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Em Brasília, Cristina banca a vítima e critica ‘pilhagem internacional’ contra a Argentina

cristina-kirchnerEm viagem ao Brasil para participar de um encontro dos líderes dos Brics com chefes de Estado sul-americanos, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou que é preciso pôr fim à “pilhagem internacional” que, segundo ela, atinge seu país. Ela fez referência aos fundos abutres que ganharam ação na Suprema Corte dos Estados Unidos e devem receber do governo o pagamento integral de títulos da dívida argentina comprados no período em que o país deu o calote, no início da década de 2000. O governo Kirchner ameaça não pagar porque considera injusto o valor dos papéis. Caso a dívida não seja honrada até o próximo dia 30, a Argentina entrará em default técnico e poderá ter seus ativos no exterior confiscados.

O que são fundos abutres?

Fundo abutre é um jargão do mercado financeiro usado para classificar fundos de hedge que investem em papéis de países que deram calote — atuam, em especial, na América Latina e na África. Sua atuação é perfeitamente legítima. O termo abutre foi criado para diferenciá-los dos fundos convencionais, justamente por trabalharem como ‘agiotas’ de países caloteiros, emprestando dinheiro em troca de ‘títulos podres’. São considerados pelo mercado uma espécie de ‘investidor de segunda linha’. Sua atuação consiste em comprar títulos da dívida de nações em default por valor irrisório para depois acionar o país na justiça e tentar receber ganhos integrais. Os ‘abutres’ compraram os papéis da dívida argentina por 48,7 milhões de dólares em 2001 e querem receber, hoje, cerca de 1 bilhão de dólares. A Argentina, por sua vez, tenta escapar do pagamento. O país teme que, caso aceite pagar os ‘abutres’ integralmente, os 92% de credores que aceitaram a renegociação da dívida em 2005 e 2010 possam buscar na Justiça o direito de receber ganhos integrais. Neste caso, o pagamento poderia reduzir as reservas internacionais do país a praticamente zero. Outro agravante é que, devido ao histórico de calotes e decisões econômicas escandalosas do país, sua credibilidade para negociar com credores está fortemente abalada.

Cristina discursou a integrantes da União da Juventude Socialista (UJS), grupo vinculado ao PCdoB que perseguiu a blogueira cubana Yoani Sánchez quando ela esteve no Brasil. A fala se deu de forma improvisada, na porta do hotel onde a presidente estava hospedada. “Não esperava um recebimento tão caloroso dos jovens do Brasil. Quero agradecer-lhes, porque sei que não é que estejam com a Cristina, mas sim com as políticas que levamos adiante na Argentina”, disse ela.

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O governo Kirchner afirmou que está disposto pagar seus credores, mas apenas aqueles que aceitaram a reestruturação de sua dívida nos anos de 2005 e 2010. Os fundos abutres não aceitaram a renegociação e ganharam na Justiça o direito de receber o valor cheio dos títulos. Ocorre que, segundo a decisão da Corte, o país não conseguirá pagar os credores que aceitaram a reestruturação se também não fizer o pagamento aos fundos abutres. Cristina criticou a decisão e colocou a Argentina como vítima: “Cremos em uma pátria grande e que se deve terminar essa espécie de pilhagem internacional em matéria financeira que hoje estão querendo fazer contra a Argentina, mas que vão tentar levar adiante contra outros países”, disse ela. Os ‘abutres’ compraram os papéis da dívida argentina por 48,7 milhões de dólares em 2001 e querem receber, hoje, cerca de 1 bilhão de dólares.

Ao celebrar o fortalecimento dos laços dos Brics com os países da América do Sul, a presidente da Argentina também criticou os organismos multilaterais existentes. “Vão surgindo cada vez mais instituições que questionam este funcionamento dos organismos multilaterais que, em vez de dar soluções, não fazem nada além de complicar a vida dos povos”, afirmou. O encontro dos Brics com presidentes sul-americanos reúne 16 chefes de Estado em Brasília nesta quarta-feira.

