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Em jogo eletrizante, Botafogo da Paraíba bate o Náutico por 2 x 1 e vai à final da Copa Nordeste

A noite desta quinta-feira (09) foi histórica no estádio Almeidão, em João Pessoa.

O Botafogo-PB bateu o Náutico por 2 a 1, em um grande jogo pela semifinal da Copa do Nordeste, e com o gol da vitória marcado de cabeça pelo baixinho Juninho, aos 44 minutos do segundo tempo.

Pela primeira vez o Belo vai disputar a final do Nordestão, feito que apenas o Campinense, em 2013 e 2016, havia conseguido representando a Paraíba.

Na primeira chegada do Belo, antes de completar um minuto de jogo, Fábio Alves cruzou para Nando, que bateu de direita e a bola explodiu na trave, mas o árbitro Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro marcou falta do atacante do Belo. O lance serviu para levantar a torcida na arquibancada do Almeidão.

Aos 5, mais uma chance. Clayton lançou Nando, que caiu pela esquerda. O goleiro saiu e o camisa 9 achou Clayton, que rolou para Juninho, que chutou da marca do pênalti, mas Camutanga estava em cima da linha para salvar o time pernambucano.

Na volta de Marcos Aurélio ao time titular após ficar afastado por lesão, o Botafogo-PB ficou mais forte na bola parada. E em uma cobrança de falta da entrada da área, aos 12 minutos, o camisa 10 mandou a bola no travessão de Bruno e quase abriu o placar.

Mas a chance mais clara no início da partida foi do Náutico. Aos 14, Marcos Vinicius errou na saída de bola e Lucas Paraíba invadiu a área livre, e tocou por cima de Saulo. Wallace Pernambucano estava sozinho na pequena área, mas furou, e jogou fora a oportunidade do Timbu.

Três minutos mais tarde, Lucas Paraíba cruzou da esquerda e Wallace Pernambucano subiu mais que todo mundo para cabecear como manda o manual, para o chão, mas ele não contava com um milagre operado por Saulo, lembrando Gordon Banks diante de Pelé, para salvar o Botafogo-PB.

O ritmo, que era muito intenso, caiu um pouco depois da metade do primeiro tempo. O jogo ficou mais truncado no meio campo, algumas faltas eram marcadas, e os goleiros pouco trabalhavam.

Mas aos 40 minutos, Israel fez grande jogada pela direita, passando com a bola por entre as pernas de Assis, e tocou para o meio da área, onde Nando bateu de primeira, mas a bola subiu demais e foi para fora.

Perto do apito final, aos 45, Marcos Vinicius recebeu lançamento de Israel na esquerda e cruzou para Nando, que estava na linha da pequena área, sozinho, mas ele tocou mal na bola e acabou desperdiçando a chance do Botafogo-PB ir para o intervalo com a vantagem.

Segundo tempo

Em contra-ataque de muita velocidade, aos 4 minutos, Marcos Aurélio acionou Clayton na esquerda, que passou para Juninho no meio. O camisa 21 abriu para Israel, que avançou pela direita e chutou cruzado da entrada da área, mas Bruno resvalou com a ponta dos dedos e mandou para escanteio. Na cobrança, Marcos Aurélio mandou fechado e quase fez olímpico, mas o arqueiro do Timbu evitou o gol botafoguense.

Aos 10, finalmente saiu o gol no jogaço. Nando invadiu a área pela direita e dividiu com o goleiro alvirrubro. Na sobra, ele mesmo brigou com a zaga, ganhou de Camutanga e tocou de pé esquerdo para balançar as redes e explodir a torcida do Belo no Almeidão.

Mas a comemoração não durou muito tempo. Aos 15, Tarcísio invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado de canhota, Saulo fez a defesa parcialmente, a bola percorreu toda linha do gol, antes de entrar, e deixar tudo igual.

Dois minutos depois, Marcos Aurélio cobrou escanteio da esquerda e quase marcou olímpico, e Bruno novamente fez grande defesa para evitar o gol. Na hora da batida, o camisa 10 voltou a sentir a lesão na coxa que o deixou de fora das últimas duas semanas, e foi substituído por Enercino.

