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Gabaritos oficiais do Enem 2019 serão divulgados dia 13

Os gabaritos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgado no dia 13 de novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texeira (Inep). Os participantes prestaram o exames no domingo passado e hoje.

No dia 13, os participantes poderão acessar os gabaritos pelo portal do Inep ou pelo aplicativo do Enem. No total, são seis gabaritos para cada dia e seis Cadernos de Questões, de acordo com as cores da prova e opções acessíveis.

Segundo o Inep, os candidatos deverão ficar atentos para conferir o gabarito relativo à cor de prova que fez em cada domingo de aplicação.

Mesmo com o gabarito em mãos, não será possível saber a nota final do Enem. Isso por que o sistema de correção da prova, que segue a chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI), não atribui um valor fixo para cada questão.

Os resultados individuais do Enem 2019 serão divulgados também na Página do Participante ou no aplicativo do Enem, em data a ser anunciada, a partir de consulta com CPF e senha. A previsão é de que ocorra em janeiro.

De acordo com o Inep, o resultado dos participantes eliminados não será divulgado, mesmo que eles tenham realizado o Enem nos dois dias de aplicação. Para os treineiros, que fazem o exame para autoavaliação de conhecimentos, a consulta só será liberada 60 dias após a divulgação dos resultados.

Agência Brasil

 

 

Especialistas analisam primeiro dia do ENEM 2019

Prova chamou atenção por não citar ditadura militar, mas temas como direitos humanos e distribuição de renda marcaram presença
Ao fim do primeiro dia de aplicação do ENEM 2019, o que se viu foi uma prova próxima ao padrão dos últimos anos, cobrando vários dos temas que os estudantes se acostumaram a esperar do ENEM, como desigualdade social e direitos humanos.

“Embora o assunto ‘ditadura militar’ tenha sido deixado de lado pela primeira vez desde 2009, não se pode afirmar que a prova abandonou os temas progressistas. Houve itens sobre padrões de beleza, respeito aos direitos humanos na comunicação, violência doméstica, bullying, refugiados, liberdade religiosa e distribuição de renda, por exemplo”, afirma Cícero Gomes, da Evolucional, startup de educação baseada em evidências que realiza simulados modelo ENEM.

Quanto ao nível de dificuldade dos itens, profissionais da Evolucional que fizeram a prova afirmam que ela estava um pouco mais fácil do que em anos anteriores. De acordo com a equipe da Evolucional, os itens de Ciências Humanas estavam mais curtos e diretos, de forma geral, enquanto os de Linguagens e Códigos pareceram menos ambíguos do que em edições recentes. Também chamou atenção o menor número de itens de Linguagens e Códigos baseados em tiras de quadrinhos, que costumam aparecer com frequência na prova.

“Na prova de Ciências Humanas, observamos a continuação de duas tendências de anos recentes: os itens de Filosofia estão bastante conteudistas, fugindo ao modelo interpretativo dos primeiros anos do ENEM, enquanto os itens de Geografia dão um destaque à Geografia física”, explica Cícero.

Quanto à prova de Redação, o especialista afirma ter achado a proposta “Democratização do Acesso ao Cinema no Brasil” pouco previsível, mas, ainda assim, dentro dos padrões da prova: “os temas de redação sempre se referem a questões sociais presentes no Brasil, o que foi novamente o caso neste ano. Embora quase ninguém tenha apostado em ‘democratização do cinema’, muito se discutiu a questão do acesso à cultura em 2019. Além disso, a polêmica envolvendo a Ancine levou muitos professores a falar sobre a importância da produção audiovisual no país”.

 

MEC libera R$ 115 milhões para aumentar acesso à internet nas escolas e viabilizar Enem digital

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou, nesta segunda-feira (4), que a pasta liberou cerca de R$ 115 milhões para aumentar o número de escolas com acesso à internet. O objetivo é viabilizar a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em versão digital em todo o país, até 2026.

“Para o Brasil ter o Enem digital, a gente precisa dar condições para todos os jovens e crianças estarem iguais, estarem familiarizados com computador (…). Precisa estar conectado à internet. Estamos seguindo o fluxo, apesar de ser uma coisa óbvia, mas nunca foi feita a expansão”, afirmou Weintraub, durante coletiva de imprensa em Brasília.