 

 

Gabriel Castro e Jean-Philip Struck

Enquanto ‘Em família’ despenca no Ibope, ‘Meu Pedacinho de Chão’ ganha as graças do público

meu-pedacinho-de-chaoMeu Pedacinho de Chão (Globo, 18 horas, de segunda a sábado) é o maior aglomerado de citações literais ou implícitas da história da tevê brasileira. Começa por citar a si mesma, aqueleMeu Padacinho de Chão que se estendeu por 185 longuíssimos capítulos, de 1971 a 1972, estreando o que viria a ser o horário cativo da novela das 6, e escrito pelo mesmo Benedito Ruy Barbosa que, num remake que ele diz não ser um remake, recorre desta vez à expertise de duas gerações da família (a filha Edilene e o neto Marcos assinam com ele a trama).

O enredo é meio conto de fadas, meio cordel, meio romance armorial, como se Ariano Suassuna fosse subitamente aparecer em cena trazendo pelas mãos Dom Quixote e Dulcineia. Tem ecos de chanchada e alvoroços de saltimbancos, o que justifica o talentoso casting de atrizes do Galpão (Inês Peixoto, Teuda Bara), a trupe jogralesca de Minas. A toada nordestina é temperada pelo eventual sotaque de caipira paulista. Total melting pot.

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Na cenografia, as alusões explodem em fartura policromática que evoca, do início ao fim, o Tim Burton de Peixe GrandeA Fantástica Fábrica de Chocolate. O figurino de golas, perucas e looks à Maria Antonieta promove um revivalenigmático que, de tão irreal, de tão fictício, provoca a nostalgia ambígua de um tempo jamais vivido. Desde o seriadoHoje é Dia de Maria, Luiz Fernando de Carvalho (agora, com Carlos Araújo) se esmera num faz de conta corajoso e inovador, de persongens que, propositalmente caricatos, ainda assim não deixam de ser ligeiramente espectrais.

Carvalho não tem à mão Johnny Depp ou Marion Cotillard, mas tem Irandhir Santos (o Zelão) e Bruna Linzmeyer (a Juliana) roubando a cena em meio a um elenco de notáveis. O horário das 6 agradece. A novela, quando criativa, quando irrequieta, ainda tem seu lugar.

Carta Capital

Prefeito de Sumé declara apoio a Ricardo, mas é flagrado em reunião com Cássio e pode se aliar ao tucano

cassio-O prefeito do município de Sumé, Francisco Duarte Neto, Doutor Neto (PMDB), vem declarando, nos últimos dias, em vários veículos de comunicação apoio ao projeto de reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB) nas eleições estaduais deste ano.

No entanto, neste final de semana, Doutor Neto foi flagrado em um encontro com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), também candidato a governador, em João Pessoa. O prefeito e Cássio passaram horas conversando e tomando alguns drinks.

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Nos bastidores, as informações são de que o prefeito se encontrou com Cássio na Capital para definir seu apoio à candidatura do tucano.
MaisPB com o Pipoco.com

Cássio revela que prefeitos ‘aliados’ de RC estarão em seu palanque

 

cassioO senador Cássio Cunha Lima, pré-candidato a governador pelo PSDB, disse que o governador Ricardo Coutinho (PSB) está intimidando prefeitos, numa tentativa de impedir que eles deixem a base governista para anunciar apoio à candidatura tucana na Paraíba.

Segundo Cássio, o que prevalece neste instante, é a perseguição aos prefeitos, para que se mantenham alinhados ao governo, e para isso o atual governador está usando de sua estrutura para ‘convencê-los’.

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Em contato com o MaisPB, Cássio revelou que vários prefeitos que hoje estão ao lado do governador lhe telefonaram explicando os motivos pelos quais não podem “colocar a cara de fora agora”. O senador deixou a entender que a confirmação do apoio desses gestores virá mais adiante. Ele acredita que em breve mais gestores se incorporarão aos prefeitos que já anunciaram adesão ao seu projeto político.

MaisPB

Em protesto, servidores do TJPB decidem paralisar atividades em 2 dias

TJPBAs atividades do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) serão paralisadas na próxima quinta-feira (29) e sexta-feira (30), por udas horas, em protesto contra a falta de solução para vários problemas que atingem os servidores. A paraçisação foi decidade pelos servidores, em assembleia geral, realizada na ultima quinta-feira (22), no Fórum Cível da Capital.

A assembleia geral foi convocada pela Astaj-PB (Associação dos Técnicos, Auxiliares e Analistas) e Sindojus-PB (Sindicato dos Oficias de Justiça), as duas entidades representam todas as categorias de servidores que compõem a justiça paraibana.

