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Aprovação de projeto que torna Instituto Casa Azul em utilidade pública gera emoção durante sessão na Câmara de Solânea

A sessão da Câmara Municipal de Solânea teve um contexto diferente na última terça-feira (24). Isso porque um projeto à parte chamou a atenção tanto dos vereadores, como também da comunidade solanense que se fez presente na Casa Antônio Melo.

Com a presença dos membros do instituto, a Câmara foi tomada pela emoção dos presentes. Agora, com o reconhecimento de utilidade pública, a Casa Azul fica apta a firmar convênios com órgãos públicos.

O vereador e autor do Projeto de Lei, Flávio Evaristo, se emocionou quando usou a tribuna para falar da importância do instituto para os solanenses. Durante sua fala também mencionou a solidariedade de muitos empresários para construção da sede do instituto. “Não tem como falar do Instituto Casa Azul e não se emocionar, isso inicialmente pela solidariedade de muitos solanenses em ajudar esse instituto e pela dedicação e compromisso dos voluntários, e o mais importante, por saber que com a Casa Azul, as crianças do nosso município estarão bem cuidadas”, relatou em tom de emoção o vereador Flávio.

O instituto Casa Azul de Solânea tem finalidade de promover assistência psicológica, médica e pedagógica para crianças com autismo.

A sessão da Câmara ainda teve a aprovação do Projeto de Lei do Poder Executivo que autoriza a gestão pública a realizar a doação no valor de R$ 1.000,00 ao hospital Napoleão Laurentino, o que faz o município de Solânea se juntar a tantos outros no apoio ao hospital.

Também com a presença de vários membros do grupo Help, foi aprovado o Projeto de Lei que reconhece a atividade dos Bombeiros Civis de Solânea para realização de eventos no município e fiscalização por parte dos mesmos em locais públicos ou privados da cidade.

Ascom-CMS

 

 

Emoção: universitária Maria Helena é sepultada na tarde deste domingo em Serra Branca-PB

universitariaFoi enterrada na tarde deste domingo (09) a estudante do curso de Odontologia, Maria Helena Antonino Almeida, de 18 anos. Ela estava internada no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa após ser atropelada por motociclista na PB-111 em Araruna, Curimataú da Paraíba, na última quinta-feira (6).

Maria Helena, ficou gravemente ferida, após um acidente na PB-111, na quinta-feira (6), em Araruna, quando um motociclista teria perdido o controle do veículo ao ser atingido por um carro e bateu contra a estudante, que caminhava na margem da rodovia. Uma professora do curso de odontologia realizou os primeiros socorros, depois a vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e encaminhada para o hospital, na capital do estado.

Alunos e professores do Campus VIII participaram do sepultamento da estudante.

midiapb

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Daniel Dias é ouro e leva 16ª medalha: “Nunca senti uma emoção dessa”

A 16ª medalha paralímpica de Daniel Dias e a primeira da natação brasileira nos Jogos Rio 2016 veio de um jeito especial. Depois de somar 15 pódios em Londres 2012 e Pequim 2008, o nadador de Campinas teve a chance de conquistar seu 11º ouro competindo em casa. O maior nome da natação paralímpica do país venceu com sobras – uma diferença de pouco mais de 11s – a final dos 200m livre (categoria S5), nesta quinta-feira, conquistando o tricampeonato. O astro de 28 anos, que levantou a torcida no Estádio Aquático, ainda disputa outras oito provas ao longo da competição, com chance de chegar a incrível marca de 24 medalhas.

– Nunca senti uma emoção dessa. Meu coração explodiu, achei que fosse sair pela minha garganta, pular para fora. Foi fantástico, foi incrível, foi um momento único – comemorou Daniel.

Daniel Dias vence os 200m livre S5 (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias levanta o braço direito e comemora, dentro d´água a vitória (Foto: André Durão)

O altíssimo barulho da torcida antes da largada não tirou a concentração de Daniel Dias. Os gritos, na verdade, serviram de combustível para o brasileiro acelerar desde os primeiros metros. Sem dar chances a qualquer adversário, o multicampeão dominou a prova do início ao fim e bateu em primeiro com tranquilidade, em 2m27s88. Campeão em Pequim 2008 e Londres 2012, o atual recordista mundial conquistou o tricampeonato da prova com a vitória na estreia no Rio.