Segundo Jânio Carlos Endo Macedo, secretário de educação básica do MEC, a verba liberada é dividida em duas partes:

  • R$ 82,6 milhões serão direcionados a 24.500 escolas que ainda não têm conexão com internet de banda larga;
  • R$ 32 milhões irão para colégios que já possuíam acesso à internet, para que continuem conectados.

Além disso, o governo afirma que 7 mil escolas rurais já estão recebendo sinal via satélite.

Pré-requisitos para escolas

Para receber a conexão por banda larga, as escolas necessitam:

  • ter mais que 15 alunos;
  • disponibilizar, no mínimo, três computadores para uso dos estudantes;
  • possuir um computador administrativo;
  • apresentar ao menos uma sala de aula em funcionamento.

Os recursos serão liberados por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento e Educação (FNDE). A transferência do valor deverá ser feita diretamente para as escolas municipais e estaduais.

A escolha das instituições de ensino beneficiadas ficará a cargo do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec) e do PDDE Interativo (ferramenta de apoio à gestão escolar).

Enem digital

Em julho de 2019, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou que o Enem deixará de ser aplicado em papel a partir de 2026.

A transição para a versão digital começará, segundo o órgão, em 2020, com um projeto-piloto para 50 mil candidatos, de 15 capitais.

Mapa mostra as 15 capitais brasileiras que participaração da primeira edição do Enem digital, em 2020, em projeto-piloto — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Mapa mostra as 15 capitais brasileiras que participaração da primeira edição do Enem digital, em 2020, em projeto-piloto — Foto: Rodrigo Sanches/G1

A seguir, confira os principais pontos das mudanças anunciadas naquela data:

  • A aplicação digital em 2020 será em 15 capitais brasileiras: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP);
  • A adesão dos candidatos será opcional no ato de inscrição, até um total de 50 mil participantes, o equivalente a 1% do total de inscritos;
  • O valor da inscrição será o mesmo para todos os participantes;
  • O Inep estima investir cerca de R$ 20 milhões no projeto-piloto de 2020, e não pretende comprar novos computadores. Usará equipamentos de instituições de ensino localizadas nas cidades participantes;
  • Entre 2021 e 2025, o Inep ampliará o número de aplicações do Enem digital, ainda em formato piloto e participação opcional;
  • A partir de 2026, o Enem será 100% digital;
  • Tanto as provas objetivas quanto a prova de redação serão feitas em formato digital no piloto;
  • O Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) só passará ao formato digital a partir de 2026.

Conteúdo do Enem 2019

Durante a coletiva de imprensa, o ministro não comentou sobre o Enem 2019. No domingo (3), mais de 3,9 milhões de candidatos responderam a 45 questões de Ciências Humanas e a 45 de Linguagens.

O Enem é conhecido por ser um exame focado em interpretação de texto e, na edição de 2019, essa característica esteve ainda mais presente. Mesmo nas questões de história e geografia, a maioria das respostas podia ser deduzida a partir dos enunciados e dos textos de apoio, segundo professores ouvidos pelo G1.

Entre os temas abordados nas questões, estavam:

  • Música “In this life”, da cantora americana Madonna
  • Canção “O blues da piedade”, de Cazuza e Frejat
  • O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser
  • Trecho do livro “1822”, de Laurentino Gomes, sobre Maria Quitéria, heroína da Guerra da Independência
  • Poema “Lua enlutada”, da escritora brasileira Hilda Hilst
  • Bullying
  • Anorexia
  • Liberdade de expressão e discursos de ódio nas redes sociais
  • Refugiados
  • Direitos do idoso
  • Exposição de crianças na internet pelos pais, desde a gravidez
  • Relação entre agrotóxicos e a morte de abelhas, e como a produção agrícola pode crescer de forma mais sustentável

Redação

Os candidatos também fizeram a redação, cujo tema foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Na avaliação de professores ouvidos pelo G1, a proposta foi “inesperada, atual e fácil”. Leia os comentários dos docentes.