E aos 22, Enercino participou pela primeira vez, e de forma decisiva. O camisa 20 recebeu na área e foi atropelado por Rafael Ribeiro. O árbitro assinalou pênalti. Fábio Alves foi para a cobrança e mandou forte no canto esquerdo, mas Bruno foi buscar e evitou o gol do Belo.

O Náutico tentava controlar o jogo e evitar a pressão botafoguense, que buscava fazer uma blitz no seu campo ofensivo após as entradas de Dico e Paulo Renê nas vagas de Marcos Vinicius e Nando. E aos 36, Israel avançou pela direita e cruzou para a área, onde Paulo Renê deu de bicicleta e mandou a bola por cima da meta.

Aos 42, por muito pouco não sai o segundo gol do Botafogo-PB. Dico avançou pela direita até a linha de fundo e cruzou para Paulo Renê, que raspou de cabeça quase na pequena área e a bola passou muito, muito perto do poste direito do alvirrubro pernambucano.

E já perto do fim, aos 44, Clayton cobrou falta na área e o pequenino Juninho, de cabeça, encobriu todo mundo e balançou as redes, para fazer tremer o Almeidão e levar o Belo para a final da Copa do Nordeste.

Ficha técnica

Botafogo-PB 2 x 1 Náutico

Copa do Nordeste de 2019 (semifinal – jogo único)
Estádio: Almeidão (João Pessoa)

Arbitragem: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN); Jean Márcio dos Santos (RN) e Vinicius Melo de Lima (RN)

Cartões amarelos: Fábio Alves, Rogério, Marcos Aurélio, Nando, Enercino (B); Jimenez, Bruno, Luiz Henrique (N)
Gols: Nando (B); Tarcísio (N)

Botafogo-PB: Saulo, Israel, Lula, Donato, Fábio Alves; Rogério, Marcos Vinicius (Dico), Juninho, Clayton, Marcos Aurélio (Enercino); Nando (Paulo Renê). Técnico: Evaristo Piza.

Náutico: Bruno, Hereda, Rafael Ribeiro, Camutanga, Assis (Krobel); Jimenez, Luiz Henrique, Wagninho, Lucas Paraíba (Tarcísio), Odilávio (Rafael Oliveira); Wallace Pernambucano. Técnico: Márcio Goiano.

 

Paraibaonline

Foto: Ascom/Botafogo-PB

 

 

 

UCD Bananeiras vence Philipeia, em partida eletrizante pela Liga Paraibana de Futsal

Na noite da última sexta-feira (15) de março foi realizado a abertura da Liga Paraibana de Futsal edição 2019 com partidas realizadas no Ginásio Odilon Ribeiro no bairro do Valentina, e as 21h15 jogaram UCD Bananeiras e Philipeia Futsal de Jaguaribe.

Era esperado uma grande partida entre as duas equipes, pois em 2018 o UCD Bananeiras terminou a 1º divisão em 4º lugar, já o Philipeia foi campeão da 2º divisão da Liga e garantiu acesso o esse ano, mais não imaginávamos que a partida seria de tirar o folego.

A equipe do UCD Bananeiras chegou em João Pessoa de ônibus e parece que o coletivo estava sem freio e já veio atropelando o Philipeia, logo aos 19 segundos abriu o placar com o camisa (9) Leandro e aos 1:16 ampliou com o camisa (12) Gilsinei, UCD Bananeiras 2×0 Philipeia.

Após os dois gols sofridos o técnico Paulo Mendonça do Philipeia pediu tempo e deu algumas instruções a sua equipe, e parece que o puxão de orelha funcionou, aos 6:24 Carlinhos (12) diminuiu e aos 7:28 conseguiu empatar novamente com o camisa (12) Carlinhos, UCD Bananeiras 2×2 Philipeia.

A partir daí o jogo pegou fogo e os ânimos subiram, mais a partida continuou em alto nível, e aos 13:15 o Philipeia conseguiu virar com gol do camisa (10) Miguel, só que aos 14:05 o UCD Bananeiras deixou tudo igual com gol do camisa (9) Leandro, UCD Bananeiras 3×3 Philipeia.