– Foi como eu sonhava, como esperava, e até maior, com todo esse apoio, com todo essa torcida, tendo a minha família… Eu sempre disse que era um sonho ter um filho me acompanhando, e Deus me agraciou com dois. Ter esse apoio a mais é espetacular. Saio satisfeito. Claro que a gente estava atrás desse recorde mundial, mas cheguei exausto e sei que dei o meu melhor para hoje. E estou ainda mais satisfeito com essa apoio da torcida, com esse incentivo. Não tem preço. É um momento único que a gente está vivendo. Temos que desfrutar de tudo isso com muita alegra, nos divertir quando a gente cair na piscina.

Descrição da imagem: Daniel Dias sorri no pódio dos 200m (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias sorri no pódio dos 200m (Foto: André Durão)

Maior medalhista em Paralimpíadas da história do Brasil, Daniel Dias disputará, além dos 200m livre S5, outras cinco provas individuais na Rio 2016 e é candidato a subir ao pódio em todas elas: 50m livre, 100m livre, 50m borboleta e 50m costas da classe S5, além dos 100m peito SB4. O brasileiro, que nasceu com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita, ainda disputa os revezamentos 4x50m livre misto 20 pontos, 4x100m livre masculino 34 pontos e 4x100m medley masculino 34 pontos.

Caso conquiste medalhas em todas as nove provas, o fenômeno de 28 anos alcançará a incrível marca de 24 medalhas paralímpicas, ultrapassando o atual recordista da natação masculina, o australiano Matthew Cowdrey, que tem 23 e não disputa os Jogos do Rio.

Confira os tempos dos medalhistas:

1) Daniel Dias – ouro – 2m27s88
2) Roy Perkins – prata – 2m38s56
3) Andrew Mullen – bronze – 2m40s65

Daniel Dias vence os 200m livre S5 (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias nada na prova de 200m livre na Rio 2016(Foto: André Durão)
Globoesporte.com

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Na reta final: guias de Cássio e Ricardo trocam acusações e apelam para emoção do eleitor

ricardo-e-cassioFaltam 15 dias para as eleições de 2014, os guias eleitorais dos dois principais candidatos ao Governo da Paraíba resolveram aumentar a dramaticidade das narrativas. O candidato do PSB, Ricardo Coutinho e o do PSDB Cássio Cunha Lima trouxeram para seus guias, denúncias graves e trocaram acusações.

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Coutinho denunciou Cássio de negligência com a barragem Camará, que em junho de 2004 rompeu e matou cinco pessoas, deixando milhares de desabrigados em Alagoa Grande e mais quatro cidades da região. Enquanto isso, Cássio levou ao guia, o relato emocionado de uma servidora pública portadora de Câncer e demitida na gestão de Ricardo.

O socialista responsabilizou Cássio pela falta de manutenção e por negligência, já que o então governador havia sido alertado sobre a possibilidade de rompimento da barragem e colocou ainda que o primeiro governo a tomar uma providência foi o seu, em 2011.

Além da reconstrução da barragem, Coutinho também comentou que está construindo um sistema adutor para levar água às casas dos moradores dos municípios da região do Brejo.

No programa de Cássio, o apelo emocional foi devido ao relato de uma servidora portadora de câncer que foi demitida. O tucano ainda reclama que Ricardo contrariou uma promessa expressa no guia eleitoral de 2010, de que não iria perseguir servidores públicos.

Cássio esmiuçou a história da servidora afirmando que ela foi afastada sumariamente sem qualquer processo administrativo instaurado.

paraiba.com.br

Emoção marca cerimônia de posse de prefeito, vice-prefeito e vereadores de Bananeiras

O prefeito eleito em Bananeiras, Douglas Lucena (PPS), nas eleições municipais 2012, seu vice Matheus Bezerra e os 11 vereadores eleitos, foram empossados no início da noite dessa terça-feira (1º).

Público lota Ginásio de Esportes

O vereador mais bem votado de Bananeiras, Ramom Moreira (DEM), foi eleito presidente da Câmara Municipal, com 9 votos a favor e dois contra, Gilson do Taboleiro e Aline de Merces.

Juramento dos vereadores

A solenidade ocorreu no Ginásio de Esportes de Bananeiras, com a presença de autoridades como a prefeita Marta Ramalho, o presidente da FAC, Ramalho Leite,  a secretária de educação do estado da Paraíba, Marcia Lucena, representando o governador Ricardo Coutinho, o presidente da Câmara, recém-empossado, Ramom Moreira, o pároco da Igreja Matriz, Pe. Pedro, o diácono da Primeira Igreja Batista, José Luiz dos Santos, representando as igrejas evangélicas, o ex-deputado Afrânio Bezerra, presidente do PMDB, Adriano Bezerra, professor Iveraldo Lucena e  vereadores.

A ex-prefeita Marta Ramalho fez seu discurso de despedida e se emocionou ao relatar sua vitoriosa trajetória política ao longo de seus oito anos de mandato.

