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Relator da MP 975 sugere usar máquinas de cartão para redirecionar recursos emergenciais a empresários

Depois que o programa do governo federal para financiar a folha de pagamento não teve a adesão esperada dos empresários, parte dos recursos deve ser redirecionada a uma nova linha de crédito que usa maquininha de cartão. A solução para destravar a ajuda a pequenos e médios negócios foi anunciada pelo deputado Efraim Filho, relator da MP 975 na Câmara. Segundo o parlamentar, a oferta de crédito diretamente no aparelho utilizado pelo empresário vai funcionar como um empréstimo lastreado nos rendimentos futuros. Atualmente, para que um ativo seja aceito em empréstimo é preciso que se apresente uma garantia de valor. Essa garantia é chamada de lastro.

“A ideia é que chegue uma mensagem na maquininha do empresário dizendo ‘empreendedor, você tem um limite X de crédito, com tal taxa de juros e tal prazo. Para aceitar clique 1, para não aceitar clique 2’. Se ele aceita, já estará disponibilizado, com a garantia sendo o próprio faturamento que virá”, esclarece. A saída encontrada é uma forma de corrigir os erros na concepção do Programa Emergencial de Suporte a Empregos (PESE), criado pela MP 944.

Efraim Filho lembra que R$ 40 bilhões estão parados e precisam chegar “na ponta da linha”. O parlamentar deixa claro que o redirecionamento dos recursos, proposto em seu parecer da MP 975, não altera a vigência da outra norma editada pelo governo federal.

O texto do relator também prevê mudanças no Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC), ampliando a garantia da União. A redação original estabelecia repasse público de R$ 20 bilhões para o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), pelo qual o governo assumiria 30% do risco. Agora, essa participação federal será de 80%, com stop loss de 20% a 30% (mecanismo que limita potenciais perdas).

A proposta do parlamentar é que a taxa de juros seja de 1% ao mês e o prazo de carência para pagar a primeira parcela seja de seis a 12 meses. “Hoje, os programas preveem prazos muito apertados para empresas, especialmente as de pequeno porte, que estão com as portas fechadas. Não adianta ter acesso a empréstimos se não tiver prazo de carência. Não adianta pegar crédito para começar a pagar a partir do mês do que vem. No contexto da pandemia, o empreendedor não consegue fazer isso”, argumenta Efraim Filho.

Na ótica do advogado e professor de direito constitucional André Lopes, as mudanças na MP 975 atendem a reivindicações do setor produtivo, que em um primeiro momento enfrentou dificuldade para resgatar o crédito nas instituições financeiras.

“Com o acesso mais amplo oportunizado pela medida provisória, já que ela também coloca a União como garantidora desse crédito, é de se imaginar que o acesso seja mais amplo, oportunizando maior dinâmica de mercado, o aquecimento da economia, contratação de trabalhadores, diminuindo o problema que hoje é experimentado por conta da pandemia”, contextualiza.

Os empréstimos do Programa Emergencial de Acesso a Crédito são voltados a empresas que tiveram faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões em 2019. No total, os empreendimentos que estão dentro desse recorte empregam, juntos, mais de três milhões de trabalhadores. A expectativa do deputado Efraim Filho é que seu relatório possa ser votado ainda nesta semana, na Câmara.

brasil61

 

Empresários decidem não pedir abertura das lojas em Campina Grande

A Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campina Grande (CDL-CG) , decidiu em reunião neste sábado (28), manter o comércio fechado em decorrência do avanço do novo coronavírus.

Também participaram da vídeoconferência representantes da Associação Comercial de Campina Grande (ACCG), Federação da Industria do Estado da Paraíba (FIEP), SindCampina, Sinduscon, Secovi, Ministério Público e Prefeitura Municipal de Campina Grande.

Após ouvirem o médico infectologista, Rodolpho Dantas, revelar a estimativa alarmante do impacto que a suspensão da quarentena poderia provocar na rede pública de saúde do município, os empresários optaram por não pedir à prefeitura liberação para funcionamento do comércio a partir de segunda-feira (30).
Eles decidiram esperar mais uma semana e deverão solicitar a reabertura gradativa do comércio somente a partir do dia 06 de abril. Na próxima sexta-feira (03 de abril) haverá uma nova videoconferência para reavaliar a situação local.