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As paralisações ocorrerão da seguinte forma: Dia 29 de maio, em Campina Grande, das 15h às 17h horas e no dia 30 de maio, em João Pessoa, das 9h às 11h horas. “Essas ações servirão de alerta para o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) rever suas posições diante do corpo de seus servidores. Outras atividades estão sendo esperadas para as próximas semanas”, disse o presidente da Astaj, José Ivonaldo.

De acordo com o presidente da ASTAJ-PB, José Ivonaldo, uma das grandes insatisfações é o não cumprimento, por parte do Tribunal de Justiça (TJ), da Lei Estadual n.10.195/2013, que garante o direito a movimentação funcional dos servidores ao longo das carreiras funcionais desses (progressões e promoções).

Por outro lado, segundo Ivonaldo, os servidores também denunciam que o tribunal não paga a gratificação de produtividade, direito existente no Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações da categoria (PCCR), deste o ano de 2007.

“A falta de condições de trabalho e de pessoal também tem sido alvo de reclamações e denúncias constantes por parte dos servidores. A qualidade dos serviços jurisdicionais no Estado tem piorado, a cada dia”, disse Ivonaldo.

A Assembleia Geral também deliberou que será realizada uma campanha midiática como forma de levar ao conhecimento da sociedade paraibana, a realidade pela qual passa a categoria, quanto à baixa remuneração, desvalorização funcional, direitos que estão sendo descumpridos, entre outros aspectos.

Para os presidentes das duas entidades (Astaj e Sindojus), José Ivonaldo e Antônio Carlos Santiago, a direção do TJPB tem tratado as demandas dos servidores com total indiferença. Eles afirmam que várias solicitações de audiência foram encaminhadas à presidência do TJ para discutir os problemas dos servidores desde o início do ano, contudo, até hoje nenhuma reunião ocorreu.

Eles afirmam, ainda, que os servidores não suportam mais esperar pela direção do TJP. Ivonaldo e Antônio Carlos dizem que é chegada a hora dos servidores partirem para defesa imediata de seus direitos e interesses.

Segundo os representantes das entidades, a direção do Poder Judiciário estadual não consegue, ou não quer dialogar com seus servidores sobre problemas que, inclusive, afetam diretamente a prestação dos serviços jurisdicionais. “A população não pode pagar o preço pelas faltas cometidas pelo TJ/PB”, afirmou Ivonaldo.

MaisPB com Assessoria

Em dia de agenda cheia, Eduardo Campos vem à PB almoça com RC e se encontra com Dom Aldo

Foto: Ascom
Foto: Ascom

O governador de Pernambuco e pré-candidato a presidente da República, Eduardo Campos (PSB) vem a Paraíba nesta quarta (21).

Pela manhã, o governador dará entrevista a uma emissora de Rádio da Capital e logo após participa de um almoço com o governador Ricardo Coutinho (PSB). às 16h, ele fará uma visita ao Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, presidente da Pastoral da Criança e uma hora mais tarde concede entrevista a um programa de TV local.

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À noite, Campos participa de dois eventos no Hotel Tambaú: o lançamento do livro “Palavra Acesa – Memórias da Luta Camponesa”, do jornalista e ex-secretário de Imprensa de Pernambuco, Evaldo Costa, e de uma palestra para o Fórum de Jovens Líderes, MBC/PB e Mulheres Empreendedoras.

paraiba.com com Assessoria

 

Polícia terá efetivo reduzido na PB em dia de mobilização, dizem sindicatos

policia-civilOs sindicatos da Polícia Civil e da Polívia Federal na Paraíba informaram nesta terça-feira (20) que vão ter o efetivo reduzido nesta quarta-feira (21) em apoio à mobilização nacional das polícias. O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil da Paraíba (SSPC-PB) informou que o efetivo será reduzido durante todo o dia enquanto que o Sindicato dos Policiais Federais da Paraíba (Sinpef-PB) explicou que a redução só vai acontecer das 9h ao meio-dia.

O presidente do SSPC-PB, Erivaldo Henrique de Sousa, afirmou que as delegacias do estado permanecerão abertas, mas só vão registrar casos de flagrantes.

