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Achado corpo de homem soterrado enquanto cavava poço na PB

Buscas pelo trabalhador duraram todo o fim de semana (Foto: Divulgação)

Foi encontrado, na madrugada desta segunda-feira (12), o corpo do trabalhador Ronaldo César Duarte, de 31 anos, que foi soterrado, no sábado (10), enquanto cavava um poço em uma propriedade particular em Mamanguape, Litoral Norte paraibano, a 60 quilômetros de João Pessoa. A informação foi confirmada ao Portal Correio pelo secretário de Meio Ambiente, Defesa Civil e Recursos Hídrico do Município, Gemerson Roque.

De acordo com o gestor, o trabalho de busca feito pelo Corpo de Bombeiros se estendeu por toda noite e madrugada. Mesmo após visualizar o corpo de Ronaldo César, a equipe levou algumas horas para retirá-lo do poço.

“Era um pouco delicada a situação devido a posição em que o trabalhador se encontrava. Parte estava sob a barreira de contenção e parte estava à vista. A equipe tentou remover da melhor maneira, para que não gerasse tantos danos ao corpo”, explicou Gemerson Roque.

O corpo do trabalhador Ronaldo César Duarte seria levado para perícia na Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) na Capital.

Portal Correio

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Dupla é detida enquanto se preparava para assassinar líder de facção criminosa na PB

Crime ocorreu em Belém
Crime ocorreu em Belém

Duas pessoas foram detidas na noite dessa quarta-feira (12) suspeitas de planejar uma chacina na cidade de Belém (Agreste do estado, a 123 km de capital paraibana). De acordo com informações da Polícia Militar, a dupla é de João Pessoa e teria ido até Belém para assassinar integrantes de uma facção criminosa rival.

Um adolescente de 17 anos está entre os detidos. O outro suspeito é um jovem de 22 anos, que já cumpriu pena por homicídio no Rio Grande do Norte. Os dois foram abordados por uma viatura da PM quando se preparavam para o confronto com os rivais. Com eles, foram apreendidos uma pistola, um revólver e várias munições.

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Segundo investigações da polícia, a dupla planejava matar o líder de uma facção criminosa de Belém. Outras oito pessoas são suspeitas de participar da disputa entre os grupos e estão sendo procuradas pela polícia.

 

Portal Correio

Professora é morta a facadas enquanto dava aulas na Paraíba; ex-marido é procurado

Policial .Um pescador é procurado pela Polícia Militar suspeito de ter matado a ex-mulher a facadas na tarde desta terça-feira (23), na Baía da Traição, cidade do Litoral Norte da Paraíba. A vítima dava aulas de reforço para crianças quando foi assassinada.

De acordo com o capitão Alberto Filho, os dois estavam separados há oito meses e ela teria começado um novo relacionamento há cerca de uma semana. Segundo o PM, o pescador insistia para reatar, mas ela não aceitava e ele passou a ameaçá-la.

Ao descobrir que a professora estava com outra pessoa, ele foi até a casa dela e a matou enquanto a vítima dava aulas de reforço na sala da residência onde morava. As crianças que estavam no local assistiram ao crime.

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Depois do homicídio, ele teria fugido de barco pelo rio Paraíba, mas é procurado pela Polícia Militar e, como adiantou o capitão Alberto Filho, pode ser localizado a qualquer momento. “A PM está à procura do suspeito e ele deverá ser preso em breve”.

 

Portal Correio

Enquanto ‘Em família’ despenca no Ibope, ‘Meu Pedacinho de Chão’ ganha as graças do público

meu-pedacinho-de-chaoMeu Pedacinho de Chão (Globo, 18 horas, de segunda a sábado) é o maior aglomerado de citações literais ou implícitas da história da tevê brasileira. Começa por citar a si mesma, aqueleMeu Padacinho de Chão que se estendeu por 185 longuíssimos capítulos, de 1971 a 1972, estreando o que viria a ser o horário cativo da novela das 6, e escrito pelo mesmo Benedito Ruy Barbosa que, num remake que ele diz não ser um remake, recorre desta vez à expertise de duas gerações da família (a filha Edilene e o neto Marcos assinam com ele a trama).