Ao falar sobre o desenvolvimento social e do trabalho realizado com as crianças do PETI e do Projovem em Bananeiras, a ex-prefeita se emocionou após dizer: “Minha alegria é muito mais de mãe do que de gestora, vou às lágrimas quando assisto crianças…” Nesse momento sua fala foi interrompida pelas lágrimas de emoção e da certeza do dever cumprido, pois foram mais de mil crianças e adolescentes assistidas e beneficiadas por estes projetos.

O ex-deputado Ramalho Leite utilizou a tribuna para revelar um sonho que tanto queria que se realizasse antes de partir desta vida, que era exatamente unir o mesmo grupo político da família Ramalho e Bezerra novamente, já que o mesmo ajudou a dividir. “Fui eu que dividi então eu queria, antes de morrer, unir de novo, e consegui em parte tudo isso, porque está aí o Matheus, filho de Adriano Bezerra”, relatou Ramalho Leite.

O vice-prefeito Matheus Bezerra, em sua palavra, frisou que pretende pautar a sua atuação na base do diálogo, ajudando o prefeito Douglas Lucena quando for preciso e auxiliando naquilo que for necessário, sendo um mediador entre a administração e a população, buscando sempre o bom senso e o que for preciso.

Na oportunidade, Douglas Lucena agradeceu e retribuiu a confiança recebida pelo povo de Bananeiras e enfatizou: “Vou governar para todos, mas se for para acabar com os privilégios de poucos para ser justo com a maioria, que ninguém duvide, estarei ao lado dos que mais precisam”, ao proferir essas palavras o prefeito foi bastante aplaudido.

Fez agradecimentos ainda ao apoio inconteste de Ramalho Leite e da Prefeita Marta Ramalho, que lhe confiou à continuação de sua obra administrativa.

O prefeito destacou a Educação, a Saúde e o Desenvolvimento Social como prioridade de seu governo, reintegrando e confirmando seu compromisso com o mecanismo único de avanço e transformação que é o aperfeiçoamento da educação.

“Somente a melhoria da qualificação de nosso sistema educacional pode fazer com que uma sociedade tenha conhecimentos sólidos, constantes e assim conclamo todos os que fazem a educação do município e do estado também e a própria sociedade para que possamos progredir, avançar e educar nosso povo garantindo o nosso próprio futuro”,  disse o prefeito Douglas Lucena.

Também falou sobre o turismo e disse que vai continuar sendo uma das prioridades, “Essa alternativa econômica encontrada pela prefeita Marta e pelos investidores privados não pode ser dispensada e temos que estruturar o nosso município ainda mais”.

Muito emocionado e com lágrimas nos olhos o prefeito Douglas Lucena agradeceu a todos, em especial a sua família e concluiu citando uma frase do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes: “O que é possível e o que não é possível ser feito, para que o possível seja feito logo e para o que não é possível seja construído junto com o povo.” E deixou a tribuna bastante ovacionado pelo público que lotava o ginásio de esportes “O Ramalhão”.

Créditos das Fotos: Andeverton Vitorino

Bananeiras Online

Mães relatam ‘emoção’ do parto humanizado e fora dos hospitais

Observando a mãe Débora e a recem-nascida Carolina, a obstetra Sylvia Maria Furquin orgulha-se do trabalho na Casa Ângela (Foto: Gerardo Lazzari/RBA)

Luz suave, ambiente tranquilo, recepção aconchegante. Nas paredes, fotos de mães sorridentes, crianças confortadas, pais felizes. O ar é agradável e nem de longe carrega o odor característico dos hospitais. Atenciosas, as atendentes, enfermeiras e obstetras, respondem aos questionamentos de mães e pais, ansiosos com o momento que se aproxima, além de organizarem oficinas que explicam desde os processos do parto até como fazer papinhas. A Casa Ângela, centro de parto natural, localizado no Jardim São Luiz, região sul da capital, cumpre o ideal de proporcionar às mães um ambiente familiar em um momento tão importante: o nascimento de uma criança.[bb]

A atriz Débora Torres estava deitada, um tanto cansada, mas tranquila e sorridente. Ao seu lado, a pequena Carolina, nascida há apenas duas horas, dormia enrolada em um cobertorzinho amarelo, com luvas e touquinha brancas e rosa. “Foi maravilhoso. Meu companheiro ficou comigo todo o tempo, eu caminhei, fiquei na banheira, recebi massagens. Sempre acompanhada por uma obstetriz. Me senti em casa e o processo foi maravilhoso. Tive duas filhas em hospitais antes, mas sentia que era muito invasivo o processo. Agora não troco a casa de parto por nenhum hospital, nem particular”, contou, emocionada.