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As investigações policiais em andamento serão paralisadas na quarta-feira. Essa informação diverge, no entanto, da que foi dada pelo presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol-PB), Sandro Bezerra, que afirmou que os policiais civis da Paraíba não teriam suas atribuições afetadas na quarta. De acordo com o presidente do SSPC-PB, a Aspol-PB não tem autonomia para negar adesão à manifestação nacional.

saiba mais

  • Policiais civis de 5 estados decidem fazer paralisação na quarta-feira
  • Sindicato da PF prevê paralisação, e diz que serviço essencial será mantido

Por meio da rede social Twitter, a Secretaria de Segurança da Paraíba informou que “não haverá nenhuma paralisação das policias da Paraíba”. O presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraíba (Adepdel), Cláudio Lameirão, também informou que o funcionamento das delegacias no estado não será afetado.

Polícia Federal
De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais da Paraíba (Sinpef-PB), José Tércio Fagundes, das 9h até o meio-dia da quarta-feira haverá uma mobilização em frente a sede da Polícia Federal na Paraíba, em Cabedelo, na Grande João Pessoa. No local, será realizada uma assembleia para votar a proposta de reajuste salarial da categoria feita pelo Ministério do Planejamento. Durante a assembleia, o efetivo será reduzido, mas o atendimento ao público será mantido.

Outras polícias
O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais da Paraíba (Sinprf-PB) informou que o patrulhamento das rodovias federais da Paraíba permanecerá inalterado na quarta-feira. As atribuições da Polícia Militar da Paraíba também devem seguir normalmente, de acordo com a assessoria da instituição.

As federações e confederações das Polícias Civil, Federal e Rodoviária Federal realizarão uma caminhada em Brasília na quarta-feira (21). A marcha é uma forma de protestar contra o modelo de Segurança Pública implantado no Brasil e para cobrar melhorias no setor.

 

Do G1 PB

Em três anos, quase 9 mil armas foram apreendidas pelas forças de Segurança na PB

armasAs ações das forças de Segurança Pública da Paraíba conseguiram, nos últimos três anos, tirar de circulação 8.690 armas de fogo. No 1º quadrimestre de 2013 foram 892 e este anono mesmo período, foram 1.001 apreendidas, entre revólveres, pistolas e outras de grosso calibre. A média de apreensões é de 7,1 armas por dia. Foi um aumento de em torno de 12%.

O balanço do monitoramento da Segurança Pública apontou que houve queda nos crimes contra a vida de mulheres em 2014, com o registro de 29 assassinatos com vítimas do sexo feminino. No mesmo período de 2013, aconteceram 53 casos, o que representa uma queda de 45% nas ocorrências deste tipo no Estado.

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O número de assassinatos foi reduzido em 13,1% no primeiro quadrimestre de 2014, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados mostram ainda que nos três primeiros meses do ano a Paraíba foi o estado brasileiro que mais reduziu proporcionalmente os crimes contra a vida, ficando à frente de estados como Ceará e Rio de Janeiro, onde foi registrado um crescimento de 14,7% e 22,4%, respectivamente (dados das secretarias da Segurança dos Estados).

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social, nos primeiros quatro meses do ano foram registrados 469 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) – homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte em morte. No mesmo período de 2013, aconteceram 540 crimes desse tipo.

O governador Ricardo Coutinho atribuiu a redução dos índices à política de Segurança Pública implantada pelo Governo do Estado, que trabalha na lógica de integração das polícias e monitoramento das áreas de segurança. “A Paraíba é o Estado que mais vem reduzindo os crimes contra a vida. Uma das responsáveis por isso é a metodologia adotada no Governo, que integra as Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros. O Programa Paraíba Unida Pela Paz reestruturou as Forças de Segurança, estabeleceu metas e qualificou os profissionais, com foco na redução da criminalidade”, afirmou o governador.

Para o secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima, a redução de homicídios mostra que o planejamento realizado pela Segurança Pública vem alcançando resultados. “Estamos no caminho certo. A permanência dessa queda, que na verdade já se verifica desde o mês de dezembro de 2013, significa que passamos por um processo de consolidação de uma política de Segurança Pública e atesta eficiência dos órgãos policiais”, defendeu.