O enredo é meio conto de fadas, meio cordel, meio romance armorial, como se Ariano Suassuna fosse subitamente aparecer em cena trazendo pelas mãos Dom Quixote e Dulcineia. Tem ecos de chanchada e alvoroços de saltimbancos, o que justifica o talentoso casting de atrizes do Galpão (Inês Peixoto, Teuda Bara), a trupe jogralesca de Minas. A toada nordestina é temperada pelo eventual sotaque de caipira paulista. Total melting pot.

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Na cenografia, as alusões explodem em fartura policromática que evoca, do início ao fim, o Tim Burton de Peixe GrandeA Fantástica Fábrica de Chocolate. O figurino de golas, perucas e looks à Maria Antonieta promove um revivalenigmático que, de tão irreal, de tão fictício, provoca a nostalgia ambígua de um tempo jamais vivido. Desde o seriadoHoje é Dia de Maria, Luiz Fernando de Carvalho (agora, com Carlos Araújo) se esmera num faz de conta corajoso e inovador, de persongens que, propositalmente caricatos, ainda assim não deixam de ser ligeiramente espectrais.

Carvalho não tem à mão Johnny Depp ou Marion Cotillard, mas tem Irandhir Santos (o Zelão) e Bruna Linzmeyer (a Juliana) roubando a cena em meio a um elenco de notáveis. O horário das 6 agradece. A novela, quando criativa, quando irrequieta, ainda tem seu lugar.

Carta Capital

‘Enquanto o eleitor evoluiu, o político brasileiro parou no tempo,’ afirma presidente do Ibope

carlos-montenegroNos últimos 20 anos, houve uma evolução do eleitor brasileiro. Mais informado, mais educado, crítico e atento, participativo – inclusive nas redes sociais. Já o político “made in Brazil” parou no tempo. Repete as mesmas práticas de 30 anos, busca o mesmo jeito de financiar campanha e é adepto do “é dando que se recebe”, do caixa 2, do nepotismo, de jatinhos e helicópteros. Não se deu conta de que o mundo mudou, de que a era da internet e dos celulares alterou todo o cenário.

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A opinião acima é de Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, para quem a descrença do povo brasileiro na política cresceu barbaramente. “Se não houvesse voto obrigatório, 60% da população não compareceria às urnas”, previu o também ex-presidente do Botafogo, ao receber a coluna em seu escritório do Rio. Para Montenegro, os políticos vão ter uma resposta muito séria da população.

Qual a solução para essa defasagem? “A reforma política é vital para o futuro do País e para a democracia”.

A seguir, os principais trechos da longa e consistente conversa.

Como o senhor está vendo esta eleição?

Estou aqui há 42 anos e acho que esta é a eleição mais difícil da história do Ibope. A impressão que me dá é de que realmente o Brasil precisa fazer uma reforma política, mas fazer mesmo. Sinto que as pessoas estão nauseadas, enfadadas, não sei nem o termo, estão enojadas. A princípio, pela leitura das pesquisas hoje, quem é o grande ganhador da eleição? Ninguém. Está cada vez maior a fatia de branco, nulo, indeciso. O desânimo é com tudo, é com a política, é a confusão. A página de mensalão foi uma página diferente, o pessoal achava que a impunidade era total e, de repente, alguma coisa aconteceu. Na hora em que você está acabando de virar a página, vem uma confusão maior ainda com o caso da Petrobrás, que sempre foi uma empresa muito querida do povo brasileiro. O volume de informação, de denúncias é tão grande que dá a impressão de que isso aconteceu 40 dias atrás ou ontem. Não passa a impressão de que isso foi em 2006 ou em 2008. Você vê Polícia Federal invadindo a Petrobrás, gente sendo presa, é doleiro, é diretor, é o ex-presidente da estatal dizendo que foi certo e a atual dizendo que foi errado. Aécio tem seus problemas com o mensalão mineiro, Eduardo Campos tem seus problemas também. O fato é que o pessoal não aguenta mais toda essa confusão.