A prova contou com quatro textos motivadores:

  • um trecho do artigo “O que é cinema”, de Jean-Claude Bernardet;
  • um trecho do texto “O filme e a representação do real”, de C.F. Gutfreind;
  • um infográfico do periódico “Meio e Mensagem”, sobre o percentual de brasileiros que frequentam as salas de cinema;
  • e um trecho do texto “Cinema perto de você”, da Ancine, a agência do governo brasileiro para o audiovisual. O excerto citava que que o Brasil ocupa uma posição ruim – 60º lugar – na relação de habitantes/sala de cinema. Há pouco mais de 2 mil salas, uma queda em relação à década de 1970.

Foto da prova

O ministro da Educação também optou por não comentar a foto de uma prova do Enem, vazada antes dos primeiros candidatos deixarem o local de provas.

No domingo, ele havia informado que um funcionário responsável por aplicar a prova registrou a imagem e a fez circular pelas redes sociais.

“A gente supõe que essa pessoa pegou a prova de ausentes e tirou foto da página da redação. (…) Agora ele vai ter que responder na Justiça. Vamos pegar essa pessoa e vamos atrás dela” – Abraham Weintraub

* Com supervisão de Luiza Tenente.

G1

 

Abstenção no Enem 2019 foi a mais baixa da história, diz ministro

Ontem (03), no primeiro domingo de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mais de 3,9 milhões de participantes compareceram aos locais de aplicação do exame em todo o Brasil. O número representou 76,9% dos 5,1 milhões de inscritos neste ano. As abstenções representaram 23,1%, ou seja, 1,2 milhão de candidatos faltosos. A taxa é menor que o primeiro dia de prova da edição de 2018, quando 24,9% dos inscritos não compareceram ao exame.

O ministro da Educação Abraham Weintraub, durante coletiva de imprensa para avaliar a realização do primeiro de dia de provas, comemorou a aplicação da avaliação, o que para ele foi um sucesso.

“Deu tudo certo, foi tudo perfeito, funcionou tudo bem. Tivemos a mais baixa abstenção da história”, afirmou. Para Weintraub, o número de eliminados também foi baixo. Neste ano, 376 pessoas foram eliminadas por descumprirem as regras do exame.

Gabaritos do Enem 2019 A previsão é que os gabaritos do Enem sejam divulgados no próximo dia 13 de novembro, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As respostas poderão ser consultadas por meio do portal do Inep e pelo aplicativo do Enem. No total, são seis gabaritos para cada dia e seis Cadernos de Questões, de acordo com as cores da prova e opções acessíveis.

Mesmo com o gabarito em mãos, não será possível saber a nota final do Enem. Os resultados individuais serão divulgados, também, na Página do Participante e no aplicativo do Enem, a partir de consulta com CPF e senha, em data a ser anunciada com previsão para janeiro.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

 

 

Paraíba tem mais de 28 mil faltosos no primeiro dia de Enem

O primeiro dia de provas do Enem 2019 teve 28.727 faltosos na Paraíba, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), divulgados na noite desse domingo (3). O número representa 19,5% dos inscritos no estado. A Paraíba havia contabilizado 147.182 inscrições.

Em todo o Brasil, foram 1.174.750 candidatos ausentes, o que significa 23% das 3.920.638 inscrições no exame. O índice total de faltosos no Enem 2019 será fechado apenas após o segundo dia de aplicação, no próximo domingo (10). Quem não fez a prova neste domingo ainda poderá comparecer ao segundo e último dia do exame, cujas provas abordarão matemática e ciências da natureza.

Ainda conforme o Inep, 376 candidatos foram eliminados por portar equipamento eletrônico, ausentar-se antes do horário permitido, utilizar impressos, não atender às orientações dos fiscais, entre outros descumprimentos de regras.

Avaliação positiva

A taxa de faltosos neste ano é mais baixa que a registrada no primeiro dia de prova de 2018, quando 24,9% dos inscritos não compareceram ao exame. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, comememorou o saldo.

“Deu tudo certo, foi tudo perfeito, funcionou tudo bem. Tivemos a mais baixa abstenção da história”, avaliou.