Aos 19:16 o Philipeia ficou novamente a frente do placar com gol do camisa (15) Wagner Silva, mais faltando 4 segundos para o fim o UCD Bananeiras marcou novamente com ele, sempre ele o camisa (9) Leandro e deixou tudo igual, Philipeia 4×4 UCD Bananeiras

No 2° tempo a partida ficou mais equilibrada porem com jogadas duras, e so aos 4:20 o UCD Bananeiras ficou novamente a frente do placar com gol de Ricardo camisa (10), UCD Bananeiras 5×4 Philipeia.

A equipe do Philipeia tinha um pouco mais volume de jogo mais errava muitas passes e finalizações, e só aos 14:40 o Philipeia deixou tudo igual com gol do camisa (8) Vinícius, UCD Bananeiras 5×5 Philipeia.

Aos 17:01 o UCD Bananeiras ficou a frente novamente do placar e deu números finais após gol do camisa (12) Gilsinei, UCD Bananeiras 6×5 Philipeia.

Com o resultado o UCD Bananeira mostrou que veio forte e um forte candidato ao título, já o Philipeia estreia mais uma vez com derrota na Liga Paraibana, em 2018 na primeira rodada da 2° divisão perdeu por 4×1 do Chelsea de Bayeux.

esporteamadorpb

 

 

Nos pênaltis, Flu bate Fla em clássico eletrizante e leva Taça Guanabara

fluO Fla-Flu deste domingo (05) foi digno de uma final de campeonato no Estádio Nilton Santos. Após cinco gols e duas viradas, o Fluminense tomou empate por 3 a 3 do Flamengo na etapa final e precisou dos pênaltis para conquistar a Taça Guanabara.

O desenrolar do clássico foi digno de roteiro de cinema, com o Fluminense abrindo contagem aos quatro minutos com Wellington Silva. William Arão empatou aos oito, e Éverton virou aos 23. O Tricolor voltou a estar na frente com Henrique Dourado e Lucas, mas Guerrero empatou em cobrança de falta. Nos pênaltis, porém, Réver e Rafael Vaz perderam, e Marcos Junior converteu a cobrança que deu a 10ª Taça Guanabara ao Tricolor.

O Fluminense volta a conquistar o troféu após cinco anos. O título garante ao Tricolor uma vaga na semifinal do Campeonato Carioca. A festa nas Laranjeiras deve durar até domingo (12), quando a equipe abre a Taça Rio contra o Boavista. O Flamengo, por sua vez, precisa esfriar a cabeça logo, pois estreia na Copa Libertadores contra o San Lorenzo nesta quarta-feira (08).

Nelson Perez/Divulgação

Wellington Silva vai bem e Júlio César se redime

Autor do primeiro gol do clássico, o camisa 11 do Flu fez vários desarmes e ainda encaixou uma linda assistência para Lucas fazer o terceiro do Tricolor no tempo normal. Ele ditou o ritmo da equipe, sendo a melhor arma ofensiva até ser substituído antes dos pênaltis por Marquinhos Calazans. Júlio César, por sua vez, foi mal com a bola rolando e se redimiu nos pênaltis. O goleiro saiu mal em dois lances de bola aérea, mas na decisão da marca da cal defendeu cobrança de Réver e abriu caminho para o Flu ser campeão.

Fluminense para no segundo tempo

A defesa tricolor, que ainda não tinha sofrido gols na Taça Guanabara, não repetiu bom desempenho. Os gols de William Arão e Éverton saíram muito por culpa da má marcação, que deixou Guerrero livre duas vezes e não acompanhou o rebote em ambas. Ofensivamente o time explorou muito bem os espaços da defesa rival, principalmente em contragolpes. Na etapa final a correria foi trocada pela cadência. O Flu se portou bem ao controlar a velocidade da partida, mas foi castigado com novo empate na reta final. Sorte que o título veio nos pênaltis.

