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Mais de 500 sócios de empresas, 107 donos de embarcações e 1.095 proprietários de veículos de luxo receberam auxílio emergencial na Paraíba

Na lista das pessoas que receberam o auxílio emergencial, a Controladoria Geral da União (CGU), ainda identificou na Paraíba, sócios de empresas, dono de embarcações, proprietários de veículos de auto padrão, além de residentes no exterior. Todos estão dentro do grupo da ‘high society’ (alta sociedade), mas entraram no site do Governo Federal para solicitar o benefício destinado a trabalhadores informais, de baixa renda e/ou desempregados.

O superintendente da CGU, na Paraíba, Severino Queiroz, contou em entrevista ao ClickPB, que o levantamento mostrou que 539 sócios de empresas, 1.095 donos de veículos de luxo, 107 proprietários de embarcações (lanchas, veleiros) e 170 residentes no exterior receberam o auxílio emergencial. “No caso dos que estão no exterior, ainda não sabemos a situação deles, se de fato estavam precisando do dinheiro”, comentou, destacando que, em relação aos que moram na Paraíba não havia necessidade de solicitar o auxílio.

A lista com o nome dessas pessoas será encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) para que iniciem os procedimentos de investigação. Essas pessoas podem devolver o dinheiro através do site do Ministério da Cidadania. Lá está o passo a passo que deverá ser seguido e evitar o nome esteja sob investigação dos órgãos federais.

 

clickpb

 

 

Pesquisadores da UFPB criam respirador mais barato do país e empresas podem solicitar produção

A Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal da Paraíba (INOVA-UFPB), finalizou o desenvolvimento do protótipo de ventilador pulmonar que é o mais econômico já produzido até o momento no Brasil. De acordo com os inventores, o custo estimado do aparelho será de R$ 400,00, mais barato do que o da USP que custará R$ 1 mil reais e 37,5 vezes mais barato do que um ventilador no mercado que custa R$ 15 mil.

A equipe de pesquisadores e servidores da UFPB foi responsável pelo pedido de patente, mas não pela fabricação, que deverá ser feita por empresa com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o aparelho ainda precisa passar por testes pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Nesses últimos caso, acredita-se que em face da urgência as tramitações burocráticas e testes sejam aceleradas.

O projeto tem licença aberta para os interessados em produzir o ventilador pulmonar. Os interessados deverão entrar em contato com a INOVA-UFPB por meio do e-mail: inova@reitoria.ufpb.br.

O equipamento também é de rápida montagem e programação, sendo possível concluir a montagem e deixá-lo plenamente operável em 60 segundos. Outro detalhe é que ele não é um respirador de emergência, podendo ser usado indefinidamente; ou seja, um substituto aos convencionais comercializados atualmente.

Os inventores tiveram como missão garantir uma alternativa nacional viável que pudesse ser disponibilizado com um baixíssimo custo para hospitais.

O produto faz uso da tecnologia touch-screen, é equipado com sistema multibiométrico e tem conectividade wireless. Inclusive é possível acessá-lo, monitorá-lo e operá-lo em tempo real remotamente por meio de aplicativo em dispositivos móveis (smartphones).

No dia 30 de março de 2020 as imagens do protótipo já estavam disponíveis nas redes sociais. No dia 31, foi realizada nova força tarefa com os inventores, a equipe da Diretoria de Propriedade Intelectual da INOVA-UFPB e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (CGDI/EDIR-PE/SEDIR-PB/INPI) para preparar a redação do pedido de patente. No dia 01 de abril o pedido de patente foi finalizado e no dia 02 foi protocolado no INPI.

A iniciativa tem a coordenação do diretor Presidente Prof. Dr. Petrônio Filgueiras de Athayde Filho, que fez a demanda do projeto no dia 28 de março de 2020 para que fosse desenvolvido um ventilador pulmonar por pesquisadores do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN). A equipe composta por Railson Ramos, Mario Ugulino, Válber Almeida, Tiago Maritan e Marcos Alves concluíram em 48 horas a missão.

