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Hernane broca em possível festa de despedida, e Fla bate Emelec: 3 a 1

hernaneNoite perfeita. Hernane brocou em sua festa – de despedida ou não – que teve Elano como maestro, fundamental nos dois primeiros gols, e um incansável Everton. O três jogadors fizeram os gols da vitória por 3 a 1 do Flamengo sobre o Emelec, em jogo da segunda rodada do Grupo 7 da Taça Libertadores. O argentino Escalada, ex-Botafogo, descontou no fim. Os gritos de “Ôoo, fica, Hernane!”, que ecoaram antes, durante e depois da partida, não pararam de sair das bocas dos quase 40 mil convidados à “noite do Brocador”.

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O camisa 9 rubro-negro colocou fim a jejum de três jogos sem marcar no Maracanã, seu quintal de casa e onde tem 19 gols em igual número de partidas. O Flamengo agora é o vice-líder do Grupo 7, com os mesmos três pontos do Emelec (é superior no saldo). Lidera a chave o León, com um ponto a mais. O Rubro-Negro volta a campo pela Libertadores no próximo dia 12, novamente no Maracanã, onde recebe o Bolívar, lanterna, com um ponto. Na mesma data, Emelec e León duelam em Guayaquil.

Pelo Carioca, o próximo compromisso do Flamengo é neste sábado, contra o Nova Iguaçu, no Maracanã.

Gol à la Zico

O início do Flamengo foi animador. Logo aos dez minutos, número de Zico, Elano acertou cobrança de falta no melhor estilo do maior jogador da história rubro-negra e abriu o placar. Everton, derrubado no lance que originou o gol, era um dos melhores em campo. Chegou com perigo em outros dois chutes, acertando a trave esquerda de Dreer no último.

Depois disso, o Flamengo dormiu. Hernane, assim como na maioria dos jogos em 2014, ficou completamente isolado. O time como um todo estava desordenado. Lento, abusava dos lançamentos longos, não botava a bola no chão e errava muitos passes. Mugni mais uma vez não obteve destaque e, após proporcionar dois contra-ataques ao Emelec, ouviu as primeiras vaias em seu sexto jogo pelo Rubro-Negro. Irritada com o marasmo do time, a torcida mostrou muita impaciência no fim do tempo.

Brocada e pedidos de “Fica, Hernane”

Logo no primeiro minuto da etapa final, Quiñonez obrigou Felipe a voar no ângulo para tirar a bola de mão trocada. Mau presságio. Que nada. Aos nove, número de Hernane, nasceu a primeira grande jogada do Flamengo no jogo. Elano prendeu bola na ponta esquerda e rolou de calcanhar. André Santos invadiu e cruzou para o Brocador estufar a rede de Dreer. Muitos beijos na camisa e insistentes pedidos de “Fica, Hernane”!

Hernane ganhou confiança. Depois de grande jogada individual de Gabriel, que substituiu Mugni após o intervalo, chutou bola rente à trave esquerda de Dreer. Também foi garçom e mais tarde serviu Everton, que driblou o goleiro adversário e por pouco não ampliou.

Everton, o melhor em campo, foi premiado aos 36 minutos. Cáceres protagonizou contra-ataque com muita calma, escolheu a hora certa de dar o passe e deixou o camisa 22 em condições ideais para ampliar o placar.

No fim, Escalada arriscou de longe e surpreendeu Felipe. Nada capaz de colocar água no chope dos rubro-negros, que deixaram o Maracanã felizes.

 

 

Globoesporte.com

Corinthians não empolga, mas bate o Emelec e chega às quartas de final

Corinthians, Libertadores e sofrimento, elementos que, talvez, possam ser sinônimos num futuro breve. Os mais de 34 mil alvinegros que compareceram ao Pacaembu na noite desta quarta-feira voltaram a conviver com a tensão da busca do inédito título sul-americano. Em uma noite nervosa, de erros e uma atuação instável, o Timão fez o básico para se classificar diante de um adversário bastante limitado: venceu o Emelec por 3 a 0 e avançou às quartas de final. O adversário será o Vasco, que assegurou a vaga ao vencer, nos pênaltis, o Lanús.

O amplo placar não traduz o que o Corinthians realizou em campo. O início de jogo também mascarou o rendimento. Com apenas sete minutos, Fábio Santos colocou o Timão em vantagem. A equipe, contudo, foi se perdendo aos poucos e quase complicou um triunfo que parecia fácil. Erros na defesa, problemas na armação e um atacante muito dependente da inspiração de Emerson. Paulinho, perto da metade da etapa final, acabou com a angústia. Alex, já nos últimos minutos, fez o terceiro e matou o jogo.

O triunfo faz o Corinthians quebrar uma série negativa. A equipe não vencia no mata-mata do torneio desde 2000, ao eliminar o Atlético-MG. Depois disso, perdeu para Palmeiras (no mesmo ano), River Plate (oitavas de 2003 e 2006), Flamengo (oitavas de 2010) e Tolima (prévia de 2011).