Como isso aparece nas pesquisas? Fora voto nulo e branco, há alguma outra maneira?

Na resposta à pergunta “se as pessoas têm interesse pela política ou pelo noticiário político”, isso aparece cada vez mais. As opções “pouco interesse” ou “nenhum interesse” representam mais da metade. Se o voto fosse facultativo, quase 60% não votariam nesta eleição. As manifestações do ano passado já foram um aviso disso. Eu diria que qualquer um dos candidatos que vencer a eleição será uma zebra – qualquer um, porque o desânimo, a tristeza com a política, a falta de sonhos e de programas é imensa. O desencanto é tão grande que, acredito, qualquer um que ganhar será uma surpresa para mim. Aí, você pode perguntar: mas até a Dilma? Até ela, que era favorita absoluta há um ano e pouco. Mas a agenda está ruim.

Então, qual a finalidade das pesquisas eleitorais?

As pesquisas, às vezes, até servem para falar o que eu estou te falando: que o desencanto hoje é total. Atualmente, tem 70% mais ou menos querendo mudança, mas eles não sabem bem que mudança seria essa, nem com quem. Já houve época em que o Brasil quis continuidade: foi assim em 1998, 2006 e 2010. Em 2002, os eleitores queriam mudança.

E os candidatos que estão concorrendo com a situação, o senhor diria que nenhum deles trouxe uma grande novidade?

Nenhum trouxe um programa, um sonho, uma ideia. Aí podem falar que não são conhecidos, não têm tempo de televisão etc. Todos os candidatos já foram governadores ou senadores de estados importantes, a imprensa está abrindo espaço para falar de projeto. Não adianta um ficar atacando o outro, o ruim fica pior. O ambiente já é horrível, falta esperança. E jogar lama? Eu sou melhor que você, você é ruim e eu não sou tão ruim. Está tudo muito negativo.

Pode aparecer uma surpresa até o final da eleição?

Não acredito. O brasileiro também já está vacinado contra surpresa depois de 1989. O Collor foi uma decepção em relação a várias coisas, o confisco, o impeachment. Não acredito que haverá um milagre, um coelho saindo da cartola. Muita gente fala da volta do Lula, se é possível ou não, uma especulação. O Lula, obviamente, é mais político, mais jeitoso, mais ídolo, mas também todas essas confusões que estão aparecendo agora aconteceram no governo dele. Acho que o partido atual no poder tem de tomar cuidado, porque é óbvio que tem um projeto de governo de 12 anos e tem gente querendo substituir esse projeto de governo de 12 anos, uma briga tremenda.

Se o Lula voltasse, ganharia?

Não sei. Isso tem um timing. Eu acho que, por enquanto, você pode dizer o seguinte: a Dilma foi antipática, a Dilma não teve sapiência para tratar com os políticos ou paciência, o Lula é melhor. Pode ser. Mas pode ser, também, que o negócio fique tão estragado com essa confusão, que ninguém saiba onde isso tudo vai parar. O timing é o seguinte: até dia 30 de junho, o partido pode resolver se o candidato vai ser a Dilma ou o Lula.

Qual é o impacto da Copa nas eleições ou no voto?

Muito pequeno. O ambiente está tão ruim que, dependendo do desempenho do Brasil na Copa, esse humor pode piorar. Se o Brasil ganhar, esse mau humor pode melhorar um pouco. Mas não acho que a Copa vai ser determinante.

E o efeito Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida nas urnas?