 

clickpb

 

 

Ações que pequenas e micro empresas na pandemia de Covid-19 devem tomar para minimizar crise

Consultor empresarial aponta quais atitudes os negócios devem ter para lidar com o momento caótico na economia 
A pandemia do novo coronavírus tem levado o mundo a inúmeras transformações, sendo a econômica, umas das mais importantes e relevantes no momento. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE ou clube dos países ricos), a economia global pode levar anos para se recuperar do impacto desse problema de saúde pública mundial.

No Brasil, algumas medidas têm sido tomadas para tentar evitar a crise, principalmente nas micro e pequenas empresas. Foi anunciado no dia 19 de março que empresas com faturamento bruto anual de até R$10 milhões passam a contar com linha de crédito de recursos de 1 bilhão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Destinada ao financiamento de capital de giro, o intuito dessa liberação é a tentativa de minimizar os impactos da pandemia sobre os micro e pequenos negócios.

Dia 27 de março, nesta mesma linha de socorro às micro e pequenas empresas, o governo lançou uma linha para pagar os salários (limitado a dois salários mínimos) onde o empresário teria 6 meses de carência e 2 anos para quitar este empréstimo. O dinheiro irá diretamente para a conta do trabalhador.

Com a minha experiência de mais de 35 anos na vida corporativa e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, hoje apresento ações que devem ser tomadas pelas pequenas e micro empresas na pandemia de Covid-19, para que possam minimizar ao máximo os efeitos dessa crise e continuar em atividade no mercado.

Pequenas e micro empresas na pandemia de Covid-19 – ações para lidar com a crise econômica

O que tem sobressaído no mundo nos últimos dias é o pânico das pessoas. Quanto aos colaboradores, o medo de perderem os seus empregos, quanto às empresas, as muitas incertezas sobre a continuidade no mercado após o tempo de paralisação devido à pandemia do novo coronavírus.

Decidi trazer algumas orientações sobre as atitudes que devem ser tomadas pelas pequenas e micro empresas na pandemia de Covid-19, para que possam minimizar ao máximo os efeitos dessa crise mundial. Vamos a elas:

Corte de custos

Essa é obviamente a primeira ação emergencial que as empresas precisam tomar. A minha orientação é cortar tudo o que for possível, tanto de custos fixos, quanto de variáveis.

Mas é preciso minuciosa análise quanto a quais cortes podem ser realizados, de maneira que não afete a empresa. Essa pandemia tem, por exemplo, mostrado a muitos negócios sobre a eficiência do home office e o quanto pode economizar para as empresas manter esse modelo de trabalho nos próximos meses.

Muitos negócios podem encontrar a necessidade de procurar orientação para esse momento de rever os seus custos e quais poderiam ser cortados. O auxílio de um especialista pode ser muito bem-vindo nesse momento.

Diminua o volume de atividades

Muitas indústrias adotaram o funcionamento parcial, mantendo 50% de suas atividades. Essa diminuição de volume também impacta sobre os custos fixos e variáveis, por isso, é uma ação importante em um momento emergencial.

Comunicação clara com clientes

Nesse período de crise, as empresas devem direcionar as suas energias também ao esclarecimento, à comunicação com clientes. Muitas empresas, principalmente no setor da alimentação, tem adotado, por decreto governamental, o serviço delivery como alternativa para prosseguir em funcionamento, essa mudança requer o cuidado da comunicação com os consumidores.

Qualquer tipo de mudança precisa ser comunicada claramente e, para isso, o marketing digital é fundamental.

Negociação de pagamento com fornecedores/parceiros

Nesse momento caótico que estamos vivenciando em nossa economia, acredito que a habilidade da negociação será a ação mais importante para as empresas. Tentar uma negociação de prazos de pagamento com fornecedores/parceiros é essencial, levando em conta a diminuição do volume de atividades, provavelmente haverá diminuição também da demanda com essas empresas parceiras.

Investimento em técnicas de venda mais eficientes e humanizadas

Algumas coisas por conta da pandemia já mudaram, como já mencionei, algumas empresas passaram a investir mais no modelo e-commerce e daqui para frente enfatizo que será cada vez mais importante o investimento em técnicas de vendas eficientes em que a humanização do atendimento seja uma das principais prioridades.