Flamengo tira empate da cartola, mas falha nos pênaltis

Dois dos gols do Fluminense saíram em contra-ataques construídos até com certa naturalidade. Os lances expuseram a fragilidade da defesa rubro-negra no primeiro tempo, quando o ritmo foi mais acelerado. Após o intervalo, quando precisou correr atrás do placar, o Flamengo encontrou muita dificuldade para criar. Teve em Guerrero o seu herói, com ótima cobrança de falta. Na decisão por pênaltis, porém, os zagueiros Réver e Rafael Vaz cobraram muito mal e permitiram que o Flu vencesse as cobranças por 4 a 2.

Começo intenso é abertura de jogaço

O clássico não poderia ter começado melhor para o Fluminense, que logo aos quatro minutos abriu o placar com Wellington Silva em contra-ataque. O início de jogo, aliás, deixou o torcedor sem fôlego. William Arão empatou aos oito, e em seguida Alex Muralha pegou recuo com a mão e permitiu cobrança em dois toques dentro da área. Sorte do goleiro que o chute de Sornoza explodiu em Pará, e o erro não criou problemas maiores.

Willian Arão e a ‘vingança’ no Engenhão

O volante do Flamengo é o pivô da polêmica com o Botafogo e ainda não brilhou contra o ex-clube. Mas, na decisão da Taça Guanabara, Willian Arão conseguiu a sua “vingança”. O Botafogo não estava em campo, mas o camisa 5 fez o primeiro gol do Flamengo logo no estádio administrado pelo rival. A comemoração foi intensa. Vale lembrar que recentemente ele foi perseguido pelos alvinegros no amistoso entre Brasil e Colômbia, realizado também no Engenhão.

Nem parada técnica diminui o ritmo

O calor no Rio de Janeiro bateu 33º, mas a parada para reidratação não prejudicou o ótimo andamento do clássico. Mesmo criando menos, o Flamengo insistiu na bola aérea e por este caminho conseguiu a virada. O cruzamento de Pará encontrou Guerrero sozinho, e Éverton aproveitou rebote de Júlio César para virar o jogo.

Pênalti sem polêmica e cobrança com categoria

A desvantagem não abalou o Fluminense, que seguiu criando boas chances. O meio-campo verticalizou os ataques e frequentemente colocou a defesa adversária em apuros. O que rendeu o gol, porém, foi um toque de mão de Guerrero dentro da área, marcado acertadamente como pênalti. Henrique Dourado converteu.

Lucas aparece sozinho

Mais uma vez o Flamengo deixou o rival fazer a transição em grande velocidade. William Arão e Réver demoraram muito para recompor a defesa, enquanto Wellington Silva abriu na direita e enfiou ótima bola para Lucas. Sozinho, o lateral funcionou como elemento surpresa e fez o 3 a 2.

Guerrero faz golaço de falta

Quando o jogo diminuiu de ritmo e a taça parecia destinada ao Fluminense, Guerrero cobrou linda falta para levar a decisão aos pênaltis. O lance coroou a atuação muito boa do centroavante, que esteve envolvido em vários dos lances decisivos. Apesar de cometer um pênalti, na frente o peruano brigou muito pelo alto e deu início aos dois primeiros gols do Flamengo. Além disso, o Rubro-Negro não fazia um gol de falta desde 9 de abril do ano passado, um jejum de 11 meses que acabou na rede de Júlio César.

Zagueiros vão mal nos pênaltis

Diego abriu a série de cobranças batendo forte e convertendo, mas o Lucas deixou tudo igual para o Fluminense descolando Alex Muralha. Guerrero voltou a colocar o Flamengo à frente com batida seca no meio do gol, e o zagueiro Henrique voltou a empatar. Aí começaram os erros: o capitão Réver bateu no canto esquerdo, e Júlio César defendeu com a perna. Então Marquinho colocou o Fluminense à frente e em seguida viu Rafael Vaz chutar muito longe do gol. Na derradeira batida foi goleiro de um lado e bola do outro, com Marcos Junior dando a Taça Guanabara ao Tricolor.