Esses programas são destinados a regiões mais carentes, são importantíssimos, as pessoas são gratas. Foi bom você ter mencionado isso, aproveito para falar uma coisa que considero muito importante: o Brasil, nos últimos 20 anos, com Fernando Henrique, Lula e Dilma, evoluiu muito, melhorou, deu um salto de qualidade tremendo. Isso fez com que as pessoas ficassem mais instruídas, cobrando mais. Hoje em dia, o brasileiro está muito bem dentro de casa e não está bem fora de casa.

O que quer dizer isso?

Dentro de casa, com a estabilidade econômica do Plano Real, Fernando Henrique deu credibilidade ao Brasil, e com os programas sociais que Lula e Dilma desenvolveram, o brasileiro conseguiu casa, conseguiu arrumar a casa, onde não tinha telhado conseguiu colocar um telhado, onde estava no tijolo conseguiu rebocar e pintar, botou televisão boa, aparelhos eletrodomésticos, geladeira, freezer, ar-condicionado, ventilador, trocou os móveis, onde tinha dois quartos e dormiam três filhos juntos puxou mais um quarto e agora todos estão dormindo melhor. Dentro de casa, o brasileiro melhorou muito, o que acontece fora de casa é que é o grande problema do Brasil hoje – mobilidade, falta de segurança, carências na área da saúde. São muitos problemas. As pessoas chegam ao posto de saúde e são mal atendidas, são assaltadas nas ruas, intimidadas, passam duas ou três horas numa condução para chegar em casa ou no trabalho. Temos uma infraestrutura falha e, por isso, os produtos não chegam ao destino. Os aeroportos estão sendo muito mais utilizados, mas falta respeito com os passageiros.

Diferentemente das agências de publicidade, o Ibope é contratado por todos os partidos. Não acha que aí existe um conflito de interesses?

Não. Existe uma escassez de institutos de pesquisa no Brasil atuando de forma nacional. Um deles, o Datafolha, que é seriíssimo, não trabalha para mais ninguém. Eles até fazem publicidade dizendo: “Olha, nós somos superisentos, porque não trabalhamos para partido algum”. Já a publicidade do Ibope, se fosse feita, seria justamente o inverso: “Nós somos superisentos porque trabalhamos para todos os partidos existentes e todos os políticos”. Acho que, se todos te contratam, isso é sinal de que você é isento, não é mesmo?

Mas as perguntas não são mais ou menos as mesmas?

Algumas perguntas são, mas cada instituto tem sua própria estratégia. Seja uma pesquisa sobre o consumo de um produto ou sobre uma eleição; uma pesquisa política ou sobre uma instituição financeira. Ela sempre vai ser o retrato de um momento. Então, há determinadas perguntas que podem até ser repetidas, esteja você trabalhando para um ou para outro. Há um critério e uma técnica na hora de elaborar um questionário ou no momento de mostrar um determinado universo. No caso da política, é fácil, o universo é composto por todos os eleitores do Brasil, é o cadastro do TSE.

Como é que, com duas ou três mil entrevistas, vocês conseguem saber o que vai acontecer?

É o princípio de amostra. Para saber como está seu sangue, não é preciso tirá-lo todo. Basta uma pequena amostra.

Mas o sangue é todo igual…

É do “igual” que tiramos uma amostra. São tantos homens e tantas mulheres, de acordo com o perfil da população. Por exemplo: se o Nordeste representa 27% da população, tenho de ter 27% de nordestinos. Se tiver 34%, já está errado. Se tirar 21%, está errado. Tenho de tirar 27%.

O sucesso está na precisão da amostragem?

Sim, bem como na metodologia, nas informações básicas, que são os dados do IBGE ou do TSE. Se esses dados se mostram capengas, a sua amostra sai capenga também. É fundamental que você saiba fazer a amostra e tenha um questionário isento. Às vezes, ao colocar algumas perguntas antes de procurar saber a intenção de voto, você induz o entrevistado. Por exemplo: nessa crise toda da Petrobrás, se eu começar a perguntar sobre isso e, depois, perguntar em quem a pessoa vai votar, eu estou induzindo a determinada resposta.