A enfermeira obstetra Sylvia Maria Furquin, que acompanhou o nascimento de Carolina, estava radiante. “Sinto que ela me escolheu. A Débora veio aqui alguns dias atrás e eu disse, brincando, que eu ia fazer o parto. Ela chegou na madrugada, mas a bolsa só rompeu depois que eu assumi o plantão. Cada criança que nasce aqui é um pouco nosso filho também, cada dia é uma emoção”, conta Sylvia.

A Casa Ângela, batizada em homenagem à parteira Ângela Gehrke, que veio da Alemanha em 1983 para se dedicar ao acompanhamento da gravidez, do parto e do pós-parto de mulheres pobres, na região do Jardim São Luiz, zona Sul de São Paulo, é mantida pela organização não governamental Associação Comunitária Monte Azul, com apoio de parceiros internacionais. A casa foi fundada em 1997, mas Ângela adoeceu no ano seguinte, voltando à Alemanha, onde morreu, em 2000. A unidade fechou em 1999. O projeto foi retomado em 2003, mas a casa só ficou pronta em 2008. Reabriu parcialmente em março de 2009, com os primeiros atendimentos de pré-natal e pós parto, e passou a realizar partos em fevereiro de 2012.

Diversas tentativas de estabelecimento de convênios com a prefeitura de São Paulo foram realizadas. Todas sem sucesso. Com isso a Casa Ângela passou a adotar um sistema em que as mulheres que moram em outras regiões da cidade e que têm condições de pagar pelo parto custeiam os trabalhos para aquelas que moram no entorno da casa e não podem pagar pelo procedimento. Aliada ao já citado apoio internacional, a casa tem conseguido manter a equipe de seis enfermeiras obstetras, uma especialista em pré-natal, uma psicóloga, uma fisioterapeuta, cinco técnicas e uma auxiliar de enfermagem, além dos profissionais administrativos e de serviços gerais.

As consultas de pré-natal são caracterizadas por conversas sobre diversos temas e não apenas questões técnicas como pesagem (Foto: Gerardo Lazzari/RBA)

A casa conta com quatro quartos para parto, sendo dois com banheira, com todos os equipamentos para o trabalho de parto, como banquetas para parto de cócoras, barras de apoio, bolas e chuveiro. Além disso, tem oito leitos pós-parto, sala para recém-nascido com incubadora e berço térmico, além dos procedimentos básicos de pesagem, limpeza e exames. A casa não aplica vacinas, por não possuir licença do Ministério da Saúde. Dentre suas atividades, a casa realiza oficinas de brinquedos e de papinhas, orientação para amamentação, cursos de orientação sobre parto e pós-parto para a gestante e seus familiares, entre outras ações.[bb]

Mesmo com a problemática para atuação, a professora de português Juliana Santos é só elogios à atuação das profissionais. “Eu queria viver o parto e não lidar como um acontecimento em si. Fiz o pré-natal em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e na Casa Ângela. Na primeira era só peso, medida, ‘tudo bem?’ e tchau. A única vez que o médico olhou mesmo para mim foi quando eu disse que queria parir na casa de parto, que ele achou absurdo. Na Casa Ângela fazia-se isso, e também conversávamos sobre o cotidiano, as sensações, o relacionamento durante a gravidez, além dos encontros em que aprendemos a fazer brinquedos, papinhas. Isso contribui muito para essa nova identidade que teremos, porque a maternidade muda muito a gente”, destaca Juliana.

A professora não pôde ter o parto da filha Isis na Casa Ângela porque o local ainda não contava com autorização. Então procurou a Casa de Parto de Sapopemba, no bairro São Lucas, zona leste da capital, ligado à rede do Sistema Único de Saúde (SUS). “Fui muito bem acolhida. Tive liberdade para decidir como fazer o parto, que foi de cócoras. O tempo todo houve uma preocupação em me deixar à vontade, saber se queria comer, caminhar, ficar na banheira. Meu marido ficou todo o tempo comigo. Ao nascer, a Isis ficou nos meus braços e nós cantamos para ela por cerca de 15 minutos”, conta, sorridente e com os olhos marejados. Doze horas depois do parto ela já estava em casa.

Na Casa de Parto de Sapopemba o acompanhamento pré-natal se inicia na 37ª semana. A gestante deve fazer o pré-natal completo em uma UBS e, se não houver nenhum fator de risco, faz o acompanhamento final, com seis consultas em média, e o parto na Casa. A unidade possui dois quartos para parto com banheira, cinco leitos pós-parto, sala para recém-nascido com incubadora e berço térmico, além dos procedimentos básicos de pesagem, limpeza, exames e vacinas. Poderia realizar, com essa estrutura, cerca de 60 partos por mês.

