais alimentos ricos em fibras e proteínas, tais como frutas e legumes, disseram autoridades da ONU.

“No passado, o principal problema que tínhamos na América Latina era a subnutrição. Nós tentamos enfatizar programas de alimentação escolar e suplementos para as famílias”, disse Yenory Hernandez-Garbanzo, encarregada de nutrição na Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO).

“Agora, temos de olhar para a foto maior. Estávamos alimentando essas famílias com uma grande quantidade de energia, mas não as ensinamos a ser equilibradas em suas dietas”, disse Yenory à Reuters.

Problema grave
A obesidade é a doença crônica que mais cresce, matando 2,8 milhões de adultos a cada ano. Condições relacionadas com a obesidade, incluindo diabetes e doenças do coração, agora causam mais mortes do que a fome, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.

“A rápida elevação dos índices de obesidade na América Latina e no mundo traz enormes desafios sociais e coloca um grande fardo sobre os indivíduos afetados, bem como a economia e os sistemas de saúde pública no mundo”, disse Florencia Vasta, especialista na Aliança Mundial para Melhor Nutrição.

Segundo o Instituto Nacional do México para a Saúde Pública, o país enfrenta a crise de obesidade mais aguda da região, com 70% dos adultos com sobrepeso ou obesos. A obesidade custou à economia mexicana cerca de US$ 5,5 bilhões em 2008, disse Florencia. Se o problema não for solucionado, a previsão é que a cifra chegue a US$ 12,5 bilhões em 2017.

Costa Rica, Uruguai e Colômbia introduziram medidas para promover a alimentação saudável nas escolas, enquanto o Equador adotou controles na rotulagem de alimentos.

Especialistas dizem que uma das razões por que a obesidade é um problema tão grande na América Latina advém do poder das empresas multinacionais de alimentos e bebidas, em especial as dos Estados Unidos.

“Um dos maiores problemas aqui é a influência da indústria de alimentos”, afirmou a especialista em nutrição Melissa Vargas, da FAO. “Elas têm … um monte de influência política e dinheiro para a publicidade.”

G1

‘Prima’ da dengue se alastra e já é epidemia em cidades do AP e BA

ChikungunyaMenos de dois meses após a confirmação dos primeiros casos autóctones (de transmissão local) da febre chikungunya, a “prima” da dengue está se espalhando rapidamente pelo país, com epidemias na Bahia e no Amapá e casos em outros 11 Estados e no Distrito Federal.

Segundo o Ministério da Saúde, 828 pessoas foram infectadas até 25 de outubro. Dados mais atuais dos municípios, porém, apontam que os casos passam de mil –há um mês, não chegavam a 80.

O vírus chikungunya é transmitido pelos mesmos mosquitos da dengue (Aedes aegypti e Aedes albopictus). Os sintomas da doença também são parecidos, como febre, mal-estar e dores e manchas vermelhas, mas o chikungunya pode causar dores mais fortes (e de maior duração) nas articulações.

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No Amapá, 330 casos foram confirmados só em Oiapoque, onde surgiram as primeiras transmissões no território brasileiro, em setembro. A Bahia concentra 458 confirmações. Feira de Santana é o epicentro, com 371.

O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, prevê um verão “preocupante”, com casos de dengue e chikungunya ao mesmo tempo.

Avener Prado/Folhapress
Unidade de saúde em Feira de Santana; cidade é a que tem maior número de casos do país
Unidade de saúde em Feira de Santana; cidade é a que tem maior número de casos do país

“É como se tivéssemos um novo sorotipo de dengue circulando. Toda população está suscetível”, diz Barbosa.

O período de maior transmissão é entre janeiro e maio, mas cidades como Feira de Santana já observam a circulação dos dois vírus.

“Nesta semana, além do chikungunya, temos registrado casos de dengue”, diz Maricelia de Lima, técnica da Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana. O município investiga 1.161 suspeitas de chikungunya, 39% delas em um único bairro.

Segundo o infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcellos, outro agravante é a previsão de mais casos de dengue subtipo 4, que tendem a ser mais graves em quem já foi infectado pelos outros três tipos.

“Ele começou a circular há dois anos e ainda tem potencial para infectar de 75% a 80% das pessoas”, diz.

Neste ano, todas as campanhas e ações preventivas do Ministério da Saúde contra a dengue vão incluir também a febre chikungunya.

“O nome é diferente, mas a maneira de prevenir é a mesma: eliminar os criadouros do mosquito, não deixar água parada”, diz Barbosa.

Até o ano passado, a febre chikungunya estava concentrada em algumas regiões da África e da Ásia. Em dezembro, o vírus começou a circular no Caribe e depois se espalhou pelo resto das Américas. São quase 800 mil casos, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde.

A letalidade é baixa (1 morte para 1.000 casos), mas pode se agravar em idosos e pessoas com doenças crônicas.

Editoria de Arte/Folhapress
CLÁUDIA COLLUCCI

Epidemia de ebola já causou 4.922 mortes, diz OMS

ebolaA epidemia de ebola já matou 4.922 pessoas, de um total de 10.141 infectadas, de acordo com o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado neste sábado (25).

No total, oito países foram afetados. Entretanto, os casos estão concentrados na Libéria, Serra Leoa e Guiné, na África Ocidental. Espanha, Estados Unidos, Mali, Senegal e Nigéria também já tiveram casos confirmados. Estes dois últimos países foram declarados livres da doença em 17 e 19 de outubro, respectivamente.

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Na Guiné, Libéria e Serra Leoa, a transmissão continua intensa, de acordo com a OMS, principalmente nas capitais dos três países. A organização acredita que o número de casos ainda é subestimado, sobretudo na capital da Libéria, Monróvia.

Veja detalhes dos locais com casos de ebola:

Guiné: Foram 1553 casos de ebola, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 926 mortes.

Libéria: Foram 4.665 casos da doença, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 2.705 mortes.

Serra Leoa: Foram 3.896 casos da doença, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 1.281 mortes.

Espanha: Houve apenas um caso confirmado, o da enfermeira Teresa Romero, que já foi curada.

Estados Unidos: Houve quatro casos da doença. Um dos pacientes morreu, um médico segue internado e duas enfermeiras foram curadas.

Nigéria: Foram 20 casos de ebola, entre confirmados e prováveis, que levaram a 8 mortes. O país já foi declarado livre da doença.

Senegal: Houve apenas um caso da doença e o paciente se recuperou. O país já foi declarado livre da doença.

Mali: houve apenas um caso da doença por enquanto – uma menina de 2 anos que morreu.

G1