Transformações nas pequenas e micro empresas na pandemia de Covid-19

Diante desse problema tão grave para a economia brasileira e mundial, friso a importância de que as empresas não esperem o problema acontecer e se antecipem. Essas ações demonstram confiabilidade por parte do negócio.

As lideranças nesse cenário precisam estar prontas para lidar com dias difíceis. Negociação será a principal ferramenta das empresas em tempos de pandemia.

O planejamento estratégico nesse cenário é fundamental, aliás, vale lembrar sobre a importância de constantemente atualizar o planejamento, para que em momentos complexos como esse atual no Brasil e no mundo, as empresas saibam quais ações precisam ser tomadas em curto e longo prazo.

Atitudes impulsivas só podem prejudicar as empresas nesse momento, qualquer decisão como corte de gastos, demissão de pessoas, mudanças em processos operacionais, entre outras, devem ser realizada sob análise, por isso saliento a importância de que nesse momento, as empresas recorram à ajuda especializada para lidar com esse cenário por conta da pandemia de Covid-19.

Carlos Moreira – Há mais de 35 anos atuando em diversas empresas nacionais e multinacionais como Manager, CEO (Diretor Presidente), CFO (Diretor Financeiro e Controladoria) e CCO (Diretor Comercial e de Marketing).É empresário há mais de 15 anos e sócio e fundador da MORCONE Consultoria Empresarial.

 

Operação cumpre mandados de prisão contra grupo suspeito de criar empresas de fachada, na PB

Dez mandados de prisão, sendo cinco preventivas e cinco temporárias, e 14 mandados de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta quarta-feira (4), nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa, na Paraíba. A Operação Noteiras tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de criar empresas de fachada para simular operações de compra e venda de mercadorias. Até as 7h30, quatro pessoas já tinham sido conduzidas para a Central de Polícia de Campina Grande.

Participam da operação a Secretaria de Estado da Fazenda, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária e o Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Crimes Contra a Ordem Tributária, com apoio do Gaeco. Durante a ação, são três promotores de Justiça, cerca de 50 policiais civis e 34 auditores fiscais da Fazenda Estadual, com suas respectivas equipes.

Os mandados de prisão preventiva, prisão temporária e de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas residências, empresas e escritórios de contabilidade dos envolvidos, expedidos pela 6ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa.

O esquema de fraude fiscal estruturada, investigado pela operação, envolve uma organização criminosa e um grupo de empresas que, juntas, movimentaram, de forma ilícita, aproximadamente R$ 200 milhões em mercadorias e notas fiscais falsas.

Durante as investigações, constatou-se a existência de uma organização criminosa especializada na constituição de empresas de fachada que simulam operações de compra e venda de mercadorias, com o fim de acobertar operações realizadas por outras empresas que, por sua vez, funcionam com ares de regularidade, promovendo a circulação de mercadorias sem o recolhimento do imposto devido, causando grave dano ao Estado da Paraíba.

Os investigados na Operação Noteiras responderão por crimes contra a ordem tributária, organização criminosa e falsidade ideológica, cujas penas, somadas, chegam a 18 anos de reclusão.

G1

 

Prorrogado prazo para médias empresas migrarem para eSocial

Sistema informatizado de prestação de informações de empresas e trabalhadores, o eSocial será obrigatório para os médios empregadores a partir de setembro deste ano. O prazo foi recentemente alterado pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.

Cerca de 1,24 milhão de médias empresas, que faturam até R$ 78 milhões por ano, deverão inserir os dados de saúde e de segurança de 21 milhões de trabalhadores na ferramenta até o dia 8 de setembro de 2020.

Essa é a última etapa que falta para as médias empresas concluírem a migração para o eSocial, que reduz a burocracia e elimina a manutenção de arquivos em papel.

Também foi anunciado o desmembramento do grupo 4 (dos órgãos e entidades federais). Com a alteração, ficaram no grupo 4 os entes públicos de âmbito federal e organizações internacionais. No grupo 5, os entes públicos estaduais e Distrito Federal. E no grupo 6, os municipais, as comissões polinacionais e os consórcios públicos. Clique aqui e veja o calendário dos grupos 4,5 e 6.