Na reunião, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico apresentou um calendário que prevê o retorno das lojas com horário reduzido, das 10h às 16h. Já os Shoppings e galerias a previsão é para que o retorno aconteça voltar a funcionar no dia 13 de abril.
Os eventos continuarão sem previsão de voltar a serem realizados para evitar aglomeração de pessoas.

PB Agora

 

 

‘Parlametria’: 90% dos deputados federais eleitos em 2018 receberam doações de empresários

Um levantamento feito pela plataforma “Parlametria” apontou que apesar do financiamento privado nas campanhas eleitorais ter sido vedado, aproximadamente 90% dos deputados federais eleitos – 461 dos 513 parlamentares – contaram com doações feitas por empresários, que somaram R$ 115,9 milhões. Os dados do estudo estão disponíveis para o público no site da ferramenta, que é gratuita e foi desenvolvida no laboratório Analytics, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Acompanhar posicionamentos de deputados e senadores do Brasil, os vínculos e afinidades políticas e econômicas deles dentro e fora do ambiente legislativo são os objetivos da plataforma, que foi lançada no último dia 27 de novembro.

O projeto foi criado em parceria com pesquisadores da Open Knowledge Brasil e da instituição Dado Capital. A finalidade da plataforma é simplificar as informações que tramitam no Congresso Nacional.

Na Câmara, as doações somam R$ 90,3 milhões, o equivalente a 16% do total recebido pelos parlamentares eleitos. No Senado, a participação das doações de empresários foi cerca de 27%, que correspondem a R$ 25,6 milhões, do total gasto em campanha pelos senadores eleitos veio de pessoas físicas com participação societária em empresas.

Para os criadores da ferramenta, a análise demonstra que os laços entre os empresários e políticos continuam fortes e mudam apenas a forma com que as doações são feitas.

Com a ferramenta, também é possível verificar como votou cada parlamentar em temas sobre meio ambiente, direitos humanos, integridade e transparência, agenda nacional e educação. Além de acompanhar, em termos percentuais, quais votos favoráveis à agenda do Governo Federal.

Para o professor da UFCG Nazareno Andrade, coordenador do Laboratório Analytics, a intenção da plataforma é disponibilizar informações e análises para que a sociedade possa se engajar e influenciar o trabalho do parlamento brasileiro de acordo com os seus temas de interesse.

“O que pretendemos com o estudo é mostrar como esses grupos econômicos seguiram atuando, mesmo depois da proibição do financiamento privado. Importante é o cidadão acompanhar o deputado que elegeu com base nessas informações”, ressalta.

G1

 

Deputado pede desobrigação de cartazes contra homofobia: ‘empresários reclamam’

O deputado estadual Wallber Virgolino (Patriotas), nesta terça-feira (02), revelou esperar que o seu projeto pedindo a desobrigação da fixação de cartazes contra a homofobia em estabelecimentos comerciais da Paraíba seja votado na próxima semana. A solicitação já passou pela Comissão de Comissão e Justiça, de Direitos Humanos e deve ir a plenário.

“Nossa intenção não é aguçar discriminação, é garantir a isonomia. Existem outros segmentos da sociedade que também mereciam esse tratamento e o Estado não pode impôr de maneira onerosa nada ao empresariado, à iniciativa privada. Foram várias reclamações de empresários, principalmente os pequenos comerciantes, que se sentem onerados”, declarou.

O parlamentar garantiu que o projeto está ao lado do interesse público, é constitucional e conto com os outros deputados para que seja aprovado. “Nossa intenção não é acabar, mas facultar, é deixar a critério do comerciante. Com isso, espero que haja a união entre os diferentes, héteros e homossexuais, pretos e brancos, união da sociedade”.

