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Estudo revela que Brasil eleva escolaridade e qualidade do ensino na educação básica

todos_pela_educacao-Os brasileiros têm estudado e aprendido mais. A conclusão faz parte do relatório Indicadores de Desenvolvimento Brasileiro 2001-2012, lançado nesta terça-feira, 27, em Brasília.

O diretor de estatísticas educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Carlos Eduardo Moreno, explicou que os indicadores educacionais resumem os avanços sociais conquistados pelo Brasil desde 2001. “Os dados são resultado da decisão estratégica do governo federal de articular políticas públicas para garantir o acesso à educação e melhorar a trajetória regular e o desempenho dos alunos na educação básica”, disse. De acordo com ele, os dados refletem os avanços e os desafios que estão sendo enfrentados para garantir o direito à educação.

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O secretário nacional de avaliação e gestão da informação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Paulo Jannuzzi, afirmou que a publicação “apresenta um conjunto mais amplo de indicadores que de forma sensível e expressiva dão conta de refletir todo o esforço e investimento do governo brasileiro em sofisticadas políticas públicas de inclusão social, aliadas ao crescimento econômico”.

Hoje, segundo o secretário, o governo brasileiro investe 25% do Produto Interno Bruto (PIB) em políticas sociais. O relatório apresenta também dados sobre o aumento da renda e redução de desigualdades, mercado de trabalho, saúde e acesso a bens e serviços.

 

Gráfico 1

Qualidade – Em todas as faixas etárias, os dados apontam crescimento constante nas taxas de frequência, com destaque na faixa de 4 e 5 anos, de 55% em 2001 para 79,1% em 2012. Também indicam a universalização do acesso, com 98,3% das crianças de 6 a 14 anos frequentando a escola.

A permanência na escola também aumentou no período, em todas as faixas. O dado revela que está cada vez maior a proporção de estudantes com escolaridade adequada para sua idade. Nos anos iniciais do ensino fundamental, por exemplo, 77,4% das crianças de 12 anos têm, pelo menos, quatro anos de estudo. Em 2001, essa proporção era de 68,8%.

 

por Davi Lambertine

Gráfico 2

O aumento nos anos de estudo, a queda no analfabetismo e a melhoria na qualidade do ensino também receberam destaque na publicação. Para aferir a qualidade, o Inep criou o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb). O indicador é calculado a cada dois anos, levando em conta o desempenho do estudante em avaliações nacionais e as taxas de aprovação. “O Brasil avançou com destaque para os anos iniciais do ensino fundamental”, apontou Moreno.

O relatório foi elaborado pela Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com a participação do MDS e dos ministérios da Educação, Saúde e Comunicações; Inep, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

PSB eleva tom das críticas a Dilma na TV e tenta colar imagem de Marina a Campos

marina-eduardo camposO programa do PSB na TV, que vai ao ar na noite desta quinta-feira, eleva o tom das críticas a presidente Dilma Rousseff e, ao apresentar imagens apenas de um diálogo entre o governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência, Eduardo Campos, e a ex-senadora Marina Silva, tenta colar a imagem dela a do socialista para que ele suba nas pesquisas.

Gravado antes da divulgação de novas informações sobre a aquisição da uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras, em 2006, o programa também critica Dilma pela perda de valor de mercado da estatal durante sua gestão.

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“Eu que vi em 2010 a presidenta Dilma dizer que ia defender a Petrobras, que o adversário dela ia privatizar a Petrobras. Eu vi três anos depois a Petrobras valer metade do que valia. Ou seja, tem meia Petrobras. E dever quatro vezes mais do que devia”, ataca Campos num trecho do vídeo, ao qual a Reuters teve acesso.

Numa tentativa clara de evitar um embate direto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Campos e Marina, que foram ministros durante a gestão do petista, centraram suas críticas à Dilma e asseguraram que vão garantir as conquistas dos últimos governos.

“É inegável que houve avanços (nos últimos anos) e o presidente Lula cuidou de preservar esses avanços”, afirma Campos. “De 2011 para cá, todos nós sabemos que começamos a ver as coisas não darem certo como se imaginava que poderia dar”, continua.