A organização do Fla-Flu e o forte esquema de segurança montado – 830 agentes foram escalados para trabalhar no Engenhão – garantiram o clima de paz na decisão da Taça Guanabara. Não houve confrontos entre os torcedores e o Jecrim teve movimentação tranquila.

“Graças ao trabalho dos clubes e das forças de segurança não tivemos problemas no clássico. Temos que comemorar, pois foi realmente um Fla-Flu de paz”, comentou o Major Sílvio Luiz, comandante do Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Nostalgia estampada na camisa

Fla-Flu em decisão imediatamente faz o torcedor do Fluminense lembrar do gol de barriga. Em 1995, o Flamengo buscou um empate incrível e tudo no Maracanã indicava o título rubro-negro, mas o Fluminense, com nove em campo, teve em Renato Gaúcho o herói do 3 a 2. Na ocasião a camisa tricolor tinha a mensagem “Ame o Rio”, frase novamente estampada neste domingo. Coincidência ou não, o placar neste domingo foi o mesmo.

Ficha Técnica

Fluminense 3 (4) x (2) 3 Flamengo
Data:
05/03/2017
Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro-RJ
Hora: 16h00 (de Brasília)
Público: 24.451 pagantes (27.549 presentes)
Árbitro: Wagner Nascimento Magalhães
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Correa e Luiz Claudio Regazone
Cartões Amarelos: Richarlison (Fluminense); Éverton e Trauco (Flamengo)
Cartão Vermelho: não houve
Gols: Wellington Silva aos 4′, William Arão aos 8′, Éverton aos 23′, Henrique Dourado aos 32′ e Lucas aos 40 minutos do primeiro tempo. Guerrero aos 39 minutos do segundo tempo.

Fluminense: Júlio César; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Orejuela; Pierre; Richarlison; Sornoza (Marquinho); Wellington Silva (Marquinhos Calazans); Henrique Dourado (Marcos Junior). Treinador: Abel Braga.

Flamengo: Alex Muralha; Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco (Felipe Vizeu); Willian Arão (Berrío), Rômulo e Diego; Mancuello (Gabriel), Éverton e Guerrero. Treinador: Zé Ricardo.

Uol

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Gre-Nal eletrizante tem virada, gols de reservas e termina 2 a 2

Lucas Uebel/Gremio FBPA
Lucas Uebel/Gremio FBPA

Clássico Gre-Nal é um jogo ‘feio’, com poucas oportunidades e raros gols, certo? Errado. Neste sábado (04), tudo que se viu foi um jogo eletrizante, com virada, gols de reservas e placar empatado em 2 a 2. A sexta rodada do Gauchão deu um ponto a cada um e encheu de emoção as cadeiras da Arena.

O Grêmio foi amplamente superior no primeiro tempo. Abriu 1 a 0 e poderia ter virado com dois ou três na frente. Mas na segunda etapa, o Colorado virou em três minutos. Uma vez na frente, o Inter se retraiu e o Grêmio empatou novamente. Fernandinho e Roberson, que entraram na segunda etapa, foram muito responsáveis pelo resultado. Cada um balançou as redes rivais uma vez.
O resultado deixa o Grêmio na segunda colocação no Estadual com 11 pontos. Já o Inter vai a 7 pontos e é quarto colocado. O jogo antecedeu compromissos importantes por outras competições. Na quarta o Inter encara o Sampaio Corrêa pela Copa do Brasil. Na quinta, o Grêmio estreia na Libertadores contra o Zamora, na Venezuela.

Bolaños é destaque da partida

O equatoriano Miller Bolaños tem sua trajetória no Grêmio marcada por um clássico Gre-Nal. Foi no ano passado, quando um lance com William acabou na fratura de sua mandíbula. De novo contra o Internacional, desta vez foi o jogo para comemorar. Ele marcou o primeiro gol da partida e foi destaque técnico do jogo.

Carlos e Charles decepcionam em 45 minutos

Dos jogadores do Inter, dois se destacaram negativamente. Carlos e Charles mostraram em 45 minutos que não deveriam seguir no time. Com falhas ofensivas e defensivas, a dupla foi sacada por Antonio Carlos Zago antes que fosse ainda pior.