Como a RBA não obteve autorização da Secretaria Municipal de Saúde para visitar a Casa, que é pública, sendo informada, inclusive, que a secretaria não coloca à disposição qualquer informação estatística, nossa reportagem fez uma visita à unidade, sem se identificar como jornalista, com o objetivo de observar o atendimento que recebem as pessoas que buscam a casa, bem como sua condição estrutural.

Alessandra Gomes recomenda a Casa de Parto de Sapopemba, onde teve sua filha Ana, a todas as amigas (Foto: Gerardo Lazzari/RBA)

A monitora de transporte escolar Alessandra Gomes, que mora bem em frente à Casa de Parto de Sapopemba, teve aqui a segunda filha, Ana Clara, hoje com cinco anos. Ela conta que muitas amigas dela tiveram filhos na Casa, além de uma irmã e uma cunhada. Nenhuma teve problemas. “Eu queria ter tido o meu primeiro filho aqui também, mas por conta da asma eles me encaminharam ao hospital da Vila Alpina. O nascimento da Ana foi maravilhoso, as enfermeiras são atenciosas, eu fiz exercícios com bola, fiquei na banheira. Depois dos cuidados normais, nós dormimos abraçadas. Pouco tempo após o parto eu já estava recuperada. Se eu tiver outro filho, com certeza será aqui”, exalta-se Alessandra.

A chef de cozinha Reila Miranda, que teve a filha Maria, de um ano e meio, também em Sapopemba, iniciou um movimento para defender a Casa, organizando rodas de conversa sobre parto humanizado. “Comecei a fazer isso porque a Casa não pode se promover, a procura vem caindo. E com isso vai se justificar o fechamento por falta de procura. É uma forma de exclusão, porque as mulheres mais pobres não têm acesso a esse tipo de informação, mas a classe média cada vez mais procura esse tipo de parto, a preços altos. E aqui temos o serviço público, de excelência, humanizado e respeitoso, que querem impedir de acontecer”, afirma Reila.

Reila fez um convênio médico, depois de esperar três meses por um ultrassom na rede pública. Mas também não se sentiu acolhida no pré-natal particular. “Nunca recebi uma orientação sobre amamentação, uma conversa sobre as mudanças que eu estava vivendo. Na casa, fui bem atendida desde o primeiro momento, fui ouvida e respeitada, sou muito grata pelo carinho das profissionais. Esse trabalho precisa ser expandido”, diz a chef, referindo-se ao fato de que as casas de parto nunca foram expandidas e há uma ocultação de informações sobre parto natural na rede pública de saúde.

Para presidenta da Associação Brasileira de Obstetrizes do Estado de São Paulo, Ruth Osava, o motivo de satisfação da mães está na própria dinâmica do parto natural. “O parto natural é feito sob diversos cuidados que contribuem para o desenvolvimento do bebê, da mãe e o fortalecimento do vínculo entre os dois. A criança é muito maltratada pelo processo da cesariana, pelos medicamentos, pela retirada forçada do útero. O trabalho de parto natural prepara o bebê para a vida, é o primeiro estímulo de sobrevivência e as mães percebem a importância disso”, define Ruth.

redebrasilatual

Em jogão, Galo bate Flu com show de R49 e dá emoção ao Brasileiro

Era o jogo mais esperado deste Campeonato Brasileiro. O Atlético-MG de Cuca, vice-líder, sob a batuta em campo de Ronaldinho Gaúcho, tentava em casa,  no estádio Independência, diminuir a vantagem de nove pontos do líder, o Fluminense de Abel Braga e do artilheiro Fred, o time da moda da competição. E foi uma “final” daquelas, com todos os ingredientes de jogão. Polêmica de arbitragem, após o gol de falta anulado de Ronaldinho Gaúcho. Inesperada vantagem no placar para o Flu, totalmente dominado mas contando com o oportunismo de Wellington Nem. Virada do Galo com atuação brilhante do trio Ronaldinho-Bernard-Jô, este último autor dos dois gols. Brilho, especialmente, do goleiro Diego Cavalieri e de Fred, que empatou a partida no seu centésimo gol com a camisa tricolor. E, mais uma vez, a presença de um craque para decidir. R49, decisivo em dois dos três gols, centrou na medida para o zagueiro Leonardo Silva dar a vitória por 3 a 2 aos 47 minutos do segundo tempo.