As ações de segurança também resultaram na apreensão de um volume maior de drogas nos quatro primeiros meses do ano na Paraíba. Foram 416,8 quilos de entorpecentes que deixaram de circular em solo paraibano. Em relação ao mesmo período de 2013, quando foram recolhidos 179,6 quilos, o aumento é de 132%. A droga mais apreendida no 1º quadrimestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado foi a maconha (391,1 quilos contra 153,8 quilos), com aumento de 154%. A quantidade de crack apreendida na Paraíba também aumentou (22,9 quilos contra 18,7) e de cocaína foram retirados de circulação 2,8 quilos.

Em três anos e quatro meses na Paraíba foram apreendidos quase 5 toneladas de entorpecentes, o que representa uma média de 4,1 quilos de drogas apreendidas por dia.

portal correio

TelexFree trabalha em ‘mutirão da devolução’ de dinheiro, diz diretor

Carlos Costa, diretor de marketing da TelexFree, costumava aparecer quase semanalmente em vídeos (Reprodução)
Carlos Costa, diretor de marketing da TelexFree, costumava aparecer quase semanalmente em vídeos (Reprodução)

O diretor de marketing da TelexFree, Carlos Costa, divulgou às 22h35 de segunda-feira um vídeo na página da filial brasileira no Facebook. Com o pomposo nome de “Plantão TelexFree” para marcar o tom urgente da “notícia”, Costa prometeu “elucidar”, ponto a ponto, todos os questionamentos feitos pelo programa Fantástico, da Rede Globo, na noite de domingo, que apresentou o histórico da empresa, acusada de formação de pirâmide financeira no Brasil e nos Estados Unidos.

Em 19 minutos e 17 segundos, Costa tentou mostrar a TelexFree não é uma pirâmide financeira e que o trabalho em equipe é que permite o sucesso na venda de pacotes dos serviços de VoIP (voz sobre Protocolo de Internet). Segundo ele, a empresa não tem qualquer tipo de reclamação. Ela vende pacotes no atacado, e não há vítimas porque a empresa não opera produtos financeiros: a relação com o divulgador é de compra e venda. “Não somos poupança ou aplicação. O divulgador compra no atacado para revender”, diz Costa. “Somos mal interpretados.”

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‘Mutirão’ – O programa da Rede Globo entrou na sede da empresa em Vitória, no Espírito Santo, e encontrou uma equipe trabalhando normalmente – o que seria um descumprimento à decisão judicial. Mas, segundo Costa, o que foi mostrado era um “mutirão da devolução” (o que ele reafirmou duas vezes no vídeo), única maneira de devolver o dinheiro aos chamados divulgadores. “Prometi e estamos cumprindo à risca. A empresa não está descumprindo a sentença, ok?!”

Em dois momentos da gravação, Costa apresenta dados de auditoria da Receita Federal do Brasil para mostrar que 96% do faturamento da TelexFree vem dos serviços de VoIP, ao contrário das investigações que mostraram que apenas 1% vem da venda do seu principal produto. No final do 37º Plantão, Costa é categórico: “A empresa vai voltar mais forte ainda.”

Seu último vídeo data de 6 de maio, quando ele foi obrigado a comparecer a uma reunião com perícias de uma consultoria que avalia a viabilidade econômica da empresa. Antes das investigações esquentarem nos EUA, Costa costumava postar vídeos do “Plantão TelexFree” quase semanalmente. As críticas dos divulgares à empresa estão cada vez mais duras e as pessoas pedem o dinheiro de volta.

Costa é um dos poucos líderes da empresa que não foi condenado ao crime de pirâmide financeira nos Estados Unidos, onde as investigações já estão em estágio mais avançado que no Brasil. No dia 9 de maio, o fundador da empresa, James Merrill, foi preso nos Estados Unidos e teve seu pedido de pagamento de fiança e liberdade rejeitado pela Justiça do país na última sexta-feira. Um novo julgamento sobre sua liberdade provisória será feito nesta terça-feira. Enquanto isso, seu sócio na empresa, Carlos Wanzeler, está foragido e a polícia americana acredita já esteja no Brasil, para onde fugiu em meados de abril, antes de ter sua prisão decretada.

Outros seis integrantes da TelexFree nos EUA estão sendo investigados por sua participação na empresa que é acusada de praticar crimes financeiros, em um esquema insustentável de pirâmide financeira que levantou 1 bilhão de dólares no mundo. Carlos Costa só se livrou das acusações porque vendeu sua participação de 30% na empresa americana anos atrás, mas continuou como líder da filial brasileira.

