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Julian lamenta ser tachado de ‘traidor’ por eleitores mais emocionais e diz que fica no PSL com ou sem Bolsonaro

O deputado federal Julian Lemos, do PSL, ratificou, durante entrevista nesta segunda-feira (04) que permanecerá filiado ao partido, independentemente do destino partidário do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que ontem, domingo (03), declarou em entrevista ter 80% de chances de deixar a legenda.

“A declaração do presidente eu não tenho nem o que comentar, embora eu discorde. Eu acho que a melhor casa que ele poderia ficar é o PSL, porque tem 53 deputados que o respeitam, seguem a liderança política dele e votam com o governo 100%. Segundo a leitura que não só ele faz, como todos os outros deputados que dizem que nosso partido é o Brasil e que partido tanto faz, então porque é que vou sair desse se no outro vai ser a mesma coisa? Então eu vou ficar onde eu estou”, avisou.

Para o parlamentar, a divisão dentro da legenda é danosa, estúpida e sem propósito algum.

“Até agora eu já falei e repito. Essa divisão do PSL é a guerra mais estúpida, sem propósito e sem lógica que eu já ouvi falar. Essa é minha opinião, por isso que sempre defendi a união e a permanência dele e sou um camarada que hoje sou tratado até como traidor por alguns eleitores mais emocionais que não compreendem que eu prefiro juntar, para separar lá na frente, do que separar agora, porque na realidade ninguém vai a lugar nenhum dessa forma”, desabafou.

Nesta manhã o deputado Julian participou de reunião com os delegados e presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Policia da Paraíba (ADEPDEL), Esteferson Nogueira e enfatizou o alinhamento com os delegados de Policia Civil da Paraíba, para juntos, traçarem planos fortalecendo as forças de Segurança Pública da Paraíba.

 

PB Agora

 

 

Dores físicas e emocionais são ‘irmãs’

ratueira“Achei que ia fazer xixi e desmaiar. Não chorei porque não conseguia chorar. Foi quando a mulher enfiou o alicate lá no fim da unha. Foi uma dor rápida, mas bem forte, uma das piores que já senti”. Essa é a descrição da estudante de arquitetura Maria Luiza de Souza, 22, sobre sua experiência em uma podóloga para desencravar uma unha.

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“Você vai bater o carro e vai matar todo mundo”, avisou a mãe da jornalista Thaís Helena Amaral, 25, enquanto as duas corriam na estrada para tentar salvar Simba, o pet que ela tinha desde os 9 anos. Em vão: morreu no colo da mãe. “Chorei até dormir. Nos dias seguintes, via ele em todos os lugares. É uma dor que esmaga dentro do peito, como se tivesse levado um soco”, conta Thaís.

Os relatos de Maria Luiza e Thaís são diferentes. Um retrata uma dor física e outro uma dor emocional. No entanto, recentes pesquisas de neuroimagem mostram que ambas ativam as mesmas regiões cerebrais relacionadas a dor.

“Existe um paralelo entre esses dois tipos de sensação. A dor de quem leva o fora da namorada produz uma sensação análoga à dor de quem martela o dedo”, explica Daniel de Barros, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Um dos primeiros a demonstrar isso foi Ethan Kross, da Universidade de Michigan. Ele e seus colegas analisaram 21 homens e 19 mulheres que haviam sido dispensados pelo parceiro. Os voluntários passaram por testes de ressonância magnética durante duas tarefas: ao segurar um copo de café quente e ao olhar para fotos de seus antigos amores. As regiões do cérebro ativadas foram as mesmas. “Isso mostra que aquela história de dor na alma não é metáfora, é dor mesmo”, diz Barros.

Uma pode levar à outra, inclusive. Quem passa por traumas psicológicos pode desenvolver quadros depressivos, que aumentam o risco da pessoa ter outras doenças, como a fibromialgia, uma síndrome que provoca dores por todo o corpo.

Além disso, a mesma lesão pode causar reações diferentes conforme a situação. É o caso de um jogador de futebol quando se machuca no calor da partida e continua em campo. A adrenalina do jogo faz com que o atleta não sinta a dor como a sentiria em repouso. “A dor está no meio do caminho, numa interação constante entre mente, ambiente e corpo”, afirma Sander Fridman, psiquiatra do Centro Médico Adventista Silvestre, do Rio de Janeiro.

As duas dores, física e emocional, ainda compartilham algo intrínseco: a nocividade. “Elas sinalizam algo ameaçador, algo a ser evitado. É assim quando você pisa em um espinho, e é assim com um abatimento emocional grande. Você não deve continuar desse jeito, seja com o pé no espinho, seja com uma depressão prolongada”, explica Barros.