A vitória emocionante diante de 20.096 pagantes – que proporcionaram renda de R$ 736. 265 – foi fundamental para o Galo, agora com 63 pontos, se manter na luta pelo seu segundo título brasileiro.  Neste domingo, não há torcedor do Atlético que não esteja comemorando como se fosse um título, apesar dos seis pontos de desvantagem para o líder. Mas o triunfo é daqueles que dão mais moral para as rodadas seguintes. O time volta a campo na quarta-feira dia 31, quando enfrentará, também no estádio Independência, outro grande rival, o Flamengo.

Ao time tricolor, que se manteve-se com 69 pontos, resta manter a vantagem. Na próxima rodada, a 33ª, o líder do campeonato receberá o Coritiba, quinta-feira, no Engenhão. Na véspera, já saberá se o vice-colocado, que enfrentará em casa o Flamengo, vai encostar mais na pontuação. Nas rodadas seguintes, o Tricolor terá pela frente o São Paulo (F), o Palmeiras (F), o Cruzeiro (C), o Sport (F) e o Vasco, no Engenhão, na última rodada. A sequência do Galo será, após a equipe rubro-negra, Coritiba (F), Vasco (F), Atlético-GO (C), Botafogo (F) e o clássico contra o maior rival, o Cruzeiro, no último confronto da competição, no Independência.

Jô e Ronaldinho gol Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)Bernard (de costas), Jô (de frente) e Ronaldinho: trio se destaca na vitória por 3 a 2 sobre o Fluminense, no estádio Independência (Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)

Domínio do Galo

Réver era dúvida. Mas estava em campo. Bernard também era problema. Mas estava em campo. O Galo entrou quase completo. O Flu tinha Diguinho no lugar de Jean, suspenso. E a partida começou numa velocidade digna do que vêm apresentando os times no campeonato. Os dois correndo com dentes trincados. Com forte marcação na defesa e rapidez do meio-campo para o ataque, o Galo, que precisava muito mais da vitória, tratou de tomar a iniciativa na “rinha” do Independência.

Acabou superior em toda a primeira etapa. A forte marcação sobre Deco e Thiago Neves surtiu efeito. Com os dois meias bem marcados, foram raros os momentos em que Fred e Wellington Nem dominaram em condições de puxar o contra-ataque. Ainda por cima, o Galo aproveitava o meio-campo bem posicionado para fazer a bola chegar mais rápido ao ataque.

A senha do técnico Cuca era explorar o lado esquerdo, que tinha na dupla Ronaldinho-Bernard velocidade e inspiração. Nos 10 primeiros minutos, foram duas boas chances. O torcedor atleticano ficou no quase.  Primeiro, Leandro Donizete partiu de trás e tabelou com Ronaldinho. Recebeu na medida, matou no peito e bateu pelo alto, rente ao travessão. Depois, Bernard arrancou e centrou para Jô emendar. Foi a primeira boa defesa de Diego Cavalieri, que deu um tapinha para escanteio.

Na tentativa de conter o ímpeto atleticano. o Flu tratou logo de botar mais a bola no chão. E tinha jogador de sobra pra isso. Mas Thiago Neves era bem contido do lado direito. Deco, sempre que recebia, tinha ora Pierre ora Leandro Donizete e até Guilherme em sua cola. A tentativa de avançar com Carlinhos pela esquerda tinha bloqueio eficiente de Marcos Rocha. Ou seja: o contra-ataque tricolor não funcionava.

Gol anulado

Com 15 minutos, Guilherme já desperdiçava para fora a terceira oportunidade do Galo. Mas nada, absolutamente nada, irritou mais o torcedor atleticano do que o lance mais discutido da partida, que promete ser assunto de mesa de bar durante toda a semana. Aos 20 minutos, Ronaldinho Gaúcho, que já voava na partida, ajeitou a bola para cobrar falta pelo lado esquerdo do ataque. No minuto seguinte, a cobrança foi impecável, à direita de Diego Cavalieri, sem defesa. Mas nada valeu: o árbitro Jailson Macedo Freitas anulou o lance. Para ele, o zagueiro Leonardo Silva empurrou a barreira tricolor.

A partir daí, os gritos de “Vergonha!” tomaram conta do Independência – antes da partida, um protesto dos torcedores atleticanos contra as últimas arbitragens já fora contido pela PM. Reclamações à parte, a bola continuou rolando, e o Galo manteve a superioridade.

Gum e Digão tinham, como há muito não se via, excessivo trabalho na defesa. Com o lateral Bruno completamente dominado pelo lado direito, Bernard e Ronaldinho tramavam bem as jogadas. Jõ fazia bem o papel de pivô. Em outro bom lance, Bernard recebeu pela esquerda e bateu rasteiro. Cavalieri salvou em outra grande defesa. No rebote, Jô cabeceou, mas Gum mergulhou para tirar a bola da área.