Yves Feitosa/Fernando Braz

 

 

Após volta do ‘pato’, Temer pede apoio de empresários e da Fiesp

O aumento de impostos no país trouxe um inconveniente para o presidente da República: o enfraquecimento da relação com empresários brasileiros. Sem o apoio, a governabilidade de Michel Temer, já tumultuada pela denúncia de corrupção passiva do Ministério Público Federal, pode despencar de vez. Por isso, o peemedebista passou o fim de semana em reuniões e encontros fora da agenda, um deles com o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. O convite veio depois de a Fiesp emitir nota na qual afirmou estar “indignada” com o aumento de impostos. Logo após o anúncio da equipe econômica, a federação inflou o famoso pato amarelo em frente à sede em São Paulo. O boneco virou símbolo do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A meta fiscal para o governo federal é de R$ 139 bilhões. Para não alterá-la, foi dado aumento de PIS-Cofins para as alíquotas máximas sobre gasolina, diesel e álcool. A expectativa é de arrecadar R$ 10,4 bilhões a mais com o tributo. Skaf criticou a decisão e chegou a afirmar que a medida não era a mais adequada para o momento. Dois dias depois da declaração, ele foi convidado a encontrar Temer, ontem, em São Paulo. Na mesma ocasião, estavam presentes o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o economista e ex-ministro Delfim Netto e o advogado Antônio Cláudio Mariz, à frente do caso em análise na Câmara dos Deputados contra o presidente. O grupo traçou estratégias para evitar maiores desgastes depois do peso a mais na carga tributária.

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), aliado de Temer no Congresso, acredita que é o momento de os empresários acatarem as escolhas do chefe do Executivo. “O empréstimo de R$ 400 bilhões às empresas com juros baixíssimos foi o grande responsável pelo buraco fiscal no Brasil. Nosso governo passou 13 meses heroicamente sem aumentar o imposto. É necessário ser compreensivo quando o trem está descarrilhado”, afirmou, endossado por Carlos Marun. “É natural que haja uma reação para esse aumento, mas não vejo nada de estranho em dialogar com empresários. É típico da figura de Michel Temer abrir diálogos em busca de soluções”, disse o deputado, também do PMDB.

Perondi e Marun estão no grupo de parlamentares que ainda defendem publicamente o presidente. A contagem de votos feita pelo Planalto e pela oposição no debate sobre a abertura de um processo por corrupção contra o presidente Michel mostra que o Congresso reflete fielmente a realidade das ruas: está rachado ao meio. As denúncias de corrupção diminuíram o poder de Temer no Legislativo, colocando obstáculos às propostas do governo. Para aprovar uma emenda constitucional, a reforma da Previdência por exemplo, é necessário quórum qualificado de 308 votos. Se não atingir o número, a medida sequer avança.
Estrategistas do Planalto, especialmente o chefe da Casa Civil, ministro Eliseu Padilha, estimavam que o governo tivesse quase 300 votos assegurados para aprovar as mudanças nas regras de aposentadoria antes do caso denunciado por Joesley Batista. Depois disso, o cenário se inverteu e o apoio dentro da Casa minguou. Diante das dificuldades em unir a base, o governo pode optar por dividir a reforma em pontos que exigem menor quantidade de votos em plenário (veja quadro). O fatiamento, no entanto, é refutado pelo governo mesmo com o descompasso no Congresso. Na base e voto favorável a Temer na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) ressalta o sentimento de divisão e defende que o presidente se adapte à nova realidade. “O governo não tem mais votos para aprovar uma PEC, então, tem que se adequar ao número que tem e governar com ele.”

Contas públicas

A economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, não tem dúvidas de que o quadro das contas é dramático, especialmente depois do aumento concedido ao serviço público. “O governo precisa suspender todos esses aumentos até ter uma situação fiscal menos crítica. Não é certo a sociedade pagar a conta do aumento de imposto para preservar esses privilégios em um momento de recessão e alto nível de desemprego. Os servidores têm estabilidade e não faz sentido eles terem reajustes acima da inflação que precisam ser cobertos”, criticou.