4 minutos e a primeira polêmica

Bolaños enfia para Pedro Rocha que vai driblar Paulão e cai. O zagueiro do Inter vinha de carrinho. Foi o suficiente para muita reclamação. Renato Gaúcho protestou com o bandeirinha, os jogadores do Grêmio cercaram Leandro Vuaden e nada foi marcado.

Grêmio na frente: Inter frequenta pouco o campo rival

Os 15 primeiros minutos foram de superioridade absoluta do Grêmio. Povoando o campo adversário, o Tricolor chegou perto de marcar em conclusão de Bolaños pelo lado direito. Danilo Fernandes pegou. Já o Colorado pareceu preso. D’Alessandro foi muito bem marcado e não conseguiu distribuir bons lances para Brenner e Carlos. Desta forma, frequentou pouco em condição de criação o campo rival. Quando teve sua melhor chance, aos 19 minutos, o Colorado deu espaço e sofreu o gol. Pedro Rocha encontrou Miller Bolaños, que colocou nas redes.

Zago, preocupado, trata de mudar o time

O Internacional não foi superior ao Grêmio um minuto sequer da etapa inicial. Dominado e atrás no marcador, o técnico Antonio Carlos Zago viu os jovens de sua equipe em jornada longe do ideal. Charles e Ortiz foram mal. Brenner pouco tocou nela. Carlos errou todos os lances que tentou. Desta forma, tratou de colocar os reservas no aquecimento ainda antes dos 30 do primeiro tempo. E trocou non intervalo.

Virada em três minutos com mão de Antonio Carlos

O empate do Internacional tem muito de Antonio Carlos Zago. Foi ele quem deu as primeiras oportunidades a Brenner e pediu a contratação de Roberson. Numa tabela entre os dois, o ex-gremista bateu rasteiro e a bola ainda bateu na trave antes de entrar. Com 10 minutos de segundo tempo, o Inter igualou o jogo. E três minutos depois, uma troca de passes rápidas acabou em Brenner, que encobriu Marcelo e virou o jogo.

Apertou? Chama o Barrios

Um minuto depois de levar a virada, o Grêmio promoveu a estreia de Lucas Barrios. O atacante vindo do Palmeiras entrou no lugar de Pedro Rocha e serviu para remobilizar a torcida, já abalada com o resultado. Em seu primeiro lance, o paraguaio quase marcou, de cabeça. Danilo Fernandes defendeu.

Fernandinho empata para o Grêmio

Fernandinho estava em campo há menos de 10 minutos e empatou o jogo. Debaixo de chuva, aproveitou-se da força do chute para vencer Danilo Fernandes, que falhou. Cortou da direita para o meio e bateu forte para empatar.

Corneta no sistema de som

Antes da partida e no intervalo, o sistema de som da Arena puxou a corneta ao Internacional. Acostumado a reproduzir apenas músicas bandar estrangeiras e rock como gênero predileto, as caixas de som do estádio gremista entoaram o hit ‘Arerê’ de Ivete Sangalo. Tudo porque no refrão os aficionados mudavam a letra para “Arerê, o Inter vai jogar a Série B”.
FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 2 X 2 INTERNACIONAL
Data e hora: 04/02/2017 (Sábado)
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Leandro Vuaden
Auxiliares: Lúcio Beiersdorf Flor e José Eduardo Calza
Renda: R$ 1.909.003,00
Público: 45.903
Cartões amarelos:  Michel (GRE), Bolaños (GRE), Luan (GRE), Pedro Geromel (GRE); Léo Ortiz (INT), Paulão (INT), D’Alessandro (INT), Charles (INT), Nico López (INT), Anselmo (INT);
Gols: Bolaños, do Grêmio, aos 21 minutos do primeiro tempo; Roberson, do Inter, aos 10 minutos do segundo tempo; Brenner, do Inter, aos 13 minutos do segundo tempo; Fernandinho, do Grêmio, aos 23 minutos do segundo tempo;
GRÊMIO
Marcelo Grohe; Léo Moura, Pedro Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Michel (Fernandinho), Jaílson (Lincoln), Ramiro e Miller Bolaños; Luan e Pedro Rocha (Barrios).
Técnico: Renato Gaúcho
INTERNACIONAL
Danilo Fernandes; William, Léo Ortiz, Paulão e Carlinhos; Rodrigo Dourado, Charles (Roberson), Uendel e D’Alessandro; Carlos (Nico López) e Brenner (Anselmo).
Técnico: Antonio Carlos Zago
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Sport vira sobre o Santa em jogo eletrizante e se distancia da degola