Cavalieri e trave

Àquela altura, Diguinho tentava conter Ronaldinho, mas em vão. O craque atleticano já exibia o seu melhor repertório: deu elástico, depois drible, e deixou o marcador no chão. O Flu tentava responder. Na única jogada perigosa no primeiro tempo, Wellington Nem chegou a tirar da jogada o goleiro Victor, mas perdeu o ângulo e desperdiçou o lance.

O Galo insistia. Mas a estrela do goleiro Diego Cavalieri seguia a brilhar. Primeiro, fez outra grande defesa em tiro de Marcos Rocha, pela direita. Depois, recebeu a boa e velha ajuda da trave. Ora no chute de Bernard, ora no de Jô, que ainda resvalou em Gum. Isso aos 44 e 45 minutos. O único tiro a gol da equipe tricolor foi uma falta para fora de Thiago Neves, já nos acréscimos, sem perigo. A sorte acompanhava o grande goleiro e o time tricolor, que saiu no lucro com o 0 a 0 dos primeiros 45 minutos.

Gols e emoção

O segundo tempo do até então empate sem gols que tinha nas finalizações o incrível placar de 17 chutes do Galo contra apenas um dos tricolores lembrava, no décimo minuto, a boa e velha lição do futebol. A de que para vencer não bastava ser o melhor, e sim aproveitar bem a chance Foi o que fez o Fluminense. Na segunda bola para o gol atleticano, não perdoou. O contra-ataque tricolor, enfim, funcionou.  Bruno iniciou a jogada pela direita. Mas o grande garçom foi Fred. Rolou na medida para o sempre veloz Wellington Nem, que bateu de canhota: 1 a 0 Fluminense.

O gol foi uma ducha para o Galo e sua torcida. Mas o time não desistiu. Nem depois de outra bola na trave, de Leandro Donizete, de fora da área. Já com Neto Berola, bem mais veloz, no lugar de Guilherme, buscou e conseguiu o empate. E foi numa arrancada de Ronaldinho. Pelo meio, ele tocou para Jô desferir o chute inapelável, sem defesa para Cavalieri, aos 23 minutos: o estádio Independência até tremeu.

Abel Braga sabia que precisava mexer. Tirou Thiago Neves e Deco, apagados, e botou Rafael Sóbis e Vágner. Mas nem isso adiantou. O dia parecia do trio Ronaldinho-Bernard-Jô. E foi exatamente nessa ordem que nasceu e morreu na rede tricolor o gol da virada atleticana. Sempre pelo lado esquerdo de ataque. R49 tocou para Bernard, que arrancou e centrou na medida para Jõ, de cabeça, escorar sem defesa para Cavalieri, aos 36 minutos

A vibração do Galo durou pouco. Três minutos depois, Carlinhos conseguiu sua primeira boa jogada pela esquerda. o centro foi parar nos pés de quem não perde. Fred mandou para as redes pela centésima vez com a camisa tricolor. E parecia deixar o Flu mais perto do tetra.

Mas o Galo tinha Ronaldinho em estado de graça. Aos 47, ele centrou na área como se fosse com a mão. Na medida para a cabeçada certeira de Leonardo Silva, que antes já tentara o gol em uma arrancada. O torcedor do Galo parecia não acreditar. Saiu do Independência cheio de esperança. Mas o Flu continua com boa vantagem. O Brasilleirão promete muito mais emoção nas seis rodadas finais.

Globoesporte.com

Emoção marca a posse dos integrantes da Comissão da Verdade

Presidência da República

A presidente Dilma chorou ao encerrar seu discurso, quando fez o convite a todos os brasileiros, “para que acreditemos que o Brasil não pode se furtar a conhecer a totalidade da sua história”.

“A ignorância não pacifica, mantém latentes mágoas e rancores. A desinformação não ajuda a apaziguar, apenas facilita o trânsito da intolerância. A sombra e a mentira não são capazes de promover a concórdia. O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e, sobretudo, merecem a verdade aqueles que perderam amigos e parentes e continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia”, disse a Presidente Dilma, arrancando aplausos demorados da plateia, enquanto se recompunha das lágrimas.

E, ainda com a voz embargada, ela concluiu dizendo que “Se existem filhos sem pais, pais sem túmulos e túmulos sem corpos, nunca pode existir uma história sem voz e quem dá voz a história são homens e mulheres livres, que não tem medo de escrevê-la. Galileu Galilei dizia que a verdade é filha do tempo e não da autoridade , eu acrescentaria a força pode esconder a verdade, a tirania pode impedi-la de circular livremente, o medo pode adiá-la, mas o tempo acaba por trazê-la à luz. Hoje esse tempo chegou”, afirmou a Presidente.