Estadão

Como problemas emocionais se transformam em doenças?

PROBLEMAS-EMOCIONAISA ideia de que fenômenos emocionais levam a alterações físicas é antiga. Em 1628, o anatomista inglês William Harvey (1578-1657) observou que todo mal-estar sentido na mente era direcionado para o coração. Hoje se sabe que o inconsciente interpreta e responde ao que chega ao cérebro por meio das terminações nervosas do corpo. É o que acontece quando levamos um susto, por exemplo.

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Contra uma possível ameaça, o cérebro dispara reações para enfrentá-la ou fugir dela. “O coração acelera os batimentos para redistribuir o sangue para os músculos correrem ou lutarem e para o cérebro processar com rapidez toda essa situação. É por isso também que, para oxigená-los, a respiração fica mais rápida. É o chamado estresse, que envolve o sistema nervoso, hormonal e imunológico”, explica Artur Zular, presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina.

Sem a fonte estressora, o corpo volta ao normal. Mas em caso de estresse permanente as coisas se complicam: os órgãos podem se esgotar, adoecer e o sistema imunológico tem sua ação inibida, facilitando o aparecimento de asma, alergias, gastrite, infecções e problemas cardíacos.

Fontes: Artur Zular, Presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina; Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp; e Sérgio Hércules, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática.

Como problemas emocionais se transformam em doenças?
(FOTO: INFORGRÁFICO | ERIKA ONODERA/EDITORA GLOBO)
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Masturbação em excesso e dificuldades emocionais podem levar à ejaculação retardada

Ter o controle da ejaculação pelo máximo de tempo possível em uma relação sexual é um objetivo masculino.  Quanto mais o homem conseguir adiar esse momento, maior a intensidade do orgasmo quando ele acontece. Mas o desejo nessa hora pode ganhar contornos de pesadelo quando ele demora demais para gozar durante a penetração ou só consegue chegar ao clímax com a masturbação. Essa disfunção recebe o nome de ejaculação retardada e pode acontecer em qualquer momento da vida. Mas, no geral, ocorre desde o início da vida sexual do homem.

“Esses homens normalmente têm boa performance, demoram durante a penetração, as parceiras gostam. Alguns fingem orgasmo e param a relação sem que a mulher perceba. E costumam nos procurar depois de viverem dez, 15 anos com o problema”, afirma Sidney Glina, urologista do Instituto H. Ellis, Chefe da Clínica Urológica do Hospital Ipiranga e professor livre docente da Faculdade de Medicina do ABC. O especialista acrescenta que um dos motivos que os impulsiona a tentar uma solução é a vontade de serem pais. “É comum esses homens procurarem ajuda quando casam e surge o desejo de ter filhos porque não conseguem ejacular durante a penetração”, fala Glina.

Quando os pacientes reclamam desses sintomas, os médicos primeiro descartam os problemas de origem orgânica. “Diabete, por exemplo, pode interferir diminuindo a sensibilidade no pênis e o estímulo elétrico que vai dessa região, passa pela coluna e chega até o cérebro. Nesse percurso pode ter algum tipo de alteração”, diz Lister Salgueiro, ginecologista e andrologista autor do livro Andropausa: Reposição Hormonal Masculina (Editora Roca). “A diminuição de testosterona, que pode ter mais de 60 causas, também pode causar a disfunção”, diz Salgueiro.

Por isso, é comum que a ejaculação retardada também aconteça depois do 50 anos por conta de diabete e andropausa, que é a queda natural da testosterona. Nesses casos, são pedidos exames hormonais e checado o reflexo peniano com eletromiografia, que testa o percurso do estímulo entre o pênis, coluna é cérebro para ver se não há nenhuma lesão.

Além disso, alguns medicamentos podem causar a disfunção. “Esses casos têm sido mais comuns porque as pessoas estão tomando muitos antidepressivos e um dos efeitos colaterais dessas substâncias é retardar a ejaculação”, comenta Sidney Glina. Lister Salgueiro acrescenta que calmantes e remédios para pressão alta também podem ter o mesmo efeito.

[LARGE]Técnicas ajudam a solucionar o problema[/LARGE]

Para a disfunção com origem em questões psicológicas é necessário fazer terapia com enfoque na sexualidade e com técnicas específicas.

“No tratamento, se investigam as possíveis causas, trabalhamos a formação de vínculos. Se especula as razões da insegurança e o medo da rejeição entre outros vários aspectos”, diz Jussania.

A psicóloga costuma indicar a “técnica da ponte”, feita durante o ato sexual para alguns pacientes. “Depois da penetração normal o homem retira o pênis, se masturba até próximo de chegar ao clímax e ejacula na vagina”.