O empregador que não cumprir os prazos estipulados para a adesão ao eSocial estará sujeito a punições previstas na legislação. O desrespeito ao cronograma poderá prejudicar os trabalhadores, que terão dificuldade para receber benefícios sociais e trabalhistas, caso o empregador não preste as informações nas datas corretas.

Administrado pela Receita Federal, o eSocial elimina 15 informações periódicas que os empregadores eram obrigados a fornecer ao governo. Adotado para empregadores domésticos em 2015, o eSocial está sendo expandido gradualmente para todas as empresas e organizações até 2023.

A adesão das grandes empresas foi concluída em agosto do ano passado, quando as contribuições para a Previdência Social e o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço passaram a ser feitos pelo sistema.

 

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Agência Brasil

 

 

Entenda como os resíduos produzidos por empresas podem ser reaproveitados

Gerenciamento de resíduos sólidos melhora processos e pode aumentar lucros com revenda de materiais.

Apesar de a maioria das empresas brasileiras se enquadraram nas leis e normas designadas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei 12.305 de 2010, do Ministério do Meio Ambiente), muitas ainda podem estar perdendo a oportunidade de aplicar boas práticas de gerenciamento de resíduos sólidos.

Quando bem aplicadas, elas podem não apenas melhorar uma série de etapas processuais na produção, mas também tirar proveito monetário de seus próprios destinados à comercialização. Nem todo material que pode passar despercebido como lixo realmente é totalmente descartável, mesmo que de acordo com as etapas necessárias para o cumprimento das leis.

Um exemplo bem-sucedido está acontecendo no sistema prisional, mais precisamente na Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro, no Rio Grande do Sul. O Projeto Envolva-se do Sesc traz ao complexo resíduos sólidos de 44 empresas que se transformam em bolsas e sacolas confeccionadas pelos detentos. Além da iniciativa de inclusão social, a iniciativa é rentável, já que as peças são comercializadas em feiras municipais do Sesc.

Como o gerenciamento de resíduos sólidos pode ajudar as empresas a lucrar?

Existe um verdadeiro mercado de resíduos acontecendo entre empresas dos mais variados segmentos e tratadores especializados. Foi o que percebeu a VG Resíduos, premiada startup que uniu a tecnologia ao desenvolvimento sustentável, tornando-se um dos principais nomes em gestão de resíduos sólidos para empresas.

Guilherme Gusman, sócio da VG Resíduos conta que as ferramentas de inteligência inseridas software da empresa possibilita o controle de documentação de fornecedores, controle de documentação relativa a destinação de resíduos (como Certificado de Destinação, MTR), emissão de alertas quanto à capacidade de armazenamento e otimização de processos.

Mas, além de simplificar todo o gerenciamento de resíduos sólidos, a plataforma foi além, criando oportunidade de conexões entre empresas geradoras e tratadores em todo o Brasil, com mais de 1.100 conexões e 4.300 clientes ativos na plataforma, transformando resíduos em receita.

“Geramos uma redução em média de 20% nos custos com destinação de resíduos das empresas através da venda de resíduos na plataforma Mercado de Resíduos. Há o exemplo de uma empresa que pagava R$900,00/mês para destinar paletes de madeira e encontramos um comprador que compra o material mensalmente por de R$300,00, somando um total de total de R$1200,00 por mês de economia. Isso sem falar no impacto positivo que geramos no meio ambiente, pois agora esses materiais podem ser reutilizados ou reciclados”, conta Gusman.

Não existe lixo ou descarte quando a gestão de resíduos sólidos de uma empresa é bem aplicada e praticamente quase todos os tipos de materiais não tóxicos podem ser reaproveitados.

Materiais orgânicos e inorgânicos podem agregar outros processos produtivos em forma de matérias-primas: restos de alimentos, bagaços ou até produtos alimentícios vencidos podem passar por processo de compostagem e se transformarem em adubos orgânicos importantes para o cultivo de cana-de-açúcar, café e até eucalipto e plantas ornamentais.

Outros materiais podem servir de material alternativo aos combustíveis de fornos e caldeiras industriais, sem se esquecer da gama de materiais oleosos e gordurosos que podem ser incorporados à produção de tintas. As possibilidades são diversas e vão muito além do entulho revendido aos ferros-velhos e materiais recicláveis como plástico, alumínio, vidro e papel.

