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Com 60% das obras de Transposição do Rio São Francisco em andamento, comitês de bacias elegem representante Paraíba

transposiçãoOs representantes de Comitês de Bacias Hidrográficas do estado participaram nesta segunda-feira (15) de uma reunião no auditório da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), na Capital. Durante o encontro, coordenado pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) e Ministério da Integração Nacional, ficou decido que o engenheiro agrônomo Ulysmar Curvelo Cavalcante e a professora Maria Edelcides Gondim de Vasconcelos representará a Paraíba na discussão sobre o modelo de gestão das águas do rio São Francisco.

 

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Eles foram eleitos, respectivamente, para os cargos de titular e suplente. De acordo com o coordenador geral de Apoio a Projetos de Desenvolvimento da Integração do Rio São Francisco (Pisf), José Luiz de Souza, os representantes paraibanos viajam nesta terça-feira (15) para o Rio Grande do Norte, onde haverá uma nova eleição. “O primeiro passo foi a escolha de um titular e um suplente em cada estado receptor das águas do São Francisco, ou seja, Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. Desse grupo sai um representante para a participar da gestão dos recursos hídricos do Pisf”, informou.

Durante o encontro, o secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Ciência e Tecnologia, João Azevedo Lins Filho, destacou a necessidade de um modelo de gestão que descreva detalhadamente as responsabilidades de cada Estado. “A gestão das águas do rio São Francisco é importantíssima, tão importante quanto a própria transposição. O grande desafio é fazer com que essa obra atinja seus objetivos. Para isso, precisamos definir um modelo de gestão federal, no qual os estados possam se espelhar”, observou.

 

A reunião aconteceu durante a manhã e contou com a participação de membros dos comitês das bacias hidrográficas do Litoral Norte, Litoral Sul e do Rio Paraíba, além de representantes da Capega, Defesa Civil Estadual, universidades públicas e privadas, sindicatos e associações. “A participação da população nesse debate é fundamental. As instituições podem contribuir para a definição desse modelo de gestão, ajudando não apenas a definir, mas também a monitorar o funcionamento da transposição”, ressaltou.

 

De acordo com o presidente da AESA em João Pessoa, 60% das obras de Transposição Rio São Francisco. Ele ainda afirmou que no estado há 780 km de adutora que faz parte das obras de transposição. Dentro do projeto também está a adutora do Cariri que compreende o sistema do Canal Vertente que está em andamento como também a barragem de Camará.

Wagner Mariano com assessoria

Barrados pela Ficha Limpa usam brecha e elegem familiares

Um grupo de candidatos a prefeito ameaçados pela Lei da Ficha Limpa usou uma brecha na legislação para chegar ao poder. Eles renunciaram às vésperas das eleições e colocaram como substitutos filho, filha, mulher, neto, irmão, irmã, pai, sobrinho e até uma cunhada.

A estratégia da renúncia seguida de substituição, permitida pelas regras eleitorais, foi adotada por 157 candidatos a prefeito com registros indeferidos pela Justiça.

Desses, ao menos 68 escalaram familiares. O plano deu certo para 33 deles (48%), que venceram a disputa.

Todos esses que renunciaram estavam tecnicamente barrados pela Justiça Eleitoral, mas poderiam disputar a eleição, caso recorressem.

Nenhum, porém, arriscou levar o caso ao TSE ou ao Supremo Tribunal Federal.

De acordo com Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a transferência de candidatura para familiares “como se fosse uma capitania hereditária” é uma tentativa de burlar a legislação eleitoral. Para ele, essa atitude pode embasar a impugnação das candidaturas.

Essas trocas de candidato ocorreram na semana da eleição e, em alguns casos, não houve tempo nem para mudar os registros das urnas.

Um exemplo desse ocorreu em Iepê, em São Paulo.

Na véspera da eleição, o candidato local do PSC, que teve as contas de uma gestão anterior rejeitadas e por isso foi considerado ficha-suja pela Justiça Eleitoral, escalou sua mulher como substituta.

Rosa diz que o marido atuará na administração. “Com certeza, mas não com cargos, porque isso é proibido.”

Faiad defende a substituição: “Não somos estelionatários eleitorais. Durante toda a campanha avisamos aos eleitores para votar em dona Rosa, caso eu não conseguisse o registro da candidatura”.

O caso de “Rosa do Faiad” no registro da candidatura é uma estratégia geral dos fichas-sujas pelo país.

Exemplos: Daniel Queiroz, do PMDB de Beberibe (CE), renunciou e ajudou a eleger “Michele do Daniel”; Saulo Pinto, do PTB de Padre Paraíso (MG), saiu da disputa e deu lugar a “Neia do Saulo”; a exemplo de André Gallo, de Paraíso (SP), com “Sílvia do André Gallo”.

Fonte: folha online