Para Zeina, o aumento de imposto sobre os combustíveis é uma tentativa de o governo sinalizar ao mercado que está preocupado com as contas públicas diante da frustração de receita. “O governo precisa mostrar que vai tentar cumprir a meta fiscal deste ano, porque, antes, os agentes sinalizavam que o descumprimento seria tolerável se a reforma da Previdência estivesse encaminhada. Como isso já não é mais uma possibilidade, a trajetória do deficit não só para este ano como para os próximos tende a piorar”, disse.

Cenário dividido

Diante da dificuldade em unir a base, o governo pode optar por fatiar a reforma da Previdência em pontos que exigem menor quantidade de votos. Confira:

Tempo de contribuição para aposentadoria por idade
A Constituição define que é preciso ter 65/60 anos para conseguir se aposentar por idade, mas os 15 de contribuição mínima podem ser aumentados para 25 por meio de lei ou MP.

Benefícios assistenciais

A idade mínima de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, pode ser alterada de 65 para 68 anos, como propõe o relator.

 

Cálculo para pensão por morte

 

Por meio de MP ou lei, é possível alterar os requisitos do benefício, exceto no caso de servidores públicos.

 

Cálculo por tempo de serviço

 

Baseado na lei que criou o fator previdenciário, o governo consegue alterar o cálculo do benefício.

 

Regras dos militares

 

Não há exigência de PEC sobre as regras das Forças Armadas.

 

O que muda só com PEC
Idade mínima

 

A idade mínima está prevista em texto constitucional.

 

Tempo de contribuição

 

O tempo de serviço não pode ser alterado por lei. A atual exigência de 35 anos de contribuição, para homens, e de 30, para mulheres, sem imposição de idade mínima, continuará vigente.

 

Regras para servidores públicos

 

Os funcionários públicos têm o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e até os pontos básicos exigem emenda.

 

Outras apostas do governo até dezembro de 2018

 

» Mudanças no sistema tributário.

 

» Leilões de petróleo e gás.

 

» Mudanças regulatórias, como nova Lei de Patentes.

 

Correio Braziliense 

 

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Empresários, servidores públicos e até mortos na lista de recebedores do Bolsa Família na PB

bolsa-familiaO Ministério Público Federal divulgou nesta sexta-feira (11) o perfil de suspeitos de receberem irregularmente o benefício Bolsa Família na Paraíba. Na lista estão mortos, empresários, servidores públicos e doadores de campanha. A constatação faz parte do Raio-X Bolsa Família, projeto do Ministério Público Federal, que analisou os pagamentos entre 2013 e 2016 em todo o País.

O montante pago a estes perfis suspeitos no Estado representa 5,01% do total pago aos beneficiários do programa no período. A ação foi coordenada pelas Câmaras Criminal e de Combate à Corrupção do MPF.  A coordenadora estadual do programa informou que as prefeituras terão que rever todos os cadastros.

O diagnóstico apontou grupos de beneficiários com indicativos de renda incompatíveis com o perfil de pobreza ou extrema pobreza exigido pelas normas do programa. Os perfis suspeitos foram classificados em cinco grupos: falecidos; servidores públicos com clã familiar de até quatro pessoas; empresários; doadores de campanha; e servidores doadores de campanha (independentemente do número de membros do clã familiar).

Ao todo, foram 12.734 empresários, que juntos receberam o montante de R$ 52.370.768; 30.592 servidores públicos (clã de até 4 pessoas), com um recebimento de R$ 114.512.910; 270 falecidos (R$ 719.694); 88 doadores de campanha (doação maior que o benefício), com um valor de R$ 83.096 e 147 servidores públicos (doadores de campanha), com valores somados de R$ 616.526.

correiodaparaiba

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Oposição denuncia servidores públicos, empresários e mulher de funcionário de Diocese que recebem Bolsa Família no Sertão: “Até a diretora da UBS recebe”

bolsa familiaO vice-prefeito da cidade de Nova Olinda, no Sertão do estado, Idácio Souto (PMDB) denunciou supostas irregularidades no programa Bolsa Família do município. Ele rompeu com a atual prefeita e faz parte da oposição.