Corinthians x Emelec, Alex (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Alex sofre com a marcação dos jogadores do Emelec (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Gol logo no início
Em uma partida cercada de tensão, a experiência e o talento de Emerson sobressaíram. Sheik foi essencial para que o Corinthians encaminhasse sua classificação às quartas logo nos primeiros minutos. Tite apostou todo o início de jogo pelo lado esquerdo, setor em que o atacante de 33 anos atormentou os marcadores e abriu caminho para o triunfo. Logo aos sete, em um espaço mínimo, ele encontrou Fábio Santos na área. O lateral ganhou a dividida com dois marcadores e tocou no canto direito de Dreer para colocar o Timão em vantagem.

O Emelec só acordou para atacar a partir dos 15 minutos, quando finalmente passou a ter seus jogadores do meio de campo mais próximos para tocar a bola. Giménez era o mais perigoso do time equatoriano. As chances, porém, foram poucas. A melhor delas esteve nos pés do argentino Figueroa, batendo errado na entrada da área. No mais, apenas cruzamentos pelo alto, todos afastados pela zaga.

Com o adversário avançado, o Corinthians teve espaço para levar perigo novamente e ficar perto de garantir a classificação ainda na etapa inicial. Faltou sorte e pontaria. Em erro da zaga equatoriana, Paulinho dominou a bola no peito e soltou uma bomba na marca do pênalti. Dreer espalmou milagrosamente. Em seguida, foi a vez de Willian se antecipar à marcação após cruzamento de Sheik, mas desviar por cima.

O Timão quase se complicou quando diminuiu seu ritmo ofensivo. O Alvinegro recuou para procurar os contra-ataques e passou a cometer erros, sobretudo na saída de bola, irritando a torcida em alguns momentos. Mesmo assim, por muito pouco o segundo gol não saiu já perto da ida para o intervalo. Depois de cruzamento para a área, Paulinho apareceu de surpresa na área e cabeceou na trave.

Corinthians x Emelec, Fabio Santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com) Fábio Santos abriu o placar logo no início do jogo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Paulinho tira o Timão do sufoco
Os sustos dados pelo Corinthians no começo do jogo mudaram de lado. Tite trocou Edenílson, machucado, por Alessandro, mas o Emelec percebeu alguns pontos de instabilidade na defesa do Timão e voltou para a etapa final disposto a atrapalhar. Já no primeiro minuto, Cássio foi obrigado a salvar a equipe paulista daquele que poderia ser um duro golpe nos alvinegros. Em cobrança de falta, Valencia chutou muito forte, e o goleiro fez ótima defesa no canto direito.

A queda de rendimento do Corinthians fez a torcida entrar em alerta. O Timão passou a errar passes em demasia e a permitir que o adversário crescesse cada vez mais. Faltou qualidade para o Emelec tirar proveito da noite atrapalhada da defesa brasileira. Do outro lado, as falhas se acumulavam. Nem mesmo a presença de dois armadores, Alex e Danilo, permitiu que o Alvinegro segurasse o jogo no campo ofensivo.

O respiro corintiano veio apenas aos 19 minutos. Taticamente mal, a equipe de Tite colocou as mãos na vaga em um lance de bola parada. Chicão cobrou falta da intermediária para a área. Paulinho apareceu entre os zagueiros e desviou de cabeça, acertando o canto esquerdo de Dreer. Explosão de alívio no Pacaembu.

O segundo gol era o que faltava para o Emelec se entregar. A partir disso, o Corinthians passou a tocar a bola e gastar o tempo que faltava. Aos 40, com o adversário sem força, a equipe ainda encontrou o terceiro gol. Alex recebeu passe na área e tocou na saída de Dreer.

Emerson Sheik Corinthians x Emelec (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Emerson Sheik foi um dos melhores em campo  (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
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Fla bate o Lanús, flerta com milagre, mas vê Emelec ganhar e levar a vaga

O que parecia sonho distante chegou a ficar perto de se tornar realidade na noite desta quinta-feira. O Flamengo, que precisava vencer seu jogo e torcer por um empate no Paraguai, esteve a poucos minutos de atingir seu objetivo, mas não se classificou às oitavas de final da Taça Libertadores. No Engenhão, o Rubro-Negro bateu o Lanús por 3 a 0, gols de Welinton, Deivid e Luiz Antonio. Ronaldinho Gaúcho teve em alguns momentos uma atuação que fez lembrar sua melhor fase na carreira. Em Assunção, porém, Olimpia e Emelec empatavam por 1 a 1 até os 42 minutos do segundo tempo. Os equatorianos fizeram o segundo gol, levaram o empate, aos 46 (resultado que classificava o Flamengo), mas conseguiram o gol da vitória por 3 a 2 aos 47 e ficaram com a vaga.