Cenário – Os bens da TelexFree foram bloqueados pela Justiça de Massachussetts no mês passado e o diretor financeiro da empresa, Joseph Craft, foi pego tentando fugir com inúmeros cheques no valor de 38 milhões de dólares destinados aos donos da TelexFree nos EUA, James Merrill e Carlos Wanzeler (Carlos Costa afirma que os cheques estavam sendo levados para perícia nos EUA). Segundo a procuradora Carmen M. Ortiz, que assinou parecer sobre o caso, o escopo da suposta fraude “é de tirar o fôlego”. “Esses réus planejaram um esquema que captou centenas de milhões de dólares de pessoas que trabalham duro no mundo todo.”

A filial brasileira está sob investigação desde o ano passado por prática de pirâmide no Brasil, com os bens bloqueados e impedida de funcionar por uma decisão da Justiça do Acre. Ela foi recentemente condenada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon/MJ) a pagar uma multa de 5,59 milhões de reais por operar “esquema financeiro piramidal”, que é crime contra a economia popular no Brasil.

Veja

Vem aí a Olimpíada de 2016… Em Londres, mais uma vez

encerramento-olimpiadas-londresOlimpíada de Londres-2012 foi considerada a melhor da história dos Jogos – e a capital britânica tem uma chance de repetir a dose em 2016. Tudo graças aos atrasos cada vez mais preocupantes nos preparativos do Rio de Janeiro, que têm deixado os integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) em desespero. De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornalLondon Evening Standard, as autoridades britânicas foram consultadas por integrantes da cúpula do COI sobre a possibilidade de Londres receber o evento de forma emergencial caso os brasileiros fracassem em seu projeto olímpico. Uma porta-voz do COI desmentiu a informação, dizendo que seria impossível repetir os Jogos em Londres.

 

O diário londrino insiste, porém, que houve uma consulta sigilosa para descobrir se as instalações olímpicas de 2012 poderiam ser reativadas (e quanto tempo isso levaria). Muitas delas já foram transformadas – o próprio Parque Olímpico foi fechado e passou por uma enorme transformação para servir à população.

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Depois de ter seus preparativos classificados como “os piores da história olímpica” por John Coates, vice-presidente do COI, o Rio de Janeiro continua sendo alvo dos dirigentes, mesmo com o discurso mais diplomático do presidente do comitê, Thomas Bach, que garante que não há plano B e que o Brasil é capaz de compensar os atrasos. A fonte ouvida pelo Standardafirmou que a situação do Rio é desesperadora na comparação com as sedes anteriores dos Jogos. “Num estágio similar, Atenas tinha concluído 40% dos trabalhos em infraestrutura e locais de competição. Londres tinha completado 60% O Rio só fez 10%, e agora só faltam dois anos. Então o COI está pensando: ‘Qual é o plano B?’ Obviamente, a resposta seria voltar a Londres.” A fonte, que não foi identificada, disse que a repetição dos Jogos na Grã-Bretanha é “muito improvável” no momento, pois o COI insistirá em fazer o Rio funcionar, mas seria “a coisa mais lógica a se fazer” caso não fosse possível salvar a Olimpíada brasileira.

Não seria a primeira vez que Londres se mobilizaria para salvar, de última hora, uma edição dos Jogos Olímpicos. A edição de 1908 estava marcada para Roma, mas uma erupção do Vesúvio provocou danos e prejuízos graves, deixando os italianos em situação delicada. Pouco mais de um século depois, os britânicos poderão ser acionados mais uma vez – mas sem tragédia provocada por um vulcão, só muita desorganização e muitos equívocos. A segunda edição dos Jogos em Londres também aconteceu sob circunstâncias muito inusitadas: a Olimpíada de 1948 foi realizada apenas três anos depois do fim da II Guerra Mundial, mas ainda assim foi um sucesso. Os britânicos, porém, não parecem muito animados com a possibilidade de repetir a experiência e encarar o desafio de “Londres-2016”. Como as instalações olímpicas já estão adaptadas ao uso do público, revertê-las para o modo de competição seria uma empreitada caríssima. Para completar, a Vila dos Atletas hoje é ocupada por moradores da cidade – os apartamentos foram vendidos.

VEJA