jogoTeve de tudo no Clássico das Multidões neste domingo: oito gols, expulsões e clima de tensão entre os atletas. Em uma partida eletrizante, com sete gols apenas no segundo tempo, o Sport, após uma série de reviravoltas, bateu o Santa Cruz por 5 a 3 na Ilha do Retiro e ganhou confiança para se distanciar da zona de rebaixamento.

O Santa Cruz marcou os dois primeiros gols e chegou a ter 3 a 2 a 20 minutos do apito final, mas não evitou a reação inacreditável do rival.
Os gols do Sport foram marcados por Durval, Rodney Wallace, Ruiz, Everton Felipe e Vinícius Araújo. Keno, João Paulo e Bruno Moraes fizeram para o Santa Cruz.
Com a vitória, o Sport foi aos 30 pontos, pulando para a 13ª colocação. O Santa segue na vice-lanterna, com 20 pontos.
Na quarta-feira, às 21 horas, o Santa Cruz recebe o Atlético-PR em Recife. Às 19h30 da quinta-feira, o Sport tem uma pedreira pela frente: desafia o Atlético-MG fora de casa.

Do céu ao inferno: Tiago Cardoso vai bem, mas não evita virada do Sport

O goleiro tricolor, que tem fama de crescer nos confrontos diante do Sport, teve muito trabalho a partir do momento em que o Santa Cruz se preocupou somente em defender. Foram três excelentes defesas de Tiago Cardoso no primeiro tempo, além de sua segurança na hora de sair do gol. Ele, no entanto, não resistiu ao bombardeio do Sport na segunda etapa e sofreu cinco gols.

Cartão vermelho e tentativa de agressão: o descontrole de Diego Souza

Diego Souza deu novas demonstrações de seu temperamento forte dentro dos gramados. Conhecido pelas declarações polêmicas e por se envolver em confusões com jogadores rivais, o camisa 87 rubro-negro roubou a cena no segundo tempo da vitória por 5 a 3 de seu clube sobre o Santa Cruz.

Apesar de participar de boa parte das jogadas de ataque no segundo tempo, o jogador discutiu bastante com Derley e foi expulso ao lado do rival pelo árbitro Leandro Vuaden. Revoltado, tentou agredir o adversário na saída do gramado e precisou ser contido pelos companheiros.

Quem foi mal: Paulo Roberto deixa a desejar no meio rubro-negro

Apático, o volante do Sport foi driblado por Keno no lance do primeiro gol do Santa Cruz e não conseguiu distribuir o jogo do meio-campo para o ataque. Foi sacado por Oswaldo de Oliveira, que colocou Éverton Felipe em campo.

Início arrasador do Santa Cruz

Precisando desesperadamente somar pontos para chegar à reta final do Brasileiro ainda com chances de não voltar à Série B, o Santa Cruz partiu para cima do Sport logo no começo da partida. A proposta ofensiva surtiu resultado logo aos 6 minutos, quando Keno, depois de chutar em cima de um adversário, aproveitou o rebote e abriu o placar com um chute colocado no canto esquerdo do goleiro Magrão.

Sem inspiração, Sport para na defesa do Santa

Após o gol de Keno, o Santa recuou suas linhas de marcação, permitindo que o Sport ficasse mais com a bola e levasse mais perigo ao goleiro Tiago Cardoso. Faltava, entretanto, mais organização na articulação das jogadas. Neto Moura, Paulo Roberto e Diego Souza, com dificuldades na construção das jogadas e abusando dos erros em passes e cruzamentos, não conseguiam abastecer Rogério e Ruiz.