Vazamento da prova

Uma foto da prova de redação do Enem vazou nesse domingo (3) nas redes sociais. Segundo Weintraub, as investigações, a cargo da Polícia Federal, indicam que a foto foi tirada por um aplicador de prova.

O ministro explicou que a suspeita de que tenha sido um aplicador se deve ao fato de que aparecem na imagem três provas de pessoas que faltaram ao exame e apenas aplicadores têm acesso ao caderno de provas de candidatos faltosos. A identificação é possível devido ao código de cada prova. “Houve a tentativa de macular, de colocar em xeque o Enem, ele foi um péssimo profissional, péssima pessoa ao fazer isso, mexe com a vida de 5 milhões de pessoas”, disse o ministro.

Segundo o presidente do Inep, Alexandre Lopes, ao contrário dos participantes, que são eliminados se os celulares estiverem fora do envelope porta-objetos, os aplicadores podem portar os aparelhos. “Porque eles entram em contato com os coordenadores para reportar problemas ou pedir orientações”, explicou Lopes. No entanto, no momento de abertura dos malotes e distribuição das provas, os aplicadores são orientados a não portarem celulares.

Para o ministro da Educação, apesar de a imagem ser verdadeira, o vazamento não causou prejuízo aos participantes, uma vez que a imagem foi divulgada após o início da aplicação: “O impacto foi zero”. No entanto, o ministro defendeu uma punição severa ao culpado por divulgar a imagem: “O que a gente vai tentar fazer é escangalhar ao máximo a vida dele. Eu sou a favor sempre de que pessoa que é um transgressor pague o preço da transgressão dela”, disse. “A gente vai atrás de absolutamente tudo que puder fazer para essa pessoa pagar pela má-fé dela, pela falsidade, pela traição que ela cometeu. Absolutamente tudo. Se der para ser criminal, criminal, cível, absolutamente tudo que a gente puder fazer para essa pessoa realmente se arrepender amargamente de um dia ter vindo ao mundo”, complementou.

Tema da redação

O tema da redação deste ano foi Democratização do acesso ao cinema no Brasil. “Antigamente para ter acesso ao cinema, precisava de estrutura grande para produzir um filme e estrutura para ver o filme. Hoje, [a gente] vê o filme aqui”, disse levantando o celular. “Consegue fazer filme de coisa barata, isso democratizou”.

Segundo o ministro, não há uma resposta única para a redação. “O objetivo da redação é a pessoa conseguir elaborar um texto com argumentos racionais tangíveis e bem escrito. Achei muito bom o tema, gostei do tema, porque tinha várias possibilidades”, disse.

Sobre os conteúdos da prova como um todo, ele ressaltou que a orientação foi a elaboração de uma prova por meio da qual fosse possível selecionar pessoas qualificadas para entrar na faculdade: “O objetivo do Enem é selecionar as pessoas mais capacitadas. E acho que foi plenamente atendido”. Ele reafirmou que nem ele, nem o presidente do Inep tiveram acesso às provas com antecedência. “Tivemos contato com a prova hoje”.

 

portalcorreio

 

 

Gabaritos do Enem serão divulgados no dia 13 de novembro

Os gabaritos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgado no dia 13 de novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os participantes fizeram hoje (3) as provas de redação, linguagens e ciências humanas. No dia 10, fazem as provas de matemática e ciências da natureza.

Desde as 18h30 deste domingo, os estudantes já podiam sair dos locais de prova com os Cadernos de Questões do Enem, o que ajuda na hora de conferir os gabaritos.

No dia 13, os participantes poderão acessar os gabaritos pelo portal do Inep ou pelo aplicativo do Enem. No total, são seis gabaritos para cada dia e seis Cadernos de Questões, de acordo com as cores da prova e opções acessíveis.

Segundo o Inep, os candidatos deverão ficar atentos para conferir o gabarito relativo à cor de prova que fez em cada domingo de aplicação.

Mesmo com o gabarito em mãos, não será possível saber a nota final do Enem. Isso por que o sistema de correção da prova, que segue a chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI), não atribui um valor fixo para cada questão.