Após a assinatura da posse de todos os sete membros, o locutor declarou oficialmente instalada a Comissão da Verdade. O público aplaudiu de pé. Os integrantes são José Carlos Dias, Gilson Dipp, Rosa Maria Cardoso da Cunha, Claudio Fonteles, Paulo Sérgio Pinheiro, Maria Rita Kehl e José Paulo Cavalcanti Filho.

Força do “Nunca Mais”

José Carlos Dias, que falou em nome da Comissão da Verdade, admitiu que “a Comissão da Verdade no Brasil se instalou depois de muitos anos, mas a democracia que hoje desfrutamos foi resultado da eleição de três perseguidos políticos – um sociólogo, um operário e uma estudante”, citando os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef e ignorando os outros dois ex-presidente presentes – José Sarney e Fernando Collor.

“Comprometemos perante a história que o nosso trabalho terá a força do Nunca Mais”, disse Dias, ao encerrar sua fala, em que destacou a importância de todo o trabalho já realizado pelos militantes de direitos humanos e familiares de vítimas da ditadura para o trabalho da Comissão, a começar pelo livro Tortura Nunca Mais.

“Muitos outros trabalhos elaborados vão contribuir para o desenvolvimento da nossa missão”, disse, acrescentando que “a Comissão de Anistia, sem caráter de revanchismo ou apedrejamento, deve revelar a história, com os olhos projetados para o futuro, na esperança que a democracia brasileira jamais volte a ser violentada”.

Ele disse ainda que a Comissão da Verdade deve desvendar os dados de cruezas e brutalidades tal como se deram – as mortes, torturas e desaparecimentos, na maioria de jovens que como a Senhora Presidente, que contestaram a ditadura. “E que não se justifica os atos praticados pelos dirigentes estatais, por que o poder do Estado só deve se estabelecer na forma do direito”, explicou.

Contribuição de todos

A Presidente Dilma, ao contrário de José Carlos Dias, fez questão de destacar a contribuições de todos os ex-presidentes, citando inclusive Tancredo Neves e Itamar Franco. E iniciou sua fala, citando o Senhor Diretas: Ulisses Guimarães, que dizia “a verdade não desaparece quando é eliminada a opinião dos que divergem”.

“Nas sombras fomos privados da verdade, mas não é justo que vivamos apartados dela a luz do dia. Na democracia, a verdade, a memória e a história devem vir à superfície e se tornem conhecida sobretudo pelas novas gerações”, afirmou a Presidente.

E continuou: “A nação vem trilhando o caminho da democracia , mas tem encontro marcado consigo mesmo. Essa é uma iniciativa do estado Brasileiro e não de governo. Por isso, me alegra estar acompanhada por todos os presidentes que me antecederam nesses 28 benditos anos de regime democrático”. Nesse momento, a Presidente foi interrompida pelos aplausos, como ocorreu muitas outras vezes durante o seu discurso.

“Cada um de nós aqui presente é igualmente responsável por esse momento histórico de celebração. Cada um de nós deu a sua contribuição para esse marco civilizatório à Comissão da Verdade. Esse é o ponto culminante iniciado nas luta do povo brasileiro, pela liberdade, pela anistia, eleições diretas, constituinte, estabilidade econômica e crescimento com inclusão social. Construído passo a passo por cada um dos governos eleitos após a redemocratização”, analisou.

Sem ódios ou revanchismo

A Presidente Dilma disser ainda que “escolhi um grupo plural de cidadãs, sensatos e ponderados, preocupados com a justiça e o equilíbrio e capazes de entender a dimensão do trabalho que vão executar, sem interferências do governo, mas com todo o apoio que necessitarem”.

“Da mesma maneira que enalteço e homenageio todos os que lutaram bravamente contra os atos de truculência do Estado, reconheço pactos políticos que nos levaram a redemocratização”, afirmou a Presidente Dilma, em seu discurso, onde destacou ainda que “não nos move o revanchismo, o ódio ou o desejo de rescrever a história de modo diferente, mas conhecê-la sem ocultamentos, sem camuflagens, sem veto e sem proibições”.

Américo Inacalcaterra, representante regional do Alto Comissionado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), foi o primeiro a falar na solenidade. Ele ofereceu apoio para o trabalho da Comissão da Verdade e lembrou que esse trabalho vai ajudar na reconciliação do Brasil com o seu passado e consolidar a democracia no país.

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