Sport cresce produção, mas Tiago Cardoso salva o Santa

O Santa Cruz abriu mão de atacar e assumiu uma postura extremamente defensiva. Pouco ameaçado pelo rival, o Sport começou a encontrar espaços e passou a levar muito perigo ao gol de Tiago Cardoso.

A primeira grande oportunidade do Sport veio aos 35 da etapa inicial. Diego Souza acertou cruzamento para Neto Moura, que cabeceou com firmeza e só não empatou porque Tiago Cardoso fez uma defesa incrível. Dois minutos depois, o goleiro tricolor voltou a brilhar e evitou o gol de Rogério em um chute cruzado.

O bombardeio do Sport no fim da primeira etapa teve seu último capítulo aos 47 minutos. Ruiz, de dentro da área, cabeceia e obriga Tiago Cardoso a fazer mais uma grande defesa. No rebote, Durval teve boas condições para igualar o placar, mas isolou a bola.

Santa amplia com belo gol de João Paulo

As recomendações de Doriva no intervalo para que o Santa voltasse a pressionar o Sport funcionaram logo no início da etapa final. Os visitantes ampliaram em um belo chute do meia João Paulo aos 6 minutos. Ele dominou na entrada da área e, com muita categoria, não deu chances de defesa a Magrão.

Sport empata e deixa o jogo quente

O Sport não se abateu com o segundo gol do Santa e continuou em busca da reação. Dois minutos após o gol de João Paulo, Diego Souza cobrou falta da direita e Durval se antecipou à zaga tricolor para desviar de cabeça.

Enquanto o time da casa lutava pelo segundo gol, João Paulo, de longe, acertou o travessão de Magrão.

Aos 24, um vacilo do Santa Cruz deixou Rodney Wallace em boas condições para empatar o jogo. O lateral não desperdiçou a oportunidade, anotou o segundo gol do Sport e levou a torcida rubro-negra ao delírio na Ilha.

Clássico pega fogo e termina com expulsões

Quando a equipe rubro-negra dava sinais de que chegaria à virada, o Santa jogou um balde de água fria na reação do time da casa. Dois minutos separaram o empate do Sport do terceiro gol dos visitantes. Bruno Moraes, entre os zagueiros, aproveitou assistência de Keno e cabeceou para as redes.

Em um clássico imprevisível, Ruiz, aos 35, escorou cruzamento de Diego Souza, deixando o Sport vivo no jogo e os ânimos acirrados entre os atletas. Em seguida, Diego Souza e Derley se desentenderam no gramado e foram expulsos.

Na base da raça, o Sport marcou seu quarto gol com com Vinícius Araújo, que recebeu de Ruiz e, livre, empurrou para as redes. Já nos acréscimos, Everton Felipe acertou um lindo chute, concretizando a reação incrível do time da casa.

FICHA TÉCNICA

SPORT 5 X 3 SANTA CRUZ

Data e hora: 11/09/2016 (domingo), às 16h

Local: Ilha do Retiro, em Recife

Árbitro: Leandro Vuaden

Auxiliares: Lucio Beiersdorf Flor e Jorge Eduardo Bernardi

Cartões amarelos: Apodi e Ruiz (Sport)

Cartões vermelhos: Diego Souza (Sport); Derley (Santa Cruz)

Gols: Durval, Rodney Wallace, Ruiz, Vinícius Araújo e Everton Felipe (Sport); Keno, João Paulo e Bruno Moraes (Santa Cruz)

SPORT

Magrão; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval, Rodney Wallace; Paulo Roberto (Everton Felipe), Rithely, Neto Moura (Apodi), Diego Souza; Rogério (Vinícius Araújo) e Luis Carlos Ruiz. Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTA CRUZ

Tiago Cardoso; Léo Moura, Neris, Danny Morais, Allan Vieira; Uillian Correia, Derley, João Paulo, Pisano (Arthur); Keno (Jadson) e Bruno Moraes (Wallyson). Técnico: Doriva

Uol

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