Maria Claudia Lordello também indica exercícios para seus pacientes.

“Em casos em que o parceiro não consegue ejacular ao lado da parceira é pedido para que ela saia do ambiente para ele se masturbar sozinho. O próximo passo é ele se masturbar com ela ao lado, depois a mulher manipular o homem e, por último, gozar na vagina dela”.

[B]Questões psicológicas[/B]

Após eliminar a possibilidade de problemas físicos e o uso de medicamentos, o paciente é encaminhado para tratamento psicológico para investigar as causas. E uma delas pode ser a masturbação excessiva. “Ele se acostuma com aquele tipo de estimulo, pressiona o pênis com mais força e não vai encontrar essa pressão na vagina”, explica Maria Cláudia Lordello, coordenadora de Psicologia do Projeto Afrodite, o ambulatório de sexualidade da Unifesp. Segundo a especialista, masturbar-se mais de duas a três vezes por dia todos os dias já é considerado excesso e um indício para procurar um especialista.

“Se ele tem uma masturbação muito intensa, pode ter dificuldade de perceber a estimulação da vagina durante a relação sexual por uma menor intensidade de estímulo e isso dificultar a excitação e ejaculação”, afirma Cristina Romualdo, psicóloga e terapeuta sexual, autora do livro Masturbação (expressão e arte), mestre em Ciências da Saúde pela Unifesp e orientadora sexual do Instituto Kaplan.

Outro fator que, associado a essa prática em excesso, pode levar à ejaculação retardada é a dificuldade em lidar com pessoas com quem o homem se relaciona. “Alguns têm certa hostilidade e desconfiança emocional com relação ao sexo feminino, por exemplo. Não conseguem relaxar e se entregar para chegar ao orgasmo. A educação sexual muito rígida também pode gerar conflito e ansiedade com relação à sexualidade. Um homem solteiro, que se masturba em excesso e com problemas para interagir terá mais tendência a esse tipo de problema”, diz Maria Claudia.

Mas é possível que um homem tenha vida sexual saudável e desenvolva o problema em uma fase da vida como, por exemplo, após uma separação. “O simbólico de uma ejaculação intravaginal é a entrega, confiança. Dependendo de como se deu essa separação, se foi traumática, ele pode não querer se envolver. E nem sempre essa dificuldade de confiar é consciente”, comenta Jussania Oliveira, psicóloga, especialista em Sexualidade Humana e autora dos livros Relacionamento, Sexo e Ejaculação (Editora Iglu) e Ejaculação Precoce (Expressão & Arte). “Além de traumas, experiências negativas, iniciação sexual desastrosa e ansiedade podem desencadear a disfunção e ela aparecer em qualquer faixa etária”, fala Jussania.

Maria Claudia Lordello explica que o estresse também contribui para o problema. “Pode acontecer eventualmente um período de ejaculação retardada em momentos mais tensos que tende a acabar quando o período terminar”. Cristina Romualdo diz que é importante que a parceira seja compreensiva. Caso contrário, o homem vai sofrer ainda mais. “Ele fica mais ansioso, angustiado porque o sexo passa a ser cheio de expectativas e, geralmente, negativas. Vira uma bola de neve”.

Uol

Transtornos emocionais afastam professores das salas de aula


Histórias de transtornos emocionais entre os professores se repetem em todo o País. No Distrito Federal, do quadro de servidores públicos, cerca de 2% estão afastados por este motivo. No Rio de Janeiro, 7 mil dos 64 mil professores ativos não dão aula atualmente pelo mesmo diagnóstico. Os transtornos emocionais também podem ser chamados de comportamentais, de humor ou mentais. São doenças como estresse agudo, depressão, síndrome do pânico, síndrome de burnout – quando o profissional, motivado pela estafa, desenvolve relação apática com o ofício -, estresse pós-traumático, transtornos de ansiedade, entre outros. O problema, porém, não é mensurável. Não existem números nacionais do Ministério da Educação (MEC). Os dados são resultado de pesquisas realizadas em algumas secretarias de Educação do País ou universidades.

Sucateamento da esperança – Doutora no assunto, a psicóloga e professora da Universidade de São Paulo (USP) Renata Paparelli explica que o cenário atual é o grande responsável pelos problemas dos docentes. Segundo Renata, a escola hoje representa uma desestruturação de tudo o que o professor acredita. “A desvalorização do professor e do lugar de conhecimento, bem como as condições adversas, os baixos salários e uma jornada infinita de trabalho contribuem com as doenças”, analisa. As políticas públicas falhas da educação também corroboram para o desencantamento. “Hoje, os professores vivem um quadro de sucateamento da esperança”, diz.

Fonte: Diário de Penambuco
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