Segundo o político, a prefeitura mantém ativos no programa federal, funcionários públicos, empresários e proprietários de imóveis que vivem de aluguéis.

O peemedebista informou que a prefeita Ducarmo (PSDB), já foi notificada desde o mês de agosto deste ano pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, porém nada teria sido alterado no cadastro do Bolsa Família.

Ele citou a diretora da Unidade Mista de Saúde, Ana Carla Cruz, que vem percebendo o benefício há alguns anos, mesmo sendo contratada da prefeitura por mais de dois anos.

O vice-prefeito também denunciou que o funcionário da cúria metropolitana da Diocese de Patos, Juraci Medeiros de Lima, que teria carteira de trabalho assinada, além de ser funcionário efetivo da prefeitura de Nova Olinda, tem sua mulher, Ana Lúcia Pacatonio de Lima como beneficiária do programa.

“São vários os funcionários, tanto efetivos e comissionados, da Prefeitura de Nova Olinda e, de outros órgãos do Estado, que vem percebendo o benefício do Bolsa Família, mas os responsáveis pelo programa fecharam os olhos durante o período que antecedeu as eleições deste ano”, denunciou ele.

O programa
O Bolsa Família é um programa federal que visa atender as pessoas que são vulneráveis socialmente ou vivem na extrema pobreza.

O outro lado
A reportagem do Diário do Sertão tentou entrar em contato com a prefeitura, porém sem êxito, deixando o espaço aberto caso queira se pronunciar sobre o caso.

DIÁRIO DO SERTÃO

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Governo, centrais e empresários começam a discutir reforma da Previdência

previdencia-complementarCom a promessa de ouvir diferentes posições antes de definir uma proposta, o governo começa hoje (17) a discutir a reforma da Previdência. A intenção é ouvir as sugestões das centrais sindicais e dos representantes dos empresários, para enviar, até o fim do primeiro semestre, proposta ao Congresso Nacional para apreciação dos parlamentares.

De acordo com integrantes do governo que participam dos debates, o tema será inserido no contexto de uma “agenda de crescimento”, a ser apresentada aos integrantes do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social. Será a terceira vez que o fórum vai se reunir e desta vez o objetivo do governo é dar respostas à pauta apresentada pelos trabalhadores e o setor empresarial em dezembro, quando divulgaram o documento Compromisso pelo Desenvolvimento, sugerindo propostas como a retomada de investimentos e o aumento da produção.

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Além disso, será criado um cronograma e definidas as metodologias para os debates sobre a Previdência. O governo quer mostrar que ainda não há uma proposta finalizada e, por isso, todas as alternativas serão colocadas na mesa, inclusive a possibilidade do aumento da idade mínima para aposentadoria. As novas regras sancionadas em novembro, que somam o tempo de contribuição e a idade, estão sendo definidas como “ponto de partida” para as discussões. Além dos empresários, trabalhadores e representantes do governo, a participação de alguns deputados ligados ao tema também é esperada.

Não estão descartadas análises de soluções polêmicas, como convergência das idades de aposentadoria entre homens e mulheres, entre trabalhadores rurais e urbanos. Hoje, a faixa etária varia para trabalhadores do sexo masculino (65) e feminino (60) e quem trabalha no campo se aposenta por idade na condição de segurado especial. Com as novas regras, os homens que se aposentarem até 2018 poderão receber 100% do benefício quando a soma da idade e do tempo de contribuição for 95. No caso das mulheres, a soma tem que chegar a 85.

Para José Wilson Gonçalves, que vai participar do fórum representando a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, a entidade está preparada para “enfrentar” medidas que podem vir como “ameaça às conquistas dos trabalhadores”. “Ficaria muito ruim o governo apresentar uma proposta construída sem um cronograma com a participação das organizações. Entendemos que idade diferenciada para homens e mulheres no campo é uma conquista da Constituição Federal de 1988 e não podemos retroceder”, afirmou Gonçalves, ressaltando peculiaridades dos moradores de zonas rurais que começam a trabalhar mais cedo e passam por “várias adversidades”.