Os resultados individuais do Enem 2019 serão divulgados também na Página do Participante ou no aplicativo do Enem, em data a ser anunciada, a partir de consulta com CPF e senha. A previsão é de que ocorra em janeiro.

De acordo com o Inep, o resultado dos participantes eliminados não será divulgado, mesmo que eles tenham realizado o Enem nos dois dias de aplicação. Para os treineiros, que fazem o exame para autoavaliação de conhecimentos, a consulta só será liberada 60 dias após a divulgação dos resultados.

 

Agência Brasil

 

 

Tema da redação do Enem 2019 é ‘Democratização do acesso ao cinema no Brasil’

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2019) é “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”.

Segundo professores ouvidos pelo G1, o tema não estava entre as principais apostas e discussões nos cursinhos ou redes sociais durante o ano, e a área de cultura há anos não aparecia no Enem. Mas a surpresa não chega a fazer do Enem 2019 uma prova difícil para os candidatos.

Já os cineastas ouvidos pelo G1 afirmaram que a democratização do acesso ao cinema no Brasil ainda está longe da realidade. Eles citaram argumentos que poderiam ser usados pelos candidatos, como diversidade de temas nas telas, variedade de produtores na execução dos projetos e até o valor do ingresso, que em geral é caro no país.

Nas redes sociais, alguns internautas elogiaram o tema, enquanto outros ficaram felizes de não estarem entre os candidatos neste ano.

Os estudantes tiveram acesso a textos de apoio para compor a argumentação, como:

  1. um trecho do artigo “O que é cinema”, de Jean-Claude Bernardet;
  2. um trecho do texto “O filme e a representação do real”, de C.F.Gutfreind;
  3. um infográfico do periódico “Meio e a Mensagem” sobre o percentual de brasileiros que frequentam as salas de cinema;
  4. um trecho do texto “Cinema perto de você”, da Ancine.

Análise dos professores

O professor de redação do Sistema de Ensino pH Thiago Braga, do Rio de Janeiro, disse ao G1 após o anúncio que o tema é inesperado e não houve discussão tão grande sobre ele nesse ano.

“Mas é uma discussão importante porque a gente tem o cinema como uma arte que é muito deixada de lado no Brasil, embora muito bem produzida no Brasil”, afirmou Thiago Braga, do pH.

Segundo ele, sem os textos motivadores não é possível saber que enfoque o Enem vai dar ao tema. Braga sugere algumas abordagens possíveis, desde a produção audiovisual no país até o acesso de todos os setores da população ao audiovisual, inclusive as famílias de baixa renda.

A professora Isabela Arraes, do CPV Vestibulares, de São Paulo, afirmou que, apesar de inusitada, a proposta da redação do Enem 2019 não pode ser considerada difícil.

“Foi compatível com o que o exame costuma cobrar dos candidatos, se considerarmos que o tema sempre traz uma questão de viés social que deverá ser analisada criticamente pelos alunos. A questão foi alvo de discussões na internet, principalmente devido aos últimos cenários envolvendo a Ancine e os cortes na cultura do país” – Isabela Arraes, professora de redação

Ainda de acordo com Isabela, a democratização do acesso ao cinema é uma questão social muito pertinente.

“Inclusive, dava margem a algumas análises polêmicas, na contramão do clima de tensão do momento político que o país está vivendo: assim, o Enem optou por solicitar uma discussão extremamente importante no que diz respeito à aquisição dos conhecimentos proporcionados pela indústria cinematográfica”, afirmou a professora.

Para o professor de redação Rogi Almeida, do Curso de Redação, em Teresina, o estudante pode se surpreender porque o tema não foi abordado em provas mais recentes.

“Eles pegaram um eixo temático que há muito tempo não era abordado, que é cultura. O aluno tem que fazer a problematização para o acesso à cultura e ao cinema e como a partir de um filme se tira várias discussões sociais.” – Rogi Almeida, professor de redação

Rogi Almeida ainda diz que é possível usar exemplos na abordagem. “Um exemplo é o Coringa, um filme a partir do qual se discute a violência, as doenças psíquicas, entre outros temas.”