E Marina prossegue com a crítica. “A gente vinha numa trajetória de progresso econômico e social e até com alguns ganhos ambientais, e o que a gente percebe é que estamos numa trajetória de retrocessos”, afirma.

Os dois criticam ainda a inflação elevada, o modelo energético, que foi elaborado por Dilma quando era ministra de Minas e Energia, e a falta de disposição da presidente para dialogar com a sociedade.

“Ela teve a oportunidade de chegar à Presidência da República, de receber um legado do presidente Lula, com quem nós trabalhamos. Ela poderia ter feito pelo Brasil aquilo que ela se comprometeu a fazer, que era seguir melhorando o Brasil. Não desmanchar o que estava feito e fazer o que restava fazer”, ataca Campos.

A união entre o socialista e Marina ocorreu em outubro do ano passado, num lance que surpreendeu a cena política, depois que a ex-senadora não conseguiu criar seu partido, a Rede Sustentabilidade, para se candidatar à Presidência.

Os dois então passaram a tentar superar a polêmica sobre quem estará na cabeça da chapa, já que Campos preside o PSB, mas Marina, recém filiada, sempre esteve melhor posicionado que ele nas pesquisas.

Após superada a polêmica e definido que Campos encabeçará a chapa tendo Marina como provável vice, a expectativa dos socialistas é que houvesse uma maior transferência da intenção de votos para o governador pernambucano, que até agora as pesquisas não registraram.

Por isso, parte do programa foi produzido para ratificar que os dois estão juntos e que Campos encabeça a chapa.

“Sua decisão mudou a política brasileira, uma mulher que tem o respeito do povo brasileiro e do mundo, que teve 20 milhões de votos, dizendo assim: ‘eu não estou aqui em busca de candidaturas de partidos para me filiar'”, diz Campos logo no começo do vídeo.

“O que nos une é o desejo de voltar a fazer o Brasil melhorar”, prossegue. “O povo brasileiro já sabe o que quer, ele quer é mudar. Ainda não sabe é que nós estamos juntos para ajudar nessa mudança”, acrescenta Campos, que aposta na união com Marina para se tornar conhecido e chegar ao segundo turno da eleição.

Reuters

Consumo de cocaína, mesmo pouco frequente, eleva o risco de infarto

O consumo ‘social’ de cocaína, ou seja, ao menos uma vez ao mês, já é o suficiente para aumentar o risco de um ataque cardíaco. Mesmo esporádico, o consumo provoca o enrijecimento das artérias e causa pressão alta. “É a droga perfeita para um infarto”, afirmou Gemma Figtree, coordenadora da pesquisa apresentada nesta segunda-feira (05/11) em um encontro da Associação Americana do Coração, em Los Angeles.

No estudo, Figtree e sua equipe, da Universidade de Sidney, na Austrália, recrutaram 20 pessoas que consumiam cocaína pelo menos uma vez ao mês e outros 20 indivíduos que não eram usuários da droga. Os participantes tinham, em média, 37 anos.

Os pesquisadores realizaram exames de ressonância magnética, mediram a pressão sanguínea e o funcionamento das artérias de todos os participantes — no caso dos usuários de cocaína, ao menos 48 horas após eles terem consumido a droga.

Os resultados mostraram que os consumidores de cocaína apresentaram um aumento de até 35% na rigidez das artérias — ou seja, quando elas ficam mais espessas e menos elásticas, quadro que está intimamente ligado a doenças cardiovasculares, como arteriosclerose e hipertensão.

Esses participantes também tinham as paredes do coração cerca de 18% mais espessas, o que compromete o bombeamento do sangue para o resto do corpo, e pressão arterial mais elevada do que os participantes que não eram usuários da droga.

“A combinação de todos esses efeitos coloca os usuários de cocaína em um alto risco de sofrer um ataque cardíaco”, disse Figtree. Ela explica que esses resultados mostram que os efeitos da droga persistem mesmo dias depois de ela ser consumida, um dado que preocupa ainda mais os especialistas. “Estamos vendo repetidamente casos de jovens que sofrem ataques cardíacos em decorrência do uso de cocaína.”

Para a pesquisadora, os resultados do estudo ressaltam a necessidade de programas de educação sobre os efeitos da droga a curto prazo e entre pessoas que consomem a droga ‘socialmente’.