Assessoria

 

WhatsApp fora do horário de trabalho gera processo e condenação de empresas

Mensagens corporativas de WhatsApp fora do horário de trabalho podem gerar processo e já renderam até condenações de empresas, que precisaram arcar com pagamento de horas extras ou danos morais a funcionários.

Embora esteja incorporado à rotina de trabalho dos brasileiros –o país é um dos principais mercados do aplicativo–, o uso corporativo da ferramenta fora do ambiente laboral depende de contratos ou de termos claros entre patrão e empregado, sob o risco de virar prova contra abusos.

O país não tem uma lei específica como a França, que adotou o direito de se desconectar, mas a CLT cita “meios telemáticos e informatizados” ao tratar de trabalho remoto.

Se o empregado receber mensagens de seus superiores via WhatsApp durante o momento de descanso (folga, finais de semana ou férias) sobre assuntos relacionados ao trabalho, poderá pleitear o pagamento de horas extras, segundo Otavio Pinto e Silva, professor da USP e sócio do escritório Siqueira Castro.

“Estamos diante de uma ferramenta tecnológica que pode implicar conexão do trabalhador à empresa. Pedidos feitos pelo empregador fora do horário de expediente podem fazer com que o empregado se ative no horário de descanso, e isso pode significar hora extra.”

Quando o empregado tem de ficar sempre atento ao telefone para verificar se há mensagens da empresa, a situação caracteriza o período de sobreaviso, que também deve ser remunerado, de acordo com Pinto e Silva.

“Nesse caso, mesmo que o empregado não seja chamado ao trabalho, precisa receber por estar em sobreaviso”, diz.

Para o advogado, essa regra geral pode ser flexibilizada. Uma das formas é incluir no contrato de trabalho que o trabalhador pode ser contatado via aplicativo fora do horário de expediente regular.

Outra opção, segundo ele, é a negociação com o sindicato de determinada categoria de acordo ou convenção coletiva sobre o tema.

“A recomendação é que a empresa converse sobre essas situações com o sindicato, de forma coletiva. Essa situação de contato pode ser regulada, e a maior segurança jurídica é quando essa possibilidade do uso [do aplicativo] está no acordo coletivo”, diz.

Pinto e Silva afirma que a reforma trabalhista permitiu que sindicatos fizessem flexibilizações para além do previsto na legislação trabalhista em casos que incluem regime de sobreaviso e teletrabalho.

Para Rodrigo Nunes, sócio do escritório Cascione, as negociações são possíveis, mas dentro dos limites legais de jornada de trabalho, que não pode superar oito horas diárias, com possibilidade de duas horas extras.

“Mensagens de WhatsApp têm sido aceitas como provas na Justiça do Trabalho, e acessar o empregado fora do horário de expediente é fazê-lo trabalhar”, diz Rodrigo Nunes, sócio do Cascione.

Se o chefe manda uma mensagem eventual com uma dúvida pontual ao empregado, não há caracterização de hora extra, de acordo com ele.

“Se for algo mais demorado e frequente, é trabalho e precisa ser remunerado. A regra é que o empregado precisa ter seu direito ao descanso respeitado e não deve ter folgas e férias interrompidas”, afirma.

Para mitigar riscos, algumas empresas já passaram a incluir o uso do aplicativo em termos aos funcionários, segundo Paulo Sardinha, presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos).

“As empresas dizem que não são culpadas, mas isso nunca as isentará da responsabilidade. O WhatsApp hoje está claramente relacionado às políticas internas e aos código de ética das companhias.”

Para ele, o uso do mensageiro precisa seguir o rigor de outras regras cotidianas, e os grupos com colegas e chefes podem ser encarados como “salas de reunião digital”.

“As condenações de empresas e até pessoais, como o caso da administradora de um grupo que foi responsabilizada por não coordenar o comportamento das pessoas, estão chamando a atenção”, diz.

Enquanto a resposta de email fora do trabalho exigia certo dispêndio do trabalhador nos anos 1990, que precisava recorrer ao computador, o WhatsApp se enquadra na comunicação instantânea do smartphone, que trouxe eficiência, e também risco, às relações de trabalho.