Argumentos de cineastas

Bruno Barreto, diretor de filmes como “Dona Flor e seus dois maridos” e “O que é isso, companheiro?”, que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, afirma que “estamos ainda muito longe da democratização do acesso ao cinema brasileiro”.

“A arte precisa de dinheiro, mas também de mecanismos para facilitar o acesso, para democratizar, fazer com que pessoas com baixo poder aquisitivo tenham acesso ao audiovisual. A maneira realista de isso acontecer é nas plataformas e na televisão” – Bruno Barreto, cineasta

Para Marcelo Gomes, diretor de filmes como “Estou me guardando para quando o Carnaval chegar” (2019) e “Cinema, Aspirina e Urubus” (2005), a democratização do cinema leva o país a construir uma identidade.

“O cinema é o espelho da nossa cultura. Já foi dito que um país sem cinema é uma casa sem espelhos. A gente tem que democratizar, fazer chegar a todas as camadas da população, não apenas em shoppings com ingressos caros. Milhares e milhares de cidades do Brasil não têm cinema. É uma forma de as pessoas acessarem mais conhecimentos, é fundamental ao país.” – Marcelo Gomes, cineasta

A cineasta Laís Bodanzki afirma que a democratização do acesso ao cinema precisa incluir a diversidade de temas abordados na tela e também ao ingresso à sala de exibição. Bodanzky é presidente da SPCine – empresa da prefeitura de São Paulo responsável pelo fomento, estímulo e difusão do audiovisual na cidade de São Paulo – e diretora de filmes como “Como nossos pais” (2017), “As melhores coisas do Mundo” (2010), “Bicho de Sete Cabeças” (2000), entre outros.

“Quando falamos de democracia do cinema, falamos também sobre o que está na tela, quem tem direito de assistir a este filme e quem tem direito de fazer” – Lais Bodanzki, cineasta

Lista de todos os temas de redação do Enem

  • 1998: Viver e aprender
  • 1999: Cidadania e participação social
  • 2000: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional
  • 2001: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
  • 2002: O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?
  • 2003: A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo
  • 2004: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação
  • 2005: O trabalho infantil na sociedade brasileira
  • 2006: O poder de transformação da leitura
  • 2007: O desafio de se conviver com as diferenças
  • 2008: Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar
  • 2009: O indivíduo frente à ética nacional
  • 2010: O trabalho na construção da dignidade humana
  • 2011: Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado
  • 2012: Movimento imigratório para o Brasil no século 21
  • 2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil
  • 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil
  • 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
  • 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
  • 2017: Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
  • 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

 

G1

 

 

Foto da prova do Enem 2019 que circula nas redes sociais é real, diz Inep

A foto de uma página do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 que circulou nas redes sociais nesta tarde de domingo (3) é real, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O ministro da Educação, Abraham Weitraub, disse que o fato não interfere no exame e que o suspeito de divulgar a imagem fazia a prova em Pernambuco. A Polícia Federal investiga o ocorrido.

O MEC não deu detalhes, mas em grupos de WhatsApp circulou uma imagem da página dedicada à redação. A foto foi compartilhada quando os candidatos já tinham começado a fazer o exame e deveriam manter seus celulares desligados e guardados dentro de um saco plástico lacrado.

“O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informa que é real a imagem da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 que circula nas redes sociais. É importante esclarecer que a divulgação, que ocorreu após o início da aplicação, não prejudicou o andamento do exame. Todos os participantes já tinham passado pelos procedimentos de segurança e estavam nos locais de prova.”

O ministro afirmou que “a foto da prova é verdadeira, porém, foi tirada e postada após o início do exame e da realização dos procedimentos de segurança. Tudo dentro da normalidade”.

Enem 2019 - foto que circula em redes sociais — Foto: Reprodução

Enem 2019 – foto que circula em redes sociais — Foto: Reprodução

“No Enem segue tudo funcionando perfeitamente bem a prova tem tudo para ser um grande sucesso. Saiu agora sobre uma foto de uma prova. A foto é verdadeira mas em nada compromete à realização do Enem.” – Abraham Weitraub

De acordo com o ministro, todos os procedimentos de segurança já haviam sido realizados. “A prova já havia sido distribuída para todo mundo e alguém tirou uma foto e colocou nas redes. Isso não compromete em nada, tudo segue normal”, disse.