Àquela altura, o jogo do Fla já havia acabado. Os jogadores aguardavam em campo. Léo Moura, com um fone de ouvido, ouvia a transmissão de TV do canal Fox Sports. A tristeza do lateral e dos flamenguistas foi transmitida ao vivo. Love chorou.

Com o resultado, o time carioca terminou sua participação no Grupo 2 na terceira colocação, com oito pontos, dois a menos que o líder Lanús e um a menos que o Emelec. O Olimpia também somou oito pontos, porém perdeu para os rubro-negros no saldo de gols e ficou na lanterna do grupo.

O Flamengo entrou em campo em ritmo lento, e foi o Lanús que comandou as ações nos minutos iniciais. A primeira boa chegada rubro-negra se deu aos nove minutos, quando Ronaldinho deu bom passe para Love no lado esquerdo da área. O atacante bateu para fora, rente à trave direita do goleiro Marchesín.

O Lanús, que uma vez mais atuou sem Camoranesi, machucado (no jogo de ida, na Argentina, o campeão mundial pela Itália também fora vetado) seguiu com domínio territorial, mas acabou por levar o primeiro gol numa jogada de bola parada. Aos 17, Bottinelli bateu escanteio, e Welinton apareceu no segundo pau para escorar de cabeça. Foi o terceiro gol do zagueiro com a camisa do Flamengo, o primeiro no ano.

Diego Luis Braghieri do Lanús e Vagner Love do Flamengo (Foto: AP) Vagner Love tenta levar o Flamengo ao ataque diante do Lanús, no Engenhão (Foto: AP)

Sonho possível

Com o gol, o Flamengo se animou e passou a criar mais, porém não deixou de sofrer com contra-ataques. Ronaldinho alternou bons e maus momentos. Tentou algumas jogadas de efeito e acertou umas, errou outras. Após cobrar uma falta na barreira, ouviu a torcida pedir Bottinelli numa segunda oportunidade. Ele mesmo cobrou, outra vez na barreira, mas dessa vez a bola sobrou para Love, que quase marcou o segundo.

Na defesa, o Flamengo voltou a dar sustos. Aos 27 do primeiro tempo, o Lanús entrou tabelando na área rubro-negra e a bola chegou a Valeri, que soltou uma bomba. Felipe mandou a escanteio. Na cobrança do tiro de canto, Regueiro apareceu livre na área, mas cabeceou para fora.

Ainda antes do intervalo, o Flamengo conseguiu ampliar sua vantagem. Aos 41, Ronaldinho fez bela jogada pelo meio e deu passe açucarado para Deivid. O atacante recolheu no lado direito da área e bateu rasteiro. A bola desviou levemente na zaga antes de tomar o caminho da rede.

No fim do primeiro tempo no Engenhão, tudo dava certo para o Flamengo. O time vencia por 2 a 0, e Olimpia e Emelec empatavam em Assunção. Entretanto, pouco antes do fim da etapa inicial no Paraguai, o Olimpia abriu o placar.

R10 à moda antiga

No segundo tempo, o Flamengo tinha a missão de conservar sua vitória e torcer para que o Emelec buscasse o empate em Assunção. E o Rubro-Negro só precisou de cinco minutos para conseguir o esperado conforto no placar. Luiz Antonio deu um chapéu antes do meio do campo e iniciou um contra-ataque. A bola chegou a Deivid, que passou até Ronaldinho. O craque então fez lembrar o jogador que encantou o mundo na última década. Deixou dois marcadores para trás com dribles plásticos e cruzou na medida para Luiz Antonio, que pegou de primeira e fez 3 a 0.

Com boa vantagem, o Flamengo viu o Lanús subir de produção. O time argentino, tocando bem a bola, conseguiu se colocar mais à frente e passou a rondar mais a área rubro-negra. Aos 9, Willians, machucado, deu lugar a Muralha.

O centroavante Pavone, um dos principais destaques do Lanús, incomodou o Flamengo com alguns chutes. Num deles, Felipe defendeu. Em outro, a bola saiu por cima do gol.

Jogo louco no Paraguai

Aos 23 minutos, a torcida explodiu no Engenhão. O Emelec empatou o jogo. Era tudo o que o Flamengo precisava. Joel, à beira do campo, comemorou efusivamente.

Daí em diante, o panorama seguiu com o Flamengo tentando tocar a bola e criar chances, e o Lanús mais presente, porém sem muito ímpeto para buscar uma reação. Classificado, o time argentino tentou diminuir a desvantagem, mas não criou grandes chances.

As atenções, de fato, estavam em Assunção. Olimpia e Emelec lutaram em busca da vitória que daria a classificação. Nos minutos finais, o jogo ficou sensacional. Três gols a partir dos 42 minutos. Melhor para o Emelec, que venceu por 3 a 2 e tirou a vaga das mãos do Flamengo com o gol decisivo aos 47 do segundo tempo.

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