Com essa metodologia, por que as pesquisas erram tanto?

Esse negócio do “erra tanto” – vou fazer uma brincadeira – é uma parceria que nós temos com políticos e imprensa. Eu explico: o Ibope é contratado pela mídia e por políticos, muitas vezes pegando todos os 27 estados do Brasil. Se você pensar em uma média de cinco ou sete candidatos a governador por Estado, são quase 200 candidatos. No Senado, a mesma média, são outros 200 candidatos. Só aí temos 400 políticos. Com mais dez para presidente da República, são 410. Damos o resultado para todos os 410 candidatos. Quando a gente diz que fulano de tal vai ter 3% e o resultado se mostra correto nas urnas, ninguém bate palmas. Posso afirmar, com tranquilidade, que o índice de acerto do Ibope é muito grande. Dos 410 candidatos, se nós tivermos 5 erros… Agora, imprensa não divulga notícia boa.

Mas, e a parceria?

Os políticos culpam a suposta influência das pesquisas no eleitorado quando perdem. Nunca ninguém vai dizer: “Perdi porque errei na estratégia, porque minha campanha foi ruim, porque não tive dinheiro”. As pessoas não têm o hábito de fazer uma análise isenta. Já a imprensa, por uma razão diferente da dos políticos, também culpa alguém. E, normalmente, é o Ibope ou outros institutos de pesquisa.

O Ibope já fez alguma pesquisa sobre como as pesquisas influenciam o eleitor?

Sim, e o número de pessoas que disseram que decidem o voto com base em pesquisas é pequeno. Acho até que, se existisse mesmo essa influência, erraríamos todas. Quando você diz que um candidato vai ter 40%, outro 20%, o terceiro 5%, o último 1% e acerta, isso é sinal de que cada eleitor manteve seu voto. Não mudou nada.

Qual a influência que uma pesquisa tem, então?

Tem influência brutal no dinheiro destinado às campanhas e no espaço em mídia e nas coligações partidárias. Hoje, o Eduardo Campos, o Aécio e a Dilma têm espaço na mídia. Aí vem o Pastor Everaldo, com 3%, fulano de tal, com 1%, e mais o Levy Fidelix, com zero – esses nem são citados.

Você recebe muita pressão nos períodos eleitorais?

No passado, havia pressão. A maior foi numa pesquisa com meu pai ainda vivo, na época da ditadura. Os candidatos eram Negrão de Lima e Flexa Ribeiro, em 1965. Os militares insinuaram não querer que uma pesquisa fosse publicada dando a vitória a Negrão. Foi então que meu pai disse: “Tudo bem, a pesquisa pode até não sair, mas vocês vão ter de fechar o Ibope. Se não fecharem o Ibope, ela vai sair”. Eles tomaram um susto, a pesquisa saiu e o Negrão ganhou. Essa foi a maior pressão que o Ibope recebeu. Depois disso, houve época em que fomos alvo de algumas insinuações, mas as pessoas viram que isso era ridículo, porque a credibilidade do Ibope, com seus 72 anos de existência, não tem preço. Se alguém quiser tentar algo, é muito fácil: basta perguntar se a gente vende a empresa, e quanto custa. A gente vende. E eles fazem o que bem quiserem.

Estadão

 

Garota sofre acidente e resolve entrar na internet enquanto espera por socorro

garotaUma estudante chinesa sofreu um acidente de moto e resolveu fazer algo diferente enquanto esperava socorro. Ainda deitada no asfalto, ela pegou seu tablet e começou a estudar inglês.

caso bizarro ocorreu em Pequim, na China. Wang Dafan, de 18 anos, resolveu não perder tempo até a chegada dos médicos.

Assim que os socorristas chegaram ao local, se assustaram com a tranquilidade da garota. “Ela disse que havia pensado que a vida era muito curta, e educação era importante e deveria não se preocupar com outras coisas”, contou um médico.