“Agora a Policia Federal vai identificar essa pessoa responsável e vai tomar as devidas providencias legais contra ela. Isso aparentemente aconteceu em Pernambuco e a gente já está chegando ao nome da pessoa.”

G1

 

Mais de 147 mil candidatos fazem provas do 1º dia do Enem 2019 neste domingo (3), na PB

Um total de 147.181 candidatos da Paraíba devem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 neste domingo (3), na Paraíba, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A prova também vai acontecer no próximo domingo (10).

Neste primeiro dia, os candidatos devem responder a 45 questões de linguagens, 45 de ciências humanas e escrever a redação, durante cinco horas e meia de duração do exame.

Já no segundo dia, os candidatos terão cinco horas para responder a 45 questões de ciências da natureza e a 45 de matemática.

Sem horário de verão

Com o fim do horário de verão, a hora local de fechamento dos portões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na Paraíba, vai acontecer uma hora mais tarde, ao contrário dos anos anteriores.

A Paraíba segue o horário de Brasília, no Distrito Federal. Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 13h. Após isso nenhum candidato poderá entrar. A prova terá início às 13h30, e o término deve acontecer às 19h.

Não é permitido que nenhum candidato deixe o local antes das duas primeiras horas de prova, segundo o Inep, apenas para ir ao banheiro, desde que acompanhado por fiscais.

O que levar

Para responder ao exame os candidatos só podem utilizar caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente. Também é necessário levar um documento oficial de identificação original com foto e, no caso de roubo ou perda, é preciso apresentar um boletim de ocorrência expedido por órgão policial há, no máximo, 90 dias do primeiro domingo de aplicação.

É aconselhável que o cartão de confirmação de inscrição seja levado, assim como lanches e água, com cuidado e atenção para os rótulos.

Canetas pretas de corpo transparente são as indicadas para usar na prova do Enem' — Foto: Elida Oliveira/G1

Canetas pretas de corpo transparente são as indicadas para usar na prova do Enem’ — Foto: Elida Oliveira/G1

 

 

G1

 

 

Checklist do Enem: relembre o que pode e o que não pode fazer no exame

Por mais que sejam lembrados em todas as edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alguns detalhes sobre o que deve ou não fazer no exame acabam passando batido.

Para não ter nenhum problema na primeira etapa da prova – que ocorre neste domingo (3) – é importante que os participantes revisem as regras para no dia não ter maiores preocupações.

Entre os motivos que podem acarretar em eliminação estão: responder a prova com caneta que não seja esferográfica, com material transparente e de tinta preta, emissão de som de equipamento eletrônico mesmo lacrado, não permitir que o lanche levado seja vistoriado pelo aplicador da sala, entre outros.

Participando do Enem pela terceira vez, Daiana Lopes Menchik, de 19 anos, não só está preparada em relação ao que pode e o que não pode no Enem 2019, como também entende que o objetivo de garantir ainda mais segurança na aplicação do exame. O que não lhe falta é expectativa para a realização da prova. Tenho tido insônia e muita ansiedade. Além disso, fico imaginando possíveis temas para a redação e a melhor maneira de resolver as questões de forma rápida e objetiva”, pontua.

Aos 65 anos, José Januário Damasceno, dirigente sindical e bancário e aposentado, já fez o exame quatro vezes. Indo para sua quinta participação, José sonha em cursar História. “Prometi a mim mesmo, que nunca deixaria de estudar. Não tenho objetivo de conquistar um outro emprego, mas sinto a necessidade constante de me atualizar e fazer História sempre foi um desejo presente na minha vida”, conclui.

Daiana e Januário fazem parte dos quase 5,1 milhões de candidatos que estão inscritos na edição deste ano. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 2,4 milhões, o que representa quase metade desse total, farão a prova pela primeira vez. Por isso, o órgão responsável pela aplicação, listou mais de 30 itens que podem levar à desclassificação, confira.