Em janeiro, a presidenta Dilma Rousseff disse que o país terá que “encarar a reforma da Previdência” e que “não é possível que a idade média de aposentadoria no Brasil seja 55 anos”, já que a expectativa de vida dos brasileiros está aumentando.

Com base nesse argumento e nos dados que apontam aumento das despesas obrigatórias vinculadas à Previdência, o Palácio do Planalto quer convencer a sociedade da importância de discutir o assunto. A estratégia também passa pela necessidade de ressaltar que as mudanças terão um período de transição e que os direitos adquiridos não serão desrespeitados. Foi assim que o governo apresentou a ideia, no mês passado, aos integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O intuito é debatê-la no fórum e também no chamado Conselhão.

O primeiro teste de convergência, porém, se dará no âmbito do próprio governo. Enquanto técnicos do Ministério da Fazenda apostam no aumento da idade mínima como solução, a equipe ligada à pasta do Trabalho e Previdência discorda, sob a alegação de que estabelecer idade igual para todos prejudicaria os cidadãos que começam a trabalhar mais cedo. Além disso, as próprias centrais já se manifestaram contra o aumento da idade.

Agência Brasil

Adversário do Campinense, Operário-PR é gerido por grupo de 42 empresários

operarioFundado em 1º de maio de 1912, o Operário Ferroviário Esporte Clube, Alvinegro da cidade de Ponta Grossa-PR, será o adversário do Campinense nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. A agremiação é gerida atualmente por um grupo de 42 empresários, dentre os quais dois deputados, um estadual e outro federal.

O time paranaense ficou na segunda colocação do Grupo A-7, com 16 pontos distribuídos em cinco vitórias, um empate e duas derrotas, um aproveitamento de 66%. Seu último jogo foi ontem, em casa: vitória por 3 a 1 sobre o Resende-RJ.

Mesmo com uma campanha melhor do que a Raposa, o Fantasma, como vice-líder de chave, vai ter que fazer a primeira partida em casa e decidir a sorte jogando Amigão, em Campina Grande.

O duelo entre alvinegros e rubro-negros vai marcar o único choque de campeões estaduais em 2015 das oitavas. Se por um lado o Campinense conquistou o Paraibano no ano do seu centenário, do outro o Operário surpreendeu e atropelou o Coritiba no Paranaense, sagrando-se pela primeira vez campeão da elite daquele Estado.

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Sediado numa cidade com 350 mil habitantes, o Fantasma tem uma torcida presente e manda seus jogos no estádio Germano Krüger, que hoje tem capacidade para 8.620 expectadores. A praça esportiva tem gramado de boa qualidade, medindo 109m x 72m. Lá o Operário ganhou os quatro jogos que mandou nessa Série D: 2 a 1 no RB Brasil, 1 a 0 no Ypiranga-RS, 1 a 0 no Inter de Lages-SC e 3 a 1 no Resende.

O técnico da equipe é o catarinense Itamar Shülle, de 48 anos, que iniciou seu trabalho no OFEC em outubro de 2014. Em maio, o treinador chegou até a ser especulado no Grêmio, que acabara de demitir Felipão. O profissional trabalhou no futebol paraibano em 2010, quando comandou o Botafogo-PB.

Do time campeão paranaense nesse ano, além de Itamar, mais de 10 jogadores permaneceram no alvinegro, dentre eles o goleiro Guilherme, o lateral Peixoto, os zagueiros Juan Sosa, Micael e Douglas Mendes, ex-Treze, os volantes Chicão, Lucas e Jhonathan Silva, os atacantes Peixinho e Paulinho, além do meia Eliomar.

No nacional, Shülle tem escalado a equipe no esquema 4-4-2, utilizando a seguinte base: Paulo Sérgio, Fagner, Juan Sosa, Douglas e Edson; Chicão, Lucas, Julinho e Rennan; Gilvan e Rossi.

O meia Renatinho, campeão paraibano pelo Campinense, chegou a iniciar a competição como camisa 10 do Operário-PR, mas hoje é uma das alternativas do técnico no banco.