Do lado dos colaboradores, uma orientação comum na área de RH, segundo Debora Nascimento, diretora-geral da consultoria Capacitare, é seguir normas e tentar organizar a rotina para o uso do aplicativo, como responder a mensagens não relacionadas ao ofício no intervalo.

As mensagens de trabalho fora do expediente devem ser evitadas. “Muitos ficam preocupados se não responderem e querem mostrar que estão disponíveis. É preciso entendimento claro de que todos estão na mesma página.”

O comportamento em grupos corporativos, segundo ela, pode ser guiar pela conduta esperada dentro da empresa: comentários relativos ao assunto e “sem uso de palavras de baixo calão” –com o adicional de não enviar correntes, memes ou falar de política.

 

FOLHAPRESS

 

 

Suspeita de aplicar golpes em pessoas e empresas vai para presídio feminino

Uma empresária, de 38 anos, suspeita de aplicar golpes em dezenas de pessoas e empresas passou por uma audiência de custódia, nesta quarta-feira (23), em João Pessoa. Após se recusar a pagar uma fiança, a mulher foi encaminhada para o Centro de Reeducação Feminino Maria Júlia Maranhão, no bairro Mangabeira.

A mulher foi presa na noite da terça-feira (22) em um hotel de luxo, localizado no bairro do Cabo Branco. A prisão aconteceu através de denúncias de pessoas que informaram que a mulher apresentava falsos comprovantes de pagamentos para encomendas e serviços utilizados por ela.

À TV Cabo Branco, os advogados da empresária disseram que ela passou por uma crise financeira, que a impediu de saldar as dívidas com as vítimas. Eles disseram ainda que ela pretende pagar a todos.

Mulher suspeita de aplicar golpes em pessoas e empresas é presa

Uma mulher foi presa no início da noite desta terça-feira (22), suspeita de aplicar golpes em pessoas e empresas, em João Pessoa. De acordo com a Polícia Militar, a suspeita simulava falsos pagamentos para produtos e serviços encomendados e utilizados por ela.

A mulher foi encontrada em um hotel de luxo, localizado na orla da capital. Segundo informações da PM, os funcionários do local suspeitavam que ela também aplicaria um golpe no estabelecimento.

Entre as vítimas estão noivas, empresas de alimentação e de festas, de serviços médicos, salões de beleza e hotéis.

Foto: Inaê Teles/G1

G1

 

Mulher suspeita de aplicar golpes em pessoas e empresas é presa, na PB

Uma mulher foi presa no início da noite desta terça-feira (22), suspeita de aplicar golpes em pessoas e empresas, em João Pessoa. De acordo com a Polícia Militar, a suspeita simulava falsos pagamentos para produtos e serviços encomendados e utilizados por ela.

A mulher foi encontrada em um hotel de luxo, localizado na orla da capital. Segundo informações da PM, os funcionários do local suspeitavam que ela também aplicaria um golpe no estabelecimento.

A polícia ainda não sabe o número exato de pessoas que foram vítimas da suspeita. Mas informou que entre elas, estão noivas, empresas de alimentação e de festas, de serviços médicos, salões de beleza e hotéis.

Uma das vítimas é a empresária Jéssica Gambarra, de 26 anos. Ao G1, ela contou que a suspeita teria encomendado doces através de diferentes contatos. O prejuízo para a empresa dela somou cerca de R$ 8 mil. “O dinheiro nunca chegou na conta”, pontuou.

A mulher foi encaminhada para a Central de Polícia de João Pessoa, onde ela e as vítimas serão ouvidas.

Foto: Grabriela Lima/TV Cabo Branco

G1

 

Dados da Caixa mostram que 2,7 mil empresas estão devendo FGTS na Paraíba

Dados da Caixa Econômica Federal mostram que pelo menos 2.700 empresas paraibanas estão com algum tipo de débito com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Especialistas alertam aos trabalhadores para a necessidade de se acompanhar regularmente o depósito por parta das empresas.

O acompanhamento é fundamental porque o trabalhador pode reaver os valores que não tenham sidos depositados em até cinco anos anteriores.

PB Agora