Cor da caneta

– Realizar a prova com caneta que não seja esferográfica, transparente e de tinta preta.

Alimentação
– Não permitir que o lanche levado seja vistoriado pelo aplicador da sala.

– Prestar declaração falsa ou inexata (em qualquer documento);
– Permanecer no local de provas sem documento de identificação válido.

Dispositivos eletrônicos
– Utilizar qualquer dispositivo eletrônico no local de provas, por exemplo, laptop e celular;
– Entrar na sala de provas com o telefone celular e/ou quaisquer outros equipamentos eletrônicos fora do envelope porta-objetos;
– Não manter aparelhos eletrônicos (celular, tablet, etc) desligados no envelope porta-objetos até a saída definitiva da sala de provas;
– Se o aparelho eletrônico, ainda que dentro do envelope porta-objetos, emitir qualquer tipo de som, como toque de ligação ou alarme;

Local de prova e aplicação
– Perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de aplicação das provas;
– Utilizar, ou tentar utilizar, meio fraudulento em benefício próprio ou de terceiros em qualquer etapa do exame;
– Utilizar livros, notas, papéis ou impressos durante a aplicação do exame;
– Sair da sala com o cartão de respostas ou outro material de aplicação – com exceção para o caderno de questões depois de duas horas do início da prova e se a saída for definitiva;
– Entregar o cartão de respostas ao aplicador e ir embora definitivamente antes de duas horas de aplicação;
– Não aguardar em sala de provas, das 13h às 13h30 (horário de Brasília) para
procedimentos de segurança, exceto para a ida ao banheiro acompanhado por um fiscal;
– Recusar-se a ser submetido à revista eletrônica, coleta de dado biométrico e ter seus objetos revistados eletronicamente;
– Iniciar as provas antes das 13h30 (horário de Brasília-DF) ou da autorização do aplicador;
– Usar óculos escuros, boné, chapéu, viseira, gorro ou qualquer acessório que cubra os cabelos ou as orelhas;
– Portar armas de qualquer espécie, exceto para os casos previstos no art. 6º do Estatuto do Desarmamento;
– Receber, de qualquer pessoa, informações referentes ao conteúdo das provas;
– Fazer anotações em outros objetos ou qualquer documento que não seja o cartão de respostas, o caderno de questões, a folha de redação e a folha de rascunho;
– Não manter, debaixo da carteira, o envelope porta-objetos, lacrado e identificado desde o ingresso na sala de provas até a saída definitiva da sala provas.
– Portar, na sala de provas, objetos proibidos pelo edital do Enem, como lápis, caneta de material não transparente, lapiseira, borracha, régua, corretivo, wearable tech, calculadoras, entre outros.

Fiscal
– Não permitir que os artigos religiosos, como burca, quipá e outros sejam revistados;
– Ausentar-se da sala de provas, a partir das 13h (horário de Brasília), sem o
acompanhamento de um fiscal;
– Comunicar-se verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma, com qualquer pessoa que não seja o aplicador ou o fiscal, a partir das 13h (horário de Brasília);
– Fazer anotações no caderno de questões, no cartão-resposta, na folha de redação, na folha de rascunho e/ou demais documentos do exame, antes do início das provas;
– Descumprir as orientações da equipe de aplicação;
– Não entregar ao aplicador, ao terminar as provas, o cartão-resposta, a folha de redação e a folha de rascunho;
– Não entregar ao aplicador o caderno de questões, exceto se deixar em definitivo a sala de provas nos 30 minutos que antecedem o término das provas;
– Recusar-se a entregar ao aplicador o cartão-resposta e a folha de redação após 5h30 de provas, do primeiro dia, e 5h de provas, do segundo, salvo nas salas com tempo adicional ou com videoprova na Língua Brasileira de Sinais (Libras);
– Não permitir que os materiais próprios, como máquina Perkins, reglete, punção, sorobã ou cubaritmo, caneta de ponta grossa, assinador, régua, óculos especiais, lupa, telelupa, luminária e/ou tábuas de apoio sejam revistados.

 

*matéria produzida com informações do MEC
Fonte: Agência Educa Mais Brasil