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A jovem havia se acidentado ao se chocar com um veículo quando estava indo de moto para a escola. Ela contou que, apesar de estar sentido fortes dores, manteve-se focada nos estudos e conseguiu amenizar o sofrimento.

“Pensei que estudar as palavras em inglês seria uma grande ajuda para me acalmar e diminuir as dores”, concluiu. A garota estuda atualmente na Universidade de Pequim, e espera continuar seus estudos em Oxford ou Cambridge, no futuro.

Click PB

Pesquisas que a mídia escondeu enquanto insuflava o golpe de 64

Há 50 anos, como agora, existiam dois Brasis: o real e o inventado pela mídia. Pesquisa do Ibope, feita à época, e só agora revelada, mostra que 72% da população brasileira apoiava o governo
Há 50 anos, como agora, existiam dois Brasis: o real e o inventado pela mídia. Pesquisa do Ibope, feita à época, e só agora revelada, mostra que 72% da população brasileira apoiava o governo

Em março de 1964, o quadro era semelhante, embora houvesse um fantasma a mais, além do descalabro administrativo: o “perigo vermelho” representado pelo comunismo. Para a mídia, ele estava às nossas portas.

A televisão e demais meios de comunicação se prestavam a esse serviço de doutrinação diária azeitados por fartos recursos vindos de grandes grupos empresariais canalizados por meio do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes) e do Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad), em estreita colaboração com a agência de inteligência dos Estados Unidos, a CIA.

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O principal mensageiro televisivo dos alertas sobre a “manipulação comunista” do governo Goulart era o jornalista Carlos Lacerda. Apesar de afinados ideologicamente com os golpistas, os veículos de comunicação não faziam isso de graça.

Segundo o economista Glycon de Paiva, um dos diretores do Ipes, de 1962 a 1964 foram gastos nesse trabalho de desinformação US$ 300 mil a cada ano, em valores não corrigidos. Os dados estão no livro O Governo João Goulart, As Lutas Sociais no Brasil 1961-1964, do historiador Moniz Bandeira.

“O Ipes conseguiu estabelecer um sincronizado assalto à opinião pública, através do seu relacionamento especial com os mais importantes jornais, rádios e televisões nacionais, como: os Diários Associados (poderosa rede de jornais, rádio e TV de Assis Chateaubriand, por intermédio de Edmundo Monteiro, seu diretor-geral e líder do Ipes), a Folha de S.Paulo (do grupo de Octavio Frias, associado do Ipes), oEstado de S. Paulo e o Jornal da Tarde (do Grupo Mesquita, ligado ao Ipes, que também possuía a prestigiosa Rádio Eldorado de São Paulo)”, relata René Armand Dreifuss, no clássico 1964: A Conquista do Estado.

Foi um período longo de preparação do golpe, e quando ele se concretizou a mídia ficou exultante. O Globo estampou manchetes do tipo “Ressurge a democracia”, “Fugiu Goulart e a democracia está sendo restabelecida”. Sob o título “Bravos Militares”, o jornal da família Marinho, no dia 2 de abril de 1964, dizia que não se tratava de um movimento partidário: “Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira”. O Estadão seguia na mesma toada, enfatizando “o aprofundamento do divórcio entre o governo da República e a opinião pública nacional”.

Foram necessários 50 anos para termos a confirmação que o tal divórcio não existia. Pesquisa do Ibope, feita à época, e só agora revelada graças ao trabalho do historiador Luiz Antonio Dias, da PUC de São Paulo, mostra que 72% da população brasileira apoiava o governo. Entre os mais pobres, o ­índice ia para 86%.

E se Jango pudesse se candidatar nas eleições seguintes, previstas para 1965, tinha tudo para ser eleito. Pesquisa de março de 1964 dava a ele a maioria das intenções de voto em quase todas as capitais brasileiras. Em São Paulo, a aprovação do seu governo (68%) era superior à do governador Adhemar de Barros (59%) e à do então prefeito da capital, Prestes Maia (38%).