Atual gestão

O Fantasma de Vila Oficina (nome do bairro onde o clube foi fundado) é gerido por 42 empresários da cidade de Ponta Grossa através de uma associação chamada Amigos do Operário, que é presidida por José Álvaro Goes Filho, tendo Antonio Luis Mikulis como vice-presidente.

Entre esses colaboradores estão os parlamentaresPlauto Miró Guimarães Filho (primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Paraná) e radialista e advogado Sandro Alex, deputado federal.

O grupo comanda os destinos do Operário-PR desde o início do ano passado.

No modelo de gestão adotado, a associação propõe que cada um dos 42 membros adquiram uma espécie de plano especial de sócio-torcedor, o qual custa R$ 2 mil por mês. Além disso, cada integrante precisa ainda angariar mais cinco sócios para pagar mensalmente R$ 500,00.

Fora isso, o Operário-PR conta com os planos para os sócios-torcedores comuns.

Histórico no Campeonato Brasileiro

Esta é a terceira participação do OFEC na quarta divisão nacional. Em 2010 a equipe ficou na sexta colocação, saindo para o Madureira-RJ nas quartas de final. No ano seguinte, o Operário-PR ficou na 24ª posição.

Atual 136º colocado no Ranking Nacional de Clubes da CBF, o time de Ponta Grossa-PR acumula ainda três participações na Série A do Brasileiro (1979, 1980 e 1989), duas na Série B (1990 e 1991) e duas na Série C (1992 e 1993).

 

paraibaonline

Laboratório farmacêutico era ‘remédio’ para empresários embolsarem dinheiro público

DinheiroA objetivo da operação, organizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) foi o cumprimento dos mandatos de apreensão e de sequestro de bens no valor de R$ 2 milhões que estão em nome de três empresários. O trio está sendo acusado de desviar verbas públicas de um  convênio com a Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep) para a reestruturação do Laboratório Industrial Farmacêutico do Estado da Paraíba (Lifesa).

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O coordenador do Gaeco, promotor Otávio Paulo Neto, explicou que ontem foi a primeira etapa da operação que tinha por finalidade garantir o ressarcimento do erário público. Os bens sequestrados estão no nome do ex-presidente do Lifesa da Paraíba, Aluisio Freitas de Almeida Junior, e de dois sócios de uma gráfica potiguar, Joana D’Arc Targino Jácome e Marcos Antônio Pereira Gurguel. De início, se realizou uma investigação e foi aferido um dano material que atualizado hoje soma R$ 2 milhões.
“Nós buscamos bens para seda participação deles nesse contrato, nessa seção de crédito, que é ilegal”, comentou, destacando que R$ 1,8 milhão foi devolvido à Cinep.

Os recursos alvo de sequestro ficarão à disposição da Justiça para aprofundamento das investigações. Os carros apreendidos  ficarão no pátio do Ministério Público da Paraíba, localizado no bairro de Mangabeira, na Capital.

Seis meses para investigação

O promotor Otávio Paulo Neto informou que o Gaeco investigava o caso há seis meses após denúncia anônima de uma pessoa que se indignou com o fato. A partir disso, verificou-se a veracidade das denúncias e em seguida, coleta de dados que apontou o nome dos três envolvidos.

Na segunda etapa da investigação, ainda segundo o promotor, foi feita uma análise documental para saber como e quem de fato participou da fraude.

Nota. Em nota, a atual diretoria da Lifesa manifestou apoio ao Gaeco na Operação Ajuste na transparência de disponibilidade de informações e documentos.

“No que pese o curso das investigações, dos inquéritos, dos depoimentos e das evidências para que se tenha uma conclusão definitiva, entendemos que mediante os fatos até aqui apurados, houve uma séria lesão aos cofres públicos com postura totalmente equivocada em época anterior à atual gestão do Lifesa, com postura totalmente equivocada do então diretor-presidente deste laboratório, Aluísio Freitas de Almeida Jr”, disse a nota divulgada ontem.

Aline Martins /Correio da Paraiba