Dados que a mídia nunca mostrou. Para ela, interessava apenas construir um imaginário capaz de impulsionar o golpe final contra as instituições ­democráticas.

*Laurindo Lalo Leal Filho é sociólogo, jornalista, professor de Jornalismo da ECA-USP.

 

Por Laurindo Lalo Leal Filho*

Mulheres gastam mais com cremes, enquanto homens preferem cervejas

Os três produtos que lideram os gastos das mulheres nos supermercados e lojas físicas são cremes e loções, tinturas para cabelos e pães, segundo estudo da consultoria Kantar Worldpanel, especializada em conhecimento do consumidor. Enquanto isso, os três produtos com os quais os homens mais gastam quando saem às compras são cerveja, deo colônia e fraldas descartáveis.

Quando o homem a mulher estão juntos, os itens que aparecem no topo dos gastos são biscoitos, óleos e detergentes em pó. E o volume gasto, em dinheiro, é bem maior. Quando está sozinha, a mulher gasta em média R$ 12,25 por compra, já o homem desembolsa R$ 10,15. Juntos, fazem compras de R$ 53,14, em média.

O estudo mostra ainda que a ida a pontos de venda para fazer compras é um programa que as pessoas fazem mais frequentemente desacompanhadas: 64% das vezes as mulheres estão sozinhas, enquanto homens sozinhos são 23% do total. As preferências também mudam. “Os compradores solitários buscam no ato da compra suprir necessidades imediatas, ao contrário dos acompanhados que priorizam o abastecimento de produtos”, diz Christine Pereira, Diretora Comercial da Kantar Worldpanel no Brasil.

Crianças

Quando estão acompanhados de crianças na hora das compras, o que acontece apenas duas vezes ao mês, o preço médio pago nos produtos é 8% maior. E a sacola tende a voltar para casa com produtos mais saudáveis e inovadores.

Sobre as influências nas decisões de gastos, a pesquisa mostra que a indicação de amigos, familiares e as promoções pesam mais na hora da decisão de compra de bens não duráveis – como alimentos, bebidas, higiene, perfumaria – do que a publicidade em mídia tradicional e do que a confiança na marca.

Metade dos entrevistados declara que promoções interferem na escolha e as sugestões de amigos e familiares podem definir a opção por um produto para 41% deles. Já a publicidade na TV impacta apenas 14% das pessoas, seguida por 7% que afirma ser influenciado por propagandas no próprio ponto de venda, 5% pela confiança na marca e 2% pela publicidade em jornais, revistas e rádio.

Cerveja

A cerveja, que aparece no topo das prioridades das compras dos homens, está em 54% dos lares brasileiros, segundo a Kantar Worldpanel, cerca de 23 milhões de domicílios. O número de consumidores chega a 44 milhões de indivíduos.

A pesquisa mostra também que as mulheres mais novas bebem tanto quanto os homens mais velhos.

Cerca de 23% das mulheres de até 35 anos tomam a bebida, enquanto o percentual sobe para 35% entre os homens da mesma faixa etária. Quando têm mais de 35 anos, o número cai para 19% para o sexo feminino e 23% para o masculino.

Fonte: IG

Focando a Notícia

Agricultor morre enquanto brincava com filhos em açude no Sertão da PB

O agricultor Francisco Édson Pinheiro, de 32 anos, morador do município de Joca Claudino, região de Cajazeiras, morreu neste sábado (28), vítima de afogamento enquanto tomava banho com os filhos.

De acordo com a polícia, o agricultor estava no açude na localidade conhecida como ‘Pedoca’, na companhia de dois filhos menores de idade, quando começou a se afogar.

As crianças saíram do local para pedir socorro aos moradores, porém, quando retornaram ao local Francisco Édson já estava morto.

O corpo do agricultor foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal na cidade de Patos.

Pollyana Sorrentino com Diário do Sertão